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5 opções para a lateral direita do Sporting CP em 20/21

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Depois de analisar as cinco opções para o eixo defensivo central do Sporting CP e agora com a época oficialmente terminada, é hora de ultimar os preparativos para o inicio da nova época. O plantel leonino precisa de uma reestruturação e de reforços para atacar o acesso à Liga dos Campeões.

Irei neste capítulo sugerir cinco opções para o lado direito leonino que ao longo da época contou com três opções distintas, mas nenhuma se conseguiu afirmar e revelando lacunas no processo individual e com isso também no processo coletivo.

A equipa leonina precisa de um lateral que dê largura e profundidade, que possa contribuir no último terço com cruzamentos e dribles, sendo que a largura é dada por estes, enquanto que os extremos acabam por pisar terrenos mais interiores. Mas é necessário que sejam energéticos e responsáveis defensivamente para conseguir rapidamente recuperar a posição na transição defensiva e também possibilitar ao Sporting CP usar uma linha defensiva mais alta.

«No Sporting os jogadores achavam que estávamos a curto prazo» – Entrevista BnR com Zé Pedro

José Pedro Alves Salazar. O seu estilo é inconfundível: cabelo comprido ao vento e daqueles pés a bola saía sempre mais redonda. E em excesso de velocidade. Em entrevista exclusiva ao Bola na Rede, revela as dificuldades na passagem pela equipa técnica do Sporting CP, onde sentiu resistência por parte dos jogadores e falta de liderança de Frederico Varandas e Hugo Viana na relação com o plantel. Dos tempos de jogador no Belenenses, recorda os golos ao SL Benfica de Trapattoni no famoso 4-1 e um episódio caricato no dia a seguir ao jogo, assim como o impacto de JJ, que idolatrava Zé Pedro e Silas. No regresso ao clube enquanto treinador, destaca a “tremenda confusão” em que o clube se encontrava e o sentido de missão com que encarou este regresso.

– Um leão indomável –

Bola na Rede [BnR]: Olá Zé Pedro. Começamos pelo passado recente: como é que soubeste do interesse do Sporting?

Zé Pedro [ZP]: O Silas tinha acabado de rescindir com o Belenenses e nós restantes membros da equipa técnica ainda estávamos por resolver. Foi muito rápido, o Silas rescindiu, ouviu-se que o Leonel Pontes não ia ficar no Sporting e que havia interesse em Pedro Martins, Abel Ferreira, Leonardo Jardim e depois nós vínhamos em quarto. Pensei: não estou a ver o Abel a sair de onde está, o Pedro Martins também não. Ou o Leonardo Jardim vai e faz as coisas como ele quer ou não pega no Sporting como as coisas estão. Entretanto estou a pensar nisto e liga-me o Silas “Eh pá, preparem-se que eu acho que é mesmo”.

BnR: E tu?

ZP: Eu disse “Se é para ir, então vamos já!”. Depois foi uma questão de dois dias.

BnR: Foi fácil chegar a acordo?

ZP: Sim. Nós estávamos desempregados e depois uma oportunidade de treinar o Sporting… só poderia ser fácil. Até mesmo em termos de valores seria fácil nós chegarmos a acordo. Foi muito rápido, o Silas na 3ª-feira diz-nos para estarmos preparados porque podia ser a qualquer momento e na 4ª-feira antes do almoço ligou-me, porque eu conheço o Hugo Viana, e disse “Zé, o Hugo Viana ligou-me e é para irmos os dois a seguir ao almoço a casa dele.” E eu perguntei se era mesmo preciso eu ir, porque normalmente o treinador-adjunto não vai. E o Silas diz-me que o Hugo Viana falou que me conhecia bem e queria que eu fosse. E assim foi.

BnR: Como correu a conversa?

ZP: Falámos, acertámos logo ali. Depois na 5ª-feira fomos acertar as rescisões no Belenenses e na 6ª-feira fomos apresentados.

BnR: O que é que Frederico Varandas conversou convosco quando chegaram?

