Estamos em dezembro, mês de festas, de convívios e de prendas. Enquanto que milhões de crianças escrevem esperançosas as suas cartas de desejos ao Pai Natal, Sérgio Conceição e a equipa que comanda, por outro lado, têm o privilégio de não ter de recorrer a tais métodos.
Aliás, não só não têm de recorrer à famosa cartinha, como também não terão que esperar pelo dia 25 de dezembro.
O velhinho barbudo optou por presentear o FC Porto com uma certa antecedência, colocando no sapatinho azul e branco aquilo que os adeptos mais desejam: jogos e mais jogos do seu clube.
Digo mais: jogos e mais jogos que terão uma enorme importância naquilo que será o panorama futuro do clube.
Em dezembro joga-se a continuidade na Liga Europa, na Taça de Portugal, na Taça da Liga e no topo do campeonato nacional.
Em suma, tudo estará em jogo no que resta deste mês de dezembro.
Partindo desse princípio, vejo como obrigatório manter um registo limpo, uma sequência de vitórias neste último mês de 2019, de modo a assegurar presença nas fases decisivas das frentes que restam ao FC Porto.
O triunfo do FC Porto na Suíça deixou os dragões bem encaminhados rumo à fase a eliminar da Liga Europa Fonte: FC Porto
Se, por um lado, um empate carimba a passagem para a final-four de Braga e, possivelmente, para os dezasseis-avos da Liga Europa, qualquer resultado que não seja uma vitória no encontro que resta da Liga NOS poderá trazer resultados extremamente nefastos e ameaçar o principal objetivo traçado para a presente temporada.
Na Taça de Portugal, cenário idêntico: jogo frente ao CD Santa Clara, onde a vitória surge como obrigatória, de modo a aproximar o FC Porto da escadaria do Jamor, trajeto que o clube não realiza, na condição de vencedor, há quase uma década.
Um outro ponto que este calendário “à inglesa” traz à tona é, novamente, a falta de plantel, a falta de opções de qualidade para fazer frente a um exigente aglomerado de jogos num curto espaço de tempo.
Opções fiáveis, comparativamente à época anterior, parecem aparecer ainda em menor número; dentre essas opções, inexplicavelmente (ou nem tanto), algumas continuam a não ser devidamente aproveitadas.
Tais opções de Sérgio Conceição (não só a nível de onzes, como também nas contratações) já custaram caro em épocas anteriores. Olhar para o atual plantel e, efetivamente, acreditar que é suficiente para enfrentar sequências competitivas semelhantes a esta é, no mínimo, imprudente e revela uma enorme sobrevalorização de alguns dos elementos do atual plantel.
Como é que um clube como o FC Barcelona, conhecido pela quantidade de craques que já produziu em “La Masia”, não aposta neste jovem, que é visto como o “novo Iniesta”? Falamos de Riqui Puig. Médio centro da geração de 99, de baixa estatura e com muito futebol nos pés.
Venceu a UEFA Youth League na época de 2017/2018 e, atualmente, joga pela equipa “B” dos “Blaugrana”. Já foi associado por diversas vezes a empréstimos, mas segundo consta na imprensa espanhola, o jogador prefere continuar na equipa secundária (com aspirações realistas de subir à principal) do que ser cedido a outro clube.
Apesar de se ter estreado pela equipa principal do FC Barcelona em 2018 (três jogos realizados), a forte concorrência que enfrenta para ter oportunidades, adia a sua afirmação definitiva na formação de Lionel Messi e companhia. À sua frente ainda tem: De Jong, Arthur, Rakitic, Vidal e Aleñá.
Para quem não conhece Riqui Puig, pode imaginar um jogador, fisicamente à imagem de Tiago Dantas (SL Benfica), e a nível técnico e tático, com “genes” de Iniesta ou Xavi. Comparações com futebolistas de outras épocas são quase sempre desmedidas, mas visto que se trata também de um jogador da “cantera” dos “culé”, com movimentos e dinâmicas semelhantes, faz sentido.
Este desinvestimento no jogador da formação é algo estranho, porque se trata do FC Barcelona: um clube formador, de raízes e princípios de jogo bem vincados. Quantidade com qualidade. Mas, aponto várias razões sobre esta preferência no jogador de “fora” em detrimento da “prata da casa”.
Visão de jogo que faz lembrar algumas “lendas” do clube Fonte: FC Barcelona
Em primeiro lugar, os atritos que se têm feito notar na administração do futebol de formação e que vieram a público. O diretor das camadas jovens do clube, Patrick Kluivert sugeriu, numa entrevista a um órgão de comunicação social espanhol, que Puig fosse emprestado a um clube de nível superior, já que o jogador tem sido alvo de entradas mais ríspidas por parte de adversários do terceiro escalão (campeonato onde militam as equipas “B”). Já o jogador prefere esperar…
Em segundo, a questão do treinador. Com todo o respeito pelo trabalho que Ernesto Valverde fez ao serviço do Athletic Bilbau – e que levou a que o Barcelona o contratasse -, não vejo nele um técnico “à Barcelona”. Apesar dos títulos já conquistados, não é o tipo de treinador capaz de arriscar, apostando nos miúdos que vêm de dentro (exceção feita a Ansu Fati).
