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Jérémy Mathieu | Je suis expérience

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Quando eu era pequeno, adorava escutar o que os meus avós (e os mais sábios pupilos da escola da vida) tinham para contar. Todas as peripécias e aventuras que os acompanharam perpetravam a minha alma como de uma espada se tratasse, embora sem me ferir. Cada palavra irrompia na minha mente e obrigava-me a flutuar no mar da imaginação, cada história se compunha num capítulo de um livro que clama a atenção do leitor e que o impele a aguardar ansiosamente. Num cenário utópico, insano e completamente desvairado, uma boca gigante segredava a um ouvido de menor dimensão, resumindo toda a harmonia do momento.

A fase do “bom ouvinte” sucumbiu prematuramente. Se dependesse exclusivamente de mim, o seu prolongamento seria eterno. Cedo as palavras malograram, cedo a fonte de onde brotava todo o meu espírito embevecido secou, cedo o deserto substituiu a biodiversidade que pairou durante toda uma infância repleta de vida. De repente, os relatos, pintados com tintas vivas e alegres, numa demonstração de multiplicidade de cores, diluíram-se perante a chuva de uma invernia que teimou em não cessar e manchou todos os retratos desenhados com sentimento.

Apesar de ainda me considerar imberbe, hoje assumo a função de narrador e olvido a de mero ouvinte. Desta vez, personifico-me na constante junção dos lábios e teço um pedido encarecido com o desígnio de o leitor se transformar num ouvido só. Jérémy Mathieu, mais do que qualquer outro atleta, merece a menção e o carinho em forma de vocábulos. E os adeptos, esse público incansável e que origina fecundações amorosas sucessivas e inexplicáveis, também o merece.

Fonte: Sporting CP

O francês é a língua que evidencia todo o glamour, classe e requinte. O central leonino “aproveita” o facto de ser o mais velho do plantel para, às vezes, beber um copo de vinho numa esplanada, com a companhia da mulher e da música clássica que aquece o ambiente. Infelizmente, as lesões combatem com a idade e vencem maioritariamente. Mesmo assim, quando joga, é o exemplo do que um profissional deveria ser no seio das quatro linhas.

Se retirarmos Bruno Fernandes do paradigma futebolístico, Jérémy Mathieu comanda uma tripulação à deriva. Durante o jogo, cita apontamentos chave, alerta os companheiros para o que de errado acontece e encoraja-os à inversão do rumo. Um líder que, apesar da bengala lhe estar atribuída face à idade que possui, é o mais rápido, o mais eficaz, o mais experiente e o mais objetivo entre o lote de defesas que ruminam a relva e pastam durante o jogo. O rosto do inconformismo que não conhece súbditos nem camaradagem.

Antecipa-se a saída, antecipa-se choro ainda mais desesperante, antecipam-se resultados mais enfadonhos. O alicerce verga a cada passo e ninguém é capaz de o fixar, ninguém demonstra qualquer tipo de preocupação sendo que o Sporting Clube de Portugal é a sua. A pouca imponência defensiva é responsabilidade inteiramente sua e, na hora da partida, nada restará a não ser um monte de cacos espalhados e dispostos na frente de um guarda-redes completamente desprotegido.

É estranho, muito estranho. Aos companheiros de equipa não deve comover e enternecer aquela fala cálida, que magnetiza o ouvinte e que o molda a seu jeito. Volvendo à conjuntura supracitada, considero que os restantes colegas de equipa desprezem a ideia de fusão num só tímpano para ouvir a grande boca e a voz da experiência.

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão 

Onde a bola está, lá está Lautaro

Giuseppe Meazza divide com San Siro o nome do estádio que, nesta época, tem visto confirmado o potencial por muitos augurado a um avançado que chegara a Milão com a difícil tarefa de substituir um conterrâneo na frente de ataque nerazurri: falamos, claro, de Lautaro Martínez.

Nascido e criado na Bahia Branca, cidade portuária na província de Buenos Aires e cujo nome deriva dos salitres da sua costa, Lautaro, à imagem da cidade natal, possui também ele uma alcunha que advém das suas características: El Toro é o nome de batismo futebolístico do argentino, dada a força, abengação e comprometimento em campo do avançado ao longo dos noventa minutos.

Tendo começado a competir por uma equipa local, rapidamente despertou a cobiça dos maiores símbolos argentinos, que após o verem na Liga Regional da Província de Buenos Aires moveram esforços para a sua contratação. A sorte acabou por sorrir ao Racing Club, que o estreou numa partida em que o então jovencito substituiu o ídolo de infância Diego Milito.

