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As chicotadas psicológicas e a incompatibilidade de ideias

A última pausa no campeonato para as datas FIFA ficaria marcada por três mudanças de treinador na Primeira Liga. O Vitória FC e o CD Aves já tinham despedido os seus respectivos treinadores, Sandro Mendes e Augusto Inácio, sendo interinamente orientados.

Para além destes, o CS Marítimo também anunciou a saída de Nuno Manta Santos, após o emblema madeirense ter realizado um dos piores arranques de campeonato dos últimos anos, sendo substituído por José Gomes, que havia deixado recentemente os ingleses do Reading FC.

Seria já na pausa do mês de Novembro que os sucessores efectivos de Sandro Mendes e Augusto Inácio seriam anunciados. Nuno Manta Santos não ficaria muito tempo no desemprego, ao ser anunciado como o novo treinador do CD Aves poucos dias após ter sido despedido do clube insular. Já do lado do Vitória FC, o clube setubalense acabaria por anunciar a contratação do espanhol Julio Velázquez, que já tinha tido uma passagem pelo CF “Os Belenenses” no ano de 2016.

Aqui, não está em causa a qualidade e a competência dos treinadores em questão. Nuno Manta Santos fez uma época de estreia na Primeira Liga notável, onde lutou arduamente contra uma direcção que insistia que ele fizesse omeletes sem ovos. Julio Velásquez tentou implementar um futebol positivo num contexto que não era favorável e José Gomes viu serem-lhe abertas as portas do futebol inglês após uma curta, mas bem sucedida, passagem pelo Rio Ave FC.

Nuno Manta Santos não ficou sem clube por muito tempo
Fonte: CD Aves

O principal ponto em comum que relaciona estes três casos é que ambos os clubes contrataram treinadores cujo perfil e modelo de jogo, pouco ou nada tem a ver com o dos seus respectivos antecessores.

Os três clubes mudaram de treinador com o pretexto de procurar melhorar os resultados da equipa e conseguir subir na tabela classificativa. Até aqui não há nada de errado, mas quando um clube substitui um treinador por outro com uma filosofia diferente no decorrer da época, isso demonstra uma clara falha de planeamento por parte da estrutura do clube. Ainda para mais quando os contextos onde estes treinadores estão inseridos não são favoráveis a um processo de transição que permita uma adaptação mais tranquila destes.

O CS Marítimo é um clube que me habituei a ver a lutar pelo acesso às competições europeias, mas que nos últimos anos tem vindo a cair exponencialmente na hierarquia do futebol português, sendo que após o jogo da última jornada contra o SL Benfica, José Gomes assumiu que apresentou uma proposta de jogo completamente diferente da do seu antecessor e que iria levar tempo a ser assimilada por parte dos jogadores.

O CD Aves sofreu uma revolução no plantel no último mercado, tendo perdido dez jogadores titulares da última época, o que faz com que Nuno Manta Santos chegue a uma equipa que ainda esteja em construção e que agora terá de assimilar nova ideias e novos processos de jogo, diferentes daqueles implementados por Augusto Inácio.

Já o Vitória FC é um clube que não tem qualquer linha estrutural, onde parece que é cada um por si. E num contexto ainda mais desfavorável ao que encontrou em Belém, Julio Velásquez corre sérios riscos de ser vítima do preconceito que atinge os treinadores estrangeiros.

Para além de falta de planeamento, este tipo de mudanças de treinador em cima do joelho demonstra a falta de capacidade dos clubes em pensar fora da caixa, recorrendo ao primeiro treinador que aparece na lista em vez de apostar em alguém com o mesmo perfil, mesmo que tenha menos renome.

Foto de Capa: Vitória FC

Artigo revisto por Diogo Teixeira

After-Party de Uribe

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Matheus Uribe, jogador do FC Porto, chegou no mês de Agosto aos dragões para suprir uma das várias vagas deixadas em aberto que o plantel portista tinha no setor do meio campo. A estreia com a camisola do clube da invicta foi a meio da partida com FK Krasnodar, na segunda mão da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões, que acabou por ditar o afastamento do emblema português da competição. Desta forma, com a lesão de Sérgio Oliveira, o médio internacional colombiano não teve problemas em afirmar-se no onze de Sérgio Conceição e tornar-se num dos esteios da equipa lusa.

