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O melhor 11 do SL Benfica com nacionalidades diferentes

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Neste período de confinamento, são vários os desafios que vão surgindo um pouco por toda a internet e lanço aqui mais um. A ideia é simples, mas a execução é bem mais complexa do que parece inicialmente: vamos fazer uma equipa com os melhores jogadores que tenham passado pelo SL Benfica neste século, mas há um senão. Não se podem repetir nacionalidades!

Parece fácil? Desafio-te a deixar o teu 11 nos comentários e não vale batotas como dupla nacionalidade.

Força da Tática: Como Nagelsmann derrotou Mourinho (Parte 1)

Hoje vamos recuar umas semanas no tempo! Tempo esse onde ainda havia futebol, onde havia pessoas no estádio, onde havia ambientes fantásticos, onde havia grandes equipas de um lado e do outro, onde havia Champions League!

Poderia estar aqui a falar das saudades que tenho de ver um jogo de futebol ao vivo, do pré e pós-jogo, da magia dentro de campo, mas não é esse o meu propósito. Hoje quero-vos fazer recordar a primeira mão do jogo entre Tottenham Hotspur FC e RB Leipzig. De um lado um treinador português, José Mourinho, e do outro o jovem alemão que tem encantado o mundo, falo, claro, de Julian Nagelsmann. Não seria difícil perspetivar uma eliminatória entusiasmante e digna de acompanhar.

Como sabem, o Leipzig acabou por vencer a eliminatória, com um 0-1 fora e um 3-0 em casa, e assim eliminar o vice-campeão europeu Tottenham Hotspur.

Este artigo vai ser dividido em três partes. Na primeira e segunda parte vou focar-me nas dinâmicas do Leipzig em momento ofensivo; na terceira irei destacar dinâmicas em momento defensivo

Vamos para a análise!

O primeiro jogo realizou-se no Tottenham Hotspur Stadium. A equipa da casa apresentava-se com um sistema tático de 4-4-2 e, por sua vez, o Leipzig apresentava um híbrido e mutável sistema de 5-2-3.

Onzes iniciais e movimentos mais frequentes

Dinâmicas em Momento Ofensivo

O Leipzig iniciava a construção com os três defesas centrais (Klostermann, Ampadu e Halstenberg), com Halstenberg e Klostermann abertos e Ampadu posicionado em terreno central. O Tottenham colocava dois jogadores na primeira linha de pressão, algo que não condicionava a saída de bola da equipa alemã, não só pela inferioridade numérica (4X2, contando com guarda-redes), como pela intencional pressão passiva da equipa inglesa. Os 3 centrais têm excelente saída de bola, pela capacidade técnico-tática que possuem e pela aptidão, principalmente de Halstenberg e Klostermann, de progredirem com bola, atraíndo adversários e desequilibrando na fase de construção de jogo.

Esta aptidão está relacionada com o facto de ambos terem como posição de origem defesa lateral esquerdo e defesa lateral direito, respetivamente. Já Ampadu (durante a carreira já utilizado na posição de médio defensivo) revela muita qualidade em momentos de verticalizar o jogo, pela excelente relação com bola e perceção do jogo. A circulação entre centrais para início de construção era paciente, sempre à espera do momento certo para progredir ou executar passe vertical.

Tinham duas alternativas preferenciais para sair: a primeira era por Ampadu, quando os dois elementos da primeira linha de pressão (Lucas Moura e Dele Alli) se encontravam mais espaçados, Ampadu conseguia progredir e executar passe vertical para espaço entre linhas ou passe longo a explorar a profundidade e amplitude de laterais ou avançados; a outra alternativa passava por Klostermann e Halstenberg progredirem com bola e atraírem o ala da equipa inglesa, abrindo espaço para lateral, avançado e médio do Leipzig combinarem.

Ao longo do jogo, foram os defesas-centrais os jogadores que mais passes efetuaram, destacando-se Ampadu com um total de 94 passes e uma percentagem de acerto de 95%.

O guarda-redes, Gulácsi, tinha um papel muito importante na construção pela sua capacidade de jogar curto e longo com grande qualidade.

É uma equipa que apresenta segurança e confiança para lidar com a pressão. Normalmente, atraíam o adversário para pressionar alto e depois conseguiam criar espaço em zonas interiores para verticalizar e acelerar já em zonas de criação.

