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Se fosse a duas mãos, tudo era mais fácil

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Ao contrário do que alvitravam aqueles que diária ou semanalmente comentam, prevêem, prognosticam ou discutem o futebol dos clubes que participam na liga profissional de futebol, e que não raras vezes o fazem de forma enviesada, distorcida ou sedenta de razão cega, o Sporting CP continua o seu caminho das pedras: ora empata um jogo, ora perde outro ou ganha outro aos trambolhões.

A verdade é que se nos alhearmos de velhos ditos e provérbios da gíria futebolística, os resultados (inconsistentes) desta equipa são, de alguma forma, previsíveis. Não é, nem seria, intelectualmente honesto dizer que os resultados e prestações futebolísticas da equipa leonina, ao longo da pré-época e de todo o percurso até ao momento feito, não permitiam avistar no horizonte aquilo por que hoje passa este clube.

De facto, por mais que os sportinguistas se queiram agarrar àquela pequena esperança que, contra todos os factos, resiste e permanece para celebrar os cada vez mais raros casos de vitória do clube a nível futebolístico, certo é que a multiplicação de insucessos, desilusões e murros no estômago é de tal ordem gritante que é, cada vez mais difícil, defender a realidade existente e, sobretudo, a grandeza do clube.

Na véspera do jogo da Supertaça, na qual o Sporting CP saiu estrondosamente derrotado, e num contexto completamente distinto, o histórico jogador Pacheco, que representou Sporting e Benfica, dizia, e bem, que “O que se passa agora não é rivalidade, é estupidez pura” e, sinceramente, tendo a concordar. E tal afirmação é tão válida para abordar questões de violência no futebol como para admitir a existência de uma rivalidade entre os dois clubes da segunda circular.

Rivalidade, dicionariamente falando, ocorre quando dois entes pretendem o mesmo objetivo ou, por outro lado, significa, simplesmente, ciúme e, no meu entender, o que sucede entre o Sporting CP e os demais clubes ditos grandes nada mais pode ser que ciúme pois, para o Sporting almejar, com distintas condições, o mesmo que aqueles, só pode ser classificado como estupidez.

Não se pode rivalizar com entidades que, tendo passado ou estejam a ultrapassar o mesmo processo de construção, estão hoje num patamar de desenvolvimento e estabilidade incomparáveis face a um clube que, por várias ordens de motivos, se encontra em declarada reconstrução.

A inconsistência de resultados e exibições tem sido gritante
Fonte: UEFA

Errado não é declarar e reconhecer esta reconstrução, é ser incoerente ao ponto de, em ex aequo, se afirmar como candidato a alguma coisa e com isso injetar doses de esperança e ilusão nos sócios, simpatizantes e apoiantes da equipa profissional de futebol. Injeção essa que é reforçada pelos cavaleiros que, diária ou semanalmente, se debruçam sobre a realidade do Sporting, tentando, simplesmente, defender o indefensável ou proteger o seu clube denegrindo os restantes.

A verdade é que as falsas partidas do Sporting ao longo de uma pré-temporada disputada com equipas de segunda linha, à exceção do Liverpool, na qual não só não houve lugar a uma vitória como, sobretudo, não se esteve sequer perto de pensar que as mesmas poderiam chegar a curto prazo, não faziam adivinhar outra realidade diferente daquela que hoje o clube vivencia. Em todos os jogos se viu repetido o mesmo cenário: dois golos sofridos, falta de qualidade defensiva, ausência de processos de construção ofensiva e, a espaços, movimentos e descobrimentos individuais de Bruno Fernandes. Isto, com um treinador. À data de hoje, e ainda que, também a espaços, se vá ganhando uns jogos e se vejam uns rasgos inusitados de melhoria, já estamos no terceiro treinador da época e a realidade pouco se alterou.

Um clube tem que ter noção do estado em que está, da posição que tem que tomar, dos pequenos passos que aos poucos vai ter de dar para, a longo prazo, poder colher os frutos dessa paciência e capacidade de espera, pois, de contrário, apenas acumula amarguras, desilusões e, sobretudo, contestação por todos aqueles que se sentem enganados e frustrados pelas expectativas criadas.

É tempo de ser do Sporting CP, defendendo esta organização desportiva dotada de utilidade pública, ajudando-o a reerguer-se com transparência e verdade, sem vergar perante o sempre tentador lamaçal de discurso inflamado, cujo final, a par com os resultados desportivos, apenas tenderá a prejudicar a imagem de um clube que está a tentar (e estou seguro vai conseguir) reerguer-se do período mais negro da sua história e um dos mais tristes da história do desporto nacional.