O futebolista não parece ter tido problemas na sua adaptação e as suas exibições têm sido sempre bem apreciadas junto da opinião pública, ou seja, comentadores, analistas e adeptos. A forma como conseguiu impor o seu futebol na equipa foi impressionante, dando uma grande competência tática ao FC Porto. Além disso, conseguiu formar uma boa dupla com Danilo. Juntos pareciam formar uma parelha intransponível. Porém, o início de sonho que o jogador estava a viver acabou antes do jogo contra o Boavista FC, a contar para a Liga Nos.

E acabou porquê? O motivo para o seu súbito desaparecimento foi devido a uma festa para celebrar os anos da sua mulher, que violou algumas regras do regulamento interno do FC Porto, visto que não só Uribe, mas como também outros jogadores prolongaram a sua noite além das normas emanadas no código disciplinar do clube. Por sua vez, as altas patentes dos dragões, juntamente com Sérgio Conceição, decidiram afastar os atletas do “derby portuense”, de modo a castigar os jogadores pelo sucedido.

A partir desse dia, Uribe nunca mais somou nenhum minuto pela camisola azul e branca e tem-se mantido afastado dos relvados pela formação pela qual tem contrato. Todavia, a razão também não será só a festa dada em sua casa, mas mais uns fatores que são precisos ter em conta, isto é, o “aparecimento” de Loum, a postura rígida do treinador e agora o regresso de Sérgio Oliveira.

Uribe começou bem a temporada mas a festa da sua esposa criou um mal-estar com Sérgio Conceição
Fonte: FC Porto

Em primeiro lugar, quem substituiu o colombiano na partida no Estádio do Bessa foi o seu colega senegalês, Loum, que desde então tem-se apresentado a um bom nível, uma vez que a sua afirmação tem sido plena e o jogador tem ganho a confiança do seu técnico. As suas prestações não têm mentido e o ex-SC Braga até já se estreou a marcar pelo FC Porto.

O segundo motivo é a compostura rígida de Sérgio Conceição, que não gosta de facilidades, nem de dar abébias a nenhum jogador, seja qual for o seu estatuto ou reputação. Aconteceu com Éder Militão, na temporada passada, e aconteceu agora com os futebolistas apanhados na tal festa da mulher de Uribe. Quem não se lembra do afastamento de Casillas por uma alegada descomplacência nos treinos? Todas estas situações provam que Sérgio não olha a nomes e exige de todos os integrantes da sua equipa o mesmo compromisso e dedicação dos demais. Agora, cabe ao reforço dos azuis e brancos conseguir alterar o rumo das coisas e voltar a ocupar um lugar que já foi seu.

Por último, há mais um acréscimo à lista, que é o regresso de lesão de Sérgio Oliveira, que voltou à competição no desafio contra o FC Paços de Ferreira e agora é mais uma opção às ordens do clube da invicta. Toda a gente sabe da admiração que o treinador portista tem pelo internacional português, que certamente quererá também lutar por um lugar no onze do FC Porto. Com este regresso, a luta por um lugar ao lado de Danilo será mais feroz e competitiva e Uribe terá agora de provar o seu verdadeiro valor e justificar perante todos que está 100% comprometido com os dragões.

Foto de Capa: Diogo Cardoso/ BnR

Artigo revisto por Diogo Teixeira

O surpreendente trabalho de Frank Lampard no Chelsea

Frank Lampard chegou ao Chelsea com o objetivo de equilibrar um clube impossibilitado de investir no mercado, devido à proibição da FIFA em fevereiro deste ano. Esse “transfer ban” teve origem em problemas nas transferências de vários jovens com menos de 18 anos, o que incapacitou a contratação de jogadores. O Chelsea sempre foi um clube habituado a investir forte e Lampard, no seu segundo ano de treinador, agarrou um projeto que pedia resultados imediatos e montou uma estrutura capaz de fazer frente a qualquer equipa, embora ainda necessitem de consolidar as ideias.

O técnico inglês já foi uma lenda dos Blues enquanto jogador e agora procura continuar o seu legado no clube, com outra função. Os resultados para já têm sido positivos, ele que na sua primeira época como treinador, esteve perto de subir o Derby County à Premier League, tendo sido eliminado no play-off de acesso pelo Aston Villa.

A diferença do inglês, para o substituído Maurizio Sarri, é que Lampard tem a capacidade de estudar os adversários e adaptar o tipo de jogo a eles, enquanto que Sarri defendia um modelo às cegas e por vezes tornava o jogo do Chelsea previsível. Além disso, a equipa de Sarri estava dependente da qualidade individual para vencer as partidas, principalmente de Eden Hazard. Com Lampard, há mais identidade no plantel e entendimento dentro de campo. Em alguns aspetos, o técnico inglês pode-se assemelhar a José Mourinho, devido à maneira como estuda os adversários e prepara a equipa para os encontros, mesmo contra os melhores conjuntos. As ideias estão lá, pecam apenas pela diferença nas rotinas de jogo e o setor defensivo ser ainda um tanto debilitado.

