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«Apareceu o FC Porto, não deu. Apareceu o Sporting, não deu. Só faltava o Benfica e esse era gigante» – Entrevista BnR com Manduca

Jogou na formação do Grêmio com Ronaldinho Gaúcho. Foi para a Finlândia e estreou-se na Liga dos Campeões aos 17 anos. Chegou à Segunda Liga portuguesa em 2000 e em seis anos estava no Benfica, mas o regresso de Rui Costa “atirou-o” para a Grécia. Aos 30 anos foi para o Chipre, onde se tornou herói e, talvez, no único campeão como jogador, treinador e diretor… na mesma época. Tudo isto, na mesma hora em que Marítimo e Benfica, dois dos clubes em que se destacou em Portugal, jogavam para a Primeira Liga. Eis Gustavo Manduca, em exclusivo, em entrevista ao Bola na Rede.

 – Do calor brasileiro à neve finlandesa –

Bola na Rede (BnR): Quando é que começaste a jogar futebol?

Gustavo Manduca (GM): Ui, pergunta difícil…

BnR: Então e em clubes, já mais organizado?

GM: Ah assim fica mais fácil [risos]. Fui para o Grêmio com 13 anos. Antes, dos 11 aos 13, estive no Criciúma, mas ainda era escolinha e no Grêmio já foi um passo maior. Ia à seleção, era um clube maior…

BnR: Ficaste três anos no Grêmio, mas muito cedo foste para a Finlândia. Como apareceu essa oportunidade?

GM: Eu tinha saído do Grêmio. A equipa era fortíssima, tinha Ronaldinho Gaúcho, Anderson Polga, Gavião e eu não jogava. O grupo era muito forte, fomos campeões brasileiros e tudo, mas é engraçado: saí porque não tinha espaço na equipa, mas de todos os 40 miúdos que jogavam ali só demos certo o Ronaldinho, eu e o Polga. O resto jogou em clubes menores, acabaram a carreira logo, muitos não chegaram a profissionais… Coisas do futebol. Então vi-me forçado a arranjar um novo desafio e surgiu a possibilidade de fazer um teste na Finlândia, nem tinha nada acertado. Era um clube grande na Finlândia, o Helsínquia, e eu ia ficar duas semanas à experiência, numa residência, até ver se me davam contrato profissional. Foi difícil porque naquela altura não se sabia nada do futebol finlandês, sem cultura de futebol e uma diferença de clima gigantesca: saí do Brasil com 32 graus e quando cheguei lá estavam 20 graus negativos. Nunca tinha visto neve na vida, cheguei ao aeroporto estava tudo branco e pensei: «Meu Deus, que vim aqui fazer».

BnR: Como era o futebol na Finlândia?

GM: Era um futebol duro, forte fisicamente, pouca técnica, muito contacto e por causa destas transições verão-inverno, joga-se muito em campos fechados, aquecidos e sintéticos. Hoje qualquer um joga em sintéticos, de certeza que quando jogas uma peladinha aí em Portugal com amigos é num campo sintético, mas naquela época de 1997… Aqui no Brasil não existiam sintéticos, nunca tinha pisado um. Ou era pelado ou era relvado… ou estrada! Então quando cheguei nos sintéticos a bola travava imenso, era muito difícil. Mas eu era novo, 17 anos e correu bem. Destaquei-me logo e eles ficaram comigo.

BnR: Foi por causa desses obstáculos que acabaste por ser emprestado?

GM: Não. O que aconteceu é que eu era um jovem de 17 anos numa equipa profissional, que lutava todos os anos para ser campeã no campeonato finlandês e não tinha muito espaço para jogar. A ideia foi emprestar-me a uma equipa de segunda para ganhar experiência e ritmo, só que eu fui para esse clube – que era o Atlantis – e era horrível a estrutura deles: tinha de levar a roupa para lavar em casa, os campos eram maus, eles eram muito ruins a jogar à bola. Passado duas semanas voltei, chamei o Luiz Antônio, meu colega que era mais experiente e traduzia, e disse-lhe «olha, quero falar com o treinador. Fazes a tradução?» ele respondeu: «Vamos lá». Cheguei ao pé do treinador, o Antti Muurinen, que ficou muito conceituado depois daquele trabalho e veio a ser selecionador finlandês, e disse «professor, qual foi a sua intenção de me emprestar ao Atlantis?». Ele falou: «A minha intenção é que você cresça». E eu disse-lhe «então deixe-me treinar com vocês porque ali estou a desaprender a jogar futebol» [risos].

BnR: E quando voltas para o Helsínquia, estreias-te na Liga dos Campeões com 18 anos.

