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Nem o «milagreiro» Lito Vidigal trouxe esperança ao Vitória FC

Depois da saída surpreendente de Julio Velázquez e o desapontante jogo de estreia do interino Meyong – derrota em casa com o FC Paços Ferreira por 3-2, com direito a reviravolta pacense – eis que os responsáveis do Vitória FC apostaram no regresso de Lito Vidigal para tentar salvar a equipa da descida de divisão a quatro jogos do fim, mas a estreia não podia ter corrido pior: derrota por 1-0, com o já despromovido CD Aves.

Um regresso agridoce de Lito aos sadinos, ele que chegou com o rótulo de milagreiro para o Vitória FC e na apresentação até deu a entender que não vai ser pago pelos quatro jogos em que vai comandar a equipa:  “O que é que o salário vale no momento que o Vitória está a passar? Não há dinheiro que pague, temos é de ter sorte e trabalhar para conseguirmos a permanência. Não vale a pena fazer contas”, disse o técnico.

Poupam-se os salários de Lito Vidigal, mas está em jogo muito mais do que isso em termos financeiros, já que o Vitória FC tem um longo histórico de problemas na tesouraria e uma descida para o segundo escalão, no qual o dinheiro das televisões reduz-se drasticamente e não há o balão de oxigénio de saídas de jogadores como Jhonder Cádiz, o que pode revelar-se fatal para o futuro sadino.

Repetem-se os problemas financeiros fora de campo, enquanto nos relvados o Vitória FC continua a viver no limiar da descida pela terceira época seguida. Triunfos setubalenses não se veem desde Janeiro e o regresso do campeonato trouxe dois empates e cinco derrotas consecutivas, sendo mesmo o pior registo da Primeira Liga após a paragem, que deixa os sadinos à mercê do Portimonense SC.

O tempo está a esgotar-se para o Vitória FC não ser ultrapassado pela concorrência e cair em lugares de descida, com Lito Vidigal a ter apenas três jogos para evitar uma hecatombe no estádio do Bonfim que, dados os constantes problemas na secretaria, pode levar a algo pior que “apenas” a descida à Segunda Liga.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

O que é feito de Pedro Mendes?

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Foi visto como primeiro “reforço” da equipa do Sporting CP no mercado de janeiro. Pedro Mendes era o miúdo sensação da equipa de sub-23 e só Deus sabe o porquê de não ter sido logo inscrito na liga no início da competição.

Nas primeiras seis jornadas da Liga Revelação apontou sete golos. Foi chamado por Leonel Pontes para defrontar o PSV na fase de grupos da Liga Europa. Os Leões perderam por 3-2, com um golo do jovem avançado português que, literalmente, entrou e marcou.

A época prosseguiu até Dezembro com muitas críticas à direção verde e branca, pela não inscrição do avançado, faltando opções ofensivas na equipa principal. Foi chamado para treinar com a equipa A, jogando pela formação sub-23, para a qual fez 21 jogos e marcou 15 golos.

A partir de Janeiro foi chamado várias vezes para o banco nos jogos do campeonato, nunca titular, entrando por cinco vezes. Somando ao percurso na Liga Europa, na qual jogou em seis dos oito jogos dos Leões na competição, o avançado de 20 anos conta com 11 partidas e um golo pela equipa principal dos Leões.

A fase que a equipa vivia não ajudava a obter bons resultados. Entretanto, Luiz Phellype lesionou-se gravemente e o reforço de inverno, Andraz Sporar, ficou com o lugar. Com a chegada de Rúben Amorim, o Sporting CP mudou de paradigma, apostando em jovens, aproveitando a “pausa” da pandemia para implementar essa filosofia. Vários da formação jogaram, mas… Pedro Mendes não. Foi convocado para cinco jogos, entrando apenas em um, aos 88 minutos.

Tendo em conta a tática usada por Rúben Amorim, terá um jogador com as características de Pedro Mendes espaço na equipa? Muito se fala de uma possível saída no próximo mercado, por empréstimo.