Apesar de os blues não poderem contratar ninguém, já tinham realizado uma transferência no mercado de inverno, antes do conhecimento do “transfer ban”. O reforço foi Christian Pulisic, que viria a chegar no início desta época. E que jeito deu! Tem sido um dos melhores jogadores até ao momento e surgiu como o substituto de Eden Hazard, o melhor jogador do Chelsea dos últimos anos, transferido para o Real Madrid esta época.

Fonte: Chelsea FC

O clube tinha de contar com “reforços” de qualquer das maneiras, então Lampard adotou uma estratégia baseada na prata da casa. Aproveitou tanto jogadores da formação, como outros que também faziam parte dos quadros do clube e estavam emprestados a outras equipas. Frank Lampard tem aqui o mérito praticamente todo, a partir do momento em que os jogadores que se têm destacado mais nos blues são precisamente esses, como é o caso de Mason Mount, Tammy Abraham, Fikayo Tomori e Reece James.

O Chelsea tem surpreendido nos resultados apresentados porque as expectativas apontavam a que o Chelsea à 14.ª jornada estivesse bem abaixo da 4.ª posição com 26 pontos. Embora se notem problemas defensivos, espelhados nos 20 golos sofridos na Premier League, os londrinos apresentam boa qualidade nas exibições e prometem melhorias no futuro, isto porque nos jogos contra as equipas mais fortes o Chelsea mostrou-se superior em certos momentos do jogo e deu a entender que a estratégia vai resultar ao longo do tempo e quem sabe resultará em grandes conquistas para Stamford Bridge.

Na Liga dos Campeões o Chelsea situa-se na 3.ª posição do grupo H, com oito pontos, empatado com o Valencia e atrás, dos dez, do Ajax. Os blues precisam apenas de uma vitória no último jogo contra o Lille para se qualificarem para os oitavos-de-final porque embora perca no confronto direto com o Valencia, qualquer que seja o resultado final entre os espanhóis e os holandeses, serve para o Chelsea se qualificar. Se empatarem a partida contra os franceses, irão ficar dependentes de uma derrota do Valencia.

Embora Lampard repita várias vezes o mesmo onze, salvo raras exceções, e isso possa desgastar os atletas, o técnico conta com soluções aceitáveis para praticamente todas as posições. Na baliza, o suplente de Kepa Arrizabalaga é o experiente Willy Caballero.

Os defesas centrais titulares são regularmente Zouma e Tomori e contam ainda com soluções de qualidade como Rudiger e Christensen, ainda que Azpillicueta possa ocupar o lugar, principalmente numa defesa a três. Este último é o dono da lateral direita, com o jovem Reece James ainda como opção, ele que é polivalente e pode ocupar também o lado esquerdo. Neste lado, existem Marcos Alonso e Emerson Palmieri, que têm dividido o tempo de jogo.

Fonte: Chelsea FC

O meio campo mais usado é Jorginho, N’Golo Kanté e Mason Mount, no entanto, Kovacic também é utilizado várias vezes e muitas delas de início. Além do croata, há ainda o internacional inglês Ross Barkley e o lesionado perto do regresso, Ruben Loftus-Cheek, esquecido até ao momento, contudo, quando regressar, ainda vai ser bem útil para esta equipa.

Para extremos, surgem Willian e Pulisic como os mais preparados de momento, apesar de Pedro Rodriguez ser um jogador com uma qualidade acima da média aos 32 anos. Existe ainda Callum Hudson-Odoi, um jovem de apenas 19 anos e com muita esperança depositada pelos adeptos para o futuro. Para a frente de ataque, o jovem Abraham é o dono do lugar, apesar de Batshuayi ser um jogador útil para mexer com a partida quando entra, assim como o campeão do mundo Olivier Giroud, o melhor marcador da Liga Europa na temporada passada.

Surge então em destaque Tammy Abraham, que é o segundo melhor marcador da Premier League, com dez golos. O avançado de 22 anos estava emprestado ao Aston Villa na época passada, onde apontou 26 golos e foi crucial para a promoção da equipa à principal divisão de Inglaterra.

Mason Mount, de 20 anos, é outro que estava emprestado e foi aproveitado por Frank Lampard, eles que já se conheciam bem da época transata ao serviço do Derby County, onde se demonstrou como um dos melhores jogadores do Championship e de momento é um dos intocáveis do técnico dos blues.

Fikayo Tomori é outro produto da formação do clube e tal como Mount, esteve com Lampard no Derby County. Assumiu-se como titular pouco tempo depois de começar a época e nunca mais perdeu o lugar. Aos 21 anos, é um muro de betão na defesa londrina.

Reece James também fez a formação no Chelsea e o ano passado brilhou ao serviço do Wigan. É um lateral de apenas 19 anos com um futuro risonho pela frente. Lampard fez questão de contar com ele e prepará-lo para começar a ser opção regular, como tem sido nos últimos jogos.

O Chelsea tem ainda uma série de jogadores interessantes nas camadas jovens do clube e que de um momento para o outro podem dar o salto e começar a alinhar na equipa de Frank Lampard, como é o caso de Billy Gilmour, Conor Gallagher, Tino Anjorin e Marc Guehi.

Foto de Capa: Chelsea FC

Artigo revisto por Diogo Teixeira

O Passado Também Chuta: Paolo Maldini

Paolo Maldini é um dos maiores símbolos do AC Milan e do futebol italiano, uma figura marcante do futebol europeu e mundial. Capitaneou os “rossoneri” e a seleção italiana à conquista de títulos, vivendo uma história de lealdade que predurou 26 anos ao serviço do Milan. Em 1994, foi considerado o futebolista do ano, pela revista World Soccer.

O jovem Paolo, filho do histórico caitão milanês, Cesare Maldini, cedo tornou-se um “tiffosi” dos “rossoneri”. Na época 193/1984, iniciou a sua carreira nos escalões de formação do Milan.

A carreira de Maldini, enquanto profissional, começou no dia 20 de janeiro de 1985, num jogo a contar para a 16ª jornada da Serie A, diante da Udinese, com apenas 16 anos, sendo lançado pelo técnico sueco, Nils Liedholm. Daí em diante, estabeleceu-se como um indicutível titular no Milan, tornando-se capitão de equipa.

Ao longo dos 26 anos de ligação ao Milan, Paolo Maldini conquistou 26 títulos – cinco Ligas dos Campeões, quatro Supertaças Europeias, um Mundial de Clubes, duas Taças Intercontinentais, sete Ligas Italianas, uma Taça de Itália e cinco Supertaças. Com a camisola dos “rossoneri” somou 902 jogos e apontou 33 golos.

Paolo Maldini conquistou 26 títulos ao serviço do Milan, somando 902 jogos e 33 golos
Fonte: AC Milan

Paolo Maldini ficou para a história da Serie A, sendo o jogador com mais partidas disputadas, contabilizando 647 jogos, ultrapassando o recorde de Dino Zoff. Outra curiosidade sobre Maldini é que no dia 28 de maio de 2003, venceu a Liga dos Campeões capitaneando o Milan, precisamente 40 anos depois do seu pai Cesare Maldini.

Maldini representou a “squadra azzurra”, por 126 ocasiões e marcou sete golos. O defesa italiano estreou-se pela sua seleção, num jogo particular frente à Jugoslávia, com apenas 19 anos. Representou Itália em três campeonatos do mundo e três campeonatos da Europa, sendo vice-campeão mundial em 1994 e vice-campeão europeu em 2000.

Maldini destaca-se pela sua capacidade no um contra um defensivo, mas também pela sua qualiade técnica, capacidade de passe, inteligência e visão de jogo. Um dos melhores defesas da história do futebol Mundial. Mas, sobretudo, será recordado pela história dos 26 títulos que conquistou em 26 anos de amor à camisola e lealdade ao seu Milan, um verdadeiro craque!

Foto de Capa: AC Milan

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Os Bucks são favoritos… para já

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Numa temporada de muitas mudanças, uma equipa manteve-se (e, quem sabe, até melhorou qualquer coisa) e, tendo sido a melhor equipa da fase regular há um ano, merece estar agora na pole position. Os Bucks e Giannis estão de volta, com uma aparente versão melhorada de algo que já era muito bom e assumem-se como favoritos. Pelo menos por agora…

Por uma ou outra razão, novas caras chegaram à luta pelo anel. Mas num mar de Lakers, Clippers ou Sixers, só os Bucks mantêm o plantel quase intacto. E , por isso, partem na frente e assim seguem quase com um quarto de temporada realizado.

As equipas de Los Angeles apresentam duplas letais mas que ainda precisam de algum trabalho. No caso dos Lakers, talvez precisem de um calendário mais apertado também e os Clippers têm lidado com o descanso das suas estrelas. Já os Sixers estão mais maduros, mas perderam o seu melhor jogador nos últimos playoffs. Só os Bucks podem prosseguir o seu trabalho e isso nota-se.

O ataque “ou lanças perto do cesto ou lanças de três” de Mike Budenholzer é já conhecido desde o seu trabalho em Atlanta. Budenholzer é um dos “assassinos” da meia-distância da NBA, mas o seu produto traz resultados, pelo menos em ambiente pré-playoffs. Com Antetokounmpo rodeado de atiradores, é uma tática que faz sentido, até aparecerem os longos e rápidos defesas de Toronto, que tiraram os pontos no garrafão a Giannis e rapidamente recuperavam para contestar lançamentos. Faltava aqui uma peça e é nisso que o MVP tem trabalhado e que pode fazer dele um jogador imparável: o lançamento exterior.

Giannis começou a época como terminou a anterior e foi o MVP do mês de novembro no Este
Fonte: Milwaukee Bucks

Giannis tem tentado mais lançamentos exteriores e embora os seus 30% de eficácia não sejam ainda um número que assuste as defesas, a confiança que o grego vai ganhando pode mudar tudo. Um ou outro lançamento acertado fará a defesa aproximar-se e, aí, Antetokounmpo estará no seu paraíso, com espaço para progredir e abusar de defesas que não fecham o cesto.

Os Bucks são neste momento a única equipa já com o trabalho feito e a lição estudada, no que toca às maiores candidatas ao título e isso vê-se no campo e na classificação. A turma de Milwaukee joga rápido, com eficácia e tem um MVP em crescendo. Isso é assustador e deve colocar os rivais em sentido. Estes Bucks serão, na sua máxima força, um alvo a abater.

Foto De Capa: Milwaukee Bucks

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Taça da Liga: ganhar ou ganhar

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Na próxima quarta-feira, o Sporting Clube de Portugal disputa a segunda jornada da fase de grupos da Taça da Liga, frente ao Gil Vicente FC. Em jogo está a passagem à “final-four” da competição, que os leões conquistaram nas últimas duas temporadas.

Nesta fase de grupos, o Sporting iniciou a defesa do título com uma derrota diante do Rio Ave, orientado por Carlos Carvalhal. Assim, o clube de Alvalade tem obrigatoriamente de vencer os dois jogos fora de casa, perante o Gil Vicente e o Portimonense. No entanto, os seis pontos poderão não ser suficientes, necessitando de pelo menos um empate no embate entre os gilistas e o Rio Ave, na terceira jornada.

Para esta segunda jornada, Jorge Silas tem praticamente todo o plantel à sua disposição, apresentando provavelmente um onze próximo daquele que disputou o último jogo do campeonato. Todavia, poderá ocorrer uma alteração, a saída de Jesé Rodríguez, para a entrada de Yannick Bolasie.

O Sporting venceu as últimas duas edições da Taça da Liga e procura revalidar o título
Fonte: Sporting CP

Independentemente do Gil Vicente ter surpreendido a equipa liderada por Silas, na última jornada da Liga, o Sporting tem obrigação de vencer e é naturalmente favorito. Espera-se que a equipa leonina consiga apresentar o mesmo nível exibicional da goleada imposta ao PSV, a contar para a Liga Europa.

O Gil Vicente irá apresentar uma equipa muito organizada, com bloco baixo e explorando as transições. O Sporting terá de ser uma equipa consistente em termos defensivos, mas sobretudo um coletivo capaz de criar oportunidades de golo, acutilante no último terço, procurando desmontar o bloco defensivo dos gilistas.

Para isso, o que se exige é Esforço, Dedicação e Devoção, para vencer os dois jogos que restam desta fase de grupos e poder voltar a discutir a Glória da conquista da Taça da Liga.

Foto de Capa: Liga Portugal

Artigo revisto por Diogo Teixeira

SC Covilhã 1-1 SL Benfica: Frio serrano congela aspirações benfiquistas

Em partida referente à 2ª jornada da Taça da Liga (Allianz Cup), tanto o Sporting da Covilhã como o Benfica, apresentaram algumas alterações em relação aos seus onzes “base”. A necessidade de vencer e de marcar golos (no caso do Benfica), num grupo com todas as equipas empatadas a um ponto, era objetivo comum para ambos os conjuntos.

Os “Leões da Serra” foram os primeiros a causar algum frisson junto das balizas. Adriano Castanheira aproveitou um ressalto na área encarnada e rematou para defesa de Zlobin (5’).

Após um início com algum ascendente dos homens da casa, foi o Benfica a ficar mais perto de marcar, com um cabeceamento de Gedson à trave, na sequência de um livre batido por Jota (11’).

O Covilhã aparentou entrar no jogo algo nervoso (fruto da emoção normal de enfrentar um dito “grande”), mas com o passar dos minutos, o nervosismo foi desvanecendo e Bonani rematou para nova defesa do guarda-redes russo do Benfica (20’).

À passagem do minuto 25, um contra-ataque do Sporting da Covilhã, gelou (ainda mais) a maioria benfiquista no Estádio José Santos Pinto. Indefinição entre Tomás Tavares e Zivkovic numa zona proibida levou a um ataque rápido protagonizado por Daffé e concluído por Adriano. Boa defesa de Zlobin (25’).

Jogo de parada e resposta. Raúl de Tomás, no seguimento de boa jogada construída a partir de trás, recebeu de costas, conseguiu virar e rematou forte para defesa de Bruno (30’). E após um interregno sem perigo junto das balizas, o jogador mais perigoso do Sporting da Covilhã, Adriano atirou de longe a rasar a barra. Se a bola fosse à baliza, Zlobin estaria “batido” (40’).

Uma primeira parte dividida, bem disputada e sem qualquer superioridade que se tenha feito notar entre estas duas equipas. O frio que se fez sentir no estádio, acabou por gelar os jogadores e afastar a emoção dos golos. Um Covilhã naturalmente mais retraído mas sem entregar a bola ao Benfica. Do outro lado, os encarnados ainda não tinham conseguido demonstrar em campo o favoritismo inicial.

Excelente moldura humana, como já não se via há largos anos na Covilhã
Fonte: Bola na Rede

A cabeça dos jogadores do Benfica ainda estava no balneário e o Sporting da Covilhã fez o golo. À entrada do minuto 46, Bonani intercetou o esférico após desentendimento entre Jardel e Samaris, não tremeu perante o gigante russo e atirou a contar.

Hora de jogo volvida e um jogo na mesma toada, mas para além do golo, com menos balizas do que no primeiro tempo. Jogo frio e sem ideias por parte do campeão nacional. Uma equipa desinspirada e das mais vulneráveis que os serranos tiveram pela frente esta época.

Foram precisos apenas dois minutos em campo para Taraabt mostrar toda a classe que o caracteriza. Desenvencilhou-se de dois adversários com um toque para a frente e causou desequilíbrio. A melhor jogada do Benfica em toda a partida. Pouco depois, levou a equipa para a frente, Nuno Tavares cruzou e Vinícius cabeceou ao lado (66’).

Uma palavra de apreço para a defesa, ou para as transições defensivas da equipa covilhanense. Poucas ou nenhumas veleidades tinha oferecido ao Benfica. Centrais poderosos e seguros, atrás de um meio campo coeso.

Perante um Benfica adormecido, mais uma vez, o homem do costume, Adriano Castanheira fez o que quis da defesa encarnada e rematou para canto (80’). Na sequência de um canto marcado por Pizzi, a bola ressaltou na defesa e Jota aproveitou para atirar para o golo (82’).

Empate a uma bola entre estas duas equipas, certamente com ambições diferentes. Do lado do Sporting da Covilhã, pode-se dizer que merecia mais. Partida controlada pelo serranos até pouco depois da hora de jogo. Setores muito próximos, consistentes e guerreiros. Disputaram cada lance como se fosse o último e chegaram ao golo (com mérito).

No Benfica, Pizzi e Taraabt agitaram o jogo e desnivelaram o terreno. Jogo fraco, com pouca história. Deixaram muito a desejar. Jardel lento, já não serve. Samaris e Zivkovic não renderam. Raúl de Tomás continua infeliz e Gedson não promete mais. Em suma, esperava-se melhor dos encarnados, nesta visita à serra.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

SC Covilhã: Bruno, Jaime, Zarabi, Joel, Gilberto, Brendon, Jean (Miranda, 81’), Mica, Adriano, Bonani (Daniel Martins, 73’), Daffé (Kukula, 85’).

SL Benfica: Zlobin, Tomás Tavares, Rúben Dias, Jardel, Nuno Tavares, Florentino (Vinícius, 46’), Samaris (Taraabt, 61’), Gedson, Zivkovic (Pizzi, 61’), Jota e Raúl de Tomás.

Análise às seis contratações do FC Porto

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Numa temporada marcada pela chegada de novos rostos, fazemos uma pequena análise aos jogadores que fazem agora parte do plantel e a influência que têm tido. É certo que a falta de opções era uma lacuna a colmatar, mas as vezes há reforços que não reforçam. E há casos em que a pergunta é: onde andou até agora?
Sérgio Conceição tem sido implacável nos castigos, mas há jogadores que não só agarraram a posição como se tornam imprescindíveis. Ainda assim nenhum deles acima do clube, como mandam as normas.

NFL Semana 13: AFC e NFC conhecem novos líderes!

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Bears 24-20 Lions: Bears continuam a vencer

Os Bears parecem ter mudado um pouco desde a derrota frente aos Rams na jornada 11.

Desde esse embate frente à equipa de LA, Chicago (e Mitchell Trubisky) têm mostrado uma outra dinâmica ofensiva e esta manteve-se frente a Detroit. Depois de entrarem a vencer, os Lions deram a volta e no final do primeiro quarto já venciam por 7-14, uma vantagem que chegaria mesmo aos 7-17.

No entanto, liderados por Mitchell Trubisky (29 passes em 38 tentativas para 338 jardas, três touchdowns e uma interceção), os Bears conseguiram recuperar e chegaram à vitória já no último quarto.

Duas vitórias consecutivas que deixam Chicago com seis vitórias e seis derrotas. Numa altura complicada da época em que muitos achavam que era o fim de Trubisky nos Bears, o quarterback recuperou e vê agora a sua equipa em oitavo lugar da NFC com o mesmo registo que os Cowboys.

Bills 26-15 Cowboys: Terceira vitória consecutiva

Segunda semana consecutiva que os Dallas Cowboys perdem por falhas flagrantes da sua equipa técnica e do seu quarterback.

Tal como aqui já foi referido várias vezes, a equipa técnica de Dallas parece ter os dias contados. Têm sido vários os relatos de que Jason Garrett ficará até ao fim da época, mas que esta será mesmo a última ao comando da equipa.

Contudo, e apesar de muitas vezes parecer que não, o desempenho desportivo é o mais importante para os Cowboys e esse tem sido tudo menos ideal. Frente a uma equipa de Buffalo muito coesa, os texanos tiveram muitas dificuldades no plano defensivo. Para piorar, Josh Allen, quarterback dos Bills está a atravessar o melhor momento de forma da sua carreira e mais uma vez levou a sua equipa à vitória.

Focando na equipa de Buffalo, com este resultado somam agora nove vitórias e três derrotas e já poucos duvidam do seu apuramento para os playoffs.

Saints 26-28 Falcons: Saints vencem a NFC Sul

Ao vencerem os Falcons, os Saints garantiram a conquista da NFC Sul e foram a primeira equipa a confirmar a conquista de uma divisão.

Sem Julio Jones, os Falcons ficaram sem a sua principal arma ofensiva e num ataque tão focado no passe como o de Atlanta, isso acabou por ser determinante para o resultado final. Os Saints dominaram a partida de início ao fim e com Cam Jordan a ter uma partida inspirada (terminaria com quatro sacks sobre Matt Ryan), nunca houve grande dúvida sobre quem sairia com a vitória do Mercedes-Benz Stadium em Atlanta.

Com este resultado colocaram-se em brande posição para tentarem vencer a conferência.

Titans 31-17 Colts: Titans continuam a ganhar

Foi a primeira vez desde 2008 que Tennessee bateu os Colts e os Titans estão agora na luta pelo playoffs.

Depois de um início de época menos positivo com Marcus Mariota a comandar o seu ataque, o treinador Mike Vrabel decidiu colocar o experiente Ryan Tannehill no leme e agora começa a colher os frutos dessa decisão.

Desde esse momento, os Titans vão num parcial de cinco vitórias e uma derrota e com este resultado colocam-se na luta pelos playoffs juntamente com o Pittsburgh e Houston.

Nesta partida a sua defesa voltou a assumir um papel determinante. No início do terceiro quarto, Tennessee via-se a perder por 7-17 e aí começou a reviravolta, ao marcar 24 pontos sem resposta para conseguirem a sua terceira vitória seguida, a quarta nos últimos cinco jogos.

A corrida pelos playoffs na AFC Sul está mais aberta que sempre, e se Pittsburgh e Houston não tiverem cuidado, os Titans podem surpreender.

“Mou” de regresso contra uns “Red Devils” moribundos

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Premier League a meio da semana… Já tinha saudades, confesso. Como eu, acredito que haja mais pessoas, mas agora não vamos ter tempo para isso: há futebol inglês sem parar, principalmente durante os meses de dezembro e janeiro. Um dos jogos mais interessantes do cartaz desta jornada – que tem ainda um Liverpool FC vs Everton FC – é o Manchester United FC vs Tottenham Hotspur FC. Um jogo que se vem transformando cada vez mais num dos clássicos obrigatórios na agenda de qualquer apaixonado do “desporto-rei”, marca também o regresso de José Mourinho à sua antiga casa.

Espera-se uma partida “quentinha e rasgadinha”, até porque o Tottenham Hotspur, claramente em retoma depois do português ter assumido as rédeas da equipa, joga num Old Trafford que já não é “Teatro dos Sonhos” para os “Red Devils”, mas sim uma espécie de “Cinema de Terror”.

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Quando em janeiro desde ano, pouco depois de ser despedido, o “Special One” disse numa entrevista à BeIN Sports que ter terminado em segundo lugar com o Manchester United na Premier League 2017/18 foi um “dos melhores resultados da sua carreira”, muita gente fez o que ele vaticinou: chamaram-no de maluco. A questão era, como o próprio explicou, como é que um treinador com 25 títulos ao mais alto nível pode dizer uma coisa destas? A sua resposta foi peremptória: “Quem fala não sabe o que se passa nos bastidores”.

A verdade é que as exibições “pós-Mourinho” parecem estar a dar-lhe razão. Há jogadores naquele plantel que, na minha opinião, não têm a qualidade necessária para jogar num clube com os pergaminhos do Manchester United, nomeadamente: Andreas Pereira, Juan Mata – na sua idade e forma atual –, Fred ou Lingaard, apenas para citar alguns. Para além destes, Harry Maguire, central que chegou à equipa este ano por um valor recorde de 80 milhões, já é o capitão de equipa e não demonstra qualidade nem para ser titular, quanto mais liderar uma equipa que é sempre candidata a ganhar todas as competições em que está inserida.

A somar a tudo isto são orientados por alguém que não tem mãos para este carro que lhe entregaram. Ole Gunnar Solskjaer comanda uma equipa com uma pobre ideia de jogo, a viver sobretudo das individualidades de Rashford e Martial (quando não está lesionado) e com uma falta de eficácia defensiva gritante.

À entrada para a 15ª Jornada encontram-se no nono lugar da tabela, com 18 pontos conquistados e já a 22 (!) do Liverpool FC, que é o primeiro. Estão mais perto da primeira equipa abaixo da linha de água, que é o Southampton FC, mais concretamente, a seis pontos.

Mais um dos jogos em que o Manchester United não venceu, mas onde Lindelof (ex-SL Benfica) até marcou
Fonte: Manchester United FC

Já o Tottenham Hotspur, depois de um início fraco com Pochettino, parece querer recuperar um lugar que tem como seu, no “Top Four”. Depois de duas vitórias por 3-2 na PL, há coisas boas e más a registar. A melhor é que, se juntarmos o jogo da “Champions” a meio da semana a estas contas, os londrinos estão com a sua capacidade goleadora de volta: 10 golos em três jogos.

A pior é o momento defensivo, algo que já subsiste desde os tempos do antigo técnico argentino. Nestes mesmos três jogos, a equipa sofreu seis golos, apesar de ter vencido. Há muito trabalho a fazer neste mesmo processo, mas as faltas de concentração de jogadores como Toby Alderweireld ou Jan Vertonghen – que acabam por se inflamar por todo o bloco recuado –, são algo inadmissíveis a este nível. Pode ter algo a ver com o fato de não se sentirem tão “respaldados” pelo guarda-redes Gazzanigga, que teve de assumir as redes dos Spurs depois da grave lesão de Hugo Lloris. No fundo, poderá ter a ver com as sensações que este lhes transmite, resultando em más decisões.

Sem “novos” problemas de lesões, a equipa encontra-se a subir aos poucos na classificação e já está no quinto lugar, com 20 pontos conquistados e cinco jogos consecutivos sem perder em todas as competições.

Em suma, creio que se os “Spurs” vencerem, Solskjaer não resiste. Não sendo o treinador o único culpado, não é com toda a certeza o homem indicado para o posto que ocupa. Até podemos mesmo introduzir outra questão, que liga as duas formações: Se o norueguês sair, será que o clube da casa aposta num dos seus “sonhos antigos”, Mauricio Pochettino, ex-Tottenham Hotspur? Para além do tal segundo lugar em 2017/18, a vitória do Tottenham Hotspur em Manchester seria a segunda melhor coisa que o português fazia pelos Red Devils nos últimos anos…

Foto de Capa: Tottenham Hotspur FC

artigo revisto por: Ana Ferreira