Foto de Capa: Liga Portugal

VINIcius, vidi, vici: uma pose letal

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Chegou, viu e venceu. Contratado ao AS Mónaco por 17 milhões de euros, Carlos Vinícius tem sido uma das grandes revelações do Benfica 2019/2020. O carioca já é uma peça preponderante na manobra ofensiva dos encarnados, sendo que parece ter agarrado, em definitivo, um lugar no onze titular de Bruno Lage.

Possante, móvel e um finalizador nato. Serão estas as palavras que, porventura, melhor descrevem Carlos Vinícius. O ponta de lança brasileiro tem aproveitado ao máximo as oportunidades dadas por Bruno Lage, sendo a sua exibição de ontem contra o Boavista FC o expoente máximo do excelente momento de forma que atravessa. O avançado de 24 anos voltou a bisar e ainda assistiu, na vitória por 4-1 sobre os axadrezados.

O camisola ’95’ soma 13 golos em 18 partidas oficiais – nove golos na Primeira Liga, um na Liga dos Campeões e três na Taça de Portugal -, sendo que grande parte destes golos foram obtidos com a presença de Chiquinho em campo.

Vinícius “fez a pose” pela 13ª vez esta temporada
Fonte: SL Benfica

De resto, o técnico das “águias” tem apostado na dupla Vinícius-Chiquinho para o ataque dos encarnados. A parceria tem dado frutos, com o médio ofensivo a aparecer entre linhas adversárias, camuflando algumas dificuldades que Vinícius tem nesse aspeto do jogo, permitindo ao mesmo procurar as costas das defesas adversárias, onde a sua capacidade técnico-tática o diferencia dos restantes avançados do clube da Luz.

Carlos Vinícius distingue-se dos seus companheiros de posição pela frieza que apresenta em frente à baliza – de lembrar que o carioca tem mais golos do que Seferovic e Raúl e Tomás juntos -, pelo que se perspetiva uma época repleta de golos para o camisola ’95’.

Foto de capa: SL Benfica

Boavista FC 1-4 SL Benfica: Brace yourselves, Vinícius is coming

Depois de um empate na Covilhã a meio da semana, o SL Benfica deslocou-se ao Estádio do Bessa, no jogo inaugural da 13ª jornada do campeonato, para defrontar o Boavista FC, naquele que é um clássico do futebol português. Vinícius deu ar de sua graça e resolveu a partida com dois golos e uma assistência.

O SL Benfica começou o jogo logo com um golo invalidado. Pizzi, após um passe de Ferro, fez um chapéus a Bracali, mas estava em posição irregular.

Os comandados de Bruno Lage estiveram sempre por cima da partida, tentando explorar, entre linhas, os espaços deixados na defesa axadrezada e, aos 34′, numa saída rápida de bola, Cervi deixou para Pizzi que, com um passe a rasgar a defesa do Boavista, encontrou Vinícius. O brasileiro não desperdiçou e fuzilou as redes de Bracali, desbloqueando o nulo no marcador.

O Boavista FC chegou ao empate na partida, num dos raros ataques organizados que fez na primeira parte. Marlon passou por Pizzi, tocou para Stojiljkovic que, isolado, empurrou de cabeça para o fundo das redes de Odysseas. Tudo de volta à estaca zero no Bessa.

Jorge Sousa assinalou o final do primeiro tempo e registava-se, no placar, um empate a uma bola, apesar de um domínio encarnado durante os primeiros 45′.

Vinícius marcou, assistiu e fragilizou a defesa axadrezada
Fonte: Bola na Rede

A segunda parte, à semelhança da primeira, começou com o Benfica por cima, e com Chiquinho a testar os reflexos de Bracali. Aos 51′ Vinícius recebeu de Grimaldo e assistiu para Cervi, no meio de um imbróglio com Marlon, empurrar para o segundo golo encarnado. Nova vantagem bem cedo na segunda metade da partida.

Pouco depois, Vinícius, o homem do momento na Luz, ampliou a vantagem com um remate categórico. O brasileiro, de primeira, colocou a bola, em jeito, no ângulo da baliza de Bracali.

