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Gil Vicente FC 3-1 Sporting CP: Esta noite aqui na selva quem manda é… o galo!

Galos e leões embateram neste serão de domingo à noite em jogo a contar para a jornada 12. As duas formações chegavam ao Estádio Cidade de Barcelos a viver momentos de forma muito positivos. De um lado, o Gil Vicente chegava a este jogo depois de, pela primeira vez na época, vencer dois jogos seguidos para o campeonato. Por sua vez, o Sporting CP atravessava o melhor momento da era Silas, após a goleada europeia sobre o PSV e depois de três jogos a manter as suas redes invioláveis. Feito que viria a ser quebrado em apenas 17 minutos em Barcelos.

Com Coates ausente por lesão, Ilori voltou a ser opção de Silas no eixo central da defesa e o próprio foi protagonista/vilão no lance que deu origem ao primeiro golo da equipa da casa. Num lance aparentemente normal, Ilori parecia ter a bola controlada, mas numa falha incrível permitiu a recuperação de Sandro Lima que trabalhou bem sobre a defesa e serviu o colega de equipa Kraev, que só teve de encostar para o fundo das redes.

O Gil Vicente controlou o jogo na meia hora inicial, fruto do meio-campo coeso composto pela dupla de pivôs defensivos, Soares e Claude Gonçalves. Após a grande assistência, Sandro Lima voltou a estar em destaque por duas ocasiões consecutivas. Primeiro tentou a meia-distância, com o esférico a sair por cima da baliza de Luís Maximiano e depois, encontrou Baraye sozinho na ala direita e com um grande passe desmarcou o extremo, que rematou muito ao lado.

Sandro Lima marcou e assistiu na vitória dos gilistas
Fonte: Gil Vicente FC

A formação de Silas começou a apertar os gilistas, mas sem oportunidades relevantes e de grande perigo. Aos 43’ foi Wendel a protagonizar a única oportunidade de perigo dos leoninos até então. O brasileiro iniciou a jogada e, através de um ressalto na defesa gilista, a bola sobrou para o mesmo que rematou com perigo a rasar o poste e a bater na malha lateral. Ainda antes do intervalo, passe de génio de Bruno Fernandes, com o internacional português a picar a bola sobre a defesa para Jesé, mas Denis saiu rápido e decisivo à bola.

O sufoco por parte dos leões em cima do intervalo continuou e no último minuto de compensação, Wendel, que já tinha ameaçado, viria mesmo a marcar. Após receber uma bola longa, o médio rematou rasteiro e cruzado, com Denis a ficar muito mal na fotografia ao não conseguir desviar a bola que parecia controlada.

No regresso ao relvado, bastaram sete minutos para se voltar a gritar golo em Barcelos. Acuna carregou Baraye em falta dentro da área e derrubou o jogador senegalês. Sandro Lima foi chamado a bater e na conversão não perdoou. Bola para um lado, Maximiano para o outro e o Gil Vicente de novo em vantagem.

Em desvantagem, o Sporting CP mostrou debilidades, sobretudo a construir na zona de meio-campo e os homens da casa continuaram a criar perigo em busca do terceiro. Aos poucos o Sporting CP foi crescendo e, em vários momentos, obrigou o Gil Vicente FC a jogar atrás da linha do seu meio-campo.

A falta de opções ofensivas de Silas foram gritantes e as apostas em Eduardo e Rafael Camacho, pouco ou nada ajudavam o Sporting CP a inverter a desvantagem. Os gilistas continuaram com as linhas recuadas e a jogar em contra-ataque e isso foi suficiente para controlar grande parte dos momentos do jogo.

Na compensação não faltou polémica e confusão. Depois de Lourency ter caído no relvado, Hugo Miguel foi consultar o VAR e após vários minutos deu o duplo amarelo e consequente vermelho a Doumbia. Após vários protestos e depois de admitir o erro, o árbitro chamou de volta Doumbia e o jogo prosseguiu.

O relógio assinalava nove minutos depois dos 90’, quando num lance rápido de contra-ataque Naidji galgou vários metros de terreno, deixou caído um defesa sportinguista e desferiu o golpe final.