Superioridade numérica em construção 4×2 | Atração da equipa adversária | Passe vertical a superar linha avançada e linha média do Tottenham

O posicionamento dos médios centros, Sabitzer e Laimer, determinava o progresso da circulação de bola. Apesar de na maior parte do tempo não serem jogadores com grande participação na construção de jogo da equipa, posicionavam-se entre a primeira linha de pressão e a linha média, sempre em espaço central.

Este posicionamento permitia aos médios, não só ter espaço para combinar com os avançados e com os laterais subidos no corredor (servindo como terceiro homem para combinação), como também abrir espaço para os centrais terem mais soluções para executar passe ou para progredirem. Os médios centros tinham muito mais um papel de terceiro homem em construção.

Em zonas de criação, os médios tinham a capacidade de criar, de manter o equilíbrio defensivo e de aparecer em zonas de finalização. Normalmente, Sabitzer era o médio que tinha mais liberdade para atacar. Nesse caso, Laimer ficaria mais recuado, preparando uma possível transição defensiva.

O posicionamento do médio centro permite ao defesa central múltiplas soluções na definição da jogada

Em construção de jogo, os laterais alinhavam-se com os médios, formando um sistema de 3-4-3. Quando a bola entrava em zonas de criação, os laterais subiam e formavam uma linha horizontal com os três homens da frente – sistema tático de 3-2-5.

Estes tinham um papel sempre muito ofensivo. Mukiele surgia sempre junto ao corredor. Por sua vez, Angelino podia, também, jogar em espaço interior, oferecendo o corredor a Werner. Tinham grande rotatividade e intensidade no ataque ao espaço, desequilibrando sucessivas vezes. Com liberdade quase total para atacar, apareciam muitas vezes em zonas de finalização.

Troca posicional entre Angelino e Werner                                                                                        Fonte: SRF

Normalmente, os avançados (Werner, Schick e Nkunku) posicionavam-se entre linhas, nunca se dando à marcação. Schick era o que se aproximava mais da linha defensiva, oferecendo movimentos em apoio frontal para combinação ou explorando a profundidade nas costas dos centrais. Nkunku e Werner movimentavam-se tanto para ser solução em criação, recuando até à linha dos médios e oferecendo mais soluções, como para receber no espaço entre-linhas, ou ainda, juntando-se aos corredores para criar superioridade numérica nesse espaço.

O posicionamento no espaço central dos avançados proporcionava muitas vezes uma superioridade numérica de 5 para 4 no meio-campo, pelos dois médios centros e os três avançados contra a linha de quatro médios do Tottenham. Para controlar esta superioridade numérica no meio-campo e as movimentações em apoio ou no espaço dos avançados, os elementos da linha média e defensiva do Tottenham encurtavam os espaços entre si, tanto verticalmente como horizontalmente, abrindo, consequentemente, espaço nos corredores laterais.

Assim, Angelino e Mukiele ficavam com espaço nos corredores a seu dispor. No vídeo anterior, é possível ver esta atração do adversário no espaço central para libertar os alas nos corredores.

Com a equipa do Tottenham tão compacta, o Leipzig apostou na procura da profundidade e amplitude nos corredores de forma a ferir o adversário. A movimentação de Werner para o corredor, de forma a forçar o duelo individual com lateral adversário, foi também várias vezes facultado durante o jogo. Enquanto isso, Nkunku posicionava-se em espaço interior, como um terceiro médio, ou dava apoio ao lateral Mukiele em espaço exterior.

Esta diversidade de movimentos dos avançados tinha o objetivo de criação de espaço, para que a equipa pudesse acelerar e atacar esse espaço criado.

A superioridade numérica no meio-campo permitiu ao Leipzig tomar conta do jogo durante toda a primeira parte. Os posicionamentos da equipa alemã obrigavam o Tottenham a defender de forma coesa, compacta e com linhas muito próximas.

O posicionamento de Timo Werner foi uma das maiores preocupações do Tottenham durante a partida. Werner é um jogador altamente inteligente e com uma capacidade física e técnica acima da média. Além de se posicionar entre linhas, podia movimentar-se na profundidade como “9” quando Schick realizasse movimentos em apoio (imagem em baixo), podia movimentar-se em profundidade e em largura junto ao corredor, ou poderia realizar trocas posicionais com os laterais (principalmente com Angelino).

Neste último caso, o lateral funcionaria como lateral invertido e posicionava-se em terrenos interiores. Este comportamento é, por exemplo, muito comum nas equipas de Guardiola.