GM: O que aconteceu, João, é que eu voltei e era o mais jovem do clube juntamente com o Mikael Forssell, que deves conhecer porque passou pelo Chelsea, Wolfsburgo, fez uma bonita carreira e foi um dos jogadores finlandeses com maior destaque da história. Como éramos os mais jovens, acabava o treino e eu e o Forssell pedíamos ao treinador para ficar a treinar mais e todos os dias ficávamos mais uma hora a treinar, passávamos a bola, um cruzava e o outro rematava, fazer remates de longe no campo todo e divertíamo-nos. E o Antti Muurinen ficava a ver-nos das escadas, mas nunca dizia nada, até que chegou o dia em que qualificámo-nos para a Liga dos Campeões e ele tinha de fazer a lista de 25 jogadores – o nosso clube tinha 30 profissionais e mais nós os dois jovens – e ele reuniu toda a gente e disse: «Pessoal, foi difícil fazer esta lista, mas eu não posso deixar o Gustavo e o Mikael fora da lista. O que eles fazem é um exemplo para todos. Eles querem crescer e eu vou ajudá-los a crescer». Acabámos por ser os mais novos da Liga dos Campeões, num ano em que calhou-nos o Benfica, PSV Eindhoven e Kaiserslautern.

BnR: Era mesmo isso que te ia perguntar. Três meses antes de vires para Portugal, ficas no banco no estádio da Luz frente ao Benfica. Que te lembras desse jogo?

GM: Exatamente. Lembro-me que ficou 3-3 ou 2-2, mas lá na Finlândia tínhamos ganho. Era o antigo estádio da Luz e a equipa era forte, com João Pinto, Calado, Preud’Homme. Fizemos um excelente jogo e empatámos, o que para a nossa equipa, na única vez que uma equipa finlandesa chega à Champions, era um feito histórico. E para mim, menino, estar ali presente – ainda por cima com destaque na imprensa porque eu e o Mikael éramos os mais jovens – mesmo sem jogar era uma festa. Mesmo que levássemos cinco estava tudo bem mas vamos lá e empatámos… Para nós foi gozar o momento.

BnR: Acreditavas na altura que podias chegar a um clube como o Benfica?

GM: Eu vou ser sincero… acreditava. Com os meus amigos, já dizia «eu vou jogar num grande» e eles riam-se de mim. Uma vez fui ver um jogo do FC Porto em Madrid. Demorei três horas de carro para ir de Chaves a Madrid. Fomos ver o jogo da Liga dos Campeões e disse para eles «eu ainda vou jogar aqui um dia» e eles riam-se de mim: «estás maluco? Tu jogas no Chaves, na Segunda Liga de Portugal. Jogar aqui no Bernabéu?». Depois joguei lá e até marquei um golo. Eu sempre tive o foco de jogar num grande.

As 5 maiores goleadas da Primeira Liga Portuguesa

A época passada ficará gravada na memória dos benfiquistas como o ano da mítica Reconquista. Após baterem no fundo do poço frente ao Portimonense (perderam o jogo por 2-0 e perderam também o seu treinador), os encarnados fizeram uma segunda volta sensacional, com Bruno Lage ao leme, terminando a temporada no primeiro lugar e com muitos golos e emoções à mistura. Um dos jogos mais marcantes terá sido o SL Benfica x CD Nacional, que terminou com um imponente 10-0 para a equipa da casa, o chamado “10 do Chalana” – um resultado tão volumoso como há muito não se via em Portugal. No entanto, e por incrível que pareça, este resultado não entra sequer no top 5 de maiores goleadas da Primeira Liga Portuguesa. Os anos 40 foram muito ricos em goleadas por números astronómicos, e, por isso mesmo, merecem ser recordados.

Os 5 jogos mais surpreendentes entre Moreirense FC e Sporting CP

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Numa primeira instância, os factos: sou adepto de um clube rotulado de “grande do futebol português” – por mais interpretações e juízos que daí se possam extrair – e possuo um sentimento de compaixão e de vínculo, ainda que mais tardio, com o Moreirense FC, clube da terra na qual colori a maior parte da minha infância. Perante este desabafo, e ainda no campo factual, fui também vítima do bairrismo bacoco e da diversidade argumentativa que suporta a bizarria infundada.

JOGO DIFÍCIL PARA OS LEÕES DE AMORIM FRENTE A UMA EQUIPA QUE NÃO PERDE HÁ TRÊS JOGOS. SERÁ QUE O SPORTING CP VENCE? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Numa segunda instância, o prazer oculto: em todo e qualquer campeonato, apraz-me assistir a uma partida na qual alegadamente está na moda a equipa que preencha uma checklist do supremo, ou seja, seja desarmada, dominada e esconjurada. A igualdade, palrada desde o urro dos primatas, atinge o futebol com pequenas alfinetadas, e ver isso é estimulante.

Uma equipa que não recue, que aproveite meticulosamente as debilidades defensivas e que urda uma tática responsável que cesse a atividade das peças chaves adversárias não se agiganta perante o dito gigante? Como na gíria se distancia o “à vontade” do à vontadinha”, no futebol urge segregar o “respeito” do “respeitinho”. Que se deixe de pedir licença para trespassar a soleira da porta quando os dois pés já a transpuseram!

Em conformidade com a moratória, encerram-se aqui cinco exemplos ilustrativos:

Recordar é Viver: Agostinho e a Volta que não contou

Agosto de 1975. Não é só na temperatura que o verão português é quente. Sedes de partidos são vandalizadas, jornalistas saneados, o Emissor Regional da Madeira é parcialmente destruído num atentado. E, no meio disto, onde fica a festa do povo?

Parada, porque a Volta a Portugal não vai para a estrada. O problema começa a desenhar-se em fevereiro. Fruto da instabilidade revolucionária, as equipas Ambar e FC Porto já não vão para a estrada, o SL Benfica equaciona deixar o profissionalismo e só Sporting CP e Coelima são presenças assíduas no estrangeiro.