As exibições ao serviço do clube de Alvallaneda e das seleções jovens argentinas catapultaram-no para a capital da moda. Em Milão, enfrentava a concorrência de Mauro Icardi, capitão e símbolo do clube ao qual acabara de chegar. Mas como o azar de uns é a sorte de outros, a má relação de Icardi com a direção e adeptos levou-o para Paris, abrindo assim espaço a Lautaro no plantel dos II Biscione. A este juntou-se Romelu Lukaku e ambos criaram uma sociedade que vem dando frutos e que está cada vez mais entrosada.

Fonte: Inter

Não alheio à qualidade de Martínez, o Inter vai surpreendendo a octocampeã Juventus e companhia, tendo chegado à liderança isolada da Serie A no último fim-de-semana, na receção à SPAL 2013, num encontro que teve como protagonista maior – imagine-se – o pequeno bombardeiro que, ao bisar, alcançou também a marca de oito golos em 14 jornadas, batendo a marca pessoal da temporada passada (6).

Ao notável registo interno, Lautaro vai engordando as estatísticas na Liga dos Campeões. A equipa milanesa, que agarrou a última vaga de acesso à prova da rainha da Europa terminando em 4.º lugar na temporada transata – com os mesmo pontos da também europeia Atalanta e apenas mais que o rival AC Milan -, voltou esta época aos palcos internacionais de maior cartaz à boleia de El Toro, uma vez que o avançado tem contribuído com golos (5) e boas exibições para o 2.º lugar do Grupo F, só atrás do Barcelona e à frente de Borussia de Dortmund e Slavia de Praga.

Ao serviço da seleção albiceleste, pela qual se estreou num jogo de má memória para os sul-americanos (6-1 frente à Espanha) substituindo Gonzalo Higuaín, o interista esteve no lote de convocáveis para o Mundial de 2018, mas acabou por ver a competição a partir de casa; no entanto, já este ano, brilhou com um hat-trick frente ao México e parece lançado para ser a ponta letal de uma seleção que atravessa um momento de reinvenção.

Com apenas 22 anos, Lautaro é um dos jogadores mais cobiçados da atualidade. Barcelona e Manchester City parecem ser os principais pretendentes de um jogador que, como disse Veron, é uma mistura de Aguero, Batistuta e Crespo.

Foto de Capa: Inter

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão 

Olheiro BnR – Çağlar Söyüncü

O scouting do Leicester City nos últimos anos tem descoberto autênticas pérolas no mercado de transferências, que despontam na equipa principal tornando-se grandes referências do clube. Jogadores como por exemplo N’golo Kante, Jamie Vardy, Harry Maguire, Riyad Mahrez, Kasper Schmeichel são autênticas lendas vivas que não só deram muito ao clube desportivamente, como também financeiramente.

Basta olhar para trás para perceber que o trabalho feito tem dado os seus frutos. O expoente máximo foi, claro está, a conquista do campeonato inglês, mas também a venda dos seus ativos deram que falar, sendo que a venda do central Harry Maguire para o Manchester United foi a mais mediática e a que pulverizou vários recordes.

É neste contexto que foco o meu artigo, num jogador que tem passado meio despercebido pela comunicação social, mas tem demonstrado uma evolução brutal e começa a ser um dos esteios principais desta equipa do Leicester.

Falo de Çağlar Söyüncü, central turco de vinte e três anos e que chegou aos Foxes na temporada passada pelas mãos de Claude Puel.

A sua carreira ao mais alto nível começa na Alemanha ao serviço do Friburgo, totalizando mais de 50 jogos em duas épocas. Tal desempenho valeu-lhe  a chamada à principal equipa da Turquia liderada por Fatih Terim, que não hesitou em chamar o central de então dezanove anos para assumir a liderança da defesa turca. Actualmente, Söyüncü partilha a zona central da defesa turca com outro central de enorme potencial, Merih Demiral, que foi contratado pela Juventus e encontra-se actualmente emprestado ao Sassuolo.

Söyüncü define-se como um central rápido, com boa compleição física, atributos ideias para o estilo de jogo do Leicester, baseados na linha defensiva alta e pressão igualmente alta, pode melhorar o seu posicionamento mas compensa com a sua velocidade e leitura de jogo conseguindo jogar na antecipação, não compromete no jogo aéreo e não foge ao choque.

É daqueles defesas que morde os calcanhares aos avançados e consegue recuperar as bolas quase sem nunca fazer carrinho, o que demonstra um grande nível de concentração.

Fonte: Premier League

A nível técnico, o turco faz muito uso do passe curto, mais uma vez um atributo que se revela importante, dado o modo como a equipa do Leicester joga, já quando tem de lançar longo aqui não é tão eficaz. Faz bom uso dos dois pés e quando arrisca no drible é bem sucedido.

