Início Site Página 11182

CD Feirense x GD Chaves: Jogo cancelado e uma lição a tirar para o futebol português

O Bola na Rede esteve, esta noite, presente no Estádio Marcolino Castro, onde se assistiu a mais um episódio vergonhoso do futebol português.

Como é do conhecimento geral, a Covid-19 é, atualmente, o principal entrave ao normal funcionamento do futebol português. O maldito vírus que tem vitimado milhares de pessoas em todo o globo priva os adeptos de poderem entrar nos estádios e obriga a uma minuciosa inspeção de todos os intervenientes no desporto-rei. Infelizmente, neste momento, o vírus é mais forte do que qualquer boa vontade ou do que qualquer amor ao desporto, pelo que, segundo o ditado, “se não o podes vencer, junta-te a ele”, ou seja, faz de tudo para conseguires deliciar os adeptos, mas sem pôr nenhum agente do jogo em perigo.

Hoje, essa articulação para proporcionar um espetáculo digno falhou de maneira estrondosa. O GD Chaves comunicou, na manhã de hoje, quatro testes positivos à covid-19: os jogadores Raphael Guzzo e Samuel Silva, e os adjuntos Pedro Machado e Tiago Castro. Estes elementos foram afastados do plantel e entraram em isolamento obrigatório.

Ao que tudo indica, a Autoridade Regional de Saúde do Tâmega enviou um e-mail ao GD Chaves, dando conta da impossibilidade do clube se deslocar ao Marcolino Castro para disputar a primeira jornada da Segunda Liga. Os flavienses alegam não ter recebido qualquer comunicação da entidade regional, pelo que se deslocaram normalmente para o terreno de jogo.

O árbitro João Gonçalves mandou as equipas recolherem aos balneários após um longo impasse
Fonte: Pedro Diniz/Bola na Rede

Depois de os jogadores de ambos os conjuntos terem realizado o aquecimento no relvado do Marcolino Castro, e, inclusive, já com as três equipas no terreno de jogo prontas para o apito inicial, um delegado da Liga ordenou que o jogo não se iniciasse, dado que a entidade reguladora das competições profissionais em Portugal havia recebido um parecer oficial da Autoridade Regional de Saúde do Tâmega, que obrigava os atletas do GD Chaves a entrarem em quarentena coletiva, já que haviam estado em contacto com os infetados. Vejamos o que a Liga afirmou, em comunicado:

“Face à indicação recebida pela Liga Portugal através do médico Rui Capucho, da ACES do Alto Tâmega e Barroso, pouco antes das 20 horas, o organismo que superintende o Futebol Profissional decidiu, de forma pró-ativa, retardar o início do encontro entre o CD Feirense e o GD Chaves da 1.ª jornada da LigaPro, pedindo uma informação oficial do sucedido.

O relatório do Dr. Rui Capucho chegou, oficialmente e por escrito, à Liga Portugal às 20h24, dando indicação que as Autoridades de Saúde Regional e a Autoridade de Saúde Nacional decidiram que não estavam reunidas as condições para a realização do referido encontro”.

O regulamento para a retoma da prática competitiva de futebol, emitido pela Federação Portuguesa de Futebol, diz o seguinte:

“Artigo 12.º

A FPF adiará um jogo se mais de 50 por cento do número de jogadores habilitados para a prova não puder competir por motivo relacionado com COVID-19. O clube tem de fazer prova documental do impedimento de jogar através de Certificados de Incapacidade Temporária (em caso de COVID-19; emitidos pelo Médico Assistente) e/ou de
Declarações de Isolamento Profilático (em caso de contacto de alto risco de exposição;
emitidos pela Autoridade de Saúde), a entregar em momento a definir.

ARTIGO 13.º

1. Todos os casos positivos (sintomáticos ou não) de infeção por SARS-CoV-2 devem, de
imediato, ser comunicados à Autoridade de Saúde territorialmente competente e
notificados na plataforma SINAVE-Med nos termos da Lei n.º 81/2009 de 21 de agosto.
O caso positivo deve ser isolado, ficando impossibilitado de participar em treinos e
competições até à determinação de cura deliberada pela Autoridade de Saúde
territorialmente competente.
2. Os atletas e equipas técnicas da equipa na qual foi identificado um caso positivo podem ser considerados contactos de um caso confirmado. No entanto, a identificação de um caso positivo não torna, por si só, obrigatório o isolamento coletivo, das equipas. A determinação de isolamento de contactos (de praticantes e outros intervenientes), a título individual, é de estrita competência da Autoridade de Saúde territorialmente competente”.