Apesar do jogo maioritariamente de posse no primeiro tempo, o Leipzig nem por isso deixava de usufruir de saídas rápidas para o ataque. Com um estilo de jogo bastante vertical, a equipa alemã tem uma capacidade de definição em velocidade muito acima da média. Vejam no vídeo seguinte, o pouquíssimo intervalo de tempo entre a recuperação de bola e o aparecimento em zonas de finalização.

Até ao golo, a equipa do Leipzig dominou o Tottenham a seu belo prazer. O golo mais que justificado apareceu no início da segunda parte. A jogada do penálti, que originará o golo, é um exemplo da pressão passiva do Tottenham. Mais do que passiva é pacífica, dada a falta de intensidade ao portador da bola e no fechar de linhas de passe do Leipzig. Além disso, existe uma distração que origina uma superioridade numérica em zonas de finalização de 3 para 1, junto ao lateral esquerdo da equipa inglesa. Neste caso, o ala esquerdo do Tottenham (Dele Alli), deveria descer no terreno e ajudar o lateral, mas faz precisamente o contrário.

Fonte: SkySport

A partir do golo, os comportamentos de ambas as equipas alteraram-se. O Tottenham pressionava mais em cima, dando oportunidade ao Leipzig para sair em ataque rápido. A equipa inglesa defendia através de encaixes individuais, no entanto vários aspetos corriam menos bem. Primeiramente, é de destacar o papel do guarda-redes e o seu conforto no jogo de pés. Gulácsi é dos melhores do mundo a compreender timings de passe e na execução dos mesmos.

Depois, e focando-me nos problemas defensivos do Tottenham, o espaço que davam entre a linha média e a linha defensiva era demasiado para jogadores habituados a executar em velocidades elevadas e em intervalos de tempo muito curtos. Depois, a falta de perceção do espaço e dos posicionamentos de alguns jogadores da equipa inglesa (neste caso Aurier e Gedson). Assim, pela capacidade de construção de jogo e superação da primeira linha de pressão, o Leipzig acelerava em espaço entre-linhas e chegava a zonas de finalização muito rapidamente.

Artigo revisto por Joana Mendes

Roberto Carlos: A canhota que deixa legado

Em São Paulo, nascia Roberto Carlos da Silva Rocha no dia 10 de abril de 1973. Mais conhecido como Roberto Carlos, um jogador de futebol que acabaria por marcar um legado na posição de lateral-esquerdo.

Com uma carreira consagrada por títulos e pela passagem por grandes clubes do futebol mundial, Roberto Carlos foi titular absoluto na lateral esquerda da Seleção Brasileira durante os Mundiais de 1998, 2002 (conquistando o pentacampeonato mundial) e 2006, apesar de nesta última ter sido algo contestado devido a um erro de marcação (distraiu-se a ajeitar as meias…) que resultou no golo do francês Thierry Henry, num jogo que acabaria por eliminar o Brasil.

Roberto Carlos tinha uma força muscular invulgar, visível na fisionomia das suas pernas, que aliás, lhe davam um ar “atarracado”, mas que o tornavam um jogador diferenciado, nomeadamente pelos seus remates fortes, corridas alucinantes e fantástica execução de bolas paradas. O jogador Brasileiro atuou por grandes clubes como o Atlético MG, Palmeiras, Inter de Milão, Real Madrid CF (num total de 11 épocas!), Fenerbahçe, Corinthians, Anzhi e ainda uma passagem fugaz pela Índia, já depois de ter anunciado a sua reforma, nomeadamente nos Delhi Dynamos.

Além de campeão mundial pelo Brasil e vencedor de duas Copas América, foi bicampeão do Campeonato Brasileiro, fez mais de 580 jogos pelo Real Madrid, foi quatro vezes campeão Espanhol, ganhou três supertaças de Espanha, venceu três vezes a UEFA Champions League (1997-98, 1999-00 e 2001-02), uma Supertaça Europeia, conquistou duas Taças Intercontinentais, foi eleito pela UEFA o melhor lateral-esquerdo em 2002 e 2003, e venceu duas Supertaças da Turquia, acabando a carreira com um total de 127 golos, absolutamente notável para um defesa. Enfim, uma carreira recheada de medalhas e troféus ao mais alto nível, que lhe valeram o estatuto de “Lenda” e que o tornou de forma quase consensual o melhor lateral-esquerdo da história do futebol.

