Após um recomeço do campeonato algo atribulado para os de Barcelos, eis que, ao sexto jogo após a retoma, o Gil Vicente FC parece ter voltado a encarrilar, somando já duas vitórias nos últimos três jogos, frente ao CD Aves e ao Rio Ave FC, deixando pontos em Alvalade pelo meio, mas pondo o Sporting CP em sentido. Esses importantes seis pontos são o resultado de vários acertos tácticos do mister Vítor Oliveira e algumas mudanças no onze, mas também da qualidade individual de vários jogadores do plantel gilista, que este artigo pretende enaltecer.
O destino das 12 equipas ainda em competição na Liga dos Campeões foi hoje traçado em Nyon, na Suíça, e nada ficou por desejar. O sorteio da ‘final 8’, que decorrerá em Lisboa, a partir do próximo dia 12 de agosto, ditou vários jogos escaldantes e alguns reencontros. Mas antes terão ainda de ser jogados, nos respetivos estádios, as segundas mãos dos oitavos de final, que foram interrompidos devido à pandemia de Covid-19.
Quando os New England Patriots escolheram Tom Brady com a 199.ª escolha do Draft de 2000, ninguém – nem mesmo o todo-poderoso e omnisciente Bill Belichick – poderia imaginar que, volvidos 20 anos, o jovem nascido na Califórnia seria visto por muitos como o melhor quarterback, e para alguns o melhor jogador, da história da National Football League.
A história de amor entre Brady, Belichick e os Patriots é bem conhecida por qualquer adepto da NFL. Contudo a forma como chegou ao fim acabou por manchar a parte final deste romance, visto que talvez a maioria dos adeptos queria que “GOAT” Brady terminasse a carreira em New England.
O quarterback decidiu deixar o frio de Massachusetts e levar os seus talentos para sul, onde assinou pelos Tampa Bay Buccaneers da Florida, uma equipa que não tem sido relevante no panorama da NFL desde 2002, ano da sua única vitória no Super Bowl.
A contratação de Brady deixou entusiasmados adeptos de Tampa Bay e da NFL no geral.
O conjunto do head coach Bruce Arians tem bastante qualidade no plano ofensivo e defensivo e Arians é conhecido pela sua capacidade de criar dinâmicas ofensivas interessantes. A antecipação para ver o quarterback mais titulado da história é tanta que o tight end Rob Gronkowsky, que se retirara em 2019, abandonou a reforma e voltou a jogar, assinando por Tampa Bay, para poder jogar junto a Brady novamente.
Foram vários os analistas que automaticamente colocaram os Buccaneers no lote de favoritos a chegar ao Super Bowl. É verdade que a experiência de Brady, Gronkwosky e Arians vai ser determinante e pode fazer a diferença em momentos-chave, mas a NFC é possivelmente a conferência com mais qualidade na NFL.
Dallas Cowboys, Green Bay Packers, New Orleans Saints, San Francisco 49ers e Seattle Seahawks são equipas com tanta ou mais qualidade que os Buccaneers, e que estão juntas há vários anos, um fator muito importante tendo em conta as restrições impostas pela liga para os treinos de pré-época devido ao COVID-19, que dificultarão a criação de rotinas entre os jogadores.
Caso Tom Brady não vença o Super Bowl este ano, ou nunca mais volte a vencer um, a sua contratação terá sempre sido um sucesso para os Buccaneers. As vitórias são importantes e no final do dia é assim que as equipas são avaliadas, mas o trabalho realizado fora do relvado é tão ou mais importante para o desenvolvimento de uma organização. Brady sabe o que é vencer, sabe como ganhar, e percebe quão difícil é manter um nível de excelência durante décadas, algo que os Buccaneers não sabem.
O efeito Brady será como uma lufada de ar fresco que poderá criar os alicerces para uma década de 2020 em que Tampa Bay é um dos destaques da liga, e não pela negativa.