À luz deste comunicado da FPF, vemos que seria possível o começo do jogo, não fosse a ordem dada pelo Dr. Rui Capucho, da Autoridade Regional de Saúde do Tâmega. Sendo assim, é bastante criticável a falta de comunicação entre as várias entidades envolvidas neste processo, e é condenável que não haja um fio condutor rígido a seguir neste tipo de situações.

Termino com uma demonstração de apreço ao Presidente da Liga Portugal, Pedro Proença, que, poucas horas depois do sucedido, convocou uma reunião de emergência com os clubes e suspendeu o jogo entre Académico de Viseu, que tinha três elementos infetados, e Académica de Coimbra, de forma a que casos como este, que mancham o futebol português, não se voltem a suceder.

É preciso haver a mesma qualidade fora de campo que há dentro das quatro linhas, de forma a que possamos ser um exemplo no futebol europeu e mundial.

Artigo revisto por Joana Mendes

SL Benfica | Pré-época completa, o que esperar a seguir?

0

A vitória frente ao Rennes (2-0), no passado sábado, representou o culminar de uma pré-temporada bem sucedida para o SL Benfica, que contou por vitórias os sete jogos realizados, com saldo muito positivo de golos (23-4) e as boas indicações que todos esperavam, ainda que a equipa não apresente já os índices competitivos no auge, dada a qualidade do plantel e de quem o dirige.

Jorge Jesus chegou, à semelhança de 2009, a prometer multiplicações na qualidade de jogo – desta vez, o triplo –, mas a equipa, fruto das exigentes cargas físicas do técnico, não conseguiu ainda produzir o futebol entusiasmante que se espera, ainda que as melhoras a nível defensivo tenham sido observáveis desde o primeiro encontro de preparação.

A linha recuada absorveu de imediato as noções de organização do staff e a sincronização do primeiro quarteto foi visível na aplicação da armadilha de fora-de-jogo: o SC Braga foi a principal vítima, com os seus atacantes a serem apanhados inúmeras vezes em posição irregular de forma quase caricata.

Ainda que nem sempre os prováveis titulares estivessem disponíveis, os substitutos apresentavam altos índices de concentração e demonstraram competências válidas para lutar por um lugar.

Os reforços Gilberto e Verthongen tiveram sortes diferentes – à direita, o brasileiro não apresentou ainda motivos que façam destronar André Almeida da titularidade, enquanto que o experiente belga assegurou imediatamente lugar ao lado de Rúben Dias, aproveitando a lesão de Jardel e o eclipse de Ferro.

À esquerda, a lesão de Grimaldo foi propícia para a continuidade de Nuno Tavares, que intercalou bons pormenores e exibições com momentos de fragilidade, e para a aparição de Franco Cervi como solução na traseira esquerda, materializando opiniões de diversos quadrantes da massa adepta que viam na disponibilidade física do argentino justificação para um recuo no campo.

O meio-campo foi o sector com mais alterações forçadas, dada a quantidade de soluções de qualidade. Weigl encabeçou o núcleo de apostas totalitárias, cumpriu todas as titularidades e foi observando a dança de cadeiras à sua frente: Taarabt foi mais vezes aposta, mas Gabriel e Florentino surgiram largos minutos em campo e até Pizzi experimentou a posição ‘8’, ainda que sem resultados práticos que motivem repetição da aposta.

O português conseguiu os melhores números da carreira no lado direito e, após um 2019-2020 a grande nível, as pretensões de Jorge Jesus em colocá-lo no centro do terreno parecem concluir em opção única: o lugar de segundo-avançado, libertando Luís Miguel da exigência física e da preocupação defensiva. O que resultou, já que surgiu em grandíssimo plano no apoio ao último homem e relegou, para já, o alemão Waldschmidt para o banco de suplentes.

Morato, Gonçalo Ramos e João Ferreira vão crescendo na companhia dos mais velhos, depois da excelente caminhada na Youth League
Fonte: SL Benfica

Nas alas parece não existir grande dúvida: Everton Cebolinha e Rafa são craques de nível internacional e será questão de tempo até assegurarem totalmente lugar cativo no onze. Isto apesar dos jogos menos bem conseguidos por parte do português, que terminou a época transacta irreconhecível e que demora a voltar ao nível que atingiu com Bruno Lage, em 2018-19.