Pai de onze filhos, foi também uma personalidade caricata, tendo em 2014, aquando do nascimento do seu nono filho, referido não se lembrar se tinha tido filhos com seis ou sete mulheres diferentes – “Eu tive só duas esposas. Difíceis são as mulheres com quem eu tive filhos. Eu tenho oito de seis ou sete mães diferentes…. Eu não me lembro…. Então… era uma mexicana, uma húngara, outra brasileira…. Foram mais quatro… Talvez tenha sido seis”.

Por tudo isto, construiu um verdadeiro legado, que perdura até aos dias de hoje. É uma missão difícil encontrar um lateral-esquerdo que não tenha Roberto Carlos como a principal referência:

– Alex Telles: «Fascinava-me a forma de jogar do Roberto Carlos»;

– Alex Sandro: «Roberto Carlos e Patrice Evra são os jogadores que mais me inspiram. Eu já os usei como espelho e continuarei fazendo isso»;

– Marcelo: «Roberto Carlos continua a ser o melhor lateral da história»;

– Ashley Cole: “I’ve always tried to model my game on how Roberto Carlos plays. That’s what I’m trying to aim for. That’s what I want to be.”

Isto só para citar alguns dos melhores na posição, o que nos permite aferir o impacto que Roberto Carlos teve em todos eles. Não foi apenas um jogador com alto rendimento, mas alguém que teve uma forma de jogar tão própria e tão incrível que revolucionou a visão futura do que é um grande lateral.

Até à entrada em cena do jogador natural de São Paulo, tínhamos maioritariamente defesas-esquerdos e não laterais-esquerdos. Tínhamos jogadores que, como o nome indica, eram “defesas” e, como tal, limitavam-se a fechar o lado esquerdo da defesa, com algumas incursões tímidas no ataque, uns cruzamentos para a área, mas com pouco envolvimento na manobra ofensiva da equipa. Roberto Carlos fez com que fosse possível a estrela da equipa ser um lateral, provocou uma avalanche de novos laterais-esquerdos, uma estirpe de jogadores com imensa qualidade ofensiva e que tinham o Brasileiro como grande referência.

O ex-Galáctico tinha um pouco de tudo: imprimia enorme velocidade em todo o flanco, era intenso e agressivo a defender, tinha aquela “ginga” e técnica tipicamente canarinha, cruzava e chutava com uma precisão e intensidade única, foi capitão de várias equipas, cobrava bem as bolas paradas e marcava golos que se fartava. Se antes poucos jogadores nasciam com o objetivo de serem laterais-esquerdos, atualmente é das posições mais queridas no futebol, graças à influência que o antigo número seis da Seleção Brasileira conseguiu deixar neste desporto.

Mas o seu legado não fica apenas no lado esquerdo, uma vez que esta evolução do típico defesa acabou por influenciar também a evolução do defesa direito, ainda que numa fase mais tardia. Cada vez mais, os laterais ofensivos são alvo de destaque, pois além do papel defensivo que está inerente, funcionam, não raras vezes, como a grande referência de algumas equipas no primeiro momento de construção ofensiva, ou como um extremo, razão pela qual, cada vez mais, vemos os laterais a terminar as épocas como os principais assistentes da equipa (exemplos de Alex Telles, André Almeida, Grimaldo, Trent Arnold, Layun, Danilo ou Kimmich).

No futebol atual, cada vez há menos espaço para defesas laterais puramente defensivos, sendo que hoje são os números ofensivos a ditar a influência do jogador na equipa, funcionando como cartão de visita no momento da contratação. Depois de Roberto, um verdadeiro game changer, nada ficou como antes.

Continuação de boa Quarentena!

Artigo revisto por Joana Mendes

NFL Draft 2020: Para a História!

O Draft da NFL de 2020 ficará para sempre na história por ter sido o primeiro Draft, em cem anos, na National Football League a realizar-se de forma virtual devido à pandemia de COVID-19.

Apesar das condicionantes associadas à realização de um evento desta dimensão de forma online, a qualidade do produto final foi brilhante. Cada treinador, general manager [diretor desportivo] e alguns presidentes tinham câmaras nas suas residências, bem como os principais atletas desta classe – 60 para ser exato – de forma a que os adeptos e telespetadores pudessem ver o behind-the-scenes.

Tendo em conta a época universitária findada em Janeiro, poucas dúvidas existiam sobre quem seriam as duas primeiras escolhas. Todos os indícios apontavam para que Cincinnati Bengals e Washington Redskins escolhessem Joe Burrow a Chase Young com a primeira e segunda escolhas, respetivamente, dado o domínio demonstrado ao longo da temporada.

