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Antevisão GP Áustria: nova época, mesma liderança?

Finalmente chegou o dia por que todos esperávamos: o regresso da Fórmula 1 (que, inevitavelmente, nem chegou a começar, devido à pandemia da COVID-19). Assim, em vez de começarmos o ano em março, na Austrália, é agora o Grande Prémio da Áustria que nos brinda ao regresso da modalidade, que tem sido realizada ao abrigo de todos os cuidados recomendados pela OMS.

A ANTEVISÃO: BEM-VINDOS DE VOLTA AO Q3, RACING POINT!

Com entusiasmo, temos visto e revisto as performances das dez equipas que se comprometeram a competir neste ano, que tem sido atípico, incluindo para as modalidades.

Surpreendentemente, nos três treinos livres que religiosamente se realizam (os dois primeiros à sexta-feira e o terceiro ao sábado de manhã), a Racing Point tem sido a equipa que, tal como já se tinha visto nos testes que se realizaram em Barcelona, em fevereiro, tem prometido um carro capaz de ameaçar até a própria Ferrari.

Curiosamente, é isso que acontece na qualificação, realizada este sábado à tarde. Sebastian Vettel (Ferrari), por muito estranho que isto pareça ser, não chega sequer à terceira parte da qualificação, restando-se pelo 11.º lugar. Já o seu colega de equipa, Charles Leclerc, ficou em 7º lugar na qualificação final. Parece que algo de errado se passa na equipa italiana.

Já a Racing Point demonstra novamente um carro que pode, com certeza, ser o novo líder das equipas de segundo pelotão: desloca-se até ao Q3, com um sexto (Sergio Perez) e nono lugar (Lance Stroll), mas certamente com vontade de mostrar um pouco mais em tempos de corrida.

Fora isso, não tão surpreendente, é a pole position de Valtteri Bottas, bem como o segundo lugar de Lewis Hamilton (a apenas doze milésimas de segundo de Bottas!), que mostra que, mais uma vez, a Mercedes continua fortíssima e não deixará escapar a oportunidade de dominar mais uma época.

Sendo assim, o que podemos esperar para este domingo?

Este domingo será a primeira corrida, pelo que tudo poderá estar em aberto. A Mercedes terá vontade suficiente para não dar hipóteses de vencer à sua possível adversária mais direta, que parece ser a Red Bull. Porém, também a equipa da casa tem motivação suficiente para fazer frente à equipa alemã e voltar a triunfar, como aconteceu no ano passado.

Em relação à Ferrari, o ritmo da scuderia italiana não parece estar certo. E, por isso, a equipa terá de ter cuidado com equipas como a McLaren, Renault ou mesmo a Racing Point, que tem ritmo suficiente para querer chegar ao pódio.

Fora das probabilidades em relação às performances das equipas, também a chuva poderá estar à vista este domingo em Spielberg. Se assim for, muita coisa poderá mudar, inclusive, equipas que não seriam tão rápidas em pisos secos podem sair beneficiadas.

No entanto, é importante salientar que, sendo a primeira corrida, tudo pode acontecer, pelo que teremos que esperar para ver quem se sairá melhor neste primeiro evento.

Os dez primeiros qualificados para o Grande Prémio da Áustria
Fonte: Formula 1

Foto de Capa: Formula 1

Marcos Acuña | A raça que faz a diferença

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Marcus Javier Acuña, 28 anos, nascido em Zapala, Argentina, também conhecido como “El Huevo”. Chegou a Alvalade em 2017 e trouxe consigo o sangue quente latino. Um jogador que dispensa apresentações, conhecido pela sua qualidade e irreverência. É o tipo de atleta que se ama ou se odeia. No meu caso, Acuña é um daqueles que admiro profundamente.

Tenho a sensação de que não é suficientemente valorizado por uma parte dos adeptos leoninos. A sua capacidade emocional poderá ser o principal fator que cria uma divisão, sendo inúmeras vezes criticado pela sua postura no plano psicológico. Embora concorde que ainda tem de evoluir nesse ponto, ao longo dos últimos tempos, tem-se verificado que o jogador já não é o mesmo de 2017, e a correção dessa característica tem sido desenvolvida.

Depois da lesão contraída na retoma do campeonato, está a ser pintado um cenário de que Acuña já não faz falta e que pode ser vendido, seguindo-se Nuno Mendes para ocupar a vaga no corredor esquerdo de Amorim. As boas exibições do jovem jogador da formação têm sido agradáveis, mas, atualmente, não há ninguém melhor do que Acuña para ocupar a posição de ala esquerdo.