Apesar dos seus vinte e três anos, Çağlar evoluiu muito desde a sua chegada da Bundesliga, cumprindo praticamente a sua primeira época em Inglaterra nos sub-23 do Leicester. Com a saída de Harry Maguire, o treinador Brendan Rodgers não hesitou em apostar no jovem central, e até ao momento não pode estar mais contente com a sua aposta, já que o turco é titular absoluto na Premier League e um dos pilares de sucesso deste Leicester.

O Leicester continua na senda dos grandes negócios e a valorizar jogadores comprados a baixo custo e o caso de Çağlar Söyüncü, na minha opinião, é mais um belo achado do scouting do Leicester, que irá render desportiva e financeiramente.

Foto de Capa: Premier League

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão 

 

Lando Norris: O miúdo que todos querem ver no pódio

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O “rei dos memes”, o maior consumidor de leite do mundo… é assim que é conhecido (divertidamente) um dos mais recentes (e mais novos!) pilotos do campeonato da Fórmula 1, Lando Norris.

Mas não é só pelas brincadeiras que Lando Norris é conhecido. De apenas 20 anos e a fazer o seu ano de estreia na Fórmula 1 com 19 anos, o piloto britânico teve um dos melhores anos como rookie a serviço da McLaren.

A fazer dupla com o espanhol Carlos Sainz Jr., estes dois parecem ser feitos um para o outro: para além da animação nas redes sociais, os resultados que apresentaram ao cargo da McLaren deram à equipa um fugaz quarto lugar no campeonato.

Com a época de 2019 dada por terminada, Lando Norris poderia ser galardoado como um dos melhores rookies do ano: com um total de 49 pontos, consegue o 11.º lugar no campeonato geral de pilotos – bem como uma série de qualificações até ao décimo lugar, tendo sido rara a corrida onde o piloto não ganhou pontos.

Um melhor ano de rookie para Lando Norris seria impossível
Fonte: McLaren

UMA (AINDA) CURTA CARREIRA

O piloto britânico de raízes belgas, antes de chegar ao patamar dos 20 melhores pilotos do mundo, foi campeão da Fórmula MSA em 2015. Em 2016, sagrou-se campeão da Toyota Racing Series e da Fórmula 2.0 Renault Eurocup.

Em 2017, passou pelo Campeonato da FIA de Fórmula 3 pela equipa Carlin.

Foi a partir daqui que a sua parceria com a McLaren começou: em fevereiro do mesmo ano, Norris foi anunciado como piloto júnior da equipa e, em novembro, já era o piloto oficial de testes pela equipa britânica.

Foi promovido, em 2018, para o Campeonato da FIA da Fórmula 2, pela mesma equipa, porém não seria a sua única promoção no ano: foi em setembro que Lando Norris seria anunciado ao mundo como a nova contratação da McLaren para full-time driver, depois da saída, nesse ano, de Fernando Alonso e Stoffel Vandoorne.

Teremos um pódio agendado em breve para Lando Norris?
Fonte: McLaren

EXPETATIVAS ALTAS PARA O FUTURO?

Quando vemos a McLaren a promover um piloto mais novo do que muitos de nós (como já a Red Bull fez, e muitos outros nos últimos anos) pensamos: Será a decisão mais acertada?

Depois de vermos o ano extraordinário de rookie que Lando Norris nos apresentou, então sim, a McLaren tomou a decisão certa.

Com a sua boa disposição e humildade, Lando Norris deixa a todos um sorriso na cara e, a vontade de ver o miúdo crescer na Fórmula 1 e de ganhar pole positions, chegar aos pódios e talvez ganhar corridas, é muito grande.

A Fórmula 1 está a mudar. Todos os recordes estão, aos poucos, a ser batidos e, é através das gerações mais novas e da evolução cada vez maior da mecânica, que iremos olhar para trás e teremos de aceitar que uma nova era está a chegar.

E, com isto, acredito que Lando Norris seja um destes impulsionadores da mudança na Fórmula 1.

Por enquanto, o piloto britânico irá continuar com a McLaren para 2020 e, a partir daí, esperamos ver a McLaren a chegar aos lugares mais altos do pódio e a, finalmente, ameaçar os “três grandes” da Fórmula 1.

Foto De Capa: McLaren

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Adeus, Algarve. Olá, China!

Paulinho, médio-ofensivo do Portimonense SC, durante esta semana anunciou, através de uma tocante publicação nas redes sociais, que estava de saída de Portugal com destino à China. No país, vai representar o Hebei China Fortune FC, clube da Super Liga Chinesa. Irá juntar-se aos bem conhecidos Mascherano e Ezequiel Lavezzi.