Assim foi. O Comissário da NFL, Roger Goodell, anunciou ambos e depois entrava-se na fase de alguma incerteza – ainda que esta fosse relativa, visto que grande parte do top-10 era mais ou menos esperado. Detroit escolheu Jeff Okudah e os Giants levaram um offensive tackle, mas não o que se esperava, com o escolhido a ser Andrew Thomas.

Chegara então a quinta escolha que pertencia aos Miami Dolphins. Poucas vezes se falou tanto de uma única escolha como esta de Miami, dadas as dúvidas em torno de Tua Tagovailoa, quarterback de Alabama, que partira a anca em Novembro. Com a impossibilidade de realizar exames médicos devido à quarentena e isolamento social, muito se especulava sobre se Tua estaria verdadeiramente saudável ou não, mas Miami arriscou e escolheu o canhoto.

Passada a primeira lomba na primeira ronda, passámos de imediato para a segunda com os LA Chargers e a sexta escolha. Seria Justin Herbert, o quarterback de Oregon com um braço fortíssimo, ou Isaiah Simmons, o versátil linebacker de Clemson? A escolha recaiu sobre Herbert, um atleta com um potencial tremendo, mas com algumas falhas que têm que ser trabalhadas se esse quiser ter uma carreira duradoura na NFL.

Carolina Panthers, Arizona Cardinals, Jacksonville Jaguars e Cleveland Browns, todos seguiram o caminho que se esperava, até que chegou a vez dos New York Jets.

A classe de 2020 de wide receivers é vista como uma das melhores da última década, e dada a falta de opções dos Jets, todos esperavam que Joe Douglas escolhesse um receiver. No entanto, a escolha recaiu sobre Mekhi Becton, offensive tackle com uma capacidade atlética fora do comum que terá como principal função proteger Sam Darnold. Quem “cumpriu com o plano” foram os – agora – Las Vegas Raiders, que escolheram o velocíssimo Henry Ruggs III, receiver de Alabama.

Jalen Green: Uma surpresa que não surpreende

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A QUEDA DA NCAA E O IMPÉRIO MILIONÁRIO

Nos últimos tempos, o nome Jalen Romande Green tem estado nas bocas do mundo do basquetebol. Porquê? O jovem de 18 anos, em vez de seguir uma carreira na universidade, decidiu dar a cara pela nova vaga de jogadores da sua idade e assinou pela G-League. Este passo significa muito mais do que dinheiro e competitividade, é uma mudança de paradigma na modalidade.

Há muitos anos que a NCAA capta a atenção dos atletas que saem da escola secundária. A promessa dos alunos poderem garantir uma educação sem pagar um cêntimo e ainda terem a oportunidade de jogar o desporto que gostam era tentadora, e nem se equacionava uma alternativa.

Entretanto, com o passar dos anos, a nova mentalidade milionária e as restrições da liga universitária americana começaram a pesar em algumas decisões. Um estudante não pode receber qualquer tipo de pagamento durante a sua estadia na universidade, mas os responsáveis pela competição chegam a lucrar milhões com direitos de imagem das estrelas que têm nas suas fileiras.

Como era de esperar, várias competições internacionais abriram os braços aos jogadores que não queriam alimentar um negócio com cada vez mais pontos de interrogação. A NBL, na Austrália, é o exemplo mais famoso até à data, e oferece excelentes condições para o desenvolvimento dos jovens. Esta temporada, LaMelo Ball e RJ Hampton foram dois dos pioneiros desta nova porta para a NBA, que concluíram com nota bastante positiva.

BnR TV: Bebé assume que o coração está na Luz

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Como começa a ser habitual às quintas-feiras, o BnR dá destaque às modalidades e neste BnR TV Modalidades, Bebé foi o convidado especial. O guarda-redes do CR Leões de Porto Salvo contou as melhores histórias sobre o começo da sua carreira, os momentos especiais das conquistas da UEFA Futsal Cup de 2010 e do Europeu de 2018, na Eslovénia. Descobre mais sobre aquilo que foi a carreira de Bebé e como este tem passado a Quarentena com a sua família.

Com Mário Cagica Oliveira, Eduardo Nunes, João Barbosa, Vítor Miguel Gonçalves e Bebé.

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Artigo revisto por Inês Vieira Brandão 

Humberto Coelho | 70 anos de liderança

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A alcunha “Beckenbauer Português” atribuída a Humberto Coelho nasceu da fama adquirida às cavalitas da suas capacidades enquanto futebolista de eleição, justificadas em cada acção no terreno de jogo.