Por último, mas não menos importante, a aparente facilidade em gastar milhões em projetos de jogador (ou oportunidades de negócio), quando existem nos quadros do clube, jogadores de igual ou maior potencial. Como exemplo, a contratação de Junior Firpo para suplente de Jordi Alba. Em contrapartida, emprestaram o também lateral esquerdo, Juan Miranda, ao Schalke 04. Um dos maiores destaques da seleção espanhola campeã da Europa em sub19. São opções…
Desta forma, não digo que seja, atualmente, um jogador maduro o suficiente para ser titular indiscutível na equipa principal. Ainda assim, já tem condições para ter mais oportunidades a espaços e a fim de crescer rodeado de grandes. Em suma, é um protótipo do jogador blaugrana. Baixa estatura, rapidez de processos, velocidade de pensamento e execução. Para já, é aguardar. Talento incrível, potencial enorme, apenas precisa de espaço. Estou seguro de que o Barcelona vai apostar nele no futuro. Mas este “futuro” podia ser já “amanhã”.
A conquista de um campeonato é prioritária para certos clubes. Para outros, almejar um certo posto na classificação é a meta final. Campeonatos são cada vez mais o obter do ticket para viajar mais longe. Para competir onde o retorno é maior. Onde a visibilidade é superior.
Na Liga Coreana, são poucos os emblemas a alcançar um tri campeonato. Aconteceu, este ano, pela terceira vez, apenas. Antes, só o Seongnam, em 1993-1995, e 2001-2003. José Morais chegou em Novembro, no fim da época passada. O Jeonbuk Motors já tinha o bi na bagagem.
Obteve a sua experiência e conhecimento ao leme de um pioneiro. José Mourinho, um homem que sem atributos para o relvado, os desenvolve ao seu jeito em quem os tem. José Morais fez parte de equipas técnicas como as do Inter, Real Madrid, e Chelsea, como assistente. Foi a forma encontrada para colher experiência nos maiores palcos.
O luso angolano confessa que conheceu Mourinho no Benfica, e rapidamente se identificou com a sua metodologia, organização e dinâmica. Um estilo de treino muito influenciado pelas ideias de Cruyff, Robson e Van Gaal, com bastantes diretrizes do estilo holandês: exercícios com bola em espaços muito reduzidos.
A hora em que foi chamado pelo atual técnico do Tottenham, na altura em que Villas Boas seguiu viagem para Coimbra, de forma a desempenhar funções a solo, foi marcante.
O primeiro tricampeonato de sempre do Jeonbuk Hyundai Motors Fonte: hyundai-motorsfc.com
Com passagem em mais de dez países, José Morais chegou à Coreia do Sul para orientar o bicampeão do país. Com uma vasta experiência, quer como observador, quer como assistente, quer como técnico, a forma como conquistou o título no passado dia um de Dezembro não é recorrente. Muito improvável, diga-se.
Em 2009, tinha alcançado o primeiro título como treinador principal: o campeonato da Tunísia, com o Espérance de Tunis; o segundo, a Supertaça da Arábia Saudita, com o Al-Shabab, em 2014.
Na penúltima jornada da K-League, o Jeonbuk encontrava-se no segundo posto, a três pontos do primeiro. Curiosamente, essa partida colocava em confronto direto os dois pretendentes à celebração do campeonato.
O Ulsan Hyundai FC, o tal primeiro colocado, recebeu o conjunto de Morais e aguentou-se. Terminou empatado o encontro (1-1), mantendo-se a três pontos de vantagem perante o Jeonbuk.
Na última jornada, normalmente, quem está à frente, continua à frente. Mas não desta vez. O Jeonbuk Hyundai Motors, cumpriu o seu calendário: com ambos os jogos a serem realizados à mesma hora, as bancadas davam o mote: encarregaram-se de celebrar os golos que o Ulsan ia sofrendo, auxiliando os pupilos de José Morais a manterem o resultado de 1-0, que se confirmou no apito final.
Até esse apito, o facto do Ulsan perder não bastava. Ou seja, se o Ulsan marcasse mais golos, vencia o título e estragava o tri ao Jeonbuk. Perdeu 4-1 com o Pohang, mas se perdesse por 4-3 era diferente.
A turma de José Morais obtém, desse modo, o título. Terminaram ambos com igualdade pontual (79), mas no critério dos golos marcados, o Jeonbuk levou a taça (72 golos), superando os 71 de uma equipa que já não levanta o troféu desde 2005.
Em tempos em que surpreender não é fácil, o desporto, nomeadamente, o futebol, permitem este tipo de “voltes-face”, que por muito possíveis que sejam, poucos ou ninguém os anteveem. Parabéns mister Morais!
Estão a matar o futebol português. Dava um filme de terror, mas é a realidade. É algo que me incomoda particularmente desde sempre, mas que nos últimos anos ganhou uma repercussão nunca antes vista, fundamentalmente devido à difusão das redes sociais e da quantidade de meios que temos à nossa disposição para espalhar informação e manifestar a nossa opinião sobre os mais diversos temas.
