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West Ham United FC 2-3 Tottenham Hotspur FC: Sociedade “Son-Alli” dá estreia vitoriosa a Mourinho

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Num encontro marcado pelo regresso do “Special One” aos bancos da Premier League, o Tottenham deslocou-se ao Estádio Olímpico de Londres e venceu o West Ham, por três bolas a duas.

A partida mal tinha começado e Harry Kane chegou a colocar a bola na baliza, mas o golo foi prontamente anulado pela equipa de arbitragem (3’). Um excelente jogo em perspetiva, dada a necessidade de ambas as equipas vencerem e a entrada forte na partida, com relativa superioridade dos “spurs”, a encostarem desde cedo, o West Ham às cordas.

Até à passagem do minuto 20, em que Son conseguiu fazer Roberto estirar-se para boa defesa, era um jogo sem balizas. Duas equipas ansiosas na hora do último passe. Uma em processo de assimilação de novas ideias (se é que se pode dizer isso, visto que em três dias de trabalho é impossível mudar o que foi feito em cinco anos) e a outra na expectativa, a apostar maioritariamente no contragolpe.

E quem mais para desbloquear a compacta defesa do West Ham? Heung Min Son. O sul coreano aproveitou da melhor forma o passe letal de Dele Alli e rematou sem hipóteses para a baliza de Roberto (36’).

Pouco depois, foi o extremo do lado oposto, a “só” ter de encostar para o dois a zero. Cruzamento de Son, golo de Lucas Moura (43’). Eficácia e eficiência. A sociedade “Son-Alli”, a dar frutos, numa primeira parte, em que o Tottenham dominou, mas sem espetacularidade. Se bem que, o que se pede a José Mourinho nesta fase, não é espetáculo e sim resultados.

No regresso ao relvado, Lucas Moura, isolado, podia ter acabado com o jogo, mas quis oferecer o golo a Son e acabou por desperdiçar uma ótima oportunidade. Já quem não costuma desperdiçar é o capitão. Na jogada seguinte, Harry Kane ganhou na dividida com Diop e cabeceou para o golo (49’). Cinquenta minutos, três bolas a zero.

Apesar da qualidade ofensiva dos hammers, a defesa deixa muito a desejar
Fonte: West Ham United FC

E com tudo isto, parece que só o que faltava aos spurs era confiança. Confiança e alguém de “cabeça fria” e ideias novas. Até ao final, o Tottenham limitou-se a gerir a vantagem, apostando apenas no contra-ataque e no passe pela certa. Do outro lado, os hammers, não mostraram todo o potencial que têm, aumentando assim a contestação a Manuel Pellegrini.

Ainda assim, Michail Antonio, em esforço conseguiu marcar o primeiro do West Ham (73’). À entrada para o tempo de compensação, Declan Rice introduziu a bola na baliza do Tottenham, mas o VAR anulou o golo à equipa da casa. No último minuto do tempo de descontos, Ogbonna reduziu para três bolas a duas (90+6).

Apesar da vitória, é preciso dar tempo a Mourinho para afinar a estratégia (principalmente defensiva) com os seus novos pupilos. Se há qualidade? Sim. Se será suficiente para conseguir os objetivos e atingir o patamar que os adeptos certamente querem? Não me parece.

O plantel dos spurs, tem algumas necessidades que se fazem sentir a cada jogo. Primeiro, um central experiente, que dê garantias de consistência. Um médio de ligação ao ataque (ainda mais, se Eriksen sair). Na frente, ninguém tira o lugar a Kane, mas na minha opinião, faz falta um substituto para gerir o esforço (que é enorme) do ponta de lança inglês. Basicamente, falta “sangue novo” em todos os setores.

Do lado dos hammers, há que pensar nas diferenças quando se compara o setor ofensivo com o setor defensivo. Um ataque de uma equipa que luta por estar no top 10 da Premier, com uma defesa (guarda-redes inclusive) de qualidade idêntica à das equipas que jogam para a permanência no mais alto escalão do futebol inglês.