ZP: Acho que o presidente já tinha falado com o Silas antes pessoalmente. Ficaram muito agradados porque achavam que a equipa técnica tinha muita capacidade e uma das razões de nós termos sido uma das escolhas é porque tínhamos uma linha de três muito bem trabalhada no Belenenses e eles achavam que o plantel tinha condições e estava preparado para jogar num sistema de três defesas.

BnR: Houve resistência do plantel àquilo que vocês queriam impor na forma de jogar?

ZP: Sim, houve um pouco de resistência por parte de alguns. Não digo a maioria mas alguns jogadores. Um ou outro podia não se sentir confortável em jogar num sistema de três defesas e via-se isso nos treinos. Principalmente num ou noutro exercício notava-se alguma resistência. Mas no fundo eu também fui um bocadinho assim enquanto jogador, havia exercícios que não gostava e também torcia um bocadinho o nariz mas depois fazia o exercício.

BnR: Como é que vocês treinadores lidaram com isso?

ZP: Falámos entre equipa técnica mas não foi um problema porque depois a nossa prestação foi boa. Agora, outras coisas que nós queríamos que funcionassem, da forma como um plantel profissional deve funcionar, não estava a funcionar e depois com os resultados da eliminatória da Taça da Liga, a eliminação depois de uma boa vantagem que tínhamos na Liga Europa e depois coisas pontuais que aconteciam durante a semana e que nós queríamos agir e não era feito como nós queríamos.

BnR: Por exemplo?

ZP: Às vezes chamar à atenção ou mesmo castigar com uma ida aos sub-23 durante uma semana, para o grupo principal ver “Ou nós fazemos ou seguimos estas regras e princípios e o que está delineado pela equipa técnica ou então não há hipótese”. Outra coisa pontual que acontecia no treino, nós chamávamos à atenção no final do treino ao Hugo Viana e ao Varandas e perguntávamos se eles tinham visto. Eles diziam que sim e nós dizíamos que achávamos que eles deviam agir de determinada maneira, punir o infrator e não falávamos mais sobre isso. Mas as coisas continuavam a correr da mesma forma e assim não dá.

BnR: Quem eram os jogadores que mais faziam esse “braço de ferro” convosco?

ZP: Eram jogadores, eu acho que a maioria, que sentiam que nós estávamos a curto prazo. E nós tínhamos isso no contrato, se conseguíssemos atingir objetivos até ao final da época isso levava à renovação de contrato. Nós começámos a ver que o primeiro lugar era quase impossível, em segundo dificilmente vamos estar porque estávamos a alguma distância e percebemos que por objetivos não íamos lá chegar. Depois, por exemplo, eu se estivesse no Belenenses queria que o Silas jogasse sempre. Se tivesse um treinador que não quisesse que o Silas jogasse eu ficava “Então ele não põe o Silas e vai meter aquele gajo?”. Mas o jogador não tem que fazer isso e não tem que baixar o seu rendimento em função de uma decisão do treinador, eu tenho que trabalhar nos meus limites e depois o treinador decide.

BnR: Notaram isso no Sporting?

ZP: Sim, num ou noutro jogador mas não vou referir nomes. Outro exemplo foi a nossa chamada dos miúdos dos sub-23. Nós achávamos que se faltasse um defesa esquerdo e quiséssemos um defesa esquerdo dos sub-23, era um jogador que o Leonel Pontes também teria alguma necessidade de utilizar. Não íamos “queimar” o Leonel, levar um jogador dos sub-23 e ele ficar prejudicado. Foi a equipa principal e os sub-23 estarem em sintonia. Também isso foi posto em causa, de que deviam vir os melhores miúdos dos sub-23, mas não são os jogadores que têm que definir quem é que vem ou quem é que não vem. Por exemplo, agora estão uma série deles dos sub-23 a treinar com a equipa principal e isso não se passa com o Rúben Amorim. Porquê? Porque ele ainda tem mais dois anos de contrato. Se nós tivéssemos nem que fosse mais um ano de contrato as coisas não iriam ser feitas da mesma forma.