Pedrinho é um dos nomes à espreita dessa eventual quebra de rendimento, brasileiro que aterrou na Luz com selo Corinthians e que não tardou em mostrar pormenores técnicos de elevado gabarito: mas não é só essa a sua principal valência, há outros pressupostos com os quais exige minutos logo à partida, como a noção tática invulgar para um fantasista brasileiro e a disponibilidade para ocupar várias posições no último terço.

Jota, uma das grandes esperanças, parece cada vez mais relegado a posto solitário nas masmorras da inutilização, fala-se insistentemente em empréstimos para o estrangeiro: o Record noticiava esta semana a possibilidade de West Ham e Everton serem os clubes do português na próxima temporada, depois do fugaz interesse do Valência.

Lá na frente, Dyego Souza é carta fora do baralho, compreensivelmente. O brasileiro nunca demonstrou aptidões para ser solução válida às eventuais quebras de rendimento de Seferovic e Vinícius, e o cancelamento do seu empréstimo parece o mais provável desenrolar da sua situação.

Quanto aos outros dois, experienciaram minutos que baste para mostrar serviço – o suíço mostrou competências físicas para as funções que Jorge Jesus pede aos seus avançados, tanto na exploração da profundidade como na agressividade em momento de pressão –, mas a chegada de Darwin Nuñez parece remetê-los para papel secundário.

Carlos Vinícius foi figura, bisou frente ao SC Braga, mas a insistência da comunicação social na sua saída por valores avultados é fumo de um fogo que vai ardendo sem grandes desenvolvimentos, ainda que o encaixe financeiro que a transferência poderia representar seria apenas e só para libertar o clube dos limites do fair-play financeiro e encarar o mercado com renovada abordagem.

O jogo da próxima terça-feira, frente ao PAOK de Abel Ferreira, será o primeiro grande teste de uma equipa de quem se espera grandes feitos. Tudo o que não seja uma vitória no Toumba será visto como fracasso monumental.

Três dias depois joga-se a jornada inicial da Primeira Liga em Famalicão, e será fundamental encarar esse jogo com almofada emocional que só um sucesso na Grécia poderá disponibilizar, libertando um grupo de jogadores da pressão monumental que as peripécias e fracassos de 2019-2020 entregam.

Artigo revisto por Joana Mendes

O regresso da Liga Inglesa | Mais competição ou revalidação?

Está finalmente de regresso aquela que para mim é a melhor liga do mundo. E apesar de ainda não sabermos quando vamos poder contar com a presença dos adeptos nos estádios, este ano, como sempre, promete.

Pelo regresso de clubes históricos, pelo forte investimento de algumas equipas ou simplesmente pela forte presença portuguesa, a versão 20/21 da Liga inglesa tem todos os condimentos para mais um ano extremamente bem jogado e competitivo. Vamos então a uma pequena análise de cada um dos concorrentes:

AS EMOÇÕES DA PREMIER LEAGUE ESTÃO DE VOLTA E A IMPREVISIBILIDADE VOLTA A SER NOTA DOMINANTE. SABES QUEM VAI GANHAR? ENTÃO APOSTA JÁ EM BET.PT!

Liverpool FC: O campeão em título, a equipa em melhor forma e o grande favorito à conquista do título. Ainda assim, tendo em conta a forma como “passearam” na época passada, antevejo um ano com maiores dificuldades.

Manchester City: Uma grande incógnita. Normalmente, Guardiola não dá ponto sem nó, mas foi uma equipa que desiludiu na época passada e que até agora mexeu pouco no mercado. Ainda assim, é o plantel com maior valor de mercado e com um treinador que é sempre competitivo.

Manchester United FC: Bruno Fernandes + 10.

Chelsea FC: Os reis do mercado de transferências. Enorme expectativa para ver como esta equipa (que de repente ficou repleta de jovens craques) poderá alinhar sob a batuta de Frank Lampard. Com os fantásticos jogadores que contratou, exige-se um Chelsea colado aos lugares cimeiros e com um futebol atrativo.

Leicester City FC: Apesar de manter o núcleo duro da equipa, será difícil repetir o sucesso da última época. A qualificação para a Liga dos Campeões ficou a uma jornada de distância, numa equipa que teve ainda o melhor marcador da competição (Jamie Vardy…pois claro). Vamos ver se mostra capacidade para aguentar uma temporada dura com a Liga Europa pelo meio.