A ideia de que o futebol português atravessa uma crise de resultados internacionais e que a culpa é da falta de competitividade e de qualidade do campeonato português é debatida e discutida praticamente todas as semanas nesses que vocês chamam de programas de debate desportivo. Aí está o primeiro erro colossal numa lista que ganha novos dados todos os dias.
A partir do momento em que a televisão portuguesa dá destaque a programas com três pessoas, sempre dos mesmos clubes, que passam duas horas a gritar uns com os outros e a chamar de corrupto e ladrão ao clube do respetivo comentador, algo de muito errado se passa, não no futebol dentro das quatro linhas, mas na forma como o divulgamos. E isto não é propaganda ao futebol. É falar de três, de casos judiciais, de alegações e polémicas que dão audiências porque contaminam um povo que gosta de futebol mas que gosta ainda mais de casos e de intrigas. A verdade é essa. A necessidade de audiência supera a necessidade de bem informar e de bem tratar aquela que é a qualidade, neste caso, do jornalismo português.
O erro começa quando definimos três clubes como grandes e os restantes 18 como pequenos. Todos os clubes são iguais. É evidente que há clubes mais fortes, com mais historial ou com maior orçamento mas o facto de fazermos esta divisão reforça ainda mais o facto de que nenhum clube se pode aproximar desse patamar de “grandeza” porque está reservado para três. Os três e o resto. Clubes como o SC Braga, que estruturalmente cresceu imenso ao longo da última década, ou como o Vitória SC, conhecido por ter uma massa adepta única e vibrante, não se conseguem aproximar do título nacional porque não lhes deixam. Se a atenção dada aos três do costume fosse a mesma a todos os outros clubes, teríamos um campeonato muito mais interessante e muito mais apelativo.
Há muito mais, infelizmente. Se há coisa que me tira do sério e que foge completamente ao meu raio de compreensão é a forma como tratam os clubes na praça pública. “Hoje joga o SL Benfica” ou “Vamos analisar ao pormenor o desempenho dos jogadores do FC Porto”.
Em Portugal enraizou-se uma cultura de veneração ao grande, que assenta em dar um grande destaque a tudo o que envolve uma equipa grande, menosprezando por completo o adversário. Leva-me a pensar que SL Benfica, FC Porto e Sporting CP são clubes portugueses e que todas as outras equipas do campeonato são estrangeiras e inimigas e não merecem o mesmo respeito e a mesma igualdade de tratamento.
Dou o exemplo real do que aconteceu no passado domingo, em Barcelos. O Gil Vicente FC venceu de forma justíssima o Sporting por 3-1 mas a abertura dos noticiários desportivos não realçou em nada o mérito na exibição Gilista. “Escândalo em Barcelos”, “Crise no Sporting” ou “Varandas contestado” foram algumas das pérolas a que pude assistir, sem surpresa. Não é de agora que quando um clube pequeno vence um clube grande, o destaque vai inteiramente para o demérito do derrotado e não para o mérito de quem venceu. E quando esse elogio surge é quase por obrigação, como se alguém lembrasse esses jornalistas ou esses comentadores que houve, efetivamente, uma equipa vencedora. Mais do que uma questão moral, é uma questão de ética profissional tratar de forma imparcial e justa todos os clubes e todos os agentes desportivos.
Sporting perdeu…ou Gil ganhou? Fonte: Gil Vicente FC
É impensável para um clube pequeno ganhar a um grande sem que haja uma profunda crise nesse clube ou sem que haja um árbitro a inclinar o campo. A qualidade dos jogadores ou do treinador não existe porque o clube A pagou a árbitro B para prejudicar o clube C. Há clubes que perdem sempre contra um determinado grande porque os presidentes são amigos e pagam favores por trás. O jogo terminou empatado porque a relva estava num estado impraticável. Esta é a mentalidade pequena do futebol português.
Claro que não é só nas palavras nem na forma como vendemos o produto que está o mal. A Liga acarreta, para mim, a maior percentagem de culpa no assassinato diário que estão a fazer ao futebol português. Como organismo máximo de uma competição de 18 clubes, é obrigação da Liga fazer com que exista justiça e igualdade em todos os parâmetros para todos os clubes. Tudo o que a Liga faz é gerir tudo de forma a que Benfica, Porto ou Sporting não reclamem porque, um clube como o Rio Ave FC ou o CD Tondela pode ser injustiçado à vontade mas se o Benfica, Porto ou Sporting são de alguma forma injustiçados, aí já cai o Carmo e a Trindade, já há comunicados em fartura e denunciar “a podridão do futebol” e uma súbita preocupação em mudar as coisas. É tudo fachada, amigos. O que querem mudar é a forma como as coisas se desenrolam para que seja justo para eles, não para os outros clubes.