O Sporting CP recebe hoje, no Estádio José Alvalade, a formação do CD Santa Clara num jogo a contar para a 31.ª jornada da Primeira Liga. Apesar de ambos os emblemas viverem contextos diferentes no campeonato, perspectiva-se um teste complicado para a turma de Rúben Amorim diante os seus novos “vizinhos” açorianos.
Impossibilitado de alcançar o primeiro e o segundo lugares, o Sporting CP parte para este confronto com o principal objectivo em mente de garantir a terceira posição do pódio que lhe garante o acesso directo à fase de grupos da Liga Europa. A par desta motivação, Rúben Amorim tem aproveitado a recta final do campeonato para preparar a próxima época, primando pela aposta forte nos jogadores mais jovens, de modo a que os mesmos conquistem o seu lugar na equipa. Com efeito, as constantes “mexidas” do técnico leonino tornam difícil a previsão do “onze” que se apresentará hoje em campo. Amorim não poderá contar com Luciano Vietto e Luiz Phellype.
O CD Santa Clara, comandado por João Henriques, garantiu há muito o seu principal objectivo de manutenção no principal escalão do futebol português. Por isso, a motivação do clube açoriano para esta fase final consiste em alcançar a melhor pontuação da sua história no campeonato: faltam-lhe quatro pontos, mas ainda há 12 para disputar. Por outro lado, o emblema de S. Miguel que há três jornadas venceu o SL Benfica na Luz por 4-3, quer voltar a fazer história vencendo o Sporting CP em Alvalade, um feito que nunca conseguiu concretizar.
Será que o Leão de Rúben Amorim continuará invicto em Alvalade? Vejamos quais as ideias-chaves para este duelo entre leões e açorianos.
A CRÓNICA: SL BENFICA DEIXA FC PORTO A UM PONTO DO TÍTULO
O SL Benfica entrou para este jogo a saber que uma derrota daria o campeonato ao FC Porto, que já tinha ganho ao CD Tondela durante a tarde. Nélson Veríssimo – confirmado como treinador até ao final da época – manteve o mesmo onze do jogo contra o Boavista, enquanto João Pedro Sousa viu-se forçado a tirar Toni Martinez e Diogo Gonçalves da equipa, por um estar suspenso e o outro emprestado pelos encarnados.
O jogo começou com o Benfica a ter mais posse de bola e a pressionar alto no terreno de jogo. Ainda assim, o ritmo dentro das quatro linhas era baixo e, ao fim de quinze minutos, as “águias” já tinham cinco remates contra um dos famalicenses, mas nenhum com grande perigo.
O resto da primeira parte continou com um ritmo reduzido, mas o Famalicão começou a “ter mais bola” e a subir as linhas de pressão. O primeiro sinal de perigo dos visitados veio aos 18 minutos, quando Pedro Gonçalves rematou colocado para uma boa defesa de Vlachodimos.
Cerca de um quarto de hora depois, foi a vez do Benfica pôr à prova o Famalicão, quando Pizzi rematou em esforço e permitiu uma grande defesa ao guarda-redes brasileiro Defendi. Este lance foi só um aviso para aquilo que viria a acontecer três minutos depois, quando Seferovic rematou no centro da área para defesa de Defendi e, na recarga, Pizzi encostou para o fundo da baliza e fez o 1-0. Foi o vigésimo nono golo de Pizzi na época, e o único da primeira parte.
A segunda parte começou com o mesmo resultado e com o mesmo ritmo de jogo: baixo e sem oportunidades de golo. O primeiro lance de algum perigo ocorreu aos 60 minutos, quando Chiquinho faz uma boa jogada pela direita, remata para defesa de Defendi e, na sequência do lance, Pizzi remata ao lado.
O Benfica começou a subir no terreno de jogo, a colocar mais intensidade na pressão e a ter mais liberdade na zona central do terreno. Ainda assim, aos 72 minutos, num bom lance individual, Fábio Martins conduz a bola até à área “encarnada” e remata ao poste esquerdo da baliza de Vlachodimos.