A capacidade física e o apurado jogo aéreo, que desenvolveu à custa das imitações a José Águas, ídolo de sempre, provocavam o protagonismo na área defensiva ou nas subidas ao ataque, numa demonstração de total entendimento das mecânicas do jogo e da desenvoltura necessária para se tornar um ícone.

A forma natural como impunha a sua autoridade perante os colegas valeram-lhe a braçadeira durante toda a carreira, dos juniores encarnados até às últimas instâncias de um percurso de charme internacional.

Até por isso, a 7 de Agosto de 1982, já trintão, juntou-se à nata europeia em Nova Iorque para defrontar a selecção do Resto do Mundo. Num Giants Stadium com lotação esgotada, juntou-se ao craque alemão que lhe dá alcunha, Pezzey, Dino Zoff e Platini, ganha 3-2 ao Resto do Mundo e é obrigado a levantar a taça para gaúdio da comunidade portuguesa que se engalanava nas bancadas, entusiasmada com a presença do ídolo de toda uma geração e que viu nele o porta-estandarte daquele genial conjunto de jogadores portugueses (Oliveira, Néné, Jordão, Artur Jorge, Toni, João Alves, Vítor Martins, Damas, Bento, Octávio Machado ou Artur Correia), que falharam, de forma infeliz, todos os objectivos continentais e que chegaram já, poucos e moribundos, ao Euro84.

As lides de treinador nunca encantaram um homem de visão alargada: teve fugazes aventuras no Salgueiros e em Braga, comandou a Geração de Ouro no Euro2000 e percorreu África e Ásia no contexto de selecções. O intelecto superior e a consciência política levaram-no sempre à vida de gabinetes, seja no PSD, seja na Federação. Foi um dos pioneiros das escolas de futebol em Portugal, numa inovação fruto da sua visão alargada sobre o futebol e a vida.

Nasceu em Cedofeita, numa família humilde. Os pais, vítimas de uma vida díficil, sempre foram adeptos fervorosos de uma educação completa para os filhos, caminho ideal para evitar as mesmas desventuras de pobreza. Assim, as tentativas de Humberto desfilar pelos pelados revelar-se-iam sempre infrutíferas.

Aos 13 anos, é aceite no Leixões SC, mas a sua mãe impede-o: a escola industrial, onde estudou até ao quinto ano, era a prioridade. Só a mudança da família para Ramalde libertou o petiz para a prática desportiva no clube local, já nos juvenis.

Chamou tanto a atenção que surgiu o FC Porto, mas o SL Benfica acelerou os contactos nessa iminência e despachou o acordo – 40 contos para o clube, 25 para ele. Tomava assim lugar na equipa de juniores da Luz e desde logo assumiu preponderância, agarrou a braçadeira e comandado pelo bicampeão europeu Ângelo Martins foi campeão nacional em 1967/68.

No final da temporada, Otto Glória leva-o ao Brasil com o plantel principal, participante num torneio juntamente com o Belém do Pará e o Santos de Pelé. A boa exibição de Humberto no primeiro jogo levou-o à titularidade no segundo, com a missão de marcar o melhor jogador brasileiro da história. Diz quem viu que a exibição desinibida no empate a três bolas lhe valeu um forte abraço do técnico benfiquista, como que confirmando a promessa de titularidade efectiva a partir daí.

Consta que se encaixou rapidamente junto dos grandes craques seniores, já que o onze base de 1968/69 se cifra pelo seguinte: José Henrique; Adolfo, Humberto, Zeca, Jacinto; Jaime Graça, Coluna; José Augusto, Eusébio, Torres e Simões.

A partir daí coleccionou títulos nacionais e assumiu-se como uma das grandes peças da equipa, ao mesmo tempo que assumia na Selecção igual importância. A prestação sublime na Minicopa de 1972, na qual Portugal chega à final, favoreceu-o de prestígio intercontinental, arrebantando elogios a toda imprensa estrangeira e elevando o seu nome a patamares que a Liga Portuguesa já não suportava.

Em 1975, a bomba explodiu na Luz: o PSG aterrou em Lisboa pronto a levá-lo. O dinheiro falou mais alto e o menino lá foi, ao som das lágrimas da mãe. Talvez isso tenha resultado num saudosismo demasiado intenso, já que ficou por lá dois anos e logo fez questão de voltar. A inconstância do clube francês, 14.º e nono classificado na Ligue 1, não se coadunava com toda a qualidade do central, entretanto transformado em médio centro.