Os encarnados, em cima dos 90′, haviam de chegar ao quarto por intermédio de Gabriel, numa cabeçada a responder ao cruzamento de Pizzi. Terminava assim a partida, com o Benfica a receber os louros de uma exibição sólida e competente.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Boavista FC : Bracali; Fabiano, Ricardo Costa ( 80′ Yusupha), Neris, Marlon (58′ Reisinho); Rafael Costa, Obiora, Gustavo Sauer ( 68′ Samuel), Carraça; Paulinho, Stojiljkovic

SL Benfica: Odysseas; Tomás Tavares, Rúben Dias, Ferro, Grimaldo; Pizzi, Adel Taarabt, Gabriel, Cervi; Chiquinho (87′ Samaris) , Carlos Vinícius( 81′ Seferovic)

FIFA Esports Portugal – #5

Esta rubrica semanal consistirá num apanhado de notícias, rumores e novidades no mundo do FIFA Esports em Portugal. E irá tentar cobrir todas as últimas notícias da actualidade!

GIL VICENTE FUTEBOL CLUBE JUNTA-SE AOS ESPORTS!

Fonte: Gil Vicente FC

O clube minhoto é a mais recente adição ao mundo dos Esports e ao panorama nacional, em comunicado do clube pode-se ler:

O constante crescimento da modalidade chamou a atenção do nosso clube, pelo que foi criada uma equipa para competir na vertente de PROCLUBS e de 1×1, com o plantel atualmente fechado.

A equipa Gilista já tem inscrição oficial na FPF eSports e irá competir na II Liga Portuguesa (na qual vai disputar o qualificador de acesso à I Liga), na Taça da Liga e na Taça de Portugal, todas elas competições organizadas pela FPF.

O principal objetivo do projeto é somar pontos e escrever o nome do Gil Vicente FC na história da modalidade de eSports”.

Uma excelente notícia para a scene nacional dos Esports, em que após a entrada mais recente do CD Santa Clara, desta vez os Gilistas também se juntam a um grande leque de equipas da primeira divisão nacional.

Como mencionado acima, o grande foco será começar pela vertente de FIFA Pro Clubs e de FIFA 1v1.

CHRISTMAS CHALLENGE DÁ PONTAPÉ DE SAÍDA ESTE SÁBADO!

Fonte: FPF eSports

Este sábado, inicia-se o FPF eSports Christmas Challenge no Famalicão Extreme Gaming. Após o qualificador presencial desta sexta-feira ter encontrado os últimos quatro jogadores para participar no torneio, o sorteio dos potes está para breve e o torneio irá ser jogado durante todo o sábado e domingo.

Com uma prizepool de cinco mil euros totais e um total de 32 jogadores inscritos, este torneio promete aquecer no Famalicão Extreme Gaming. Abaixo podem conferir os potes para o torneio:

Pote 1: RastaArtur, BrunoRato, Sales, Somosnos, Guti, Tiago10SLB, Runrun, Duarte
Pote 2:
tuga810, JOliveira10, Gouvy, fenómeno, rikhard, Porkzilla, bernasfigue5, MarQzou
Pote 3:
nathanielhank, mart1nst, bernaschico76, Seensation, Hugob0ss, BAlmeida, godiiiinho, nunobc
Pote 4:
danithe7, ariespls, tcosta, Dantekkz, Dallano9 (QP), JorgeMBSilva (QP), RafaMonteiro (QP), DiogoNunes14 (QP)

*QP – Qualificador presencial

Não se esqueçam de acompanhar o torneio através das plataformas da FPF eSports e da Twitch da RTPArena.

BOAVISTA FC LIDERA APÓS QUATRO JORNADAS DA LIGA FPC!

Fonte: FIFA Pro Clubs PC Portugal

Com quatro jornadas decorridas na Liga Portuguesa de FIFA Pro Clubs PC, os axadrezados lideram a tabela com 12 pontos em 12 possíveis. Depois de duas vitórias tranquilas por 6-0 e 5-2 esta semana frente a Prodígios FC e Inglorious respectivamente.

Logo atrás colocam-se a par, Magicians e 22 Esports ambos com 10 pontos. Leões de Porto Salvo TFC na perseguição com sete pontos, os estreantes Inglorious com seis pontos e por outro lado, os veteranos Prodígios também com seis pontos.
Já na parte terminal da tabela, surpresa com a equipa da For The Win Esports em 8.º lugar com apenas uma vitória em quatro partidas.