Por terras lusas, o brasileiro representou, primeiramente, o SC Beira-Mar na época 2014/15, seguiu-se o SC Farense e em 2016/17, deu-se a conhecer à liga pelas mãos dos alvinegros. A primeira época na formação, chamou à atenção pela facilidade com que encontrava espaços e pelas fintas que deslumbravam os adeptos que o apelidavam como “novo Deco”.

Esta valorização, deu-lhe a oportunidade de maior reconhecimento na sua carreira e, na época 2017/18, a meio da temporada, surgiu a mudança para o FC Porto. Eram muitas as expectativas para vingar na sua nova casa. Porém, a alteração foi um fracasso total, visto que, no defeso de verão do mesmo ano, foi devolvido, juntamente com o seu patriota Ewerton, ao clube transato. Uma das transações mais caricatas dos últimos anos em Portugal. Curiosamente também Ewerton decidiu levar a sua carreira para terras asiáticas, desta vez no Japão.

Paulinho vai representar o Hebei China Fortune FC, clube da Super Liga Chinesa
Fonte: Portimonense SC

Ainda a faltar cerca de um mês para a abertura do defeso, o jogador comunicou a transferência após a sua derradeira aparição pelos algarvios – foi utilizado na última jornada durante 25 minutos na vitória, por 2-1, frente ao FC Famalicão. Na presente campanha o jogador foi utilizado apenas em quatro ocasiões devido a uma lesão que o tem assombrado na coxa direita. Parte agora para a recuperação total da lesão e preparação para se apresentar no novo clube no arranque da temporada chinesa em janeiro de 2020.

A capacidade financeira foi a chave desta transferência, os salários estratosféricos são o principal chamativo para os atletas. Este tipo de transferência, é cada vez mais comum na Europa, os salários estratosféricos oferecidos são incompatíveis com a realidade europeia, o que acaba por levar os talentos para os clubes do país asiático.

 

Foto de capa: Portimonense SC

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Manchester United FC 2-1 Tottenham FC: Mourinho perde com antiga equipa

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A jornada 15 da Premier League trouxe o embate entre o décimo e o sexto classificado. Os red devils recebiam os Spurs, em Old Trafford, e em caso de vitória ultrapassariam os londrinos na classificação geral. Havia, ainda, a curiosidade de José Mourinho defrontar a sua ex-equipa. O resultado final acabou por ter um justo vencedor, com o United a levar de vencida a equipa do seu antigo técnico. Rashford foi o protagonista do triunfo.

O jogo começou bem para o Manchester United que marcaria logo aos seis minutos, por intermédio de Marcus Rashford. A bola estava perdida na área, com a defesa do Tottenham “aos papéis” e o jogador inglês a não perdoar, colocando os devils na frente do marcador. Gazzaniga ainda tocou na bola, dando a ideia de que foi mal batido. Aos 18 minutos, Rashford tentou de livre, com a bola a passar bem próxima do poste esquerdo de Gazzaniga, mas sem efeito no marcador.

O United não parava e Gazzaniga esteve em evidência aos 23 minutos, com uma brilhante defesa, a remate de Mason Greenwood, com a bola a sair pela linha final. Passados dois minutos, Rashford novamente a encher o pé e a rematar forte à entrada da área, com a bola a embater na barra da baliza do Tottenham. Seria um grande golo! A equipa de Mourinho pouco fazia e só procurava respirar.

Rashford não estava contente com o resultado e aos 27 minutos desferiu novo remate, com nova defesa de Gazzaniga. Lingard tentava desmarcar-se e criar investidas rápidas, sendo claramente um elemento desequilibrador dentro da equipa. Ao passar da meia hora, o extremo rematou em jeito, mas saiu um pouco ao lado da baliza adversária.

Aos 39 minutos, contra a corrente do jogo, Serge Aurier fez um remate na direita, a bola foi defendida por De Gea mas sobrou para Dele Alli que, com um toque subtil, desviou a bola da defesa e rematou para o fundo das redes.

Ao intervalo, tudo empatado, em Old Trafford. Com sinal mais para o United, que demonstrava o seu poderio face aos Spurs.

O United era a equipa que mais procurava o golo
Fonte: Manchester United FC

No começo da segunda parte, o jogador francês Moussa Sissoko fez falta dentro da área e o árbitro puniu a equipa do Tottenham com um penalty. O médio dos Spurs pisou o camisola dez do United e sem sombra de dúvidas que foi bem assinalado. Rashford assenhorou-se da marcação da grande penalidade, guarda-redes para um lado e bola para o outro. Estava desfeita a igualdade, com o United na frente.

Son e Kane tentavam ultrapassar os defesas do United mas revelou-se uma missão espinhosa. Enquanto isto se passava, Mourinho procurava mexer na equipa, com as entradas de Eriksen e de Ndombélé.

