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A nova página da carreira de Carmelo Anthony

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Carmelo Anthony, o extremo de 35 anos, natural de Brooklyn New York, há pouco mais de duas semanas encontrava-se “sem emprego” e fora da liga milionária. Apesar de uma ilustre carreira com várias presenças de All-Star por equipas como os Denver Nuggets e os New York Knicks, a carreira de Anthony estava numa fase descendente, inclusive tendo passado nos últimos dois anos por duas equipas diferentes (Oklahoma City Thunder e Houston Rockets).

O declínio da carreira da super-estrela que, até ao momento, é o 18.º melhor marcador da história da NBA, começou já na época 2017/2018, em que foi trocado para a equipa de Oklahoma. Anthony aceitou ser a 3.ª opção num ataque que incluía o então MVP Russel Westbrook e também Paul George. Essa seria a primeira época em que não obteria pelo menos 20 pontos por jogo (tendo média de 16 pontos por jogo), após 15 consecutivas a obter esse recorde que é detido por grandes nomes como Michael Jordan e LeBron James.

No entanto, a equipa não obteve o sucesso esperado e nesse verão, Anthony não conseguiu uma renovação de contrato. É nesse momento que surge a oportunidade de jogar pelos Houston Rockets, do MVP da época anterior, James Harden. Porém, esta viria a ser a pior experiência da carreira de Carmelo Anthony, que apenas jogou os 10 primeiros jogos da época (tendo ganho 4, numa equipa que tinha obtido o melhor recorde da NBA na época anterior), sendo libertado pela direção e oficialmente trocado em fevereiro dessa época.

Anthony, no entanto, sabia que a sua história na liga ainda não tinha tido um ponto final e que tinha ainda muito para dar! Manteve-se na sua melhor condição física enquanto esperava a tão desejada “chamada” a uma equipa profissional. Vídeos seus a jogar contra outros jogadores da NBA e a treinar a um nível de alta competição foram circulando na internet, mas com pouca atratividade para uma equipa fazer uma proposta.

Até que 15 de novembro chega, e a internet pára. Carmelo Anthony teria assinado um contrato não garantido (o que significa que a qualquer momento poderá ser “despedido”, tendo uma data estipulada para o contrato ficar garantido) com os Portland Trail Blazers de Damian Lillard e CJ McCollum.

Apesar do começo “enferrujado”, Portland tem voltado à coluna das vitórias com Anthony
Fonte: Portland Trail Blazers

Apesar de enferrujado nos seus dois primeiros jogos, Anthony rapidamente entrou no seu ritmo e fez exibições que demonstravam a qualidade que ainda detinha e o seu talento natural. Tendo marcado pontos na casa dos dois dígitos em todos os jogos que jogou, Anthony encontra-se com médias de 17.7 pontos por jogo e 6.0 ressaltos, uma grande mais valia ofensiva para a equipa de Portland.

Encontrando-se a equipa numa fase em que somou três vitórias consecutivas na semana de 25 de novembro a 1 de dezembro, e vitórias essas em que Carmelo Anthony teve médias de 22.3 pontos, 7.7 ressaltos e 2.7 assistências, este ganhou o prémio de melhor jogador da semana da conferência Oeste. Conferência esta que conta com nomes como LeBron James, Kawhi Leonard e James Harden. É verdade, foi mesmo o jogador de 35 anos que até meio de novembro não tinha pisado nenhum campo da NBA que acabou por levar o prémio para casa.

Anthony encontra-se, assim, numa nova página da sua carreira, ajudando uma equipa, que tem passado dificuldades, a encontrar o caminho para a vitória e tirando proveito das situações que lhe são dadas. Carmelo Anthony e os Trail Blazers têm os “ingredientes” para fazer desta uma época especial para ambas as partes!