No que toca aos desempenhos individuais até ao momento, destaque para Leko (Leões de Porto Salvo TFC) com oito golos em quatro jogos, Deez (Boavista FC) com cinco golos em quatro jogos e Tolord (Magicians) com quatro golos em dois jogos. Nas assistências está em evidência os mesmos três emblemas. Reloadz (Boavista FC) com quatro assistências, SuperMatos (Magicians) com três assistências e também com três passes para golo X1CO (Leões de Porto Salvo TFC).

Foto de Capa: FPF eSports

Manchester aquece para o derby

Manchester City e Manchester United defrontam-se este sábado às 17h30 no Etihad Stadium, naquele que é o jogo grande da jornada 16 da Premier League. Os dois gigantes de Manchester estão separados por três lugares na classificação mas a diferença pontual entre ambos é bem maior: 11 pontos.

O City chega ao derby no 3º lugar do campeonato, após a vitória folgada na casa do Burnley a meio da semana, estando numa série de quatro jogos consecutivos sem perder. Já o Manchester United chega a este jogo com a moral em alta, após ter aplicado a primeira derrota a José Mourinho desde que o português chegou ao comando do Tottenham. Os red devils estão no sexto lugar da classificação, levam já quatro jogos consecutivos no campeonato sem conhecer o sabor da derrota e esperam trazer pontos na visita ao rival da mesma cidade para não perder o comboio do top 5.

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O United venceu apenas um jogo fora de Old Trafford esta época, quando visitou o Norwich em outubro e derrotou os canários por 3-1. O City leva cinco vitórias em sete partidas disputadas no Etihad, para além de um empate e a derrota surpreendente com o Wolves de Nuno Espírito Santo. Contudo, há um dado que joga a favor dos encarnados de Manchester por comparação com o seu rival mais antigo. Nos confrontos com os “Big Six”, os seis primeiros classificados da época passada, o United soma duas vitórias e dois empates, ao passo que o City soma uma vitória contra o Chelsea, um empate com o Tottenham e uma derrota com o Liverpool.

City e United chegam a este jogo separados por 11 pontos                                                              Fonte: Premier League

A equipa de Guardiola privilegia um futebol de posse e ataque em bloco com as linhas subidas, enquanto que o United se sente menos confortável quando tem que assumir a posse de bola e mais à vontade quando explora o contra-ataque. Nesta época, foram já várias as equipas que mostraram contra o City que não é preciso ter mais posse de bola para chegar ao golo mas sim ser mais eficaz nas oportunidades criadas, como são os casos do Wolves e do Norwich City.

Na minha opinião, um dos principais fatores de decisão neste jogo serão os duelos a meio-campo, um setor onde o City é claramente superior ao adversário. O United tem no ataque a sua melhor arma, com jogadores rápidos, capazes de desmontar a teia defensiva do City e resolver o jogo por si.

As equipas defrontaram-se 18 vezes no Etihad Stadium, desde que o Manchester City aí se fixou em 2003, com o registo a ser equilibrado: oito vitórias para cada lado e dois empates. Nas últimas quatro visitas ao reduto do City, os red devils venceram duas, a última das quais memorável: o United esteve a perder por 2-0 e operou a reviravolta com um bis de Pogba e um golo de Smalling, vencendo o derby de Manchester e impedindo o rival de celebrar o título de campeão nesse dia.

Gundogan volta a entrar nas contas de Guardiola após ter cumprido um jogo de castigo frente ao Burnley e Zinchenko também poderá retornar à quadra, ele que não é opção desde o início de outubro. Baixas confirmadas para a equipa da casa são três e todas de peso: Sergio Aguero, Aymeric Laporte e Leroy Sane. Do lado dos visitantes, Solskjaer confirmou na antevisão ao jogo que Pogba continuará ausente da ficha de jogo, ainda a recuperar de uma lesão no tornozelo. A boa notícia para os red devils é que Martial já está apto para jogar, ainda que não seja escolha provável para começar o jogo de início.

Assim sendo, Pep Guardiola deve fazer alinhar Ederson na baliza, Cancelo, Stones, Fernandinho e Mendy na defesa e um meio-campo a três composto por De Bruyne, Gundogan e David Silva. Na frente de ataque, Bernardo Silva e Sterling no apoio a Gabriel Jesus. Do lado do United, De Gea é aposta segura para a baliza, com o quarteto defensivo a ser composto por Wan-Bissaka, Lindelof, Maguire e Young. McTominay e Fred deverão ser os médios de contenção, atrás de James, Lingard e Rashford. Sozinho na frente, Greenwood será uma seta apontada à baliza do City.