Tottenham Hotspur FC: Teste de fogo para José Mourinho. No ano passado os resultados nem sempre foram os melhores, mas o treinador português teve duas atenuantes – a quantidade de lesões em jogadores fundamentais e o facto de ter pegado na equipa já com a competição a meio. Este ano não há desculpas e o treinador até tem recebido reforços interessantes. Esperamos que seja o regresso do bom velho Mourinho.

Wolverhampton Wanderers FC: Heróis do mar… nobre povo…” a equipa mais portuguesa que muitas equipas da nossa primeira liga. Principalmente por este motivo, a expectativa é enorme para perceber se a armada lusa de Nuno Espírito Santo vai exibir o nível que tem apresentado desde a chegada do treinador português. Uma das equipas que mais se mexeu no mercado de transferências e que melhor futebol tem vindo a apresentar nas últimas épocas.

Arsenal FC: Sabemos que o Arsenal é quase sempre aquela desilusão crónica. Por regra, é aquela equipa que até tem um futebol positivo, que apresenta bons momentos, mas no momento da verdade falha sempre. Depois da chegada de Arteta, o clube parece ter sido capaz de fazer as pazes com os títulos (uma taça de Inglaterra e uma supertaça). Conseguirá o Arsenal voltar ao top 4?

Sheffield United FC: A equipa sensação da primeira volta do campeonato 19/20 vai procurar repetir a dose na edição 20/21. Temo que a perda do guarda redes Dean Anderson possa afetar bastante o rendimento da equipa, dada a sua preponderância na última edição da prova. Tem a palavra Chris Wilder.

Burnley FC: Um dos mais fortes candidatos à descida, apesar da experiência que o treinador Sean Dyche tem nestas andanças.

Southampton FC: Uma equipa que tem sido sempre de altos e baixos. Ora atravessa períodos com um futebol muito positivo e bons resultados, ora mergulha em crises e jogos consecutivos sem pontuar. Se segurarem o vice goleador da edição passada (Danny Ings), ficam mais perto de alcançar uma prestação tranquila e longe do espectro da despromoção.

Everton FC: Uma das grandes desilusões da época passada. Ancelotti, à semelhança de José Mourinho, teve algumas condicionantes que o “desculparam” de desaires comprometedores. Esta época, ainda para mais depois de receber reforços sonantes como Allan ou James Rodriguez, o treinador italiano vai ter de puxar dos galões e colocar o Everton na luta pelos lugares europeus.

Futsal: Leões à conquista da Glória!

0

No passado sábado, o Sporting Clube de Portugal, recebeu e venceu o Viseu 2001, por expressivos 10-1, em jogo a contar para o Troféu Stromp. Marcando assim, o regresso do futsal ao Pavilhão João Rocha.

No arranque para esta temporada 2020/2021, os leões viram sair Léo Jaraguá, Deo e Alex. Em sentido contrário o plantel liderado por Nuno Dias, apresentou Mamadú Ture, proviniente dos suíços do Futsal Minerva. Ture fez a sua formação no clube de Alvalade, tendo ainda passado pelo CF Os Belenenses e pelo fusal helvético.

O jovem de 21 anos já vai tomando o gosto ao pé nos primeiros jogos de leão ao peito

Para a nova época, Nuno Dias tem um plantel forte à sua disposição, com vários jovens da formação a integrarem a equipa principal – Bernardo Paçó, Tomás Paçó e Zicky.

Esta será uma temporada, onde o futsal leonino pretende continuar a contribuir com títulos para o eclectismo verde e branco. Ao nível nacional, o Sporting Clube de Portugal tem como principal objetivo a conquista do campeonato, bem como a Taça de Portugal e Taça da Liga.

Outro grande objetivo, será a reconquista da UEFA Futsal Champions League, sendo que na temporada passada os leões ficaram pela ronda de elite. Apesar de a temporada ter sido terminada devido à pandemia de COVID-19, os leões eram líderes da fase regular da liga e assim, qualificaram-se para a UEFA Futsal Champions League. O objetivo é reconquistar a Glória europeia.

Esta será assim uma época exigente, que se espera repleta de vitórias e títulos. Que seja mais uma temporada de Esforço, Dedicação e Devoção, para conquistar a Glória.