Nos meses seguintes, a organização da Volta envia cartas à Federação a requerer esclarecimentos, mas não recebe respostas. O Secretário de Estado dos Desportos, Luís Casanova, cria um grupo de trabalho para estabelecer regras para a Volta e, entre desrespeitos aos regulamentos UCI ou a definição de burocracias como hora limite para o termo das etapas (17 horas), é demonstrada uma total alienação da realidade da modalidade.

Por fim, a meados de julho, a Federação anuncia o cada vez mais esperado cancelamento da Volta a Portugal, invocando «inúmeros obstáculos surgidos, por banda de entidades oficiais e particulares».

Contudo, tal como em Itália na II Guerra Mundial, em que o cancelamento do Giro d’Italia fez surgir os chamados Giri di Guerre, os homens do pedal não se fecham em casa. Há uma solução para levar a bicicleta para os caminhos de Portugal. A cerveja Clok chegou-se à frente e patrocinou um Grande Prémio com o seu nome nos últimos dias de agosto.

Terá João Rodrigues a oportunidade que Fernando Mendes não teve de defender o título da Volta?
Fonte: José Baptista/Bola na Rede

Um prólogo e mais oito etapas (algumas divididas em setores) pela zona sul do país fazem o percurso desta “Volta” alternativa. O Sporting venceu o crono coletivo inaugural a jogar em casa, na Pista de Alvalade, e José Amaro triunfou nas duas etapas seguintes para manter os leões no controlo.

A terceira etapa começa a definir a Geral. É o benfiquista Fernando Mendes, campeão nacional em título e vencedor da Volta em 1974, o primeiro a cruzar a meta, mas Joaquim Agostinho, que tinha um mês antes participado sem grande brilho na sua sétima Volta a França e alcançado a pior classificação da carreira na Grande Boucle, é quem assume a liderança, continuando assim o topo da Geral a ser ocupado por um sportinguista.

No dia seguinte, Álvaro Ramos deu um triunfo ao Louletano, mas daí para a frente voltaria a só dar Sporting. Mais três vitórias de Agostinho, incluindo no contrarrelógio individual final, selaram a conquista da prova pelo mais galardoado ciclista português, que seria acompanhado no podium final por Fernando Mendes e ainda José Martins, o líder da Coelima.

Poderá dizer-se que o PREC tirou a Agostinho uma vitória na Grandíssima. Mas a 25 de novembro deu-se o início do fim e, a partir daí, nunca mais nos faltou a Volta a Portugal. Até quando?

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por Mariana Plácido

O que esperar do FC Porto x Belenenses SAD deste domingo?

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A 30.ª jornada da Primeira Liga Portuguesa irá opor FC Porto e Belenenses SAD para mais uma edição do Clássico Azul, sendo este um jogo determinante para as duas equipas. Isto porque a equipa da casa, se conseguir arrecadar os três pontos, fica mais próxima de levantar a taça de campeão nacional. Já a equipa visitante, o Belenenses SAD, quer fugir à zona de despromoção, uma vez que se encontra a quatro pontos de distância da “red line”.

OS DRAGÕES RECEBEM A TURMA DE PETIT JÁ COM O TÍTULO NO HORIZONTE! SERÁ QUE VOLTAM A GANHAR? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Relembrar que, apesar do Belenenses SAD ter o sonho de levar pontos para casa, as estatísticas não são nada animadoras para a equipa da capital. Já não conseguem vencer o FC Porto na qualidade de visitantes desde 20 de outubro de 2001, partida ainda realizada no Estádio das Antas. A partir dessa data, o melhor que conseguiram foram quatro empates, e o último aconteceu em 2016 a contar para a Taça da Liga. Desde a retoma da Primeira Liga, o Belenenses SAD apenas conseguiu ganhar uma partida frente ao CD Aves, tendo empatado dois jogos e perdido outros dois.

Estamos na altura da prova em que cada ponto é uma garrafa de oxigénio para os clubes que estão prestes a afundar e, por isso, o emblema de Belém vai estar de corpo e alma no relvado do Estádio do Dragão. O FC Porto não vai ter tarefa fácil pela frente, mas a ambição de conquistar o campeonato certamente que estará presente na mente dos jogadores e equipa técnica. Tem tudo para ser um excelente jogo de futebol.

COMO JOGARÁ O FC PORTO

Sérgio Conceição já poderá contar novamente com Sérgio Oliveira, que cumpriu castigo por acumulação de amarelos, tendo ficado de fora na última jornada, frente ao FC Paços de Ferreira. As únicas dúvidas que existem são relativas a Zé Luís, que recuperou recentemente de lesão, e Nakajima, que apenas voltou a treinar no Olival nesta semana. Iván Marcano continua ainda a recuperar de lesão.

O esquema tático deverá manter-se o da jornada anterior, apostando no 4-4-2, mas já com Sérgio Oliveira no centro do terreno e, por isso, sem a necessidade de colocar Danilo Pereira na posição de pivô defensivo. Resta saber se Danilo irá saltar fora para dar lugar a Sérgio Oliveira ou se irão emparelhar no meio campo portista. Provavelmente, vamos ver um FC Porto mais ofensivo, à procura da vitória, e sendo assim, a dupla que faz mais sentido será Sérgio Oliveira e Otávio.