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Campeonato de Portugal de Ralis: Regresso em força

No mesmo fim de semana em que a Fórmula 1 regressou, em Portugal voltaram-se a ouvir os motores, nas ruas de Castelo Branco. Na região centro de Portugal Continental retomou-se o Campeonato de Portugal de Ralis. Armindo Araújo e Luís Ramalho já tinham vencido no Rali Serras de Fafe e Felgueiras. Em Castelo Branco, mostraram que o Team Armindo Araújo/The Racing Factory e o Skoda Fabia R5 Evo estão imbatíveis.

Armindo Araújo e a The Racing Factory têm apresentado, até agora, o melhor pacote do CPR
Fonte: Escuderia Castelo Branco

Um programa reduzido viu os pilotos do CPR irem para a estrada no sábado e no domingo. Num total de sete provas especiais, o público português pode voltar a viver as emoções dos ralis, mas sempre com segurança e o distanciamento social necessário.

Quanto ao rali, Armindo Araújo e Luís Ramalho fizeram o que lhes competia. Atacaram logo na primeira especial, colocando uma vantagem de 2.4s para José Pedro Fontes e Inês Ponte. A dupla do Citroen C3 R5 foi juntamente com Bruno Magalhães e Carlos Magalhães, os maiores oponentes de Araújo.

Não foi o recomeço esperado para José Pedro Fonte e Inês Ponte
Fonte: Citroen Vodafone Team

Os campeões nacionais em título, Ricardo Teodósio e José Teixeira, não acompanharam os pilotos da frente, sabendo-se no fim do rali que uma escolha inicial errada de pneus condicionou e muito a dupla do Team Vito Skoda, que tripula um Skoda Fabia R5 Evo.

Ricardo Teodósio e José Teixeira não se conseguiram intrometer na luta pela vitória
Fonte: Escuderia Castelo Branco

Ao fim do primeiro dia, a diferença entre primeiro e segundo classificados era apenas de 1.1s. Num rali marcado pelas altas temperaturas, previa-se que a batalha também fosse “quente”. Infelizmente, na primeira especial do segundo dia José Pedro Fonte e Inês Ponte não conseguiram reduzir os 1.1s de vantagem devido ao corte de uma curva que danificou a suspensão do Citroen C3 R5. O suficiente para perderem demasiado tempo. Apesar disso, ainda conseguiram salvar um décimo lugar à geral no final.

Assim, Armindo Araújo e Luís Ramalho voltaram a mostrar o que vieram fazer a Castelo Branco. Vencer. A dupla controlou o seu ritmo, não arriscando sequer na Power Stage. Aí, Bruno Magalhães colocou o Hyundai i20 R5 do Team Hyundai Portugal com pontos adicionais, sempre preciosos pela luta pelo ceptro de campeão nacional.

Bruno e Carlos Magalhães venceram a Power Stage, amealhando pontos extra e que podem ser importantes
Fonte: Team Hyundai Portugal

Fora do pódio, Pedro Meireles e Mário Castro levaram o Volkswagen Polo GTI R5 à quarta posição, aproveitando o infortúnio de José Pedro Fontes. Atrás da dupla da Volkswagen ficou o regressado João Barros, que estreou um Citroen C3 R5, e teve a companhia do navegador Campeão dos Açores de Ralis, Jorge Henriques. No fim do rali percebe-se que, se continuar, João Barros pode chegar mais à frente. Esperemos que sim.

Na continuação da sua aprendizagem, Miguel Correia teve a companhia do experiente navegador António Costa no Skoda Fabia R5. O jovem piloto ficou com o sexto lugar da geral, batendo Manuel Castro e Ricardo Cunha em máquina idêntica. Carlos Martins e José Pedro Silva levaram o Citroen DS3 R5 à oitava posição.

