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João Sousa cai na primeira ronda do ATP de Montpellier

Ainda não foi desta que João Sousa encontrou o caminho para as vitórias. Desta vez, o carrasco do português foi o tenista da casa Gregoire Barrere.

João Sousa até iniciou bem a partida ao concluir, com sucesso, dois jogos de serviço. No entanto, o mesmo não se pode dizer dos seguintes, tendo em conta que sofreu dois breaks consecutivos. O tenista de 30 anos chegou a ter oportunidade de fazer o mesmo que o seu adversário, porém pecou na concretização dos pontos. Essa mesma falta de finalização viria a ser ainda mais dolorosa no segundo set.

João Sousa teve muitas dificuldades em contrariar o jogo de Gregoire Barrere
Fonte: Estoril Open

No segundo set, os jogos de serviço foram mais disputados, fazendo com que houvesse alguma incerteza quanto ao vencedor desta segunda partida. Com um break para cada lado, o empate persistiu até ao final e foi necessário recorrer ao tiebreak para o desfazer. João Sousa chegou a ter quatro set points, porém o número 69.º do ranking ATP viu-os escapar. Gregoire Barrere conquistou seis pontos seguidos e fez o 8-6 com que finalizou as contas deste confronto.

João Sousa sai de cena na vertente individual do torneio francês, ainda assim mantém-se na competição, mas em pares, ao lado do tenista espanhol Pablo Carreno Busta.

Resultado final: João Sousa 0-2 Gregoire Barrere (2-6/6-7)

Foto de Capa: ATP World Tour

Artigo revisto por Joana Mendes

A fugir da despromoção

Naquela que para muitos é a fase mais importante do campeonato onde se começam a definir posições, as equipas mais afetadas emocionalmente podem estar a carimbar uma desastrosa caminhada para longe dos objetivos. Em questão, o CD Tondela, que atravessa o pior momento da sua participação nesta edição da liga com três derrotas e dois empates.

O conjunto soma um total de 20 pontos e ocupa o 11º lugar na classificação, e tem como principais jogadores: Claúdio Ramos, Pité e Jhon Murillo, jogadores onde o projeto futebolístico é alicerçado, são o espelho da identidade que, gradualmente, esta equipa assume. Estamos a falar de uma equipa passiva em todos os momentos do jogo, sem ideias, uma falta de criatividade gritante e sem competitividade. Aos adversários estas características não passam despercebidas, o que conclui numa tendência a serem dominados em todas as partidas.

Natxo González, treinador dos auriverdes, já assumiu em diversas situações a falta de atitude por parte dos jogadores, tal como a vulnerabilidade defensiva que a equipa apresenta, são umas das dificuldades crónicas apresentadas jogo após jogo, acabando por matar as aspirações a voos mais altos pelo campeonato e competições internas, nestas últimas, o conjunto não consegue passar além das fases iniciais.

Natxo González está a cumprir a sua primeira experiência no estrangeiro
Fonte: CD Tondela

A falta de opções credíveis passa por ser uma das dificuldades que este plantel tem, sendo a baliza a única posição onde um acima da média atua, sendo as outras posições ocupadas por jogadores medianos com muito pouco a acrescentar ao jogo. Entre outros casos, a capacidade financeira parece ser o cerne do problema a nível de aquisições que, realmente, façam a diferença.

O risco de despromoção está sempre presente, temporada após temporada, esta não é exceção, com a garantia de luta até ao fim, porém vontade e querer não chega quando a urgência são os resultados.

 

Foto de Capa: CD Tondela

Artigo revisto por Joana Mendes

 

Club Atlético de Madrid | Simeone sem luz ao fundo do túnel

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O Atlético de Madrid está a realizar uma das piores campanhas dos últimos anos, e a contestação sobre o plantel e sobre o treinador, Diego Simeone, tem aumentado significativamente. Os “colchoneros” ocupam a sexta posição do campeonato espanhol, e estão a 13 pontos do líder Real Madrid, quando ainda faltam disputar 16 jornadas.