O que aconteceu ao Gil Vicente na temporada transata é um exemplo crónico de uma gestão danosa e incompetente. Ter acatado uma decisão final judicial e fazer disso algo leviano e insultuoso nunca aconteceria com um clube como o Benfica ou o FC Porto. É impensável num panorama mundial ter uma equipa de futebol profissional a jogar numa divisão inferior, sem fins competitivos porque sabia que na época seguinte iria estar na Primeira Liga. Tudo valeu por parte da direção de Pedro Proença. Tudo valeu para que o Gil Vicente tivesse de construir um plantel à pressa, formado por jogadores de todo o lado, sem qualquer conhecimento do futebol português. O campeonato que o Gil Vicente está a fazer, com essas condicionantes todas, devia ser digno de registo e, se em maio terminar nesta posição, deve ser até motivo de estudo. Mas isso nunca acontecerá. Portugal não tem futebol. Portugal tem clubite.
É recorrente, com a paupérrima campanha do Benfica na Liga dos Campeões e com a fraca prestação do FC Porto na Liga Europa até ao momento, que o discurso dos seus dirigentes e treinadores reverta para a falta de competitividade do campeonato português, tendo uma influência negativa na forma como se preparam para os jogos europeus para além de orçamentos reduzidos face a quase todos os clubes que participam nas duas maiores provas de clubes a nível europeu. Pois eu pergunto, e o Braga que fez uma fase de grupos irrepreensível e está já qualificado para a próxima fase? E o Vitória que, embora não se tenha qualificado, bateu-se de igual para igual com candidatos a vencer a competição?
Esses clubes são pequenos em Portugal, mas jogam como grandes na Europa. É mesmo o orçamento o problema? E aqui em Portugal? O orçamento não conta? Um salário de um jogador do Benfica paga duas ou três épocas a qualquer clube português. Porém, a mentalidade da clubite e da pequenez leva as pessoas a desculparem-se com ninharias quando devem reconhecer que o futebol português está mal por sua culpa.
Portugal é o país com maior disparidade nas suas receitas televisivas, pois há uma diferença abismal entre o que recebem Sporting, FC Porto e Benfica e os restantes clubes. Não sou eu que o digo. É a UEFA, esse organismo que tutela o futebol europeu. Querer falar de falta de qualidade esquecendo que não há dinheiro nos outros clubes é o mesmo que pedir uma omelete sem ovos. Benfica, FC Porto e Sporting recebem cerca de 30 milhões por época, que lhes permite, juntamente com os patrocínios e outras fontes de rendimento financeiro, ter capacidade para juntar os melhores jogadores.
A partir desse momento, os restantes clubes recebem migalhas que lhes servem acima de tudo para honrar os seus compromissos salariais. No futebol português reclama-se de falta de qualidade, mas não providenciam as equipas de meios para melhorar. Quando um clube grande empata ou perde, a culpa é da outra equipa que queimou tempo. Não apoio nenhum tipo de prática antidesportiva (e Portugal já esteve pior neste aspeto) mas é incoerente reclamar disto e daquilo quando as armas não são as mesmas. As condições de trabalho não são iguais. Há clubes que treinam no estádio onde jogam e outros têm de saltar de campo em campo para preservar a relva do seu estádio. Isto que parece retirado de uma distrital acontece na Primeira Liga e ninguém quer ver. É incomodativo e não convém levantar muito o véu.
Assistências. Estádios praticamente vazios é uma regra na generalidade dos jogos do campeonato português, com epicentro nos jogos do Belenenses SAD no Jamor, passando por vários estádios por esse país fora. Há algumas felizes exceções (principalmente se consideramos 2 ou 3 mil pessoas uma boa casa), mas a fraca quantidade de pessoas num estádio deveria ser motivo de vergonha para quem manda.
Agendar jogos para uma sexta feira ou segunda feira às 21h é o mesmo que pedir para as pessoas não virem ao estádio. O interesse em obter audiências num canal televisivo é superior ao interesse em ter pessoas no estádio a apoiar as suas equipas e a dar receita bilhética aos seus clubes. Quando uma cadeia televisiva manda numa Liga de Clubes, algo de muito errado e grave se está a passar. Porque é que ninguém se debruça sobre isso?
Vivemos numa era em que todos os meios que temos à nossa disposição deviam ser canalizados para vender o produto nacional do desporto mais mediático do mundo. Contudo, preferimos ser arcaicos, incoerentes e fazer de tudo para que apenas três clubes sejam conhecidos, para que apenas três clubes sejam protegidos, para que tudo gire à volta de três clubes. Os outros servem apenas para fazer número. Como diz o outro… “Peguem nesses três e façam um campeonato só para eles”.
Num mercado muito mexido, várias foram as figuras de proa do mundo do ciclismo que trocaram de cores. Com os plantéis dos principais conjuntos praticamente todos fechados, podemos analisar as transferências do defeso 2019/2020 e destacar cinco que certamente terão grande impacto para a época que se avizinha.
5.
Fonte: Milano-Sanremo
Vincenzo Nibali (Trek-Segafredo)- O veterano italiano não tem nada a provar e esta mudança já era esperada há muito tempo. De qualquer modo, o tubarão quererá mostrar que continua com força para vencer e, entre GTs, Clássicas e Jogos Olímpicos, será a maior arma da Trek para conseguir um triunfo de topo e manter a senda vencedora recente do título mundial de Pedersen e do Monumento de Mollema.