Marchesín será o senhor dos postes e Manafá deverá continuar na direita da defesa, acompanhado por Pepe, Mbemba e Alex Telles no setor mais recuado. Corona e Luís Diaz estarão nas extremidades direita e esquerda do meio campo, respetivamente, e na frente jogarão, novamente, Marega e Soares.

JOGADOR A TER EM CONTA

O que esperar do FC Porto x Belenenses SAD deste domingo? A 30.ª jornada da Primeira Liga Portuguesa irá opor FC Porto e Belenenses SAD
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Sérgio Oliveira – Tem sido o pulmão do meio campo do FC Porto e o seu último golo marcado ao Boavista FC veio coroar o bom trabalho coletivo e individual. O centrocampista português entrega-se ao jogo com tudo aquilo que tem. A raça e o amor à camisola sobrepõem-se a certas caraterísticas técnicas que o jogador não possui, tornando-se uma peça importante no tabuleiro do FC Porto.

XI PROVÁVEL:

4-4-2: Marchesín, Manafá, Pepe, Mbemba, Alex Telles, Corona, Otávio, Sérgio Oliveira, Luís Diaz, Marega e Soares.

COMO JOGARÁ O BELENENSES SAD

Petit estará bastante condicionado nas escolhas para o onze inicial, uma vez que o Belenenses SAD tem cinco jogadores de fora por lesão e dois em dúvida para o jogo. Nilton Varela lesionou-se no jogo frente ao CD Tondela e deverá falhar a partida, sendo esta uma baixa de peso para o clube de Belém. Assim sendo, Rúben Lima poderá assumir o lugar e reverter o habitual 3-4-3 para um 4-3-3 mais defensivo.

Na baliza, André Moreira continuará a fazer parte do onze inicial, tendo à sua frente Rúben Lima na esquerda, Gonçalo Silva e Nuno Coelho como defesas centrais e Tiago Esgaio no papel de defesa direito.

No meio campo, Show e André Santos serão os donos do lugar, podendo ser acompanhado por Phete, que também faz a posição de médio defensivo.

Na frente do ataque, Marco Matias será o extremo esquerdo e Licá o extremo direito, procurando servir Cassierra que será o ponta de lança de serviço do Belenenses SAD.

JOGADOR A TER EM CONTA

O que esperar do FC Porto x Belenenses SAD deste domingo? A 30.ª jornada da Primeira Liga Portuguesa irá opor FC Porto e Belenenses SAD
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Licá – O ex-FC Porto é a grande figura do Belenenses SAD e os números não mentem – dos 25 golos marcados pela equipa na Primeira Liga, Licá esteve em dez. Ao todo, soma sete golos e três assistências na principal competição portuguesa e é provável que queira mostrar serviço contra o clube por onde já passou. É um alvo a abater pela defesa do FC Porto.

XI PROVÁVEL:

4-3-3: André Moreira, Tiago Esgaio, Nuno Coelho, Gonçalo Silva, Rúben Lima, Phete, Show, André Santos, Licá, Cassierra e Marco Matias.

Artigo revisto por Mariana Plácido

SL Benfica 3-1 Boavista FC: Encarnados vencem com Nélson Veríssimo no banco

A CRÓNICA: PRIMEIRA PARTE EFICAZ GARANTE VITÓRIA

Ao primeiro jogo pós-Bruno Lage, existiu tranquilidade na Luz. A equipa do SL Benfica superiorizou-se a um Boavista FC em boa fase, que não replicou em Lisboa as interessantes dinâmicas de outros encontros.

Os axadrezados entraram amedrontados e inofensivos, incompreensivelmente, já que o Benfica surgiu apático. O primeiro golo encarnado é precisamente aquando do primeiro remate à baliza. Aos 17 minutos, um Gabriel rejuvenescido realiza um passe genial, que é aproveitado da melhor forma por Almeida, depois de andar embrulhado com Hélton Leite, guarda-redes que foi notícia esta semana pelo suposto interesse das águias nos seus serviços.

O Boavista não incomodou minimamente a baliza de Vlachodimos, finalmente espectador despreocupado, e a equipa de Nelson Veríssimo foi, lentamente e sem grandes pressas, ficando confortável no controlo das operações. As oportunidades surgiam e Hélton ia exibindo as qualidades superlativas na defesa de remates – foram seis grandes defesas no jogo todo -, mas fica, mais uma vez, mal na fotografia, devido ao segundo golo dos encarnados. Desta vez, Gabriel descobre, de novo, um colega em boa posição, Pizzi, que finaliza exemplarmente de cabeça, quase sem ângulo.

O terceiro golo, já perto do intervalo e da autoria de Gabriel, cimentou a distância em termos de talento individual dos dois conjuntos. Não que o Benfica tenha feito um grande jogo, mas melhorou substancialmente na eficácia que não houve, escandalosamente, na Madeira, a título de exemplo.

