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FC Famalicão x SL Benfica: Última chamada para o Jamor

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RESSACA DO DRAGÃO

Ainda na ressaca da derrota no Estádio do Dragão frente ao FC Porto, o Sport Lisboa e Benfica prepara a visita ao reduto do FC Famalicão em jogo a contar para a segunda mão das meias finais da Taça de Portugal.

Depois de ter eliminado o Paços de Ferreira na ronda anterior, e de ter feito uma exibição de gala em pleno Estádio da Luz na primeira mão desta eliminatória, o Famalicão sofreu uma derrota “à antiga” no jogo do campeonato, diante do Vitória SC.

SERÁ QUE O FC FAMALICÃO VAI SURPREENDER O SL BENFICA? OU SERÁ QUE OS ENCARNADOS NÃO VÃO EM CANTIGAS? VAI JÁ A BET.PT E APOSTA NO VENCEDOR DESTE JOGO!

O fim de semana também não correu de feição aos encarnados, que viram um dos seus maiores rivais encurtar distâncias na tabela classificativa. A turma de Bruno Lage terá, no jogo frente aos famalicenses, um teste de fogo, onde terão de dar uma resposta positiva se pretendem chegar à final no Jamor.

Historicamente, o SL Benfica leva clara vantagem nestas andanças. Na história do clube minhoto, apenas por uma vez conseguiram atingir esta fase da prova, tendo caído frente ao Sporting CP, em 1942. Por outro lado, os encarnados são veteranos, sendo até o clube com mais títulos nesta competição, num total de 26 troféus da prova rainha do futebol português.

COMO JOGARÁ O FC FAMALICÃO?

Esta partida assume-se como uma das mais importantes de toda a temporada para o Famalicão, pelo que João Pedro Sousa deverá apresentar o melhor onze à sua disposição.

Depois do brilharete da Luz, ainda que tenha perdido, o Fama deverá querer repetir a exibição de há uma semana, mas com um resultado diferente, está claro.

Assim, espera-se que o técnico aposte num 4-3-3, com o objetivo de ganhar o controlo do meio campo, dificultando o processo de criação dos encarnados. O risco de sair a jogar através dos centrais é, muitas vezes, recompensado, e que o diga esta equipa que o faz regularmente, explorando a capacidade técnica dos seus jogadores.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: FC Famalicão

Fábio Martins – Um jogador com muita capacidade técnica. Fábio Martins é um verdadeiro “abre-latas” no ataque do Famalicão, capaz de ter rasgos de genialidade a qualquer momento, o que pode desmontar a defensiva do Benfica neste encontro.

A realizar uma das melhores temporadas da carreira, Fábio Martins é um desequilibrador nato, que tem preferência a jogar pelo corredor esquerdo, com tendência em vir para o centro do terreno, onde pode testar a sua capacidade de remate ou até mesmo fazer um passe de morte por entre os defesas. Este será o jogador a ter em atenção no panorama do Famalicão.

XI PROVÁVEL:

4-3-3 – Vaná, I. Pinto, Riccieli, R. Miranda, Centelles, G. Assunção, Racic, P. Gonçalves, D. Gonçalves, F. Martins e T. Martinez.

COMO JOGARÁ O SL BENFICA?

Bruno Lage deverá apostar num habitual 4-4-2, em que Vlachodimos deverá ser o guardião dos postes das águias. Tomás Tavares deverá render o lesionado André Almeida e terá a companhia de Rúben Dias, Ferro e Grimaldo no quarteto defensivo dos encarnados. Weigl e Taarabt serão os homens do meio campo, até porque Gabriel estará de fora por lesão. Pizzi, Rafa Silva, Chiquinho e Vinícius deverão ser os titulares no ataque do Benfica.

Assim, prevejo que Lage irá apresentar o onze mais forte possível, frente a um adversário que também apresenta bons argumentos para disputar a eliminatória.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Carlos Vinícius – O ponta de lança está numa forma incrível! Os dois golos apontados no Dragão apenas reforçam aquilo que Vinícius tem vindo a demonstrar: é um jogador, sem qualquer dúvida, diferenciado.

Possante fisicamente, o avançado brasileiro tem marcado golos atrás de golos e representa uma verdadeira ameaça para qualquer defesa. São 19 golos em 29 jogos, em todas as competições. Um “Serial Killer” de balizas. Assim, este é o jogador a ter em conta pela defensiva famalicense.

XI PROVÁVEL:

4-4-2 – Vlachodimos, Tomás Tavares, Rúben Dias, Ferro, Grimaldo, Weigl, Taarabt, Pizzi, Rafa Silva, Chiquinho e Vinícius.

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Artigo revisto por Joana Mendes

O mágico Alex Merlim

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Com alguma dificuldade na pronúncia do seu nome para algumas pessoas, Alex Merlim é um jogador que raramente, para não dizer nunca, passa despercebido. Um verdadeiro mágico, seja no seu clube, Sporting CP, ou na sua seleção, a italiana. Não estarei a exagerar se disser que é o melhor jogador no nosso campeonato, desde que Ricardinho saiu de Portugal. Claro que já passaram jogadores com muita qualidade técnica acima da média, mas digamos que poucos já fizeram o que Alex Merlim fez e ainda faz.

Chegou há cinco anos vindo do ASD Luparense 5, a Calcio, para representar os leões, mas vinha já com um vasto currículo na sua ficha. Dois campeonatos italianos, uma taça italiana e, o mais importante, um Europeu ganho pela sua seleção. Um Europeu que o enviou de Itália para Portugal bastante cotado e não desiludiu. Golos, assistências, jogadas individuais importantes e capacidade de jogo coletivo (muitos títulos)… há de tudo e mais alguma coisa neste grande jogador.

Mas, deixando o “antes Sporting”, é tempo de analisarmos o que foi a chegada do jogador italiano ao nosso país. Pois bem, Alex Merlim mudou muito no Futsal português, ou se as suas caraterísticas já existiam em Portugal… Estavam muito escondidas. A capacidade que Merlim tem para de um momento para o outro puxar das alas, sobretudo da esquerda, para o meio é incrível e pouco vista nos últimos tempos. Se vemos mais este tipo de movimento na Liga, deve-se muito àquilo que o jogador já fez. A sua imprevisibilidade, o seu excelente drible, a possibilidade de remate tanto com o pé direito, como com o esquerdo e a sua velocidade caraterizam bem aquilo que o jogador pode oferecer em campo.

O movimento característico de Alex Merlim é puxar da esquerda para o meio, para o seu remate
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Digamos que não é um jogador virado para o jogo defensivo, a menos que seja necessário, mas também no atual Sporting CP há jogadores mais importantes neste setor. Contudo, há um aspeto em que o italiano é o mais forte do atual plantel leonino. Sabemos que no cinco para quatro quem fica responsável pela posição de guarda-redes avançado tem de ser um jogador tecnicamente hábil, e com um qualidade de passe elevada e rápida. Ora, não será preciso dizer quem é que é responsável por essa posição no Sporting CP, pois não?

Partida: Braga | Destino: Euro 2020

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Desde que Rúben Amorim assumiu o comando técnico do SC Braga, no final de dezembro, e apesar do empate frente ao Gil Vicente FC, que tem sido notória a subida de rendimento da equipa, pelo menos a nível interno. Ricardo Sá Pinto, o seu antecessor, fez uma campanha brilhante na Liga Europa, mas não conseguiu replicar o sucesso no campeonato e acabou por ser despedido e dar lugar ao treinador da equipa B dos bracarenses.

O ex-jogador do SL Benfica arrumou a casa no mercado de inverno e conduziu a equipa do quinto lugar da tabela classificativa, até estar a roer os calcanhares ao Sporting na luta pelo terceiro lugar, após vitória sobre o mesmo na penúltima jornada. Entretanto, ainda dentro do seu primeiro mês ao serviço dos arsenalistas, arrecadou o seu primeiro troféu para o museu do clube, depois de vencer o FC Porto e conquistar a Taça da Liga em casa.

São vários os jogadores que têm contribuído para o bom momento que a equipa atravessa, entre eles alguns portugueses que sonham, naturalmente, por um lugar na próxima convocatória para o Euro 2020.

O Bola na Rede compilou alguns destes jogadores que, pelo seu rendimento, merecem constar nas opções de Fernando Santos na hora de decidir os 23 eleitos, apesar de alguns deles dificilmente conquistarem um lugar pela concorrência alta na sua posição.

Olheiro BnR: Myron Boadu

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O futebol holandês sempre foi um viveiro de talentos, e deu-nos a conhecer grandes nomes do futebol mundial. A academia do Ajax é a que mais jogadores lança para o panorama internacional, mas outras equipas têm dado a conhecer jogadores de enorme potencial e valor.

O Az Alkmaar está a protagonizar uma excelente época e muitos dos jogadores que representam a equipa são formados no próprio clube. Neste artigo, vou focar-me no avançado Myron Boadu, que é também o melhor marcador da equipa e o segundo melhor marcador do campeonato.

Filhos de pais ganeses, Myron entrou na academia do Az Alkmaar em 2013, e a sua evolução nas camadas jovens do clube fê-lo chegar a titular indiscutível na equipa principal nesta época.

Aos dezanove anos, é apontado como um avançado de grande futuro, que mostra uma notável veia goleadora para a sua idade, mesmo num campeonato pouco dado a grandes esquemas defensivos, como é o caso da Eredivisie.