Foto de Capa: Sporting CP

O melhor 11 português do século XXI na Liga Italiana

0

Itália parece ser um destino de eleição para jogadores portugueses. São vários os nomes que por lá passaram, uns com mais sucesso, outros com menos, e outros que talvez nem fazemos ideia. Neste XI só entram os melhores, ou os que deixaram por alguma razão a marca. Muitos destes jogadores tornaram-se exemplos nas formações transalpinas que vestiram, os que ainda atuam em campo movimentam as apostas junto com a LISTA DOS CÓDIGOS DE BÔNUS. Quando iniciei a pesquisa não esperava encontrar tantos lusos, e, de facto, acabei por relembrar alguns nomes que pela Liga Italiana passaram e que já nem me lembrava.

Com um 11 que mistura muito bem aquilo que já são o porta-estandarte do futebol português da primeira década do século XXI, com caras mais recentes, a qualidade do conjunto que encabeça este 3-5-2 é exacerbante. Dentro das escolhas que fiz, das sugestões que deixo, e de outros nomes que te lembras, que alterações fazias?

5 motivos pelos quais o FC Porto não deveria contratar em Portugal

0

Tem sido um mercado de transferências relativamente calmo no FC Porto. Poucas entradas, poucas saídas, no entanto algo salta à vista: todos estes negócios envolvem outros emblemas portugueses.

Cláudio Ramos, Carraça, Zaidu e Taremi, até à data, únicos reforços do plantel às ordens de Sérgio Conceição, revelam uma aposta forte por parte da estrutura azul e branca no mercado interno, aposta que, convenhamos, não é de todo novidade.

Com isso em mente, decidi elencar alguns aspetos menos positivos desta estratégia de mercado e assim trazer alguns argumentos que vão de encontro àquilo que pessoalmente penso: o mercado português, na vasta maioria dos casos, fica muito aquém das necessidades de um clube como o FC Porto.

NBA Playoffs: Dedo de líder

0

Os playoffs estão a entrar cada vez mais perto da fase das grandes decisões e a conferência Este já garantiu a primeira grande surpresa destas meias finais, ao passo que os favoritos Milwaukee Bucks perderam diante os Miami Heat. Na outra série, a disputa entre Celtics e Raptors tem sido deveras frenética, com um jogo 6 de duplo prolongamento a conferir a “negra”.

Do outro lado, a conferência Oeste vai mantendo-se competitiva, porém com os favoritos de Los Angeles (Clippers/Lakers) a garantirem a dianteira da respetiva série, com “dedos” de líder por ambos Kawhi Leonard e Rajon Rondo.

ADEUS, GIANNIS

Giannis Antetokounmpo says he’s not leaving Bucks: “It’s not happening.” https://t.co/wGICnRXfLS pic.twitter.com/EbXea9LXpl

— Complex (@Complex) September 9, 2020

A derrota pesada no conjunto da série (4-1) perante o grupo coeso porém desobrigado de Miami, levou à maioria dos seguidores da NBA questionar a continuação de Giannis Antetokounmpo na equipa de Milwaukee. Todavia a eliminação, o jogador de 25 anos mantém-se firme e «leal» ao franchise de Milwaukee, garantindo não desistir (por enquanto). Isto é, o atleta grego tem contrato até 2021 e quando foi questionado sobre o facto de poder “pedir” uma troca aos responsáveis dos Bucks, o próprio assumiu que “tal não vai acontecer”, ratificando que o objetivo primordial tem que ser “melhorar enquanto equipa e individualmente”, de modo a estarem prontos para a próxima temporada. O problema é, caso os responsáveis dos Milwaukee Bucks, na próxima «off-season», não consigam acarretar jogadores de outro nível que consigam contribuir de forma decisiva para a atuação da equipa (essencialmente nos playoffs), Giannis terá a oportunidade de decidir o seu futuro livremente no final da próxima temporada, ao passo que o mesmo será free agent.

O adeus tão abordado nos últimos dias, de Giannis Antetokounmpo, parece, por enquanto, adiado, não obstante os responsáveis de Milwaukee, terão de oferecer ao astro grego garantias de um futuro mais auspicioso a curto prazo.

Podcast BnR T1/EP2: O Top4 da Premier League 2020/21

0

Neste segundo episódio falamos de Premier League! Qual será o top4 da Liga Inglesa? Vem daí e acompanha mais este podcast, desta vez com a moderação do Pedro Pinto Diniz e os comentários de Jorge Faria de Sousa, Pedro Palma e Rui Pedro Cipriano.