Foto de Capa: Premier League

McGregor vs. Cerrone – O ponto de partida

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É oficial: Conor McGregor está de volta, e vai enfrentar Donald Cerrone no UFC 246, na T-Mobile Arena em Las Vegas. Mas será esta a luta certa para o irlandês? Será que ele tem muito a perder? Vamos analisar este combate.

Os rumores sobre esta luta já são antigos. Já em março, ambos os atletas estiveram para lutar, mas Dana White referiu que o combate não seria evento principal. Isto deve-se ao facto dos eventos principais do UFC serem por um título (caso sejam pay-per-views, o que era na altura).

Tais condições não agradaram a McGregor, e a luta acabou por não ficar fechada nessa altura (lê mais aqui).

Donald Cerrone: Luta certa ou o caminho mais fácil?

Quando esta luta foi confirmada, foi muita a discussão em seu torno gerada. Muitos diziam que esta é a luta certa para o regresso de Conor, outros dizem que está se está a desviar dos melhores lutadores.

É um facto que McGregor poderia regressar e enfrentar, por exemplo, Justin Gaethje, que está no topo da divisão de peso-leve. É um facto que poderia enfrentar Jorge Masvidal que é, a esta altura, o lutador com mais mediatismo à sua volta.

Mas o que ganharia McGregor com isso? O irlandês não vence uma luta há mais de três anos (última vitória foi contra Eddie Alvarez no UFC 205) e já não compete há mais de um ano. É claro que nós como fãs preferimos as lutas mais entusiasmantes, mas um atleta tem de pensar bem e escolher as melhores opções para a sua carreira. Ainda por cima alguém como McGregor, que teve um 2019 muito conturbado com vários processos legais.

Sem descredibilizar Cerrone, é uma luta mais acessível para McGregor do que qualquer outra opção apresentada acima. O americano de 36 anos vem de duas derrotas por nocaute frente a Tony Ferguson e Justin Gaethje. Para além da idade, não é fácil para um atleta combater depois de dois nocautes. Isto tudo são fatores a favor de McGregor.

Cerrone venceu o último combate em maio, frente a Al Iaquinta
Fonte: UFC

Mas o que torna esta luta interessante são os estilos de ambos os lutadores. Ambos são strikers, muito bons no combate em pé. Isto também favorece McGregor, que é conhecido pelo seu strike. Mas Cerrone é fantástico no jogo de chão: 17 das suas 36 vitórias foram via submissão.

Outro fator a destacar é a categoria de peso. Cerrone combatia nos 77kg, mas no início do ano decidiu regressar aos 70kg e ganhou dois combates, e perdeu dois. McGregor que o normal seria combater na divisão dos 70kg, vai enfrentar Cerrone nos 77kg.

Esta questão do peso terá muitas implicações na luta. Cerrone é maior que McGregor, e o irlandês não terá a mesma rapidez e resistência que tem nas categorias inferiores. Para além disto, como Cerrone será mais pesado, Conor terá, em teoria, menor poder de KO.

Para mim, esta é a luta certa para McGregor regressar, conseguir uma vitória, e afastar os seus últimos três anos.

McGregor – Afinado ou enferrujado?

À data do combate fará um ano e dois meses desde a última vez que McGregor entrou no octógono. Também fará três anos e dois meses desde a última vitória de McGregor no UFC. O chamado “ring rust”, ou “ferrugem de combate” é algo bem real. Um atleta que passe muito tempo sem competir, embora treine, fica sempre “enferrujado”. Para além do mais, o próprio McGregor admitiu beber álcool durante o campo de treino para o combate contra Khabib, o que é, obviamente, contraproducente quando se quer atingir o pico da forma física.

Outro tópico muito falado pelo irlandês é a questão da motivação. Ele referiu que depois de vencer Eddie Alvarez, que nunca mais sentiu a mesma motivação de outrora.
Ele referiu mais recentemente que se sente motivado e está com muitos objetivos para o ano 2020, veremos se é verdade.

Também será essencial para McGregor se afastar dos problemas que teve em 2019: partir um telemóvel de um fã, agredir um idoso num bar, entre outros. O objetivo disto será reconquistar muitos dos fãs que agora estão contra ele.

McGregor competiu pela última vez em novembro do ano passado
Fonte: UFC

Para quem está guardado ‘o azar’?