O tempo continou a correr e sempre sem lances flagrantes de perigo. Já com várias alterações em ambas as equipas, uma das melhores ocasiões da segunda parte para o Famalicão veio aos 82 minutos, quando Walterson fletiu da esquerda para o meio e rematou para a baliza “encarnada”, com a bola a passar a escassos centímetros do poste direito.
O empate veio dois minutos depois: o ex-Benfica Guga apareceu na zona do penálti e rematou para o fundo da baliza, depois de assistência de Fábio Martins. A igualdade no marcador manteve-se até ao final do jogo.
Mais dois pontos perdidos pelo Benfica desde a retoma (12 pontos no total). Com este empate, os “encarnados” adiam a festa do FC Porto, que fica a apenas um ponto do título de campeão nacional.
A FIGURA
Fonte: SL Benfica
Franco Cervi – O único jogador, a par de Pizzi, que se destacou na equipa de Nélson Veríssimo. 80% de eficácia nos passes, dois passes decisivos, uma remate à baliza, três desarmes e duas interceções. Estes são os números que espelham mais uma exibição sólida do argentino, que ataca, defende, equilibra no meio-campo e esforça-se como ninguém dentro das quatro linhas. Não marcou nem assistiu, mas fez por merecer o prémio de figura.
O FORA DE JOGO
Fonte: SL Benfica
Equipa do SL Benfica – Mais uma exibição pobre, sem alma e mais dois pontos perdidos por parte do Benfica. É óbvio que Cervi e Pizzi não entram nesta distinção, mas todos os outros nove jogadores (mais suplentes) estiveram ao nível do futebol praticado pelas “águias” desde a retoma. Pouca criatividade, permiabilidade defensiva a partir do meio da segunda parte e inexistência dos avançados fez com que não haja, de facto, grandes diferenças no estilo de jogo entre Bruno Lage e Nélson Veríssimo.
ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO
Devido a restrições disciplinares e regulamentares, o treinador do Famalicão viu-se forçado a fazer algumas alterações na sua equipa, entre elas a saída do XI do melhor marcador Toni Martinez.
De facto, o atual sexto classificado não teve grande presença ofensiva nos primeiros 60 minutos do jogo, mas com a entrada de Guga, Walterson e Ivo Pinto a equipa melhorou e forçou o Benfica a errar.
Ainda que tenha sofrido um golo, a eficácia defensiva do Famalicão, o jogo de Defendi e as substituições de João Pedro Sousa merecem destaque e ajudaram, em muito, à conquista de um ponto na luta pelas competições europeias.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Rafael Defendi – 3
Patrick William – 2
Riccieli – 3
Roderick Miranda – 2
Racine Coly – 2
Fábio Martins – 3
Uros Racic – 2
Gustavo Assunção – 2
Ruben Lameiras – 2
Pedro Gonçalves – 2
Del Campo – 2
SUBS UTILIZADOS
Anderson – 1
Walterson – 1
Ivo Pinto – 2
Guga– 3
Centelles – 1
ANÁLISE TÁTICA – SL Benfica
Há quem se questione sobre as mudanças que Nélson Veríssimo trouxe à equipa quando a assumiu. Com o resultado frente ao Boavista FC, muitos afirmaram que, de facto, havia mais atitude dos jogadores e mais eficácia ofensiva. No entanto, tudo “ficou a nu” com este jogo em Famalicão e os “fantasmas” de Lage regressaram: falta de criatividade, falta de atitude, pouco rendimento de certos jogadores (especialmente a nível ofensivo).
Num jogo decisivo na luta pelo título, os únicos destaques positivos são mais um golo de Pizzi e mais uma exibição de Cervi, que “rumou contra a maré” durante todo o jogo. São já 12 pontos perdidos (!) em nove jogos desde a retoma do campeonato.
