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Que futuro para os campeonatos europeus?

Passamos por tempos difíceis, o Mundo está a mudar e ninguém sabe quando isto irá passar. O coronavírus “entrou” por nossa casa através das televisões, da internet, da rádio. Tudo gira à volta dele, mudou os nossos dias, a nossa rotina. Parou escolas, universidades, lojas, comércios inteiros. Parou a economia. Parou o Mundo.

Mil preocupações giram na nossa cabeça, todas elas legítimas. Temos de ter cuidado. Temos de ficar em casa. Temos de lavar as mãos. Mil e uma coisas. Todas elas muitíssimo importantes, muitas vidas dependem delas. Mas, e apesar de tudo, a vida continua e, na sequência disto, serve este artigo para olharmos para a coisa mais importante, das coisas menos importante – leia-se Futebol.

A generalidade dos campeonatos europeus estão suspensos e com a impossibilidade de, neste momento, recomeçar – ou de ter ideia de quando e se será possível recomeçar –, surgem dúvidas quanto ao desfecho das várias competições ainda em aberto. Vou então expor aqui algumas possibilidades que têm sido colocadas em cima da mesa e referir aquela que, para mim, seria a mais correta de acontecer.

Uma das possibilidades que surge é a de cancelar as competições em aberto. Bem, acho que esta é capaz de ser a pior solução, primeiro porque eliminaria todo o esforço que milhares de pessoas fizeram ao longo de meses, nas suas respetivas equipas; segundo porque significaria um elevado rombo nas contas dos clubes, que perderiam grandes volumes de receitas, o que poderia levar a algumas falências e a vários clubes – e consequentemente jogadores, equipas técnicas, staffs, (no limite famílias inteiras) – a ter problemas financeiros; e por último porque deturparia a verdade desportiva do que já aconteceu (muitos dos campeonatos europeus parados já tiveram mais de dois terços dos seus jogos disputados), o que levaria a injustiças como a não atribuição de títulos quase certos, pela vantagem pontual que já levavam clubes como o Liverpool e o PSG.

Outra possibilidade falada é a de dar por terminados os campeonatos dos países e homologação das respetivas classificações. Mais uma hipótese que não considero correta, nem uma outra derivada desta que é a de homologar os campeonatos com as classificações do final da primeira volta, ambas por razões semelhantes como a falta de verdade desportiva, uma vez que na primeira situação ainda faltariam jogar jogos importantes entre equipas a lutar pelos mesmos objetivos e onde tudo poderia mudar, e na segunda situação, além desta mesma razão, existe ainda o fator de que já existiram mudanças significativas na classificação desde o final da primeira volta até à interrupção dos campeonatos, como por exemplo o que aconteceu no campeonato português, onde o SL Benfica liderava confortavelmente no final da primeira metade da época e, neste momento, já tudo mudou, liderando o FC Porto após uma troca de posição entre os dois clubes. Além disso, e mais uma vez, são possibilidades com implicações ao nível da tesouraria dos clubes, um pouco por toda a Europa.

A hipótese talvez mais apoiada na generalidade, inclusivamente pela UEFA, é a de acabar as competições. Eu concordo. É a única que anula (ou, pelo menos, atenua) os problemas financeiros dos clubes, que dá verdade desportiva – e justiça – ao trabalho já realizado, e a que mais satisfaz os adeptos da bola, porque traz a emoção que ficou a meio, porque volta a trazer a luta acesa que se sentia em vários campeonatos por essa Europa fora – seja pelo título de campeão, pela luta do apuramento para as competições europeias ou pela fuga à despromoção -, porque devolve a esperança que algumas equipas tinham em fazer alguma gracinha, tanto no “consumo” interno, como nas competições europeias, porque devolve a esperança, o sonho, a alegria, a emoção.

Com esta última hipótese surgem algumas questões. Quando deve recomeçar a época? Até quando? Será preciso uma “mini pré-época”? De quanto tempo? E como será a época seguinte? Haverá menos tempo de paragem entre épocas? Começará mais tarde? Será possível realizar os jogos à porta aberta? É certo que são perguntas pertinentes, mas acho que mais que pensar nas implicações que isto trará à próxima época, temos de perceber, que, aconteça o que acontecer, essas implicações vão existir, como já aconteceu com o adiar do Euro 2020 para 2021 – que permite dar mais tempo para acabar a presente época e, portanto, “apoia” esta última hipótese.

