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Onde está o dinheiro?

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Começo este texto com a questão que muitos sportinguistas gostariam ver respondida: Afinal, onde está o dinheiro? Semana após semana, surgem notícias na Comunicação Social sobre alegados incumprimentos financeiros por parte do Sporting Clube de Portugal a clubes onde comprou ativos. O caso mais turbulento foi, sem dúvida, o de Rúben Amorim. No entanto, ultimamente, já se ouvem nomes como Sporar, Siniša Mihajlović e UC Sampdoria (este último não me parece que o clube italiano tenha razão).

A verdade é que o tempo passa, as acusações ao Sporting CP não param e o clube vê-se continuamente a ser exposto na praça pública. Se a saúde emocional do clube já não é boa, depois da terrível época desportiva, estas acusações só prejudicam ainda mais.

Atualmente, o clube vive uma fase deprimente e caminha em direção à mediocridade. Um clube à imagem do atual Presidente, Frederico Varandas, que, juntamente com a sua estrutura, prova não ter capacidade para conduzir o clube. Vamos por partes:

A herança pesada

Estou completamente farto do título “Herança Pesada” para atrair as atenções para onde não merecem estar. Não me quero alongar muito e bater mais no tema, basta olhar para a equipa que o Sporting CP possuía na época 2017/2018 e para a atual. Se herança pesada significa criar ambição, sendo um sério candidato a lutar por títulos, então eu quero uma herança assim. Em 2018/2019, a herança pesada permitiu fazer a melhor época dos últimos 17 anos. Não chegou a bazófia para comunicar esse feito por parte da atual direção. No Alentejo, costuma-se dizer que “com as botas do meu pai, também consigo ser homem” e foi isso que foi feito… Aproveitou-se o bom trabalho que já estava para trás no futebol e nas modalidades. Basta olhar para a data em que chegaram Bruno Fernandes, Mathieu, Acuña e Coates, por exemplo.

Preparação da época 2019/2020

Dói olhar para trás, recuar às entrevistas que foram dadas e perceber que tudo não passou de uma mentira e ilusão. Em tantos anos de sportinguismo, não me lembro de ver uma época tão mal preparada. Frederico Varandas contradiz-se em todas as entrevistas e as suas ideias mudam consoante o vento. Basta ver os próximos videos. Mau demais!

O mercado (entradas)

As entradas foram desastrosas. Apenas consideraria Vietto uma opção razoável, que acaba por ser muito boa dentro de um plantel com pouca qualidade. Esbanjaram-se milhões de euros em jogadores que não tem qualidade para vestir a camisola do leão rampante. Ainda assim, mais uma vez, não faltou a típica bazófia para enaltecer as supostas boas contratações que se revelaram péssimas. Apresento uma lista de jogadores que não são titulares absolutos, alguns deles dispensáveis e o seu respetivo preço:

Rosier – 5M€

Rafael Camacho – 5M€

Eduardo – 3M€

Jesé Rodríguez – 2M€

Bolasie – ?€

Fernando aka “Revelação do Brasileirão” – ?€

Nesta lista não são contabilizados eventuais comissões, prémios de assinatura, percentagem do salário (empréstimos), etc. No mínimo, 15 milhões de euros.

150 milhões em vendas (saídas)

Este é o ponto mais importante deste texto. Provavelmente estão a pensar o mesmo que eu: Com tantos milhões em vendas, como é que é possível falar-se que o clube está em dificuldades financeiras? Ao longo do último ano, o Sporting angariou aproximadamente 150 milhões de euros, em vendas de jogadores e nem isso tem sido suficiente para calar o ruído em redor do clube. Apenas Thierry Correia poderá ser considerado uma verdadeira venda desta direção. Os jogadores que mais contribuem para esta soma são Bruno Fernandes e Raphinha, que não foram comprados pela a atual direção. Este valor é anormal para o futebol português. Não me recordo de outra época em que tenhamos chegado a um valor tão alto.

Devedores?

Como referi inicialmente, alguns dos nomes mais sonantes do “Departamento de Dívidas” são Rúben Amorim, Sporar e Mihajlović. Estes nomes representam, facilmente, mais de 20 milhões de euros. Depois de tanta campanha financeira, de “enganarmos” o Manchester United FC e de obtermos um resultado líquido superior a 30 milhões, não me digam que não há dinheiro para pagar a quem devemos. Para investir num treinador que poderá custar aproximadamente 14 milhões há dinheiro, para pagar o que devemos, pelos vistos não. Por mais sentido que se tente encontrar nas coisas, fica difícil.

Com o desfecho da época, a contestação continua
Fonte: Sporting CP
Quem nos deve?

Poderá também ser uma análise interessante e justa, se considerarmos que também somos um clube credor. Recentemente, vieram a público alguns rumores sobre a falta de pagamento por parte de Atlético de Madrid e Valência CF, pelas transferências de Gelson Martins e Thierry Correia, respetivamente. Não são valores absurdos mas é uma quantia considerável.

Onde está o dinheiro?

Esta é a pergunta sem resposta. A estabilidade está longe e a glória desvanece-se a cada dia que passa. Sem ideias, sem capacidade de mover a massa adepta em torno do clube, é o olhar de mais um grande adepto cansado de tantos filmes, histórias, dramas e comédias.

A próxima época vai ser preparada como foram todas as outras ou ainda pior. Não conseguimos contratar sequer um central que joga numa equipa do meio da tabela do campeonato espanhol. Não sei se é falta de dinheiro, falta de competência ou ambos.

O tempo passa e a imagem do Sporting CP surge nas bocas populares cada vez mais desgastada.

Com tanta movimentação, perde-se o fio à meada. Não sabemos qual é a estratégia utilizada para “Unir o Sporting” e qual o rumo que quem dirige quer tomar. Para mim é bastante claro há já algum tempo, e a porta da saída deve ser o caminho a percorrer por esta Direção desastrosa. Souberam vangloriar a maior época desportiva dos últimos anos, mas, quando fizeram a pior em 114 anos de história, a única coisa que souberam fazer foi dar uma entrevista a um jornal desportivo. Isso não é dar a cara, é dar a cobardia.

Em nenhum momento foi provado que têm qualidades para estar à frente da instituição Sporting Clube de Portugal. Fico, então, à espera da resposta. Onde está o dinheiro?

Foto de Capa: Candidatura “Unir o Sporting”

Artigo revisto por Mariana Plácido

2026: Ano de Ouro para África?

Os Jogos Olímpicos da Juventude, originalmente agendados para 2022, e, entretanto, adiados para 2026, têm a particularidade de serem os primeiros de sempre disputados em África, na capital do Senegal, Dakar. Neste intervalo, já foi confirmado que o futsal feminino irá incluir a grelha de desportos a serem disputados.

Na prova de 2018, disputada em Buenos Aires, na Argentina, o futsal veio substituir o futebol de 11. A troca no evento argentino provou ser de muito boas memórias para as cores nacionais, com a brilhante conquista da medalha de ouro na variante feminina.

Para além da importância óbvia que tem uma conquista nesta modalidade para o país em questão, a crescente globalidade da modalidade e o aumento do número de adeptos assíduos e praticantes justificam a sua inclusão em eventos desta magnitude. À cabeça, e num futuro não muito longínquo, estará a sua adição em Jogos Olímpicos de Verão, estando esse desejo dependente da avaliação do COI em função da recetividade e sucesso neste formato.

Contudo, pelo que eu expliquei anteriormente, estará para breve uma troca com o futebol. Porquê? Simples. Não só pela globalização do futsal, mas porque o futebol apenas compreende jogadores sub 23, salvo três exceções por país participante na sua vertente masculina, com o elenco de elite para as senhoras. Por isto tudo, creio que será uma questão de tempo até, tal como aconteceu nos Jogos Olímpicos da Juventude, haver uma troca na lista de modalidades na programação dos Jogos.

Falando agora mais um pouco da edição de 2026 em África, na capital senegalesa, creio que temos todas as possibilidades de poder renovar o ouro ganho, embora saiba que fazer apostas a tão longo prazo é muito arriscado.

O grande talento da geração de 2018 que conquistou o ouro na Argentina, Fifó.
Fonte: FIFA

O trabalho de formação em Portugal tem sido fantástico, com o lançamento de inúmeros talentos para a alta roda, com Fifó em claro destaque. A geração de 2018 pode-se considerar uma geração de ouro, mas tudo leva a crer que nos iremos apresentar na próxima edição com uma equipa disposta a lutar arduamente pelo lugar mais alto do pódio – seja com uma equipa masculina ou feminina, se se mantiver a restrição de apenas se poder levar uma equipa na modalidade.

Finalmente, esta é uma ótima oportunidade para o continente africano mostrar que é capaz de organizar um evento com a magnitude e importância dos Jogos Olímpicos. Ainda terão alguns anos para preparar tudo, mais quatro devido à COVID-19 e ao consequente adiamento dos Jogos de Tóquio. No entanto, toda a esperança de um continente está depositada na capacidade organizativa do Senegal para no futuro poder atrair mais competições multidesportivas para África.

Foto de capa: Olympics.org

Artigo revisto por Mariana Plácido

SL Benfica x FC Porto | 5 dados estatísticos na Taça de Portugal

Se tudo correr como previsto (o que é de duvidar, neste ano estapafúrdio), o apito inicial da partida final da época 19/20 será dado às 20h45 de sábado, 1 de agosto do malfadado ano de 2020. A época que por mais tempo se estendeu culmina com a primeira final da Taça de Portugal disputada fora dos dois grandes polos urbanos portugueses – Lisboa e Porto.

O Estádio Cidade de Coimbra, sito, imagine-se, em Coimbra, recebe, então, a 80ª final da história da prova-rainha do futebol (aquele que temos por cá ainda tem este nome, não é? Estranho…) luso. Um número redondo, que encontra companhia num outro: 10. A final 19/20 será a 10ª disputada entre águias e dragões, clubes que têm, respetivamente, 36 e 30 finais da Taça de Portugal no currículo.

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No palmarés, o SL Benfica tem 26 troféus e o FC Porto menos dez, 16. No total, são 42 Taças de Portugal que estarão em campo, o correspondente a cerca de 53% das disputadas em 79 anos de história. Mas, então, quem tem a vantagem histórica e quem tem a vantagem do momento? Seguem cinco dados que podem ajudar a responder a essa dupla questão.

SL Benfica | Os 5 pontos mais fortes das águias

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Naquela que foi a época desportiva mais anormal de sempre fora de campo, cá em Portugal, dentro de campo, também surgiram umas belas reviravoltas. Primeiro, começou-se por retirar, desde logo, o FC Porto da luta naquele primeiro Clássico da época na Luz, frente ao SL Benfica. O resultado? 2-0 para os Dragões e com uma exibição dominante.

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Ainda assim, foi o SL Benfica que conseguiu ter uma primeira volta mais bem conseguida, e, no segundo encontro entre as equipas, as Águias tiveram a possibilidade de chegar aos 10 pontos de vantagem. Muita gente dizia, inclusive, que o jogo ia ser apenas uma consagração do título. Mesmo para quem tenha estado debaixo de uma pedra nos últimos meses, dá para perceber como ficou, não dá?

O que é que eu quero dizer com isto, mesmo antes do terceiro e último Clássico da época, perguntam? É que no futebol nada é garantido. Nenhum portista gostou quando muitos nos média simplesmente descartaram a sua equipa em momentos nos quais nada estava decidido, pois não? Então, se calhar, é melhor haver cuidado nas antevisões de jogos desta dimensão. Atribuir a vitória a qualquer uma das equipas antes da bola começar a rolar é só pedir para ser ridicularizado. Isto, claro, se as coisas correrem como tantas vezes correm no futebol… de forma inesperada.

Ora então, em nome da moderação no discurso sobre futebol em Portugal, em vez de falar do FC Porto, trago hoje 5 pontos fortes do SL Benfica.

5 jogadores que passaram por Arsenal FC e Chelsea FC no século XXI

Está aí à porta a final da Taça de Inglaterra. E logo com um escaldante dérbi londrino a realizar-se, precisamente, na capital inglesa – no mítico Wembley Stadium. Será a terceira vez neste século que as duas equipas se encontram na final de Wembley. 

GUNNERS OU BLUES? QUAL DOS EMBLEMAS LONDRINOS LEVARÁ A MELHOR NO ÚLTIMO JOGO DA TEMPORADA INGLESA? APOSTA COM A BET.PT!

Ao longo dos últimos anos, várias foram as vezes que Arsenal FC e Chelsea FC disputaram troféus. E se é verdade que a última final caiu para os blues (com uma goleada na Liga Europa, na época passada), também não deixa de ser um facto que, nas únicas duas vezes em que as equipas se encontraram na final da Taça de Inglaterra, os gunners saíram a sorrir. Certo é que o Arsenal vai em busca da sua 14ª Taça e o Chelsea tentará o nono troféu.

Contudo, a longa História (e rivalidade!) entre estes dois clubes não se faz só de títulos ou confrontos diretos, mas também de atletas que vestiram ambas as camisolas. Na antevisão ao encontro entre duas das equipas que mais vezes chegam à final da competição, apresentamos uma lista de cinco jogadores que passaram pelo Emirates e por Stamford Bridge no presente século.

Os 5 melhores reforços de Inverno da época 2019/20

O mercado de inverno é importante para os clubes fazerem ajustamentos face ao planeamento inicial da temporada ou para colmatar possíveis lesões ou saídas. Confere aqui os 5 reforços impactantes nos objetivos das equipas na segunda metade da Primeira Liga.

Os campeões nacionais 2019/2020 pelo FC Porto

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Agora que fecharam as cortinas da Primeira Liga Portuguesa é hora de olhar para trás e fazer uma retrospetiva daquela que foi uma época de consagração para o FC Porto. Embora a campanha dos dragões tenha sida uma verdadeira montanha russa emocional e exibicional, há que dar crédito a todos aqueles que contribuíram para o 29º título de campeão nacional do FC Porto.

Posto isto, um a um, o Bola na Rede analisou a prestação e o impacto de cada jogador do plantel sénior do FC Porto na mais recente conquista do clube da cidade Invicta. Ao todo, Sérgio Conceição utilizou 28 jogadores na principal prova de futebol em Portugal.

Top desilusões da Primeira Liga Portuguesa na época 2019/20

O adeus à Primeira Liga Portuguesa representou mais um fim de ciclo e de uma temporada que foi uma nova realidade em fase de adaptação – tanto para adeptos, como jogadores. Contudo, e apesar dos contratempos, houve tempo de festa para muitos adeptos em todo o Portugal. De um lado mais pessimista, houve muitas desilusões que surpreenderam os olhos dos diversos portugueses. Eis o Top de desilusões relativo à Primeira Liga Portuguesa.

Troca de treinadores que alimenta a “silly season” da Primeira Liga

Chegámos àquela altura do ano. Exatamente, a altura em que o Cavani vem para o SL Benfica, o Hulk regressa ao FC Porto… Uma altura em que se verbalizam sonhos pouco possíveis (espero que se tornem realidade, seria bom para o futebol português), e que faz correr muita tinta em toda a imprensa desportiva. No entanto, esta “silly season” 2020/21 tem outro aliciante – para além dos jogadores – que está a valorizar o treinador português e a mexer com as emoções dos adeptos: os treinadores.

Penso que não há dúvidas quando dizemos que os técnicos portugueses são muito cotados lá fora e esta época, na minha opinião, muitos treinadores saltaram para as montras do futebol nacional e internacional. Ora despontaram agora e começaram a ganhar visibilidade, ora (re)confirmaram toda a qualidade que já se lhes reconhecia.

Para além do regresso de Jorge Jesus ao SL Benfica, que já foi amplamente abordado em vários artigos aqui mesmo no Bola na Rede, há muitas outras mudanças a acontecer. São esses (os outros casos), que vou tentar abordar.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Tiago ‘Cholo’ Mendes? O novo treinador do Vitória SC

Depois da já expectável saída de Ivo Vieira do comando técnico do Vitória Sport Clube, várias foram as notícias que garantiam Mário Silva, ex-treinador do UD Almería, como o mais provável candidato ao lugar. Por essa razão, o anúncio de Tiago Mendes como o novo treinador dos vimaranenses caiu que nem uma bomba nos corredores do futebol português. Esta será também a primeira experiência do ex-médio como treinador principal.

Esta época, o Vitória não alcançou o objetivo do apuramento europeu e ficou algo aquém das expectativas, o que levou à saída de Ivo Vieira. Agora, com Tiago no comando da equipa, o clube espera recuperar o estatuto europeu e a consistência que não teve.

Mas a inexperiência do agora treinador do Vitória leva-nos a questionar as expectativas do clube. Na base desta escolha estará, com certeza, a esperança de um resultado semelhante ao contributo de Rúben Amorim no SC Braga e, mais tarde, no Sporting CP, com um impacto imediato na equipa e a aposta em jovens de qualidade.

Só o tempo dirá se foi a escolha certa, para ambos os lados. Certo é que as influências de Tiago a nível do treino levam a crer que terá as ferramentas necessárias para conduzir a equipa ao sucesso. Depois de ser treinado por nomes como Jesualdo Ferreira, José Mourinho e Claudio Ranieri, nos últimos sete anos da carreira foi liderado por Diego Simeone, que considera ser o treinador mais marcante da sua carreira, conquistando, juntos, vários títulos importantes.

No entanto, como jogadores, Simeone e Tiago tinham posturas muito diferentes. O argentino sempre se destacou pela agressividade com que se entregava ao jogo, enquanto Tiago primava pelo requinte técnico e inteligência. Mas se há algo que ficou com o médio português dos seus tempos como ‘colchonero’ foi a forma de liderar de Simeone, que o encantou e com a qual se sentia muito identificado. Resta saber se, a nível tático, terá a mesma abordagem defensiva que o seu ex-treinador.

A partir de 20 de setembro, data prevista para o início da temporada 2020/21 da Liga, teremos oportunidade para ver o novo Vitória em ação e ver que pedaço de ‘Cholismo’ teremos em Portugal.

Artigo revisto por Joana Mendes