Jamal Crawford, extremo-base de 40 anos com 20 anos de experiência na liga milionária, retorna à NBA depois de mais de metade da época sem ofertas! O extremo-base irá atuar pelos Brooklyn Nets até ao final da época, equipa que se encontra sem a sua principal estrela em Kyrie Irving, e que conta com baixas como DeAndre Jordan, Spencer Dinwiddie, Wilson Chandler e ainda Taurean Prince.
Crawford será uma boa ajuda ofensiva para a equipa que se encontra em sétimo lugar na sua conferência, que ainda não tem o passaporte carimbado para os Playoffs, uma vez que ainda serão jogados oito jogos.
Crawford é conhecido pela sua garra no meio campo ofensivo e por ser uma “arma secreta” a partir do banco que gera pontos facilmente. Depois de nas suas duas últimas épocas profissionais ter sido um jogador um pouco aquém daquilo que nos habituou, Crawford viu a sua carreira estar em risco de terminar, não tendo nenhuma oferta de uma equipa da NBA durante a pré-temporada e toda a época de 2019/2020.
Apesar de, na época 2017/18, ainda ter sido uma peça fundamental na segunda unidade dos Minnesota Timberwolves, tendo médias de 20.7 minutos por jogos, produzindo 10.3 pontos por jogo juntamente com 2.3 assistências, a sua última época, 2018/2019, com os Phoenix Suns foi algo apagada, ofensivamente. Apesar de as memórias para os fãs do três vezes “Sixth Man of The Year” serem boas, contando com game-winners e ainda um jogo de 50 pontos para a despedida com a camisola dos Suns, a época foi algo desapontante. Com médias de 7.8 pontos por jogo em apenas 39.7% de eficácia, contando ainda com uns sólidos 19 minutos por jogo, Crawford já parecia algo “veterano”.
Crawford marcou 51 pontos, no último jogo da época ao serviço dos Phoenix Suns Fonte: Phoenix Suns
Apesar de os números não serem de todo preocupantes quando se trata de um jogador de 39 anos (na altura), o problema não é de todo o ataque, mas sim a defesa. Grande parte dos “General Managers” afirmam que, apesar da sua facilidade ofensiva para gerar pontos ou até jogadas para os colegas de equipa, na defesa, Crawford é um risco. Não contando com o facto de, na sua última época, ter tido ainda 1.6 turnovers por jogos, Crawford teve um dos piores “plus/minus” da NBA, com -2.9 (significa que, em 100 posses de bola, Crawford contribui 3.9 pontos defensivos abaixo da média de um jogador da NBA). A defesa é a principal debilidade do extremo-base de 40 anos e, geralmente, o lado do campo onde a idade mais pesa.
A CRÓNICA: BRUNO E COMPANHIA CADA VEZ MAIS PERTO DA CHAMPIONS
O Villa Park foi hoje palco de um duelo que opõe duas realidades bastante diferentes. Em excelente forma e a ocupar a 5.ª posição da tabela classificativa, o Manchester United precisava da vitória para continuar a lutar por um lugar na Liga dos Campeões. Já o Aston Villa, penúltimo classificado, procurava urgentemente uma vitória para dar um passo de gigante rumo à manutenção na Premier League.
Contra todas as expetativas, os Villans entraram bem melhor que o Manchester United. Foram o motor e a caixa de velocidades do início da partida. O momentum da equipa de Birmingham culmina com a bola no poste direito da baliza defendida por David De Gea, após um colocado remate de Trézéguet à passagem do minuto 25. A destacar: foi uma infantil perda de bola de Pogba que permitiu esta situação de perigo. Daqui em diante, o Manchester United assume o volante e o Villa nunca mais foi condutor.
Após uma roleta, Bruno Fernandes é rasteirado pelo lateral direito do Aston Villla, Konsa dentro da grande área, e o veterano árbitro inglês Jonathan Moss assinalou o castigo máximo. O magnífico português converte o pénalti e desfaz o nulo. E a partir do 1-0 só se viram os Red Devils.