Uma lesão grave no menisco e os desentendimentos com o treinador Vasovic precipitaram então a saída, transformada em leilão. Internacional de Porto Alegre e Palmeiras, ainda lembrados de ’72, disputaram o português, ofereceram dinheiros inacreditáveis à época – mas Humberto, em desejo ardente de retorno à pátria e ao coração encarnado, exigiu sempre mais do que lhe davam para que o Benfica tivesse vagar de o resgatar…

Voltou então, em 1977. Não sem antes dar uma perninha a Eusébio, Simões e Toni no Las Vegas Quicksilver, na MLS pré-histórica. Voltou, devolveram-lhe a braçadeira e assim continuou com as prestações acima da média e o rendimento galático, numa área ou outra. É ainda hoje o defesa mais concretizador do futebol português: 56 golos nas competições internas, mais quatro na Europa.

Já com Eriksson, esteve perto de garantir a glória continental que o Benfica dos anos 70 nunca lhe proporcionou, mas a derrota com o RSC Anderlecht impediu-o de sonhar em termos clubísticos. Em entrevista a A Bola, tentou explicar a inoperância encarnada nessa década, acabando também por relembrar muitas das eliminações na Europa: «A estrutura do futebol em Portugal ainda não era tão profissional. As maiores equipas europeias, Liverpool, Ajax, Bayern, já estavam num patamar superior na metodologia de treino e na nutrição, por exemplo. Tínhamos sempre grande dificuldade quando apanhávamos essas equipas.»

Mas ainda haveria Euro84, onde tentava chegar na esperança de mostrar à Europa a sua qualidade de Quinas ao peito: Portugal não se qualificava para competições oficiais desde 1966, era ele ainda junior. A frustração chegou com a lesão gravíssima antes de um Portugal-Finlândia, em 1983, na preparação para a epopeia dos Patrícios. As complicações resultantes da recuperação apressada e negligente, impossibilitaram a sua convocação e precipitaram o final da carreira, no final dessa temporada.

Foi sempre valorizado fora de portas, ainda assim. Jupp Derwall, técnico que comandou a República Federal da Alemanha à vitória no Euro80 e à final do Mundial de 82, confiou nele em duas ocasiões para representar a selecção europeia. Além do jogo em Nova Iorque, organizado pela UNICEF, alinhou um ano antes na selecção europeia que defrontou a congénera checa no aniversário da Federação Checoslovaca.

No SL Benfica, será sempre lembrado como um dos melhores centrais da sua história. Quando começou a aparecer entre as primeiras escolhas, deu descanso ao Terceiro Anel quanto à sucessão de Félix e Germano, os pilares históricos do eixo defensivo até aí.

Quando foi obrigado a retirar-se, a Luz teve que esperar até 1988, com Ricardo Gomes, e 2003 com Luisão, para ver parecenças no sentido de liderança e no estilo de jogo. Por estes dias, aponta Rúben Dias como o sucessor de uma longa linhagem de centrais autoritários e comandantes no rectângulo de jogo.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Um Bayer que dá gosto de ver jogar

História

O Bayer 04 Leverkusen foi fundado em 1904 por trabalhadores da farmacêutica “Bayer”. Estava a realizar uma época excecional e atravessava um ótimo momento de forma até à paragem do campeonato. Os progressos nos últimos anos são visíveis e com a chegada do novo técnico Peter Bosz a equipa está a cimentar-se como um clube alemão de topo.

Em toda a história, o Bayer conta apenas com uma Taça da Alemanha, vencida em 1992/1993, e com uma Taça UEFA, em 1987/1988. Apesar de não ter vencido nenhum troféu, a época de 2001/2002 é talvez a melhor de sempre quando num espaço de 12 dias disputaram as finais da Taça, da Liga dos Campeões e terminaram em segundo lugar no campeonato.

Vários jogadores de classe mundial já representaram a equipa, sendo que os mais notáveis foram Michael Ballack, Rudi Voller, Ulf Kirsten, o melhor marcador da história do clube, a lenda Bernd Schneider e o quarteto brasileiro composto por Zé Roberto, Emerson, Lúcio e Juan. Mais recente, destaca-se o avançado Stefan Kießling, o segundo jogador com mais golos da história da Die Werkself.

O Bayer Leverkusen tem sido consistente nos últimos dez anos no campeonato alemão. Obteve um honroso segundo lugar em 2010/2011 e conseguiu qualificar-se sempre para as competições europeias, menos em 2016/2017. À exceção dessa época, a equipa terminou sempre nos cinco primeiros classificados da liga.