Nas duas rodas motrizes, destaque para a presença do novo concorrente da Peugeot, o 208 Rally4, pilotado por dois jovens: Pedro Antunes, acompanhado de Pedro Alves, e Pedro Almeida, acompanhado de Hugo Magalhães. Antunes foi o melhor das duas rodas motrizes, ficando com o nono lugar à geral. Já Almeida teve um acidente e ficou de fora do rali.

Pedro Antunes estreou-se aos comandos do Peugeot 208 Rally4, a nova aposta da marca francesa para as duas rodas motrizes
Fonte: Escuderia Castelo Branco

O Rali de Castelo Branco também viu regressar o campeonato RGT, no qual os Porsche brilharam, com Vítor Pascoal e Ricardo Faria num 991 GT3 Cup a dominarem por completo. Nos RC2N, Fernando Teotónio e Luís Morgadinho venceram com o Mitsubishi Lancer Evo X.

Vitor Pascoal e o Porsche 991 GT3 Cup nos ralis é sempre uma delícia
Fonte: Escuderia Castelo Branco

Por fim, relembrar que com 16 anos eu estava a tentar passar no secundário, já Rodrigo Correia, fez a sua estreia nos ralis, ao volante de um KIA Picanto GT. De dizer que Miguel Paião é que conduzia o carro nas ligações!

Foto De Capa: Escuderia Castelo Branco

5 dados estatísticos do CD Tondela x FC Porto

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O líder do campeonato irá até às terras de Viriato, Viseu, para visitar o reduto do CD Tondela. Este encontro está calendarizado para a próxima quinta-feira, dia 9 de julho de 2020, pelas 19:15h, no Estádio João Cardoso.

Por um lado, temos um FC Porto à beira do título, que pode já acontecer nesta jornada, caso haja uma combinação de resultados entre o seu jogo e a partida que envolve o SL Benfica, enquanto que os tondelenses atravessam um período mais complicado na tabela classificativa, já que estão integrados na luta feroz pela despromoção.

OS DRAGÕES ESTÃO CADA VEZ MAIS PRÓXIMOS DO TÍTULO E QUEREM APROVEITAR O MAU MOMENTO DO CD TONDELA PARA GARANTIREM MAIS TRÊS PONTOS. SERÁ QUE VENCEM? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Porém, agora é hora de lhe dar a conhecer alguns factos curiosos que rodeiam este jogo e que talvez seja do seu desconhecimento.

5 dados estatísticos do FC Famalicão x SL Benfica

FC Famalicão e SL Benfica defrontam-se na jornada 31 da Primeira Liga portuguesa, no próximo dia 9 de julho de 2020, pelas 21h30. Após a retoma dos encarnados às vitórias, sob o comando de Nélson Veríssimo, perspetiva-se um jogo agradável e com bastantes oportunidades de golo, como tem sido hábito nos últimos encontros entres estes dois emblemas.

UMA DESLOCAÇÃO TEORICAMENTE COMPLICADA DOS ENCARNADOS FRENTE À EQUIPA-REVELAÇÃO DESTE CAMPEONATO. QUEM VENCE? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Apresentamos cinco dados estatísticos sobre o confronto que se avizinha.

«Equipa atual do Benfica? Nenhum teria lugar no plantel em que estive com Jorge Jesus» – Entrevista BnR com David Simão

Isolado em Israel por força da pandemia, David Simão não olhou ao relógio na hora de conversar com o Bola na Rede. Durante quase duas horas, fizemos aquilo que o “fascina”: falar de futebol. Da infância pintada a vermelho a branco, à redescoberta do prazer de jogar em axadrezado, o médio do Hapoel Beer Sheva deu-nos um recital de sobriedade e honestidade, ao nível do que costuma fazer à flor da relva. Politicamente incorreto, pôs o dedo numa das várias feridas abertas do futebol português, explicou o motivo da saída para a Bulgária e o que falhou na Grécia. Do Benfica, clube do seu coração e onde esteve por mais de dez anos, disse não ter a qualidade doutros tempos, nomeadamente da época em que foi orientado por Jorge Jesus. Quanto ao futuro, está em aberto, com a certeza porém de que há uma Taça para conquistar e uma promessa por cumprir.