Aos 37 minutos, o prodigioso Mason Greenwood ensaiou aquilo que viria mais tarde a acontecer. Numa bonita jogada individual, escapou entre os centrais do Villa e rematou com o pé esquerdo para uma boa intervenção de Pepe Reina. O golo do inglês chegou pouco depois, aos 45+5. Depois duma recuperação de bola, a equipa do Manchester United progrediu no terreno e, após receber um passe de Martial, Greenwood olhou, apontou e disparou para dentro das redes de Reina, que só viu a bola parar dentro das redes. Assim ficou fixado o resultado ao intervalo: 2-0.
No segundo tempo o rumo não foi diferente e só trouxe a confirmação do Manchester United como senhores da partida. Corria o minuto 58 quando Bruno Fernandes bate um pontapé de canto e encontra Pogba à entrada da área, que se serve da sua boa meia distância e faz o 3-0, que acaba por ser o resultado final.
Depois de mais uma série de ensaios, os Red Devils não conseguiram voltar a encontrar a baliza de Reina, mas podem regressar a casa com a sensação de missão cumprida. Estão a um ponto do Leicester e do quarto lugar, posição que lhes poderá conferir acesso à Liga milionário. Esse é o objetivo e não parece haver forma de parar os diabos de Manchester. O próximo jogo é na segunda-feira em Old Trafford, onde vão receber o Southampton.
No que diz respeito aos Villans, é preciso muito mais. É uma equipa desanimada, que não parece ter as armas suficientes para se manter na Premier League. Depois de perderem 2-0 em Anfield diante do campeão, perdem agora com o Manchester United. Faltam quatro jogos para lutarem pela manutenção, cenário que parece cada vez menos provável. No domingo voltam a jogar em casa e recebem o Crystal Palace.
Bruno Fernandes – Nem foi dos seu melhores jogos. E ainda assim é o Homem do Jogo. É dizer muito sobre o magnífico. Um golo, uma assistência e uma história de sucesso imediato na Premier League. Já não há ninguém que duvide do português e ele continua a impressionar, semana após semana. Bravo, Bruno!
O FORA DE JOGO
20′ | Konsa whips in a beautiful cross from the right and Grealish attacks it, but his first-time effort is off target.
Aston Villa – Não consigo pensar num nome em particular a destacar pela negativa sem ser a própria equipa. Não há forma de acabar com este mau momento. Apesar da boa entrada, a equipa foi-se abaixo depois do 1-0 por sua própria culpa. Como se já não acreditassem que seriam capazes de dar a volta ao jogo. Ou, olhando de forma mais profunda para a questão, parecem já não acreditar que são capazes da dar a volta à despromoção. Os vencedores fazem-se com atitude, coisa que falta (muito) a este pobre Aston Villa.
ANÁLISE TÁTICA – Aston Villa FC
O inglês Dean Smith, com a ajuda de John Terry, desenhou um 4-4-1-1 para defrontar o motivado vermelhão de Manchester. Quis ser autoritário logo desde o início do jogo e até o conseguiu fazer devido às boas prestações de McGinn e Douglas Luiz no meio campo, os homens encarregues das transições ofensivas. Também os extremos, El-Ghazi e Trézéguet, procuraram muitas vezes zonas mais interiores, evitando assim o jogo pelas alas. O plano de jogo de Dean Smith e Terry ficou mais difícil de cumprir depois do 1-0 de Bruno Fernandes, momento-chave da partida e a partir do qual os Villans nunca mais conseguiram assumir o controlo do jogo.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Reina (4)
Konsa (4)
Hause (5)
Mings (5)
Taylor (5)
El-Ghazi (5)
Douglas Luiz (5)
McGinn (6)
Trézéguet (6)
Grealish (5)
Samata (4)
SUBS UTILIZADOS
Hourihane (4)
Nakamba (4)
Davis (4)
Vassilev (-)
ANÁLISE TÁTICA – Manchester United FC
Ole Gunnar Solskjaer levou ao Villa Park um 4-2-3-1 pachorrento para continuar a luta pelo acesso à Liga dos Campeões. O Manchester United foi uma equipa serena e sempre fiel à sua ideia de jogo, acreditando que, com calma, a sua superioridade viria sempre ao de cima. Num jogo habitualmente construído pelo meio-campo, a responsabilidade da distribuição do jogo foi entregue a Matic e a Pogba, que contaram muitas vezes com o apoio de Bruno Fernandes e Mason Greenwood quando parecia que a bola não queria chegar lá à frente.