A verdade é que vão continuar a existir “ses” e, neste momento, não temos respostas às perguntas anteriores. Mas podemos (e devemos) dizer que a época deve acabar, mais cedo ou mais tarde. Não devemos deixar nada a meio na vida, tudo deve ter um fim, mais demorado, mais tardio, mais difícil, mais complicado. Não interessa! O que interessa é que no final estejamos todos juntos, num estádio ou no café da esquina, a festejar um golo do nosso jogador favorito, o triunfo da nossa equipa, ou então, “simplesmente”, a vitória perante um adversário que abalou a Vida Humana, mas que no fim, tal como todos os outros, sucumbiu perante a (nossa) Humanidade.

 

Artigo revisto por Joana Mendes

RC Deportivo da Corunha| Do céu da Champions ao inferno da “segunda”.

Foi uma promessa na viragem do século que nunca se cumpriu. O RC Deportivo da Corunha já foi o undergod que mordia os calcanhares de qualquer tubarão, que o diga o AC Milan de Ancelotti, campeão europeu. Fez 16 anos na semana semana que ao relvado do Municipal de Riazor subiram nomes como Maldini, Nesta, Dida, Cafú, Pirlo, Kaká, Seedorf, Rui Costa, Shevchenko e Inzaghi. Resultado final? Quatro tentos sem resposta da formação espanhola, e qualificação para as meias-finais, onde viriam a ser eliminados pelo FC Porto.

Sob a batuta de Javier Irureta, foram quatro títulos de 1999 a 2003 – uma Liga Espanhola, uma Copa do Rei e duas Supercopas de Espanha. Era a melhor fase da história dos Blanquiazules, que ainda somavam mais uma Copa do Rei e uma SuperCopa de Espanha em 1995. Pelo RC Deportivo da Corunha passavam nomes como Djalminha, Pauleta, Rivaldo, Roy Makaay, Andrade, que iam fazendo mossa em alguns colossos. Até no início da era dos “Los Galáticos” reprovou no teste do Dépor.

Final da Copa do Rei de 2002, no Santiago Bernabéu, no dia do centenário do Real Madrid CF. Do lado dos merengues subiam ao palco camisolas como Cesar Sanchez, Roberto Carlos, Salgado, Hierro, Zidane, Figo, Raúl, Morientes, entre outras estrelas orientadas por Vicente Del Bosque. Todos os ingredientes para uma noite histórica e de festejo dos madrilenos, que acabou em pesadelo, com o SuperDepor a vencer por 2-1. O norte de Espanha festejava o anúncio de possíveis anos dourados para o Riazor.


Mas não foi. Depois da remontada histórica frente aos Rossoneri, o clube perdeu os eixos do sucesso. Na temporada 2004/2005 a formação da Corunha começou a viajar pelo meio da tabela da Liga Espanhola, com tendência a aproximar-se da linha de água. Na época de 2010/2011 os Blanquiazules acabaram por cair para o segundo escalão.

Por lá permaneceram um ano antes de voltar à Liga Espanhola como campeão da segunda divisão. Em 2012/2013, voltou a descer. De volta aos principais palcos espanhóis em 2014/2015, por lá se aguentou durante quatro anos, quase sempre com a corda no pescoço, e sem o brilhantismo de outros anos.

Já na segunda divisão, em 2018/2019, o RC Deportivo da Corunha chegou a estar na final de play-off de subida, onde perdeu por 3-2 frente ao RCD Mallorca. O verdadeiro descalabro chegou na presente temporada.

Com um posto acima dos lugares de despromoção e numa luta acesa pela manutenção – sete pontos de diferença para o último colocado e quatro para o penúltimo – a formação orientada por Fernando Vázquez soma oito vitórias, 11 empates e 12 derrotas. O conjunto que já levava três treinadores, chegou mesmo a ter um registo de 19 jogos sem vencer para o campeonato.

O balneário, por sua vez, também já não tem a magia de outros tempos, e segundo dados do Transfermarket, o conjunto da Corunha vale 36,20 milhões de euros, sendo que 21,4 milhões correspondem a jogadores emprestados.

A ascensão de alguns clubes espanhóis, os cofres recheados de outros emblemas, a troca de treinadores e a necessidade de vendas são alguns dos motivos apontados para a queda dos Herculinos. O Estádio Municipal de Riazor vive agora momentos de aflição, mas na retina fica o hino da Champions e as festas azuis e brancas de outros tempos.

 

 Artigo revisto por Joana Mendes

O 11 do século do Club Atlético de Madrid

A história do Club Atlético de Madrid neste século XXI tem todos os ingredientes necessários para entreter os fãs de futebol. Desde um começo no segundo escalão da pirâmide espanhola, até ao título da primeira liga em 2013/14, houve tempo ainda para duas finais de Liga dos Campeões em três anos e dois títulos da Liga Europa, o que faz dos “colchoneros” a prova de que uma gestão sustentada e com planos bem delineados pode dar frutos a médio/longo prazo.

Para o sucesso reconhecido do projeto do “Atleti”, vários foram (e continuam a ser) os jogadores de elevado nível que envergaram a camisola “rojiblanca” durante este século, mas também o papel do treinador que selecionei foi fundamental para que o projeto tivesse êxito. Assim, aqui deixo aquele que considero ser o onze ideal do Atlético de Madrid no que já se jogou do atual século.

FC Porto: Em casa, com os míticos e para os adeptos

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Sem futebol há um mês e com o regresso das competições ainda sem data prevista, o FC Porto tem tentado manter a proximidade com os adeptos através das redes sociais.

O clube tem feito várias publicações diárias – a recordar jogos e jogadores -, mas mais recentemente decidiu criar o espaço “FC Porto em casa“. Um programa dirigido por dois jornalistas do Porto Canal – Miguel Marques Monteiro e Rui Cerqueira – que tem contado com a presença de várias estrelas bem conhecidas que já passaram pelo clube.

Nessas conversas diárias, ao final do dia, as personalidades têm feito confidencialidades, revelando coisas que os adeptos não sabiam. Traz alguma nostalgia, mas, ao mesmo tempo, permite que os adeptos se mantenham ligados cada vez mais ao clube, numa altura em que tudo o que sirva de distração ajuda a quem tanto tempo está em casa.

Por entre tantos convidados, o programa contou já com a presença de Domingos Paciência e Maniche e, apesar de terem jogado em períodos diferentes, tinham o mesmo em comum: amor ao clube e títulos conquistados.

A mística vivida dentro do balneário teve muito ênfase na conversa, com os dois a confidenciarem o espírito vivido nesses momentos por toda a equipa. Domingos Paciência reforçou aliás, a exigência vivida. “Tínhamos de nos superar, tínhamos de ganhar. E a maior parte das vezes isso acontecia”. Um pensamento que nos dias de hoje ainda revela a mística tão própria que o clube tem. 

Num dos programas houve também destaque para a presença do bi-bota Fernando Gomes. Um homem que será sempre uma grande referência para todos os apaixonados pelo clube e que ainda hoje faz parte da estrutura.

Muitos têm sido os momentos recordados e um deles foi a consagração do campeonato na temporada 2010/2011 em pleno Estádio da Luz. Um momento que marcou todos os jogadores e inclusive o treinador André Villas-Boas, e os jogadores Helton, Fernando e Fucile, que também fizeram parte do programa.

Mas muitas outras conquistas foram faladas, com o eterno capitão João Pinto a marcar presença e a relembrar saudosamente o seu percurso. No meio da conversa também teceu elogios ao capitão atual do FC Porto, Danilo Pereira, dizendo inclusive que está “contente por ver a grandeza do capitão”. É notório o respeito mutuo que antigos jogadores sentem pelos jogadores do plantel atual. O amor que os une ao clube será sempre o primeiro falar.

Muitas conquistas faladas, entre elas o mais recente campeonato em 2017/2018, com Diogo Dalot e Gonçalo Paciência a relembrar feito, e com Rúben Neves a manifestar o desejo de um dia ainda voltar ao clube.

Das confidências do balneário aos treinadores mais exigentes, um leque de vitórias e momentos partilhados por todos eles para todos nós.

Que jogos devo rever nesta quarentena? Besiktas JK 3-3 SL Benfica

A 23 de novembro de 2016, o SL Benfica apresentou-se na Turquia com vontade de carimbar na quinta e penúltima partida da fase de grupos a passagem aos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Depois do embaraço causado por Anderson Talisca na Luz, com o brasileiro emprestado pelas águias de Lisboa às de Istambul a fazer o golo do empate aos 90+3, e da humilhação em Nápoles frente aos azuis de Sarri (derrota por 4-2, num jogo em que o marcador esteve nos 4-0), os pupilos de Rui Vitória queriam mostrar uma nova cara.

E a primeira parte dos encarnados foi fantástica. Absolutamente assombrosa. Com classe e categoria, os então tricampeões nacionais massacraram os homens de branco e negro e foram para intervalo a vencer por 0-3. Gonçalo Guedes abriu o marcador no último dos primeiros dez minutos. Insatisfeitas com a vantagem mínima, as águias portuguesas não tiraram o pé do acelerador e foi precisamente uma “águia portuguesa” a dilatar a dita vantagem.

Nélson Semedo, numa incursão ofensiva, procurou o espaço interior e, à entrada da área turca, rematou em arco com o pé esquerdo e apontou um verdadeiro golaço. Com dois golos com carimbo do Benfica Futebol Campus, a turma portuguesa vencia na Vodafone Arena por duas bolas sem resposta a equipa da casa, com apenas 25 minutos jogados. Esperava-se o melhor, esperava-se o ressurgimento do Glorioso Benfica, ainda que por uma noite apenas.

O tento de Fejsa seis minutos mais tarde veio cimentar essa esperança. Uma noite mágica em perspetiva. Durante toda a primeira parte, esteve em campo o melhor Benfica que Rui Vitória conseguia apresentar, o Benfica que nesse ano civil de 2016 havia gladiado olhos nos olhos com o FC Bayern de Munique de Guardiola. Sentia-se que para segurar a vitória, os encarnados só tinham que aparecer na segunda parte.

Não apareceram. Com muito mérito, assente essencialmente na crença e força de espírito demonstradas, os turcos mimetizaram a primeira parte dos adversários e alcançaram o empate. Cenk Tosun, aos 58 minutos, atirou a crença turca para níveis que se julgava serem inatingíveis depois do sucedido no primeiro tempo, com um golo acrobático. O Besiktas JK carregou e carregou com força.

Tosun foi um dos esteios da segunda parte turca, com este remate acrobático em destaque; Semedo esteve no melhor do Benfica, com um golo, e no pior, ao não travar Quaresma
Fonte: UEFA

Ainda assim, os visitantes, acanhados, conseguiram tardar o segundo golo dos pupilos de Senol Gunes. Tardar, mas não evitar. Tardaram-no até aos 83 minutos, minuto em que uma grande penalidade convertida por Ricardo Quaresma deixou claro o que viria a acontecer. O tempo escasseava, mas ninguém duvidava – nem mesmo os adeptos benfiquistas – de que o empate chegaria.

Chegou cinco minutos depois do 3-2. Vincent Aboubakar espalhou o êxtase pelas bancadas aos 88´, com o golo do empate que muitos julgavam inalcançável quando do final do primeiro tempo. A passagem encarnada, que ao intervalo parecia estar assegurada, ficou adiada para a última jornada. Os encarnados viriam a perder por 2-1 na receção aos napolitanos, mas alcançariam os oitavos graças à derrota turca em Kiev, frente ao Dínamo local, por 6-0.

Nesta partida, o SL Benfica demonstrou ser capaz do melhor e do pior, ser bestial e ser besta, ser Yin e ser Yang. Tudo em 90 minutos. A partida de Istambul foi, por isto, um espelho do Benfica de Rui Vitória, um Benfica capaz de atingir o Céu e de seguida conhecer o Inferno.

A partida de Istambul é um constante lembrete do que o clube da Luz pode fazer e do que tem que evitar repetir. A partida de Istambul é um jogo a rever, não só pela qualidade e emoção da partida, mas também para que não esqueçamos do que somos capazes, para o bem e para o mal. A partida de Istambul, por mais penoso que seja revisita-la, tem que permanecer no nosso histórico coletivo, pois está marcada na nossa história.

A partida de Istambul, por tudo o que encerra, só pode ser avaliada conforme o que retirarmos dela no futuro: se aprendermos a não repetir o erro, veremos este jogo como um ponto positivo no novo trajeto benfiquista; se não o fizermos, veremos este jogo como mais um obstáculo que não conseguimos ultrapassar. Seja como for, voltaremos sempre a este jogo. Então, porque não agora? Tempo e aborrecimento para matar não nos falta.

O jogo:

https://footballia.net/pt/jogos-completos/besiktas-jk-sl-benfica

Olheiro BnR: Sebastiano Esposito

É uma das maiores promessas do futebol italiano, e com apenas 17 anos já integra a equipa principal do FC Internazionale Milano. Esta época já realizou 11 jogos pela equipa principal dos “Nerazzurri”, acertando no fundo das redes por uma ocasião. Preferencialmente desempenha a função de avançado centro, mas também pode atuar como extremo.

Sebastiano Esposito tem sido aposta gradual de Antonio Conte, apesar da forte concorrência na frente de ataque. A competir pela mesma posição no “onze” tem Romelu Lukaku, Lautaro Martínez e Alexis Sánchez, que também pode atuar na frente de ataque.

Estreou-se pela equipa principal do Inter em 2019, aos 16 anos, na segunda mão da eliminatória frente ao Eintracht Frankfurt, a contar para a Liga Europa. Desta forma, tornou-se o jogador mais novo de sempre da formação de Milão a atuar numa prova europeia. Na presente temporada estreou-se no campeonato italiano e na Liga dos Campeões.

Esta época também disputou uma partida na Liga dos Campeões de sub-19, em que marcou dois golos em apenas 75’ minutos de jogo. Este dado comprova que Esposito já estava pronto para “dar o salto” rumo ao plantel principal do Internazionale.

Começou a sua formação no Brescia aos 9 anos e, em 2014, mudou-se para Milão, onde completou a sua formação. Na época transata, foi campeão italiano no escalão de sub-17, marcando três golos na final da competição.

O Inter já demonstrou que não pretende vender o jovem avançado, depois de surgirem rumores de interesse da parte de colossos como Manchester City ou Liverpool, em contratar Esposito. De acordo com o site especializado em avaliação de valores de mercado no futebol, Transfermarkt, o valor da jovem promessa “Nerazzurri” ronda os nove milhões de euros.

Apesar da sua qualidade e potencial inegável, o futebol de Esposito ainda está um pouco em “bruto”, também devido à sua tenra idade, necessitando de ser lapidado. É um jogador bastante móvel apesar do seu 1,86 metros de altura, que também lhe permite um bom desempenho no confronto físico. É bastante evoluído tecnicamente, arriscando várias vezes driblar em situações de “um para um” e possuiu uma boa visão de jogo. Nas camadas jovens do Inter era especialista em bolas paradas, batendo grandes penalidades e livres diretos com bastante força e colocação.

Internacional italiano desde os sub-16 até atualmente aos sub-19, Esposito já conta com 37 presenças e 25 golos apontados ao serviço das camadas jovens do país “transalpino”. Foi vice-campeão europeu no escalão de sub-17, perdendo na final da competição para a seleção da Holanda. Esposito apontou quatro golos em seis jogos nesse torneio.

Num clube histórico, por onde já passaram grandes avançados que marcaram gerações, desde Giuseppe Meazza a Ronaldo “Fenómeno”, Zlatan Ibrahimovic ou Diego Milito, entre muitos outros, Sebastiano Esposito tem a oportunidade de continuar a crescer como jogador e deixar a sua marca no clube de Milão.

Tem a confiança do seu treinador, que formou uma equipa equilibrada entre experiência e potencial. Resta-lhe desfrutar do seu futebol e tornar-se naquilo que tem capacidade para ser, um ponta de lança de classe mundial.

Transferências para clubes de Topo: Será a nossa Liga assim tão má?

Hoje falamos de transferências no futebol português. Numa altura em que o futebol está parado, é tempo de reflexão, de repensar aquilo que tem acontecido ao longo dos últimos anos dentro e fora de portas.

Fala-se que o nosso campeonato tem perdido a competitividade e a qualidade, que as equipas que vão jogar fora de Portugal têm cada vez menos capacidade de ombrear com muitas das equipas que lá estão presentes, que existe um enorme desequilíbrio nas questões financeiras e, consequentemente, transferências entre os clubes da Liga Portuguesa, entre muitos outros pontos.

De facto, acredito que o nosso campeonato possa ter perdido qualidade. No entanto, no que à competitividade se refere, já não existem os resultados fáceis de prever, a certeza de que o “dito” grande português vai ganhar aquele jogo seja em que casa for. Há cada vez mais mérito, bom trabalho e qualidade, tendo em conta os recursos disponíveis, nas restantes equipas do campeonato português e isso deve ser reconhecido. Não se trata apenas do regredir da capacidade entre os grandes, mas também do desenvolvimento e progresso, do trabalho com cada vez mais qualidade e do querer jogar futebol por parte destes clubes.

As questões financeiras, as distribuições dos direitos televisivos, entre outras, têm um peso fundamental nesta competitividade de que se fala. É obvio.

Da mesma forma que qualquer grande europeu dá 70/80/100 milhões de euros por transferências de jogadores para que estes se juntem ao seu plantel, um grande português dá 7/8/10 e agora 20, e qualquer outro clube da Liga Portuguesa tem capacidade para apenas dar alguns milhares ou 1/3/4 milhões para contratar alguém a seu desejo ou necessidade. Não serão estas diferenças entre clubes europeus e os portugueses que vão à europa e entre esses e as restantes equipas portuguesas, diferenças equiparáveis?

Ao longos dos últimos anos, inúmeras são as provas de que o nosso campeonato tem e cria qualidade, o nosso país é um formador de alta qualidade em todas as vertentes, o que resulta em transferências bem interessantes para os clubes portugueses. O nosso futebol cria e desenvolve indivíduos extremamente competentes e, no futebol, temos sido exímios e servido de escola formadora que mais tarde preenche as fileiras dos grandes clubes europeus.

Enuncio, então, uma lista dos últimos cinco anos das maiores transferências dos clubes portugueses para os grandes clubes europeus, ou então que mais tarde vieram a entrar nestas ligas.

Que filmes e séries ver nesta quarentena? Draft Day

É o dia do Draft da NFL e Sonny Weaver Jr. (Kevin Costner), o diretor dos Cleveland Browns, sente a pressão de gerir as escolhas de forma a dar à sua equipa um novo fôlego para sair da luta pelos últimos lugares e passar a batalhar pelos playoffs. Neste filme, vemos um dos dias mais importantes do futebol americano focando-nos nesta personagem e na sua equipa de trabalho, com destaque para o treinador do conjunto de Ohio, Vince Penn (Denis Leary), mas também em três dos jogadores que esperam ser escolhidos.

Bo Callahan (Josh Pence), Quarterback, é visto como a grande estrela do Draft e, após receber o Heisman Trophy, quer agora ser a primeira escolha da noite. No entanto, o dia é longo e os Browns tentam apurar se Bo será mesmo uma futura superestrela ou se acabará como um flop.

Vontae Mack (Chadwick Boseman), Linebacker, é um jovem apaixonado de origens humildes com a esperança de ser escolhido pelos Browns ou acabar por descer vários lugares e, com isso, receber bem menos, o que o preocupa dadas as responsabilidades acrescidas que tem no sustento da sua família.

Já Ray Jennings (Arian Foster), Running Back, é filho de uma antiga lenda dos Cleveland Browns e tem como grande sonho seguir as pisadas do pai. Adicionalmente, é o preferido do treinador Penn, que vê nele o encaixe perfeito para uma posição onde lhe falta um jogador de qualidade.

Além de tudo isto, Sonny Weaver Jr. tem que lidar com uma vida pessoal em ebulição após a recente morte do seu pai, Sonny Weaver Sr., o antigo treinador dos Browns que ele próprio despedira e novos desenvolvimentos na relação amorosa que mantém com uma colega de trabalho.

Todos estes ingredientes se juntam para um filme cativante e emotivo que nos permite não só descobrir um pouco mais sobre um dos momentos marcantes de todas as épocas de futebol americano como também apreciar algum do drama humano por trás dos nossos heróis desportivos.

Foto de Capa: Draft Day

10 bons jogadores que estão a terminar contrato

A paragem dos principais campeonatos europeus leva também a que se iniciem os primeiros prognósticos em relação à nova temporada. Muitos jogadores estão em final de contrato e devem mesmo encontrar novas paragens na época 2019/2020. Neste artigo convidamos-te a olhar para dez jogadores que estão em vias de deixar os respetivos clubes a custo zero.

Desde já, fica o aviso: faltam muitos nomes neste top, mas deixamos aqui várias menções honrosas para nomes como Thomas Meunier, Ryan Fraser, Charles Aránguiz, Benjamin Stambouli, José Callejón, Adam Lallana, Pedro Rodríguez ou Viktor Kovalenko.

BnR TV: O futuro de Cristiano Ronaldo

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Sábado também é dia de BnR TV e hoje temos um live sobre o futuro de Cristiano Ronaldo. Onde estará o craque português na próxima temporada? Os nossos comentadores do BnR TV voltam a juntar-se para mais uma ronda de análise.

Com Mário Cagica Oliveira, Jorge Faria de Sousa e José Mário Fernandes.

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