O mercado de inverno, que fechou no passado dia 30 de janeiro, trouxe de volta ao futebol português um velho conhecido: Hugo Vieira. O avançado de 31 anos esteve a jogar no estrangeiro cerca de seis anos, depois ter abandonado, precisamente, o Gil Vicente FC, em 2014.
Foi a cidade de Barcelos que o viu nascer e onde regressa agora, para representar o emblema da terra pela quarta ocasião na carreira. A primeira vez surgiu após uma boa prestação na época 2008/2009, quando representava o seu primeiro clube, o Santa Maria FC, que militava nas distritais. Vieira marcou 15 golos em 16 jogos e deu o salto para a segunda liga e para o Gil Vicente FC, tendo ajudado o clube a subir ao escalão máximo do futebol português.
A sua boa prestação ao serviço dos gilistas acabou por despertar o interesse de alguns “grandes”, como o SL Benfica, por quem acabou por assinar. Todavia, nunca conseguiu somar minutos com os encarnados e foi acumulando empréstimos, nomeadamente aos espanhóis do Real Sporting de Gijón e, novamente, aos barcelenses.
Além do emblema espanhol que milita na Segunda Liga, Vieira passou por outros países na sua experiência além-fronteiras, como França, Rússia, Sérvia, Japão e China. Contudo, a sua passagem pelos russos Torpedo Moscovo, na época 2014/2015, ficou marcada por uma tragédia pessoal: o falecimento da sua namorada, Edina Carvalho, após uma longa batalha contra o cancro. O avançado nunca escondeu a luta da companheira e fez questão de a homenagear várias vezes em campo.
Apesar da enorme dor, Hugo Vieira conseguiu um dos melhores registos do seu percurso na época seguinte, quando se transferiu para o FK Estrela Vermelha, da Sérvia. Foram 21 golos em 35 partidas e o renascimento da sua carreira. Voltou a brilhar nos japoneses Yokohama Marinos, onde marcou uma média de 20 golos por época nas duas que representou o clube.
A rápida ascensão do avançado e os números que alcançava chamavam pela Seleção Nacional, mas nunca chegou a ter uma oportunidade até hoje. Em 2018, Vieira confidenciou a sua meta de representar as quinas: “Os números dizem que sou dos melhores nos últimos anos mas nunca tive uma oportunidade. Só falta a Seleção na minha carreira, mas nas minhas mãos só está trabalhar e fazer golos para que todos os portugueses se orgulhem de mim”.
Agora, volta àquela que considera a sua casa, para ajudar o Gil Vicente FC na segunda metade da época. Estreou-se esta época pelas gilistas frente ao SL Benfica e, apesar de não ter marcado, mostrou logo ao que vinha: criar grandes dores de cabeça aos defesas adversários, através das suas movimentações constantes na área e do seu tiro letal, que ainda testou nessa partida. Resta saber se terá, finalmente, uma oportunidade na seleção nacional. Estamos a torcer por ti, Hugo.
Na cidade de Monchengladbach, vive o clube da cidade que ainda sonha com o título da 1. Bundesliga esta época e tivemos a possibilidade de entrevistar Raffael, um dos jogadores mais influentes do Borussia VfL Monchengladbach. A inspiração do pai, a vinda madrugadora para a Europa, os grandes anos em terras germânicas e uma paragem atribulada em Kiev são os grandes temas da entrevista com o jogador. Para além de tudo isto, a relação com Portugal através do seu irmão Ronny e também a possibilidade de jogar no Sporting Clube de Portugal também foram abordadas!
– O passado no Brasil e a vinda para a Europa –
«Hoje, até fico mais satisfeito por saber que a situação é diferente porque os jogadores brasileiros mais jovens não têm muitas dificuldades para vir para a Europa».
BnR: Nasceu em Fortaleza (Ceará) e o seu pai foi jogador dos maiores clubes do Estado do Ceará, como o Ceará SC e o Fortaleza ES. Qual é que foi a importância do seu pai para que entrasse para o futebol?
Raffael: O meu pai teve toda a influência na minha decisão (risos). A cem por cento mesmo. Decidi tornar-me jogador de futebol porque o meu pai foi um jogador de futebol e essa influência devo totalmente a ele.
BnR: Começou por jogar Futsal em Fortaleza durante quatro anos. O quão importante foi a modalidade no seu crescimento enquanto jogador?
Raffael:O Futsal foi muito importante no início da minha carreira porque foi o meu primeiro contacto com a bola e nesta modalidade aprendes muitas coisas. E essas coisas que aprendi foram muito úteis para usar depois no Futebol de 11. Até hoje, às vezes, consigo fazer um passe como fazia na altura que praticava a modalidade.
BnR: Veio para a Europa muito cedo, com 18 anos, para jogar na Suíça no FC Chiasso. Qual é que acha que é a principal diferença, atualmente, da chegada de um jovem brasileiro à Europa com a sua chegada naquela altura em 2003?
Raffael: De 2003 para agora acho que mudou muita coisa, principalmente, no aspeto físico. Os jogadores hoje posso dizer que correm mais e têm muito mais um físico para essa caraterística. Hoje, até fico mais satisfeito por saber que a situação é diferente porque como disse eles [jogadores brasileiros mais jovens] não têm muitas dificuldades para vir para cá [Europa] visto que têm todo o apoio necessário e isso para um jogador é bom e ajuda muito a concentrar-se apenas no Futebol.
Raffael chegou à Europa para jogar no FC Chiasso e em duas temporadas marcou 30 golos em 61 jogos com a camisola do clube suíço! Fonte: FC Chiasso
BnR: Qual seria o conselho que daria a um jovem jogador brasileiro que viesse jogar para um país totalmente desconhecido como aconteceu consigo?
Raffael: O meu conselho seria para começar a procurar o mais rapidamente possível adaptar-se ao país, aprender a língua e aprender a cultura do país – neste caso, se viesse para a Alemanha seria a alemã, que é uma cultura muito interessante. Acho que isto que disse ajuda à adaptação mais rápida de um jogador para não ultrapassar essas dificuldades.
Nesta terça à noite o Sporting Clube de Portugal deslocou-se ao Estádio Municipal de Famalicão para enfrentar a equipa sensação da primeira volta do campeonato. O Futebol Clube de Famalicão apareceu neste duelo no seu pior momento da época.
Com a sombra de Rúben Amorim a pairar sobre o banco leonino o jogo não poderia ter começado pior para os leões. É que apenas com oito minutos disputados já o FC Famalicão se adiantava pela segunda vez no marcador. A equipa da casa surgiu com bastante clarividência em campo, a pressionar alto e a combinar bem entre os seus jogadores. Aos 4 minutos, num remate de ressaca, o médio Racic abriu o marcador e aos 8 minutos e,m mais uma combinação entre o Fábio Martins e o Diogo Gonçalves, o extremo direito acabou por dilatar a vantagem.
Com a vantagem a equipa de João Pedro Sousa acabou por recuar no terreno e foi possível ver a defesa leonina estabilizar e a equipa ter mais bola. Contudo faltam ideias ao futebol do Sporting CP. Tirando um lance ao minuto 16, só já perto dos 40 minutos é que a equipa de Silas conseguiu levar perigo à baliza de Vaná. Aproveitando um excessivo recuo dos jogadores do FC Famalicão, o quarteto ofensivo leonino conseguiu finalmente criar bons lances e o golo acabou mesmo por surgir no último minuto. Acuña num livre lateral colocou a bola na cabeça de Coates que reduziu para 2-1. Um castigo justo para uma equipa que recuou em demasia as suas linhas.
Contudo, se se esperava um Sporting CP ofensivo e pressionante no arranque da segunda parte, João Pedro Sousa tinha outra ideia em mente. Corrigiu os erros da primeira parte, subiu a linha de pressão e assim condicionou qualquer tentativa dos Sporting CP em pensar o jogo. Assim a equipa de Silas conseguiu passar a segunda parte praticamente sem uma jogada de perigo.
Resumo o segundo tempo leonino a cruzamentos laterais do Acuña. Já o FC Famalicão aproveitou as fragilidades do Sporting CP e foi ferindo o leão no contra-ataque, tendo mesmo ampliado a vantagem para 3-1 ao minuto 66.
Em Famalicão o que se viu foi um Sporting sem ideias. Talvez uma consequência de uma já ausência de equipa técnica.
— Futebol Clube de Famalicão (@FCF1931_Oficial) March 3, 2020
AFIGURA
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Diogo Gonçalves – Continua o excelente momento de forma de Diogo Gonçalves. Está endiabrado e foi sempre pela direita e pelo seu pé que o FC Famalicão foi rasgando a equipa leonina. Marcou dois golos, está no lance do golo de Racic e foi protagonista em outras excelentes oportunidades da equipa da casa. Criativo, rápido, confiante e cada vez mais inteligente na abordagem aos lances. Seria titular de caras na equipa de Alvalade.
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Rodrigo Battaglia – O médio argentino continua lento, lentinho. Lento de movimentos, lento de pensamento e lento de execução. Foi uma pedra imóvel no meio-campo leonino. Incapaz de lidar com Fábio Martins, incapaz de fazer as compensações defensivas, incapaz de ser uma solução na primeira fase de construção e uma nulidade no momento ofensivo da equipa. Um médio defensivo puramente destruidor mas somente capaz de destruir o seu próprio desempenho. Até deixa saudades de Doumbia.
ANÁLISE TÁCTICA – FC FAMALICÃO
João Pedro Sousa lançou um 4-2-3-1 com bastantes adaptações. A indisponibilidade de jogadores como o Gustavo Assunção, o Patrick William e o Ivo Pinto, obrigaram a alguma improvisação por parte do técnico. Assim lançou uma defesa com três centrais onde Riccieli apareceu com maiores preocupações com a lateral direita e do outro lado o lateral Coly com maior liberdade ofensiva. Já no ataque ofereceu a esquerda a Walterson puxando F. Martins para o centro do terreno. Assim abdicou do usual 4-3-3. Racic e Pedro Gonçalves jogaram mais recuados e a despesa criativa do meio-campo ficou entregue a Fábio Martins.
Com bola foi uma equipa esclarecida mas neste jogo João Pedro Sousa optou por uma maior dedicação ao jogo sem bola. Quase sempre com uma pressão média-alta condicionou totalmente o futebol do seu adversário. Tirou-lhe espaço para pensar e executar e foi conseguindo recuperar a bola de forma a lançar ataques rápidos e fatais. A maior proximidade de Fábio Martins a Diogo Gonçalves foi um pesadelo para a defesa verde e branca.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Vaná (5) Riccieli (5)
Nehuen Perez (5)
Roderick Miranda (5)
R. Coly (5)
Uros Racic (6)
Pedro Gonçalves (6)
F.Martins (7)
Diogo Gonaçlaves (8)
Walterson (5)
Toni Martinez (6)
SUBS UTILIZADOS
Guga (5)
Anderson (5)
A. Centelles (-)
ANÁLISE TÁCTICA – SPORTING CP
Silas apostou numa espécie de 4-2-3-1 muito aproximado de um 4-3-3 principalmente no primeiro tempo. Sem um ala mais fixo no lado esquerdo do ataque, as despesas desse lado ficaram praticamente entregues a Acuna. Vietto e Jovane foram procurando sempre os espaços mais interiores, tentando ajudar na luta do meio-campo. Também Plata esteve menos lançado no ataque e foi frequente vê-lo em zonas mais recuadas e centrais. Sem Wendel foi essa a solução que Silas criou para equilibrar o seu meio-campo com e sem bola. A verdade é que a consequência foi um exagerado isolamento de Sporar no ataque leonino.
O duplo pivô do meio-campo foi formado por Battaglia e Eduardo numa tentativa de dar mais músculo na recuperação da bola. Não resultou.
O Sporting CP foi uma equipa sem ideias e somente no final da primeira parte, quando o FC Famalicão recuou em demasia, a equipa foi capaz de colocar criatividade no ataque e criar jogadas de perigo.
Aos 75 minutos, Silas tentou dar mais critério à posse de bola lançando Geraldes para o lugar de Eduardo mas o mal já estava feito.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Maximiano (5) V. Rosier (4)
S. Coates (6)
L. Neto (5)
M. Acuna (5)
Battaglia (3)
Eduardo (4)
Jovane Cabral (5)
Gonzalo Plata (5)
L. Vietto (6)
Sporar (5)
“Neste momento, o meu lugar está à disposição do presidente”: era com estas palavras que Sérgio Conceição reagia a mais uma derrota do FC Porto em finais de taças. Desta vez, o troféu em disputa era a edição 2019/20 da Taça da Liga, competição que, apesar de secundária, surgia num momento estratégico da época, onde um hipotético triunfo poderia não só moralizar o seu plantel, como também “aconchegar” o lugar de Sérgio Conceição no comando técnico dos azuis e brancos, fazendo com que o treinador escapasse do já crescente ceticismo que teimava em surgir nas bancadas do Dragão. Depois disso, o SL Benfica é o maior responsável pela continuidade de Sérgio Conceição no FC Porto
Facto é que, após esse resultado negativo, não mais o FC Porto voltaria a conhecer o gosto amargo da derrota. Pelo meio, qualificação assegurada para a final do Jamor, vitórias importantes no clássico e em Guimarães e diminuição da distância para o primeiro posto do campeonato: a palavra crise parecia já não estar presente no vocabulário azul e branco (pelo menos, em termos de resultados).
Até que chegámos aos dezasseis avos de final da Liga Europa: seria aí que os dragões voltariam a ter de lidar com o amargo gosto da derrota. E em dose dupla, na verdade: no total da eliminatória, o placar assinalou 5-2 favorável à formação alemã. A diferença de golos era assinalável e, de certa forma, ilustrava aquilo que (não) vimos dentro das quatro linhas, ao longo de cento e oitenta minutos.
E, como se costuma dizer, as competições europeias são como o algodão, não enganam, no sentido de que colocam à vista de todos as debilidades existentes em termos de plantel, bem como aquelas relativas ao treinador, sendo, a meu ver, estas últimas bem mais gritantes.
Bom, se são assim tão visíveis, porque é que estas debilidades que muitos já traçaram em Sérgio Conceição não foram suficientemente significativas para, até ao dia de hoje, encerrar o seu ciclo no comando técnico do FC Porto? Na verdade, esta pergunta merecia uma resposta bem mais desenvolvida, porém vou resumi-la a dois pontos, de modo a não tornar este artigo excessivamente longo.
O primeiro ponto encontra-se na enorme disparidade, em termos de poderio financeiro e estrutural, que separa “grandes” de “pequenos”, em Portugal; são dezenas e dezenas os milhões que efetuam essa distinção. Partindo desse princípio, é quase que a obrigação do “grande” vencer o “pequeno”. Mesmo quando o mais poderoso não está num dia extremamente produtivo, alguma individualidade, eventualmente, virá à tona, algum lance menos feliz do adversário, eventualmente, surgirá.
E assim vamos somando pontos, nunca colocando a equipa e, principalmente, o treinador verdadeiramente à prova. No momento em que os colocamos (e aqui abranjo os restantes três “grandes”), os resultados são os que conhecemos: derrotas frentes a equipas de campeonatos mais periféricos ainda que o português, como os de Escócia, Ucrânia ou Turquia. Não será claramente à toa que recordes pontuais são sucessivamente quebrados/igualados nas últimas épocas: a qualidade fora dos quatro/cinco do costume é cada vez mais escassa, havendo aqui e ali algumas raras exceções à regra que, exatamente pelo facto de serem exceções, em pouco conseguem contrariar a regra.
Assim, é cada vez mais raro (e injustificável) perdas de pontos frente a adversários de posições mais modestas, baixando, dessa forma, a quantidade de vezes pelas quais um treinador de equipa grande tem de passar por esse infortúnio, diminuindo, assim, possíveis focos de instabilidade que poderiam surgir.
Por último, temos o SL Benfica. Pode até parecer algo estranho tentar justificar assuntos internos do FC Porto através do seu maior rival, mas permitam-me esclarecer-vos. Até ao momento, o atual primeiro classificado apenas não saiu vitorioso em quatro ocasiões: nos dois clássicos frente aos azuis e brancos, no embate com os guerreiros do Minho e, mais recentemente, na Luz frente ao Moreirense, algo que, diga-se, acaba por corroborar com o ponto que enunciei anteriormente. Mas adiante. É de conhecimento geral que, caso não saísse derrotado do Dragão, as águias poderiam muito bem ter encerrado a luta pelo título bem ali.
Caso o FC Porto não vencesse o SL Benfica, no Estádio do Dragão, o título ficaria praticamente entregue às águias Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede
E é nesse ponto que reside a questão. O SL Benfica, caso fosse mais bem orientado, possivelmente, a esta altura do campeonato, já teria encomendado as faixas de campeão nacional. Para isso, bastaria ter conseguido, no mínimo, pontuar num dos confrontos diretos com os dragões, algo que, convenhamos, estava longe de ser impossível. Faço esta afirmação baseando-me, sobretudo, na diferença evidente em termos de matéria-prima que, por um lado, abunda na Luz (salvo uma ou outra posição), e que, por outro, é extremamente escassa no Dragão.
Se toda essa matéria-prima estivesse devidamente liderada, dificilmente os encarnados já não teriam consolidado o primeiro lugar, e dificilmente não teriam tornado a situação de Sérgio Conceição quase que insustentável.
O facto de a liderança do campeonato, atualmente, estar sob o poder do FC Porto deve-se (e muito) ao demérito enorme que o SL Benfica teve na gestão da sua vantagem pontual que, queiramos ou não, demonstra a ineficiência existente no comando técnico da equipa da Luz. Doa a quem doer, o facto é que para um candidato ao título perder oito pontos em quatro jornadas na atual liga portuguesa, algo de muito errado tem de estar a acontecer na sua estrutura.
A verdade é que, com demérito do rival ou não, com “pequenos” pobres em qualidade ou não, o FC Porto está bem vivo na luta pelo título. E isso, querendo ou não, é o único fator que vem pesando a favor de Sérgio Conceição. Bom, isso e o bater no peito, os gritos e as declarações explosivas. Até quando isso será suficiente? Até o Porto voltar a ser Porto; o problema é que, para isso acontecer, muitas cabeças, não só a de Conceição, terão de rolar…
A CRÓNICA: GUILMORE APRESENTA-SE A LAMPARD, MINAMINO NA EXPECTATIVA
Em partida a contar para os oitavos de final da Taça de Inglaterra, o Chelsea FC venceu o Liverpool FC por duas bolas a zero, em Stamford Bridge. Num primeiro tempo caraterizado pela superioridade dos homens da casa, apesar do jogo de parada e resposta de ambos os conjuntos, foi o Chelsea a criar o primeiro lance de grande perigo. Willian aos 12’ avisou, aos 13’ atirou a contar. Se no minuto anterior, Adrián se agigantou, depois facilitou e deu um “frango à espanhola”. À passagem do vigésimo minuto, Kepa fez três defesas no mesmo lance e volta a dar uma boa dor de cabeça a Lampard. Na 2ª parte, o Liverpool volta a entrar mais forte na pressão e acutilância no último terço, mas a resposta dos blues deixou-os em sentido. Mason Mount, de livre, atirou à trave (62’). Onde é que eu já vi este filme? Primeiro avisam, depois marcam. Desta vez, foi Barkley a correr mais de 50 metros com bola e a fixar o resultado final (64’). A retirar desta eliminatória, destaca-se a organização defensiva, reação à perda de bola e maturidade em posse – o mesmo quer dizer, Guilmore – por parte dos londrinos; enquanto que do lado do campeão europeu sobressaiu, mais uma vez, a menor competência para o ataque organizado, bem como o “corpo estranho” que ainda é Minamino.
Billy Guilmore – Uma boa surpresa para quem não o conhecia. Maturidade, simplicidade, qualidade de passe e visão de jogo. É como que o clone perfeito de Jorginho. Nunca complicou, jogou e fez jogar. Teve capacidade ainda para segurar defensivamente o meio campo do Chelsea, aquando da saída de Kovacic. Um nome a decorar.
O FORA DE JOGO
Fonte: Liverpool FC
Jurgen Klopp – É quase um crime, dizer algo menos positivo da equipa deste senhor do futebol. Porém, esta noite, os planos saíram-lhe furados. Apesar das várias alterações no onze, esperava-se mais deste Liverpool. Ah, e se dúvidas houvesse, as taças não faziam parte dos objetivos desta temporada. Terá sido surpreendido pela estratégia de Lampard, ou será que precisa de se focar no ataque em organização?
ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA FC
O Chelsea apresentou-se para esta partida, no seu 4-2-3-1 predileto, em detrimento da alternativa 3-5-2, que também tem utilizado esta época. Kepa voltou à titularidade (após ter sido relegado para segundo guarda-redes), tendo à sua frente uma linha de quatro, composta pelo capitão Azpilicueta, Rudiger, Zouma e Marcos Alonso. No centro do terreno, Lampard surpreendeu, ao apostar no jovem Gilmour (apenas 18 anos) ao lado de Kovacic, ambos na ajuda à construção e a dar liberdade a Ross Barkley para se incorporar em jogadas ofensivas. Nas faixas, “mobília da casa”, o mesmo significa experiência em formato de qualidade, Willian e Pedrito Rodríguez. Na ausência de Tammy Abraham (que se encontra a recuperar de lesão), coube a Olivier Giroud fazer esquecer o homem-golo dos blues esta temporada.
11 INICIAL E SUBSTITUIÇÕES
Kepa Arrizabalaga (7)
César Azpilicueta (7)
Antonio Rudiger (7)
Kurt Zouma (7)
Marcos Alonso (7)
Billy Gilmour (8)
Mateo Kovacic (6)
Ross Barkley (7)
Willian (7)
Pedro Rodríguez (8)
Olivier Giroud (7)
SUBS UTILIZADOS
Mason Mount (8)
Jorginho (6)
Reece James (-)
ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL FC
A par de Lampard, Jurgen Klopp também fez algumas alterações em relação ao seu onze habitual. Manteve-se o 4-3-3, mudaram jogadores e dinâmicas de jogo. Adrián tomou o lugar na baliza, Joe Gomez regressou à titularidade após lesão, ladeado pelo intocável Van Dijk. Pela esquerda, Robertson também não tirou os pés do relvado, enquanto que, no lado oposto, Williams fez descansar Arnold. Fabinho a seis, Lallana a aproximar para construir e o talentoso Curtis Jones mais próximo do ataque. Frente essa, composta por Minamino – o internacional nipónico no centro, a ser ainda mais “falso nove” que o próprio Firmino – à espera de movimentos convergentes de Mané e Origi.
Esta terça-feira, realizou-se em Amesterdão o sorteio da segunda edição da Liga das Nações. Sendo a Seleção Nacional o atual detentor da prova, acaba por evitar os restantes integrantes do Pote 1 – Países Baixos, Suíça e Inglaterra -, sendo estas as formações que se apuraram à última final four da Liga das Nações.
A fase de grupos desta edição irá tomar lugar num país ainda a designar, entre os meses de setembro e novembro deste ano.
Fonte: UEFA Nations League
Havia um certo desejo (a nível nacional) de evitar equipas que dariam uma “dor de cabeça” à nossa seleção nacional. O desespero surge de modo inevitável quando sai o nome de Portugal associada à temível França, Croácia e Suécia, sendo o quarto grupo do sorteio desta Liga das Nações.
De certo modo, é um sorteio que provoca uma nostalgia para os portugueses, a Final do Euro 2016 contra a Seleção da França onde o golo de Éder, até hoje, continua a aquecer o coração dos portugueses e nos tornou campeões europeus no ano de 2016.
Ainda mais previamente, a qualificação para as meias-finais do Euro 2016 tornou-se uma tarefa complicada quando encontramos a Croácia nos oitavos de final, partida ficou ditada pelo golo de Quaresma, que salvou Portugal já no tempo de prolongamento aos 117’.
A história de Portugal e Suécia já toma um rumo um pouco diferente, visto que em 2017 o resultado de um amigável acabou por favorecer a Seleção da Suécia. Foi uma partida que acabou por ficar 2-3 (contando com um auto-golo infeliz de João Cancelo).
Os restantes grupos da competição contam com Polónia, Bósnia, Itália e Holanda no primeiro grupo. Já o segundo grupo conta com a presença de Islândia, Dinamarca, Bélgica e Inglaterra; por último, o quarto grupo conta com Alemanha, Ucrânia, Espanha e Suiça.
A Liga Inglesa é, indiscutivelmente, a melhor liga do mundo, e por isso a mais desejada pela maior parte dos jogadores, incluindo Diogo Jota. É como se de um planeta à parte se tratasse, onde a cultura futebolística é bem distinta da dos outros países, o que a torna tão especial. Nos últimos anos tornou-se numa realidade cada vez mais presente para nós, portugueses, uma vez que um grande leque de jogadores que passaram pelo nosso campeonato se tem vindo a transferir para solo britânico.
De todos, eu destacaria aqueles que não tiveram um sucesso por aí além em Portugal, mas que agora são peças importantes nas respetivas equipas. E é neste âmbito que se evidencia a equipa mais portuguesa de Inglaterra, o Wolverhampton, que adquiriu jogadores como Willy Boly, Rúben Neves, Pedro Neto, Raul Jimenez e Diogo Jota. Todos eles foram pouco aproveitados em Portugal, mas estão atualmente a fazer uma grande época nos “Lobos”.
Destes 5 creio que há um que, esta temporada, se tem sobressaído pelas belas exibições que tem feito e pelos números que tem conseguido. É Diogo Jota, ex-jogador do Futebol Clube do Porto, que parece ter encontrado no Molineux a rampa de lançamento para palcos ainda maiores.
É verdade que a temporada não começou da melhor forma, algo que foi visível em toda a equipa, que não conseguia obter resultados interessantes. À medida que os jogos foram passando, a equipa de Nuno Espírito Santo encontrou-se e começou a praticar bom futebol, fazendo assim com que os seus craques se fossem mostrando. Atravessam agora um grande momento de forma, que parece andar ao ritmo do português dono da ala esquerda dos Wolves. Nas últimas três partidas em que participou, Jota faturou seis vezes e esteve em oito dos dez golos que a equipa marcou. Depois do hat-trick frente ao Espanhol para a Liga Europa, voltou a fazer das suas contra o Norwich, onde apontou dois golos no espaço de 11 minutos. Na última jornada, contra o Tottenham, esteve na jogada do primeiro golo, marcou o segundo, e assistiu para o terceiro, numa arrancada de génio, onde deixou para trás três adversários, consumando assim a reviravolta que lhes daria os três pontos.
Fonte: Wolverhampton Wanderers FC
Com a equipa a produzir tanto e com tanta qualidade, é de prever que esta excelente forma se venha a manter, e se assim for, importa já começar a especular sobre o futuro do jogador. O primeiro objetivo é certamente a nível coletivo, que se prende com o alcance de lugares que dão acesso à Liga dos Campeões. Com Liverpool e Leicester basicamente “apurados” e com a exclusão do Manchester City das provas europeias, a luta promete-se acesa entre Chelsea, United, Wolves, Tottenham e até Sheffield.
Depois, num futuro um pouco mais distante, é obviamente relevante o Campeonato da Europa que se aproxima. Fernando Santos tem à sua disposição jogadores de enorme qualidade, e Diogo Jota terá que ser uma dor de cabeça para o selecionador nacional. Gonçalo Guedes, que tem vindo a ser aposta do lado esquerdo, está muito longe da sua melhor forma e creio que não será a principal solução. Há ainda extremos/alas de muita qualidade como Bernardo Silva, Rafa, Bruma, Pizzi ou João Mário, mas a continuar assim, o jogador de 23 anos terá certamente lugar na convocatória, e até no 11 inicial da seleção portuguesa.
Para além disto, importa também a próxima temporada. É verdade que o Wolverhampton se tem vindo a tornar num grande clube, mas está ainda distante daquelas que consideramos como as grandes equipas europeias. Diogo Jota é, jogo após jogo, o jogador mais da turma dos Lobos, e com apenas 23 anos poderá perfeitamente chegar a uma equipa de topo, e afirmar-se como peça fulcral no esquema de qualquer treinador.
Todos estes objetivos dependerão de como vai decorrer o resto da temporada. Faltam ainda 10 jogos no campeonato e o objetivo do quinto lugar parece mais que possível. A par disso há ainda a Liga Europa, competição onde o português parece gostar de brilhar. A próxima eliminatória será contra o Olympiakos, de Pedro Martins, e as hipóteses de passarem à próxima fase parecem também bastante boas.
O fim ainda está longe, e é difícil de prever como tudo irá acabar. Assim, a única certeza com que ficamos é de que temos aqui um jogador de enorme qualidade que, se continuar nesta forma soberba, nos irá ajudar muito na competição que todos queremos voltar a ganhar.
Esta rubrica semanal consistirá num apanhado de notícias, rumores e novidades no mundo do FIFA Esports em Portugal. E irá tentar cobrir todas as últimas notícias da actualidade!
Mais um fim de semana de qualificadores um pouco por todo o mundo, tendo em vista a FUT Champions Cup #5 em Bucareste, na Roménia. No qualificador europeu, cinco jogadores portugueses entraram para a fase final da qualificação e podia-se tornar num feito histórico se todos os jogadores se apurassem…
No fim seria Diogo Pombo “Tuga810” e Diogo Mendes “SCPDiogo” os únicos portugueses a apurarem-se nas suas respectivas plataformas de PS4 e XBOX.
Participaram ainda neste qualificador Gonçalo Pinto “RastaArtur”, João Oliveira “JOliveira10” e Ângelo Gouveia “gouvy10”.
Em 2019 o famaso “penalty para Sinagpura” levou @tuga810_ para a FCC5
Em 2020 o “penalty para Bucareste” dá a qualificação para para a FCC5.
No qualificador sul-americano, o brasileiro Wendell Lira voltou a conseguir qualificar-se para um “Major” de FIFA, o jogador do Sporting CP Esports volta a representar os Leões numa FUT Champions Cup. Ao conseguir qualificar-se no último jogo e através das grandes penalidades.
Com apenas quatro vagas num total de 292 jogadores, o brasileiro superiorizou-se e depois de França vai a Bucareste acompanhar o seu parceiro de equipa SCPDiogo na representação luso-brasileira dos Esports portugueses.
Também já qualificado está o brasileiro e vencedor do torneio em Paris, Henrique Lempke “Zezinho” jogador do SL Benfica Esports.
A FUT Champions Cup #5 realiza-se em Bucareste no fim de semana de 3 a 5 de Abril e com uma prizepool total de 200 mil dólares. Acompanhem de perto todos os resultados e apoiem as prestações dos jogadores e equipas portuguesas!
Bruno Lage entrou no futebol português como um autêntico furacão. Desportivamente, catapultou um SL Benfica debilitado para a conquista do campeonato nacional. O discurso que apresentava era também renovado e diferente do habitual, sendo normalmente consistente. Nunca ninguém foi um fenómeno tão grande em tão pouco tempo como Bruno Lage.
Passado um ano e meio, o “furacão Lage” vai perdendo força a cada dia que passa. O “Lageball” é agora apenas uma miragem perdida no meio de um deserto de ideias. O outrora diferenciado e consistente discurso vai parecendo cada vez mais repetitivo e inconsistente.
Quando assumiu o comando da equipa principal das águias, Bruno Lage conseguiu atribuir dinâmicas e montar um sistema sólido com os jogadores que tinha à sua disposição. Para isso, contribuiu também o novo fulgor que conseguiu dar à equipa.
Esta época, o cenário mudou. Jogadores chave como Jonas ou João Félix já não são opção para o treinador de Setúbal (muita da culpa advém também da direção, que parece não ter planeado de forma correta o plantel e a época). Qualquer bom treinador tem a sua ideia própria do tipo de futebol que quer praticar, mas as dinâmicas têm de ser ajustadas, tendo em conta os atletas de que dispomos. Bruno Lage não foi capaz de o fazer.
O caso “RDT” é o mais evidente. O avançado espanhol foi usado em zonas muito mais recuadas do que aquilo a que estava habituado e foi-lhe pedido que desempenhasse funções para as quais não foi talhado. É certo que o lado mental do jogador não ajudou ao seu rendimento, mas uma grande parcela da culpa pertence a Bruno Lage, que quis fazer do espanhol um novo Félix.
Bruno Lage não tem demonstrado a melhor capacidade para mexer na equipa Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Outra das críticas feitas a Bruno Lage tem a ver com a forma como é incapaz de mexer no jogo e incutir novas dinâmicas aos jogadores.
Desde que chegou ao Benfica, a equipa de Bruno Lage esteve em desvantagem por 22 vezes e apenas em nove ocasiões conseguiu dar a volta ao marcador (tendo alcançado ainda dois empates). Os números estão longe de ser impressionantes, ainda mais tendo em conta que muitos destes jogos eram de competições nacionais.
Esta dificuldade de reagir nos jogos muito tem que ver com a (quase) inaptidão do treinador português para as substituições (característica que já data da equipa B). Vejamos a coisa estatisticamente: 40% das substituições do SL Benfica ocorrem já para lá dos 80 minutos. Os números ascendem a 60% quando falamos dos últimos 15 minutos da partida. Foram ainda feitas 14 substituições já depois dos 90′.
Estes números, apesar de relativos, revelam uma persistência praticamente total nas ideias e no 11 “base”. Estes dados não abonam nada à capacidade de gestão físico-desportiva de um plantel, nem tão pouco à manutenção da capacidade mental dos jogadores.
Em termos práticos, Bruno Lage tem tido muitas dificuldades em trazer ideias novas e alterar a equipa de forma a extrair mais rendimento no decorrer da partida.