Três pontos, missão cumprida e venha o próximo. Foi assim que o Manchester United entrou em campo e foi assim que saiu.
Com os objetivos bem distintos, o FC Porto visitou e venceu o Tondela por 3-1, com todos os golos do encontro a serem apontados apenas na segunda parte. Um resultado que deixa o FC Porto a apenas uma vitória da reconquista do campeonato ou até pode festejar já hoje, em caso de vitória do FC Famalicão diante do SL Benfica. Contas para serem feitas mais tarde. No caso do CD Tondela, a equipa de Natxo vê o cenário da permanência a complicar-se.
Com uma primeira parte muito aquém do expectável, o FC Porto conseguiu ter mais domínio, mais posse e mais qualidade, no entanto não conseguiu criar lances de perigo. No caso do CD Tondela, a equipa da casa apresentou-se muito organizada e consistente, mas com o passar do tempo, acabou por demonstrar as debilidades que lhe são conhecidas.
A equipa de Sérgio Conceição entrou bem na partida e com vontade de resolver cedo a questão, no entanto o primeiro lance de grande perigo só aconteceu aos 12′, com um cabeceamento perigoso de Marega, depois de um cruzamento de Telles, que obrigou o guarda-redes do CD Tondela a aplicar-se.
A equipa da casa reagiu, mas só perto da meia hora é que assustou com um remate forte de Jonatahn Toro, a passar por cima.
Até ao final da primeira parte, destaque apenas para a lesão de Sérgio Oliveira, que falha assim a receção ao Sporting, tal como Corona e Uribe, por acumulação de amarelos.
No tempo complementar, a toada mudou drasticamente, com o FC Porto a entrar praticamente a ganhar com um golo de Danilo, na sequência de um canto, aos 47 minutos. Com os jogadores inspirados e sem tirar o pé do acelerador, o FC Porto dilatou a vantagem, pouco depois da hora de jogo, com destaque para Marega e Corona. O maliano recuperou a bola no meio-campo portista e ainda foi a tempo de finalizar, depois de uma assistência com peso e medida de Corona.
Até ao final do encontro, o marcador mexeu por mais duas vezes e da mesma forma: através de grandes penalidades. Ronan reduziu a desvantagem aos 77′ e Fábio Vieira fixou a vitória aos 90+5′. Um final de jogo sofrido para os portistas que souberam gerir a vantagem e conquistar os três importantes pontos.
A FIGURA
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Marega – Quem o viu e quem o vê. O maliano tem alturas em que está muito apagado, mas ultimamente tem sido um dos motores da equipa, ao lado de Corona e Telles. Destaque para o duplo trabalho no lance do segundo golo. Primeiro interceta a bola num ataque do CD Tondela, impedindo o adversário de levar perigo, e ainda consegue correr e marcar o golo nesse mesmo lance. Está imparável. E deu alguma tranquilidade ao FC Porto nessa fase do jogo.
O FORA DE JOGO
Fonte: CD Tondela
Natxo González: Depois de uma primeira parte em que soube conter o poderio ofensivo do FC Porto, o treinador do Tondela fez uma má gestão da equipa no tempo complementar. Apesar de ter conseguido fazer os portistas sofrer, a forma como mexeu na equipa descontrolou o desenho tático e deu a sensação de ter deixado os jogadores perdidos em alguns momentos do jogo.
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO
“Equipa que ganha não mexe” – talvez tenha sido este o pensamento de Sérgio Conceição que, depois da vitória expressiva diante do Belenenses SAD no último jogo, decidiu manter o mesmo onze para o encontro diante do CD Tondela.