– Dedo na ferida –

«Quem faz mal ao futebol não são as pessoas do futebol, é quem não tem nada a ver»

Bola na Rede [BnR]: Olá, David. Como é que estás?

David SImão [DS]: Tudo a rolar.

BnR: Como tem sido vivida a pandemia por ai?

DS: Acho que agora está a piorar, esta porcaria.

BnR: Podem sair ou nem por isso?

DS: Os jogadores não podem sair (…) é um bocado estúpido, na verdade [pausa para desviar o aspirador do caminho] não faz muito sentido porque os treinadores podem sair e depois vão dar-nos treinos…

BnR: Já foste à zaragatoa?

DS: Não, não, não! Aqui é uma balda! É à vontade. Recomeçámos o campeonato e ainda ninguém fez o teste.

BnR: Por falar em campeonato, aquilo ontem…

DS: Opá, a nossa equipa não é grande pistola. Para encontrar um “onze” vimo-nos à rasca, então o treinador anda constantemente a rodar. Como temos a final da Taça… jogamos sábado, jogamos terça-feira, voltamos a jogar sábado e ele não quer saber do campeonato; para nós acabar em quarto, quinto ou sexto é igual, então estão a apostar tudo na Taça, que dá acesso à Liga Europa. Ainda ontem estava a falar com o adjunto – que é quem está a preparar a equipa para o próximo ano – e ele dizia-me “Se tu, o Josué ou o Miguel [Vítor] se lesionarem, para nós é muito pior do que não jogarem estes jogos, porque precisamos de vocês para a final”. No último jogo saí ao intervalo, neste o Miguel nem foi convocado, o Josué também só entrou um bocado… andamos a rodar porque somos importantes e querem-nos disponíveis para a final da Taça.

Fonte: Facebook Hapoel Beer Sheva

BnR: Confesso que receei ficar sem entrevistado. A família já se habituou à ressaca das derrotas?

DS: Já sabem! Falo com os meus pais, que estão em França, todos os dias por videochamada, mas quando perco já sabem que não vale a pena ligarem nesse dia, porque não estou disponível para falar. O meu filho, que até gosta de futebol, de vez em quando lá manda um ou outro toquezinho, mas leva logo uma “cotovelada” da minha mulher para não tocar no assunto, porque… opá, somos competitivos, gostamos de ganhar e nunca cai bem uma derrota, muito menos quando não é esperada; quer dizer, estou numa equipa que normalmente joga para ganhar – apesar de nos últimos dois anos ter baixado o nível. Por muitos anos que jogue, nunca me vou habituar a perder.

BnR: Se há denominador comum nas escassas entrevistas que já deste é a tua auto-exigência. Se te pedir um balanço, pensas que já saíste mais vezes beneficiado ou prejudicado por essa condição?

DS: Tento fazer esse balanço dia após dia, jogo após jogo, ano após ano, mas não tenho bem essa noção. Pode já ter beneficiado em certas alturas e prejudicado noutras. Por vezes acho que posso dar mais e não estou a conseguir por uma razão ou outra e isso leva-me a entrar numa ansiedade que me é prejudicial, mas em outras tantas vezes essa exigência que tenho comigo no jogo e no treino faz com que melhore diariamente. É impossível dosear o que é que me deu, mas alguém exigente acaba por ganhar sempre mais do que perder, porque obriga-te a estar constantemente nos limites e a querer mais e melhor.

BnR: As expressões faciais dentro de campo ainda induzem em erro quem está de fora?

DS: Sim, é algo muito difícil de controlar, porque vivo muito o jogo. Sou muito transparente: tanto uma boa como uma má ação refletem-se na minha expressão corporal e facial. Automaticamente consegues perceber que fiquei chateado comigo, com o colega, com o árbitro… vivo aqueles noventa minutos sem filtro. Aquilo que sou no dia a dia, transporto para o futebol, mas com uma adrenalina muito maior.