Foto De Capa: NBA

artigo revisto por: Ana Ferreira

Uma atrás de outra: renovar é palavra de ordem

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Os jogadores do plantel do Sport Lisboa e Benfica são, a cada abertura de mercado, cobiçados pelos mais variados “tubarões europeus”. Fruto da sua preponderância no xadrez de Bruno Lage, surge a necessidade de renovar vínculos com jogadores que se tornam, pelo seu talento, imprescindíveis ao glorioso.

Ora, se alguns ativos do plantel já tinham contratos de longa duração com os encarnados, o mesmo não acontecia com Alejandro Grimaldo e Rúben Dias. Peças-chave no plano defensivo do SL Benfica, ambos acertaram a renovação com o Benfica.

Grimaldo é dono e senhor do corredor esquerdo dos encarnado, desde que chegou à Luz, em janeiro de 2016, proveniente do FC Barcelona. O contrato que o ligava à turma de Bruno Lage terminava em 2021, mas por ser um jogador apetecível por grandes clubes europeus, o Benfica precaveu-se e aumentou o vínculo do espanhol.

Eleito recentemente como um dos melhores laterais esquerdos do mundo pela ESPN, Grimaldo será, assim, jogador do Sport Lisboa e Benfica até 2023. A cláusula de rescisão do defesa mantém-se nos 60 milhões de euros, mas o jogador vê o seu salário ser aumentado para valores a rondar os 1,8 milhões de euros.

Alex Grimaldo acertou um novo contrato que o mantém ligado ao SL Benfica até 2023
Fonte: SL Benfica

Esta é, certamente, uma boa notícia para os adeptos do Sport Lisboa e Benfica, que veem assim assegurada uma das posições que mais dores de cabeça deram no passado. No entanto, a política de renovações no clube não se ficou por Grimaldo, e também Rúben Dias estendeu a sua ligação contratual.

Formado no Seixal, Rúben é prata da casa, ou melhor, ouro! Apontado como futuro capitão do glorioso, o internacional português fica completamente blindado. São 100 os milhões que terá de pagar quem quiser levar Rúben Dias da Luz antes de 2024. Um aumento considerável face aos anteriores 66 milhões de cláusula de rescisão.

Com o aumento da cláusula, veio também o aumento do ordenado e, nesse campo, o jovem de 22 anos passa a ser dos mais bem pagos do plantel, recebendo algo como dois milhões de euros anuais.

Rúben Dias prolongou o seu contrato e torna-se num dos mais bem pagos do plantel
Fonte: SL Benfica

Visto como o patrão da defesa encarnada, o defesa central tem sido associado a grandes clubes do panorama do futebol europeu e a nova cláusula de rescisão sustém as suas investidas.

Assim, Luís Filipe Viera precaveu o interesse do Benfica e dos benfiquistas e acertou uma renovação há muito pedida, ou melhor, duas. O futuro da defensiva encarnada parece assim assegurado, pelo menos até que um colosso do futebol mundial esteja disposto a abrir os cordões à bolsa para adquirir os passes destes jogadores.

As renovações no Benfica têm sido uma constante e, sobretudo, uma das principais políticas da SAD, que tem o intuito de segurar os vários talentos do plantel principal dos encarnados.

Foto de capa: SL Benfica

artigo revisto por: Ana Ferreira

FC Porto 2-0 FC Paços de Ferreira: Vitória sem grande história

O jogo de fecho da 12º jornada teve lugar no Estádio do Dragão e opôs o FC Paços de Ferreira, penúltimo classificado da Primeira Liga, e o FC Porto, segundo classificado do campeonato. Os dragões procuravam a quarta vitória consecutiva e conseguiram-na, através dos golos de Loum e Zé Luís, naquela que foi uma exibição apagada por parte dos portistas.

O FC Porto entrou por cima na partida e Loum, aos 18 minutos, inaugurou o marcador. O senegalês, após um canto batido à direita por Alex Telles, elevou-se mais que os restantes jogadores e cabeceou com acerto para o fundo das redes da baliza de Ricardo Ribeiro.