A equipa do Tottenham não conseguia perigo real para a baliza do United. A entrada de Giovani Lo Celso já foi demasiado tardia para o jogo mudar de rumo. Um passe de Shaw a isolar Rashford aos 93 minutos podia matar o jogo mas este a demorar imenso tempo e a não concretizar.

Quem não marca, acaba por sofrer, e Dele Alli ainda tentou aos 94 minutos, com um remate enrolado, de fora da área, surpreender o guardião espanhol mas De Gea estava bem posicionado para fazer a defesa e negou o ditado.

Jogo com pouco gás, sem brilho, em que os red devils acabaram por ser superiores. Mourinho perde pela primeira vez no comando técnico do Tottenham, com direito a regresso amargo a Old Trafford.

O Manchester United sobe ao sexto lugar da tabela classificativa com 21 pontos e o Tottenham com 20 pontos, cai para o oitavo lugar da classificação.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Manchester United FC: David De Gea; Wan Bissaka, Lindelof, Harry Maguire e Ashley Young; Scott McTominay, Fred, Mason Greenwood (Subs. Andreas Pereira, 80´) e Daniel James; Jesse Lingard (Subs. Luke Shaw, 87´) e Marcus Rashford.

Tottenham Hotspur FC: Paulo Gazzaniga; Serge Aurier, D.Sanchez, T. Alderweireld e Jan Vertonghen; Harry Winks (Subs. N´Dombélé, 70´), Moussa Sissoko (Subs. Giovani Lo Celso, 85´), Lucas Moura (Subs. Christian Eriksen, 64´), Son Heung-Min e Dele Alli; Harry Kane.

Gil Vicente FC 0-2 Sporting CP: Leões derrotam o Galo ao 2.º round

Leões e Gilistas voltaram a medir forças entre si no Estádio Cidade de Barcelos, desta vez, no duelo da segunda jornada do Grupo C da Taça da Liga.

A vitória por duas bolas a zero, com golos apontados ao cair do pano, mantém o Sporting CP vivo na luta pela revalidação do título, mas poderá não ser suficiente… A turma de Silas parte para a última jornada com três pontos, menos um do que Portimonense SC e Rio Ave FC, tendo obrigatoriamente de triunfar no Algarve e esperar que os vilacondenses percam ou empate em Barcelos. Com a derrota sofrida em casa, o Gil Vicente FC está afastado da competição.

A noite esteve fria em Barcelos, mas o jogo conseguiu ser gelado. Sem grande brilhantismo, o Sporting CP foi superior ao Gil Vicente FC e acabou por merecer o triunfo. A formação minhota procurou reproduzir a estratégia utilizada há três dias no jogo a contar para o campeonato, mas desta feita não conseguiu ter a mesma eficácia.

As duas formações entraram no relvado com diversas alterações nos respectivos onzes. O Gil Vicente FC mudou quase toda a formação inicial com que se apresentou há três, mantendo apenas Denis, Nogueira e Arthur.

O primeiro tempo não diferiu muito do que aconteceu no Domingo. Na verdade, as primeiras oportunidades de golo pertenceram ao Gil Vicente FC. No minuto 12’ Romário Baldé, aproveitando um vazio no corredor direito deixado pela subida no terreno de Marcos Acuña cruzou para Leonardo na grande área que cabeceou a bola para fora. No minuto seguinte, o avançado Nadiji tentou um remate que saiu desenquadrado com a baliza e logo nos 3 minutos depois, Lourency num remate de meia distância viu a bola a passar rente à trave da baliza defendida por Renan.

Os adeptos leoninos esperavam que os seus jogadores entrassem com uma motivação acrescida para contrariar as afirmações feitas a seu respeito pelo técnico gilista Vitor Oliveira. Todavia, o Sporting CP continuava com dificuldades em aparecer na grande área barcelense, o que apenas aconteceu ao minuto 20’ quando Bolasie num remate frontal obrigou a uma intervenção do guarda-redes brasileiro Denis. Já perto do fim do primeiro tempo, no minuto 43’, Bruno Fernandes marcou mas o golo foi anulado.

Na segunda parte do encontro, vimos um Leão com mais garra e dinâmica. Apesar de não ter efectuado qualquer mexida de jogadores, Silas alterou o esquema táctico da formação leonina que passou a imprimir mais velocidade e uma maior pressão após perda da bola.

Os leões chegaram, assim, ao golo no minuto 50’ por intermédio de Bolasie e que, novamente, viram ser anulado por força do fora de jogo do avançado congolês no momento em que lhe é feito o passe. Depois, foi a vez de Luiz Phellype ameaçar a baliza do Galo ao minuto 69’ numa boa ocasião para golo.