BnR: Enquanto cá estiveste, foste uma das vozes mais dissonantes do nosso campeonato. Como vês o atual momento do futebol português?

DS: Não sendo o principal motivo que me levou a sair do futebol português, o ambiente que se vive aí não ajudou. Mas Portugal não é caso único: estive na Grécia e já houve corrupção; ainda agora o PAOK perdeu sete pontos. Quem faz mal ao futebol não são as pessoas do futebol, é quem não tem nada a ver com o futebol. Quem estraga este desporto são pessoas que nem tinham de aparecer e têm mais notoriedade que os verdadeiros protagonistas. O futebol vai ser sempre um negócio e não sou contra ele, mas quando isto é maior que o jogo, aí já tenho de ser contra. A legislação é contra o jogador! Muitas vezes diz-se que protege o jogador, mas apenas nas coisas mais simples; é inconcebível a questão do PER no futebol português, é algo ridículo! “Plano Especial de Revitalização”; compreendo isto uma vez, de um clube que passa uma má fase na sua vida desportiva. Uma má gestão aqui, uma má gestão ali, que levou a que o clube precise de um PER. Mas não posso aceitar que, cada vez que não querem pagar, ameacem os jogadores e isto é constante! Há vários clubes – de Primeira e de Segunda Liga – que dizem “Queremos rescindir” e nós “Ok, mas tenho seis meses para receber”; a resposta deles? “Ó amigo, rescindes assim se quiseres, senão vai para o PER e pagamos-te 50€ por mês em dez anos”. O clube no ano a seguir está na Primeira Liga e já tem três PER’s e vai meter o quarto quando quiser, e o quinto, e andamos nisto. Onde é que o jogador está protegido? Em Israel, existe um orçamento anual, seja ele qual for, e tens de dar garantias bancárias para participar naquele ano.

BnR: Senão não jogas.

DS: Senão não jogas! Não é “Eu prometo x” e chego ao fim e digo “Este se não jogar vai querer sair, e até me deixa um mês ou dois porque está mortinho para se ir embora, e se não quiser eu meto no PER” e para o ano mando vir mais dez; é assim que vai funcionando. Alguns clubes vão passando entre os pingos da chuva, embora, felizmente, não seja a maioria. Para mim a punição era “Tens? Jogas. Não tens? Não participas, baixas de divisão”. Há muitas equipas na Segunda e no CNS com orçamentos realmente inferiores mas cumpridoras. Eu quando jogava no Paços de Ferreira ganhava dois mil euros e joguei o ano inteiro a titular; eu não sou contra o ordenado baixo. O que eles prometiam era o que eles te pagavam e tu só tinhas de fazer o teu trabalho.

BnR: “Nem sempre digo aquilo que as pessoas gostam de ouvir, mas digo as minhas verdades”. Em algum momento te sentiste condicionado enquanto profissional por expressar a tua opinião?

DS: [Pausa para pensar] É assim, eu também não sou um exemplo, porque como já falámos sou um jogador que se excede um pouco dentro de campo e tenho plena convicção de que por vezes passei alguns limites. Lá está, outra situação: sou castigado com quatro jogos no Boavista por ofender uma pessoa da Liga, por dizer “É tudo uma máfia” ou “És corrupto”. Senti-me prejudicado e no calor do jogo, a caminho do balneário no intervalo (…) mas quer dizer, és expulso por ofender um árbitro e levas um jogo ou dois; ofendes um senhor que tem uma gravata e nem sabe o que é uma bola e levas quatro jogos, porque esse senhor tem muito mais poder do que os intervenientes. Contam-se pelos dedos de uma mão um jogador que apanhou quatro jogos por palavras; chamas filho disto ou filho daquilo a um árbitro e levas um ou dois jogos e àqueles senhores que estão na berma do campo, muitas vezes no telefone e que para um lado diz e para o outro omite, levas quatro jogos. Atenção que com isto não desculpo as minhas palavras: fui bem castigado. Muito por aqui se vê que as prioridades estão um bocadinho trocadas.

