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Montpellier HB 22-27 FC Porto: Caminhada histórica continua

O FC Porto escreveu mais um capítulo na sua caminhada histórica na Liga dos Campeões. Depois de ter visto a equipa francesa roubar pontos no Dragão Arena, os dragões vingaram-se e conseguiram complicar mais uma vez a luta do Montpellier HB pelo primeiro lugar do grupo.

Eficaz. Essa é a palavra que melhor define a exibição do FC Porto. Ao longo do encontro, os azuis-e-brancos concretizaram 77% dos seus ataques, um número incrível dada a valia do seu adversário, que se ficou pelos 52%.

Focando então na história do jogo, a partida começou com os dragões a abrirem o marcador. A equipa da casa empatou, mas foi sol de pouca dura uma vez que o FC Porto depressa abriu uma vantagem de três golos, fazendo o 2-5. De resto foi essa a tendência do encontro. O Montpellier HB teve bastantes dificuldades em assumir o jogo, principalmente no plano ofensivo, e raramente se conseguiu manter empatado durante muito tempo.

A defesa portista, que tem estado em destaque ao longo da época, voltou a assumir um papel importante e conseguiu frustrar Diego Simonet, Valentin Porte, Melvyn Richardson e Gilberto Duarte, quatro jogadores fundamentais na manobra ofensiva da equipa francesa.

Ao intervalo o marcador assinalava 10-14 para os lusos, e no segundo tempo essa tendência manteve-se. Kyllian Villeminot ia mantendo o Montpellier HB na luta, mas Miguel Martins assumiu o jogo e viu-se.

No melhor jogo do central português esta época, Miguel Martins marcou sete golos e envolveu toda a equipa no processo ofensivo o que provou ser a decisão certa. Alexis Borges (seis golos), Diogo Branquinho (seis golos) e Miguel Martins (sete golos) marcaram 19 dos 27 golos dos dragões.

Assim o resultado final foi de 22-27 e o FC Porto soma uma nova vitória surpreendente na Liga dos Campeões e encontra-se em quinto lugar da classificação com os mesmos pontos que o VIVE Kielce. Na próxima jornada, Magnus Andersson e os seus comandados deslocam-se à Ucrânia para defrontar o HC Motor Zaporozhye.

EQUIPAS:

Montpellier HB – Marin Sego, Paul-Louis Guiraudou, Elio Zammit (5), Diego Simonet (5), Kyllian Villeminot (5), Jonas Truchanovicius, Hugo Descat, Kevin Bonnefoi, Julien Bos (1), Frederic Pettersson, Melvyn Richardson (1), Valentin Porte (1), Yanis Lenne (4), Benjamin Afgour, Mohamed Soussi (2), Gilberto Duarte (2).

FC Porto – Alfredo Quintana, Victor Iturriza (2), Yoan Balasquez, Miguel Martins (7), Djibril Mbengue (2), Rui Silva, Daymaro Salina (1), Ruben Ribeiro, Leonel Fernandes, Alexis Borges (6), Diogo Branquinho (6), Thomas Bauer, André Gomes (2), Fábio Magalhães (1).

A era encantada

Recuamos 20 anos e ouvimos dizer o seguinte: nos próximos 20 anos, a Seleção Nacional vai conseguir apurar-se para todas as fases finais de Europeus e Mundiais, sem falhar uma que seja. E mais ainda: vai conquistar dois títulos internacionais nesse período.

O mais natural seria colocar-se em causa esta afirmação, tal como a maioria fez sobre as palavras de Fernando Santos há três anos…

Como seria isso expectável se Portugal, antes de 2000, tinha conseguido qualificar-se apenas para quatro fases finais (dois Europeus e dois Mundiais) – questionar-se-iam, possivelmente, as pessoas nesta hipotética situação. Pelo menos, tenho quase a certeza que o fariam. Isto, porque, os portugueses não estavam habituados a presenças frequentes em grandes competições antes do novo século. Até nos podemos questionar, ainda, como vencemos aquele Europeu em 2016… Mas esse faz parte de outra era (encantada)!

Pois bem, na última semana, Portugal assegurou a 11ª presença consecutiva em grandes provas, ao bater o Luxemburgo, no último obstáculo para alcançar esse feito. E isto quer dizer muito. Hoje em dia, perante a normalidade que é estarmos presentes nos grandes certames, não parece existir um sentimento de entusiasmo geral, mas não nos podemos esquecer que ao longo da história a realidade foi bem diferente.