Isto tem sido por demais evidente nos últimos jogos. Frente ao Braga, por exemplo, carregou a linha da frente com três avançados, mas retirou à equipa poder de desequilíbrio (e cruzamento) nas alas com a saída de Cervi, sendo que Pizzi continuou a jogar muito por dentro. A estratégia foi facilmente anulada por uma propositada subida da linha defensiva bracarense, que afastou facilmente os avançados encarnados da sua área. O mesmo se passou no Estádio do Dragão, onde, com a entrada do terceiro avançado, o SL Benfica não conseguiu produzir jogo nem criar uma única oportunidade de golo.
Bruno Lage tem tido também muita dificuldade em corrigir os erros da sua linha defensiva. Os maus momentos de forma de alguns elementos não podem justificar tudo.
É certo que o Benfica já não pratica um bom futebol desde a última paragem das seleções (que parece ter tido um impacto muito negativo nas águias), mas conseguia vencer as partidas com ajuda da sorte ou de desequilíbrios individuais. Agora, vemos uma equipa encarnada que, para além do fraco futebol, não quer nada com a sorte e ainda está a ser tremendamente prejudicada pelos maus momentos de forma de jogadores chave como Rafa, Vinícius, Pizzi, Rúben Dias, etc.
Bruno Lage não tem sabido “combater” a queda a pique da equipa e com os maus resultados a aparecer a motivação irá ser cada vez pior. Se o treinador português não conseguir fazer mudanças significativas na equipa, o “furacão Lage” poderá ser exatamente como o fenómeno meteorológico: muito intenso, mas de curta duração.
É um passado que já não volta para o FC Porto: “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”. Uma das citações mais clichês da língua portuguesa, mas que nunca perdeu nem perderá o sentido que Luís de Camões lhe quis dar. Muito menos no universo portista e, no geral, no mundo do futebol. São tempos estranhos estes que se vivem no FC Porto. A derrota na Alemanha, assim como no Estádio do Dragão ditou a eliminação de uma equipa que se assumia como candidata ao título, frente ao Bayer Leverkusen, quinto classificado do principal escalão alemão .
Fazendo uma viagem no tempo para a temporada 2009/2010, há uma década, damos de frente com um FC Porto com estatuto de tetracampeão. Jesualdo Ferreira procurava dar aos adeptos o quinto campeonato consecutivo, mas falhou redondamente e acabara por ficar em terceiro lugar, a oito pontos do primeiro.
Na Liga dos Campeões, o mínimo exigido era chegar aos oitavos de final. Feito que os dragões nesse ano alcançaram, qualificando-se num grupo com nomes com Chelsea FC, Atlético Madrid e APOEL de Nicósia, sendo que este último seria teoricamente o mais acessível. Caíram com estrondo nos oitavos de final da prova contra um Arsenal FC diferente daquele que conhecemos hoje. No entanto, na primeira mão, no Estádio do Dragão, ainda se sonhou com a qualificação – o jogo acabou 2-1 para o FC Porto, mas em Londres a equipa portuguesa foi goleada por 5-0.
A Supertaça e a Taça de Portugal foram mais dois títulos que se juntaram à época deste FC Porto 2009/2010. Um ano que, para grande parte dos adeptos e da comunicação social fora um desastre, uma vez que foi a pior classificação na Primeira Liga desde 2001/2002.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Já o Bayer Leverkusen, durante este ano, estaria a construir o seu império para voos maiores. Uma equipa que sempre lutou para chegar o mais longe possível na Liga Europa contava com os conhecidos Toni Kroos, Arturo Vidal, Lars Bender, Gonzalo Castro e Stefan Kießling, todos eles na flor de idade. Alcançaram a quarta posição na Liga Alemã e não disputariam qualquer competição internacional.
Era um plantel extremamente jovem, que procurava fazer o melhor possível com o menor custo, à imagem dos dias correntes. No entanto, e apesar da equipa alemã não ter vencido qualquer título desde 1992/1993 (conquista da Taça da Alemanha), vemos uma superioridade colossal em relação ao FC Porto. Seja em qualidade coletiva e individual, seja em orçamento e/ou até mesmo em objetivos competitivos. Estranho, no mínimo.
Este Bayer Leverkusen, que é indubitavelmente mais forte que o FC Porto a nível individual e, neste momento no coletivo, tem uma estratégia bem traçada quanto ao seu papel no futebol alemão e mundial. Sempre teve. Essa estratégia tem certos objetivos, essencialmente alcançáveis. Essa estratégia talvez seja maior que a própria direção, o treinador ou os jogadores.
No dia em que alguém queira dar uma volta a essa estratégia repentinamente, sem qualquer preparação prévia, dar-se-á um cataclismo no clube. Perdem-se os valores, perde-se a credibilidade, perde-se a confiança e perde-se a exigência. Algo a reter para muitas equipas pelo mundo fora. Para terminar, em jeito de post scriptum, devo dizer que Jesualdo Ferreira e o FC Porto rescindiram o contrato existente no final da época de 2009/2010.