O que espera o FC Porto na Champions League?

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A época 2019/20 marcou o regresso do FC Porto aos palcos da maior competição europeia de clubes após três épocas de ausência da EHF Champions League. E foi um regresso em grande, já que os azuis e brancos, inseridos no Grupo B, conseguiram surpreender o mundo do Andebol com as suas prestações, conquistando o quinto lugar do seu grupo que daria acesso aos Oitavos-de-Final, onde iria defrontar o Aalborg, atual campeão dinamarquês. Deste modo, existiam esperanças de que o FC Porto continuasse a boa campanha europeia, podendo alcançar os Quartos-de-Final, algo que seria histórico. Infelizmente, a competição foi cancelada e assim terminou o sonho azul e branco.

Daqui a alguns meses começa uma nova época e com ela novas esperanças na Champions League para o FC Porto. Uma competição com menos equipas e que promete ainda mais espetáculo. No dia 1 de julho foram sorteados os grupos e o FC Porto, única equipa portuguesa em competição, ficou inserido no grupo A, com HC Vardar, PSG, Kielce, Mol-Pick Szeged, Meshkov Brest, Elverum e SG Flensburg. Vamos, então, fazer uma análise mais pormenorizada às equipas do grupo.

Foto de Capa: FC Porto Sports

Experiência FM: Como será o futebol português nos próximos 20 anos?

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Numa altura em que nos aproximamos do final da Primeira Liga e em que, ao que tudo indica, o FC Porto se prepara para ser campeão pela segunda vez nos últimos três anos – intrometendo-se, ligeiramente, na hegemonia conquistada pelo Benfica nas últimas épocas -, decidimos fazer uma previsão dos próximos 20 anos do futebol português no FM.

Para tal, neste exercício simulámos o referido período no popular jogo Football Manager (FM) (mais concretamente, desde julho de 2019 a julho de 2039, portanto, contando com a presente época), para percebermos, neste cenário hipotético, quem tomaria as rédeas das principais competições disputadas no nosso país ou por clubes/seleção de Portugal.

Fonte: FM

Como não poderia deixar de ser, começamos por analisar a Primeira Liga. Contrariando o que a realidade aponta, o FM “prevê” um SL Benfica campeão esta época (aliás, tal como muitos adeptos apostariam há apenas 10 jornadas) e também em 2020/2021, mas sem alcançar o domínio do futebol português esperado (e continua sem o tão desejado pentacampeonato, diga-se). Nestes 20 anos, as águias são campeãs nacionais por nove vezes, enquanto que o FC Porto conquista dez campeonatos – entre eles, os primeiros hexa e heptacampeonatos da história do futebol em Portugal -, sendo o título restante atribuído ao… Boavista FC, que quebra os sete títulos seguidos dos azuis e brancos.

As panteras negras alcançariam, assim, o segundo troféu de campeão nacional da sua história, intrometendo-se no império alcançado pelos encarnados e pelos dragões. Importa salientar que, neste exercício, o Boavista é comprado por um magnata coreano em 2028, antes de ser campeão em 2036/37, o que, fazendo um paralelismo com a realidade, normalmente representa um maior investimento na equipa e, consequentemente, maior competitividade. Já o Sporting CP, retira-se, aos poucos, da corrida pelo título, dando lugar a outros clubes na luta pelo pódio.

Fonte: FM

No que respeita às taças, o FM aponta algumas surpresas. Começando pela Taça de Portugal, o Benfica chega ao 34º troféu desta competição, ou seja, soma mais oito ao palmarés atual. O Porto consegue cinco e o Sporting, mais uma vez, fica em branco. Destaque novamente para o Boavista, que conquista por duas vezes esta taça (na realidade, a última vitória na final desta competição foi no longínquo ano de 1997), uma delas, na mesma época em que se sagra campeão nacional, conquistando, portanto, uma dobradinha inédita no clube.