E este fim de semana volta a haver Campeonato. Estranho não acham? O Campeonato não vai parar de novo? Parece que não, e que ainda vamos ter mais duas (!) jornadas até ao fim do ano. Que fartura! Assim sendo, o melhor é aproveitarmos cada jogo ‘como se fosse o último’.

Jornada 13! Será de azar? Para alguns com certeza que sim.

A jornada começa com uma ida do SL Benfica ao Bessa, onde mora um Boavista que apenas perdeu em casa com o FC Porto, e pela margem mímina. Pode não maravilhar pelo futebol jogado, mas este Boavista FC está a maravilhar pelos resultados e já anda a farejar os lugares europeus. Que Benfica teremos? O do CS Marítimo ou o da SC Covilhã? O de 90 minutos em Lepzig ou o dos últimos 9? Seja qual deles for, adivinha-se um jogo complicado para o líder do Campeonato.

Sábado o ‘novo’ CS Marítimo de José Gomes recebe o CD Santa Clara, num duelo entre ilhas que se prevê rasgadinho, ou não precisassem ambas as equipas de pontos urgentemente. Ainda assim, acredito que o Marítimo poderá vencer o jogo e deixar a equipa de São Miguel numa posição que o ano passado não conheceu: à beira da linha de água.

O FC Famalicão recebe depois o CD Tondela. O favoritismo será dos da casa, mas a verdade é que o gás se tem perdido um pouco para a equipa sensação da nossa liga, e o CD Tondela tem mostrado que consegue melhores resultados fora que em casa. Acredito pois que caso não tenhamos o melhor Famalicão, poderemos quiçá ter uma divisão de pontos.

E para finalizar o Sábado futebolístico, teremos o SC Braga a ir até Aves. A caminhada rumo à Segunda Liga parece ser inevitável para o CD Aves, que não me parece que ressuscite com Nuno Manta Santos ao leme. E com o Braga a subir de rendimento também na Liga, parece-me que será um jogo eventualmente tranquilo para a equipa de Sá Pinto.

Mais uma jornada onde se espera luta acesa por cada lance disputado
Fonte: Liga Portugal

Domingo, a jornada abre na capital do móvel. O FC Paços de Ferreira recebe o Vitória FC. Mais um jogo entre aflitos. Face ao fraco poder ofensivo dos de Setúbal, e mesmo com um Paços de Ferreira FC abaixo da linha de água, acredito que o jogo possa terminar com vitória dos da casa.

O Vitória SC receberá o Portimonense SC, e parece ser uma óptima oportunidade para os vimaranenses voltarem às vitórias, e assumirem claramente a sua candidatura ao Top 4 da Primeira Liga.

Ainda no Domingo, entram em campo os outros dois grandes. O Sporting CP receberá o Moreirense FC. À partida, será um jogo em que os leões terão tudo para vencer, e dar um pouco de tranquilidade à equipa. No entanto, um Moreirense no seu melhor poderá tornar a tarefa dos de Alvalade tão mais difícil, quanto os minutos forem andando sem que os de Alvalade estejam na frente do marcador. Volta Sporting!

O FC Porto irá jogar com o Belenenses Futebol SAD. É verdade que os portistas têm tido alguns dissabores em Belém, mas este ano não se joga em Belém. A equipa ‘do Jamor’ tem sido capaz do melhor e do pior, poderá dificultar a vida ao FC Porto, mas muito do jogo dependerá da forma como os portistas encararem o jogo.

Por fim, segunda-feira, o Rio Ave FC recebe o Gil Vicente FC. A equipa de Vitor Oliveira vem de uma vitória na sua casa ante o Sporting CP, e com as melhoras que tem evidenciado, poderá tornar o jogo de Vila do Conde muito complicado para os visitados, até porque a equipa de Carlos Carvalhal tem teimado em não ter uma sequência de resultados e/ou exibições que era expectável no ínicio da temporada.

Venha de lá a redondinha. Futebol, golos, espetáculo e respeito entre todos é o que se deseja para o fim de semana.

 

Foto de Capa: Liga Portugal

 

 

Antevisão Boavista FC-SL Benfica: A redenção encarnada

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O Sport Lisboa e Benfica defronta o Boavista Futebol Clube em jogo a contar para a décima terceira jornada da Primeira Liga portuguesa. Depois do desaire frente ao Sporting da Covilhã a meio da semana, os encarnados enfrentam uma prova de fogo no Bessa.