BnR: Referiste que quando havia algum problema no treino reportavam ao Frederico Varandas e ao Hugo Viana e pediam para eles tomarem medidas, só que não havia ação do lado deles. Sentes que do lado deles houve essa inércia por sentirem que vocês estavam a prazo e por isso não valia a pena eles criarem atrito com os jogadores?

ZP: Sim, não tenho dúvidas nenhumas que o primeiro pensamento foi esse. E os jogadores também se apercebiam disso em relação à direção, da direção não dizer nada nem fazer nada. Eu consigo analisar a pessoa e o outro lado. Se acontecesse alguma coisa no treino, e por acaso eles até estavam quase sempre presentes, e viam com os seus próprios olhos as coisas a acontecer…

BnR: Tendo em conta o contexto, era difícil fazer melhor do que o que vocês fizeram?

ZP: Havendo a resistência que houve, ia sempre ser difícil. Depois o ter o contrato só até ao final da época e o jogador aperceber-se disso, mais difícil ia ser. Mas eu achava que com a qualidade individual que o Sporting tinha, com a nossa maneira de ser, estar e lidar, porque fomos jogadores de futebol sabemos muito bem lidar com o grupo de trabalho, que iríamos potenciar ainda mais a equipa. Nós acreditávamos mesmo que íamos agarrar naquele grupo de trabalho, mesmo perante as dificuldades financeiras, o ambiente que há entre sócios, simpatizantes e administração, tudo o que está a envolver o Sporting, e dentro de campo ter capacidade. Não pensávamos que iria haver esta resistência e estes detalhes todos que expliquei foram travando aos poucos tudo aquilo que podíamos ter potenciado. Não poderíamos ter feito melhor. Eu hoje estava a ver uma percentagem, vale o que vale porque eu também não ligo demasiado a isso, que se o Amorim não ganhar ao Benfica, nós temos a percentagem mais alta de vitórias. Apesar de o Rúben acabar por ter menos jogos, isto diz bem do trabalho que fizemos.

BnR: JJ vaticinou uma carreira brilhante para ti e Silas. Qual será o próximo passo na tua carreira para se cumprir esse dito?

ZP: Eu não queria muito baixar o nível ehehe. Já que saí do Sporting… sair do Sporting não é a mesma coisa que sair do Belenenses, sem desprimor para o Belenenses como é lógico. Porque já disse e volto a dizer, para mim o Belenenses foi quem me deu tudo em termos desportivos e fez-me crescer muito enquanto ser humano. Mas a maneira como sais do Belenenses é uma coisa e a maneira como sais de um dos grandes é outra. Eu não faço muitos projetos mas uma coisa é certa: eu leal ao Silas vou ser. Por exemplo, se o Silas e eu estamos num clube e ele sai, eu não vou assumir o lugar dele. Se o Silas sai, eu também saio.

GP Grã-Bretanha: Três rodas chegam para Lewis Hamilton

A CORRIDA: 49 VOLTAS NA LINHA DO COMBOIO, MAIS TRÊS IMPRÓPRIAS PARA CARDÍACOS

Enquanto preparava esta análise da corrida, sintonizava o meu tom para um desagrado da corrida a que assistimos. Durante grande parte da mesma, vimos um comboio começado em Charles Leclerc (Ferrari) e que terminava em Sebastian Vettel (Ferrari). Lewis Hamilton e Valteri Bottas, levavam confortavelmente os seus Mercedes em primeiro e segundo lugar respectivamente, e em terceiro, estava Max Verstappen (Red Bull), num limbo sem velocidade para apanhar os homens da frente, mas bastante mais rápido do que quem vinha atrás. Tirando algumas ultrapassagens e um ou outro incidente que trouxeram o safety car à pista, pouco acontecia.

A partir da volta 49 da corrida, Valteri Bottas tem um furo no pneu dianteiro esquerdo, e começa a perder posições, deitamos as mãos à cabeça, é a oportunidade de ouro para Verstappen. Poucos segundos depois Lewis Hamilton começa a apresentar dificuldades, mas ainda sem furo, seguindo apenas bastante mais devagar que o normal. Max Verstappen pára, coloca pneus novos, com o simples objectivo de chegar à volta mais rápida para complementar o segundo lugar do pódio, agora que tinha deixado Bottas para trás. Imediatamente após esta paragem, Carlos Sainz (Mclaren) seguia em quarto e tem um furo no mesmo pneu que Bottas, e de seguida, o líder, Lewis Hamilton, aparece com o seu pneu furado.