Como podemos ver na imagem relativa à simulação para a Primeira Liga, o FM antecipa um FC Famalicão numa clara subida gradual de nível qualitativo durante os próximos anos, conseguindo, por vezes, atingir o Top três do principal escalão do futebol português. Além desta competição, os famalicenses atingem a conquista da sua primeira Taça de Portugal em 2028/29 frente ao SC Braga.

Porém, o clube de Vila Nova de Famalicão não se fica por aqui: consegue mesmo ser o primeiro clube português (e único, no período analisado) a vencer a Europa Conference League, uma prova ainda por estrear atualmente – inicia-se na época 2021/22 – e que será a terceira competição de clubes organizada pela UEFA, a par da Liga dos Campeões e da Liga Europa. Portanto, um futuro risonho para os famalicenses nesta projeção do futuro, à semelhança do que verdadeiramente aconteceu esta época na Primeira Liga.

Fonte: FM

As conquistas da Taça da Liga, por sua vez, são dominadas pelo Porto (seis vezes), Benfica (cinco) e Sporting (quatro), com o Famalicão, mais uma vez, a impor-se entre os “grandes” e a lograr vencer por duas vezes este torneio, assim como o Vitória SC. A Supertaça decorre sem grandes surpresas neste exercício: dez títulos para as águias, nove para os dragões e um para os vimaranenses.

Para fechar a análise desta simulação no FM, explorámos as competições europeias. Além do feito conquistado pelo FC Famalicão já referido, temos várias projeções inesperadas. A primeira é nada mais, nada menos que a conquista da Liga Europa pelo Benfica em 2022/23, numa final contra o Chelsea FC, vingando, assim, a final perdida em 2013 pelos encarnados e quebrando um jejum de 61 anos na conquista da Europa pelos encarnados.

O Sporting consegue também conquistar esta competição em 2033/34, conseguindo a vitória numa competição europeia 70 anos depois de vencer a Taça dos Vencedores da Taça, em 1964. Por último, uma estreia: o SC Braga vence, pela primeira vez, esta competição dois anos a seguir aos leões, num período feliz para os clubes portugueses na Europa. Já a Liga dos Campeões não volta a nenhum museu português durante este tempo.

Bónus: A seleção portuguesa consegue, neste cenário hipotético, ser bicampeã mundial, ao conquistar este troféu em 2026 e 2030, o primeiro, pelas mãos de Paulo Fonseca e o segundo com Bruno Lage ao comando. Consegue, ainda, vencer novamente a Liga das Nações em 2039.

Como já referido, estas conclusões surgiram duma simulação de 20 anos realizadas no jogo Football Manager, pelo que teríamos de esperar este período para perceber se têm, sequer, alguma aproximação com a realidade. E tu? Que projeções fazes para os clubes portugueses nos próximos 20 anos?

Artigo revisto por Diogo Teixeira

 

 

Os 10 maiores goleadores estrangeiros da Liga Inglesa

A Liga Inglesa é, indubitavelmente, a melhor liga de futebol do mundo e, por essa razão, é normal que por terras de Sua Majestade se encontrem alguns dos melhores atletas do desporto rei, tal a qualidade e visibilidade proporcionada pela competição.

Nomes como Cristiano Ronaldo, Thierry Henry e muitos outros motivam sempre um aceso e interminável debate sobre qual o melhor jogador estrangeiro a alguma vez atuar num relvado inglês, sendo uma questão que raramente gera consenso.

Assim, e como o golo é geralmente uma medida de sucesso na vida de um futebolista, a seguinte lista vem apresentar, e dar a conhecer, os melhores marcadores estrangeiros de sempre do maior campeonato da Europa e do Mundo.

Sportinguistas com direitos iguais. O voto electrónico resolve?