João Vítor Tavares Saraiva, à partida, é um nome desconhecido para a maioria daqueles que me estão a ler. Porém, se eu vos disser que o artigo de hoje vai ser para homenagear o melhor jogador do mundo de futebol de praia, já todos chegaram à conclusão que vou falar do Madjer.
Tal como anunciara ao Bola Na Rede TV, o melhor jogador das areias terminou a carreira esta temporada. A despedida aconteceu no passado dia 2 de dezembro. O momento foi deveras emocionante, e a despedida não podia ser melhor, já que culminou com a conquista do campeonato do mundo de futebol de praia.
Internacional português por 587 vezes, o capitão conta com um registo impressionante de 1082 golos. Ora tudo somado foram mil e oitenta e duas vezes onde festejamos golos de diversos feitios: pontapés de bicicleta, remates fortíssimos e muitas outras acrobacias que vão ficar para sempre na nossa memória. Madjer é um ídolo para todos nós e foi o grande impulsionador do futebol de praia por todo o mundo. E por isso, foi num misto de tristeza e orgulho que vimos as imagens onde Madjer se despediu das areias, lágrimas que no fundo foram um pouco de todos nós.
Madjer é e será sempre uma referência no mundo do desporto, o atleta revolucionou o futebol de praia e é graças a ele que hoje a modalidade tem o destaque que vemos. Na história irão ficar os diversos prémios que conquistou a nível individual e coletivo. Três vezes bola de ouro de futebol praia, duas vezes Best Player Beach Soccer Stars, duas vezes Best Five Beach Soccer Stars e uma vez Best Goal Beach Soccer Stars. Já a nível coletivo, e no que à seleção nacional diz respeito, o capitão conquistou três Campeonatos do mundo (2001, 2015 e 2019), sete Mundialitos (2003, 2008, 2009,2012, 2014, 2018 e 2019); seis Ligas Europeias (2002,2007, 2008, 2010, 2015 e 2019); em junho conquistou também a Taça dos Jogos Europeus.
Os grandes golos e as famosas bicicletas foram uma imagem de marca que acompanhou a carreira de Madjer Fonte: FPF
A nível de clubes, Madjer brilhou nos mais variados clubes, e um pouco por todo o mundo. Em Portugal, representou o Sporting CP onde conquistou o Campeonato Nacional, um Campeonato de Elite e um Campeonato Distrital. Para além dos leões, o capitão português representou clubes em Itália, Brasil, Turquia, Rússia e Emirados Árabes Unidos. Contudo, o destaque recai sobre Brasil, nomeadamente pelo Corinthians, clube pelo qual conquistou um Mundialito, a nível de clubes.
Uma carreira recheada de títulos, conquistas e muito brilho. Um percurso extraordinário que agora finda. Aos 42 anos Madjer vai deixar os areais, e ao mesmo tempo vai deixar o futebol de praia mais pobre. Porém uma coisa é certo, a sua marca e a sua história marcou gerações e gerações e vai ser sempre recordado como uma lenda do desporto.
Porque vale a pena ver e rever este momento. Para terminar deixo-vos o vídeo da despedida de Madjer, após conquistar mais um Campeonato do Mundo. Um conselho mantenham os lenços por perto, porque é um momento que nos vai deixar com uma lágrima ao canto do olho.
Falar do Campeonato do Mundo de Endurance para mim é falar de horas e horas perdidas a ver carros a serem testados ao máximo. São carros que me fazem sonhar. Quando vejo um Porsche 911 RSR ou um Ferrari 488 GTE Evo é algo que me fica na imaginação e nos meus sonhos.
Mas, esses são os GT3, os mais parecidos aos carros do dia a dia, mas que de parecidos não têm nada. Cresci com os LMP1 a dar voltas ao circuito de Le Sarthe e a serem os mais rápidos, mas, apesar de ter crescido com a categoria LMP1, com os Peugeot, Audi, Porsche e Toyota, acho que desde a saída do projeto da Porsche dos LMP1 que o FIA WEC ficou muito pobre, com apenas a Toyota com um carro de motorização hibrida. A Rebellion Racing, que corre com o Rebellion R13 – Gibson e o Team LNT, que corre com dois Ginetta G60-LT-P1-ERA, ambos de motorização não-hibrída, só este ano é que podem levar luta aos Toyota, devido ao EoT (Equivalence of Technology) e ao BoP (Balance of Performance).
Mas, na minha opinião, parece existir luz ao fundo do túnel. A chegada da classe dos Hipercarros, que substituirão os LMP1 em 2020/2021 é algo, que pelo menos, pelos conceitos lançados por algumas marcas, parece muito interessante.
Apesar da confusão inicial, pensando-se que os hipercarros teriam de ter o seu suporte num carro de estrada já existente, afinal, não é assim. Exemplo da Peugeot – é o carro que está na foto de capa deste artigo – que garanto-lhe, caro leitor, não tem um daqueles nos concessionários mais próximos de si.