Max Verstappen ainda tentou apanhar Lewis Hamilton, que na última volta mancava até à linha de chegada, mas terminou a corrida a cinco segundos do britânico, certamente a perguntar-se como teria sido se não tivesse parado.

No meio de todo este caos, um homem que não esperava um pódio hoje, e mais uma vez, com bastante sorte chegou lá, foi Charles Leclerc, que aproveitou ao máximo a desgraça da Pirelli para conseguir apenas o segundo pódio da Ferrari esta época. O australiano Daniel Ricciardo (Renault) viu-se “preso” atrás de Lando Norris (Mclaren) durante grande parte da corrida, mas foi capaz de ultrapassar o britânico nas últimas voltas, herdando o quarto lugar que pertencia a Carlos Sainz até aos problemas com os pneus, sendo Norris o único Mclaren a pontuar em quinto.

Esteban Ocon (Renault) teve uma das melhores batalhas da corrida com Lance Stroll (Racing Point), um dos pilotos que desiludiu na qualificação e na corrida, dado o potencial aparente do carro cor-de-rosa, terminando assim em sexto e nono respetivamente. O sétimo lugar ficou para o antigo homem da Red Bull, Pierre Gasly, com mais uma excelente performance, acima de Alexander Albon (Red Bull), o homem que o substituiu, e que sai de outra corrida em oitavo, mas com muitos pontos de interrogação relativamente a performance.

O último ponto, fica para Sebastian Vettel, que só com o caos final é que teve hipótese de chegar os pontos, após um mísero fim-de-semana onde teve imensas dificuldades em extrair velocidade do carro. Destaque pelo menos para a forma como evitou que Bottas o ultrapassasse na última volta.

Estes foram os pontos principais de uma corrida bastante monótona, que ganhou uma injeção de adrenalina nas últimas voltas. Por fatores externos, neste caso, porque os pneus Pirelli, que não aguentaram e prejudicaram a boa corrida dos pilotos afetados. Para a semana, a Fórmula 1 regressa a Silverstone, sendo os pneus escolhidos ainda mais macios. A solução? Para já, mais paragens nas boxes.

Foto de capa: Fórmula 1

Lucas Veríssimo | O central de Jorge Jesus?

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Lucas Veríssimo tem sido um dos (muitos) defesas centrais apontados ao SL Benfica (Koch, Cabrera, Veríssimo, Leo Pereira etc). O defesa brasileiro de 25 anos fez um Brasileirão de muita qualidade, tendo sido o titular do centro da defesa do Santos FC, ao lado de Gustavo Henrique.

Veríssimo é um jogador muito forte fisicamente. Com 1.88m de altura e 77 quilos, torna-se difícil ultrapassar o jogador em força. A nível defensivo destaca-se pelo bom posicionamento, boa marcação e capacidade de desarme. Registou 2.2 interceções por jogo e 1.9 desarmes. Foi ultrapassado em drible apenas 0.5 vezes por jogo e realizou 4.5 alívios. Vence 62% dos duelos que disputa. Veríssimo não é um jogador nada impetuoso. Mantém-se sempre calmo e tem uma boa tomada de decisão. O espelho disso mesmo foram as zero expulsões que teve no último Campeonato Brasileiro.

O central brasileiro é um jogador bastante mais composto e concentrado do que, por exemplo, Robin Koch. Lucas Veríssimo cometeu apenas um erro que levou a um remate (no último Brasileirão), face aos quatro erros do alemão que originaram golos.

Apesar da sua elevada estatura, o camisola 28 do Santos FC tem alguma qualidade técnica com a bola nos pés. Diversos são os lances onde podemos observar o jogador a ultrapassar, com habilidade, avançados bem mais rápidos e a progredir no terreno. No capítulo da construção de jogo, apesar de ter bons números (completa 87% dos passes totais), ainda peca muito nos passes longos (completa apenas 44%) e tem alguma dificuldade em encontrar colegas em boas posições. É obvio que tem uma grande margem de progressão, mas para já está muito longe de ser um bom “central com bola”.