Se “ontem” estava tudo mal, hoje está tudo bem. O futebol moderno é isto. Não há tempo para trabalhar, há memória curta e quem decide a continuidade de um técnico são os resultados. Pragmatismo. E quem sabe disso, é o homem de quem já se sentia a falta juntos aos relvados, José Mourinho.

À 13.ª jornada, o Tottenham conseguiu a primeira vitória fora no campeonato esta época e subiu ao quinto lugar, à condição.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

West Ham: Roberto, Cresswell, Ogbonna, Diop (Sanchez, 64’), Fredericks, Rice, Noble, Snodgrass, Anderson (Antonio, 46’), Yarmolenko (Fornals, 56’) e Haller.

Tottenham: Gazzaniga, Davies (Rose, 76’), Sanchez, Alderweireld, Aurier, Dier, Winks, Alli (Eriksen, 79’), Son, Lucas (Sissoko, 83’) e Kane.

Dragão recebe Sadinos com novas ideias

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O FC Porto defrontará este domingo, 24 de Novembro, o Vitória FC, a contar para os dezasseis avos de final naquele que é o regresso da equipa azul e branca às competições, 12 dias depois da vitória frente ao Boavista FC.

Na última ronda, os dragões eliminaram o SC Coimbrões com um resultado gordo – 5-0 ditou o marcador final. Já os sadinos, antes de chegar a esta fase, também ganharam com uma “mão cheia de golos”. O resultado foi, igualmente, 5-0, mas a partir desse jogo, só conseguiram uma vitória em quatro jogos, também em casa do Boavista FC.

A turma de Sérgio Conceição já defrontou o Vitória FC esta época, treinado outrora por Sandro Mendes. No passado dia 11 de Novembro, Júlio Velázquez foi apresentado como o novo “timoneiro” do clube de Setúbal, ele que já teve experiência em Portugal, tendo representado o Belenenses SAD em 2015/2016 e na primeira metade da época de 2016/2017.

A sua última experiência foi na época passada na Udinese Calcio SpA, conseguindo apenas duas vitórias em 13 jogos. O último jogo entre as duas equipas acabou numa goleada por 4-0 no Estádio do Dragão, à segunda jornada da Primeira Liga. Zé Luís foi, sem sombra de dúvida, o homem do jogo. Saiu aos 78 minutos com um hat-trick “no bolso” e ainda houve espaço lá para levar a bola para casa. O outro golo foi marcado por Luis Díaz, que também brilhara, com um golo e uma assistência.

À exceção de Mbaye, estes serão, muito provavelmente, o conjunto de jogadores a entrar em campo no domingo
Fonte: FC Porto

Esta foi das vitórias mais expressivas do FC Porto até ao momento na presente época e das derrotas mais duras para o Vitória FC. A verdade é que a equipa do Sul só perdeu mais duas vezes, com o SL Benfica e com o Rio Ave FC, e apenas por margem de um golo. Em 11 jogos realizados no campeonato empatou seis, venceu dois e perdeu três, estando assim na 12.ª posição do campeonato. Mais a norte, a equipa da cidade invicta conseguiu nove vitórias, um empate e uma derrota, ocupando o segundo lugar.

Ambas as equipas vêm de um momento em que tentam encontrar a consistência de resultados e a boa forma. É certo que as duas únicas derrotas do FC Porto foram em jogos da Liga Europa e da Liga dos Campeões, entrando em campo com algum favoritismo.

Contudo, o Vitória FC tem um treinador novo e certamente que os jogadores querem “mostrar” trabalho, podendo ser um facto bastante traiçoeiro para a equipa da casa. Podemos esperar um FC Porto com o onze inicial de segundas opões, de forma a dar oportunidades a quem, regularmente, não tem minutos de jogo. Romário Baró e Sérgio Oliveira não deverão ir a jogo, Pepe ainda fez treino condicionado durante a semana e Fábio Silva encontra-se totalmente recuperado. Do lado do Vitória FC, Frédéric Mendy e André Pedrosa não deverão estar na convocatória do novo técnico espanhol.

Prevê-se um bom ambiente no Estádio do Dragão por volta das 17h30 e espera-se uma boa partida de futebol. O FC Porto tem, certamente, a conquista da Taça de Portugal como um objetivo no final da temporada, enquanto que o Vitória FC, provavelmente, vai querer chegar o mais longe possível na prova.

 

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

 

 

Jorge Jesus | Longe da vista, longe do coração

Hoje é dia de final da Copa Libertadores da América. Hoje é dia de o Clube de Regatas do Flamengo e o Club Atlético River Plate disputarem a maior competição de clubes fora da Europa. Hoje é dia de Jorge Jesus e Marcelo Gallardo tocarem o Olimpo.

Quantos treinadores europeus já conquistaram a Libertadores? Somente o croata Mirko Jozic, em 1991, pelo CSD Colo Colo. Jorge Jesus está portanto a um passo de ficar definitivamente na história do futebol.

Entre os milhares de treinadores em actividade, poucos são aqueles que vale a pena seguir. A maioria vive preso numa inércia de dança das cadeiras, na qual todos se confundem sem deixar qualquer memória de si.

Mas nem todos vivem nesta inércia de um quase anonimato futebolístico. Há treinadores marcantes, individualidades afirmativas. Há treinadores que escrevem o seu próprio futebol, que inspiram e que transferem a sua personalidade para os relvados, onde as suas equipas actuam. Deixam a sua marca e cada jogo é uma demonstração daquilo que trabalham e acreditam.

Diego Simeone, Jurgen Klopp e Pep Guardiola são três exemplos óbvios. Gostemos ou não do futebol que as suas equipas apresentam, sabemos que é um reflexo das suas mentes.

Neste âmbito há um português em claro destaque – Jorge Jesus.

Goste-se mais ou menos do actual técnico do CR Flamengo, é inquestionável a sua qualidade de treino. Fã de uma equipa ofensiva cheia de liberdade técnica e criativa, Jorge Jesus é incansável na sua exigência defensiva e nos movimentos dos jogadores sem bola.

Não é um treinador de contenção, não é um treinador de pressão constante e também não é um treinador de posse, Jorge Jesus é um treinador de posicionamentos. Defende com poucos, mas defende com todos – todos defendem mas poucos actuam nas zonas mais recuadas. A sua qualidade de treino é tão alta que os jogadores adaptam-se rapidamente a diferentes posições.

Sejamos honestos, antes de ser condecorado com o título de cidadão honorário do Rio de Janeiro e de conquistar o Brasil, e possivelmente a América do Sul, antes de ser louvado na Arábia Saudita e antes de ter elevado o futebol do Sporting CP ao nível do do FC Porto e SL Benfica, Jorge Jesus reacendeu a paixão dos adeptos benfiquistas, abrilhantou a camisola vermelha e branca e elevou o futebol do glorioso para patamares não vistos há mais de 20 anos.

Este novo Sport Lisboa e Benfica, este clube novamente campeão e dominador, esta hegemonia encarnada, é fruto do trabalho e conhecimentos que Jorge Jesus colocou nos relvados da Luz.

Três títulos em seis anos, várias taças, duas finais da Liga Europa e principalmente vários e vários jogos memoráveis. O futebol praticado pela equipa, a valorização dos jogadores que renderam milhões e milhões ao clube, a exigência colocada em campo e as várias conquistas. Todo o clube desenvolveu-se de forma tremenda durante os anos de Jorge Jesus.

Chegado ao Flamengo, após ter saído daquele mundo fortemente egocêntrico que criou no Benfica, Jesus é um treinador renascido
Fonte: CR Flamengo

Sim o segundo ano foi horrível, sim houve uma humilhação no Dragão, sim não olhava ao Seixal, sim perdeu as duas finais, sim não ganhou todos os campeonatos e sim teve vários comportamentos reprováveis dentro do clube. Não foi um período perfeito, longe disso, mas foi um momento alto do futebol encarnado.

O saldo dos seus seis anos é claramente positivo. A qualidade futebolística do Sport Lisboa e Benfica com Jorge Jesus é incomparável à apresentada anteriormente com Quique, Camacho e Fernando Santos, e também à apresentada posteriormente por Rui Vitória e até por Bruno Lage.