Apesar disso, o Conselho Mundial da FIA requer que exista uma ligação a um construtor. Mas, é algo que, mais uma vez, ainda não está bem claro. Por exemplo, já anunciadas estão a Peugeot, a Toyota e a Aston Martin. Todos conhecemos, todos sabemos que não têm problema com esta regra. Mas, quem conhece a Glickenhaus? É uma empresa americana, registada no seu país. Ou seja, deverá ligar-se a um fornecedor de motores, provavelmente.
Também existe os alemães da ByKolles, sendo que estes devem mesmo associar-se a um construtor. Mas ainda não se sabe muito sobre o seu programa.
Ou seja, a cerca de um ano, o que sabemos? Sabemos da Toyota, que já confirmou a participação com dois GR Super Sport, sendo baseado em versão de estrada.
Fonte: Toyota Gazoo Racing
A Aston Martin também já apresentou o seu projeto. Em conjunto com Adrien Newey, da Red Bull Racing, fizera o Valkyrie, que foi construído pela Multimatic, que mais recentemente esteve presente no projeto de GTs da Ford.
Fonte: FIA WEC
A Glickenhaus também quer chegar ao FIA WEC com dois carros, dois SCG 007. Em princípio, rumores circulam de que será um motor Alfa Romeo.
Fonte: Scuderia Cameron Glickenhaus
Como disse em linhas acima, pouco se sabe sobre o projeto da ByKolles Racing, que, em princípio, é uma das equipas que trabalha numa motorização híbrida
Já a Ginetta, que entrou este ano no WEC, tem os atuais G60-LT-P1 disponíveis para a temporada de 2020/21, mas nada mais se sabe.
Fonte: Team LNT Ginetta
A Rebellion Racing associou-se à Peugeot, mas não se sabe se os R13 podem continuar até que arranque o programa hipercarro da Peugeot. A Peugeot entra na época de 2022/23, e talvez participe já em Le Mans 2022. Recorde-se que Le Mans 2023 vai ser o centenário da competição.
A Brabham aponta para a nova classe dos Hipercarros com uma versão revista do BT62, mas não há ainda certezas quanto a programa em full-time.
Fonte: Brabham Automotive
Até agora falamos de carros e de marcas. Deixando essa parte para trás, vamos a algumas regras. Quero destacar que, em termos de regulamentos, existiu um limite da tecnologia e desenvolvimento, incluindo limites de distribuição de peso, tipo Fórmula 1. Assim, os carros LMP1 hibrídos atuais continuam a ser mais rápidos, mas, os custos são completamente diferentes. Algo muito positivo.
Por falar em perda de desempenho, os sistemas de suspensão interligados são proibidos, travões apenas por fio e apenas no eixo dianteiro. O peso aumenta para 1040 kg.
Estas são algumas regras para a nova classe dos Hipercarros que entra em vigor em 2020/2021. Por enquanto, o que vejo aqui é algo muito interessante, com cada vez mais marcas a tentarem chegar ao FIA WEC e animar as corridas de endurance.
Depois da derrota sofrida frente ao Sporting CP nas grandes penalidades, o FC Porto regressou ao Estádio do Jamor, desta vez para defrontar o Belenenses SAD, em jogo a contar para a 13ª jornada da Liga Portuguesa.
Este é um campo tradicionalmente difícil para os dragões, sendo que o relvado não é um fator favorável ao espetáculo do futebol.
Apesar de não estarem a fazer um campeonato digno da sua história, os azuis – que agora têm a sua casa em Oeiras – vêm de uma importante vitória no reduto do CD Tondela.
Já a equipa azul e branca está num bom momento de forma, com a quinta vitória consecutiva. Recorde-se de que, recentemente, os dragões venceram o Casa Pia AC por três bolas a zero.
O juiz da partida, João Pinheiro, apitou pela primeira vez, e começou a rolar a bola no mítico Estádio Nacional.
Os dragões começaram ativos na partida. Logo aos sete minutos, grande combinação no ataque portista e Otávio esteve perto de inaugurar o marcador. O destaque vai para a grande visão de Zé Luís, que serviu da melhor forma o brasileiro.
Pouco tempo depois, foi Marega a deixar um grande aviso à defesa dos azuis. O avançado maliano ficou a reclamar grande penalidade, mas o juiz da partida mandou seguir a partida.
Era mais que evidente a entrada em “rolo compressor” do FC Porto, com dez ataques contra dois da equipa da casa. Mas, aos 13 minutos, caiu um verdadeiro balde de água fria para a equipa azul e branca. Grande golo de André Santos que inaugurou o marcador.
Não passou muito tempo e o Belenenses SAD voltou a criar perigo. Valeu Marchesín a defender o remate do ex- FC Porto Licá.
Os comandados de Sérgio Conceição chegaram mesmo a restabelecer a igualdade no marcador, mas João Pinheiro acabou por anular aquele que seria o segundo golo de Loum com a camisola azul e branca.