Os pacenses responderam por Hélder Ferreira, aos 25′, com um remate a obrigar Marchesín a esticar-se, e que, por pouco, não foi desviado, no ressalto, por Douglas Tanque.

Marega ainda atirou ao poste, mas foi o golo de Loum que ditou a vantagem mínima para o FC Porto ao intervalo, numa primeira parte de pouca emoção.

Os Super Dragões utilizaram pirotecnia e exibiram uma tarja como forma de comemorar o seu 33º aniversário
Fonte: Diogo Cardoso/ BnR

A segunda parte reatou no mesmo ritmo morno e a primeira grande ocasião de golo surgiu aos 70′, quando Ricardo Ribeiro respondeu a um cabeceamento portista,depois de um livre lateral de Alex Telles.

O Paços de Ferreira ganhou confiança por estar a perder apenas pela margem mínima e o FC Porto teve mais dificuldades na saída de bola, o que não impediu os portistas de ampliar a vantagem aos 75′, numa autêntica obra de arte de Zé Luís. O cabo-verdiano recebeu a bola com o peito, rodou e, de bicicleta, colocou a bola fora do alcance de Ricardo Ribeiro, no que será, mais tarde, um golo para o avançado recordar.

Ainda antes do final da partida, Pepa recebeu ordem de expulsão por protestos.

Sérgio Oliveira ainda acertou no poste da baliza pacense, mas o resultado não mexeu. O FC Porto venceu, assim, o FC Paços de Ferreira, e manteve-se na perseguição ao SL Benfica. Apesar da vitória, foi uma exibição pouco vistosa dos azuis e brancos.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

FC PORTO: Marchesín; Manafá, Pepe, Marcano, Alex Telles; Otávio( 82′ Nakajima), Danilo, Loum, Corona( 68′ Sérgio Oliveira); Marega, Aboubakar ( 37′ Zé Luís)

FC PAÇOS DE FERREIRA: Ricardo Ribeiro; Bruno Teles, Marco Baixinho, Maracás, Bruno Santos; Pedrinho, Luíz Carlos, Diaby( 69′ Oleg), Hélder Ferreira; Zé Uílton ( 60′ Murilo), Douglas Tanque (65′ Diogo Almeida)

BnR TV T1/EP6 – João Capela oferece o cartão branco ao painel

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Neste sexto programa arriscámos e trouxemos João Capela, antigo árbitro, para o painel de comentadores. O juiz português ficou na memória de muitos adeptos de futebol e quer trazer um espírito positivo para o futebol português. Será que, no final, deu um “cartão branco” ao BnR TV?

O Bola na Rede TV é um projeto desenvolvido pelo Bola na Rede e pela Digital Partner. Com a moderação de Marco Ferreira e comentários de Mário Cagica Oliveira, João Miguel Rodrigues, João Barbosa e do comentador-convidado, João Capela, antigo árbitro.

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De quarta opção a reinventado

Depois da tempestade vem a bonança. Neste caso, aplica-se a um craque brasileiro que andou meio perdido na Europa e teve de regressar ao seu país para atingir o sucesso. Coincidência ou não, pela mão de um português. Gabriel Barbosa, fez finalmente jus à alcunha de “Gabigol”.

No terceiro empréstimo consecutivo por parte dos “nerazzurri”, voltou a demonstrar toda a qualidade que fez com que o emblema de Milão o contratasse em 2016, por uma verba a rondar os 30 milhões de euros.

Além de ter sido o melhor marcador da Taça Libertadores, é também, até ao momento, o melhor artilheiro do Brasileirão (24 golos em 27 jogos). Ao lado do compatriota Bruno Henrique tem sido, como mostram os números, uma das unidades mais influentes desta conjugação de estrelas, liderada por Jorge Jesus.

Talvez não estivesse preparado para integrar imediatamente o plantel de uma equipa como o Inter em tão tenra idade. Ou melhor, para se apresentar verdadeiramente ao futebol europeu pela porta da Série A. Um campeonato tão complexo, perfeito para as ditas, “raposas velhas”, e complicado para quem vem de países em que o rigor tático é como que deixado de parte, em contraposição a outras vertentes do jogo.

O empréstimo ao SL Benfica poderia ter sido proveitoso, não contasse o clube português com avançados como Jonas, Haris Seferovic e Raúl Jiménez nas suas fileiras. A Primeira Liga teria sido um bom espaço para o desenvolvimento de Gabigol, não fosse ele a quarta opção.

Seguiu-se o regresso ao futebol brasileiro. Primeiro à casa-mãe, o Santos FC, depois ao CR Flamengo, onde foi pedido expresso do “mister”. Passou o ano de 2018 no “Peixe”, já com uma recuperação notável em relação às épocas anteriores (19 golos distribuídos pelo Brasileirão e pela Libertadores). Em 2019, é o que se sabe. Ajudou a escrever mais um capítulo na bela história do “Mengão”.

Apenas algumas das estrelas da constelação às ordens de Jorge Jesus
Fonte: CR Flamengo

Com o contrato de empréstimo a terminar a 31 de dezembro e com o Mundial de Clubes (FIFA) em perspetiva, já deve estar a equacionar onde irá jogar em 2020. Existem então, três possibilidades: continuar no Flamengo, em definitivo; integrar o plantel de Antonio Conte; ou ser vendido para outro clube europeu.

Do meu ponto de vista, é praticamente impossível ficar no clube do Rio. Após o seu melhor ano futebolístico, muito dificilmente Gabriel Barbosa quererá perder a oportunidade de dar o “salto” para a ribalta dos milhões e visibilidade europeia.

Pela forma como é conhecido o técnico italiano e pelo bom momento que atravessam os homens-golo do Inter, muito dificilmente ficará no emblema transalpino. Um estilo de jogo que não se enquadra minimamente com o do avançado brasileiro. Para além disso, o clube não deve querer perder a oportunidade de lucrar, dada a valorização do jogador nos últimos meses.

Desta maneira, apenas sobra uma solução: a contratação por parte de outro clube europeu (e interessados não faltarão, certamente). Não o imagino em Inglaterra, Itália ou Alemanha. Em França servia perfeitamente, mas a sua posição na única equipa capaz de o contratar (Paris Saint-Germain) está ocupada.

Já em Espanha, encaixaria que nem uma luva! E há quem precise de golos… O Atlético de Madrid só pode contar com Morata (devido às lesões constantes de Diego Costa) e vejo atualmente, um Gabigol completo, mais físico e ao mesmo tempo, cerebral, lapidado por Jesus, com condições de se juntar à turma de Simeone. Em Barcelona, “chamam” por um futuro substituto de Luís Suárez.

Não é por ser português, mas deduzo que não poderia ter havido melhor treinador que “JJ” para trabalhar o ponta de lança brasileiro nesta fase da sua carreira. E o próprio já admitiu que se sente “reinventado”, tendo em conta a preponderância que o técnico teve nesta época desportiva. Agora fica a questão, em que parte do globo irá jogar a partir de janeiro?

Foto de Capa: CR Flamengo

Artigo revisto por Joana Mendes

O regresso da mal-amada

A Taça da Liga regressa esta semana para a conclusão da segunda ronda de partidas e entra na fase decisiva, onde apenas uma equipa por grupo se qualifica para a final-four a disputar em janeiro, em Braga. Esta semana serão quatro as partidas a contar para a prova portuguesa com menos reputação e carinho do público.

Águias e Leões da Serra protagonizam o primeiro encontro num grupo onde todas as equipas têm um ponto. É no reduto do quinto classificado da Segunda Liga que o SL Benfica tenta alcançar a primeira vitória do grupo, depois do empate caseiro frente ao Vitória SC.

COMO SERÁ A DESLOCAÇÃO DAS ÁGUIAS À SERRA? UM EMPATE TEM ODD DE 4.60! APOSTA JÁ!

Do outro lado, o SC Covilhã, que não vence há quatro jogos, terá uma tarefa difícil para ultrapassar o campeão nacional e o próprio grupo. Embalados pelo empate salvo nos últimos minutos frente ao Vitória FC, os serranos vão em busca de causar sensação e dificultar o apuramento à turma de Lage.

Quarta-feira entram em campo mais quatro equipas; ao fim da tarde teremos embate entre Vitórias e ao início da noite nova visita dos leões a Barcelos. Em contas para o grupo B, os sadinos recebem os vimaranenses naquele que poderá ditar o concorrente direto das águias no apuramento.

A última partida entre ambos foi para o campeonato, há dias, e ditou um empate a uma bola. Algo que se verifica nos últimos quatro confrontos entre si. Depois do empate na Luz, a equipa de Ivo Vieira depende apenas de si para alcançar a final-four, procurando somar duas vitórias nos jogos restantes. Já os sadinos têm tarefa mais complicada, uma vez que ainda recebem as águias.

Gilistas e leões volta a medir forças num espaço de três dias, agora para a Taça da Liga
Fonte: Gil Vicente FC

Relativo ao grupo C, os leões voltam a visitar Barcelos e, tal como a equipa da casa, perderam a primeira partida. É, por isso, imperativo vencer para qualquer das equipas ou a fase final da prova passará a ser uma miragem.

REEDIÇÃO DO JOGO EM BARCELOS E A ODD DO GIL VICENTE FC ESTÁ NOS 3.50. DO QUE ESTÁS À ESPERA? APOSTA JÁ!

No caso dos leões, esta poderá ser uma das últimas oportunidades para vencer um troféu na presente temporada e isso será tido em conta na abordagem à partida. Por outro lado, os gilistas podem procurar um troféu inédito e já provaram ser capazes de vencer “grandes”, tendo precisamente nos leões e atuais vencedores da prova a sua última vítima.

Na última partida da semana e da segunda ronda, os dragões visitam a capital e a casa do penúltimo classificado da Segunda Liga. Contas dos campeonatos à parte, esta partida é crucial para o desfecho do grupo D da Taça da Liga. Em caso de vitória, o FC Porto cola-se ao GD Chaves na liderança e agenda a decisão do apuramento para a última partida na visita aos flavienses.

O FAVORITISMO DOS DRAGÕES É EVIDENTE, MAS UMA SURPRESA VALE UMA ODD DE 11.75! ARRISCAS?

No caso do Casa Pia AC, as contas são mais complicadas e implicariam vencer as partidas frente a FC Porto e CD Santa Clara e ultrapassar o GD Chaves na diferença de golos. O momento dos “gansos” não é o melhor e somam sete derrotas nos últimos 10 jogos, em diferentes competições. Contudo, a visita de um “grande” é o alento suficiente para dar a volta a uma situação tão frágil.

A segunda ronda da Taça da Liga decorre entre os dias 3 e 5 de dezembro e a final four da prova terá lugar em Braga, no estádio Municipal de Braga, entre 18 e 25 de janeiro de 2020.

Foto de Capa: Liga Portugal

Artigo revisto por Joana Mendes

 

SC Farense: O céu é já ali ao lado

O SC Farense soma e segue na Segunda Liga. A equipa algarvia está num excelente momento de forma, e segue isolada na liderança com mais oito pontos de diferença que o segundo classificado.

O primeiro lugar isolado e o bom futebol praticado fazem sonhar os adeptos com um regresso ao primeiro escalão do futebol português, já na próxima temporada. No pensamento ainda deve estar aquela épica época, onde a equipa de Paco Fortes chegou ao 5º lugar no campeonato nacional, à final da Taça de Portugal e também às competições europeias. A última época na Primeira Liga remonta à temporada de 2001/2002.

Também conhecidos como leões de Faro, atualmente são liderados por Sérgio Vieira, e apresentam um percurso positivo com 10 vitórias em 12 jogos. Num plantel onde misturam a experiência do goleador Fabrício Simões (que conta já com sete golos em todas as competições), e de Filipe Melo e Luís Rocha, aos jogadores que já faziam parte da equipa na temporada transata, tais como, Fábio Nunes, Fabrício Isidoro, Cássio e Mayambela.  Ryan Gauld, o “Messi Escocês”, jovem promessa que fez parte dos quadros do Sporting CP, é outro dos jogadores do plantel. O médio criativo tenta confirmar todo o potencial que já lhe haviam designado (atualmente leva 12 jogos e um golo).

Ryan Gauld é um dos jogadores que tenta recomeçar a carreira ao serviço do SC Farense, depois de ter falhado as expetativas no Sporting SC
Fonte: SC Farense

Dado o bom momento, foi com surpresa que na última ronda da Taça de Portugal vimos o SC Farense cair perante o Sertanense FC, do Campeonato de Portugal. Um pequeno percalço que até pode ser um bom prenúncio para o que aí vem, já que a partir de agora, a equipa já se pode concentrar a 100% no campeonato.

Apesar deste conto de fadas atual, os Leões de Faro também já passaram por um período de intempérie quando, devido a problemas financeiros, foram parar ao campeonato distrital. Conseguiram renascer das cinzas e hoje o regresso ao palco principal do futebol português está já ali ao lado.

Foto de Capa: SC Farense

Artigo revisto por Joana Mendes

 

Universo Paralelo: E se Diogo Dalot tivesse permanecido no FC Porto?

Após a conquista do campeonato nacional em 2017/18, era altura do FC Porto começar a preparar a nova época. Tal preparação estava, desde o início, condicionada, visto que algumas saídas já se haviam efetivado, como era o caso de jogadores como Iván Marcano ou então Diego Reyes.

Em adição a essas subtrações, Ricardo Pereira, jogador que tinha sido preponderante na conquista do título na época anterior, encaminhava-se também para a porta de saída, rumo a terras de “Sua Majestade”.

Perspetivava-se, portanto, uma autêntica revolução no setor defensivo portista.

Comparativamente à temporada de estreia de Sérgio Conceição no comando técnico do FC Porto, apenas Alex Telles e Felipe restavam, no que ao quarteto defensivo diz respeito.

De modo a colmatar estas lacunas, o clube dirige-se ao mercado e assegura a contratação do prodígio brasileiro Éder Militão.

Na extremidade direita, treinador e presidente entenderam que a melhor opção seria apostar em Diogo Dalot, jovem que, apesar do enorme assédio que sofreu durante o mercado de verão, tinha renovado com o FC Porto, logo após o término das celebrações de maio.

Era com este quarteto que o FC Porto planeava atacar todas as frentes, a nível nacional e europeu.

Nas jornadas iniciais, muito por conta da lesão contraída pelo jovem português no término da temporada anterior, o FC Porto acumulava exibições “tremidas”, culminando, por fim, na derrota, em pleno Estádio do Dragão, frente ao Vitória SC.

No entanto, com a inclusão de Dalot e Militão, Sérgio Conceição conseguiu estabilizar o seu setor mais recuado, contribuindo para a consolidação dos “dragões” como uma das melhores defesas do velho continente.

Aproveitando a crise instalada no principal rival com a saída de Rui Vitória, o FC Porto foi construindo uma sólida vantagem para o segundo classificado, vantagem essa que, apesar de alguns empates “comprometedores”, haveria de ser efetivada após o triunfo caseiro dos azuis e brancos frente ao SL Benfica.

Em maio, novamente festa nos Aliados. Sérgio Conceição conseguira assegurar o “bi” logo na sua segunda época enquanto treinador na Invicta.

Diogo Dalot sagra-se bicampeão nacional pelo FC Porto, desta vez sendo peça fundamental na estratégia de Sérgio Conceição
Fonte: FC Porto

E por falar em treinador, Bruno Lage, solução interina a Rui Vitória, não permanecia no comando técnico encarnado, enquanto que, em sentido oposto, Sérgio Conceição via a confiança da massa adepta azul e branca redobrada (apesar das derrotas nas Taças).

Em termos de mercado, uma das melhores duplas de centrais da história recente dos “dragões”, como era apelidada pelos portistas, acabaria por embarcar rumo à capital espanhola: Felipe rumo ao Atlético de Madrid e Éder Militão rumo ao Santiago Bernabéu.

Já em relação a Dalot, a jóia portuguesa rumaria a Itália, a troco de quarenta milhões de euros, onde era visto como a principal opção para preencher a lacuna deixada pelo também português João Cancelo, atleta que havia rumado a Manchester.

Fonte: FC Porto

Artigo revisto por Joana Mendes

 

Versão 5.0 da novela “Bruno Fernandes”

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A chegada de fim de ano traz consigo os tradicionais “rumores de mercado”. E o Sporting não escapa à regra. E sempre que se fala em Mercado e Sporting surge, inevitavelmente, um nome em cima da mesa: Bruno Fernandes. Ao que parece, este “mercado de inverno” do Leão parece que vai ser alimentado pela mesma novela que, desde o passado verão, tem alimentado o futebol português. A novela realiza-se agora em versão 5.0. 5.0 pois foi o valor (5M€) que o internacional português se recusou a aceitar pelo facto de ter surgido, no verão passado, uma proposta do Tottenham superior aos 35M€ que, rejeitada, implicaria o pagamento do Sporting ao jogador uma cifra de 5M€ (10M€ brutos).

Agora, passado uns meses sobre o assunto, jogador e empresário abdicam dessa quantia que, caso tal não acontecesse, representaria um esforço financeiro avultado para o Sporting, numa altura de aperto financeiro do clube. Mas, Bruno Fernandes não abdica dos seus chorudos 4M€ por ano (2M€ líquidos), vendo o seu rendimento financeiro anual aumentado. E, além disso, não existirá mais a dita “cláusula” no contrato de Bruno Fernandes dos 35M€, estando o Sporting mais livre para negociar nos valores que entender e pretender sem ter que pagar ao jogador qualquer montante extra.

A renovação de contrato e o “perdão” do capitão leonino não exclui, contudo, a possibilidade da sua saída já neste mercado de inverno. É que o Tottenham, agora José Mourinho ao leme, ganha novo interesse pelo jogador português. “Mou” já elogiou, por várias vezes, mesmo quando ainda era comentador desportivo e não treinava nenhum emblema, os atributos técnicos e táticos de Bruno Fernandes e agora, no comando dos spurs, talvez pretenda que o médio com mais golos marcados na Europa na época passada venha definitivamente para Londres. Esse movimento ficará a depender também da capacidade financeira do clube londrino, que não é tão folgada e avantajada como os emblemas ingleses.

O capitão leonino continua a ser o jogador mais influente da equipa
Fonte: Sporting CP

A saída de Bruno Fernandes de Alvalade é algo que já vem sendo um cenário antecipado pelos dirigentes e equipa técnica dos Leões. Nesse sentido, o Sporting acautela-se já com a sua saída. Os argentinos Lucas Robertone (jogador do Vélez Sarsfield da primeira liga argentina) e Ezequiel Barco (que atua na MLS ao serviço do Atlanta United FC) surgiram esta semana nas cogitações da Direção do Sporting. Segundo dados do Transfermarket, os jogadores têm um valor de mercado de 8M€ e são ambos internacionais pelos sub-23 pela seleção Argentina.

Mas, se o primeiro é, sobretudo, um “10” puro, ocupando posições centrais do meio-campo ofensivo, o segundo é um extremo esquerdo veloz que gosta de atacar a profundidade. Se “pegar” este segundo jogador, espero que depois Frederico Varandas não venha dizer que afinal o jogador também joga no eixo do ataque, tal como fez após o empréstimo de Jésé para se “desculpar” da ausência de um número 9 no plantel… É que depois dessa gafe ficamos todos de pé atrás.

Quanto a Barco, o clube norteamericano parece estar disponível em negociar o jogador entre os 20 e os 25M€, algo incomportável para aquilo que o Sporting pode dar por um jogador neste momento. Porque convém não esquecer que, independentemente dos valores envolvidos na transferência futura de Bruno Fernandes, o que restar para o clube servirá para abater dívida pendente e resolver problemas de tesouraria de curto/médio prazo.

Para terminar, uma palavra de enaltecimento e reconhecimento leonino para os cerca de 70 sportinguistas que se reuniram em Coimbra a semana passada para discutir o clube que amam. Num clima de discussão que se mostrou salutar, não faltaram os aspetos a melhorar e os que se devem potenciar, num cenário de democraria interna que falta, e muito, a este Sporting. Este evento, realizado pela “sociedade civil” do Sporting e por movimentos de Sportinguistas nas redes sociais, mostrou aos dirigentes do clube que quando há vontade e perseverança, as coisas, afinal, acontecem. Uma mensagem, portanto, para os atuais órgãos sociais do clube. Que não marcaram presença no evento, aliás.

Foto de Capa: Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Artigo revisto por Joana Mendes

O Ciclismo é um desporto Olímpico?

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A publicação pela UCI da lista final de vagas de apuramento por nação para as provas de Estrada dos Jogos Olímpicos de Tokyo 2020 veio relembrar a forma como, naquela que é supostamente a prova rainha do Desporto, o Ciclismo se transforma numa caricatura de si mesmo.

A Estrada é a mais maltratada. Para um desporto que é coletivo durante o resto do ano, continua-se a ter um formato Olímpico que impede que uma equipa tente controlar a prova, com um número máximo de ciclistas por equipa ridículo. Isto atinge o nível do vergonhoso na prova feminina, em que as equipas mais representadas terão somente 4(!) ciclistas.

Também o número total de atletas é completamente desajustado, com apenas 67 ciclistas na prova feminina e 130 na masculina. Comparando com os pelotões dos Mundiais, estamos a falar de uma diferença de menos 85 e 67 ciclistas, respetivamente, e tratam-se de números ao nível de provas de categorias extremamente baixas. Para dar um termo de comparação, as provas amadoras em Portugal (que não são do calendário UCI) costumam ter pelotões por volta das 100 unidades.

Várias disciplinas da Pista são deixadas de fora dos Jogos
Fonte: José Baptista / Bola na Rede

A Pista tem muitas razões de queixa, tal como a Estrada. A mais variada vertente da modalidade é uma sombra de si mesma, com provas como o Scratch, a Corrida por Pontos ou a soberba Perseguição Individual a ficarem de fora dos Jogos. Esta última exclusão é especialmente revoltante, já que se trata da prova rainha da Pista a nível individual e que tantos momentos memoráveis proporcionou nas Olimpíadas em que foi incluída.

Não é aceitável que se permita manter esta fachada em que a Pista vai para os Jogos, mas só a meio gás, com tantas vertentes importantes e históricas a serem deixadas de fora. E não esquecer que, devido a este modelo, o Omnium foi há poucos anos remodelado para um novo formato cuja melhoria é discutível.

No Mountain Bike também há sub-representação, com apenas o XCO a ter prova olímpica, apesar do enorme crescimento que outras vertentes do MTB têm verificado em importância.

Posto tudo isto, resta perguntar: o desporto que vemos nos Jogos é mesmo Ciclismo ou só uma piada de mau gosto?

Foto De Capa: Innsbruck-Tirol 2018

Artigo revisto por Joana Mendes