Bruno Fernandes e Luciano Vietto foram os autores dos dois golos da noite
Fonte: Sporting CP

O jogo continuava gélido e o Sporting CP começou a perder algum discernimento na fase final do jogo. O empate parecia inevitável, Todavia, os ânimos começaram a ferver ao minuto 89’ após uma falta cometida por Nogueira sobre Bruno Fernandes à entrada da área barcelense: num livre directo descaído para o lado esquerdo, o capitão do Sporting CP, de forma magistral e à semelhança do que nos tem vindo a habituar, “teleguiou” a bola que transpôs a barreira e só parou no fundo da rede da baliza de Denis. Estava feito o 0-1 para a turma leonina.

A formação leonina ainda ampliou a vantagem através de Vietto com assistência de Bruno Fernandes, já reduzido a 10 elementos após a expulsão de Acuña por acumulação de amarelos, em período de descontos

Sporting CP saiu de Barcelos com um “balão de oxigénio” e com a esperança de conseguir entrar na Final Four da Taça da Liga, mesmo não dependendo apenas de si, enquanto que o Gil Vicente FC fica desde já sem hipótese de apuramento.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Sporting CP: Renan; Ristovski, Coates, Neto, Acuña; Miguel Luís (Rafael Camacho, 55′), Doumbia, Wendel, Bruno Fernandes; Bolasie (Vietto, 83′) e Luiz Phellype (Jesé Rodríguez, 77′).

Gil Vicente: Denis; Alex Pinto, Ygor Nogueira, Edwin Vente, Arthur Henrique; Isaiah, João Afonso, Leonardo (Soares, 77′); Romário (Samuel Lino, 70′), Lourency (Erick, 70′) e Naidji.

A FIGURA

Fonte: Sporting CP

Bruno Fernandes – O suspeito do costume voltou a reafirmar-se como o motor da formação verde e branca no processo atacante, e a catapultar o Sporting CP para o triunfo com um golo exímio e uma assistência, numa fase do jogo em que tudo levava a crer que o empate era uma certeza.

Os números mágicos de Lage: só mesmo o algodão não engana

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São 31 jogos na Liga com 29 vitórias e só uma derrota. São 101 golos marcados e somente 20 golos sofridos. Uma média de 3,3 golos por jogo. Estes números são impressionantes. Principalmente quando olhamos para o contexto deste treinador. Bruno Lage é um estreante. Estreou-se enquanto treinador principal de um equipa principal aos 42 anos. Foi no dia 6 de Janeiro de 2019. Agarrou uma equipa em cacos e quase sem treinos teve de enfrentar a desconfiança que os adeptos e dirigentes do clube tinham num desconhecido. E ainda por cima aos 20 minutos já perdia por 0-2. E foi a partir daí que se lançou para o estrelato. Virou o resultado e mais à frente virou o campeonato.

Campeão nacional, vencedor da supertaça com um expressivo 5-0 frente ao Sporting CP e ao fim de 12 jornadas lidera o campeonato com 11 vitórias e somente uma derrota. São 12 jogos, 29 golos marcados e somente quatro golos sofridos. Simultaneamente líder, melhor ataque e melhor defesa do campeonato. Com este registo é necessário recuar a 83/84 para encontrarmos um melhor arranque de época dos encarnados.

Apesar do que estes números fariam acreditar, a contestação ao actual treinador do Sport Lisboa e Benfica é cada vez maior. O sucesso na Liga é proporcionalmente inverso ao sucesso europeu e o futebol visto nos relvados é cada vez mais desapontante.

Os números de Lage também lhe trazem um problema: a expectativa. Os adeptos encarnados tinham as expectativas bem lá no topo quanto à transformação que o novo técnico poderia operar no futebol da equipa, mas tem sido de uma enorme pobreza.

E o adepto vai ao estádio em festa, quer assistir à sua equipa vencer mas também brilhar. Quer empolgar-se com os jogadores e as suas jogadas. Quer divertir-se e apaixonar-se. Hoje temos um Benfica de futebol amorfo e aborrecido. Um futebol que não convence e que deixa a clara impressão de que qualquer adversário com alguma qualidade pode começar a ferir gravemente a águia.

O que aconteceu ontem – o empate na Covilhã – já poderia ter acontecido antes. Bruno Lage tem razão quando diz que o SL Benfica pelo que jogou podia ter vencido. Mas pelo que jogou, empatou e também o podia ter perdido. E tal como empatou ontem, quando poderia ter ganho, também em Vizela, em Tondela, nos Açores e em Moreira de Cónegos poderia ter empatado ou perdido, mas venceu.

E este é o problema que assola os benfiquistas. Os números de Lage são espantosos e continuam a crescer, contudo é um crescimento cada vez com menor fulgor. Fica a sensação de que a qualquer momento, sem grande alarido nem revolução, estes números tão positivos podem começar a ficar na sombra de outros fortemente negativos.