Jorge Jesus é um monstro do treino, um monstro do treino que sempre foi traído pela sua arrogância. A insistência em jogadores medíocres é prova disso. Mas maior prova é mesmo a má leitura do jogo que sempre apresentou. Tão convencido das suas opções, sempre com tanta certeza que não errava, Jorge Jesus via os jogos com um olhar totalmente enviesado pela sua arrogância e isso levava-o a constantes más mexidas na equipa.

Agora, chegado ao CR Flamengo, após ter saído daquele mundo fortemente egocêntrico que criou no Sport Lisboa e Benfica, Jorge Jesus é um treinador renascido. É quem sempre foi, mas com capacidade de aprendizagem. Comunica melhor, lida melhor com os jogadores e acima de tudo ganhou uma pequena dose de humildade que lhe é suficiente para reconhecer os méritos dos adversários e principalmente os seus deméritos. É, neste momento, um treinador muito mais completo e assim muito mais competente. Este Jorge Jesus já está, finalmente, ao nível de uma La Liga ou de um Calcio.

É engraçado perceber que hoje consigo apreciar muito mais o seu trabalho, o seu feitio e os seus feitos. Hoje, que está fora de Portugal, e principalmente fora do SL Benfica.
Enquanto adepto benfiquista não aceito muitos dos comportamentos que ele teve com o símbolo do glorioso.

Não aceito a forma como desprezou a nossa formação, não aceito que estivesse tão pouco preparado para disputar uma Champions e principalmente não aceito a forma nada digna como invariáveis vezes representou o meu clube. Aquela pessoa não merecia liderar o futebol de um clube de históricos valores como é o Sport Lisboa e Benfica. E, para mim, isto era mais determinante que qualquer campeonato que pudesse conquistar, era mais valioso que qualquer exibição de ouro que nos pudesse proporcionar.

Agora sim posso apreciar verdadeiramente o treinador Jorge Jesus. Longe do meu clube está longe do meu coração e deixando as emoções de lado, posso desfrutar do excelente trabalho que está a fazer.

Perante o marasmo que vive o futebol do Sport Lisboa e Benfica, percebo as saudades que muitos vão tendo dos tempos de Jorge Jesus.

Não quero Jorge Jesus de volta ao SL Benfica. Não me deixou saudades porque encerrei em paz o seu capítulo na Luz. Quero poder continuar a apreciar o maravilhoso treinador que se tornou mas somente pela televisão.

Diego Alves, Rafinha, Rodrigo Caio, Pablo Marí, Filipe Luís, William Arão, Gerson, Everton Ribeiro, De Arrascaeta, Bruno Henrique, Gabigol, Piris da Motta, Reinier, Vitinho e até o regressado Diego. Hoje em dia este é um elenco de luxo para Jorge Jesus.

Que dê espetaculo juntamente com o Gallardo e que, em Dezembro, possamos ver um frente a frente entre Jorge Jesus e Jurgen Klopp.

 

Foto de Capa: CR Flamengo

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

O Flamengo de JJ e o amargo de boca de um sportinguista

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Esta semana, o futebol mundial ficou marcado por dois acontecimentos: o Special One, José Mourinho, assumiu o comando técnico dos Spurs e o “nosso” Jorge Jesus tem o Brasil aos seus pés porque o seu Flamengo está prestes a ser campeão brasileiro e a ganhar a Taça dos Libertadores. Vou focar-me neste segundo aspeto pois ele tem relações profundas, nem sempre muito óbvias, com o Sporting Clube de Portugal.

O sucesso de Jesus em terras brasileiras tem aquecido os debates futebolísticos nacionais acerca do seu eventual regresso a terras lusas. Muitos veem nele um treinador consagrado a nível nacional, essencialmente pelo que fez ao serviço do Benfica, faltando-lhe apenas a consagração internacional que, apesar dos seus êxitos no Flamengo, ainda não está propriamente firmada. Falta neste Jesus uma verdadeira experiência europeia, na qual o futebol rápido e desconcertante coloque à prova as suas nuances táticas.