Forma com Idrissi e Calvin Stengs um trio bastante prolífero e dinâmico, sendo estes os principais responsáveis pela sensacional época do Az Alkmaar. Totaliza dezanove golos em todas as competições, sendo que treze desses golos foram para o campeonato. Atrás de si está Idrissi, como terceiro melhor marcador do campeonato, o que demonstra a boa dinâmica ofensiva da equipa, que promove o futebol ofensivo como sua imagem de marca. Acrescentar ainda a estes números o facto de já contar com treze assistências esta época, mostram que estamos perante um avançado versátil e completo.

A sua estreia na seleção holandesa foi auspiciosa, já que marcou no seu primeiro e único jogo realizado pela equipa A da Laranja Mecânica.

Não sendo tecnicamente dotado, o facto de usar bem os dois pés na altura de finalizar é um dos grandes trunfos do avançado que não treme na hora da finalização. O jogo aéreo não é o seu forte, mas também não compromete e, no global, mostra ter uma boa compostura.

Rápido, ágil e atlético, enquadra-se muito bem numa formação com grande pendor atacante como o AZ Alkmaar. Joga no centro do ataque, mas pode também fazer ambos os flancos, dando uma amplitude de movimentos ampla e diversificada. É de facto um jogador muito interessante, pois tanto mostra eficácia como avançado centro, ou mesmo como avançado mais móvel.

Com valor de mercado vincado nos vinte milhões de euros, é muito provável que saia para os melhores campeonatos da Europa, e vejo o campeonato alemão e inglês como os mais apetecíveis, quer pelo poderio financeiro que as equipas têm, quer pelo estilo de jogo que muitas equipas praticam. Vai ser uma questão de tempo até se confirmar a sua saída, que, espero eu, o ajude mais na sua evolução como jogador.

Myron Boadu, é mais um produto a ser lapidado nas escolas holandesas, que tão bons avançados nos deu a conhecer, e estou convicto que este jovem irá ser uma referência no panorama holandês e internacional.

Foto de Capa: AZ Alkmaar

Artigo revisto por Joana Mendes

10 coisas que a WWE nos quer fazer esquecer sobre Shawn Michaels

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Shawn Michaels é um dos melhores lutadores de sempre.

Este é um dos poucos factos com o qual o maior número de fãs concorda. Shawn Michaels era um verdadeiro talento, possuía uma agilidade incomparável e o seu selling era dos melhores que alguma vez se viu num ringue de wrestling.

No entanto, outro facto que reúne um consenso geral entre os fãs de wrestling, em relação ao Showstopper, é que este tinha um dos maiores egos da história da WWE.

Assim que este se apercebeu do valor que tinha para a empresa de Vince McMahon, passou a agir e actuar consoante a sua vontade, o que criou, várias vezes, um ambiente tóxico entre os lutadores, que levou a que muitos destes tivessem vontade de dar uma lição de respeito a Michaels à base de murros e pontapés.

Assim, vejamos dez (e podiam ter sido mais) coisas que a WWE nos quer fazer esquecer sobre Shawn Michaels.

Foto de Capa: WWE

Por que é que não há pontas de lança a sair do Seixal?

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Gonçalo Guedes, João Félix, Renato Sanches, Gedson Fernandes, Tiago Dantas, Tomás Tavares, Nuno Tavares, Nuno Santos (os dois), Pêpê, Lindelof, Ederson…. Poderia continuar quase infinitamente a enumerar jogadores de elevada qualidade, espalhados por toda a Europa, que saíram da academia do Seixal.

Analisando com um olhar mais analítico os nomes que saíram da academia dos encarnados, é fácil notar uma tendência: a ausência de pontas de lança puros. A que é que se deve este défice posicional na frente de ataque? É apenas uma característica da academia encarnada ou será algo mais geral?

Todas as posições têm características e certas qualidades que podem ser treinadas e aperfeiçoadas. Um extremo pode melhorar a sua qualidade no um-para-um e aumentar a sua facilidade de cruzamento. Um médio pode apurar a sua qualidade de passe e compreender melhor as movimentações táticas das duas equipas.

Isto também se aplica, obviamente, aos pontas de lança. A qualidade no momento de finalização é algo que pode sempre ser aperfeiçoado. O trabalho tático de desmarcação e posicionamento é também uma importante skill no leque de habilidades de um ponta de lança. Contudo, o nível exibicional de um atacante estará sempre dependente de um importantíssimo fator: os golos.

Independentemente do quão exímia seja a exibição do atleta a nível técnico e posicional, o golo ou mesmo as oportunidades podem nunca surgir. O trabalho defensivo ou a criação de jogo para os colegas são capacidades muitas vezes menosprezados por adeptos e mesmo treinadores.

É impossível ensinar um jovem jogador a fazer golos: o faro de baliza ou está presente ou não está. Ao longo da sua carreira, os avançados atravessam picos e baixas de forma, estando estas sempre relacionadas com o golo. A falta de golos pode levar um atleta promissor à estagnação total.

Zé Gomes sofreu do mal de muitos avançados: a falta de golos
Fonte: SL Benfica

Voltando à academia do Seixal, a última grande promessa dos encarnados na frente de ataque foi Zé Gomes. O ainda jovem português foi sendo sucessivamente o melhor marcador em todos os escalões de formação pelos quais passou. Os golos que apontou, que lhe valeram a atribuição da alcunha “Zé Golo”, levaram o avançado português à equipa principal das águias.

Desde a oportunidade de Zé Gomes na equipa principal do Benfica, o rendimento do português tem vindo a decair de época para época. Os golos começaram a ser cada vez mais raros e as oportunidades tanto nos encarnados como nas seleções nacionais desapareceram. A esperança em Zé Gomes é já muito pequena. Um jogador que prometia tanto, mas que de um momento para o outro deixou de fazer abanar as redes.

Esta situação leva-nos à questão de se o nível exibicional do avançado sobe quando a equipa está num momento positivo ou se, pelo contrário, são as exibições e os golos dos avançados que elevam o nível da equipa. Eu viro-me mais para a segunda opção. Um grande avançado irá marcar golos independentemente do contexto, mas um avançado com menos qualidade poderá prosperar num sistema bem montado.

O ponta de lança é uma das posições mais respeitadas e adoradas pelos adeptos do desporto-rei, mas por vezes é uma posição muito ingrata. Formar pontas de lança é um processo incrivelmente difícil, sujeito a variados fatores. No entanto, no Seixal há vários jogadores que podem vir a dar grandes pontas de lança, mas teremos que espera para saber.

Foto de capa: SL Benfica

artigo revisto por: Ana Ferreira

Deveria ser sempre assim

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Ontem à noite, jogou-se o maior clássico do futebol nacional e um dos maiores da Europa, que opôs o FC Porto ao SL Benfica. De um lado, estavam os dragões, que para muitas vozes, não tem um plantel à medida do atual campeão nacional, e, do outro, estavam as águias, que, para muitos, iriam conquistar uma fácil vitória, muito devido ao seu plantel recheado de “craques”, como é muitas vezes apelidado.

Pois bem, o que se verificou foi precisamente o contrário. Os comandados de Sérgio Conceição foram superiores em quase todas as linhas, e, a meu ver, esta vitória teve dois pecados: a falta de eficácia (para até construir um resultado mais volumoso) e os erros defensivos, pese embora o mérito individual de Carlos Vinícius, que mostrou ser ele e mais dez na equipa encarnada.

Os azuis e brancos souberam explorar e bem os erros defensivos dos comandados de Bruno Lage (que ainda são a melhor defesa do campeonato), principalmente entre Grimaldo e Ferro. A perfeita amostra disso foi no lance do terceiro golo dos portistas, em que Marega deixou o central português para trás e obrigou Rúben Dias a um auto-golo.

Do lado do FC Porto, o que prevaleceu neste encontro foi o coletivo, sendo que não houve ninguém que tenha estado propriamente mal.

Já do lado do SL Benfica, não se viu a “super-equipa”, que é vista por muitos, favorita a conquistar todas as competições nacionais em que está inserida. Vinícius claramente em destaque, com Rafa no apoio. Mas de resto, não se viu Pizzi, Grimaldo, o “todo poderoso” Weigl, entre outros… Dá que pensar, não?

Tecatito Corona esteve mais uma vez endiabrado, e ninguém o parou
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Mais uma vez, o dragão voou mais alto do que a águia, como tinha acontecido na primeira volta, em pleno Estádio da Luz.

Claro que os portistas preferiam que o campeonato fosse apenas decidido pelo confronto direto, mas a consistência de resultados e de exibições tem de ser a imagem de marca de um campeão… E é aqui que vem a minha crítica: Porque é que o FC Porto não joga com esta intensidade e qualidade com todas as outras equipas? Deveria ser sempre assim, e claramente, a classificação do campeonato poderia ser outra…

É impensável a derrota com o SC Braga quer para o campeonato como para a Taça da Liga, e a perda de pontos noutros jogos.

Há dois problemas que, como referi acima, assombram esta equipa: a falta de eficácia (que ontem se notou) e alguns erros defensivos, que fazem a equipa sofrer muitos golos, que são, muitas vezes, inadmissíveis.

Esta importante vitória não apaga, de todo, os problemas na estrutura azul e branca, e na gestão dos jogadores, como também na qualidade do futebol praticado pela equipa que ontem me surpreendeu.

Restam agora 14 finais para FC Porto e SL Benfica, na certeza de que, de um lado, vemos um plantel a querer mostrar o que vale, e do outro, aqueles que para muitos são imbatíveis, mas ontem provou-se precisamente o contrário.

Acreditar é a palavra de ordem que reina no dragão, sendo que o mais difícil ainda pode estar por vir.

Foto de capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

FC Bayern 0-0 RB Leipzig: Nulo mantém tudo igual na liderança da Bundesliga

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A CRÓNICA: DUAS PARTES DISTINTAS E UM RESULTADO JUSTO

O duelo entre os líderes da Bundesliga assumia duas perspetivas opostas: ou uma equipa se destacava na liderança ou a outra saltava do segundo para o primeiro lugar. Porém, nem uma coisa, nem outra. Num jogo com um final imprevisível, FC Bayern e RB Leipzig não foram além de um nulo no marcador.

Ao longo de toda a primeira parte, o Bayern – sempre mais possante – foi a única equipa a criar oportunidades dignas de registo: primeiro por Alcántara a obrigar Gulácsi a uma bela defesa e depois num remate de Lewandoski, com a bola a ser salva em cima da linha por Upamecano. A formação forasteira soube sempre o que fazer com a bola nas poucas ocasiões em que a teve em sua posse, contudo faltava critério no último terço para assustar verdadeiramente Neuer.

O segundo tempo trouxe consigo um ritmo de jogo bem diferente, com um Leipzig a entrar bem e a ameaçar o golo por três vezes – com um remate de Sabitzer e dois de Werner – perante a dificuldade de reação por parte dos bávaros. Reação essa que só chegou no último um quarto de hora, com uma oportunidade de Goretzka negada por Gulácsi. O jogo encaminhou-se para o final e acabaria por terminar exatamente como começou, sem golos e sem mexidas na classificação.

A FIGURA

Fonte: RB Leipzig

Dayot Upamecano – Bela exibição de Upamecano no eixo da defesa do Leipzig! O central francês cortou tudo o que tinha para cortar, tendo sido crucial no primeiro tempo ao evitar o golo de Lewandoski em cima da linha. Errou apenas ao cometer grande penalidade sobre o número 9 dos bávaros, mas o lance acabaria por ser anulado devido a fora de jogo na jogada. De resto, revelou ser uma verdadeira muralha. Intransponível, por sinal.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: FC Bayern

Sèrge Gnabry – Não foi de estranhar a sua substituição nos primeiros minutos do segundo tempo. O avançado alemão ocupou a vaga deixada por Perisic na última jornada, mas acabou por não estar à altura do desafio, tendo protagonizado uma exibição muito apagada na ala esquerda do ataque dos bávaros. Sem remates, sem desequilíbrios e sem contribuir de forma criteriosa para as investidas ofensivas da sua equipa.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC BAYERN

Hans-Dieter Flick decidiu repetir o “onze” que derrotou o Mainz na jornada anterior, trocando apenas Perisic por Gnabry no flanco esquerdo. Jogando num 4-2-1-3, o Bayern apresentou-se em campo com Goretzka mais adiantado no meio campo nas ações ofensivas, tendo este sido o principal elo de ligação para as oportunidades criadas pelo trio da frente. A estratégia resultou no primeiro tempo, mas não tanto na segunda parte, numa fase em que o Bayern nunca se conseguiu encontrar de modo a seguir a sua ideia de jogo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Neuer (5)

Davies (7)

Alaba (7)

Boateng (5)

Pavard (6)

Thiago Alcántara (7)

Kimmich (7)

Gnabry (4)

Goretzka (6)

Müller (6)

Lewandowski (7)

SUBS UTILIZADOS

Coutinho (6)

Lucas Hernandez (6)

Comam (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – RB LEIPZIG

Julian Nagelsmann fez duas mexidas em relação ao “onze” utilizado na jornada anterior, com a colocação de Angeliño e Dani Olmo nas vagas deixadas por Mukiele e Forsberg, respectivamente.  Face às preocupações defensivas (com golos sofridos nos últimos seis jogos), o Leipzig apostou numa linha de quatro defesas, com os laterais a fazer a dobra em todas as investidas do adversário e isso acabou por se revelar letal no primeiro tempo. Ao longo de todo o jogo, o Leipzig sobre pressionar com critério e a sua construção fluiu naturalmente, mas a diferença residiu no critério no último passe, um índice que melhorou na segunda parte.

 

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Gulácsi (7)

Halstenberg (7)

Upamecano (8)

Klostermann (6)

Angeliño (6)

Laimer (5)

Sabitzer (6)

Tyler Adams (6)

Dani Olmo (6)

Timo Werner (7)

Nkunku (6)

SUBS UTILIZADOS

Schick (5)

Lookman (-)

Poulsen (-)

 

Foto de Capa: FC Bayern

artigo revisto por: Ana Ferreira

Sporting CP 2-0 SL Benfica: Uma aula tática de Futsal e uma eficácia para esquecer

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A CRÓNICA: O JOGO FOI GANHO ANTES MESMO DE SER JOGADO

Um ponto separava as duas equipas no campeonato de Futsal e este era um jogo que valia muito mais do que a liderança para a jornada 18, pois valia aqui (quase de certeza) a vantagem de jogar em casa na Final. Antes do início do dérbi, prestou-se uma homenagem a Alfredo Ratão, fundador e primeiro treinador de Futsal do Sporting CP.

A partida estava intensa e muito disputada pelas duas formações. Mais era o Sporting CP que estava mais forte no jogo com uma pressão muito alta sob o SL Benfica. A pressão resultou e aos oito minutos Taynan da Silva abriu o marcador no Pavilhão João Rocha, após um belo passe de Alex. O segundo golo não demorou muito, visto que a pressão também não cessava. Nova recuperação numa zona muito subida por Léo e depois só foi preciso Pauleta encostar a bola para a baliza e fazer o 2-0, resultado que foi assim para ao intervalo.

A partida continuou com um ritmo elevadíssimo ou não estávamos nós a falar de um jogo que ditava a liderança no campeonato. As oportunidades iam surgindo de parte a parte, mas nas baliza estavam, possivelmente, os dois melhores guarda-redes portugueses que iam mostrando serviço.

A aposta em 5×4 por parte do SL Benfica a cinco minutos do fim não deu em nada, pois a equipa continuava sem ideias e não conseguia criar nenhum tipo de perigo para a baliza defendida por Gonçalo Portugal. Um jogo mau por parte do SL Benfica e um verdadeiro festival tático por parte de Nuno Dias e também desta equipa do Sporting CP. A vitória por 2-0 do Sporting CP dá a liderança isolada do campeonato com 46 pontos, enquanto que os encarnados continuam com os mesmos 44 pontos, mas no segundo lugar.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Nuno Dias – Com quatro ausências de peso, a estratégia do treinador leonino foram aposta certa para o jogo de hoje que valeu ao Sporting CP a possibilidade de liderar o campeonato. É verdade que são os jogadores que jogam e ganham os jogos, mas este jogo foi ganho muito antes de começar com a estratégia montada por Nuno Dias. A pressão alta constante sob o SL Benfica e também encontrou dois cincos base que lhe permitiram estabilidade tanto a atacar como a defender.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Eficácia do SL Benfica – Oportunidades não faltaram aos comandados de Joel Rocha, mas a pontaria não esteve de toda afinada. Sem um homem completamente virado para o ataque, ficou muito complicado para o SL Benfica conseguir avança no terreno que só conseguiu mesmo fazê-lo no cinco para quatro e mesmo assim de nada resultou porque pouco ou nada deu à equipa encarnada.

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

À partida para esta dérbi, houve ausências de peso por causa das seleções: Guitta e Rocha não marcaram presença por ainda estarem a representar a seleção brasileira. E o pior chegou também com a lesão de Merlim, possivelmente o melhor jogador leonino, devido a lesão na Elite Round com a Itália e Cardinal devido a suspensão. Zicky teve a sua oportunidade nos seniores logo com SL Benfica. Era um jogo à partida que Nuno Dias tinha de se reinventar.

Pressão alta que estava a funcionar e obrigava o SL Benfica a ter de construir muito em baixo e rapidamente perderia a bola. Foi muito assim que surgiu o primeiro golo e também o segundo. Os cincos que estavam em campo eram muito equilibrados e quando se encontrava alguma falha em campo havia sempre Gonçalo Portugal para salvar.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Gonçalo Portugal (9)

Cavinato (5)

Pany Varela (7)

Léo (5)

Pauleta (7)

SUBS UTILIZADOS

Taynan (7)

Tomás Paçó (5)

Erick (6)

João Matos (5)

Deo (5)

Alex (7)

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Tal como o Benfica, houve baixas de peso também do lado do encarnado. Roncaglio e Fits, dois dos habituais titulares, não puderam dar o seu contributo por estarem na seleção do Brasil também. Ausências que foram colmatadas com a entrada de André Sousa e a posição de pivô ocupada a espaços por Fernandinho e também Fábio Cecílio.

Grandes dificuldades de construção. Apesar de conseguirem estar a sair de pressão, mas nem sempre com muita eficácia, sobretudo, quando se despacha a bola para a frente. Não houve ideias neste jogo e houve uma grande dificuldade para conseguir construir jogo, fosse a partir de trás fosse já numa fase adiantada. Nota-se que a equipa sente falta de um pivô, mas também não se vê qualquer tipo de mudança quanto a esta lacuna.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

André Sousa (7)

Chaguinha (5)

André Coelho (6)

Robinho (6)

Fernandinho (5)

SUBS UTILIZADOS

Fábio Cecílio (5)

Tiago Brito (5)

Bruno Coelho (4)

Rafael Henmi (5)

Miguel Ângelo (5)

Fernando Drasler (3)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP

BnR: Sem os habituais desequilibradores (Alex Merlim e Cardinal), acredita que a grande estratégia para este jogo passou por uma pressão alta a condicionar a construção do SL Benfica? Consegue-nos dizer se a lesão do Alex Merlim é grave?