A turma de Bruno Lage tem um mês de dezembro especialmente preenchido: luta pela permanência nas competições europeias, o que só acontecerá se vencer o jogo frente ao Zenit; enfrentará o Sporting de Braga na eliminatória da Taça de Portugal e ainda tem o seu futuro na Taça da Liga pendente. Tudo isto a juntar à defesa do título de campeão nacional!

O Estádio do Bessa é sempre um reduto difícil e no caso das águias não é diferente. Atualmente no quinto posto da tabela classificativa, o Boavista está a fazer uma boa temporada e, a jogar em casa, é capaz de criar dificuldades aos forasteiros.

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O SL Benfica é considerado favorito para este encontro, até porque soma 14 vitórias consecutivas fora de casa, mas não pode baixar a guarda. O ambiente frenético que se vive no estádio do clube portuense é uma adversidade para a equipa lisboeta, e com certeza que os comandados de Lito Vidigal vão procurar fazer mossa na boa prestação da turma das águias na liga portuguesa.

Bruno Lage reconheceu que será um jogo difícil, num complicado Estádio do Bessa, até porque os boavisteiros só têm uma derrota caseira
Fonte: SL Benfica

Do lado dos axadrezados, Lito Vidigal tem algumas baixas de peso no plantel. Mateus, Heriberto e Yaw Ackah não serão opção para o técnico boavisteiro. Por sua vez, Bruno Lage não pode contar com o lesionado Rafa Silva e o suspenso Gabriel. Já Seferovic recuperou a tempo do jogo e esta é uma boa notícia para os encarnados.

Certamente que o 11 inicial do Sport Lisboa e Benfica deve ser muito diferente daquele que foi visto no distrito da Guarda. Bruno Lage fez alinhar Zlobin, Tomás Tavares, Rúben Dias, Jardel, Nuno Tavares, Gedson, Florentino, Samaris, Jota, Raúl de Tomás e Zivkovic. Arrisco a dizer que vai ser uma verdadeira revolução no alinhamento inicial, com Pizzi a poder voltar aos eleitos. O médio dos encarnados marcou e assistiu nas três últimas jornadas da Liga.

Já o Boavista alinhou, na sua última partida frente ao Santa Clara, Bracali na baliza, Dulanto, Ricardo Costa, Neris e Carraca na defesa, Yaw Ackah, Rafael Costa e Fabiano no meio campo, e Stojiljkovic, Heriberto Tavares e Paulinho na frente de ataque.

Espera-se um jogo de intensidade máxima e com muita ferocidade na luta pelos três pontos. O Bessa será, pelas 20:30h desta sexta-feira, palco de mais um confronto entre águias e panteras. Veremos quem leva a melhor!

Foto de Capa: Boavista FC

Luís Diaz dispensa o banco

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Na segunda jornada da fase de grupos da Taça da Liga, o FC Porto visitou e venceu o Casa Pia por 3-0, numa partida em que o treinador Sérgio Conceição apostou nos jogadores menos utilizados. O resultado e a exibição ajustaram-se aquilo que foi pedido e o treinador conseguiu, de certa forma, perceber melhor as valências de todos os jogadores que tem disponíveis.

Certo é que o adversário, de um escalão inferior, também ajudou a despoletar o melhor lado dos jogadores portistas, mas, começo achar que Luís Diaz não tem lado mau. Foi, de longe, o melhor em campo, mesmo que alguns colegas também mereçam destaque, o extremo colombiano está acima da média. Saravia esteve bem, e estreou-se a marcar, mas Luís Diaz deu provas ao treinador que independentemente do adversário a qualidade é inegável e merece voltar a um lugar que já conquistou.

Luís Diaz exibiu-se acima da média no jogo de hoje, fazendo, inclusive, um golo
Fonte: FC Porto

A festa que ditou o castigo do extremo e a consequente não utilização tem sido um duro golpe para quem tem feito um início de temporada de grande nível. Hoje, como tem acontecido na maior parte do jogos, o colombiano mostrou que o banco não é o lugar dele e que merece ser chamado para o onze.

Diante do Casa Pia foi um dos principais responsáveis pela vitória, não só pelo golo, mas por aquilo que deu ao jogo: qualidade, inteligência e classe. Características que lhe assentam bem e o diferenciam dos demais.

Chegou ao FC Porto esta época, mas já conhece os cantos à casa. O treinador tem o direito de aplicar os castigos que achar pertinentes em prol do clube, mas é certo que não colocar Luís Diaz castiga os adeptos e amantes desta modalidade.