Os adeptos encarnados tinham as expectativas bem lá no topo quanto à transformação que o novo técnico poderia operar no futebol da equipa
Fonte: SL Benfica

Há uma lição neste contexto que usualmente não é muito entendida pelos nossos lados. Um treinador não é bom porque ganha, nem é mau porque perde. Sim, os resultados são o objectivo final, mas a qualidade de um treinador percebe-se na forma como esses resultados foram obtidos e isso é impossível ler em tão básicas estatísticas e indicadores.

Depois de um bom resultado com uma má exibição, virá sempre um novo jogo. A competição e a análise não acabam naquela vitória. Não perceber os deméritos na vitória e os méritos na derrota só aproxima a equipa de futuros maus resultados.

Bruno Lage tem os números a seu favor, mas tanto ele como a estrutura directiva do clube têm de perceber que esses números somente indicam um excelente arranque no que a resultados diz respeito. Nada dizem sobre a qualidade do jogo da equipa, a qualidade do trabalho técnico e muito menos sobre como decorrerá o resto da época. A cegueira perante estes míticos indicadores poderá muito facilmente levar a que o fantástico arranque seja enterrado por uma histórica queda na segunda volta do campeonato.

Foto de capa: SL Benfica

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Vamos ver o SC Braga europeu em competições portuguesas?

O SC Braga tem estado imparável na Liga Europa: nos cinco jogos da Fase de Grupos já disputados até agora, contabiliza três vitórias e dois empates, um deles alcançado depois de ter estado a perder por 3-1 frente ao Wolverhampton Wanderers FC, tendo conseguido igualar o resultado, carimbando, assim, a passagem aos dezasseis avos de final da Liga Europa.

Aliás, a equipa de Ricardo Sá Pinto determinou, ainda nesse jogo, um novo recorde histórico: é a primeira vez que uma equipa portuguesa alcança doze jogos sem perder nas competições europeias, mais uma prova de que este SC Braga tem objetivos bem ambiciosos para esta competição. Este feito começou a ser estabelecido em fevereiro de 2018, quando venceu o Olympique de Marseille nos dezasseis avos da Liga Europa.

Contudo, no campeonato português a “conversa” tem sido outra. Os arsenalistas estão aquém do que seria esperado para uma equipa que tem trilhado o seu caminho para pertencer justamente ao Top 4 da liga portuguesa. Neste momento, contam com cinco vitórias, quatro derrotas e três empates, o que lhes confere um sexto lugar na competição. Os minhotos têm sido uma equipa muito inconstante, ora têm vitórias categóricas – como aquelas frente ao Moreirense FC e ao eterno rival Vitória SC -, ora passam por um deserto de quatro jogos consecutivos sem somar qualquer vitória.

Se compararmos com o mesmo período na época passada, verificamos que o SC Braga está claramente a passar um mau momento no campeonato: em 2018/2019, à 12ª jornada estavam no 3º lugar com 27 pontos, a um ponto do Sporting CP e a três do FC Porto, que ocupava a primeira posição na tabela classificativa. Já nesta temporada, a equipa de Sá Pinto contabiliza apenas 18 pontos – os mesmos que o Boavista FC, 5º classificado – e subiu recentemente ao 6º lugar, após uma vitória sobre o Rio Ave FC.

Wenderson Galeno tem sido um dos destaques do SC Braga nesta época
Fonte: SC Braga

Estas diferenças de rendimento nas duas competições revelam claramente a grande aposta dos arsenalistas na Liga Europa, em detrimento do campeonato português. Esta opção poderá ser inteligente, considerando que uma boa prestação europeia traz reconhecimento, valorização dos jogadores e, claro, uma boa quantia para os cofres minhotos. Contudo, é importante manter a aposta no campeonato, de forma a consolidar a posição do SC Braga como o quarto grande português.

Para tal é necessário gerir esforços entre as várias competições que se encontram a disputar (estão também presentes na Taça da Liga e na Taça de Portugal, onde vão ter um difícil desafio contra o SL Benfica) e jogar no campeonato com a mesma ambição e dedicação que demonstram na Liga Europa. As duas últimas vitórias no campeonato podem indicar que ainda é possível atingir o nível de épocas anteriores, mas só o tempo o dirá.

Uma coisa é certa, os bracarenses contam com um elenco de muita qualidade e prova disso são as recentes exibições de Paulinho (que soma já onze tentos esta temporada, igualando o número da época passada), Ricardo Horta, que também tem estado em grande forma, e Wenderson Galeno, um pequeno génio com a bola nos pés, embora muito inconstante. Cabe à equipa de Sá Pinto esta mudança de comportamento necessária e talvez vejamos o “SC Braga europeu” no campeonato.

Foto de Capa: SC Braga

Artigo revisto por Diogo Teixeira

 

O que esperar da Primeira Liga nas últimas jornadas de 2019?

Com o Natal à vista, a Primeira Liga Portuguesa caminha a passos largos para mais uma paragem de cerca de 15 dias. Por isso, os próximos “fins-de-semana” trazem até nós as duas últimas jornadas do ano civil de 2019, a 13ª (entre 6 e 9 de dezembro) e a 14ª (entre 13 e 16 de dezembro). Refletimos agora sobre o que podemos esperar destas 18 partidas que faltam jogar.

Os três “grandes”

O líder SL Benfica vai ter tarefa difícil. Apesar de já estar nesse primeiro lugar – com dois pontos de vantagem sobre o segundo classificado, o FC Porto –, tem na próxima sexta-feira uma deslocação ao campo do Boavista FC, uma das equipas que está na primeira metade da tabela e que ainda só perdeu um jogo em casa, precisamente contra os Dragões.

Logo a seguir joga frente ao FC Zenit São Petersburgo para a Liga dos Campeões, num jogo de tudo ou nada e que define a continuação (ou não) nas competições europeias, e na última jornada de 2019 recebe a “surpresa” da Primeira Liga, o FC Famalicão. Mesmo com a partida a disputar-se no Estádio da Luz e com o FC Famalicão a passar por uma “mini-crise” de resultados, espera-se um clube minhoto a jogar “olhos nos olhos” do campeão nacional.

Na minha ótica, o FC Porto é o clube que tem a dupla-jornada mais acessível dos três. Para se manter na perseguição ao líder, começa com a viagem ao Jamor, para jogar frente ao Belenenses SAD – que este ano está muito aquém daquilo que fez no ano passado –, e logo a seguir regressa ao “Dragão” para defrontar o CD Tondela, onde é claro favorito. As exibições não estão a ser brilhantes, mas a verdade é que nenhum clube está a ser muito regular e está mais que provado que, na nossa liga, a regularidade de SL Benfica e FC Porto chegam (e sobram) para as encomendas.

Por último, o Sporting CP, a 13 pontos do primeiro classificado, joga na ressaca de uma derrota frente ao Gil Vicente FC, onde os Galos foram superiores. Uma equipa como a dos Leões, sempre pressionada para ganhar, denota muita inconsistência e que necessita de muito trabalho para chegar ao nível atual dos seus principais rivais.

Jogará primeiro contra o Moreirense FC, em casa, na partida teoricamente mais fácil, para logo a seguir viajar até aos Açores, onde defronta o CD Santa Clara. Os insulares não são o adversário “ideal” para este momento do Sporting CP, porque a jogar no seu estádio apresentam muita coesão defensiva e capacidade para explorar, em transição rápida, as costas do adversário, bem como toda a sua fragilidade no setor mais recuado.

Carlos Vinícius fez um “bis e meio” no jogo frente ao CS Marítimo
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

A luta pela Europa e a cauda da tabela

A Primeira Liga Portuguesa não significa só “três grandes” e tem muitos outros focos de interesse que poderão dar um “picante” diferente no nosso campeonato até ao fim de 2019.

Desde logo, o FC Famalicão. Antes de viajar até à Luz, a equipa sensação desta época joga frente ao CD Tondela, que na minha opinião, é outra das formações que melhor futebol tem desempenhado. Ainda na 13ª jornada vamos ter um duelo “Madeira vs Açores”, personificado no CS Marítimo vs CD Santa Clara, que marca a estreia de José Gomes no comando técnico dos rubro-negros a jogar em casa e contra um clube “do seu campeonato”.

Nuno Manta Santos, que saiu precisamente do CS Marítimo para o CD Aves, vai estrear-se também frente aos seus adeptos contra um SC Braga na melhor forma da época. Vai ser muito difícil sair da posição de “lanterna vermelha” para os avenses.

Por falar nos “Gverreiros do Minho”, estes têm uma excelente oportunidade para pular lugares na tabela classificativa. Para além do CD Aves, já no próximo fim-de-semana, na jornada 14 defrontam outro dos clubes que está na cauda da classificação, o FC Paços de Ferreira. Já o Vitória SC, a passar uma fase mais “fraca” em termos de resultados, defronta o Portimonense SC no Algarve e depois viaja até Barcelos, onde defronta o Gil Vicente FC.

Em suma, considero que estas duas jornadas têm jogos muito interessantes, principalmente devido à forma actual de algumas equipas, devido aos compromissos internacionais de alguns deles a meio da semana e ainda pela “intromissão” da Taça da Liga nestas contas, que conta com partidas decisivas já a partir de hoje.

Foto de Capa: Gil Vicente FC

Artigo revisto por Diogo Teixeira