Falta, por assim dizer, treinar um Barcelona, um Real Madrid, um Atlético de Madrid, um Inter. E, estando ao leme de um desses – como “Mou” já esteve e ganhou – quando JJ passar nesse teste, terá, aí sim, o mundo a seus pés. Até agora, tem apenas o Brasil e os adeptos do Mengão que, por muitos que sejam, não representam os adeptos do desporto rei no seu todo. Esta é a diferença entre Mourinho e Jorge Jesus: o primeiro não tem de provar nada ao futebol e o segundo tem ainda créditos a dar no futebol europeu.

A passagem inglória de JJ pelo Sporting fica marcada pela “morte na praia” em 2015/16
Fonte: Sporting CP

Mas esta análise está longe de ser aquela que qualquer sportinguista apaixonado faz quando vê, lá fora, JJ brilhar. É que falar do êxito do Flamengo implica, para qualquer Leão que se preze, falar com um sabor amargo na boca. Ele poderia, na sua primeira época ao leme dos Leões, ter dado o título que nos foge anos a fio. O facto de ter vindo do Benfica alimentou mais essa sede de vingança e catapultou a expectativa de adeptos e sócios para a necessidade de uma verdadeira remontada desportiva no clube. Se tivesse sido campeão nesse primeiro ano, tudo poderia ser diferente: poderíamos ter ganho o campeonato seguinte, depois o outro, e ido mais longe nas competições europeias.

Enfim, se Jorge Jesus tivesse dado ao Sporting aquilo que está prestes a dar agora ao Flamengo, para mim, como sportinguista, já tinha firmado todos os créditos como treinador e a análise que fiz acima, de que tem ainda algo a provar no plano europeu, seria um mero devaneio. Depois de ter ganho o campeonato com o Sporting e de me ter apertado verdadeiramente o coração com esse feito, podia depois ir treinar o Alverca, o Sacavenense ou o Maia Lidador, pois para mim era ele, e só ele, o Special One. Como não foi possível ser campeão pelo Sporting, fica sempre aquele amargo de boca quando falamos no Flamengo, nos adeptos que andam atrás dele e na revolução que gerou no futebol brasileiro… E, caramba, parece que é sempre a nós que isto acontece.

Foto de Capa: Bola na Rede

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Facilidades? É melhor não

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É preciso recuar até 2006 para vermos o SL Benfica eliminado da Taça de Portugal por uma equipa de escalão inferior: à altura, o Varzim SC militava no secundo escalão e dinamitou as tropas de Fernando Santos, com o auxílio do angolano Mendonça e de um auto-golo de Nélson.

Ainda longe do Benfica moderno, aquela equipa viu-se surpreendida por um outsider sem muitas esperanças de sucesso. Treze anos depois, a viagem é até a um concelho próximo e as discrepâncias qualitativas e quantitativas dos fatores técnicos e financeiros são semelhantes e este FC Vizela tem nível de Segunda Liga.

Em primeiro na série A do Campeonato de Portugal, com nove vitórias em onze jogos, o Vizela tenta novamente a subida ao segundo escalão, numa tarefa que se tem tornado hercúlea nos últimos dois anos, com o UD Vilafranquense SAD a surgir no caminho dos minhotos no play-off e a acabar com as suas esperanças consecutivamente.

Em 2020 espera-se então que, como diz o ditado, à terceira seja de vez e o clube alcance outros patamares competitivos. Ainda assim, o Benfica estará preparado para todas as ambições minhotas dentro de campo, tornando-se o exemplo de 2006 como uma lição bem aprendida.

O Benfica actual tem sido competente internamente. Ainda que ocasionais eliminações às mãos de Vitória SC, Leixões SC ou Rio Ave FC tenham acontecido na última década, uma hecatombe como a “Gondomarada” de 2002-03 foi a última vez que uma equipa do terceiro escalão se conseguiu impor. Ainda assim, é importante não facilitar com a natural rotação que acontece nestas fases precoces.