Fonte: FC Porto

Casa Pia AC 0-3 FC Porto: Três, a conta que Conceição fez

36 anos após o último jogo frente a um grande do futebol português, o Estádio Pina Manique voltou a receber um duelo de grande cartaz. Para não fugir à regra, os dragões voltaram a levar a melhor, adiando para a última jornada a decisão de quem passa à final-four da Allianz Cup.

É preciso recuar a 1939 para encontrar o último encontro entre lisboetas e portistas: num jogo de má memória para os anfitriões, o FC Porto veio à capital bater os da casa por 2-1, em encontro a contar – imagine-se (!) – para a jornada 12 da primeira divisão do campeonato português.

Realidade paralela à atual, uma vez que o encontro desta noite serviu para completar a 2.ª jornada do Grupo D da Taça da Liga, do qual também fazem parte GD Chaves – com quem os dragões discutirão a passagem à próxima fase na próxima jornada – e Santa Clara.

Num duelo entre amigos (o treinador dos piadenses foi orientado pelo timoneiro azul-e-branco no Olhanense), Rui Duarte e Sérgio Conceição encararam esta partida com o objetivo de vencer, mas aproveitaram para gerir o cansaço dos jogadores mais utilizados dos respetivos plantéis. Nos azuis-e-brancos, esta situação tornara-se ainda mais imperativa, uma vez que a turma do Norte iniciou frente ao Paços de Ferreira uma série infernal de sete jogos em apenas 20 dias.

A viverem momentos de forma distintos, uma vez que, às três derrotas nos últimos três jogos dos gansos, os dragões respondiam com um pleno de vitórias em outras tantas partidas, os cerca de 2000 espetadores presentes nas bancadas de Pina Manique viram confirmado o bom momento dos azuis, em contraciclo com a péssima forma da equipa alvinegra.

Com Romário Baró e Aboubakar de fora por lesão, e com dez alterações em relação ao útlimo onze, foram os portistas com Saravia, Uribe e Diaz de volta a dominar na primeira metade do encontro, ainda que sem resultados práticos.

Numa primeira metade de sentido único, Manafá foi o dínamo pela direita que Saravia não conseguiu ser no lado oposto; Sérgio Oliveira, de braçadeira no braço, foi o motor de uma equipa que teimava em não engrenar, tendo em Soares o rosto do desperdício.

Dispostos num sistema com quatro médios e dois avançados, foi Luis Diaz quem se juntou a Tiquinho em zonas mais adiantadas, ficando as alas entregues à subida dos laterais e o jogo interior reforçado com Bruno Costa e Nakajima.

O Casa Pia, por sua vez, pouca bola tinha e, quando conseguia recuperá-la, rapidamente a perdia, sendo Kikas o elemento mais esclarecido do lado dos da casa.

O Pina Manique voltou a receber os jogos grandes do futebol português
Fonte: Bola na Rede

O nulo com que as equipas saíram para o intervalo manteve-se até ao minuto 50, quando Saravia apareceu numa diagonal na área contrária e respondeu da melhor maneira ao cruzamento de Sérgio Oliveira, aproveitando o desentendimento de Van der Laan com a sua defesa para inaugurar o marcador em Pina Manique.

De uma assentada, a equipa de Sérgio Conceição – primeiro por Diaz e depois por Soares – aumentou para 3-0 e passou para a frente do grupo pela diferença de golos, ainda que em igualdade pontual com o GD Chaves.

Até final, nota para os primeiros minutos de Tomás Esteves em jogos oficiais pelo FC Porto e para mais um jogo sem sofrer golos de Diogo Costa. O jovem guarda-redes portista alcançou o 5.º encontro invicto, estando apenas a dois jogos de igualar Hilário, que esteve sete jogos com a baliza inviolável desde o jogo em que se estreou, na temporada de 1996/1997.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Casa Pia AC: Van der Laan, D. Rosa, P. Machado, C. Marcelo, Simão, Kikas (Sávio, 79′), R. Dantas, Jean, W. Kenidy (J. Ribeiro, 75′), Roncato, Sountoura (Jeka, 66′).

FC Porto: Diogo Costa, Renzo Saravia, Diogo Leite, Chancel Mbemba, Wilson Manafá (Tomás Esteves, 75′), Bruno Costa, Sérgio Oliveira, Matheus Uribe, Luis Diaz (Tecatito Corona, 69′), Shoya Nakajima, Soares (Fábio Silva, 75′).