Houve gerações que tiveram de esperar vários anos para ver a Seleção nos grandes palcos e, por essa razão, devemos valorizar aquilo que estamos a viver atualmente. Hoje, temos de esperar somente dois anos. Ou nem isso, visto que recentemente disputámos a Taça das Confederações e a Liga das Nações – e estas nem pesam na contabilidade.

Apenas Alemanha, Espanha e França nos superam em presenças consecutivas. Antes isto era impensável. Assim, invocar o passado deve servir, sobretudo, para relembrar as dificuldades que Portugal tinha para estar entre os melhores e, ao mesmo tempo, interiorizar os méritos a que nos fomos habituando.

Desde o novo século que a Seleção se habituou a carimbar passaporte para as fases finais
Fonte: FPF

A chegada de Fernando Santos permitiu-nos até chegar aos títulos, veja-se lá. Com o pragmatismo que o caracteriza, a Seleção não passou a jogar um futebol mais bonito, como em tempos, mas passou a ser mais objetiva. E com isso lá chegaram os canecos. Após cinco anos no comando, passou a ser o selecionador com mais vitórias e falta muito pouco para ser aquele com mais jogos.

Antes deste período, estivemos perto de chegar à glória, mas faltou sempre qualquer coisa. Agora que a alcançámos, talvez só daqui a um bom tempo é que se irá dar o real valor. Como acontece quase sempre nestas situações. Porque parece que ainda estamos sob o efeito do pós-conquista. E isso não é mau, de todo. Mas sem nunca esquecer a mão de Abel Xavier em 2000, as lágrimas de Ronaldo em 2004 e aquele Mundial em 2006 – para mim os anos mais marcantes.

Não podemos afirmar que Portugal é o mais forte candidato ao título atualmente, porque existem outras seleções mais capazes e mais fortes, a meu ver, e porque o fator histórico ainda deve ser tido em conta. Agora que ganhámos o hábito de estarmos sempre presentes, deve-se adicionar o hábito de sermos vencedores para conquistarmos o estatuto de verdadeiros candidatos. Porém, isso até pode funcionar a favor, pois foi com tudo menos com esse estatuto que tocámos o céu em França. A verdade é que agora olham-nos de maneira diferente – é isso que os títulos fazem.

Por outro lado, podemos dizer que vivemos claramente um trajeto ascendente no futebol europeu… nesta que é a era encantada!

Foto de capa: FPF

artigo revisto por: Ana Ferreira

Os 6 jovens do futuro da Laranja Mecânica

A Holanda é uma das grandes potências do futebol mundial. Desde os tempos de Cruyff nos anos 70, à conquista do Euro de 88 com Van Basten, Koeman, Rijkaard e Gullit, aos tempos de ouro do AFC Ajax, campeão europeu e mundial, lançou inúmeros craques à seleção conhecida como “A Laranja Mecânica”. Havia ainda Van der Sar, Seedorf, Bergkampo, de Boer, entre outros…

A seleção holandesa prometia em todas as fases finais, no entanto, acabava por desiludir. A única conquista foi o Europeu de 88, para além das finais de 1974, 1978 e 2010. Nessa última chegada à final o plantel era composto por nomes como Robben, Sneijder ou Van Persie.

A Holanda desde esse momento quebrou o rendimento e as seleções perderam o brilho habitual, tal como a presença de jogadores de classe mundial. Nos últimos anos, a Liga Holandesa tem evoluído e conquistado mais a atenção daqueles que acompanham o desporto-rei. A formação dos principais clubes holandeses é notória e o desenvolvimento de jovens é a política adotado por essas equipas.

Uma das provas desse desenvolvimento é o facto de a Laranja Mecânica ser um dos principais candidatos ao Euro de 2020, depois de nem ter marcado presença na última edição, nem no Mundial de 2018.  A outra evidência é a chegada à final da Liga das Nações em junho deste ano, derrotados pelos portugueses.

Vários jogadores de qualidade emergiram nos últimos anos, como é o caso de Frenkie de Jong, Matthijs de Ligt, Van de Beek, Bergwijn e Berghuis que são presenças habituais nas convocatórias, ou Donyell Malen e Justin Kluivert que começa a ser opção, apesar de ainda terem idade para jogar na seleção de sub-21.

Depois também há o exemplo de Virgil Van Dijk, que chegou ao topo numa idade mais tardia, no entanto, venceu o prémio de melhor jogador do ano pela UEFA e foi segundo classificado no prémio de melhor jogador do mundo pela FIFA. A seleção holandesa tem o futuro assegurado pela qualidade dos jovens que lá chegaram, e pelos que ainda vão lá chegar quando derem o salto.

Destaco aqui alguns jovens promessas holandeses. Mais tarde ou mais cedo, o nome deles vai ser ouvido muitas vezes.

Tudo o que precisa de saber para a fase derradeira da Liga dos Campeões

Depois de uma “Champions” totalmente imprevisível na época passada, com o Liverpool FC a sagrar-se campeão da Europa pela sexta vez na história, é altura da primeira fase de decisões da edição atual da competição. A duas jornadas do fim da fase de grupos, avizinham-se as primeiras eliminações, as primeiras surpresas e as primeiras confirmações. Assim sendo, está na altura de fazer um “apanhado” do que já aconteceu e do que poderá vir a acontecer nas derradeiras decisões de cada grupo.

FC Vizela 1-2 SL Benfica: Remontada em jogo com cheiro a Taça

O Sport Lisboa e Benfica deslocou-se a Vizela para defrontar o líder do Grupo A do Campeonato de Portugal nesta quarta ronda da Taça de Portugal. Bruno Lage optou por um 11 próximo daquele que tem sido o titular, fazendo regressar Samaris ao meio-campo e dando as despesas ofensivas a Jota e RDT. A baliza ficou entregue ao Zlobin.

Já Artur Pacheco, técnico do Futebol Clube Vizela, mesmo perante um desafio histórico, também optou por fazer algumas alterações.

O jogo começou de forma surpreendente mas sem surpresas. Como tem sido hábito esta época, qualquer equipa tem sido capaz de criar, sem grandes dificuldades, lances de perigo contra este SL Benfica. Aos seis minutos, depois de dois avisos consecutivos, a equipa da casa chegou à vantagem com um remate de fora da área do médio Samu.

Esperava-se uma reacção encarnada mas a verdade é que os jogadores do FC Vizela foram conseguindo tratar a bola e construir jogadas de forma muito mais confortável do que os do SL Benfica.

A primeira boa notícia para os encarnados veio de um encarnado. Aos 26 minutos o médio Ericson levou o segundo amarelo e foi expulso do jogo.

Contra 10 nada realmente mudou. A equipa do Campeonato de Portugal jogou mais fechada mas sempre a explorar saídas rápidas e a equipa do SL Benfica continuou sem conseguir mostrar qualquer tipo de superioridade.

Um primeira parte vergonhosa da equipa de Bruno Lage. Inexplicável, não surpreendente e totalmente vergonhosa.

Para o segundo tempo, sempre tendo em perspectiva o facto do FC Vizela estar a actuar com menos um jogador, Bruno Lage optou por retirar o médio mais defensivo – Samaris – e lançar o ponta de lança Vinicius. Percebe-se. Não era expectavel um FC Vizela ofensivo nem a atacar com mais de três jogadores.

Sim a equipa encarnada entrou melhor, conseguiu alguns lances de futebol apoiado mais entusiasmantes mas nada de especial. Os jogadores da casa continuaram a conseguir manter a defesa encarnada em alerta e o futebol benfiquista continuou demasiado morno.

Na mesma lógica da substituição feita ao intervalo, aos 65 minutos, Bruno Lage fez entrar o Caio Lucas para o lugar do Gabriel. Uma tentativa de povoar o último terço do terreno com jogadores que pudessem abrir a defesa vizelense. As mexidas deram resultado e aos 69 minutos Jota pela direita conseguiu num cruzamento rasteiro isolar o Raul de Tomas que, antecipando-se a toda a defesa, empatou o jogo. Um golo que veio remediar a exibição horrível do avançado espanhol.

Jota, pela direita, conseguiu num cruzamento rasteiro isolar RDT que marcou o primeiro golo do Benfica
Fonte: SL Benfica

Depois do empate as coisas tornaram-se mais acessiveis para os homens de Lage. A equipa do FC Vizela começou a mostrar poucas forças para colocar jogadores suficientes no ataque de forma a criar situações de finalização e, sem grandes esforços, já depois de uma bola do Grimaldo na barra, o SL Benfica chegou finalmente à vantagem. Caio Lucas isolou o Vinicius que aguentou a carga do defesa adversário e finalizou pelo poste do guarda-redes Cajó.

Este jogo pouca história tem para se contar. Ficou uma exibição muito esforçada de um FC Vizela que conseguiu fazer frente ao Sport Lisboa e Benfica mesmo jogando quase todo o jogo com 10 jogadores.

Do lado do SL Benfica fica mais uma exibição pobre, sem criatividade, sem inspiração e totalmente sem um fio de jogo. Uma exibição que todos os adeptos quererão esquecer mas que deixa ainda mais sinais de perigo para o jogo da próxima quarta-feira.

A incapacidade que a equipa de Bruno Lage continua a mostrar de criar jogo interior é exasperante. O meio-campo não funciona e os avançados actuam sozinhos na defesa adversária.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

FC Vizela: Cajó; João Pedro, Matheus, Aidara e Kiki, Samu (Landinho 74′), Evrard (A. Soares 81′), Ericson, Cann, Kiko Bondoso, Diogo Ribeiro (A. Fall 58′)

SL Benfica: Zlobin, A. Almeida, Jardel, Ferro, Grimaldo, Samaris (Vinicius 45′), Gabriel (Caio Lucas 65′), Pizzi, Chiquinho, Jota, Raul de Tomas.

CR Flamengo 2-1 CA River Plate: A América do Sul a seus pés

O Flamengo voltou a vencer a Taça Libertadores, 38 anos após a conquista da primeira, e desta vez com “toque” português. Jorge Jesus foi o grande timoneiro desta equipa, e bem notória foi a influência do técnico português no seu estilo de jogo.

O jogo começou bem ao estilo do futebol sul-americano: eletrizante. No entanto, a primeira oportunidade só surgiu aos 15 minutos, para o River, e Rafael Borré fez questão de a fazer contar. O ala direito “Nacho” Fernandez, já dentro da área flamenguista, enviou a bola rasteira para a marca de penalti, onde apareceu o atacante colombiano a finalizar. Nota para a falha de Willian Arão e Gerson, que se atrapalharam mutuamente e deixaram que a bola chegasse a Borré.

A alta pressão dos argentinos sobre a linha média da equipa brasileira impedia Arrascaeta e Everton Ribeiro de pegarem no jogo como é habitual, o que prejudicava bastante as tentativas do Flamengo em sair para o ataque. Só a partir da meia hora é que a equipa de Jorge Jesus se começou a soltar e a progredir no terreno, ainda que sem criar grande perigo para a defensiva do River.

Aos 36 minutos, novo calafrio para Diego Alves, desta feita após um remate de meia distância de Exequiel Palacios. O River ia-se impondo ao Flamengo, estando os jogadores da equipa brasileira apáticos e sem ideias ofensivas, bem como a demonstrar uma insegurança defensiva ainda não vista desde que Jorge Jesus assumiu o comando da equipa.

O intervalo chegou e a vantagem do atual campeão da Libertadores era justa, estando reservada uma difícil tarefa para os pupilos do técnico português, na segunda parte, e que só seria possível concretizar se a atitude da equipa mudasse.

A primeira parte ficou marcada por imensos duelos físicos
Fonte: CONMEBOL

No início da segunda parte, o Flamengo entrou com outro espírito, parecendo mais solto ofensivamente e mais comprometido no momento defensivo. Aos 57 minutos, Bruno Henrique entrou na área pela esquerda e jogou para o centro, onde Gabriel Barbosa e Everton Ribeiro fizeram “tiro ao alvo” com os centrais e o guarda-redes do River Plate.

A pressão flamenguista ia aumentando, mas, ainda assim, não se registavam oportunidades de golo. Aos 76’, Arrascaeta tentou um golo acrobático, mas sem sucesso. Logo de seguida, “Gabigol” foi lançado pelo corredor esquerdo, mas na hora da decisão decidiu mal e entregou a bola a Pinola, central dos argentinos.

A partir do minuto 85, se havia doentes cardíacos a ver o jogo, o melhor mesmo era não terem assistido a estes minutos finais. Aos 89’, Gabriel Barbosa apareceu ao segundo poste e correspondeu ao toque de Everton Ribeiro, empatando o jogo. Quando tudo se preparava para o prolongamento, eis que “Gabigol” aproveitou a primeira falha dos centrais do River e, aos 90+2 minutos, deu a vitória a Jorge Jesus. O Municipal de Lima explodiu de alegria, mas enquanto todos festejavam, Jesus, bem ao seu estilo, continuava a dar instruções para dentro do campo.

Pouco depois, soou o apito final que coroou o “Mengão” como campeão das Américas, mas ainda houve tempo para duas expulsões: as de Gabriel Barbosa e de Palacios. O Flamengo venceu e há mais uma equipa técnica a elevar bem alto o nome de Portugal. Parabéns a Jorge Jesus e a toda a sua equipa técnica! 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Flamengo: Diego Alves; Rafinha; Rodrigo Caio; Pablo Marí; Filipe Luís; Willian Arão (Vitinho, 86’); Gerson (Diego, 66’); Everton Ribeito; De Arrascaeta; Bruno Henrique; Gabriel Barbosa.

River Plate: Armani; Montiel; Lucas Martínez; Pinola; Milton Casco (Paulo Díaz, 77’); Exequiel Palacios; Enzo Pérez; Ignacio Fernandez (Julian, Alvarez, 69’); De La Cruz; Rafael Borré (Lucas Pratto, 75’); Matias Suárez.

Manchester City FC 2-1 Chelsea FC: Reviravolta vale troca de posições

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O Manchester City recebeu e venceu o Chelsea (2-1) num jogo marcado por uma reviravolta em meia dúzia de minutos durante o primeiro tempo, algo que valeu uma troca de posições na tabela classificativa da Premier League.

Mas que bela primeira parte! Três golos, uma reviravolta e várias oportunidades de parte a parte. A formação da casa até criou o primeiro lance de perigo – com um remate de Kevin De Bruyne a rasar o poste da baliza -, mas foi o Chelsea a apoderar-se da bola durante a primeira meia hora.

Nesse período, William respondeu à oportunidade do belga e também os defesas Tomori e Emerson tentaram a sua sorte com dois remates a levar perigo à baliza de Ederson. O golo, esse, chegaria por intermédio de N’Golo Kanté, após um grande passe de Kovacic. Bom envolvimento dos blues!

A equipa de Pep Guardiola viu-se obrigada a reagir e a reviravolta no marcador não tardou muito. À passagem da meia hora de jogo, e numa transição ofensiva bem desenhada, De Bruyne restabeleceu a igualdade com alguma sorte à mistura no ressalto em Zouma. Meia dúzia de minutos depois, foi a vez de Mahrez aproveitar a passividade da defensiva contrária para dar a cambalhota no marcador.

Apesar dos dois golos sofridos, a equipa de Lampard mostrou-se muito mais criteriosa nos processos de transição durante toda a primeira parte. E só não sofreu o terceiro na sequência de uma má abordagem de Kepa, porque Kun Agüero viu o seu remate ser negado pela trave, já à beira do intervalo.

N’Golo Kanté realizou a 150ª partida com a camisola do Chelsea
Fonte: Chelsea FC

Na segunda parte, um City mais precavido conseguiu minimizar praticamente todas as investidas do adversário, de tal modo que o Chelsea só por uma vez conseguiu assustar a baliza de Ederson na primeira meia hora – com um remate de Kanté a rasar o poste esquerdo.

Do outro lado, Mahrez teve nos pés duas oportunidades para bisar no encontro e até mesmo João Cancelo esteve perto de surpreender tudo e todos numa jogada de laboratório.

No último quarto de hora, eis que Lampard arriscou tudo com uma dupla alteração na tentativa de empatar a partida. Contudo, o máximo que o Chelsea conseguiu fazer até ao final do encontro foi um remate de Willian a obrigar Ederson a uma defesa espantosa e ainda um livre direto de Mount já nos descontos.

No último lance da partida, a turma de Guardiola ainda chegou ao terceiro por intermédio de Sterling, mas o golo acabaria por ser anulado após recurso ao VAR. Com este resultado, o Manchester City sobe ao 3.º lugar, com 28 pontos (a nove do líder Liverpool), ao passo que o Chelsea encontra-se agora no 4.º posto, com 26, com mais sete do que o 5.º classificado, o Wolverhampton.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Manchester City: Ederson, Mendy, Fernandinho, Stones, Cancelo, Rodri (Gundogan, 52’), De Bruyne, Silva (Foden, 67’), Sterling, Mahrez e Agüero (Gabriel Jesus, 76’).

Chelsea: Kepa, Emerson (Reece James, 59’), Tomori, Zouma, Azpilicueta, Kovacic, Jorginho (Mount, 74’), N’Golo Kanté, Pulisic, Willian e Abraham (Batshuayi, 74’).

Bidasoa Irun 32-32 Sporting CP: Conjunto espanhol empata no último segundo

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Depois de uma vitória esmagadora, a meio da semana, sobre o Boavista FC (38-19), foi tempo do Sporting voltar à principal competição europeia num jogo relativo à nona e penúltima jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões. A jogar fora de portas, a turma de Thierry Anti tinha em mãos uma tarefa complicada, pois jogava em casa do terceiro classificado da Liga Espanhola e atual líder do Grupo C, o Bidasoa Irun.

Mesmo com um ambiente hostil, por força da massa adepta da equipa da casa, a turma lusa entrou a todo gás, com Frankis Carol a faturar nos dois primeiros ataques e Cudic a parar os dois primeiros remates adversários.

Com o Sporting coeso defensivamente e assertivo no ataque, os espanhóis passavam por dificuldades e aos seis minutos de jogo o treinador da casa já solicitava a primeira paragem técnica na partida, registava-se 4-6 no marcador.

Reatado o jogo, foi a vez dos leões sentirem sérios problemas. Os anfitriões reagiram e depois de acertarem as marcações, no eixo defensivo, conseguiram mesmo empatar e passar para a dianteira do encontro (9-8). Posição que seguraram até ao minuto 28, altura em que os “verde e brancos” igualaram o marcador, depois de uma desvantagem que chegou a ser de quatro golos.

Antes de recolherem aos balneários, houve ainda mais um golo para cada lado e as duas equipas estavam empatadas a 16 golos.

Retomado o encontro, o Sporting voltou a entrar melhor e rapidamente cavou uma vantagem de três golos (20-17), obrigando o treinador adversário, Jacabo Cuétara, a colocar novo time out.

Após várias tentativas de aproximação por parte do conjunto espanhol, este conseguiu mesmo chegar à igualdade. A meio da segunda parte o marcador registava 23-23 e o resultado final era cada vez mais incerto. Nenhuma das equipas conseguiu “descolar” no marcador.

O jogo só foi decidido no último minuto
Fonte: FPA

Até que, quando entrávamos no minuto 29, o recém-entrado Edmilson Araújo atirou para mais um remate certeiro, concedendo uma vantagem de dois golos para os Leões. E, numa altura em que a Sporting parecia ter o triunfo controlado, os espanhóis reduziram a diferença para um golo, sendo que a faltar apenas 30 segundos abriram novamente a discussão do encontro.

Com um ambiente de cortar a respiração, o conjunto luso teve ainda nova oportunidade para sentenciar a partida, no entanto o sérvio Ivan Nikcevic, isolado nos seis metros, acabou por desperdiçar. Com ainda seis segundos para se jogar, o líder do grupo C (Bidasoa Irun) demonstrou do que é feito e com uma jogada rapidíssima – que acabou na lateral direita – empatou o encontrou ao cair do pano (32-32).

EQUIPAS

Bidasoa Irun – Rangel Rosa; Xoan Ledo; Jon Azkue; Iñaki Cavero; Adrián Crowley; Mikel Zabala; Kauldi Odriozola; Iker Serrano; Esteban Salinas; Matheus Francisco; Milos Orbovic; Paco Barthe; Leo Renaud; Thomas Tesoriere; Rudy Seri; Jacobo Cuétara

Sporting CP – Pedro Valdes; Gonçalo Vieira; Carlos Pasarin; Frankis Marzo; Aljosa Cudic; Tiago Rocha; Francisco Tavares; Manuel Gaspar; Fred Bingo; Valentin Ghionea; Edmilson Araújo; Nemanja Mladenovic; Ivan Nikcevic; Marko Vujin; Luís Frade

Académico de Viseu FC 1-0 CD Feirense: Viseenses vencem e marcam presença na próxima eliminatória

O Académico de Viseu FC recebeu e venceu o CD Feirense por uma bola a zero. O tento foi apontado por Latyr Fall, mas fica na retina a boa exibição de todo o conjunto academista.

O jogo começou com os feirenses a ameaçarem de pronto a baliza de Ricardo Fernandes, logo aos 30 segundos. Élvis Baldé conduziu a bola pela direita e disparou forte desde a entrada da área, mas o remate passou ligeiramente ao lado. Da outra parte, o primeiro remate à baliza surgiu aos sete minutos, numa tentativa do lateral direito Yang, que fez o seu segundo jogo consecutivo como titular.

Depois destes dois ameaços iniciais, o perigo só voltou a rondar uma das balizas, neste caso a dos viseenses, em cima do quarto de hora de jogo. Zé Ricardo avançou pelo corredor esquerdo da turma de Santa Maria da Feira, cruzou a bola, que passou entre o guardião e a linha defensiva do Académico, e por pouco não teve a correspondência de Vítor, ao segundo poste.

A resposta dos academistas só veio aos 29 minutos, mas foi na sequência de um lance que a pressão alta sobre o adversário deu frutos. Ao tentar sair a jogar desde trás, Fábio Espinho acabou por ceder ao congestionamento que lhe foi imposto por João Oliveira, tendo este último arrancado, de seguida, o cruzamento para Jean Patric, mas o remate do extremo saiu muito por cima da baliza de Caio Seco.

A partida ganhou vivacidade e, logo de seguida, Feliz colocou à prova os bons reflexos de Ricardo Fernandes, eles que foram companheiros no agora primodivisionário Famalicão. No lado oposto, João Mário roubou a bola a Ícaro junto à grande área do Feirense e ficou isolado na cara de Caio Secco, mas o guarda-redes brasileiro não deixou que o avançado moçambicano inaugurasse o marcador.

A cinco minutos do intervalo, os academistas chegaram mesmo a introduzir a bola na baliza adversária, mas Jean Patric estava em posição irregular no momento do cruzamento de Jorge Miguel. Este foi mesmo o último lance relevante do primeiro tempo, tendo chegado o intervalo com um 0-0 no marcador, que castigava mais a exibição dos viseenses do que a dos feirenses.

O jogo começou a um ritmo baixo, mas este foi aumentando com o desenrolar da partida
Fonte: Bola na Rede

Durante o intervalo, destaque para a homenagem feita pelo Académico de Viseu aos jovens que representam os escalões inferiores do clube, destacando-se destes a equipa de sub17, que conquistou o título distrital na temporada 2018/19.

De volta ao encontro, o início da segunda parte trouxe um cenário idêntico ao do primeiro tempo, com o “sinal mais” do jogo a pertencer aos viseenses. No entanto, a primeira situação evidente de golo pertenceu ao Feirense, com Fábio Espinho a colocar João Víctor na cara de Ricardo Fernandes, mas com o guarda-redes português a fazer uma mancha impecável e a negar o tento de abertura ao avançado brasileiro.

Os ataques da equipa da Beira Alta iam-se sucedendo, ora pela direita com Luisinho, ora pela esquerda com Jean Patric, ou até pela zona central, onde Zimbabwe e João Oliveira funcionaram como dois verdadeiros catalisadores de jogo. Também os laterias Yang e Jorge Miguel projetaram-se bastante no terreno, o que colocava dificuldades à linha recuada dos comandados de Filipe Rocha.

Aos 68 minutos, o Estádio do Fontelo “explodiu” de alegria após João Oliveira ter introduzido a bola na baliza de Caio Secco… mas o golo viria a ser anulado, por alegada falta sobre Ícaro. Este lance levou mesmo a um desentendimento entre adeptos de ambos os clubes, o que resultou na intervenção das forças de segurança nas bancadas.

Quando os ânimos serenaram e o jogo recomeçou, o Académico de Viseu fez valer o velho ditado: à terceira, foi de vez. Após insistência de João Mário, este conseguiu cruzar para o meio da área, zona onde Latyr Fall apareceu e finalizou, numa jogada que não deixou qualquer dúvida e que foi validada. Estava finalmente inaugurado o marcador, de forma justa, para o lado dos viseenses.

Os homens de Santa Maria da Feira responderam perto dos 80 minutos, através de um livre direto, mas Ricardo Fernandes voltou a mostrar-se muito atento e defendeu com segurança. Já para lá do minuto 90, Nsor, que na época passada representou os viseenses, enviou uma bola à trave, numa altura do jogo em que o Feirense tentava por todos os meios chegar ao golo do empate e, consequentemente, forçar o prolongamento.

No entanto, o jogo terminou mesmo com a vitória do Académico de Viseu pela margem mínima, que assim se apura para a próxima eliminatória da “prova Rainha”.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Académico de Viseu FC: Ricardo Fernandes; Yang; Steven Pereira; Mathaus; Jorge Miguel; João Oliveira; Zimbabwe; Latyr Fall; Jean Patric; Luisinho (Bruninho, 90+3’); João Mário (Anthony Carter, 88’).

CD Feirense: Caio Seco; Edson Farias; Ricardo; Ícaro; Zé Ricardo; Ramires; Vítor (Boupendza, 74’); Fábio Espinho; Élvis Baldé (Fati, 71’); Feliz; João Víctor (Nsor, 65’).

Fórmula E Ad Diriyah E-Prix: À segunda é de vez para Sims

Após perder a liderança na corrida de ontem, Alexander Sims (BMW) voltou a colocar-se na pole position, e, desta vez, dominou por completo a segunda corrida do ano da Fórmula E, conseguindo a sua primeira vitória. Atrás dele, a consumar a dobradinha da equipa da Baviera, Maximilian Guenther (BMW) terminou em segundo, provisoriamente, pois recebeu uma penalização de 24 segundos por ultrapassar durante um período de Safety Car. A substituí-lo no segundo lugar do pódio ficou Lucas Di Grassi (Audi), homem que Guenther ultrapassou para ser penalizado, e a fechar o pódio ficou Stoffel Vandoorne (Mercedes), num excelente fim de semana de estreia para a equipa alemã, com dois pódios seguidos.

Sims partiu da primeira posição na grelha, e lançou-se imediatamente para uma liderança confortável, porém, atrás dele era o caos total. António Félix da Costa (DS Techeetah) era o maior agitador desse caos, com uma condução muito agressiva. Ultrapassar Di Grassi não foi fácil, mas uma fantástica manobra selou o terceiro lugar para Félix da Costa, porém as coisas não correram tão bem na hora de ultrapassar Sebastien Buemi (Nissan). O piloto suíço abrandou bastante na chegada à primeira curva para entrar na zona de Attack Mode, no entanto o português não contava com tal e embateu na traseira de Buemi. Isto resultou numa penalização drive-through para Félix da Costa, e em dez segundos adicionados ao tempo de Buemi, que reentrou de forma perigosa na pista.

O momento seguinte de caos, envolveu o vencedor de ontem Sam Bird (Virgin Racing), e Mitch Evans (Jaguar), em que Bird aperta o piloto da Jaguar contra a parede, mas acaba por sair pior e embater contra a parede, retirando-se da corrida. Isso chamou um Safety Car e um dos momentos mais assustadores dos últimos tempos no desporto motorizado.

Um dos momentos de maior caos, com Sam Bird (Virgin Racing) na parede
Fonte: Formula E

O Safety Car regressou às boxes e levantaram-se as bandeiras verdes, porém a transmissão mostra logo a seguir que os comissários de pista ainda estavam a retirar o carro de Bird, completamente vulneráveis no meio da pista. Felizmente, foi introduzido o full course yellow, que abranda todos os carros de forma igual, que evitou que acontecesse um desastre. Isto é algo que pura e simplesmente não pode acontecer numa competição de elite no desporto motorizado.

A partir daqui a corrida retomou normalmente, com Sims mais uma vez a agarrar a liderança, mas com Maximilian Guenther em segundo lugar e Di Grassi em terceiro, ao contrário de como estava antes. A razão dessa mudança foi uma ultrapassagem de Guenther durante o período de Safety Car, razão pela qual ele terminou penalizado.

Após o recomeço, Di Grassi ativou o Attack Mode, perdendo a posição para Stoffel Vandoorne, mas recuperando imediatamente graças aos 35 Kw a mais que tinha disponíveis. A partir daqui, Di Grassi partiu ao ataque de Guenther, mas o piloto alemão, apesar de não ter Attack Mode, defendeu de forma fantástica frente ao brasileiro, que passando a linha de meta, acabou por não fazer a diferença, tendo em conta a penalização do piloto da BMW.

A capacidade de decisão não foi a mais sólida da parte dos comissários
Fonte: Formula E

O campeão em título, Jean Éric Vergne (DS Techeetah), teve uma corrida muito apagada, na qual mais uma vez teve de ir às boxes, e por sorte chegou aos pontos, após uma corrida no fundo do pelotão.

Foi apenas a segunda corrida da temporada, mas o fator imprevisível continua bem assente no ADN da Fórmula E. De momento, os BMW parecem muito competitivos, mas, no ano passado, por esta fase também o eram e depois deu-se uma quebra de forma acentuada. Das equipas novas, a que mais se destaca é sem dúvida a Mercedes, com dois pódios em duas corridas.

Mas esta corrida mostrou um problema que não se deve voltar a repetir. Não houve claridade nas penalizações, de repente vemos pilotos como Jean Éric Vergne, que pouco fez durante a corrida, nos pontos e não sabemos o porquê. Há regras que ainda são muito confusas de compreender, e isso pode afastar novos fãs deste desporto.

Para clarificar, as penalizações dadas após a corrida, foram a Nick de Vries (Mercedes), por ultrapassar durante o período de Safety Car, e por uma falha de regulamento relacionado com as baterias da parte da Mercedes, atirando o campeão de Fórmula 2, do sétimo para 16.º lugar. Oliver Turvey (NIO), também foi desqualificado, por usar mais potência da bateria do que podia, após terminar em oitavo.

Fonte: Formula E