O jogo aéreo é uma das grandes armas do jogador. Defensivamente é muito competente, ganhando 68% dos duelos disputados no ar. Ofensivamente é sempre uma referência a ter em conta. Marcou três golos em 2019.

Então Lucas Veríssimo é o central ideal para este SL Benfica? Depende. Veríssimo seria um excelente substituto para Rúben Dias, caso o internacional português abandone a Luz. São dois jogadores com algumas semelhanças físicas e técnicas. Seria um substituto competente!

No entanto, acho difícil que o brasileiro possa figurar ao lado do internacional português. Veríssimo é um central que usa preferencialmente o pé direito, o que pode causar muitas dificuldades na construção de jogo. Para esta posição o SL Benfica necessita de um central com maior qualidade na construção de jogo e preferencialmente canhoto. Neste sentido Koch ou Leo Pereira podiam ser opções mais viáveis, tendo até em conta a experiência europeia do alemão.

Outra questão será o valor necessário para contratar Veríssimo ao “Peixe”. O valor, segundo o que vai sendo noticiado na imprensa portuguesa e brasileira, deverá rondar os 10 milhões de euros. Esta quantia parece-me muitíssima inflacionada, tendo em conta a situação pós-confinamento que o mundo do futebol atravessa e a falta de experiência europeia do jogador.

O Southampton FC deverá pagar cerca de 12 milhões de euros por Mohammed Salisu, uma das grandes promessas do centro da defesa na Europa. Não estará o trabalho de scouting dos clubes portugueses e do SL Benfica em concreto a ficar muito atrasado?

O melhor 11 sub-23 na Europa

Hoje, o Bola na Rede desenha um 4-2-3-1 atualizado com os melhores sub-23 no mundo para cada posição. Aqueles que, com toda a certeza, vão dar muito que falar nos próximos anos.

Com a época 2019-20 a aproximar-se do final, começamos a entrar na altura preferida de muitos adeptos: o mercado de transferências. Momento em que os clubes se veem obrigados a trabalho de casa redobrado para garantir as melhores contratações possíveis pelo preço mais apetecível.

Como sempre, os jogadores que mais tinta fazem correr são as prodigiosas promessas. Os futuros melhores do mundo.

Regra para a lista: os jogadores têm de ter nascido não mais tarde do que a 1 de janeiro de 1997.

SL Benfica 1-2 FC Porto: Mbemba fez de avançado frente a encarnados com uma crise de confiança

A CRÓNICA: SABER ATACAR E SABER SOFRER FOI MEIO CAMINHO ANDADO PARA VENCER

O SL Benfica entrou à procura de vencer o terceiro grande clássico da época e arrecadar a 27.ª Taça de Portugal no palmarés, tentando assim salvar uma época negativa. O FC Porto pisava o relvado com a vontade de fazer a dobradinha e igualar o Sporting CP no segundo lugar dos clubes com mais Taças de Portugal (17 para os leões).

O jogo iniciou com um ritmo alto por parte do FC Porto, evidenciando o seu poderio ofensivo, mas a energia esgotou-se rapidamente. A partida começou por se destacar por falhas técnicas de ambos os lados que levaram a uma ou outra situação de perigo para ambos os lados. Nem águias nem dragões conseguiram assumir o controlo do jogo, que acabou por entrar num estado de monotonia.

Contudo, a expulsão de Luis Díaz por duplo amarelo aos 38 minutos, assim como o cartão vermelho mostrado a Sérgio Conceição bem antes do intervalo, fez acordar os adeptos em casa. Os ânimos ficaram exaltados no Estádio Cidade de Coimbra, mas, ainda assim, não houve sinais de futebol bonito. Até pelo contrário, pois a vasta quantidade sucessiva de faltas acabou por interromper o espetáculo.