Aos 29 minutos, Marchesín voltou a ganhar o duelo a Licá com uma grande defesa.
Um minuto depois, o FC Porto beneficiou de uma grande penalidade que foi convertida com sucesso por Alex Telles. O brasileiro voltou a ser feliz na marca dos onze metros em pleno Estádio do Jamor.
No regresso dos jogadores ao balneário, o resultado ditava igualdade no marcador a um golo, o que não refletiu o domínio dos dragões, mas sim as oportunidades criadas por ambas as equipas.
Alex Telles foi o autor do tento que deu o empate à equipa azul e branca Fonte: FC Porto
Com algum atraso da equipa da casa, iniciou-se a segunda parte do encontro, em que o Belenenses SAD entrou muito melhor do que no primeiro tempo.
Quando o relógio estava quase a dar uma hora de encontro, Licá esteve perto de criar perigo para os homens da casa, mas valeu ao FC Porto a má receção do jogador português.
Aos 65 minutos, grande passe de Otávio para Tecatito Corona, mas o passe do internacional mexicano morreu nas mãos de Koffi.
Sérgio Oliveira nem deixou os adeptos portistas respirarem, mas acabou por levar o individualismo demasiado a sério.
Os dragões estavam cada vez mais a crescer na partida e a encostar a equipa liderada por Pedro Ribeiro à sua área.
As bolas paradas estiveram quase a dar o segundo golo ao FC Porto, primeiro com um grande tiro de Sérgio Oliveira na cobrança de um livre direto, e depois com um “quase” canto olímpico.
Os últimos dez minutos foram de sofrimento total para ambas as equipas, com os dragões a sufocarem completamente o Belenenses SAD, que, por sua vez, ao cair do pano, estiveram perto de marcar o golo da vitória, após aproveitarem a subida de Marchesín.
Mas não houve tempo para mais, e os azuis impuseram o segundo empate para os comandados de Sérgio Conceição no campeonato. Este resultado acabou por espelhar as oportunidades criadas por ambas as equipas, pese embora o sufoco final da equipa azul e branca.
É, pois, hora de refletir e pensar nas próximas batalhas que se avizinham, sendo que uma coisa é certa: o FC Porto já não depende de si próprio na luta pelo título de Campeão Nacional.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:
Belenenses SAD: Koffi; Tiago Esgaio, Nuno Coelho, Tomás Ribeiro e Chima Akas; Show, André Santos (73 ’Hakim Ouro) e André Sousa; Licá (86’ Marco Matias) e Silvestre Varela; Mateo Cassierra (69’ Kikas).
FC Porto: Marchesín; Manafá (62’ Nakajima), Pepe, Marcano e Alex Telles; Otávio, Danilo, Loum (62 ’Sérgio Oliveira) e Tecatito Corona; Marega (81’ Soares) e Zé Luís.
Na 13.ª jornada da Primeira Liga, o Sporting CP recebeu e bateu o Moreirense FC pela margem mínima. Luiz Phellype saiu do banco para resolver uma partida que nem sempre teve motivos de grande interesse e que acaba por valer mais três pontos aos comandados de Jorge Silas.
O Sporting começou a partida com mais bola, a sair a jogar com muita ponderação e alguma classe perante um Moreirense que ia jogar muita na expetativa e à espera de um erro para causar pânico na defesa leonina. O primeiro lance de perigo foi da autoria de Jérémy Mathieu aos 8’ num livre descaído para a esquerda em que a bola saiu por cima da baliza de Mateus. Dois minutos depois iria-se mesmo gritar ‘Golo!’ em Alvalade mas a festa não durou muito tempo, já que Borja estava adiantado e o VAR anulou o tento de Bolasie.
O golo anulado não fez quebrar a procura dos leões pelo tento inaugural, e que o diga Bolasie que voltaria a estar perto de marcar ao minuto 20, em que apareceu sozinho na área e cabeceou para uma defesa atenta de Mateus. Os visitantes responderam pouco depois por Luther Singh que, no frente a frente com Maximiano, não foi capaz de marcar. Na sequência do lance, Luís Neto acabou por sair lesionado – chocou com o atacante sul-africano e o guarda-redes português – e foi rendido por Sebastián Coates.
À passagem do minuto 38, Jesé Rodríguez livrou-se bem da marcação e em zona frontal rematou para uma defesa espetacular de Mateus, que voltava a estar em bom plano e a manter o nulo. Na jogada seguinte foi a vez de Bruno Fernandes tentar a sua sorte mas viu a bola a ir por cima, depois de ter sido o próprio a começar e a finalizar o lance. O Sporting começava a aumentar a pressão em busca do golo que lhe desse a vantagem no marcador antes do descanso, contudo o 0-0 foi imperial e não se alterou.
O segundo tempo começou exatamente da mesma forma como o primeiro: aos 49’, Jérémy Mathieu foi o autor do primeiro lance de perigo outra vez num livre direto, mas desta vez a bola foi ao poste da baliza de Mateus. Os comandados de Silas estavam a ter mais bola e a tentar furar uma compacta defesa do Moreirense que não estava a dar grandes espaços à equipa da casa.