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Muito se tem falado das vantagens e desvantagens do voto electrónico nas eleições que futuramente venham a acontecer no reino do leão. E eu próprio sinto-me dividido quanto a essa temática.

Nasci na Beira Interior, onde vivi até idade adulta. E apesar de atualmente ser fácil vir a Lisboa, até aos anos 80 essa viagem demorava quase um dia inteiro a fazer-se por estradas nacionais, entre serras e pinhais.

Conhecendo essa realidade, percebo que muitos sócios vejam com bons olhos o facto de não terem que se deslocar à capital numa viagem que, ainda assim, pode demorar três, quatro ou cinco horas só para participar numa votação de poucos minutos, tendo depois que retomar a viagem de volta. É cansativo e nem todos terão a disponibilidade de tempo, ou mesmo financeira para o fazer.

Para esses, a descentralização do voto seria uma ótima noticia e aproximaria o clube do sócio, permitindo a que este participasse de uma forma mais ativa na vida do clube e nas decisões sobre o futuro do mesmo. Ainda assim, muitos dirão que esses momentos acontecem apenas de quatro em quatro anos (na melhor das hipóteses), e não obriga a tão grande sacrifício, ainda mais quando se trata do clube do coração.

Achas que o voto eletrónico pode aproximar o clube e os seus sócios?
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Como falei antes, tendo eu vivido no interior durante muitos anos, entendo que o voto electrónico seria uma ótima medida se o mesmo fosse usado com o intuito certo, ou seja, em prol dos sócios (todos) e consequentemente do clube. No entanto, mete-me algum medo que isso não aconteça, quando percebemos que quem quer aprovar essa medida são os mesmos que só consideram os estatutos em vigor quando estes ajudam aos seus interesses pessoais. Quando isso não acontece, os estatutos não devem ser considerados por não serem os mais indicados para o bem do clube (segundo eles). Já para não falar daquele imbróglio de listas de sócios em PEN´s, de sócios com mais votos a serem chamados à parte para votar… acho que já entenderam.

Nos tempos em que vivemos, sabendo nós o que se pode fazer com um computador e dados informáticos, como podemos saber que os resultados de votação electrónica são efectivamente os escolhidos pelos sócios? A este argumento, podem contra-argumentar dizendo que uma eleição normal também é possível ser desvirtuada, e quanto a isso não tenho nada a dizer, por ser verdade. Ainda assim, controlar uma votação em papel é mais fácil por depender de capacidades básicas como observação, saber contar e perceber as movimentações físicas que uma folha pode ter feito. Já na votação virtual tens de saber programar e quem trapaceia pode até estar no Djibouti a alterar os números sem que ninguém se aperceba. A este argumento podem vir os experts com “firewalls“, “anti-vírus”, mas para isso funcionar é preciso que quem está dentro queira que funcionem. Mesmo assim não é garantido.

A verdade é que qualquer um dos métodos é falível. Aliás, qualquer método controlado pelo ser humano o é, no entanto, e chamem-me antiquado, ainda acredito mais no voto em papel.

O melhor é mesmo aguardar pelas conclusões e pressupostos em que esse voto electrónico se irá basear. Quem sabe se o modelo escolhido virá mesmo dar direitos iguais a todos os Sportinguistas, de uma forma honesta e verdadeira. Mais do que aquele de haver sócios que valem 25 votos e outros apenas um. Apesar de ser justo que quem é sócio pagante em anos seguidos tenha mais vantagens que os outros (acho que há muitas outras formas de valorizar os sócios mais antigos e cumpridores). Mas quanto a isso parece que há uns que se tornam sócios à última da hora para terem direitos, outros que pagam cotas em atraso há vários anos para terem os mesmos direitos de quem andou a pagar certinho todos os anos. Não deveriam esses ter também menos direitos? Ok, já percebemos. Os estatutos só servem para certas situações. Não está cá mais quem falou.

Artigo revisto por Diogo Teixeira