Depois de três jogos sem sofrer golos, o Sporting CP sofreu logo três frente a um Gil Vicente inspirado. Depois dos dragões, também os leões caíram com estrondo em Barcelos.

ONZE INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Gil Vicente FC – Denis, H.Gomes, Y.Nogueira, Ruben Fernandes, Fernando, Soares, Claude Gonçalves, Kraev, Baraye (J.Afonso, 85’), A.Henrique (Lourency, 45’) e Sandro Lima (Naidji, 73’).

Sporting CP – L.Maximiano, V.Rosier, T.Ilori (Eduardo, 83’), J.Mathieu, M.Acuna, I.Doumbia, Wendel (Y.Bolasie, 68’), B.Fernandes, L.Vietto, L.Phellype e Jesé (Rafael Camacho, 76’).

Portugal 6-4 Itália: Terceiro título mundial

Depois de 2001 e 2015, a selecção portuguesa de futebol de praia repete a proeza de ser campeã mundial ao bater a selecção italiana, num jogo que controlou quanto baste, permitindo uma pequena reacção contrária mas sem nunca pôr em causa a vitória final.

Depois das vitórias sobre Omã e Japão rumo à final, a equipa lusa chegava ao último jogo no Los Pynandi como favorita e confirmou, naturalmente, a sua superioridade, com uma entrada forte; ainda assim, e à boa maneira italiana, Zurdo (que marcou em todos os jogos a eliminar) faz o primeiro para o adversário contra a corrente do jogo. A procura do empate demorou pouco, já que minuto e meio depois, a faltar 4:58’ para o final do primeiro período, Léo Martins faz golo num livre na zona lateral.

No segundo período, o domínio português manteve-se e Jordan aproveitou para acrescentar mais um tento à conta pessoal, antes de André Lourenço fazer o 1-3 que colocava Portugal em zona confortável, em doze minutos de total controlo da posse e sem grandes chances para a comitiva italiana.

No terceiro período, Del Luca troca Del Mestre por Carpitta, habitual suplente na baliza, e aposta no 2×2, circunstâncias que permitiram a Portugal cimentar a vantagem adquirida e chegar ao 1-5, com mais um golo de Jordan e outro de Léo Martins. A faltar seis minutos para o final da contenda, os comandados de Mário Narciso relaxaram demasiado e permitiram a criação de oportunidades aos italianos, que aproveitaram para reduzir para 2 e 3-5, numa fase em que se acercaram da baliza portuguesa: Andrade, porém, correspondeu quase sempre bem, exceptuando as aproximações de Gori (falhou um pénalti, defendido pelo guarda-redes português) e à promessa Gentilini, atleta de 19 anos que respondeu bem a um canto ao segundo poste para materializar uma cabeçada em golo.

Portugal reagiu bem a esta fase e voltou a ganhar o controlo do jogo, assegurando a posse de bola necessária (66%) e apostando sobretudo em jogadas individuais de Léo (excelente jogo) e Bé Martins. Com o tempo a passar, a equipa italiana desorganizou-se e Ramacciotti, num gesto cheio de frustração, provoca livre em zona central que Jordan não desperdiça, assegurando assim uma vitória justa no Paraguai.

Mário Narciso era um homem feliz no final do encontro, exultando com o seu segundo troféu da FIFA, ele que comandou a Selecção ao título há quatro anos em solo luso. Madjer, por outro lado, festejou em lágrimas o seu possível último grande título com a camisola portuguesa.

Recorde-se que em declarações ao Bola na Rede no passado mês de Novembro, o veterano jogador deixou o desejo de terminar a carreira no Mundialito de 2020.

CINCO INICIAIS

Portugal- Wellington Andrade; Coimbra, Jordan, Bé e Leo Martins.

Itália- Del Mestre; Gentilini, Chiavaro, Ramacciotti e Gori.

Club Atlético de Madrid 0-1 FC Barcelona: Messi apareceu, correu, brilhou e gelou o Wanda Metropolitano

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Noite de chuva em Madrid, mas com um duelo bem quentinho entre Atlético e Barcelona em perspetiva. Algo que passou da teoria à prática. Num jogo extremamente disputado, os catalães triunfaram por uma bola a zero, com um belo golo de Messi já na reta final do encontro.

Entrou melhor a formação da casa, mais pressionante, mais perspicaz e logo com uma bola no poste, com meia dúzia de minutos decorridos. Num lance de insistência, um cruzamento inofensivo de Hermoso quase que resultava num auto-golo de Junior Firpo, não fosse o poste a travar o desvio acidental do defesa.

Sucederam-se várias oportunidades junto da baliza de Ter Stergen. A subida dos centrais colchoneros à área era sinónimo de perigo para o guardião alemão. Primeiro, foi Felipe a cabecear por cima, de seguida foi a vez de Hermoso aparecer desmarcado junto à pequena área e obrigar o guarda-redes adversário a uma intervenção…milagrosa.

Numa primeira meia hora de jogo com vários cartões amarelos (2 para cada lado), o Barcelona ia sentido dificuldades na construção de jogo, perante um Atlético muito subido no terreno. De tal modo que só a partir do minuto 26’ é que o conjunto liderado por Valverde começou a visar a baliza adversária, com dois remates muito perigosos de Rakitic e Suárez – o primeiro à figura, o segundo a centímetros do poste.

E se é verdade que Morata, na sequência de um canto, obrigou Ter Stegen a mais uma espantosa defesa, também do outro lado – igualmente num canto – Piqué ameaçou a baliza de Oblak, com um cabeceamento à trave. Em suma, um primeiro tempo com mais Atlético, mas com um Barcelona sempre perigoso nas poucas vezes que chegou à baliza contrária.

Duelo entre Morata e Piqué dentro da grande área
Fonte: Atlético Madrid

No segundo tempo, deu-se uma inversão dos papéis. Os culés redefiniram os seus processos de transição e apareceram com outra cara no regresso dos balneários. Griezmann – de regresso ao reduto do Atlético – foi o primeiro a ameaçar, sendo que a formação de Simeone respondeu logo de seguida com um contra-ataque concluído por Koke, mas sem qualquer efeito prático.

Foi preciso esperar pela uma hora de jogo para Messi deixar o primeiro cheirinho no Metropolitano, com um remate à figura de Oblak a defender a dois tempos. Pouco depois, na sequência de dois contra-ataques – aparentemente vertiginosos – Suárez e Griezmann tiveram nos pés duas oportunidades de ouro para inaugurar o marcador.

O jogo ia subindo de ritmo, com uma espécie de “bola cá, bola lá”, com várias oportunidades de parte a parte, mas onde ficavam a faltar os golos. Na resposta às oportunidades dos catalães, só Morata – de calcanhar – conseguiu ameaçar a baliza adversária.

À medida que o jogo se aproximava do fim, a formação de Simeone subiu as linhas e foi apanhada em contra-golpe. Messo conduziu e, após combinação com Suárez, concluiu, gelando o Wanda Metropolitano. Estava feito o primeiro e único golo do jogo ao minuto 85’. O conjunto de Madrid ainda tentou reagir nos descontos com dois lances junto da baliza contrária, mas o resultado não mais se alterou.

Se é verdade que o Atlético foi mais equipa no primeiro tempo, também não é menos verdade que o Barcelona apresentou outra imagem na segunda parte e, com isso, chegou ao golo da vitória já bem perto do fim.

Com este triunfo, o Barcelona volta a colocar-se ao lado do Real Madrid na liderança do campeonato, com 31 pontos, ao passo que o Atlético é sexto, com 25 pontos – com a agravante de ter mais um jogo do que os seus dois rivais diretos.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Atlético de Madrid: Oblak, Trippier, Felipe, Hermoso, Saúl, Correa (Lemar, 73’), Herrera (Lodi, 87’), Thomas, Koke, João Félix (Vitolo, 66’) e Morata.

Barcelona: Ter Stegen, Sergi Roberto, Piqué (Umtiti, 83’), Lenglet, Junior Firpo, De Jong, Arthur (Vidal, 73’), Rakitic, Messi, Griezmann e Suárez.

Eterna saudade: aniversário da antiga catedral

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1954 foi um dos anos bestiais da história benfiquista. Apesar do poderio desportivo português pertencer ao Sporting Clube de Portugal e ao Clube de Futebol ‘Os Belenenses’, o SL Benfica preparava, à data, importantes mudanças que alterariam retumbantemente o futuro: aterrava em Lisboa um senhor brasileiro chamado Otto e de Moçambique vinha um guarda-redes com o nome de Costa Pereira; e se tais contratações não fossem históricas, ajudou a isso a inauguração da casa benfiquista, finalmente.

Fartos de andar com a trouxa às costas, os benfiquistas deambulavam há 50 anos pela cidade, das Terras do Desembargador ao Campo Grande, passando pelo Campo da Feiteira, Sete Rios e Amoreiras. Foram anos duros e que terminariam na justificada emoção de Joaquim Ferreira Bogalho, o mítico dirigente do Benfica que naquela tarde chorou de… alívio. A águia tinha, por fim, um ninho.

Em tarde ocupada pelas demais actividades recreativas naquilo que foi um autêntico festival, com o desfile de 54 clubes (mais de 3000 atletas), o prato maior veio com a partida frente ao FC Porto, que terminaria 1-3 a favor dos azuis, numa pequena e insignificante vingança pelos 8-2 da inauguração das Antas, dois anos antes.

Naquele simbólico 1 de Dezembro (a intenção duma associação à restauração nacional nunca foi escondida), o esforço de todos os benfiquistas foi concretizado numa fantástica infraestrutura, quase sem ímpar naquele Portugal e só igualada pelo majestoso Estádio Nacional.

Em clima de paz podre e contrariamente à vontade da maioria de quem compunha as bancadas, um deputado da União Nacional, Urgel Horta, dirigiu-se às massas com demagogias várias, até finalizar assim: «Daqui, do alto da minha tribuna de deputado, velho praticante e dirigente, saúdo o Benfica, apontando-o como exemplo que deve ser imitado e seguido, a Bem da Nação.» Sacrifícios de parte a parte.

À data da inauguração, a Luz chamar-se-ia…. Estádio de Carnide, dada a localização
Fonte: SL Benfica

Desde a capacidade para 40 mil vozes, inicialmente, e 135 mil na maior enchente registada, milhões foram as almas benfiquistas que passaram pelas bancadas de pedra da Luz e levaram o Benfica aos maiores feitos da sua história, numa exigência ímpar que quem testemunhou diz ser inigualável. Foi daquela tribuna que se viu a viragem para a nova década, a década dos deuses do Olimpo vermelho. Foi dali que se viram equipas imparáveis e que se venerou a melhor equipa portuguesa de sempre.

Estádio criado de e para benfiquistas, construiu história sempre ligada ao amor pelo clube e aos sacrifícios em prol dele. Desde a sua construção, em que cada sócio dava o que tinha para ajudar ao seu levantamento, fosse dinheiro ou uma cavadela para aumentar o tamanho dos alicerces, até à triste destruição, em que cada um levou um pouco de si. A obra surgiu de tal forma mítica e imponente, tanta carga mística acolheu nas fundações que provocou a dúvida a dogmas vários da população que nunca, em 50 anos, conseguiu decifrar o enigma de contornos religiosos e a definição total do seu significado: catedral ou… inferno?

No dia de hoje, é momento para celebrar a casa que tanta saudade nos traz e desejar que a Nova Luz faça jus à antecessora. Parabéns, alegre casinha.

Foto de capa: SL Benfica

artigo revisto por: Ana Ferreira

Maia BC 68-99 SL Benfica: vitória encarnada com contornos de passeio

Em jogo a contar para a Primeira Liga de Basquetebol, o SL Benfica deslocou-se ao pavilhão do Maia BC. O jogo foi dominado pelo Benfica, que confirmou em campo o favoritismo que trazia para a partida, e levou de vencida a equipa caseira por 68-99.

O Benfica entrou na partida a todo o gás, confirmando o seu favoritismo e a deixar claro desde o apito inicial que não vinha para permitir surpresas. Mais fortes fisicamente, e com os lançamentos de três pontos a funcionarem, a equipa encarnada agarrou a vantagem desde cedo, e com três minutos para jogar no primeiro período a vantagem já era de nove pontos. No final do primeiro período o resultado já estava na casa das dezenas, 12-25.

O início do segundo quarto viu o Maia a lutar para voltar ao jogo. Apesar da produção ofensiva continuar baixa, a equipa da casa melhorou significativamente no aspeto defensivo, e limitou o Benfica a apenas 8 pontos na primeira metade do período. No entanto, o jogo não parecia estar a fugir ao controlo da equipa de Carlos Lisboa, que continuava a manter a vantagem acima dos dez pontos. Perto do fim do período, o ataque dos encarnados voltou a colocar o pé no acelerador e o jogo foi para o intervalo com 26-50 no placar.

A segunda parte começou equilibrada, com o ritmo do jogo a ser claramente afetado pelo resultado. O Benfica geria o jogo, e mais uma vez dominou os últimos minutos do período, aumentando a vantagem para os 30 pontos, demonstrado assim a sua superioridade, algo que foi evidente durante todo o jogo. 42-73 era o resultado no fim do 3.º quarto.

Fonte: SL Benfica

O período final nada mudou. Destacou-se, naturalmente, o abrandamento do jogo por parte do Benfica, que assim permitiu 26 pontos ao Maia, marcando também 26. No fim da partida o resultado foi 68-99. Vitória esmagadora e tranquila do Benfica, que assim soma a oitava vitória em nove jogos da fase regular do campeonato.

No capítulo individual, destaque para José Silva que foi o melhor do lado do Benfica, ao assinar 20 pontos. Também Rafael Lisboa apareceu bem na partida, tendo marcado dez pontos a que juntou oito assistências.

Do lado do Maia BC o destaque foi KJ James, que marcou uns impressionantes 28 pontos a que juntou dez ressaltos e três assistências.

 

CINCOS INICIAIS:

Maia BC: David Gomes, João Lucas, KJ James, Frederick Simsjr, Lamar Morgan

SL Benfica: Eric Coleman, José Silva, Betinho Gomes, Arnette Hallman, Rafael Santos

Mais uma batalha entre David e Golias

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Está aberta mais uma jornada da Liga Portuguesa. O FC Porto vai receber o FC Paços de Ferreira no Estádio do Dragão, no 12º jogo do campeonato para as duas equipas. Esta é uma partida que pode ser vista como a batalha entre um dos David e um dos Golias do campeonato, uma vez que a posição que cada uma das equipas ocupa acaba por justificar isso mesmo. Fazer uma antevisão entre um jogo que envolve um grande e uma equipa mais modesta como o FC Paços de Ferreira pode parecer fácil, visto que é na casa do FC Porto e espera-se um ataque continuado dos anfitriões com os visitantes limitados ao seu processo defensivo, aproveitando as transições. Contudo, quando a bola começar a rolar, toda esta antevisão pode cair por terra, pois vão estar onze jogadores de cada lado do campo a dar o máximo pelo seu símbolo.

Esta é a 44ª vez que as duas equipas se defrontam tanto na casa dos dragões como na dos castores. As estatísticas são claramente favoráveis para o FC Porto, que conta com 33 vitórias, quatro derrotas, sete empates e 87 golos marcados contra 22 sofridos. O último jogo entre estas duas equipas não foi nada feliz para os comandados de Sérgio Conceição que perderam por uma bola a zero na Mata Real, o que poderia ter comprometido o campeonato de 2017/2018 para os futuros campeões nacionais.

SE JÁ SABES QUEM É QUE VAI GANHAR ESTE ENCONTRO, APOSTA JÁ! UMA SURPRESA DO FC PAÇOS DE FERREIRA TEM ODD DE 14.00!

Falando agora de cada equipa e do seu momento de forma, torna-se importante referir que a equipa azul e branca está num bom momento, com três vitórias consecutivas (duas delas mais difíceis, importantes e fora de casa). Destas três vitórias, destaco claramente a última, que consistiu numa verdadeira remontada que fez renascer os dragões na Liga Europa, com a vitória importantíssima por duas bolas a uma frente ao BSC Young Boys. Mas falando do desempenho geral do FC Porto no campeonato, estes encontram-se no segundo lugar da tabela classificativa, apenas atrás do SL Benfica, somando um total de 28 pontos e 22 golos marcados contra cinco sofridos.

Sérgio Conceição deverá apresentar um onze composto por Marchesín na baliza; Manafá, Pepe, Marcano e Alex Telles na defesa; Danilo e possivelmente o regresso de Matheus Uribe no meio-campo; Otávio e Tecatito Corona nas alas; Marega e Vincent Aboubakar na frente de ataque. Este é um onze parecido com aquele que entrou na Suíça, apenas com duas alterações. O grande destaque desta equipa é sem sombra de dúvida Aboubakar que parecia estar num “calvário” ou “bola de neve”, mas parece estar a dar a volta por cima… E que volta!

O renascido Vincent Aboubakar deverá ser a escolha de Sérgio Conceição para compor a frente de ataque portista
Fonte: FC Porto

Já o FC Paços de Ferreira vem de duas vitórias pela margem mínima frente ao CD Tondela e AD Sanjoanense. Os castores não estão propriamente num mau momento, apesar de serem um dos lanternas vermelhas do campeonato. Ocupam o 17º lugar na tabela classificativa, somando um total de oito pontos e sete golos marcados contra 17 sofridos. É sem dúvida um dos piores ataques do campeonato contra uma das melhores defesas do campeonato. Veremos se o jogo assim o prova.

O maior goleador do FC Paços de Ferreira é Douglas Tanque com quatro tentos marcados e pode ser uma verdadeira arma utilizada pelos Pacenses para tentar ferir o FC Porto.

Pepa deverá apresentar um onze composto por Ricardo Ribeiro na baliza; Bruno Santos, Marco Baixinho, Maracás e o ex-portista Oleg Reabciuk na defesa; Luiz Carlos, Diaby e Pedrinho no meio-campo; Hélder Ferreira e Uilton nas alas; e Douglas Tanque na frente de ataque.

É esta a antevisão de mais uma edição da batalha entre David e Golias. A equipa do FC Porto está obrigada a vencer para não deixar o SL Benfica fugir na tabela classificativa. Já os castores também estão obrigados a ter um bom resultado no Estádio do Dragão para tentarem sair o mais rápido possível da zona de descida para a Segunda Liga.

O jogo realizar-se-á amanhã a partir das 20h45 e terá cobertura – como é habitual – do Bola na Rede.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

GP Abu Dhabi: Clássico Mercedes-Abu Dhabi mantém-se no adeus à época

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Chegamos finalmente a terras árabes, que ditam o 21.º evento e, o último do ano. Com ambos os campeonatos (pilotos e construtores) resolvidos nas corridas anteriores, foi em Abu Dhabi que se fez a festa, os recordes, as despedidas, e os últimos ajustes à grelha do campeonato, principalmente para os pilotos do segundo pelotão.

Numa corrida nada, mas nada parecida à última – GP do Brasil – revela-se mais um domínio da Mercedes em território árabe, onde Lewis Hamilton consegue a sua 84.ª vitória, e a 11.ª do campeonato.

Restou apenas a Max Verstappen (Red Bull) e Charles Leclerc (Ferrari) completar o pódio.

O pódio de Abu Dhabi representado pelos “três grandes”
Fonte: Fórmula 1

Caraterizada por uma prova bastante calma, onde as desistências seriam nulas – não fosse o abandono de Lance Stroll (Racing Point) – não houve nenhum destaque para acidentes. Apenas Pierre Gasly (Toro Rosso), na primeira curva, acaba por estragar a sua corrida, ao embater com os dois Racing Point, ficando assim na luta dos últimos lugares durante toda a prova.

Nas equipas de médio desempenho, temos destaques para Sergio Perez (Racing Point) que venceu a luta direta com Lando Norris (McLaren) pelo décimo lugar do campeonato.

Também Carlos Sainz (McLaren) acaba esta época com distinção, conseguindo o sexto lugar no campeonato, mesmo à frente de Pierre Gasly (Toro Rosso) e Alexander Albon (Red Bull).

Nas despedidas, Nico Hulkenberg (Renault) despede-se da Fórmula 1, depois de nove extraordinários anos na categoria, com uma pequena esperança dos fãs de que o piloto alemão volte a partir de 2021. Também Robert Kubica (Williams) encerra o seu percurso pela Williams e pela modalidade.

O excêntrico GP de Abu Dhabi, que acaba sempre com os tradicionais donuts, serviu para acabar mais uma incrível época de Fórmula 1, onde, não só houve espaço para domínios excessivos da Mercedes, mas também a entrada da Ferrari na luta (um pouco tarde), bons momentos da Red Bull e uma evolução impressionante de Carlos Sainz (McLaren).

E assim termina mais um GP, que, na teoria, encerra o campeonato. Mas, na prática, continua a especulação e as expectativas altas para o próximo ano.

Novos campeões? Outras equipas no destaque? Teremos que esperar para ver.

E como para o ano há mais ação no que melhor se faz no desporto motorizado, vemo-nos em Março, na Austrália, para mais um início de temporada!

Classificação geral da corrida
Fonte: Fórmula 1

SL Benfica B na International Premier League: será este o ano?

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A International Premier League destaca-se no Velho Continente pelo formato inovador, estilo Champions, e pela repercussão que uma competição organizada pela liga mais marketingzada do planeta naturalmente oferece. As 12 melhores equipas sub-23 de Inglaterra (ou seja, as que compõem a Premier League 2) recebem nos seus terrenos as 12 melhores academias da Europa, que surgem por convite. É uma prova oficial, apesar de não estar ao abrigo uefeiro: é o mais próximo que existe duma Champions League no escalão etário em questão, um intermediário entre a Youth League e a competição original. O SL Benfica, sendo presença habitual no certame, resiste em confirmar o prestígio que o Seixal vai construindo na Europa, com prestações muito aquém e a impressão de um certo desinteresse dos responsáveis encarnados. Este ano, porém, a situação encaminha-se com outra seriedade, demonstrado com o primeiro lugar na fase de grupos e ao deixar para trás a rapaziada do Hertha BSC, do Blackburn Rovers FC e do Newcastle United FC.

É com toda a naturalidade que os comandados de Renato Paiva confirmam as previsões de superioridade contra os adversários em questão. Depois da vitória inicial por 2-1 sobre os alemães e do empate seguinte (1-1) com os Magpies, nova vitória por 2-1 sobre os Rovers (com Daniel dos Anjos a tornar-se herói numa reviravolta épica ao cair do pano) confirma o lugar cimeiro da classificação e a porta aberta para os quartos-de-final, sendo a primeira equipa a lá chegar.

Pedro Henrique persegue o marcador directo, num duelo difícil para toda a equipa
Fonte: SL Benfica

Torna-se então motivo de reflexão a demora na aposta séria na competição. Desde 2014-15 que o Benfica se tem passeado por Inglaterra sem grande destaque, cabendo ao FC Porto a manutenção da honra portuguesa com duas vitórias finais. Na primeira época, um decepcionante terceiro lugar nos grupos contra as qualidades de Manchester City FC, Leicester City FC e Schalke 04. Em 2015-16, a chegada ao quartos-de-final depois de um grupo com Chelsea FC e Liverpool FC, para a seguir existir o tropeção contra o… FC Porto (0-1). No ano seguinte, um dos piores segundos classificados num aglomerado com Sunderland AFC, PSV Eindhoven e Derby County FC. Na última grande olvidável época para o universo benfiquista, 2017-18, houve terceiro lugar contra Villarreal CF, Tottenham Hotspur FC e West Ham FC e, no ano passado, o último lugar confirmou-se apesar de – caricatamente – coincidir com uma vitória sobre o… Bayern de Munique, futuro vencedor da competição.

É portanto uma das maiores missões a curto prazo para a formação encarnada e para o próprio Benfica Futebol Campus, além da teimosa Youth League, que vai resistindo ao Museu Cosme Damião. Renato Paiva terá com toda a certeza ambições internacionais, num mercado demasiado mediático para o SL Benfica ignorar. Toda a equipa técnica mostra querer-se afirmar de forma sério nesse contexto e tudo têm feito esta temporada para respeitar os pergaminhos do clube, existindo a qualidade no plantel por eles dirigidos para dar azo a vitórias que confirmem, finalmente, o troféu.

Foto de capa: SL Benfica

artigo revisto por: Ana Ferreira

Os 5 emprestados que o Leão deve aproveitar

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É uma constante no futebol europeu e mundial e os clubes nacionais não fogem à regra. O empréstimo é uma excelente forma de um clube tentar valorizar um excedentário que não se tenha conseguido vender ou, por outro lado, tentar potenciar uma possível jovem promessa e aumentar o seu tempo de competição e dar-lhe a oportunidade de crescer. João Mário foi um caso de sucesso recente no clube leonino, mas muitos outros nomes como William Carvalho, Adrien Silva ou Cédric Soares tiveram que conhecer outras portas antes de vingar em Alvalade.

Este ano, o clube leonino conta com cerca de 11 empréstimos e neste top irei destacar cinco desses jogadores. Destaco ainda o nome de Gelson Dala, que não figura neste top, mas merece uma menção honrosa por ser um jogador de excelente qualidade que neste momento se encontra lesionado.

Marselha lidera pelotão na perseguição ao líder PSG

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Corria o minuto 89 do Marselha-Brest, jogo inaugural da jornada 15 da Ligue 1, e o marcador registava 1-1. Quando André Villas-Boas olhava para o relógio e tentava perceber como é que o Marselha ia empatar um jogo que dominou quase do início ao fim, Radonjic teve um momento de inspiração e assinou um grande golo já ao cair do pano, oferecendo a quarta vitória consecutiva na Ligue 1 aos marselheses.

Com esta vitória, o Marselha de André Villas-Boas continua como líder do pelotão que segue em perseguição do já distante líder Paris Saint Germain. A falsa partida da equipa de Villas-Boas, fruto da derrota caseira na primeira jornada com o Stade Reims, deu lugar a um sprint de sete jogos consecutivos sem perder. A sequência de bons resultados foi interrompida de forma expectável no embate contra o Paris Saint Germain na 11ª jornada, caindo os marselheses com estrondo numa derrota por 4-0 no Parque dos Príncipes. Três dias depois, o clube foi precocemente eliminado da Taça da Liga pelo Mónaco de Leonardo Jardim, o que originou alguma contestação ao treinador do Marselha.

Apesar da queda, a equipa de André Villas-Boas não demorou a levantar-se. Venceu os quatro jogos seguintes e reforçou assim o segundo lugar na geral, liderando a perseguição ao líder PSG. É difícil o clube sonhar com o título quando defronta um colosso como o PSG, cujo orçamento é astronómico, mas o treinador português definiu como objetivo cortar a linha da meta no pódio da Ligue 1. Até ver, o Marselha está bem encaminhado.

André Villas-Boas apontou ao pódio da Ligue 1 no começo da temporada
Fonte: Olympique de Marseille

Escrevi aqui em julho que a pré-época do Marselha estava a ser atípica, face aos fracos resultados nos jogos contra equipas acessíveis e também face à inércia do clube no mercado de transferências, quando Villas-Boas tinha deixado claro que precisava de ver o plantel reforçado em virtude das saídas de jogadores no final da época transata. Para além do defesa Álvaro González, o Marselha acabou por gastar mais 27M € na contratação do médio Valentin Rongier (13M €), jogador que esteve no radar do FC Porto, e o argentino Darío Benedetto (14M €), proveniente do Boca Juniors.

Dos três reforços para esta época, Benedetto é aquele que mais vezes tem sido utilizado, tendo disputado 15 dos 16 jogos que o Marselha fez até ao momento. Apesar de ainda estar em processo de adaptação, o avançado argentino leva já seis golos marcados esta época, que fazem dele o melhor marcador da equipa. É um registo ainda aquém do esperado mas Benedetto tem mostrado uma evolução na compreensão do que Villas-Boas pretende dele no sistema tático utilizado e isso também se tem revelado no momento ofensivo do Marselha.

André Villas-Boas tem conseguido fazer omeletes sem ovos em França, uma vez que não viu a direção do Marselha reforçar o plantel da forma que o treinador português pediu, mas está a conseguir retirar o melhor rendimento de um plantel que é extenso em quantidade mas em qualidade nem por isso. O Marselha está lançado na Ligue 1, liderando a perseguição ao crónico campeão PSG e, com a vitória de ontem, mantém o segundo lugar da geral pelo menos mais uma jornada.

Foto de Capa: Olympique Marseille

artigo revisto por: Ana Ferreira