Luiz Phellype foi lançado ao minuto 66 por Silas e a aposta foi justificada aos 70’: Mathieu tirou um belo cruzamento ao qual o avançado brasileiro respondeu bem de cabeça e fez assim balancear as redes da baliza de Mateus, que ainda se esticou para impedir o quarto golo do número 29 dos leões na Liga mas sem sucesso. Ao golo sofrido, veio juntar-se mais uma contrariedade para Vítor Campelos: Iago Santos viu o segundo cartão amarelo e consequente ordem de expulsão.
O momento do golo de Luiz Phellype Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Mesmo com menos um, o Moreirense não baixou os braços e foi à procura de ainda chegar ao empate e, nos minutos finais os papéis inverteram-se, já que o Sporting estava a limitar-se a gerir a escassa vantagem, o que acabou por acontecer.
Com uma exibição que não convenceu os seus adeptos, o Sporting CP conseguiu ultrapassar mais um obstáculo e está agora a um ponto do FC Famalicão, que se encontra no terceiro lugar da classificação. Os leões venceram assim o último jogo que disputaram no seu estádio em 2019, uma vez que só voltam agora a jogar em Alvalade no próximo ano e logo frente ao eterno rival FC Porto. O Moreirense FC continua sem ganhar fora para o campeonato e ocupa o 12.º posto.
O tempo cinzento que se abateu sobre Coimbra condizia de forma perfeita com o estado de alma vivido pela Académica, privada de vitórias desde há quatro jogos a esta parte e afundada, por esses resultados, para um lugar impensável (16.º) dados os objectivos traçados (subida) no início da temporada.
O cenário podia ganhar contornos dramáticos caso a Briosa perdesse para um Casa Pia que, em zona de despromoção, podia ultrapassar os estudantes.
Feridos no orgulho, provavelmente, os comandados de João Carlos Pereira, montados num 4x3x3 clássico, entraram a todo o gás. Barnes Osei deu o primeiro sinal de perigo, logo aos dois minutos, numa boa iniciativa individual caída nas mãos de Rodolfo, antes de Derik Lacerda atirar à trave num lance que culminaria no primeiro golo do jogo – Cerqueira insistiu sobre o lado esquerdo e cruzou para o coração da área, onde apareceu Marcos Paulo a inaugurar o marcador com quatro minutos decorridos.
Parecia bom demais para ser verdade. E a verdade é que o golo do empate não demorou a surgir – astuto e aguerrido, Jeka trabalhou sobre o flanco esquerdo do ataque do Casa Pia e serviu Kenidy para uma finalização fácil.
Estes oito minutos de alta intensidade conheceram, de imediato, um travão. O Casa Pia soube trazer água ao seu moinho, com a organização do seu 5x3x2 a neutralizar todas as iniciativas dos capas negras, que só voltaram a criar perigo através de um canto – Mike, ao primeiro poste solicitou a entrada de Ricardo Dias, mas o seis da Briosa chegou atrasado.
Barnes marcou dois dos três golos da Académica Fonte: Bola na Rede
A segunda parte começou com um ritmo ainda mais lento. O Casa Pia assumiu o controlo do jogo tanto de forma ativa (em posse) como passiva (linhas defensiva e do meio-campo bem compactas) e foi preciso esperar até aos 60 minutos para se encontrar uma oportunidade de perigo – Jeka foi rápido demais para os centrais da Académica e isolou-se perante Mika, mas o antigo vice-campeão do mundo de sub-20 impôs-se.
A Briosa pareceu acordar com este lace e, na primeira oportunidade de que dispôs na segunda parte, foi eficaz e voltou à liderança do marcador. Aos 64’, Barnes Osei, servido por Traquina, disparou para o fundo das redes de forma impiedosa.
O Casa Pia tentou reagir, mas, três minutos depois, um tiro do meio da rua (vale a pena ver, mas só no fim de ler esta crónica) do mesmo Barnes Osei afundou a moral dos Gansos.
Rui Duarte mexeu na equipa, tirando Pedro Machado para incluir mais gente na frente, mas foi a Académica a estar mais perto de ampliar – Traquina tentou um chapéu, mas tinha a aba larga.
O final do encontro foi pintado por bons momentos de recreação dos jogadores da Académica com a Académica, em jeito de reconciliação e harmonia com os 1429 adeptos que se deslocaram ao Estádio Cidade de Coimbra. O tempo cinzento passou a ser, apenas, um adereço contrastante com a alegria dos conimbricenses.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:
Académica OAF: Mika; Mike, Zé Castro, Silvério, Cerqueira; Ricardo Dias, João Mendes (Ki, 85’), Marcos Paulo (Leandro Silva, 41’); Traquina, Barnes Osei e Derik Lacerda (Dani, 77’)
Casa Pia AC: Rodolfo; Rosa, Machado (Sountoura, 68’), Marcelo, Lucas e Jorge Ribeiro; Kikas, Jean (Tharcysio, 73’) e Mateus; Kenidy (Sávio, 63’) e Jeka