O súbito regresso do canhoto brasileiro à boa forma e a melhoria significativa no acerto provocaram os números expressivos antes da segunda metade, mas o futebol benfiquista continuou sem grandes adornos e o requinte dos melhores tempos continua afastado. Nem os pequenos rasgos esporádicos e bons entendimentos junto à área boavisteira afastaram o fantasma do tédio. Mais também não se podia esperar.

Fica a clara sensação de que a equipa decidiu arrumar com a questão o quanto antes, ficando apenas a precisar de controlar no resto do tempo regulamentar. As ameaças à baliza de Hélton Leite continuaram e a entrada de Rafa trouxe a faísca suficiente para dar mais interesse à partida, que subiu consideravelmente quando, contra a corrente do jogo, Dulanto, central peruano do Boavista, aproveitou ao segundo poste um livre indirecto bem marcado. Recorrendo a bom gesto técnico, introduziu a bola de primeira no poste mais distante de Vlachodimos, que bem tentou voar.

O golo ameaçador, ao contrário de outros jogos, não atemorizou o Benfica e a equipa continuou a controlar a posse de bola. Apenas a velocidade de um Mateus, angolano saído do banco tardiamente, incomodou a defesa encarnada em raras ocasiões, prontamente resolvidas.

Houve ainda golo anulado a Vinícius, que respondeu de cabeça a um cruzamento exemplar de Nuno Tavares – exibição bem conseguida, em clara melhoria –, por fora-de-jogo, após consulta do VAR.

E assim terminou, com 3-1, o primeiro jogo de Nélson Veríssimo ao comando dos encarnados, que atingem os 67 pontos na tabela e ficam à espreita do FC Porto, que recebe amanhã o Belenenses SAD.

A FIGURA

Fonte: SL Benfica

Gabriel – Depois da inacreditável participação no jogo com o CD Santa Clara, onde saiu ao intervalo, Gabriel surgiu com novo penteado e de cara lavada em termos técnicos. Não que a sua taxa de sucesso no passe longo tenha sido exemplar, com muitas más tentativas, mas providenciou Pizzi e Almeida para os dois primeiros golos, e completou o 3-0 com um remate colocado à entrada da área. Tudo isto culminou numa exibição esforçada e mais de acordo com a qualidade que lhe é reconhecida (e que desde a lesão ainda não tinha sido testemunhada).

O FORA-DE-JOGO

Fonte: Bola na Rede

Daniel Ramos – Era fácil apontar Hélton Leite como a figura em causa nesta derrota axadrezada, mas a força da estatística contradiz o peso no resultado. Sem ele, teria acontecido goleada. Daniel, o seu técnico, destacou-se por não conseguir imprimir as mesmas dinâmicas na equipa, que vinha de boa fase e começava a ganhar cada vez mais o seu cunho pessoal. Na Luz, no entanto, nunca teve a capacidade de comandar um assalto à deprimida equipa adversária. Deu-lhe o controlo do jogo e nunca quis mais do que aquilo que esperava ter. Soube mexer com o jogo a partir do banco, mas já era tarde.

ANÁLISE TÁTICA SL BENFICA

Não houve mudanças por parte do técnico interino dos encarnados, optando por manter a estrutura habitual de 4-4-2, com Chiquinho no papel de segundo avançado. A presença de Pizzi no lado esquerdo, por troca com Cervi, apresenta-se como a mais notória variante tática, na qual o português apoiou Nuno Tavares durante largos períodos de tempo. Esteve, aliás, muito mais interventivo que noutros jogos, ocupando grandes áreas de terreno na procura de gerir ritmos e alimentar as associações na aproximação à área adversária – Seferovic foi o principal cliente de serviço, surgindo em boa posição várias vezes. Infelizmente, não houve capacidade para materializar os entendimentos dos colegas.

11 INICIAL  E PONTUAÇÕES

Vlachodimos (6)

Almeida (8)

Rúben Dias (7)

Jardel (7)

Nuno Tavares (8)

Weigl (7)

Gabriel (9)

Pizzi (6)

Cervi (6)

Chiquinho (6)

Seferovic (5)

SUPLENTES UTILIZADOS

Vínicius (5)

Rafa (7)

Samaris (5)

Jota (-)

ANÁLISE TÁTICA BOAVISTA FC

O abandono do 3-4-2-1, que vinha sendo solução ocasional no reatamento da competição, não ajudou a equipa a soltar-se no relvado da Luz e a aproveitar a má fase encarnada. O 4-2-3-1, com Bueno e depois Yusupha nas costas do avançado, não ofereceu circunstâncias para a equipa se catapultar para uma exibição mais atrevida – até porque o espanhol cedo se escondeu no bolso de Julian Weigl e a equipa ficou orfã do seu guia. Carraça e Marlon, mais presos e sem a liberdade para preencherem os últimos 30 metros, raramente causaram dores de cabeça tanto a André Almeida como Nuno Tavares.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Hélton Leite (6)

Carraça (5)

Ricardo Costa (5)

Dulanto (7)

Marlon (5)

Obiora (5)

Paulinho (4)

Gustavo Sauer (5)

Alberto Bueno (4)

Cardozo (4)

Cassiano (5)

SUPLENTES UTILIZADOS

Mateus (6)

Yusupha (4)

Stojiljkovic (3)

Luís Santos (-)

Artigo revisto por Mariana Plácido

Bayer 04 Leverkusen 2-4 FC Bayern München: Bayern conquista a dobradinha e põe olho no triplete

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A CRÓNICA: MAIS UM JOGO, MAIS UMA VITÓRIA, MAIS UM TÍTULO PARA O BAYERN

Depois de já se terem encontrado no período pós-Quarentena, Bayer Leverkusen e Bayern de Munique voltavam a entrar em campo, para defrontar-se, menos de um mês depois, mas desta vez com um troféu em disputa.