A segunda metade desta final inédita da Taça de Portugal inicia da melhor forma para os azuis e brancos. Num lance de bola parada, batido por Alex Telles, Mbemba fez o golo de cabeça após uma saída em falso de Vlachodimos, ficando o grego bastante mal na fotografia. Mbemba haveria de ser feliz novamente doze minutos depois. Mais uma vez, o FC Porto a fazer um excelente usufruto nas bolas paradas, tal como no primeiro golo e ao longo da época. Destaque para a bola teleguiada de Otávio para a cabeça do central congolês.

A partir do segundo golo, o FC Porto decidiu trancar as portas e deixar o SL Benfica controlar a partida, uma vez que os dragões estavam com um homem a menos. Carlos Vinicius, que entrara ao minuto 61, veio para mexer o jogo, ameaçando num primeiro momento a baliza do FC Porto. Posteriormente, acabou por fazer o único golo através de cobrança de uma grande penalidade, após mão na bola por parte de Diogo Leite.

Este golo do SL Benfica veio ressuscitar a equipa, mas chegou com atraso. O conjunto liderado por Nélson Veríssimo acordou para o jogo e tentou chegar ao empate com todas as forças que restavam, mas o FC Porto soube sofrer até ao apito final. Artur Soares Dias apitou para terminar a final da Taça de Portugal 2019/2020, conquistada merecidamente pelo FC Porto.

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Chancel Mbemba – Não seria justo escolher outro nome. Mbemba fez de ponta de lança num jogo em que os avançados centro de ambas as equipas estiveram “férias”. Imperial no ataque e imponente na defesa, Chancel Mbemba ditou esta final da Taça de Portugal. A sua exibição nesta final é um reflexo da qualidade e consistência demonstrada durante a temporada que agora termina.

O FORA DE JOGO

Nuno Tavares – Bastante interventivo, mas não pela melhor das formas. Foi um jogo para esquecer para o jovem defesa português. Não só porque Tecatito Corona foi maldoso e não quis facilitar a vida ao camisola 71 das águias, mas também pela pouca capacidade de decisão no processo ofensivo. O nervosismo passou para dentro de campo, demonstrando pouca experiência para jogar uma final da Taça de Portugal.

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Um SL Benfica que entra em campo com uma notória falta de confiança. As águias apenas acordaram após o golo de Carlos Vinicius, mas este já chegou tarde no jogo. Faltou coesão ofensiva e defensiva, mas acima de tudo foram os erros técnicos que foram fatais para a equipa lisboeta. Não conseguiram em qualquer momento criar desequilíbrios, bem como transições ofensivas.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Odysseas Vlachodimos (5)

André Almeida (6)

Rúben Dias (7)

Jardel (6)

Nuno Tavares (4)

Julian Weigl (5)

Gabriel (7)

Pizzi (6)

Cervi (5)

Chiquinho (5)

Haris Seferovic (5)

SUBS UTILIZADOS

Adel Taarabt (6)

Rafa Silva (6)

Dyego Souza (5)

Carlos Vinicius (7)

Jota (7)

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto entrou nesta final com fulgor ofensivo, mas o jogo físico habitual dos clássicos entre águias e dragões impôs-se, mudando assim os planos à equipa de Sérgio Conceição. Não bastava isso, a expulsão de Luis Díaz condicionou completamente aquilo que foi preparado para a partida, mas a equipa da cidade Invicta soube tirar proveito do seu ponto forte – as bolas paradas. Um FC Porto que, acima de tudo, soube sofrer e ultrapassar os vários percalços que existiram durante o encontro.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Costa (6)

Wilson Manafá (6)

Pepe (7)

Chancel Mbemba (9)

Alex Telles (7)

Danilo Pereira (7)

Matheus Uribe (6)

Otávio (7)

Luis Díaz (5)

Jesús Corona (7)

Moussa Marega (5)

SUBS UTILIZADOS

Diogo Leite (5)

Mamadou Loum (-)

Sérgio Oliveira (6)

Artigo revisto por Mariana Plácido

Arsenal FC 2-1 Chelsea FC: Gunners superam blues e conquistam a Taça de Inglaterra

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A CRÓNICA: TRIUNFO SUADO GARANTE PRESENÇA EUROPEIA

Foi perante um Wembley despido de adeptos que a final da Taça de Inglaterra colocou em confronto dois rivais de Londres, o Chelsea FC e o Arsenal FC, num grande espetáculo de futebol, no qual os gunners levaram a melhor.