O sempre útil Mariano González

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Costuma-se dizer que uma equipa não se faz só de estrelas, que é necessário outros tipos de jogadores para conseguir um grupo equilibrado e era nessa ótica que encaixava Mariano González. O extremo argentino não tinha a magia de Hulk ou de Quaresma, todavia era um jogador prático, consistente e que acentuava na perfeição num sistema de rotação, para o qual foi contratado.

O futebolista chega ao Dragão oriundo do futebol italiano, nomeadamente após uma temporada em Milão, onde o FC Porto adquiriu os seus direitos económicos e desportivos ao SSD Palermo, emblema que tinha emprestado aos milaneses. Neste sentido, o internacional albiceleste teve o privilégio de vestir a camisola da Argentina em nove ocasiões, chegou ao reinado de Jesualdo Ferreira, que o viu como um excelente atleta para alternar com os habituais titulares e era esse o papel que maioritariamente ocupava na formação portista, ou seja, partia quase sempre do banco para dar uma maior energia ao ataque azul e branco.

Os seus números não são os mais entusiasmantes, dado que, em 4 anos, festejou apenas 11 vezes com a camisola do clube da invicta, por isso Mariano González é mais recordado por momentos isolados. Quem é que não se lembra do seu golo, nos minutos finais, em Old Trafford, que fez sonhar o FC Porto? Ou o golaço que marcou frente ao Sporting CP, numa partida a contar para a Taça de Portugal? São estes feitos que fazem do argentino um jogador ainda recordado nas hostes portistas, que não se esquecem do seu profissionalismo e da sua dedicação durante a sua estadia no norte de Portugal.

Além disso, Mariano González viveu uma das eras douradas do FC Porto, já que não são todos que se podem gabar do seu palmarés, pois conta com três Ligas Portuguesas, três Taças de Portugal, duas Supertaças e uma Liga Europa. Um currículo de fazer inveja a qualquer atleta que venha a envergar o manto azul e branco e de impor respeito.

A sua ligação a Portugal e ao Porto acaba em 2011, após o término do seu contrato laboral, motivo pelo qual decide regressar ao seu país natal, a Argentina, de onde tinha saído em 2004 rumo a Itália. O seu regresso dá-se pela porta dos Estudiantes de La Plata, onde ainda vai conseguir acrescentar uma Liga Argentina Apertura à sua montra de troféus. Desde então, tem-se fixado pelo campeonato argentino, que além dos Estudiantes de La Plata também já representou as cores do Arsenal de Sarandí FC, CA Hurancán, CA Colón e o CSD Santamarina. Atualmente, aos 38 anos, o seu amor pelo futebol ainda ultrapassa as dificuldades que a idade já vai colocando e, nos dias de hoje, está vinculado ao CDS Santamarina.

Recentemente, participou no podcast dos dragões “ FC Porto em casa”, no qual definiu o seu momento contra o Manchester United como o melhor ao serviço dos dragões, mas também não fez esquecer-se do tão famoso clássico dos “5-0” ao SL Benfica. Assim, Mariano González, fruto da sua carreira, terá sempre um lugar na história do FC Porto.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão 

10 possíveis trocas de jogadores entre clubes portugueses

Os tempos que se avizinham vão ser duros, as restrições financeiras vão ser mais do que muitas e o desporto também terá de se adaptar a uma nova realidade: haverá mais limitações para contratar jogadores e talvez este seja o momento ideal para que os clubes portugueses comecem por dar um bom exemplo para todos.

Este será um exercício meramente exemplificativo daquilo que poderá ser feito a nível interno para combater as naturais dificuldades financeiras que se vão impondo, pouco a pouco, no nosso mercado. Em vez de se investirem mais milhões, por que não apostar em trocas de jogadores, sem qualquer ajuste financeiro?

Entre clubes de maior dimensão em Portugal, é preciso recuar até 2003 para relembrar a última troca deste género: Clayton saiu do FC Porto e foi para o Sporting CP e Ricardo Fernandes fez o percurso inverso. Desde então, deixou-se de lado esta prática, que é mais comum noutros países, como por exemplo em Itália. Assim sendo, e de forma a recuperar a mística destas trocas, deixamos 10 sugestões de possíveis trocas entre clubes portugueses. O objetivo passa por suprimir lacunas e resolver potenciais problemas nos plantéis de ambas as equipas.