Nuno Dias: «Esta a ser tratado e tem uma lesão na coxa e não queríamos estragar uma época por causa do jogo. Queremos que ele jogue muitos jogos e não que jogue dois ou três e acabe com a época dele.

A nossa estratégia passava muito por alternar em pressão alta e baixar as linhas também. Claro que houve mérito do SL Benfica e tivemos muitas vezes de baixar. Mas sim deu para perceber que condicionámos o SL Benfica e houve também conseguimos que fizessem erros defensivos. Tenho de destacar a exibição do Pauleta que foi extraordinário. É um jogador muito ofensivo e hoje fez um jogo defensivamente muito bom. Não queria estar a individualizar e a verdade é que todos jogaram muito bem. Jogámos com oito hoje e plantéis são feitos de 15. É para este tipo de soluções que os plantéis foram criados, mas correu tudo bem».

SL Benfica

BnR: No jogo da primeira volta fiz-lhe a pergunta sobre os seus pivôs, mas agora faço ao contrário. Foi por falta de um pivô de raiz, visto que tinha apenas Fernandinho e Fábio Cecílio a fazer a posição, e falta do Fits foi o que faltou ao SL Benfica para este jogo?

Joel Rocha: «O problema do SL Benfica hoje foi a falta de um golo. Foram várias as oportunidade que os meus jogadores criaram e foi por aí que perdemos o jogo hoje. Hoje não faltou nada (fosse o Fits, o A, B ou C) a não ser marcar um golo. Nos golos do Sporting CP, cometemos um erro coletivo no primeiro golo e depois arriscámos muito numa zona que não devia. Criámos em quantidades suficientes para marcarmos golos, porém temos de dar também muito mérito ao Sporting CP por aquilo que realizou no jogo. O que faltou ao SL Benfica foi o golo e este é o indicador mais importante de uma partida».

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

Sporting CP 2-1 Portimonense SC: Mathieu apontou o caminho para a reviravolta

A CRÓNICA: MARGEM MÍNIMA DÁ OS TRÊS PONTOS AOS LEÕES

O Sporting CP até começou a criar perigo logo aos três minutos através de um cabeceamento de Battaglia na sequência de um canto. Gonda defendeu e negou a oportunidade embrionária dos leões. Inicialmente, a equipa de Silas estava a dominar a partida, mas, ainda assim, sem grandes oportunidades de perigo. Apesar de serem detentores de mais posse de bola, o Sporting CP estava a jogar lento e de forma pouco intensa. E enquanto isso, o Portimonense SC começava a crescer na partida através de transições rápidas e perigosas.

O crescimento da equipa algarvia entrou em evidência no resultado pouco tempo depois. Aos 26 minutos, uma altura em que Anzai abre espaço para Jackson Martinez, o ponta-de-lança redireciona e atira em jeito para o 1-0 da sua equipa. Os assobios começaram a soar em Alvalade num ambiente que estava de cortar à faca. E quem com mais classe na equipa verde e branca para quebrar um pouco o gelo que se sentia no reino do leão? Claro, Mathieu, através de um livre faz magia. Colocando a bola no ângulo superior direito, o veterano francês restabeleceu o empate. Os restantes minutos da primeira parte não tiveram muito para contar. O Sporting continuou com mais bola, mas com um futebol previsível e algo apático.

Na segunda parte quem dominava era o Sporting CP, sobretudo, com a elevada posse de bola que se registava neste período, mas quem estava mais perigoso era o Portimonense SC. É certo que sem grande pontaria, mas ainda assim muito perigosos perto da baliza de Maximiano.

Aos 66 minutos, o recém entrado Gonzalo Plata descobriu Vietto a romper pelo meio e ficou cara a cara com Gonda, mas falhou escandalosamente. Um autêntico tiro ao boneco, mas também dar mérito à defesa do guardião dos algarvios. Um remate que foi presságio daquilo que iria acontecer minutos depois. Um bom cruzamento de Acuña que acabou por encontrar Jovane que cruzou. A bola era para Sporar, mas foi Jadson a introduzir a bola na sua própria baliza e era o 2-1 a favor do leões.

Até ao final da partida, houve a registar uma bola ao poste de Wendel, a faltar um minuto para os 90, mas não se gritou mais golo nesta partida. Num jogo algo complicado, o Sporting CP vence, soma 35 pontos e é agora, novamente, terceiro lugar no campeonato, depois do empate do SC Braga neste fim de semana. Já o Portimonense SC continua numa posição aflitiva e em penúltimo lugar com apenas 14 pontos, mas com uma boa imagem deixada em Alvalade e se for levada para as restantes jornadas ainda pode lutar pela permanência.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Marcos Acuña – Mais um jogo bem conseguido por parte do argentino. Na primeira parte a ocupar uma posição que não é habitual nesta época, mas ainda assim a corresponder. No segundo tempo, voltou àquilo que é a sua posição no Sporting: o lado esquerdo da defesa. Continua a ser uma mais valia nesta equipa leonina seja em que posição for.