Em Berlim, apresentavam-se duas das equipas mais entusiasmantes da Liga Alemã, que prometiam um espetáculo à altura dos acontecimentos. E foi isso que aconteceu.

Apesar de tudo, e como seria de esperar, o Bayern entrou mandão na partida. Aos 16 minutos já vencia, com um golo de livre de Alaba, à entrada da área, a mostrar ao que vinha o octa(!)campeão alemão. Pouco depois, transição rápida, e mais um golo, desta vez de Gnabry, que permitiu à equipa Bávara ir tranquila para o intervalo.

Depois do descanso, o Bayern apareceu mais para gerir o resultado e o Bayer à procura de dar a volta ao prejuízo. No entanto, o que se viu foi um frango de Hradecky. Um remate potente de Lewandowski, no qual o guarda-redes encaixa a bola e depois deixa-a passar, só parando dentro da baliza.

A partir daí, o desfecho estava praticamente selado, apesar do golo do Bayer, que, na altura, fazia o 1-3, ter feito a equipa do Bayern tremer. Mas equipa que não marca… Sofre! E assim foi. Mais um golo do melhor marcador da equipa, Lewandowski, a acabar de vez com as dúvidas que restavam. No final, no período de compensação, ainda houve tempo para mais um golo da equipa de Leverkusen. Já nada fez, a não ser mudar o placard. Um mês depois, o mesmo resultado, a mesma história, 2-4, e mais um troféu para os de Munique.

 

A FIGURA


Robert Lewandowski – Quem mais? O homem dos momentos decisivos está de pé quente. Depois de fundamental nas conquistas internas, Lewangoalski aponta agora baterias para o que resta da Liga dos Campeões, onde, certamente, irá ajudar a sua equipa a lutar pelo trono Europeu. Hoje, mais do mesmo. Dois golos (em dois remates à baliza), um troféu e o título de “Man of the Match”. Mais um dia normal na vida do polaco…

 

O FORA DE JOGO


A defesa do Leverkusen – Apesar de não haver nenhum que se tenha destacado com mais ênfase do que os outros, a verdade é que a defesa dos farmacêuticos encaixou oito golos, em menos de um mês, nos jogos contra o Bayern. Por muito que tenha feito uma exibição razoável, a verdade é que são números preocupantes para uma equipa deste calibre, apesar da qualidade do oponente. Espera-se muito mais. Talvez se as peças fundamentais da equipa se mantiverem, não poderemos ver no próximo ano um Bayer com uma palavra a dizer na luta pelo título alemão.

 

ANÁLISE TÁTICA – BAYER LEVERKUSEN 

Ao contrário da última partida, Peter Bosz apresentou as suas peças num 4-2-3-1, com Havertz a fazer de vagabundo e munido por três jogadores de vertente ofensiva. Com isto tentou não dar referências à defensiva do Bayern e, ao mesmo tempo, apostar na velocidade dos jogadores da frente. No entanto, de nada valeu, pois a equipa, perante adversários desta envergadura, tem de se apresentar mais compacta e com maiores níveis de concentração. Faltas à entrada da área e espaço nas costas não são presentes que se querem dar a equipas como este Bayern. Por isso, apesar de bem pensada, a estratégia ficou aquém no relvado – daí as duas mexidas logo ao intervalo. O jogo equilibrou, mas já era tarde demais. A desvantagem já era “grande”, devido à qualidade do adversário.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Hradecky (5)

Lars Bender (6)

Sven Bender (7)

Tapsoba (7)

Wendell (6)

Aranguiz (6)

Baumgartlinger (5)

Leon Bailey (6)

Amiri (6)

Moussa Diaby (5)

Kai Havertz (7)

SUBS UTILIZADOS

Bellarabi (6)

Demirbay (7)

Volland (5)

 Weiser (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC BAYERN MÜNCHEN

A equipa de Hans-Dieter Flick apresentou-se exatamente com o mesmo 11 de há um mês atrás. Ao seu estilo, dispôs os seus jogadores num 4-2-3-1 que joga em posse de bola, constrói em todo o comprimento do campo (incluindo através de Neuer) e aproveita a velocidade e qualidade dos seus executantes. Flick não abandona os seus princípios, seja qual for o adversário, e isso está a dar frutos. Veremos agora o que será capaz de fazer, este Bayern, no maior palco do Mundo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

 Manuel Neuer (6)

Pavard (6)

Boateng (7)

Alaba (7)

Davies (5)

Kimmich (8)

Goretzka (7)

Coman (7)

Müller (7)

Gnabry (8)

Lewandowski (9)

SUBS UTILIZADOS 

Perisic (7)

Lucas Hernandéz (6)

Thiago Alcantara (-)

Coutinho (-)

Artigo revisto

FPF eSports Masters: Grandes surpresas no 1.º e 2.º dia

A Masters de FIFA, organizada pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF), decorre este fim-de-semana (3 a 5 de julho) e é transmitida em Live Stream pela RTP Arena. O torneio conta com a participação dos 32 melhores jogadores portugueses de FIFA, que estão divididos em dois grupos de dezasseis jogadores cada, e tem um prémio de 4.000€ para o vencedor.