Numa primeira parte bem disputada, os blues entraram na partida com a corda toda, abrindo o marcador logo aos seis minutos de jogo, por intermédio de Pulisic, após uma boa jogada coletiva. Ante um maior domínio por parte do Chelsea, Nicolas Pépé introduziu espetacularmente a bola na baliza defendida por Caballero, à passagem do minuto 27, mas o lance foi anulado por fora de jogo. Aubameyang restabeleceu a igualdade no marcador no minuto seguinte, depois da marcação de uma grande penalidade, por falta de Azpillicueta, que, pouco depois, acabaria substituído por lesão.

No início do segundo tempo, o Chelsea voltou a sofrer um duro golpe com nova lesão, desta feita do autor do golo, Christian Pulisic. O nó no marcador foi desfeito ao minuto 67, com Aubameyang a bisar na partida, depois de os gunners aproveitarem um desequilíbrio defensivo por parte da turma de Frank Lampard. Com a expulsão por segundo amarelo de Kovačić pouco depois, o Arsenal passou a controlar o encontro e o resultado não se voltou a alterar até ao apito final.

Com este triunfo, os gunners conquistaram a 14ª Taça de Inglaterra da sua história – é a equipa recordista da competição – e garantiram uma importante presença na fase de grupos da Liga Europa da próxima temporada.

 

A FIGURA

Pierre-Emerick Aubameyang – O avançado gabonês foi completamente decisivo na partida ao apontar os dois tentos da vitória dos gunners. Destaco ainda a grande exibição de Nicolas Pépé, um dos jogadores mais influentes em campo.

 

O FORA DE JOGO

Mateo KovačićAinda que a expulsão tenha sido algo exagerada, a sua displicência acabou por comprometer o jogo para a sua equipa, hipotecando por completo as hipóteses do Chelsea FC conquistar o troféu. 

ANÁLISE TÁTICA – ARSENAL FC

Os comandados de Mikel Arteta apresentaram-se no relvado de Wembley no seu habitual dispositivo base de 3-4-3, que se transformou numa defesa a cinco no processo defensivo e na primeira fase de construção. A formação do norte de Londres apostou muito em passes longos para as costas da defesa blue, à procura do trio de ataque que se manteve sempre muito subido no terreno. A aposta no contra-ataque acabou por ser decisiva.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Martínez (7)

Holding (6)

Luiz (6)

Tierney (6)

Bellerín (6)

Ceballos (7)

Xhaka (6)

Maitland-Niles (6)

Pépé (8)

Lacazette (6)

Aubameyang (9)

SUBS UTILIZADOS

Nketiah (-)

Sokratis (-)

Kolasinac (-)

ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA FC

Frank Lampard também não fez alterações de maior ao sistema tático da sua equipa, apresentando os seus pupilos num 3-4-3. Com as linhas subidas e a apostar na pressão alta, os blues estiveram melhor, mas após a saída de Azpillicueta por lesão, ainda no primeiro tempo, a dinâmica mudou um pouco. Depois da expulsão de Kovačić, a equipa perdeu-se e mostrou-se incapaz de reverter o resultado.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Caballero (6)

Azpilicueta (5)

Zouma (6)

Rüdiger (6)

James (6)

Jorginho (7)

Kovačić (5)

Alonso (6)

Mount (6)

Giroud (6)

Pulisic (8)

SUBS UTILIZADOS

Christensen (7)

Pedro (6)

Barkley (-)

Hudson-Odoi (-)

Abraham (-)

Artigo revisto por Mariana Plácido

Antevisão GP Grã-Bretanha: Ninguém tira a pole a Lewis Hamilton

Numa semana em que está confirmada a presença de Portugal no calendário da modalidade, encontrámo-nos em Silverstone, na Grã-Bretanha, para a quarta ronda do Campeonato Mundial de Fórmula 1.