Os comandados pelo irreverente Diego Simeone não vencem há cinco jogos consecutivos, dois deles frente ao seu principal rival, o Real Madrid. Após uma série de cinco vitórias consecutivas, a última delas eliminando o Barcelona na Supertaça de Espanha, iniciou um ciclo negativo ao perder na final da competição para os “merengues”. Seguiu-se uma surpreendente eliminação na Taça do Rei, frente a um adversário do terceiro escalão do futebol espanhol. A contar para o campeonato, um empate frente ao Leganés e duas derrotas nos encontros com Eibar e, novamente, Real Madrid.

É certo que o Atlético de Madrid se reforçou bastante no início desta temporada, mas também perdeu alguns dos seus “pilares”. No eixo da defesa, saíram a custo zero três jogadores de extrema importância dentro e fora das quatro linhas, e que fazem parte da história recente do clube.

Estamos a falar de Diego Godín, Filipe Luís e Juanfran. Lucas Hernandez, que realizou uma boa campanha na época transata, também saiu da capital espanhola e rumou ao Bayern de Munique por 80 milhões de euros. Para colmatar estas saídas, reforçaram-se com Felipe, vindo do FC Porto, Mario Hermoso, Kieran Trippier, Renan Lodi e Sime Vrsaljko, este último regressado de empréstimo.

Fonte: Club Atlético Madrid

Relativamente ao centro do terreno, Rodri, que na época passada assumiu um papel importante na estratégia de Diego Simeone, saiu para o Manchester City. Para o substituir chegaram Hectór Herrera, também proveniente do FC Porto, e Marcos Llorente, contratado ao Real Madrid.

O maior destaque vai para a perda de “estrela da companhia”, Antoine Griezmann. João Félix, contratado para “fazer esquecer” o atual avançado do FC Barcelona, está a realizar uma temporada muito abaixo das expetativas. O internacional português apenas tem quatro golos marcados e duas assistências em 24 jogos oficiais. Na minha opinião, a qualidade do avançado luso é inegável, apenas está a ser orientado pelo treinador errado num dos momentos mais frágeis da “era Simeone”. Neste mercado de inverno, Yannick Ferreira Carrasco voltou ao clube para fortalecer o setor ofensivo.

O treinador argentino assumiu o comando técnico dos “colchoneros” na época de 2011/12, regressando ao clube depois de ter representado as cores do emblema da capital espanhola como jogador. Como técnico do emblema de Madrid, quebrou a hegemonia de Real Madrid e Barcelona, vencendo um campeonato espanhol. Conquistou também uma Supertaça de Espanha e uma Taça do Rei. Em termos de competições europeias, venceu duas Ligas Europa e duas Supertaças Europeias, e também foi vice-campeão europeu por duas ocasiões.

Fonte: Club Atlético de Madrid

No meu ponto de vista, a “era Simeone” está a chegar ao fim. A opção de despedir Simeone nesta fase da temporada é algo arrojado, mas igualmente insensato. A temporada está, praticamente, perdida, apenas com a Liga dos Campeões em aberto, mas frente a um poderoso e campeão em título Liverpool. Por toda a sua história no clube, “Cholo”, como é também conhecido, não merece uma saída no decorrer de uma época, mas, sim, sair como um campeão e uma lenda do clube. É provável e, na minha opinião, benéfico para o clube e para o próprio, que o argentino não seja o treinador na próxima temporada.

Agora, resta esperar que o Atlético de Madrid volte a “entrar nos eixos” e que, pelo menos, termine a temporada num lugar da tabela que lhe assegure a presença na fase de grupos da Liga dos Campeões na próxima época.

Foto de Capa: Atlético de Madrid

Artigo revisto por Joana Mendes

Até onde pode ir esta Atalanta?

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A Atalanta é a equipa sensação em Itália desde a temporada passada, na qual terminaram em 3º lugar no campeonato e com o melhor ataque da prova – 77 golos. É surreal uma equipa com um menor orçamento, e menos condições do que os ditos grandes de Itália, conseguir alcançar esse posto e qualificar-se para a Liga dos Campeões, sendo o melhor ataque da prova.