1.º dia (3 de julho)

O primeiro dia da Masters começou ao final da tarde desta sexta-feira, com as Rondas 1 e 2 dos grupos A e B.

Na primeira jornada, os favoritos “Tuga810” e “BrunoRato_” tiveram diferentes sortes: Diogo “Tuga810” Pombo perdeu na estreia frente a “Jperes99” por 2-1, enquanto que Bruno “BrunoRato_” Rato venceu o seu jogo por 3-2 frente a “MarQzou”. Nos outros jogos, destaque para a goleada de “TiagoAraujo10” por 10-1 contra o “Rikhard11”, a derrota de “gouvy10” por 5-0 frente a “RafaMonteiro09” e para as vitórias de “somosnos”, “Luca-nr1”, “SeeNsationZZ” e “xx1_Guti_7xx”.

Na segunda ronda do grupo A, “o jogo grande” deu-se entre “TiagoAraujo10” e “BrunoRato_” e terminou com o resultado de 5-1. “Tuga810” alcançou a primeira vitória com a goleada por 6-1 frente a “Rikhard11”. Numa ronda com 45 golos em oito jogos, “RafaMonteiro09”, “SeeNsationZZ” e “Jperes99” ganharam os seus jogos e têm seis pontos em tantos possíveis. “DaniThe7th”, “SalesPT”, “Leo_Carca7yt” e “Rikhard11” perderam ambos os jogos e ocupam as últimas quatro posições do grupo com zero pontos.

No outro grupo da competição, as primeiras duas rondas também tiveram grandes surpresas e resultados. Na primeira ronda, “RastaArtur”, “Darkley11” e “Balmeida96” confirmaram o favoritismo e ganharam os seus jogos com resultados de 4-2, 4-0 e 5-1, respetivamente. Destaque ainda para a pesada derrota de “JOliveira10” por 7-2 frente a “tcosta1126”, a goleada de “NEEVE99” contra “GoncaloSCP119” por 6-1 e para as vitórias de “Bernasfigue5”, “Hug0B0ss52_” e “runrun1010”.

Relativamente à segunda jornada do grupo B, a grande surpresa foi a vitória de “Guialex28” por 4-3 frente a “JOliveira10” e a derrota de “RastaArtur” por 4-3 contra “tcosta1126”. Além deste, também “NEEVE99”, “Darkley11” e “Balmeida96” ganharam os seus jogos e conquistaram mais três pontos e fizeram o pleno de vitórias em duas jornadas. No fundo do grupo encontra-se o “JOliveira10”, “GoncaloSCP119”, “afonsodantas0707” e “K1KC_Duarte” com zero pontos em seis possíveis.

As contas dos grupos para o dia seguinte estavam desta forma

O título está bem encaminhado, mas é preciso fazer muito melhor

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O último jogo contra o Paços de Ferreira foi um passo importantíssimo para a conquista do título de campeão nacional, mas a exibição do FC Porto deixou muito a desejar. A incapacidade e a falta de vontade de defender com bola foi algo preocupante, e permitiu ao Paços que tivesse oportunidades de igualar a partida.

Neste jogo, os Dragões tiveram o seu terceiro mais baixo registo de posse de bola, apenas atrás dos dois jogos contra o Benfica e contra uma equipa que, desde a retoma, estava a ser a que menos posse de bola tinha em média por jogo. Foi apenas a quarta vez que o FC Porto teve menos posse do que o seu adversário. Como seria de esperar, foi também das primeiras vezes que a equipa foi superada em termos de remates, cantos e oportunidades de golo.

É importante olharmos para estes dados e tentarmos percebê-los, porque é preciso que este Porto aumente, e muito, a qualidade de jogo.

No início do artigo, falei em incapacidade e em falta de vontade em segurar o resultado com bola, e são estes dois pontos que vou explorar.

A incapacidade parte do facto de alguns dos jogadores do FC Porto simplesmente não estarem à vontade no momento de jogo com bola. Numa análise mais profunda do jogo, quantas vezes não se veem receções falhadas, passes mal direcionados, más tomadas de decisão com bola… tudo coisas que uma equipa ao nível dos Dragões não deveria cometer, pelo menos não com tanta frequência. Na primeira fase de construção, foi mais do que evidente a falta de recursos técnicos de Danilo para sair a jogar. Mesmo quando recebe de costas com espaço, é muito raro que este se consiga virar para ficar de frente para o jogo e lançar o ataque. Tem também muitas dificuldades em, através da sua movimentação, arrastar a pressão e abrir linhas de passe diretamente dos centrais para os médios.

Ainda assim, o FC Porto tem jogadores que conseguem fazer a diferença com bola. Mas aqui entra o segundo ponto de preocupação: a falta de vontade de manter a posse. E esta, ao contrário da anterior, vem única e exclusivamente do treinador. Sérgio Conceição não quis que a sua equipa defendesse com bola, é tão simples quanto isso. Conseguimos contar pelos dedos das mãos (e ainda sobram alguns) as vezes que a equipa saiu a jogar curto em pontapés de baliza, algo que não acontece por norma nos Dragões. Foi uma instrução específica de Sérgio que acabou por oferecer a bola aos Castores em várias ocasiões.

Se na semana passada elogiei as substituições do treinador, que ajudaram a mudar o jogo, certamente que não farei o mesmo agora. Quando o Paços começava a ter cada vez mais posse e a sentir-se cada vez mais confortável, Sérgio decidiu trazer Loum ao jogo. Ora, esta época não foi boa para o senegalês. É muito cedo para avaliar se é ou não jogador para o FC Porto, mas a entrada do médio, que não tem qualquer ritmo de jogo e que tem características de jogo algo parecidas com as de Danilo, não acrescentou absolutamente nada à equipa. Quando se pedia que Conceição mexesse para dar mais bola à equipa, este meteu Loum e recuou ainda mais os dragões, fazendo com que o Paços tivesse ainda mais posse nos últimos 10 minutos de jogo.

 A verdade é que o FC Porto ganhou o jogo e conquistou três pontos cruciais. Mas certamente não é este tipo de futebol que muitos portistas quererão ver. Numa altura em que, com a impossibilidade de ir ao estádio, muitos adeptos estarão desmotivados para ver os jogos, é preciso cativá-los com bom futebol – futebol que entusiasme e que dê prazer ver.

Artigo revisto por Mariana Plácido

Wolverhampton Wanderers FC 0-2 Arsenal FC: Quando dominar não chega

A CRÓNICA – ARSENAL COLOCA ÁGUA NA FERVURA DOS WOLVES

O Molineux Stadium, na cidade de Wolverhampton, recebeu um dos jogos cartaz da 33ª jornada da Premier League. A partida começou a prometer logo nos primeiros segundos, com a tentativa de Adama Traoré de desfazer o nulo no marcador. O Wolves tomou as rédeas da bola, mas foi o Arsenal FC a chegar à vantagem por intermédio de Bukayo Saka, muito contra a corrente do jogo.

Os Gunners fizeram pouco para garantir a vantagem, mas chegaram ao intervalo a liderar pela margem mínima. Na entrada para a segunda parte, os pupilos de Nuno Espírito Santo entraram como saíram da primeira metade: a dominar. Apesar disso, os londrinos trancaram todas as vias aos jogadores caseiros, que não estavam numa tarde inspirada.

Nos 15 minutos finais, o Arsenal FC começou a crescer na partida. As substituições de Mikel Arteta foram fundamentais para esse desfecho, que culminou no segundo tento dos visitantes, por intermédio de Lacazette. O francês fechou o placard no 0-2 final, e garantiu a vitória dos Gunners frente ao sexto classificado da Premier League.

A FIGURA


Mikel Arteta – O espanhol conseguiu retirar o coelho da cartola. A decisão da entrada de Lacazette, que rendeu Eddie Nketiah, mostrou-se eficaz e confirmou o melhor momento do Arsenal FC na partida. O francês acabou por marcar o segundo dos Gunners e terminou com as contas do jogo. Aposta certeira.  

O FORA DE JOGO


Wolverhampton Wanderers FC desinspirado – A equipa mais portuguesa da Premier League prometeu durante toda a partida, mas mostrou dificuldades no último terço do terreno. Foi uma tarde para esquecer para os lobos de Nuno Espírito Santo. 

ANÁLISE TÁTICA – Wolverhampton Wanderers FC 

Nuno Espírito Santo não surpreendeu. O Wolves atuou no habitual 3-5-2, com especial tendência para encontrar a velocidade de Adama Traoré entre linhas. O espanhol foi sempre o jogador mais inconformado da equipa da casa. Durante todo o jogo, os lobos dominaram a partida, mas o golo não chegou. 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES 

Rui Patrício- 6

Willy Boly- 6

Conor Coady- 6

Roman Saiss- 5

Matt Doherty – 7

Jonny Otto – 6

Dendoncker – 5

João Moutinho – 6

Rúben Neves- 7

Adama Traoré- 7

Raúl Jimenez – 6 

SUBS UTILIZADOS

 Diogo Jota – 7

Pedro Neto – 6

Gibbs-White  (-) 

ANÁLISE TÁTICA – Arsenal FC 

Do lado da equipa forasteira, Mikel Arteta revolucionou o onze dos Gunners depois da goleada frente ao Norwich na jornada passada. O treinador espanhol desenhou um 3-4-3 para a partida. Destaque para a estreia a titular do português Cédric Soares na Premier League. 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES 

Emiliano Martinez – 7

Cédric Soares – 7

David Luiz – 6

Kolasinac – 6

Mustafi – 6

Dani Ceballos – 7

Granit Xhaka – 6

Kierney Tierney – 7

Aubameyang – 6

Eddie Nketiah – 7

Bukayo Saka – 8

SUBS UTILIZADOS 

Maitland-Niles – 7

Joe Willock – 7

Hector Bellerin – 6

Lucas Torreira (-)

Alexandre Lacazette – 8

Artigo revisto por Mariana Plácido