A qualidade que o argentino fornece à equipa coloca-o num patamar onde só estariam Jérémy Mathieu e Bruno Fernandes, na minha opinião. Há um Sporting CP com Acuña e outro sem – e eu não quero o Sporting CP sem esse jogador. A raça de Marcos Acuña é contagiante. É o tipo de jogador que qualquer equipa precisa e que é essencial para mover um grupo em torno de si.

Na vertente tática, destaca-se pela sua qualidade defensiva, pela ocupação dos espaços e na largura que dá ao jogo, correndo 90 minutos para a frente e para trás. Fisicamente é bastante forte. Geralmente, utiliza o seu corpo para ganhar vantagem na proteção da bola e fazer o típico movimento, em que deixa encostar o adversário e depois o tira do caminho.

Jorge Jesus foi o responsável pela sua vinda, e inicialmente colocou o jogador argentino a extremo esquerdo, num sistema de 4-4-2. Partilhava o corredor com Fábio Coentrão. Os dois formavam, na minha opinião, uma das melhores duplas que passou por Alvalade nos últimos anos (basta ver o vídeo que se segue).

Com Rúben Amorim, estou convicto de que Acuña será um jogador indispensável. O jovem treinador português já admitiu que ponderaria colocar o argentino em simultâneo com Nuno Mendes. Recentemente recuperado de lesão, pode fazer parte das escolhas do técnico para o embate frente ao Moreirense FC. Se o Sporting CP quer lutar pelo título na próxima época, tem de contar com este jogador.

Lanço o repto à Direção do clube para que faça todos os possíveis para mantê-lo no Sporting CP e resistir ao mercado de transferências. Borja é claramente curto para substituí-lo e Nuno Mendes, embora tenha deixado boas indicações, ainda tem muito para crescer.

Por último, nunca esquecerei que Marcus Javier Acuña faz parte de um leque de jogadores fiéis ao Sporting CP. Não rescindiu com o clube quando teve oportunidade, e nunca se aproveitou da situação débil para fazer aquilo que outros que cresceram aqui fizeram. Merece o respeito de todos os sportinguistas não só por isso, mas também pela qualidade que tem. Acuña está numa lista muito curta da qual me orgulho!

Artigo revisto por Mariana Plácido

5 dados estatísticos do SL Benfica x Boavista FC

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SL Benfica e Boavista FC defrontam-se este sábado, pelas 21h15, na jornada 30 da Primeira Liga portuguesa. Perspetiva-se um jogo agradável e com bastantes oportunidades de golos, tentando os agora comandados de Nélson Veríssimo demonstrar uma imagem diferente daquela que se verificou nas últimas partidas.

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Apresentamos cinco dados estatísticos sobre o confronto que se avizinha.

Os 5 jogadores a ter em conta para a final da Taça da Alemanha

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Sensivelmente um mês depois do duelo para a liga alemã, Bayer 04 Leverkusen e FC Bayern München disputam, este sábado, a final da Taça da Alemanha. Na altura, os bávaros derrotaram os farmacêuticos por 2-4, mas agora o desfecho pode muito bem ser outro. Afinal de contas, está em causa um troféu que ninguém quer perder!


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De um lado, um clube que conta apenas com uma Taça da Alemanha no seu palmarés (conquistada em 1993). Do outro, o atual detentor do troféu e aquele que conta com mais conquistas na competição, procurando chegar às duas dezenas.

Na antevisão da final (inédita, por sinal), apresentamos os cinco jogadores a ter em conta num embate do qual só um clube sairá a sorrir. Quem levará o troféu para casa?

SL Benfica perde o seu melhor marcador

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O plantel do SL Benfica perde um dos seus principais ativos no que concerne ao seu plantel sénior de futsal. O brasileiro Fernandinho foi anunciado como reforço do Kairat Almaty para a próxima temporada 2020/21.

Desportivamente, é uma grande perda para o clube encarnado. Mas a sua idade já avançada (37 anos) e a alta folha salarial que o jogador canarinho representava para os cofres das águias permitem aliviar o esforço financeiro, sobretudo quando estamos numa fase em que muitos clubes, um pouco por todo o mundo, enfrentam problemas graves de tesouraria – e o SL Benfica não é exceção.

Nesta altura, já se registaram várias saídas no plantel benfiquista e apenas uma entrada (o internacional russo Ivan Chishkala), o que significa que apenas nove jogadores têm presença garantida no plantel da próxima época desportiva.