O treinador voltou a apostar na mesma tática, no 4-4-2 que lhe é característico, com Marega e Soares na frente, com o brasileiro a ser o ponta-de-lança e com o maliano a jogar mais recuado.
A equipa portista entrou bem na partida, com muita vontade de marcar cedo, mas o setor ofensivo sentiu muitas dificuldades ao deparar-se com uma boa linha defensiva dos adversários. Com mais posse, mais domínio, os azuis e brancos conseguiram materializar as oportunidades criadas.
Apesar das contrariedade ao longo do jogo, com a lesão de Sérgio Oliveira e com Corona e Uribe a serem sancionados com o cartão amarelo que os impede de jogar no próximo jogo, o treinador soube dar a outra face e mexeu bem na equipa.
Depois de sofrer o primeiro golo, os portistas terminaram o jogo a sofrer, mas conseguiram somar três importantes pontos.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Marchesín (5)
Alex Telles (6)
Pepe (7)
Mbemba (6)
Manafá (7)
Otávio (7)
Sérgio Oliveira (4)
Matheus Uribe (6)
Tecatito Corona (8)
Marega (8)
Soares (6)
SUBS UTILIZADOS
Danilo Pereira (8)
Luis Diaz (6)
Diogo Leite (4)
Fábio Vieira (7)
ANÁLISE TÁTICA – CD TONDELA
A jogar em casa, o treinador Natxo González teve baixas muito importantes para o encontro com o FC Porto, começando pela baliza, com a lesão do habitual titular Cláudio Ramos. Ainda assim, o guarda-redes Babacar esteve muito bem e evitou a derrota por outros números.
Para além do guardião português, também Ricardo Valente, outro habitual titular, foi uma ausência notória. Face a estas contrariedades e ao facto de precisar urgentemente de vencer, o treinador apostou no 5x3x3, com duas mexidas face ao último jogo, com Ricardo Alves a entrar para o lugar de Filipe Ferreira e Jaquité a render Ronan.
A equipa não atuou com nenhuma referência no eixo do ataque, mas com um meio-campo povoado que permitiu conter a avalanche ofensiva do FC Porto.
A equipa do CD Tondela entrou bem no encontro, a mostrar muita organização e consistência, mas diante de um FC Porto cheio de confiança e vontade, a equipa da casa não teve argumentos para contrariar o favoritismo dos portistas, sobretudo na segunda parte em que baixaram de rendimento.
Dois históricos ingleses que vivem situações bastante diferentes atualmente vão medir forças em Villa Park. Os nove jogos consecutivos sem vencer por parte do Aston Villa FC coloca os villans em risco de voltar ao segundo escalão. Por seu lado, o Manchester United FC vive a melhor fase da temporada e as últimas nove partidas significaram somar pontos para os red devils, que estão assim em lugar europeu.
Com grande tradição em Terras de Sua Majestade, os dois emblemas têm e tiveram em outros tempos o hábito de presentear os adeptos com jogadores de grande gabarito. Neste top 5 procurei encontrar atletas que tivessem vestido as duas camisolas e que deixaram a sua marca no relvado. Da baliza às redes do adversário, do século XX ao século XXI, esta seleção mostra craques que são referências na sua posição e jogadores com reconhecimento na história das duas formações.
Depois do espetacular jogo com o campeão nacional SL Benfica, em que a vitória sorriu aos açorianos, seguiram-se duas derrotas consecutivas frente a Boavista FC e CS Marítimo. Com a manutenção praticamente garantida, o objetivo do CD Santa Clara passa por fazer melhor que na temporada transata, época de regresso à Primeira Liga, quando terminaram na décima posição, com 42 pontos somados. Atualmente, ocupa a décima posição na tabela, com 38 pontos, pelo que têm que somar cinco pontos nas quatro últimas jornadas, com o Sporting CP a ser o próximo adversário. Pretendo realçar alguns dos elementos que na minha opinião têm ajudado a estabelecer o Santa Clara entre a elite do futebol nacional.