Mais surpreendente ainda é o facto de essa qualificação para a competição europeia ter resultado numa outra qualificação ainda mais brilhante, que foram os oitavos-de-final da competição. Haverá mais algum facto curioso? Sim… A Atalanta perdeu os primeiros três jogos da fase de grupos e mesmo assim passou, com um empate frente ao Man. City e duas vitórias, contra o Shakthar Donetsk e o Dínamo de Zagreb.

Esta temporada, além da brilhante campanha europeia, que pode continuar, visto que o adversário é o Valência (mais acessível do que o resto dos tubarões), a Atalanta continua num 5º lugar, a morder os calcanhares ao 4º, e repete para já o feito da época transata, pois são o melhor ataque do campeonato italiano, com 57 golos marcados. Este número continua bem disparado em relação aos rivais, pois a seguir a eles vem a Lazio com 47. E para ter ainda outra noção, a líder Juventus tem apenas 40 marcados e o Inter de Milão, que ocupa a segunda posição, tem 42.

A Atalanta, de um momento para o outro, passou de lutar pela manutenção para uma equipa de competição europeia. A academia foi importante para esta transição, no entanto o obreiro dos feitos é Gian Piero Gasperini. Depois de fazer alguns investimentos, a equipa é agora candidata a ocupar lugar de qualificação para a Liga dos Campeões.

Gasperini não é um técnico conservador e diferencia-se do clássico treinador italiano, tal como provam as suas táticas. Defensivamente, a equipa faz uma marcação homem-a-homem para forçar as transições. A Atalanta defende com um bloco alto e intensifica a pressão no momento certo, por vezes através de um 2 para 1. A equipa preocupa-se mais com a bola do que propriamente com a marcação, o que reduz o tempo e aumenta a pressão do portador da bola. A Atalanta é das equipas italianas que força mais perdas de bola ao adversário.

A Atalanta, ofensivamente, procura criar perigo através do espaço entre o central e o lateral adversário. O defesa central apoia o lateral para que este possa explorar o flanco e dar liberdade aos avançados Ilicic e Zapata para fazerem rasgos interiores, nos quais são perigosos e decisivos. Além disso, tantos estes dois como Papu Gómez são fortes no 1 para 1. Na Serie A de 2018/2019, estes três ficaram nos quatro primeiros na lista de jogadores que mais chances criaram através do drible.

A equipa também é forte de cabeça e tem jogadores com boas capacidades nesse aspeto. Duván Zapata terminou a última temporada em 4º nos jogadores com maiores oportunidades de cabeça. O colombiano não procura muito o cabeceamento, embora o faça muito bem. É, também, um jogador fantástico na transição para servir como apoio e oferecer a segunda bola aos colegas de equipa.

Fonte: Atalanta

Ilicic é um jogador diferente de Zapata e Gomez. Tem 1,90m e usa bem o corpo para ganhar posição. Tem qualidade para driblar os adversários e é forte a ganhar espaço para um remate ou um passe que coloque um colega em zona de finalização. Gasperini adaptou a equipa em função dos três da frente por serem os mais influentes e decisivos. 34.5% dos passes no meio-campo adversário têm envolvimento de pelo menos um deles, um recorde máximo desde 2016 na liga.

Papu Gómez é, talvez, o jogador mais importante desta equipa e em muitas ocasiões se posiciona longe da baliza adversária, o que parece tirar a produtividade ofensiva, mas na verdade é estratégico para rentabilizar os movimentos de Zapata e Ilicic, e para que possam ter espaço aberto para desequilibrar – isto com Gómez a orientar o ataque. Geralmente, funciona como um criador de jogo, em benefício dos colegas no último terço.