O FORA DE JOGO

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Andraz Sporar – Um partida onde se viu muito pouco. É um ponta de lança que promete, mas que ainda tem de ficar entrosado com a equipa pois chegou há muito pouco tempo. Teve algumas boas situações, contudo, faltou os remates e também os golos. A bola também raramente chegava ao seu pé, por isso, é que acreditamos que este não tenha sido o melhor contexto para o esloveno se mostrar no Estádio de Alvalade.

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

O Sporting mostrou-se em Alvalade com um 4-3-3 onde Luís Neto e Coates jogaram como centrais, Mathieu como lateral esquerdo e Ristovski do outro lado na direita. Acuña, por sua vez, voltou à posição de extremo esquerdo enquanto Rafael Camacho militava do lado direito. Wendel, muito apagado, esteve a cobrir o meio-campo com o seu companheiro Battaglia e, por fim, Vietto encontrou-se na aproximação de Sporar – ambos os jogadores em terrenos mais avançados.

Na segunda parte o Sporting CP voltou de novo ao esquema tático normal e também aos habituais posições. Com a saída de Luís Neto, Acuña baixou no terreno e Mathieu foi para o centro da defesa. Os leões voltaram a ser iguais a si próprios e sem invenções voltaram a dominar a parte e a ter o controlo do jogo. As substituições foram uma cartada certa por parte de Jorge Silas visto que Jovane está na jogada para o segundo golo, tal como acontecer no jogo contra o CS Marítimo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Maximiano (7)

Sebastian Coates (6)

Luís Neto (6)

Jérémy Mathieu (8)

Stefan Ristovski (5)

Marcos Acuña (8)

Rodrigo Battaglia (7)

Wendel (5)

Rafael Camacho (5)

Luciano Vietto (6)

Sporar (4)

SUBS UTILIZADOS

Jovane Cabral (7)

Gonzalo Plata (7)

Doumbia (-)

ANÁLISE TÁTICA – PORTIMONENSE SC

O Portimonense SC moldou uma estratégia muito contida neste final de tarde em Alvalade. Numa tática de 5-4-1, com um bloco muito recuado, a equipa algarvia apresentou-se com uma linha defensiva com cinco jogadores: Possignolo, Jadson, Dener, Henrique Custódio e Anzai. Os alvi-negros fecharam muito atrás da linha de circulação da bola nos primeiros minutos da partida, mas com um Sporting a jogar lento, a equipa começou a perceber que na recuperação não havia de ser muito diferente. A partir dos 20 minutos, vimos um Portimonense muito mais atrevido e a subir gradualmente no terreno.

Na segunda parte, continuou com a mesma ideia de jogo e muito fiel a si mesmo. Não procurando só defender e teve mesmo oportunidades perto da baliza de Maximiano. Conseguiu controlar bem o meio campo e estava defensivamente irrepreensíveis, mas os dois golos do Sporting foram fatais. Ainda assim, há de salientar a grande qualidade de jogo por parte dos algarvios e se continuar assim pode ser uma boa surpresa neste campeonato.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gonda (7)

Lucas Possignolo (6)

Jadson (4)

Dener (5)

Jackson Martinez (7)

Henrique Custódio (5)

Pedro Sá (7)

Koki Anzai (7)

Lucas Fernandes (6)

Aylton Boa Morte (6)

Bruno Costa (5)

SUBS UTILIZADOS

Fernando (5)

Beto (5)

Vaz Tê (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP

BnR: Há uma clara diferença do Sporting da segunda parte para o da primeira. O que é que tentou retificar ao intervalo que acabou por subir claramente o rendimento da sua equipa?

Jorge Silas: O que nós tentámos retificar foi a linha três. Nós não estávamos a tirar partido dela. Já nos aconteceu noutros jogos das nossas carreiras e para nós não foi novidade. Então decidimos alterar essa estratégia. O Portimonense SC estava preparado contra a linha três, mas nós não, o treinador até o disse. Quando conseguimos alterar, o jogo a partir daí foi todo nosso.

 Portimonense SC

BnR: Depois de uma arrancada frente a Coates, Jackson Martinez ressentiu-se naquele momento e ficou mais apagado no jogo, inclusive houve momentos em que coxeou. Queria perguntar-lhe sobre a condição física do jogador depois de ser substituído?

Joaquim Preto: É uma situação normal. O Jackson Martinez tem tido algumas limitações físicas como é de esperar, mas tem sido esta situação quase todos os jogos. A substituição veio não por algo em específico, mas por aquilo que tem acontecido ao jogador.

Rescaldo com opinião de Inês Marques Santos e João Pedro Barbosa

Foto de Capa: Carlos Silva / Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira