Início Site Página 11409

Renan Ribeiro | Com mãos para a baliza do Leão?

0

Apontado como um dos jogadores menos importantes do plantel leonino, o que é um facto é que Renan Ribeiro continua como titular na baliza leonina. Ainda assim, as suas exibições são algo irregulares, pois tanto consegue mostrar segurança em certos jogos, como noutros demonstra alguma falta de confiança nas suas capacidades. Se tal jogador apresenta jogos irregulares, porque é que o guarda-redes brasileiro continua a ser o titular, mesmo após todas as trocas de treinadores que já foram levadas a cabo?

Existem vários fatores a ponderar e como tal iremos analisá-los de forma a elaborar um balanço da sua estadia em Alvalade. Um dos principais motivos para a titularidade de Renan reside na atual situação económica dos leões, que como se sabe não é a melhor nos dias que correm e por isso o baixo preço dos jogadores é uma obrigatoriedade. Renan custou 1,1 milhões de euros e as suas exibições de leão ao peito mostram que esse dinheiro foi bem empregue, tendo feito jogos bastante seguros e oferecendo uma certa tranquilidade aos sportinguistas, no que à baliza diz respeito.

Contudo, existem certos lances em que paira a ideia de que Renan fica “mal na fotografia”, sendo que um ou outro desses mesmos lances são erros que num clube que quer ser campeão, nunca poderão acontecer. Talvez se Sporting tivesse um guarda-redes com mais qualidade, em certos jogos, o resultado poderia ser mais favorável para as cores leoninas.

A situação económica é um dos principais motivos da sua titularidade, mas não é o único. Existe também uma falta de competitividade pela baliza, pois além do guarda-redes brasileiro, a segunda opção mais válida é Luís Maximiano, jovem guarda-redes da formação que tarda em se afirmar como o “próximo Rui Patrício”, apesar de todo o potencial que lhe tem sido apontado ao longo dos anos.

Estar no lugar de suplente de Renan não o ajuda em nada na sua evolução, porque para além de não jogar regularmente, o guarda-redes português também não tem um terceiro guarda-redes que lhe faça frente, o que faz com que os incides de competitividade desçam, e por isso, irá influenciar os resultados do Sporting.

Renan mantém-se como o dono das redes leoninas
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Ainda existem outros fatores para a titularidade de Renan, como a falta de opções melhores e baratas e a incapacidade do scouting leonino em encontrar bons guarda-redes no estrangeiro, como Marchesín do FC Porto e Odisseas Vlachodimos do SL Benfica.

Contudo, é do interesse do Sporting continuar a contar com Renan Ribeiro, uma vez que apesar de alguns erros pontuais, creio que seria uma excelente opção para segundo guarda-redes, tendo Max como terceira opção que vai entrando aos poucos como titular em taças e em alguns jogos do campeonato. O Sporting terá eventualmente de ir à procura de um guarda-redes ao nível dos rivais mas, quem sabe, com um possível aumento da competitividade na baliza, não teremos um Renan Ribeiro ainda mais melhorado, um pouco à imagem do que aconteceu com Rui Patrício que só convenceu os sportinguistas já mais perto dos seus trinta anos.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Revisto por: Jorge Neves

Os 5 jogadores que se formaram num grande e brilharam noutro

Todos nós gostamos de ver e de acompanhar o crescimento dos jogadores que começam na formação do nosso clube e que evoluem até à sua estreia na equipa principal. Esse momento mágico é normalmente festejado com carinho por todos os adeptos, que valorizam toda a perseverança, esforço e dedicação ao clube que foram imprescindíveis para que chegasse até aí.

Contudo, nem sempre é assim que acontece. Alguns jogadores iniciam o seu percurso num determinado clube, são amados e respeitados pelos seus anos de devoção à “casa”, mas quando chega a altura de brilhar nas ligas principais… concretizam-no noutro clube. Estas mudanças podem suceder-se por várias razões, como a falta de oportunidades no seu clube de formação, a existência de outros projetos mais aliciantes, questões monetárias, etc.  São situações acompanhadas por sentimentos de tristeza e desilusão por parte dos adeptos, que alimentam ao longo dos anos grandes feitos para os meninos da casa. O panorama piora quando a mudança é para um rival, ainda mais se for entre os chamados “três grandes”.

Assim, elaboramos um TOP 5 de jogadores que fizeram a formação num destes clubes, mas que foram brilhar ao “inimigo”.

BnR TV T1/EP5 – Deejay Kamala oferece entrada no Bosq

0

No quinto programa tivemos muita animação e parte dela deveu-se ao nosso comentador-convidado, DJ Kamala. Benfiquista apaixonado, falou sobre a realidade atual do SL Benfica e ainda deu uma entrada gratuita vitalícia na discoteca “Bosq” ao nosso comentador, João Rodrigues.

O Bola na Rede TV é um projeto desenvolvido pelo Bola na Rede e pela Digital Partner. Com a moderação de Francisco Santos Lima e comentários de Mário Cagica Oliveira, João Miguel Rodrigues, João Neves Sousa e do comentador-convidado, Deejay Kamala.

Subscreve já o canal ➡️ https://bit.ly/31FlKVD

David Villa | O homem-golo espanhol retira-se

0

Está anunciado o fim de outro grande protagonista das campanhas ou do Valência, ou do Barça (e Atlético), mas também da Seleção de Espanha. Não vinha a ser verdadeiramente indiscutível na última, dada a concorrência de Fernando Torres, mas a partir do Mundial 2010 passou a ser diferente.

O seu ingresso no Barça aumentou a pressão para lhe ser dada a tarefa de homem golo nessa prova. Os já ditos candidatos à vaga única de homem área (função mais de pivot, na verdade) dos hispânicos vinham a ser a opção utilizada. Raúl abandonou depois de 2006, mas Torres, no auge da carreira, em grande no Liverpool, não lhe permitia, logicamente, alcançar um estatuto indiscutível.

No Valência foi figura de proa. Foi tido como um dos avançados mais rápidos e perigosos do futebol espanhol, beneficiando das assistências a pedir a desmarcação por parte de um outro David, que também teve a sua dose até conseguir figurar num meio campo tremendamente concorrido.

Uma Seleção de Espanha que realmente teve um leque alargado de opções a transbordar de qualidade. Um país que venceu três grandes competições consecutivas…

Dono de uma visão e noção de jogo brutal, quer no centro, fora da área, ou na ala
Fonte: FC Barcelona

Esse ciclo partiu de outros. Cada qual tem o seu, que unidos por uma finalidade comum, permitem algo palpável. David Villa entrou no Barcelona para substituir Ibrahimovic. O sueco não foi compreendido por um técnico extremamente minucioso, seguríssimo de uma ideologia que já tinha reinado no velho continente. Um técnico que preferia o perfil de avançado dos quadros de Eto’o. David Villa ia, claramente, ao encontro desses traços.

Logo no primeiro ano, e indo à boleia do Mundial 2010, os blaugrana prolongaram uma senda de futebol em posse magistral. Como a posse, só por si, de pouco vale, a verdade é que a retenção do esférico até o incumbir num rasgue diagonal ou vertical para surpreender o adversário, encontrou em David Villa características multifacetadas e completamente compatíveis com o estilo. Mobilidade fugaz, combinação a primeiro toque, imprevisibilidade, e finalização diferenciada eram realmente com ele. Algo que, na minha visão, Suarez também possui.

Deixou de contar com a arquitetura de alto gabarito de David Silva, para ser servido não apenas devido à arte incumbida pelos geniais Xavi e Iniesta, mas pelo estilo de jogo que envolvia os onze jogadores. O futebol total idealizado e preconizado por Cruijff, “remasterizado” por Pep.

David Villa, após colaborar em grande plano e ser mesmo decisivo em tais ciclos, é embaixador, como muitos o tendem a ser. Esteve na MLS, e agora na Ásia. Craques como Iniesta e Villa foram ao Japão colher a sua receita legítima, e propagar de igual forma o intento de “La Masia”.

O Mundial 2010 obrigou nuestros hermanos a recorrer à dupla ilustrada
Fifa.com

Estamos a pouco mais de um mês do encerramento do campeonato japonês, será mais um jogador da geração que cresci a acompanhar, a abandonar. Será seguramente uma lenda que serviu e servirá de exemplo em realidades diferentes da europeia. Em primeiro lugar, do futebol jogado, de igual maneira como o tratou de executar. Um jogador que ostenta um legado de glória, e não de luxos desmedidos. Um jogador de uma escola cada vez mais longínqua: a do futebol das ruas, cujos ídolos a também evidenciavam… Gracias, David Villa!

P.s.: Apesar da brilhante campanha individual no Mundial 2010, o golo a Portugal com recurso ao VAR podia ter conduzido a um desfecho diferente, pois Eduardo nessa prova encontrava-se a um nível “Ochoa”.

Foto de Capa: FIFA

Artigo revisto por Joana Mendes

Bruno Lage é a Personalidade BnR 2019

Depois de Nuno Manta Santos e Abel Ferreira, Bruno Lage é o eleito para vencer o troféu “Personalidade do Ano BnR”, referente ao ano de 2019. O técnico do SL Benfica vence o prémio, depois de um ano fantástico ao serviço do clube da Luz, onde conseguiu vencer o Campeonato e a Supertaça Portuguesa.

Além dos êxitos desportivos, o Bola na Rede toma também esta decisão com base no discurso sempre cuidado e positivo em relação à forma como o desporto é jogado em Portugal. Com uma postura de grande fair-play e com uma forma de comunicação pouco vista em Portugal, Bruno Lage merece a distinção e, da parte do Bola na Rede, recebe felicitações e desejos de sucesso para toda a carreira.

Ao Bola na Rede, Bruno Lage deixou a seguinte mensagem:

«Agradeço a distinção e desejo as maiores felicidades para o projeto. O mérito da Reconquista é para repartir por todos quantos participaram na caminhada, a começar, naturalmente, pela minha equipa técnica e pelos nossos jogadores. Um abraço e obrigado a todos!», Bruno Lage, novembro 2019.

O momento do anúncio foi feito durante o programa Bola na Rede TV, que teve como convidado especial, DJ Kamala:

Ricardo Nunes, vamos à vitória (mais uma vez)!

“Sou o rosto de uma doença que muitas pessoas atravessam”. Ricardo Nunes está de volta. Após ter sido obrigado, por doença, a dar uma pausa – que se alonga desde o mês de agosto – devido a ter sido detetado um tumor maligno no testículo, o capitão do GD Chaves regressa aos treinos sem qualquer tipo de limitações após a intervenção cirúrgica, de que foi alvo no IPO do Porto.

Mais forte que nunca, e sem alguma vez pensar em desistir daquilo que mais gosto lhe dá de fazer, o futebol, volta para ajudar a terminar aquilo que começou: o objetivo de ajudar o GD Chaves a regressar à Primeira Liga Portuguesa. Recorda-se o carinho que recebeu – obviamente, grato – por parte dos adeptos, desta vez não só do clube do distrito de Vila Real, mas também de todos os adeptos dos diversos clubes.

Três meses depois, recorda um bocadinho da sua mais recente realidade. “Nunca pensei em desistir, mas pus de lado a carreira pois a prioridade é a minha vida e o foco foi lutar pela realidade”. O jogador proveniente da Póvoa de Varzim já conta com passagens por diversos clubes, nomeadamente em palcos portugueses – visto que Ricardo Nunes nunca se locomoveu para fora do país -, tais como a equipa local da sua cidade de nascimento, o Varzim SC, Académica OAF, UD Leiria, FC Porto B e Vitória FC. É de salientar que o jogador chegou ao GD Chaves a 2016 por empréstimo do FC Porto, mas rapidamente o clube percebeu as capacidades do jovem guarda-redes e decidiu oficializar a ligação com o jogador.

Os adeptos flavienses foram protagonistas de um momento exemplar nas bancadas, onde Ricardo Nunes foi alvo de um carinho enorme, por parte da massa adepta
Fonte: GD Chaves

Atualmente, o jogador celebra a maior defesa da sua vida e venceu contra o cancro. Embora apenas tenha realizado um jogo esta época, ao serviço do clube flaviense, é quase certo que a titularidade volte a cair sobre o mesmo. O experiente guarda-redes de 37 anos já representa o clube transmontano pela quarta época consecutiva, sendo que três delas foram no escalão máximo em Portugal.

Um exemplo de luta, garra e objetivos. Ricardo Nunes ganha uma nova história de vida com muitas vírgulas complicadas. Vive um momento profissional importante e, quem sabe, se não o conseguirá tornar ainda mais especial ao ajudar o clube flavinense a concretizar a subida para a Primeira Liga Portuguesa.

Foto de Capa: GD Chaves

Artigo revisto por Joana Mendes

Frederico Morais vence Hawaiian Pro e tem já um lugar no Championship Tour

0

Depois de vencer duas provas em Portugal (Santa Cruz e Açores), Frederico Morais voltou a brilhar nas provas do Qualifying Series, mas desta vez no outro lado do globo: no Havai. O surfista português partiu com o objetivo de se qualificar novamente para o Championship Tour e conseguiu alcançá-lo no Hawaiian Pro. O melhor estava mesmo para vir e “Kikas” acabou mesmo por vencer a prova havaiana.

O português entrou na competição no Round 3 e não podia ter começado da melhor maneira. Nesta ronda, Frederico Morais passou em primeiro lugar no seu primeiro heat onde com três ondas teve um combinado de 15.20 (8.10 e 7.10). O Round 4 surgiu um total ainda melhor do que o primeiro, o português apenas precisou, novamente, de três ondas para alcançar o primeiro lugar do heat com um total de 16.00 (7.23 e 8.77).

Nos quartos de final, “Kikas” apanhou o primeiro “peso-pesado” do Surf, mas ainda assim conseguiu passar para a próxima fase. O português ficou em segundo lugar com um total de 8.76 (3.83 e 4.93) num heat que foi ganho por Kelly Slater (13.20 – 8.33 e 4.87). Nas meias finais, foi a vez do surfista português se destacar nas ondas havaianas e ser o vencedor do heat onde estavam nomes como Kelly Slater (outra vez), Michel Bourez e Matthew McGillivray. No último heat em direção à final, Frederico Morais conseguiu um combinado de 7.10 (5.67 + 1.43) e assegurou assim um lugar na final do Hawaiian Pro.

No heat decisivo – o da final -, o surfista português voltou a sobressair e venceu mesmo o Hawaiian Pro, a primeira competição da Triple Crown. Frederico Morais fez um combinado de 12.77 (6.00 + 6.77) e venceu o italiano Leonardo Fioravanti (11.50), o sul-africano Matthew McGillivray (10.33) e o australiano Ethan Ewing (9.67), que ocuparam os restantes lugares no heat, respetivamente.

JÁ NO CHAMPIONSHIP TOUR, O PRIMEIRO LUGAR NO QUALIFYING SERIES E A POSSIBILIDADE DA TRIPLE CROWN

Assim com esta vitória no Havaí, o surfista português acumulou mais dez mil pontos para a classificação do Qualifying Series. Frederico Morais conseguiu também assegurar o primeiro lugar no Qualifying Series com os seus 26,400 pontos à frente dos brasileiros Jadson Andre e Yago Dora. O melhor ainda de ter vencido esta prova foi o facto de conseguir já um tão desejado lugar para a elite do Surf – no Championship Tour (CT).

No próximo ano, Frederico Morais irá participar no CT junto dos melhores surfistas do Mundo. O surfista português está agora focado na possibilidade de vencer a Triple Crown e não se preocupa tanto com ficar, no final da época, com a liderança do Qualifying Series (QS). O QS termina com nova prova no Havai, mas desta feita na Sunset Beach, Oahu, competição que começou hoje mesmo e onde Frederico Morais também estará envolvido.

Quanto à possibilidade de vencer a Triple Crown (o conjunto de três eventos realizados na ilha da Oahu, no Havai – dois eventos do QS e um do CT), “Kikas” acredita que se isso [vencer a Triple Crown] acontecesse seria um sonho. O surfista português já esteve perto de consegui-lo em 2016, quando se qualificou pela primeira vez para o CT, e também já chegou a vencer o Rookie Award em 2013 da mesma competição. Agora, Frederico Morais está numa boa posição para entrar na disputa das outras três “jóias” visto que já venceu a primeira em disputa.

Por isso, há que destacar o grande trabalho feito pelo surfista português ao longo de toda a época, que pode terminar ainda da melhor maneira. Depois de conseguir um lugar para as Olimpíadas de 2020 em Tóquio, foi a vez de conseguir um tão desejado lugar no Championship Tour e de brilhar nas grandes competições do Surf Mundial. Portugal não é só futebol e temos de ver que os sucessos portugueses vêm de todo o lado – no Surf não é novidade nenhuma. Por isso, parabéns, Francisco Morais, por estares de volta à elite!

Foto de Capa: World Surf League 

Artigo revisto por Joana Mendes

Um Desporto Além do Muro

0

16 de novembro de 2019. Duas Ligas dos Campeões. Um clube. Cinco judocas.

Jorge Fonseca, João Fernando, Kherlen Ganbold, João Martinho e Nikoloz Sherazadishvili são os nomes dos atletas do Sporting CP que conquistaram a segunda Liga dos Campeões de Judo consecutiva. É, sem margem para dúvidas, um sucesso desportivo de relevo, que merece o devido destaque e a sua inapagável página na história do clube na modalidade desportiva de judo.

Mas existem outros acontecimentos merecedores de destaque nos anais da história do judo e, acima de tudo, do desporto nacional. 17 de novembro de 2019. No dia seguinte à vitória masculina sportinguista, uma das judocas da equipa feminina do SL Benfica, Telma Monteiro, apesar da derrota da sua equipa na Liga dos Campeões, publicou uma mensagem, na sua rede social Instagram, na qual, depois de todo o apoio que dá à restante equipa de judo, finaliza a mesma dando os seus parabéns à equipa masculina de judo do Sporting CP pela vitória alcançada no dia anterior.

Parece pouco? Sim, parece. Mas é muito e tem um significado que não pode ser contornado. É este o exemplo duma atleta do chamado “eterno rival” e que pode e deve ser replicado, não só dentro da modalidade, mas em todas as demais, incluindo, e sobretudo, no futebol. Um pequeno gesto numa rede social que, apesar de ser apenas mais uma publicação entre tantas, tem um significado incontornável.

Uma imagem que se repete um ano depois
Fonte: Sporting CP

Num país, e num mundo, onde vários muros persistem em manter-se erguidos, são gestos como este que amolecem as barreiras que sectorizam a sociedade, que transformam as mentalidades, que esmorecem as amarras das trincheiras pré-concebidas, criadas ao longo do tempo sem que ninguém as conteste, sobre as quais ninguém questiona e em relação às quais pouco ou nada se faz.

9 de novembro de 2019, celebraram-se os trinta anos da queda de um muro que dividiu a Europa e também o Mundo. Passados oito dias dessa data, podemos assinalar um momento que, apesar de poder não ter força para destruir as bancadas inamovíveis do clubismo desmedido, certamente promove a congregação de todos em volta dos verdadeiros valores do desporto.

Numa época em que se multiplicam os esforços pela defesa da integridade e do chamado fair-play desportivo, é tempo de dar palco a pequenos episódios em que a verdadeira essência do desporto é enaltecida pelos seus principais protagonistas, os seus atletas.

O ato de uma atleta olímpica, detentora de uma das 24 medalhas conquistadas por Portugal, tem que ser objeto do seu destaque merecido, como um exemplo a seguir e a replicar por todos os demais atletas das mais diferentes modalidades desportivas, a começar pelo futebol, os seus agentes e adeptos, de forma a que, em pequenos passos, se possa construir um desporto nacional com níveis de desenvolvimento e de racionalidade similares aos que coexistem na Europa e no mundo.

Ao Sporting CP em particular, e ao desporto nacional em geral, resta agradecer à Telma Monteiro pela mensagem de parabéns enviada, que, como uma lufada de ar fresco na névoa de clivagem que persiste em existir entre clubes, conseguiu dar o exemplo a várias gerações. Resta aguardar que o exemplo seja seguido por todos aqueles que do mesmo foram testemunhas.

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por Joana Mendes

A fórmula do sucesso: Conceição está lá perto?

0

A tarde de domingo ficou marcada pelo regresso do FC Porto à competição, após nova pausa internacional, em jogo a contar para a prova rainha do futebol nacional.

O jogo era frente a um Vitória FC que, apesar de todo o respeito que merece da minha parte, apresenta-se atualmente como sendo uma das mais frágeis formações a atuar em Portugal.

Partindo desse princípio, considero intelectualmente desonesto tentar tirar sérias ilações, tendo como base estes últimos noventa minutos; até porque, sejamos honestos, não assistimos a uma exibição de gala por parte do FC Porto.

Contudo, é impossível negar que existiram pontos positivos. A titularidade (segunda consecutiva) de alguns dos nossos jovens talentos, exibições mais consistentes de alguns outros atletas e os sempre reconfortantes quatro golos, e consequente presença nos oitavos da Taça, são, claramente, tópicos a ter em conta.

No geral, quem se deslocou ao Estádio do Dragão neste chuvoso final de domingo, assistiu a uma exibição consistente da equipa. Tal, também, deveu-se a uma melhoria exibicional de alguns jogadores, individualmente, como por exemplo de Marega, mais participativo no jogo e capaz de otimizar as suas características mais diferenciadoras, ou de “Tecatito” Corona, decisivo no último terço.

Moussa Marega foi um dos jogadores em maior destaque na partida frente ao Vitória FC
Fonte: FC Porto

Contudo, o onze mantém-se, ainda, a meu ver, um pouco distante daquele que poderá ser o ideal. A questão “lateral direito” mantém-se (será Saravia assim tão inferior a Manafá?), a dupla do setor intermédio, constituída por Danilo Pereira e Loum, apesar de estar a “deslumbrar”, parece-me não ser a melhor solução num médio/longo prazo e, honestamente, faz-me imensa confusão ver Marchesín, Uribe ou Luis Díaz fora do onze inicial (ainda para mais se esta for uma medida efetiva de Sérgio Conceição).

Diogo Costa é um jovem com um potencial incrível, com capacidade para colocar o seu nome na história do futebol português e do FC Porto. Todavia, Marchesín é “apenas” o melhor guarda-redes no nosso país, atualmente. Díaz é um dos mais talentosos e evoluídos do plantel, Uribe é um médio que, estando na sua plenitude, pode ter um papel determinante num hipotético sucesso desta equipa em 2019/20.

Não será, na minha opinião, com um onze base sem estes três nomes que o FC Porto se aproximará do seu potencial máximo. E a verdade é que não será uma qualquer festa que me fará mudar de ideias.

Foto de capa: FC Porto

Artigo revisto por Joana Mendes

O melhor e pior do Ténis em 2019 #2: Desilusões

0

Desde os mais jovens aos mais velhos, alguns destes tenistas pareciam ser os próximos grandes nomes do desporto da bola amarela. Tiveram o seu auge, um ou dois anos (ou até uma vida inteira), mas depois não aconteceu mais nada para além disso.

Neste contexto, segue-se mais uma semana em que a redação de Ténis do Bola na Rede conta algumas retrospectivas deste ano de Ténis. Desta vez, falaremos sobre alguns nomes que possam ter desapontado o panorama da modalidade.

Como uma desilusão nunca vem só, escolhemos seis dos tenistas que, na nossa ótica, se encaixam neste patamar negativo à época de 2019.