A Atalanta alinha num 3-4-1-2 e é uma equipa imprevisível, devido às alterações estratégicas, visto que é uma equipa capaz de se adaptar mediante o estilo de jogo do adversário. Um dos médios tem como função a chegada à área, de forma a ganhar superioridade numérica nessa zona. Este conjunto é, essencialmente, ofensivo, mas com o jogo pensado, baseado numa estrutura sólida e com princípios de verticalidade. É uma equipa a ter em conta.

A Atalanta pode alcançar feitos ainda maiores se continuar com este projeto bem assente, depois com um maior orçamento mais reforços poderão chegar. No campeonato italiano tem feito boas prestações e luta novamente por um lugar de Liga dos Campeões. A nível europeu foi uma grande surpresa e, quem sabe, poderá surpreender o mundo e continuar esta caminhada europeia brilhante.

Foto de Capa: Atalanta

Artigo revisto por Joana Mendes

McLaren: Depois da tempestade, vem a bonança

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Oito campeonatos de construtores, doze campeonatos de pilotos. São estas e muito mais as caraterísticas que conhecemos, que formam a História da McLaren.

Para além de somar, no seu currículo, mais de 50 anos de existência, a equipa iniciada por Bruce McLaren conquistou, e continua a conquistar milhares de fãs dos desportos motorizados por todo o mundo. Mas, principalmente, os fãs de Fórmula 1.

A somar 182 vitórias e 486 pódios na sua história, o seu último pódio foi conquistado, recentemente, quando o piloto espanhol Carlos Sainz Jr. alcançou o terceiro lugar no Grande Prémio do Brasil, na época passada. Por sua vez, não podemos falar do mesmo sobre as vitórias. Também foi no GP do Brasil, mas a última vez aconteceu em 2012, com Jenson Button a singrar na prova.

2019 volta a ser um grande ano para a McLaren, com a subida de Carlos Sainz Jr. ao pódio, no Grande Prémio do Brasil
Fonte: McLaren

Depois desta pequena reflexão, percebemos que a McLaren tem tido, como qualquer outra equipa a bordo na Fórmula 1, um histórico complicado de altos e baixos.

Os 5 melhores médios defensivos do SL Benfica no século XXI

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O mercado de transferências de janeiro para o Sport Lisboa e Benfica ficou posicionalmente marcado pelas mexidas na posição 6.

Não só a grande contratação foi a de Julian Weigl por 20 milhões de euros ao Borussia Dortmund, como a principal saída acabou por ser a de um mítico ‘6’ encarnado. Apesar da venda de RDT, é o adeus (ou até já) de Fejsa que marca os adeptos do SL Benfica.

A contratação de um potencial craque alemão com tiques de Busquets e a saída do verdadeiro tractor papa-títulos do Sport Lisboa e Benfica, vieram mexer com as emoções dos benfiquistas relativamente a esta posição tão fundamental.

E, como homenagem a quem chegou e, principalmente, a quem, por agora, nos largou, deixo aqui o meu top 5 de médios defensivos a envergar a camisola encarnada neste século 21.

O 11 do século do FC Barcelona

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Depois do 11 do século do Real Madrid CF, fazemos nova experiência. O FC Barcelona é um clube com grande história no futebol europeu. No entanto, esta história foi alavancada no século XXI, sendo mesmo um dos clubes com mais títulos no presente século e tendo até conquistado 4 das suas 5 Ligas dos Campeões nos anos mais recentes. O porquê deste bust é simples e explica-se em três pontos: primeiro, a introdução no clube da filosofia de Cruijff; segundo, a fornada de jogadores de nível Mundial que La Masia formou; por último, mas não menos importante, a contratação de jogadores de alto nível, sendo o maior (e, talvez, mais importante) exemplo, Ronaldinho Gaúcho.

Com a entrada nos anos 20, podemos começar a fazer uma retrospetiva do que foi este primeiro quinto de século, analisando os vários jogadores das várias equipas que passaram por Barcelona. Tendo isto em vista, vou aqui apresentar aquele que para mim é, até agora o 11 do século do Barcelona. Não será fácil, devido à quantidade de qualidade que abundou pelo Camp Nou, no entanto, e apesar de puderem existir opções mais discutíveis, algumas serão totalmente óbvias. Seja como for, aqui vai o meu 11 do século do FC Barcelona, juntamente com um extra de quatro suplentes (um por setor) + o treinador.

San Francisco 49ers 20-31 Kansas City Chiefs: Mahomes Magic quebrou o enguiço!

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A CRÓNICA: 50 ANOS DEPOIS, OS KANSAS CITY CHIEFS VENCEM O SUPER BOWL!

50 anos se passaram desde a primeira vitória de Kansas City no Super Bowl, e ditou o destino que seria a centésima época da NFL a devolver a glória aos Chiefs.

O Super Bowl LIV foi um jogo de momentos. Com trocas de marcador, grandes jogadas e incerteza até ao fim, ditou a sorte que seria a magia de Patrick Mahomes a ser o fator determinante. Mas esta vitória em muito se deve ao fator “x” dos Chiefs: a sua defesa.

O encontro começou e de imediato os 49ers se adiantaram no marcador. A fazerem uso do seu jogo de corrida e com a sua defesa a parar de forma convincente, Mahomes e companhia no seu primeiro drive, Jimmy Garoppolo liderou as suas tropas a um field goal que lhes deu uma vantagem de 3-0. No entanto, com Patrick Mahomes do outro lado, nunca se sabe o que pode acontecer, e o quarterback de Kansas City fez uso do seu braço e da sua excelente mobilidade para conseguir chegar à vantagem ainda no primeiro período ao marcar o primeiro touchdown da noite.

Equilíbrio era a palavra de ordem e, com tanta qualidade em ambas as equipas, parecia que o resultado podia tombar para qualquer lado.

Harrison Butker marcou um field goal que colocou o marcador em 3-10 para os Chiefs, mas Garoppolo e companhia voltaram à carga e conseguiram voltar ao empate com um excelente drive que cobriu 80 jardas e culminou com um passe para o full back Kyle Juszczyk.

Ao intervalo, ambas as equipas encontravam-se empatadas a dez, e depois de um halftime show que levou ao rubro os milhares presentes em Miami, a segunda parte não desapontou.

Robbie Gould marcou um field goal que devolveu a vantagem a São Francisco, e pouco tempo depois foi a vez de Raheem Mostert encontrar a endzone e deixar o resultado em 20-10 entrando para o quarto e último período.

Muito se falava que poderia ser o fim dos Chiefs. Frente à melhor defesa da NFL e com uma linha ofensiva já muito desgastada, parecia que o troféu iria mesmo para São Francisco. Mas depois apareceu o génio de Mahomes. Com o jogo na linha (3.º down e 15 jardas para percorrer), o quarterback puxou o seu braço atrás e lançou um autêntico foguete que encontrou Tyreek Hill sozinho nas 21 jardas dos 49ers. Foi o tónico que os Chiefs precisavam.

A equipa de Andy Reid conseguiu chegar à endzone. Reduzida a desvantagem para 20-17, e com a defesa a subir de rendimento, conseguiram obrigar São Francisco a bater um punt e devolver-lhes a posse. Novamente com a bola nas suas mãos, Mahomes voltou a fazer das suas e conseguiu marcar, passando para a frente do marcador por 20-24 com poucos minutos para o fim.

Pedia-se a Garoppolo uma resposta, mas esta não chegou. A defesa de Kansas voltou a fazer o que lhe competia, e Damien Williams fechou o resultado ao correr para o seu segundo touchdown da noite.

O resultado final de 20-31 pode surpreender e até chocar quem apenas vir o marcador, mas no final os Kansas City Chiefs provaram ter o estofo de campeão, e voltam assim a festejar 50 anos depois.

A FIGURA

Fonte: Kansas City Chiefs

Andy Reid – O MVP do jogo poderia ter ido para Mahomes. Afinal de contas, o quarterback foi quem deu a volta ao jogo ao lançar um passe extraordinário que encontrou Tyreek Hill e trouxe os Chiefs de volta das cinzas. Mas Andy Reid foi o fator chave.

O head coach aprendeu com os seus erros, e mudou de coordenador defensivo, trouxe jogadores chave para reforçar a defesa tal como Tyrann Mathieu, e não teve medo de se manter fiel aos seus princípios. E depois de duas décadas, finalmente conseguiu o tão desejado Super Bowl.

O FORA DE JOGO

Fonte: San Francisco 49ers

Jimmy Garoppolo – Jimmy Garoppolo ou Kyle Shanahan, o “prémio” poderia ir para qualquer dos dois. Ao longo da época, Shanahan mostrou ser um treinador que se mantinha fiel ao plano, e não mudava enquanto a outra equipa não arranjasse forma de o parar. Contudo, no maior jogo do ano, e com uma vantagem de dez pontos já no último quarto, decidiu começar a apostar no jogo em passe, uma decisão que foi determinante.

No entanto, o fora-de-jogo vai para Garoppolo, e por uma razão muito simples: é ele quem está em campo, e neste jogo o quarterback não foi o general que a sua equipa precisava.

Com 219 jardas, um touchdown e duas interceções, não foi o seu pior jogo, especialmente quando comparando com Patrick Mahomes – MVP do Super Bowl para a NFL que terminou o encontro com 286 jardas, dois touchdowns e duas interceções -, mas Garoppolo teve um conjunto de maus passes que podiam muito bem ter resultado em interceções e perdas de bola.

ANÁLISE TÁTICA – SAN FRANCISCO 49ERS

A equipa de São Francisco tentou ser fiel aos seus princípios, mas não esperavam uma recuperação assim de Kansas City. Desde cedo se percebeu que Andy Reid tinha estudado bem o seu adversário, e Kyle Shanahan foi obrigado a utilizar mais o passe do que provavelmente quereria. O resultado não foi o melhor.

No quarto período, o play-action deixou de funcionar, e Jimmy Garoppolo mostrou que ainda não está ao nível necessário para vencer um Super Bowl apenas graças ao seu braço e à sua capacidade de lançar.

ANÁLISE TÁTICA – KANSAS CITY CHIEFS

Kansas City deve esta vitória à sua defesa. Nos momentos importantes jogadores como Tyrann Mathieu, Daniel Sorensen, Chris Jones e Franck Clark assumiram um papel de destaque e fecharam por completo o jogo em corrida de São Francisco. E quando se tem Patrick Mahomes, Travis Kelce, Tyrrek Hill ou Sammy Watkins no plano ofensivo, tudo acaba por ficar mais fácil.

No fim, a grande vantagem dos Chiefs foi a sua capacidade de adaptação, e foi assim que conseguiram esta vitória.

Foto de Capa: Kansas City Chiefs

Artigo revisto por Joana Mendes

FC Bordeaux 0-0 Olympique Marseille: Tudo igual entre Paulo Sousa e Villas-Boas

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A CRÓNICA: A HISTÓRIA “TRAMOU” VILLAS-BOAS

O Bordéus de Paulo Sousa e o Marselha de André Villas-Boas empataram a zero esta noite, no jogo de encerramento da ronda 22 da Ligue 1. A estatística tem o peso que se quiser que ela tenha, mas é um facto que o Marselha não vence na casa do Bordéus há 42 anos e Villas-Boas não conseguiu contrariar esta pesada “herança”. Na primeira parte, o Bordéus teve mais posse de bola e as melhores ocasiões, chegando até a colocar a bola dentro da baliza de Mandanda, mas o VAR acabaria por anular o golo de Pablo.

Na segunda parte, o Marselha cresceu no jogo e controlou mais a posse de bola, obrigando o Bordéus a descer o bloco. Radonjic entrou bem no jogo e esteve perto de desatar o nó por diversas vezes, mas as ocasiões mais flagrantes até pertenceram ao Bordéus, com Basic a enviar a bola à barra num remate de longe e Pablo a ver Mandanda fazer uma defesa extraordinária ao seu cabeceamento.

No final, apesar do bom futebol apresentado pelos dois conjuntos, prevaleceu o 0-0. Com este resultado, o Bordéus fica na 10ª posição com 30 pontos, ao passo que o Marselha continua no segundo lugar da Ligue 1, mas vê o Rennes aproximar-se e encurtar a distância para três pontos.

A FIGURA

Fonte: Olympique Marseille

Steve Mandanda e Benoit Costil – Num jogo em que não houve golos, nada como destacar dois dos principais responsáveis por isso: Benoit Costil, do Bordéus, e Steve Mandanda, do Marselha. Exibiram-se em grande nível os dois guarda-redes, assinando algumas exibições de nível elevadíssimo.

O FORA DE JOGO 

Fonte: FC Bordeaux

Jimmy Briand – Exibição cinzenta daquele que é o jogador francês em atividade com mais golos na Ligue 1. Esteve algo desligado do jogo e por vezes demasiado longe da área, não conseguindo ser a referência ofensiva que a equipa precisou.

ANÁLISE TÁTICA – BORDÉUS

Paulo Sousa apresentou a equipa no habitual 4-2-3-1, que passava a 3-4-3 na primeira fase de construção, com Koscielny, Pablo e Sabaly a comporem a primeira linha de três elementos. Os Girondinos surgiram bem com e sem bola, dominando a posse de bola a maior parte do tempo, mas com dificuldades na definição. Na segunda parte, a equipa apareceu com outra disposição no primeiro momento com bola, surgindo em 2-4-3-1, uma variante que Paulo Sousa também já tinha apresentado no primeiro duelo com André Villas-Boas. Ainda assim, a mudança não foi a mais eficaz e vimos o Bordéus, aos poucos, a partir o jogo e a deixar muito espaço entre linhas.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Costil (8)

Kwateng (6)

Koscielny (7)

Pablo (7)

Sabaly (6)

Basic (6)

Otávio (6)

Hwang (6)

Rémi Oudin (6)

De Preville (7)

Jimmy Briand (6)

SUBS UTILIZADOS

Mexer (5)

Ait Bennasser (4)

Adli (4)

ANÁLISE TÁTICA – MARSELHA

O Marselha surgiu em campo em 4-3-3, a pressionar alto desde o início e a tentar condicionar desde logo a saída de bola do Bordéus, algo que a equipa conseguiu fazer com muita eficácia no jogo da primeira volta. Apesar de estar forte na pressão, a equipa de André Villas-Boas esteve algo desequilibrada na primeira parte, parecendo desnorteada no momento de recuperação da bola e com desacerto nos posicionamentos. No segundo tempo, a equipa surgiu com mais acerto tático e a pressionar melhor o Bordéus, com mérito para a assertividade na reação da equipa à perda de bola. A entrada de Radonjic permitiu à equipa confundir as marcações do Bordéus, pois o sérvio trouxe muita mobilidade ao ataque dos marselheses.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mandanda (8)

Sakai (5)

Alvaro (6)

Caleta-Car (7)

Amavi (7)

Rongier (7)

Kamara (6)

Sanson (6)

Bouna Sarr (7)

Payet (7)

Benedetto (6)

SUBS UTILIZADOS

Radonjic (6)

Germain (4)

Strootman (-)

Foto de Capa: FC Bordeaux

Artigo revisto por Joana Mendes

Boavista FC 2-0 Vitória SC: Duelo entre antigos rivais

A CRÓNICA: SEDE DE VENCER DOS CONQUISTADORES MANTÉM-SE 

O verdadeiro duelo de titãs, onde a equipa da casa lutava para subir três posições e ficar em oitavo lugar na tabela classificativa. A ambição da equipa vinda de Guimarães era outra: aproximar-se do Rio Ave FC e consequentemente dos restantes rivais diretos.

O apito inicial abriu portas à luta entre os rivais há muito conhecidos, era uma questão de orgulho para ambas as equipas vencer este duelo. A primeira parte demonstrou um Boavista FC pouco lutador – embora os amarelos dados por Xistra revelassem o contrário –  no entanto eficaz. A eficácia resultou num golo aos 23’ por parte de Carraça, com um remate forte para a baliza de Douglas, o guarda-redes brasileiro não teve qualquer hipótese de defesa. Entre faltas e defesas, a primeira parte estava concluída no Estádio do Bessa.

A segunda parte teve início sem alterações em ambas as equipas e com o orgulho dos vimaranenses ferido. A equipa da casa aproveita a perda de bola do Vitória SC e aos 54’ Heriberto Tavares rende e está feito o segundo golo.

Cada vez mais desmoralizados, a partida estava complicada para o Vitória SC. O domínio do jogo e as oportunidades de golo não fazem jus ao resultado da parte, era necessário melhorar (de forma urgente!) na finalização – tal como se sucede sempre nos jogos da equipa de Ivo Vieira ao longo da época.

Tentativa atrás de tentativa e o guarda-redes Helton a contar com dezenas de defesas, o resultado permanece inalterado até ao final do jogo. A festa faz-se em tons de xadrez preto e branco.

Uma vitória saborosa para o Boavista FC face ao velho rival, embora fiquem colados na tabela classificativa com 25 pontos cada um. Ainda mais saborosa pelo facto de que a equipa não vencia em casa desde o dia 31 de Outubro. Daniel Ramos veio quebrar esse ciclo de derrota e conseguir o seu primeiro triunfo enquanto técnico dos axadrezados em casa.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Helton Leite – O guarda-redes salvou a equipa axadrezada, uma exibição que fez jus enquanto nomeado ‘Homem do jogo’. Demonstrou-se apto para o desafio sempre que era necessário. Contabilizou dezenas de defesa frente à equipa complicada de Ivo Vieira, o Boavista FC deve agradecer ao guarda-redes da formação pelo resultado e por defender o símbolo.

O FORA DE JOGO

Fonte: UEFA Europa League

Finalização do Vitória SC – Apesar das inúmeras de inaugurar ou igualar o marcador, as bolas pareciam não querer entrar. A finalização da equipa de Ivo Vieira tem sido alvo de crítica pelos adeptos há algum tempo, mas a formação vimaranense ainda não encaixou com o sistema de jogo. É o terceiro jogo perdido pela equipa do Vitória SC.

ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC

Daniel Ramos aposta numa equipa menos avançada e mais defensiva, seguindo a tática que aconteceu nos últimos jogos. Optando por um 4-4-2, alterando jogadores de posição – tal como Affonso e Paulinho que sobem para avançados – e Heriberto Tavares ganha titularidade.

 

ONZES INICIAIS E PONTUAÇÕES

Helton (10)

Obiora (6)

Sauer (6)

Carraça (8)

Fabiano (7)

Ricardo Costa (7)

Neris (6)

Paulinho (7)

Cassiano (5)

Ackah (6)

Heri (7)

 

SUBS UTILIZADOS 

Nikola S. (5)

Marlon (6)

Idris (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

Ivo Vieira aposta num onze inicial diferente face aos resultados dos últimos jogos e saída de elementos titulares do plantel – tal como Tapsoba. Mantendo-se fiel ao 4-3-3, aposta em Venâncio para fazer dupla de defesa com Pedro Henrique. João Pedro ganha titularidade, tal como João Teixeira, Sacko e Florent.

 

ONZES INICIAIS E PONTUAÇÕES 

Douglas (5)

Sacko (5)

Pedro Henrique (7)

Venâncio (6)

Florent (5)

Pêpê Rodrigues (8)

Lucas Evangelista (8)

João Teixeira (6)

Davidson (8)

João Pedro (8)

Rochinha (7)

 

SUBS UTILIZADOS 

Bonatini (5)

Marcus Edwards (8)

Bruno Duarte (7)

 

Foto de Capa: Boavista FC

 artigo revisto por: Ana Ferreira