Ivan Chishkala é, até ao momento, o único reforço conhecido do SL Benfica
Fonte: Gazprom-ugra

Isto não significa que não haja mais tempo do que suficiente para reforçar devidamente o elenco, até porque a contratação cirúrgica do jogador leste europeu, atendendo à relação qualidade-idade, foi brilhante, no meu entender. É, no entanto, necessário um período de adaptação a um país e um estilo de jogo completamente diferente daquilo a que está habituado na distante Rússia.

Não vejo necessidade de se deixar de investir em jovens valores portugueses – não só na formação de jovens talentos como na contratação e valorização do jogador nacional. Isto é algo que tem sido feito em épocas anteriores e que tem trazido para a ribalta internacional jogadores como André Coelho, Tiago Brito, Fábio Cecílio, só para recordar os elementos mais recentes.

Conforme já detalhámos em artigos anteriores, existem muitos (e bons!) valores portugueses em equipas de menor valia teórica, pelo que há muito por onde escolher. Mas as águias terão gente competente nessas áreas. Em termos de renovações, a mais sonante foi a do guardião brasileiro Diego Roncaglio, peça-chave na baliza encarnada, que divide o protagonismo nesta posição específica com o campeão europeu André Sousa.

Para a semana, irei analisar o comportamento neste mercado do eterno rival desportivo do Benfica: o Sporting CP.

Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por Mariana Plácido

O melhor 11 combinado entre Arsenal FC e Wolverhampton Wanderers FC

Parece surpreendente, mas vou já levantar o véu de que os jogadores do Wolverhampton Wanderers FC estão em maioria. Apesar da incomparável história e palmarés entre as duas equipas, a verdade é que desde a entrada de Nuno Espírito Santo no comando técnico dos lobos, o rendimento da equipa e dos seus jogadores tem sido cada vez melhor, mais consistente e tem conseguido afirmar o clube na alta roda do futebol Inglês.

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Em contrapartida, um Arsenal FC em decadência, cada vez mais longe da conquista de títulos e que inclusivamente deixou de ser uma presença assídua na Champions League.

Apesar das duas equipas atuarem em sistemas bastante diferentes, vou utilizar uma tática de 3-5-2.

Henrique Calisto: «O Futebol português está organizado em função da televisão e não do adepto»

Começou a aventura como treinador em 1980/81 e, atualmente, ainda está ligado ao Futebol, Henrique Calisto participou no Mourinhos vs. Guardiolas para contar a sua experiência. As passagens pelo Vietname, pela China e pela Angola não foram esquecidas, porém, não se esqueceu do passado em Portugal.

Com uma vasta experiência no Futebol estrangeiro, o histórico treinador português afirmou que para se ter sucesso lá fora é necessário recolher o máximo de informação sobre o novo ambiente (realidade do clube ou os hábitos sociais e culturais do país). Dentro de campo, Henrique Calisto encontrou no Vietname colegas sentados durante os 90 minutos e o treinador português não abdicou do seu estilo, continuando muito interventivo.

A passagem para a China foi uma experiência interessante, porém o treinador acredita que o futebol chinês não tem futuro nenhum com chineses. Henrique Calisto criticou o modo como é organização das camadas jovens nos clubes e que o campeonato chinês apenas vive (ou sobrevive) devido à quantidade de jogadores estrangeiros. Da Ásia para África, foi em Angola que encontrou um Futebol com muitas incongruências principalmente nas arbitragens, que condicionam os resultados. Contudo, realçou que o CR Desportivo do Libolo só teve um grande sucesso, porque era um clube muito estruturado – parecido a um clube de meia tabela em Portugal.

Henrique Calisto acredita que os treinadores, em Portugal, deviam ter um papel mais relevante tanto nos clubes como nas federações, principalmente a nível organizacional. O histórico treinador apontou diversas críticas ao Futebol português como, por exemplo, a falta de competitividade da Liga, a inexistência da centralização dos direitos e a extrema dependência dos três grandes. 

O antigo treinador não deixou de criticar a falta de público nas bancadas dos estádios portugueses e voltou a relembrar: «O futebol português está organizado em função da televisão e não do adepto».

Artigo revisto por Joana Mendes

CD Aves: um adeus inevitável à Primeira Liga Portuguesa

Ainda no final do mês de junho ficou confirmado: CD Aves desce à Segunda Liga Portuguesa. A equipa de Nuno Manta Santos não resistiu, embora tivesse tentando (mas não de forma intensa), não é matematicamente possível conseguir a manutenção. A equipa de Vila das Aves conta com apenas 14 pontos, menos 13 pontos que o penúltimo classificado – sendo este o Portimonense SC.

O treinador, Nuno Manta, despe-se de culpas e afirma que deu tudo de si para que a equipa avense estivesse numa situação mais satisfatória. A derrota caseira frente ao Moreirense FC por uma bola (e o triunfo inacreditável do CS Marítimo sobre o SL Benfica) determinou a descida inevitável.

De relembrar, que o CD Aves tinha uma equipa em plena reconstrução – contando com 17 novos reforços e alguns jogadores provenientes da equipa sub-23, visto a triste perda de nove titulares importantes. Augusto Inácio, que ainda estava ao comando técnico do CD Aves no início da época já não começou a mesma com o pé direito, face a isto dou como argumento as sete derrotas em apenas oito jornadas realizadas e a eliminação da equipa da Taça da Liga. O pico do comando técnico de Augusto Inácio deu-se na eliminação da equipa em fases precoces da Taça de Portugal, frente ao campeão da Segunda Liga Portuguesa, o SC Farense, e o técnico português é dispensado das suas funções.

Segue-se Leandro Pires, treinador da equipa sub-23 que conquistou a Taça Revelação da época passada, mas o estreante da Primeira Liga apenas dura três jogos no comando técnico.

A aposta mantém-se em Nuno Mantas desde a 12ª jornada, apenas dois dias depois de abandonar o CS Marítimo (que também não estava em bons lençóis, diga-se de passagem). O técnico português começou logo a colher frutos, conseguindo arrancar duas vitórias e saindo da zona de despromoção. Uma segunda volta penosa feriu, e de que maneira, a força avense.

O Clube Desportivo das Aves despede-se do maior escalão do futebol português após três épocas e uma conquista de Taça de Portugal, frente ao Sporting CP.

A equipa registou a sua melhor posição de sempre adquirida na época de 2017/2018, quando conseguiu arrancar o 13º lugar, sob o comando técnico de Ricardo Soares. Ao comando de Lito Vidigal a equipa consegue manter-se no primeiro escalão.

E, uma das maiores (se não a maior) conquista do clube de Santo Tirso foi vencer a Taça de Portugal de 2018, frente a um leão ferido após o ataque em Alcochete. O homem por detrás deste feito inédito é José Mota, que ainda assegurou a disputa da Supertaça Cândido Oliveira – onde perdeu frente ao FC Porto.

Uma equipa que marca a história do futebol português, destemida e ambiciosa. Que levou o nome de Vila das Aves a todo o lado e o orgulhou, e de que forma. CD Aves, promete regressar e continuar a sua história no futebol português!

Artigo revisto por Joana Mendes

5 jogadores que passaram por SL Benfica e Boavista FC

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Em vésperas do encontro que irá opor SL Benfica e Boavista FC, decidimos recordar cinco jogadores com passagens pelos dois clubes.

JÁ SEM BRUNO LAGE, O BENFICA TENTA RETOMAR O CAMINHO DAS VITÓRIAS EM CASA, FRENTE AO BOAVISTA FC! ARRISCAS COM A BET.PT?

São muitos aqueles que jogaram pelos dois emblemas. Uns com mais sucesso que outros, mas todos com muita qualidade. De transferências milionárias, a transferências indiretas e até a custo zero. Há de tudo na nossa lista.

Vejamos os melhores jogadores que contam com passagens nos dois clubes.

O 11 do século XXI do Valência CF

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O Valência CF é um dos clubes mais renomados do futebol espanhol e, na minha opinião, o mais nostálgico do país vizinho, por toda a sua história e grandeza, que pouco se tem mostrado nas últimas temporadas. O clube che tem vivido tempos de transição que se têm refletido numa enorme instabilidade, dentro e fora do campo.

Ainda assim, contrariamente ao período atual, a viragem do século mostrou-se frutífera para os valencianos, tendo conseguido vencer o campeonato espanhol por duas vezes, intrometendo-se na hegemonia de FC Barcelona e Real Madrid CF, bem como duas presenças na final da Liga dos Campeões, em 1999/ 2000 e 2000/2001, e a conquista da Taça Uefa três anos depois.

Por esses motivos e mais alguns, recordo na seguinte lista os grandes craques que envergaram a camisola de um dos maiores clubes do mundo nos últimos 20 anos, estando dispostos numa formação tática de 4-2-3-1.