Não te esqueças que este vai ser um programa semanal, mas que podes ouvir a qualquer hora nas plataformas habituais.

Podes ouvi-lo no Spotify, Anchor, Breaker, Google Podcasts, Apple Podcasts, Overcast, Pocket Casts e Radio Public.

Artigo revisto por Joana Mendes

GD Estoril Praia 1-0 FC Arouca: Entrada fulminante dos canarinhos bate o retornado Arouca

A CRÓNICA: ISTO NÃO É FUTEBOL DE SEGUNDA

O GD Estoril Praia recebeu o FC Arouca no Estádio António Coimbra da Mota, num jogo a contar para a primeira jornada da Segunda Liga Portuguesa. O jogo não começou sem antes homenagear Vanessa Gomes, a primeira mulher a constituir a equipa de arbitragem num jogo profissional em Portugal.

A equipa da linha entrou muito forte e pressionante no jogo. Logo ao segundo minuto surgiu o primeiro golo da partida. Um bom cruzamento de João Diogo encontrou Vidigal dentro da área. O avançado angolano não deu hipóteses a Victor Braga e estava feito o 1-0 para os canarinhos.

O FC Arouca respondeu muito bem ao golo sofrido e foi equilibrando paulatinamente o jogo e os primeiros minutos foram completamente frenéticos.

O taco a taco entre os dois emblemas manteve-se durante grande parte da primeira parte e as oportunidades parte a parte foram surgindo. Destaque para a intervenção de Dani Figueira, a impedir o golo do empate depois de um bom lance de Heliardo, ao minuto 35.

Do outro lado, Victor Braga negou o bis a Vidigal. O avançado do Estoril Praia ultrapassou dois adversários, mas não conseguiu bater o guardião brasileiro. Foi uma primeira parte muito bem jogada no António Coimbra da Mota.

Muito bom foi também o recomeço do FC Arouca, que entrou a todo o gás para trazer o jogo de volta à estaca zero. O médio Leandro, acabado de entrar, voltou a testar o guarda-redes caseiro Dani Figueira, que faz a terceira defesa da noite e mantém o Estoril na liderança.

Num jogo bem mais frio do que o visto na primeira parte, o próximo momento chave aparece por intermédio do extremo esquerdo estorilista, Bruno Lourenço, que testou a atenção de Victor Braga. O guardião arouquense fez uma defesa digna de fotografia ao minuto 71. Daí em diante, o jogo torna a aquecer.

A última boa oportunidade que o FC Arouca teve para chegar ao empate, nasce ao minuto 76 depois dum livre cobrado por Leandro, mas o ressalto que sobra para o extremo direito dos arouquenses, Adílio, é inconsequente.

Até ao apito final de João Malheiro Pinto, os arouquenses bem tentaram inverter a desvantagem. Mas os três pontos inaugurais da Liga Pro ficam mesmo no Estádio António Coimbra da Mota, a casa do Estoril-Praia que acaba por ser um justo vencedor da partida.

A FIGURA

Dani Figueira – O guarda-redes estorilista fez questão de demonstrar a grande forma em que se encontra. Fez seis defesas, três das quais foram verdadeiramente heroicas naquele que acaba por ser um jogo difícil para o Estoril Praia. A última barreira nunca tremeu e garantiu que os três pontos ficavam na linha.

O FORA DE JOGO

O minuto 1 do FC Arouca – A entrada do Estoril foi tão boa que no segundo minuto se antecipava uma goleada “à antiga” no António Coimbra da Mota. Mas, na verdade, bastou o primeiro minuto para ficar conhecido o resultado final do jogo. Um passo em falso custou aos arouquenses algo mais que uma derrota na jornada inaugural da Liga Pro.

ANÁLISE TÁTICA – GD ESTORIL-PRAIA

De regresso aos bancos portugueses, o técnico de 43 anos, Bruno Pinheiro, orquestrou um 4-4-2 de origem, que se transformava num 4-3-3 no primeiro momento de construção ofensiva. Com a nítida intenção de tirar proveito da velocidade do avançado cedido pelo Vitória SC, o ganês Yakubu Aziz, os canarinhos nunca se coibiram de lançar uma bola longa para as costas da última linha do FC Arouca e de tentar combinar com o talentoso ganês. O francês Rosier garantiu a consistência no equilíbrio do meio campo estorilista e ficou a evidente a importância do médio para a turma de Bruno Pinheiro. O Estoril acaba por ficar muito agradecido à fulminante entrada que teve na partida e conquista os três pontos num jogo atípico, mas bem disputado.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES  

Dani Figueira (8)

João Diogo (7)

Hugo Gomes (6)

Hugo Basto (5)

Joãozinho (6)

Bruno Lourenço (6)

Gamboa (6)

Rosier (7)

Zé Valente (7)

Yakubu Aziz (7)

Vidigal (7)

SUBS UTILIZADOS

Paulinho (6)

Cícero (-)

Crespo (-)

ANÁLISE TÁTICA – FC AROUCA

No seu primeiro jogo oficial como treinador do FC Arouca, o treinador Armando Evangelista apresentou um 4-4-2 tradicional. Consigo, os arouquenses gostam de pressionar alto no momento defensivo, com sentido de urgência na recuperação da posse da bola. Na transição ofensiva, o FC Arouca servia-se da qualidade técnica que tem nas alas, quer da experiência do brasileiro Adílio, quer da irreverência do congolês ex-Boavista Bukia. A equipa mostrou uma grande dependência da prestação do avançado Heliardo, que deu uma boa réplica daquilo que poderá vir a ser um dos grandes destaques da Segunda Liga. O jogo foi, claro, atípico, porque o Arouca teve de remar sempre contra a pesada maré que é começar a perder no primeiro minuto de jogo. Ou no segundo, neste caso.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES 

Victor Braga (6)

Thales Oleques (6)

Basso (6)

Brunão (6)

Joel (6)

Adilio (7)

Pedro Moreira (6)

Marco Soares (5)

Bukia (7)

Nuno Rodrigues (6)

Heliardo (7)

SUBS UTILIZADOS

Leandro (7)

Anthony Blondell (5) 

CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Bola na Rede: De que forma é que sofrer um golo tão cedo afetou o plano para este jogo?

Armando Evangelista: Condicionou muito. Obrigou-nos a pressionar alto 90 minutos. Isto leva a um desgaste elevado. Não pudemos explorar a profundidade e as transições da forma que queríamos. Havia períodos em que estava previsto baixarmos as linhas e dar a iniciativa ao Estoril. Isso não foi possível. Ainda assim, para primeiro jogo do campeonato, pelo que jogámos, pelo que corremos, estou satisfeito com a minha equipa.

Bola na Rede: Achei-o muito interventivo durante todo o jogo. Sempre muito comunicativo com os seus jogadores.  Depois Vimos aquela roda no final. De que forma é que tudo isto é importante para construir o espírito de equipa. E até onde é que acha que pode chegar este Estoril?

Bruno Pinheiro: Sim, este jogo foi muito importante para a construção do espírito de equipa. Tivemos algumas dificuldades com alguns jogadores de fora, mas conseguimos responder da melhor forma. A moral constrói-se melhor sobre vitórias do que sobre derrotas. O Estoril em termos de humildade e garra será sempre este, esteja quem estiver. Ainda vamos crescer muito!

Rescaldo da autoria de Diogo Dá Mesquita e Gonçalo Batista

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

BnR TV Live: Antevisão da Premier League 2020/21

A Liga Inglesa, conhecida como Premier League, está de volta e não podia faltar uma análise no nosso Bola na Rede TV! Para muitos, é o campeonato mais competitivo de todo o mundo e nós, no Bola na Rede, adoramos falar sobre ele.

O campeão Liverpool FC tenta defender o seu título e para os comentadores do BnR TV, foi unânime que é o favorito a ganhar a competição, tal como que Timo Werner e Havertz serão contratações de peso para o Chelsea FC. Já Van de Beek não foi considerado a contratação ideal para o Manchester United FC.

A 15.ª jornada foi unanimemente escolhida como a teoricamente mais aliciante da próxima edição da Premier League. Os principais destaques caem sobre o Wolverhampton WFC vs. Tottenham Hotspur FC; Arsenal FC vs. Chelsea FC e Leicester City FC vs. Manchester United FC.

BnR TV Live com a moderação de João Castro e os comentários de Jorge Faria de Sousa, Pedro Pinto Diniz e Rui Cipriano Duarte.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão