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Portugal 34-26 Hungria: A História continua…

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A CRÓNICA: RUMO AO JAPÃO? 

Portugal disputava hoje o último jogo da Main Round do EHF Euro 2020 e estava em jogo o futuro nesta competição e em futuras competições. Após ter terminado o sonho de alcançar as meias finais, com a derrota frente à Eslovénia, ainda havia hipóteses de fazer história com o melhor resultado de sempre num Europeu e a qualificação para o torneio Pré-Olímpico. A Hungria também tinha de vencer para manter vivas as esperanças de qualificação para as meias-finais.

A Hungria entrou mais forte na partida marcando o primeiro golo da partida. Portugal surpreendeu, usando desde o início da partida o 7×6, algo que tem feito maioritariamente durante a segunda parte. O jogo manteve-se equilibrado durante os primeiros minutos, com ambas as equipas a procurarem imenso os seus pivots. Aos dez minutos, o resultado era 3-4 e Mikler, guarda redes da Hungria, tinha defendido 50% dos remates à sua baliza. Portugal desperdiçou algumas oportunidades para ganhar vantagem no marcador, já que a equipa húngara acertou várias vezes no poste, mas a defesa não conseguia ganhar os ressaltos. Mas, aos treze minutos, Portugal passou pela primeira vez para a frente do marcador (5-4).

O primeiro time-out da partida surgiu, aos dezassete minutos, pedido por Paulo Pereira, numa altura em que Portugal vencia por 7-6. O lateral direito Bolagh comandava as ações da ofensiva húngara, mas a excelente ligação de Rui Silva com os pivots mantinha Portugal na liderança do jogo. A seleção portuguesa chegou a ter uma vantagem de três golos no marcador, mas o intervalo chegaria com o placard a marcar 16-14.

No início da segunda parte, Portugal voltou ao 6×6, possivelmente para dar descanso a Fábio Magalhães e a Rui Silva, enquanto a Hungria marcava individualmente André Gomes, o que inicialmente causou algumas dificuldades ofensivas a Portugal. Nesta altura, a Hungria já tinha atingido o poste sete vezes para desespero dos seus fãs. Balogh, que tinha sido decisivo na primeira parte em termos ofensivos, passou grande parte da segunda parte no banco devido às suas fragilidades defensivas, que levavam à necessidade de fazer uma substituição defesa-ataque, sendo que com a mudança de campo o banco de suplentes passou a estar do lado esquerdo da ofensiva húngara, o que impossibilitou a tal substituição.

Apesar dos dois turnovers num curto espaço de tempo para Belone Moreira, Portugal mantinha a vantagem em dois golos (20-18) aos 40 minutos. Na ausência de Barogh, foi o jovem Mathe a assumir as despesas do ataque da Hungria. A meio da segunda parte, o especialista defensivo Sipos foi excluído, o que possibilitou a Portugal fazer um parcial de 4-0, elevando a vantagem para cinco golos (25-20) quando o treinador húngaro pediu paragem de jogo aos 46 minutos. Portugal ainda conseguiu aumentar a vantagem para sete golos e mesmo com o regresso de Boragh à partida a Hungria nunca mais conseguiu regressar à discussão do resultado.

O resultado final foi 34-26 e esta vantagem de oito golos permite a Portugal garantir a melhor prestação de sempre num Europeu (5.º ou 6.º lugar, dependendo do resultado do jogo contra a Alemanha) e se qualificar para o Torneio de Qualificação para os Jogos Olímpicos, que se vai realizar em Abril deste ano.

 

A FIGURA

Fonte: FAP

António Areia – Esteve perto de não fazer parte do lote de convocados para o Europeu devido a lesão e foi preterido muitas vezes em relação a Pedro Portela durante a competição, mas hoje demonstrou toda a qualidade que lhe é reconhecida.

O FORA DE JOGO

Fonte: MKSZ Handball

Roland Mikler – Um dos mais experientes e consagrados guarda-redes europeus… mas também dos mais inconsistentes e hoje foi mais uma partida em que não conseguiu ter uma palavra a dizer em relação ao resultado final.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Portugal surpreendeu entrando em campo logo com o seu principal trunfo, o 7×6, permanecendo assim toda a primeira parte. Opção que resultou já que Portugal apenas sofreu um golo em transição e conseguiu ir para o intervalo com uma vantagem de dois golos.

No começo da segunda parte, novas surpresas, com Portugal a jogar em igualdade numérica, quando todos esperavam que a aposta na superioridade numérica continuasse. Inicialmente, Portugal teve algumas dificuldades ofensivas, resultando da marcação individual a André Gomes e da entrada um pouco nervosa de Belone Moreira. No entanto, a aposta foi acertada, já que Rui Silva e Fábio Magalhães tiveram um merecido descanso durante toda a segunda parte e Portugal obteve uma excelente vitória. Nota também para o facto de Portugal ter aproveitado a inferioridade numérica da Hungria para avançar no marcador, algo que não aconteceu nas últimas partidas.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Alfredo Quintana (6)

António Areia (9)

Fábio Magalhães (7)

Luís Frade (5)

Rui Silva (6)

Miguel Martins (7)

Diogo Branquinho (7)

SUBS UTILIZADOS

Humberto Gomes (6)

Daymaro Salina (9)

João Ferraz (5)

Alexandre Cavalcanti (6)

Alexis Borges (9)

André Gomes (6)

Belone Moreira (8)

 

ANÁLISE TÁTICA – HUNGRIA

A Hungria entrou para este jogo a necessitar de vencer, mas nunca mostrou muita ambição para chegar a tal resultado. Durante a primeira parte, tiveram demasiado dependentes do lateral direito Balogh e do pivot Banhidi para chegar ao golo e não conseguiram causar qualquer dificuldade ao 7×6 português.

Na segunda parte, com a ausência de Balogh as dificuldades ainda foram maiores, mas o jovem Mathe ainda conseguiu assumir o jogo por alguns (breves) momentos. Apesar de ser uma equipa jovem em renovação, uma equipa com os pergaminhos da Hungria não pode chegar a este nível e deixar escapar este jogo sem nunca ter causado grandes dificuldades a Portugal.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Roland Mikler (4)

Bence Banhidi (8)

Zsolt Balogh (7)

Peter Hornyak (4)

Matyas Gyori (5)

Zoltan Szita (5)

Bendeguz Boka (7)

SUBS UTILIZADOS

Patrik Ligetvari (6)

Adrian Sipos (5)

Marton Szekely (5)

Miklos Rosta (5)

Dominik Mathe (7)

Bence Nagy (5)

Balint Fekete (4)

Foto de Capa: FAP

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Do que precisa este Portimonense SC?

Sem vencer, oficialmente, desde dezembro, os alarmes começaram a fazer-se ouvir por Portimão, reforços serão necessários. Não é credível um plantel como o do Portimonense SC que possui potencial para lutar pelos lugares cimeiros da classificação e deter apenas duas vitorias, que coincide com o pior registo de vitórias da Liga.

Para o upgrade ao meio campo o escolhido foi Bruno Costa, proveniente do FC Porto, aos 22 anos, vem de uma época apagada, com apenas seis jogos. Sem espaço no plantel da Invicta, desde cedo se percebeu que não teria capacidade para assumir o papel de titular. Porém, nos algarvios terá espaço para agarrar a titularidade e assumir um papel de protagonista. Algo que falta por terras do sul: um jogador que assuma a construção de jogo e projete ofensivamente os companheiros.

Seguiu-se o avançado ganês Evans Mensah, de 21 anos, foi cedido pelo Al-Duhail, clube do Qatar, orientado pelo português Rui Faria. Trata-se de um jogador canhoto, que atua preferencialmente no corredor esquerdo, muito rápido e com um apurado sentido de finalização. Apesar da equipa contar com alguns extremos como Tabata, Aylton, Marlos e Andersons, esta contratação acaba por ter um certo carácter obrigatório uma vez que a equipa perdeu Tabata pelos próximos dois meses devido à sua participação no pré-olímpico da América do Sul.

No espaço de poucos dias e, para já, o último reforço deste defeso, os alvinegros inscreveram na Liga o japonês Takuma Nishimura, que aos 23 anos atuava na equipa russa do CSKA Moscovo, onde somou cerca de 279 minutos ao serviço da formação moscovita, apontando apenas dois golos. Atua preferencialmente como segundo avançado, com capacidade de se desmarcar para zonas de finalização muito facilmente. Tem as armas necessárias para fazer dupla com o colombiano Jackson Martinez (recentemente contratado a título definitivo pelo clube). Com o intuito de dar um novo rumo à carreira, o nipónico junta-se aos seus dois compatriotas, Gonda e Anzai.

Jackson Martinez foi recentemente contratado a título definitivo pelo Portimonense SC
Fonte: Liga Portugal

Estas novas aquisições, retirando Mensah que ainda não se encontra em trabalhos com a equipa mostraram, desde logo, capacidade de mudar os resultados negativos que a equipa vinha a ter jornada após jornada e entraram diretamente para o onze titular, no jogo que fechou a primeira volta do campeonato em casa do CD Aves. Equipa que ocupa o 18º lugar, que equivale ao último lugar. O jogo acabou com um resultado gordo de três bolas a zero a favor dos avenses, onde os reforços da equipa visitante passaram despercebidos durante o jogo.

De referir que todos os elementos adicionados ao plantel do Portimonense SC foram emprestados, o que levanta a dúvida sobre a capacidade financeira do clube. Teoricamente, adquirir jogadores a título definitivo devia ser o foco, pois seria importante garantir um projeto de sucesso futuro e tirar proveito do rendimento futebolístico e financeiro depois de os potenciar.

O que pode acontecer no Sul é uma incógnita, com o plantel que apresentam e, agora, com um novo treinador, ainda há tempo para salvar esta época que, até agora, tem sido desastrosa.

Foto de Capa: Portimonense SC

Artigo revisto por Diogo Teixeira

FC Porto x Vitória SC: Terceira Tentativa

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 UNS COMBATEM O MAU OLHADO, AMBOS PROCURAM FAZER HISTÓRIA

FC Porto e Vitória SC disputam, nesta quarta-feira, um lugar na final da Taça da Liga, prova que, diga-se, nenhum conjunto conseguiu ainda vencer. Trata-se, portanto, da busca por um lugar na história. Desde que Sérgio Conceição assumiu o leme da equipa portista, os Dragões chegaram sempre a esta fase da prova. Nas duas anteriores sucumbiram da mesma forma. Na primeira época caíram nas grandes penalidades na semi-final frente ao Sporting CP e no ano passado, pela mesma via e frente ao mesmo oponente, caíram numa final que aos 90’ estava ganha.

UMA SURPRESA EM BRAGA PODE DAR-TE A MELHOR APOSTA. A ODD PARA O TRIUNFO DO VITÓRIA SC ESTÁ NOS 3.75 E O EMPATE NOS 3.25. DO QUE ESTÁS À ESPERA?

Trata-se, portanto, de um combate ao mau olhado. Sendo certo que as grandes penalidades são muito mais do que um jogo de sorte ou azar, não é menos verdade que muitas vezes permitem uma maior aleatoriedade na atribuição do vencedor e, não raras vezes, a equipa menos capaz no terreno de jogo durante o tempo regulamentar leva de vencidos jogos e torneios sem grande merecimento (a justiça no futebol vale o que vale). Quanto ao Vitória SC, está pela primeira vez na Final Four da Taça da Liga. É uma das equipas mais emblemáticas do nosso futebol e é, muito provavelmente, o clube que, à exceção dos grandes, conta com uma base social de maior e mais fiel apoio. A fazer uma época bastante interessante, os comandados de Ivo Vieira procuram juntar mais um troféu à sua vitrine, com o aliciante de poderem vir a disputar a final no reduto do seu maior rival, o SC Braga. Os dados estão lançados. Role a bola.

 

COMO JOGARÁ O FC PORTO?

Do FC Porto já não há que esperar grandes surpresas. Sendo um jogo de Taça da Liga é sempre difícil prever o onze inicial, até tendo em conta algumas dúvidas referentes à saúde física de alguns jogadores. No entanto, é expectável que o FC Porto adote a única postura que parece entrar na mente de Sérgio Conceição. Circulação algo lenta e previsível e busca incessante da profundidade através de movimentos de rotura entre o lateral e o central. São movimentos interessantes sempre e quando não se tornem a única arma de assalto à baliza contrária. O FC Porto tem vindo a apresentar uma gritante falta de variabilidade no seu jogo e resta perceber se em algum momento isso mudará.

 

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Luis Díaz – O extremo colombiano tem entrado bem a partir do banco e pode fazer a diferença contra uma defesa desgastada do Vitória SC.

XI PROVÁVEL

Diogo Costa; Manafá, Pepe, Marcano, Alex Telles; Danilo, Uribe, Corona, Otávio, Marega e Soares.

 

COMO JOGARÁ O VITÓRIA SC

É uma das equipas mais interessantes do nosso campeonato. Desde a chegada de Ivo Vieira que o futebol da equipa tem sido alegre e interessante de seguir. Normalmente em 4x2x3x1 (transformável num 4x3x3), é uma equipa de posse, com excelente circulação de bola, que envolve os médios e os extremos no jogo interior e com laterais que acrescentam grande largura e verticalidade. Ainda assim, o romantismo, por vezes excessivo, e alguma falta de objetividade no último terço têm impedido a equipa de obter mais pontos e mais vitórias. É uma equipa que há dias, embora derrotada, colocou o SL Benfica em sentido e é expectável que faça o mesmo no jogo frente ao FC Porto.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Davidson – Está a fazer uma das melhores épocas da carreira e ficam na retina os jogos frente ao todo poderoso Arsenal de Londres. Num dia bom pode fazer a cabeça em água ao lateral direito do FC Porto e pode conferir à sua equipa a objetividade que muitas vezes lhe falta. Remate fácil, velocidade e interessante capacidade técnica são os seus principais atributos.

XI PROVÁVEL

Douglas; Vitor Garcia, Tapsoba, Pedro Henrique, Florent; Pepe, André André, Lucas Evangelista; Davidson, Edwards e Leo Bonatini.

Foto de capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Jogadores que admiro #106 – James Maddison

Virtuoso, inteligente, mágico, técnico, rápido com a bola nos pés e com uma grande visão de jogo. Todas estas características encaixam no perfil de James Maddison, médio ofensivo inglês, com 23 anos, que atua atualmente no Leicester City FC. Pode atuar no centro do terreno ou a partir de uma ala, fazendo movimentos interiores, sempre com preferência no ataque.

Este jovem médio inglês é o principal criativo e um dos maiores responsáveis pela atual terceira posição do Leicester na Premier League. Um jogador raro, como eu considero, um “número 10” moderno. Assume a batuta do último terço atacante no que toca a criativadade, sendo o maestro da equipa. Segundo o site especializado em valores de mercado de futebol, Transfermarkt, está avaliado em 60 milhões de euros.

Formado no Coventry City, em 2015, aos 19 anos “deu o salto” para o Norwich City FC. Após dois empréstimos, na época de 2017/18 finalmente assumiu-se como titular indiscutível no Norwich, fazendo 15 golos e dando a marcar oito em 49 jogos. Na época seguinte transferiu-se para o Leicester por 25 milhões de euros. Conta com apenas um jogo na principal seleção inglesa, mas muitas mais internacionalizações estarão para vir.

Na sua primeira época nos “Foxes” marcou sete golos e realizou cinco assistências em 38 jogos. Em apenas metade da época decorrente, em apenas 26 jogos, já quase igualou a participação em golos da época transata, marcando nove tentos e feito duas assistências.

Excelente batedor de livres diretos, com a sua a técnica a fazer lembrar David Beckham. É um jogador com muita classe e poder de decisão, tendo a capacidade de desmarcar os seus colegas e criar situações de golo iminente, ou rematar à baliza com perigo.

Fonte: Leicester City FC

Na minha opinião, apesar da grande época que o Leicester City está a realizar, Maddison está pronto para “voos” maiores. A sua versatilidade em campo e as suas características apuradas assentam em qualquer equipa em Inglaterra, e até noutros colossos europeus.

Vários rumores apontam uma transferência para o Manchester United FC, clube que necessita urgentemente de voltar ao topo do futebol britânico. Imagino Maddison a encaixar com excelência no Arsenal FC ou Chelsea FC, ou até ser o “10 puro” no 4-2-3-1 de Mourinho.

Olhando para a seleção inglesa, o futuro aparenta sorrir a esta nova geração do futebol britânico. James Maddison, no meu ver, será uma das figuras principais da seleção dos “Três Leões” em breve, ao lado de atuais prodígios, como Jadon Sancho, Declan Rice, Phil Foden, Trent Alexander-Arnold ou Mason Mount.

Na minha opinião, Maddison reúne todas as condições para representar Inglaterra no Campeonato de Europa de 2020, e até pode afirmar-se como um dos pilares ofensivos de Southgate. Mas para isso é necessário manter o nível exibicional e conquistar mais oportunidades de representar a principal seleção inglesa.

Por enquanto, a atual “equipa sensação” de Inglaterra continua no topo da tabela e conta com James Maddison como um dos seus maiores trunfos. É um jogador que, na minha ótica, brilhará noutros palcos maiores muito brevemente, apesar da atual qualidade da equipa de Brendan Rodgers.

Foto de Capa: Premier League

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Portugal 25-29 Eslovénia: Fim do sonho português

A CRÓNICA: PORTUGAL TENTOU, LUTOU, MAS NO FINAL NÃO FOI DISCIPLINADO O SUFICIENTE PARA VENCER A ESLOVÉNIA 

Com menos dois pontos do que o seu adversário desta tarde, Portugal sabia que iria ter pela frente um “osso duro de roer”. Liderados pelo central Dean Bombac, os eslovenos tinham aspirações legítimas de atingir as meias-finais e queriam confirmar essa legitimidade com uma vitória.

O encontro começou com o equilíbrio esperado. Portugal e Eslovénia iam trocando lideranças no marcador e o recuperado André Gomes assumia destaque no ataque luso, graças à sua capacidade de impulsão e remate exterior. Três golos do lateral português deram à seleção uma vantagem de dois golos, mas duas falhas técnicas consecutivas (desconcentrações ofensivas que permitiram a Blaz Janc roubar a bola e marcar em contra-ataque), devolveram o empate ao conjunto esloveno.

Com ambas as equipas extremamente equiparadas, Portugal ia cometendo falhas técnicas que podiam ter-lhe saído caro, não fosse Alfredo Quintana ter realizado mais uma enorme exibição onde fechou a baliza portuguesa. Graças às suas intervenções e a um parcial de 3-0 a fechar o primeiro tempo, Portugal foi para o descanso na frente por 15-14.

A segunda parte, no entanto, marcou o fim do sonho português de atingir as meias-finais. Um conjunto de exclusões de dois minutos e desatenções ofensivas e defensivas permitiram à Eslovénia saltar para a liderança, e foi nesse momento que a experiência competitiva eslovena falou mais alto.

Com uma vantagem de três golos ao entrar para os últimos dez minutos do encontro, Portugal tentava jogar o mais depressa possível de forma a conseguir reduzir a desvantagem, mas essa pressa e precipitação lusa levava a más decisões e falhas técnicas que a equipa de Ljubomir Vranjes (e especialmente o lateral-direito Jure Dolenec) aproveitavam para dilatar o marcador.

O resultado final foi assim uma derrota portuguesa por 24-29, que pôs fim, assim, às aspirações lusas de chegar às meias-finais do Campeonato da Europa.

 

A FIGURA

Fonte: FAP

Alfredo Quintana – A EHF escolheu Jure Dolenec como homem do jogo, mas a escolha deveria ter caído sobre Alfredo Quintana. O guarda-redes da seleção nacional terminou o encontro com 15 defesas e 35% de eficácia defensiva, e foi a grande razão para Portugal se ter mantido na luta pelo resultado até perto do final. Especialmente mortífero aos seis metros, o guardião do FC Porto fechou a baliza, mas não foi suficiente para uma vitória.

O FORA DE JOGO

Fonte: FAP

Arbitragem – Nunca se deve falar de arbitragem. Tal como os jogadores, são sujeitos a erros e não devem ser vilificados por essa razão. No entanto, o duo de árbitros dinamarqueses demonstrou alguma falta de critério ao longo da partida, nomeadamente no capitulo das exclusões de dois minutos, e por essa razão são o fora-de-jogo. Não são desculpa para a derrota portuguesa, mas é impossível negar que tiveram influência do decorrer da partida.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Tal como no jogo frente à Islândia, Portugal pecou pelas desconcentrações e falhas técnicas em momentos fulcrais do encontrou. A este nível, onde cada erro é aproveitado pelos adversários, pedia-se mais cabeça fria no momento da decisão, tanto no ataque como na defesa.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Alfredo Quintana (8)

Diogo Branquinho (7)

André Gomes (8)

Rui Silva (6)

João Ferraz (6)

Pedro Portela (6)

Luis Frade (7)

SUBS UTILIZADOS

Fábio Vidrago (6)

Alexandre Cavalcanti (6)

Fábio Magalhães (7)

Miguel Martins (7)

Belone Moreira (6)

António Areia (7)

Daymaro Salina (6)

Alexis Borges (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – ESLOVÉNIA

Com Dean Bombac e Jure Donelec no sete inicial, a equipa eslovena possuía um misto interessante de velocidade e poder de choque. Com o central Bombac a comandar e a apostar nas penetrações aos seis metros, Jure Dolenec aproveitava os espaços para rematar de fora ou para ele mesmo penetrar em direção à baliza. Contudo, fica a ideia de que era uma equipa ao nível de Portugal.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Klemen Ferlin (7)

Blaz Janc (7)

Blaz Blagotinsek (6)

Dean Bombac (7)

Jure Donelenc (8)

Igor Zabic (6)

Borut Mackovsek (6)

SUBS UTILIZADOS

Nik Henigman (6)

Darko Cingesar (6)

Mario Sostaric (7)

Nejc Cehte (7)

Krisjan Horzen (6)

Foto de Capa: EHF EURO

Artigo revisto por Diogo Teixeira

João Sousa fica pelo caminho na ronda inaugural do Open da Austrália

João Sousa despediu-se, esta manhã, do primeiro Grand Slam da temporada. Coube ao tenista argentino Federico Delbonis dar por terminada a participação do português na competição.

A tarefa do vimaranense não era fácil, tendo em conta que realizou hoje apenas o seu segundo jogo da época.

A falta de ritmo competitivo foi evidente ao longo das duas horas que este encontro teve. Federico Delbonis aproveitou da melhor maneira as fragilidades de João Sousa para se colocar em frente do marcador no primeiro set, após conquistar o break. O argentino dominou por completo esta primeira partida, sem nunca dar hipótese a João Sousa de recuperar da desvantagem de três jogos com que acabou o set.

Se o encontro não estava a correr da melhor maneira para o melhor tenista português de sempre, pior ficou no início do segundo set. João Sousa sofreu novo break, desta vez no seu primeiro jogo de serviço, e a sua tentativa de responder ao adversário revelou-se ineficaz.

João Sousa debateu-se com grandes dificuldades para contrariar o rumo do encontro
Fonte: ATP World Tour

A perder por dois sets, João Sousa tentou operar a reviravolta e chegou a fazer pontos de grande nível. Porém, o equilíbrio prevaleceu na terceira partida e com o empate no placard foi necessário recorrer ao tie-break para decidir as contas do jogo. Ora mais uma vez, João Sousa não contou com o apoio da sorte. A frustração tomou conta do número 59.º do ranking e a vitória de Federico Delbonis viria a ser confirmada pouco depois.

Ainda não foi desta que João Sousa encontrou o caminho para os triunfos. Apesar da derrota, o tenista de 30 anos vai permanecer no torneio australiano na vertente pares ao lado de Pablo Carreno-Busta. Em relação a Federico Delbonis vai defrontar Rafael Nadal na segunda ronda.

Resultado final: João Sousa 0-3 Federico Delbonis (3-6/4-6/6-7)

Foto de Capa: ATP World Tour

Revisto por: Jorge Neves

SC Braga 2-1 Sporting CP: Vitória minhota tirada ao cair do pano

A CRÓNICA: MATHIEU, O ROSTO DA INSTABILIDADE DO SPORTING CP

Minhotos e Leões deram o arranque à final four da Taça da Liga, num jogo marcado por polémica, expulsões e até um protesto das forças policiais destacadas para o Estádio Municipal de Braga. No relvado da Pedreira apresentaram-se, de um lado, um SC Braga numa boa forma exibicional após uma vitória no Dragão. Do outro, um Sporting CP combalido pela derrota em casa frente ao SL Benfica que procurava revalidar o título ganho na época passada.

O jogo começou por ser um género de remake da partida da meia-final da época passada: as mesmas equipas; o SC Braga a marcar cedo; um defesa do Sporting CP a igualar o marcador já no cair do intervalo. Todavia, desta vez, vimos um SC Braga mais determinado a entrar a todo o gás com uma pressão intensa e eficaz no meio campo do Sporting CP que condicionou e muito a construção do jogo leonino. O golo bracarense surge precisamente a partir de uma pressão alta sobre Rodrigo Battaglia que perdeu a bola numa zona perigosa

O Sporting CP demorou a contornar a pressão alta do SC Braga e só a partir da meia hora de jogo, com um remate perigoso de Rafael Camacho, aproveitou um arrefecimento temporário dos minhotos. Os Leões deparavam-se com um autêntico quebra-cabeças à chegada do intervalo em campo quando Mathieu, servido por Bruno Fernandes, num golpe de astúcia consegue assinalar o golo da igualdade.

Os momentos iniciais da segunda parte levavam a crer que o jogo seria mais entusiasmante com ambas as equipas a aparecer com perigo nas áreas contrárias. Todavia, quando o cronómetro assinalava uma hora de jogo deu-se o lance que determinaria o desfecho da partida: Bolasie, que havia entrado há dezasseis minutos para render Doumbia, viu o cartão vermelho na sequência de um lance fortuito que motivou ainda assim a expulsão do avançado africano após análise do VAR pelo árbitro Nuno Almeida. Enfim, um lance que bem analisado deixaria sempre dúvidas sobre a cor do cartão, mas parece que esta é a sina de Bolasie.

A partir de então o Sporting CP meteu “trancas à casa” e não saiu do seu meio-campo enquanto o SC Braga controlava por completo a posse de bola, embora sem criar muitas situações flagrantes de golo. Adivinhava-se que o segundo golo bracarense seria apenas uma questão de tempo, embora só tenha aparecido ao minuto 90’: após um cruzamento pela direita, Raúl Silva ao segundo poste assistiu de cabeça Paulinho que cabeceou para dentro da baliza defendida por Luis Maximiano.

Os instantes finais do jogo ficaram marcados por uma entrada de Mathieu sobre Esgaio que motivou a amostragem “relâmpago” do cartão vermelho ao jogador francês, dando o mote para confrontos entre elementos de ambas as equipas.

Quando um jogador como Mathieu se deixa consumir pelo descontrolo emocional percebe-se que algo não está nada bem em Alvalade, dentro e fora das quatro linhas. Valeu-lhe a atitude de pedir desculpa ao seu colega já no balneário.

O Sporting CP falha de maneira inglória em pleno mês de Janeiro o objectivo mais acessível que ainda lhe restava.

 

A FIGURA

Fonte: SC Braga

Galeno – O avançado dos minhotos fez hoje uma exibição muito acima da média e foi o grande motor do ataque arsenalista. Provocou desequilíbrios e perigo nos lances de um para um e foi uma autêntica dor de cabeça para Ristovski a quem lhe ganhou quase todos os duelos. É de notar a facilidade do avançado brasileiro em aparecer em espaços interiores do meio-campo do Sporting CP com diagonais vertiginosas. Falhou apenas na finalização já que esteve muito perto do golo.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Idrissa Doumbia – Com Battaglia a fazer a sua posição, pretendia-se que o jovem costa-marfinense fosse mais um “médio transportador”. No entanto, foi o jogador leonino que mais acusou a pressão inicial criada pelos jogadores do SC Braga. Enfim, nada lhe correu bem: muitas perdas de bolas e muitos passes falhados levaram a que tivesse de ser substituído ao intervalo.

 

ANÁLISE TÁCTICA – SC BRAGA

O SC Braga pôs em campo uma formação semelhante àquela com que se apresentou no jogo do Dragão. Na verdade, desde que Ruben Amorim desde que assumiu o comando técnico tem aposta numa linha defensiva “a cinco” que se transformava em três quando a equipa tinha a posse de bola, formando um género de 3-4-3, com os laterais Esgaio e Sequeira a fazerem os respectivos corredores. No meio-campo Fransérgio garantiu o transporte da bola para o ataque, enquanto que na frente Galeno foi o principal agente desequilibrador e protagonista de transições muito rápidas.

Após a expulsão de Bolasie, o SC Braga instalou-se no meio campo de um Sporting CP em desvantagem numérica e fez com que o segundo golo surgisse de forma natural por Paulinho que estivera fortíssimo no apoio ao ataque nas zonas mais centrais fazendo diversas desmarcações de modo a criar espaços para a sua equipa.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (7)

Bruno Viana (7)

Raúl Silva (8)

Sequeira (7)

Ricardo Esgaio (7)

Tormena (7)

Fransérgio (7)

João Novais (7)

Galeno (9)

Ricardo Horta (8)

Paulinho (8)

SUBS UTILIZADOS

André Horta (5)

Rui Fonte (5)

Trincão (6)

 

ANÁLISE TÁCTICA – SPORTING CP

A formação leonina apresentou-se no habitual 4-3-3 mas com alterações significativas. Silas surpreendeu ao colocar no meio-campo, em simultâneo, Battaglia e Doumbia. O argentino ocupou uma zona mais recuada do meio campo enquanto o jovem costa-marfinense descaía para a direita em linha com Wendel no lado oposto. Na frente, Bruno Fernandes ocupou a posição de extremo, em concreto, de Bolasie, apesar de aparecer quase sempre nas costas de Luiz Phellype. Rafael Camacho ocupou o eixo direito do ataque dando apoio directo ao ponta-de-lança brasileiro.

Na primeira parte, o Sporting CP viu-se incapaz de fugir à pressão criada pelos jogadores do SC Braga, o que levou a que concedesse o primeiro golo numa fase precoce da partida. Doumbia foi dos que mais acusou essa pressão e teve inclusive de ser substituído ao intervalo.

A partir da expulsão de Bolasie, Silas optou por fazer recuar toda a equipa e tirou Luiz Phellype para colocar mais um central, Neto. O treinador sportinguista resolveu “jogar na retranca” a meia hora do fim do tempo regulamentar e Bruno Fernandes e Rafael Camacho, as unidades mais avançadas dos Leões, viram-se forçados a percorrer uma “terra de ninguém”, incapazes de capitalizar qualquer bola bombeada pela defesa. Na defesa do empate, foi incrível a quantidade de lances ganhos no ar ou pelo chão por Coates que teve o azar de ficar a poucos palmos de altura de impedir o segundo golo do SC Braga.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luís Maximiano (6)

Mathieu (7)

Coates (7)

Ristovski (4)

Doumbia (3)

Battaglia (5)

Bruno Fernandes (7)

Acuña (6)

Wendel (6)

Rafael Camacho (6)

Luiz Phellype (3)

SUBSTITUTOS UTILIZADOS

Neto (5)

Bolasie (4)

Foto de Capa: SC Braga

Revisto por: Jorge Neves

 

 

 

A necessidade cria oportunidades: da Luz à Premier via White Hart Lane

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Gedson Fernandes. Médio português com 21 anos acabados de fazer. Mais um produto da excelente formação do Seixal, mais um produto das escolinhas do Sport Lisboa e Benfica.

Gedson Fernandes é um daqueles nomes que ficará sempre ligado à geração de ouro da formação encarnada – com Ferro, Rúben Dias, João Félix, Gonçalo Guedes, Florentino, Tomás Tavares, João Carvalho, Renato Sanches, Jota e até Tiago Dantas.

Começou a destacar-se na equipa B na época 2016-17 com 17 anos. Foi titular dos Sub-19 na sua campanha até à final da UEFA Youth League – perdida contra o RB Salzburgo – e com 18 anos afirmou-se definitivamente na segunda liga portuguesa. No Verão de 2018 foi chamado à pré-época encarnada e sob o comando do Rui Vitória afirmou-se como titular da equipa principal. Destacou-se logo nas pré-eliminatórias de qualificação para a Champions League.

Gedson Fernandes trouxe ao futebol encarnado aquilo que este tinha perdido com a saída de Renato Sanches – capacidade de transporte de bola e aproximação do sector defensivo ao ofensivo. A sua capacidade física permitiu-lhe preencher o meio campo encarnado, a sua confiança deu-lhe capacidade de assumir a bola e o seu pé direito desde cedo que mostrou qualidade na meia-distância. Apesar do destaque e qualidades evidenciadas, o talento de Gedson parecia ficar aquém do exigido neste novo nível competitivo. Começou a mostrar lacunas técnicas e principalmente de visão e pensamento de jogo. São lacunas que não podem existir num médio ao qual se pede maior criatividade no terço ofensivo do terreno de jogo.

A verdade é que uma época que começou a grande nível tanto para o jogador como para a equipa rapidamente descambou em más exibições e resultados: no campeonato o FC Porto cada vez mais distante e na Europa sempre em baixo rendimento. Janeiro trouxe alterações na equipa técnica e consigo uma revolução táctica, uma revolução do futebol colectivo da equipa e uma revolução nas escolhas do treinador.

Um SL Benfica com um meio-campo a dois, uma equipa com o criativo João Félix a fazer a ligação entre o meio-campo e os jogadores de ataque e um colectivo de linhas mais próximas. Gedson Fernandes eclipsou-se desta equipa. Eclipsou-se na melhoria do futebol encarnado, na conquista do título e também no lançamento da corrente época.

É um jogador de qualidade que não mostra ter talento suficiente para jogar num grande e principalmente para jogar numa equipa que assuma o jogo e que domine a bola em futebol apoiado e de construção.

Na corrente época as suas oportunidades coincidiram com o momento de maior indefinição do futebol encarnado. Bruno Lage não conseguiu substituir João Félix no 11 e ficou com um buraco central e criativo no futebol da equipa. Tentou e falhou com Raúl de Tomás. Tentou e falhou com Jota. Tentou e falhou com Gedson Fernandes. O jovem português parecia estar em campo somente para jogar na pressão sem bola, claudicando sempre no momento de posse e/ou recuperação. Não era posição nem futebol para ele.

A sua capacidade física permitia-lhe preencher o meio campo encarnado
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Com a afirmação de Taarabt e Chiquinho no 11 e também agora com a chegada de Julien Weigl, não havia mais espaço para Gedson Fernandes.

Será sempre um jogador útil, um jogador tacticamente interessante. Como suplente oferece diversas soluções ao treinador para mexer no jogo. E possivelmente foi esta utilidade que o levou para Londres. Um empréstimo de 18 meses por 4,5 milhões de euros e opção de compra de 50 milhões.

Contexto? Em meados de Novembro Mauricio Pochettino foi despedido do cargo de treinador do Tottenham Hotspur FC e para o seu lugar foi contratado José Mourinho. As coisas não estavam a funcionar no futebol dos Spurs e Mourinho, consciente das dificuldades que teria em conseguir fazer algo de importante já esta época, sabia que o caminho da actual temporada seria o de afinar o plantel, conhecer os jogadores e sobretudo evitar um descalabro que o deixasse – e ao clube – numa posição frágil para arrancar 2020/21.

Se há coisa pela qual José Mourinho é conhecido é pela sua capacidade de fechar um jogo. Não jogar e não deixar jogar. E com isso conseguir parar as melhores equipas e se superar pela margem mínima a equipas de menor qualidade. Este estancamento exige um reforço da presença no meio campo e uma maior polivalência dos seus jogadores no decorrer dos 90 minutos.

Com as lesões dos médios Moussa Sissoko e Tanguy Ndombélé tornou-se obrigatório o ataque ao mercado de inverno.

Porquê Gedson Fernandes? Pelo seu perfil. José Mourinho chega a Janeiro a precisar urgentemente de reforços no meio-campo, de jogadores polivalentes e jogadores capazes de colocar muitos quilómetros nas suas pernas ao longo de 90 minutos. Desde cedo se percebeu que o clube londrino não estaria disposto a grandes investimentos nesta janela do mercado e assim José Mourinho teria de conseguir reforços para posições crucias a baixo custo. Uma abordagem entre o “jogar pelo seguro” e o “desenrascar”.

Assim surge a transferência de Gedson Fernandes. Com maior ou menor qualidade é um jogador com o perfil procurado, vem para uma posição em estado de emergência, é uma transferência de baixo custo na Liga Inglesa e é um jogador já bem escrutinado pelo treinador português no último ano e meio de competição. Os 50M nunca serão accionados.

Expectativas? José Mourinho espera que o jogador lhe dê um pouco de oxigénio ao meio-campo até ter outras opções disponíveis. O Tottenham Hotspur FC espera poder perceber a qualidade e desenvolvimento do jogador no próximo ano e meio. O Sport Lisboa e Benfica fazer um pequeno encaixe com um jogador que já não contava e ainda espera que se valorize na sua experiência na Premier League – Wolves à espreita -, e o jogador espera esta época jogar mais do que tem jogado, vivenciar o espectáculo que é a Premier League e abrir portas para prosseguir a sua carreira depois de 2021.

É um negócio sem grande aparato. É uma oportunidade para todas as partes envolvidas conseguirem algo de positivo sem grandes margens de lucro ou loucura.

Entretanto, Gedson já se estreou. Foram 15 minutos no terreno do Watford FC num jogo que terminou sem golos. Deu frescura ao meio-campo dos Spurs, mas apareceu ainda sem muita confiança. Ainda uma peça fora da realidade. Mais treinos e mais minutos para ele próprio começar a pedir jogo e bola aos colegas. Tem a oportunidade de uma vida. Está fora do seu nível competitivo, mas pode viver o sonho e construir bases para uma carreira que já se desvanecia no Estádio da Luz.

Uma dica: sei que lhe vai ser exigido mais jogo sem bola, mais correrias e compensações; mas que não tenha receio de ter bola, pedir bola e jogar à bola. É assim que se mostrará e que mais desfrutará do jogo.

Foto de capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Revisto por: Jorge Neves

As 3 melhores vitórias leoninas em meias-finais da Taça da Liga

O Sporting Clube de Portugal discute esta semana, a “final-four” da Taça da Liga, pela terceira vez consecutiva. Os leões procuram conquistar o terceiro troféu no seu palmarés, em Braga novamente. Na história da competição, o clube de Alvalade disputou cinco finais e para conseguir voltar a marcar presença na discussão do título, terá de eliminar o SC Braga na meia-final.

O 11 do século do Real Madrid CF

O Real Madrid CF sempre foi uma potência do futebol europeu e foi um impulsionador das transferências milionárias no mercado. Jogadores de classe mundial é aquilo que nunca faltou aos merengues e o clube ficou referenciado pelos “Galacticos”. Para quem tiver dúvidas, os Galacticos eram jogadores mundialmente famosos contratados pelo Real Madrid e tornavam-se figuras marcantes na Europa. Aliás, quando se fala em Galacticos fala-se de um grupo que foi a espinha dorsal dos blancos durante alguns anos e que fizeram parte da primeira era Galactica.

São eles Luís Figo, o pioneiro deste movimento de Florentino Pérez, e contratado em 2001, Zidane, Ronaldo Fenómeno, Beckham, Raúl, Sergio Ramos, Robinho, Owen, Casillas, Owen, Cassano, Roberto Carlos e Júlio Baptista. A segunda era de Galácticos coincide com o período dominante do clube espanhol, no regresso de Florentino Pérez à presidência e com a contratação de José Mourinho. Os jogadores representantes são: Bale, Cristiano Ronaldo, Kaká, Modric, Benzema, Xabi Alonso, Kroos, Isco, Pepe, Di María e Ozil.

O Real Madrid teve períodos fantásticos durante o século XXI até à data e a política de contratações deu frutos, principalmente durante a última década, mesmo tendo sido dispendiosa. Os merengues conquistaram quatro Liga dos Campeões em cinco anos e três delas seguidas.
Curiosamente, o técnico que venceu as três foi Zinedine Zidane, uma lenda do clube na primeira década. Os blancos não venciam a competição mais importante de clubes na Europa desde 2002. Relembre-se que o clube começou bem a primeira década do século, vencendo a primeira edição (2000), além da outra, dois anos depois.

Qual seria então o melhor onze do Real Madrid desde o início do século? Veja as escolhas nas páginas seguintes.