A ANTEVISÃO: BEM-VINDO DE VOLTA, NICO HULKENBERG!

Algumas mudanças foram feitas neste fim-de-semana. A primeira delas foi o facto de Sergio Perez, piloto da Racing Point e um dos destaques do campeonato até agora, ter, infelizmente, testado positivo no teste da COVID-19, impossibilitando o mexicano de correr esta semana.

Porém, a equipa acaba por trazer Nico Hulkenberg de volta à Fórmula 1 mais cedo do que pensávamos. O piloto alemão substituirá Perez até este se sentir melhor, e digamos que, aqui, Hulkenberg tem uma oportunidade de ouro para conseguir mostrar-se novamente, num carro que também tem mostrado ser competitivo.

Falando em qualificação, é a Mercedes que, mais uma vez, sairá nos dois primeiros lugares da frente. Numa luta acesa com Valtteri Bottas, e numa saída de “peão” na Q2, que acaba por fazer abanar as bandeiras vermelhas, é Lewis Hamilton que consegue conquistar a sua 91.º pole position, a sétima pole conquistada no Grande Prémio de casa.

Na Q1, quem sai eliminado são os homens da Haas e da Alfa Romeo, seguido de Nicholas Latifi (Williams) que, no final, despista-se e acaba por não fazer tempo. Já o colega de equipa, George Russell, volta novamente a classificar-se numa Q2.

Na segunda parte da qualificação, os Alpha Tauri de Daniil Kvyat e Pierre Gasly ficam pela zona de eliminação, bem como o «recém-chegado» Nico Hulkenberg (Racing Point), George Russell (Williams) e, surpreendentemente, Alex Albon (Red Bull), que já no TL2 acionou a bandeira vermelha, numa saída de pista.

Mais uma vez, os Mercedes chegaram para dominar. E, mais uma vez, não falamos apenas da equipa. Em geral, equipas com motores Mercedes acabam por se destacar como mais rápidas, sendo o caso da Racing Point e da Williams.

Por fim, o que esperar? Mais um domínio da Mercedes, ora. E, como exemplo, temos a Q2, em que Valtteri Bottas consegue fazer o primeiro recorde de pista (que depois acabou por ser batido pelo colega de equipa) em pneus médios. Desta feita, é a prova de um processo de engenharia incrível, que também prova que a Mercedes terá, em princípio, mais uma corrida para dominar.

Foto de Capa: Mercedes AMG-F1

Os 5 pontas de lança mais subvalorizados em atividade

Ser ponta de lança de uma equipa é sinónimo de responsabilidade acrescida no processo ofensivo. Nomeadamente, no que toca a colocar a bola dentro da baliza. No entanto, não só de golos se faz um bom “9”. Na verdade, até podemos discutir se o “9” é um jogador ou apenas uma zona, disponível para quem, na sequência de certas dinâmicas, se quiser juntar a ela e aproximar-se do golo. Existe um conjunto de jogadores subvalorizados por aquilo que trabalham na frente de ataque das suas equipas e que não são colocados na primeira linha dos melhores avançados do mundo.

Apesar disso, têm provas dadas de que merecem estar no topo dos melhores artilheiros, talvez não só pelos números, mas por aquilo que fazem no contexto das suas equipas e que está ao alcance de muito poucos.

Os 5 pontos fortes do FC Porto pelo olhar benfiquista

A temporada está a chegar ao fim, mas antes disso, ainda falta decidir o vencedor da Taça de Portugal. Pois bem, se para o FC Porto vencer a prova rainha do futebol português seria o culminar de uma temporada bastante positiva, para o SL Benfica é a oportunidade de se redimir da desilusão que foi o campeonato.

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Os dragões procuram vencer a Taça que lhes fugiu na temporada transata frente ao Sporting CP. Já as águias procuram terminar a temporada tal como começaram – a ganhar.

Assim, em véspera de mais um dos grandes clássicos, irei apontar cinco pontos fortes do Porto a que o Benfica deveria estar especialmente atento.