A eliminatória é uma oportunidade para dar importantes minutos a membros válidos da trupe como De Tomás, Jota ou Samaris, surgindo igualmente como bom ensaio para a final de Leipzig e Bruno Lage sabe-o, apesar do natural distanciamento que lhe é obrigatório:   «É tudo uma questão de oportunidade. Veja a questão de outra maneira: quantos minutos tinha o Félix no ano passado nesta altura do campeonato? E depois fez a segunda volta que fez. Temos de olhar sempre para os dois lados da moeda. Você está a ver a perspectiva do Jota, eu estou a ver a perspectiva de 26 mais três guarda-redes, 29 homens que tenho de controlar», disse na conferência de antevisão ao encontro, sem não deixar de assegurar toda a confiança na pérola que esteve em destaque nos sub-21 portugueses; «O Jota tem respondido nas oportunidades que tem tido, curiosamente fora dos jogos no Estádio da Luz. São as prestações que tenho gostado mais e já lho disse. Quando tiver uma nova oportunidade é confirmar todo o valor dele, pois temos enorme confiança nele».

Álvaro Pacheco, 48 anos, acumulou experiência enquanto adjunto de Miguel Leal no Boavista e Moreirense
Fonte: FC Vizela

Em Vizela, reina por estes dias um espírito de festa natural para quem recebe o campeão nacional. Álvaro Pacheco, treinador e porta-voz de todos os vizelenses, afirma que «a Taça é uma festa e queremos continuar na festa», demonstrando a responsabilidade natural de quem tem esperanças num dia difícil mas… marcante: «Amanhã [sábado] temos uma oportunidade para fazer história. Acima de tudo, temos de ter prazer naquilo que gostamos de fazer, que é jogar».

A cidade anima-se por estes dias, numa oportunidade de ouro para esmiuçar a bilheteira e arrecadar quantia significativa, com a lotação de 6000 lugares praticamente esgotada, na primeira recepção minhota a um dos grandes no seu estádio. Na visita anterior do Benfica à casa vizelense, em 1984-85, o clube foi obrigado a jogar em relvado emprestado pelo vizinho Vitória Sport Clube, tornando o embate deste Sábado (20h45) ainda mais especial para os fãs de futebol da região.

TEREMOS TOMBA-GIGANTES NESTE JOGO DA TAÇA DE PORTUGAL? DÁ JÁ O TEU PALPITE!

Para chegar a esta fase da competição, o Vizela despachou o FC Pedras Rubras (0-3), atropelou o GD Fontinhas (6-1) e causou choque em Pina Manique com a vitória sobre o Casa Pia AC (1-3), numa temporada em que ainda só conheceram o sabor da derrota por uma vez contra o Vitória Sport Clube ‘B’, a contar para o Campeonato de Portugal.

Assumem-se como uma equipa altamente ofensiva, 37 golos em 14 jogos (2,6 de média), o que pode ser um sinal agradável de uma abordagem atrevida ao jogo, tornando-se num bom espectáculo. Alioune Fall e Kiko Bondoso assumem-se como grandes marcadores (seis golos cada), mas por estes dias é Diogo Ribeiro (sete golos) quem se destaca como grande joker da formação nortenha.

No lado encarnado, há novidades na convocatória com a poupança de Rúben Dias e os regressos de Conti e Samaris: Vlachodimos, Zlobin, Ferro, Nuno Tavares, Conti, Tomás Tavares, Grimaldo, Jardel, André Almeida, Caio Lucas, Cervi, Chiquinho, Pizzi, Gabriel, Samaris, Florentino, Gedson, Carlos Vinicius, Raul de Tomas e Jota.

Em dia de final de Libertadores, as atenções dos benfiquistas centram-se a norte, em noite de festa para a pitoresca cidade de Vizela. A prova rainha tem, realmente, um outro encanto.

Fonte: SL Benfica

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Portugal 10-1 Nigéria: Lusitanos entram com o pé direito no Mundial

Este jogo marca a estreia de Portugal nesta edição do Mundial de Futebol de Praia, e apesar do adversário não ser dos mais cotados, havia muita expectativa para ver o desempenho de um dos candidatos ao título, e actual segunda classificada no ranking de selecções desta modalidade.

Como esperado, Portugal foi sempre dominante e começou o primeiro período a desperdiçar várias oportunidades para abrir o marcador. Já a Nigéria fez bom uso do jogo directo que a caracteriza e marcou o primeiro golo da partida à passagem do nono minuto, por intermédio de Azeez Abu.

O primeiro período foi francamente mau para Portugal, tendo em conta a qualidade dos seus jogadores. Felizmente, estes não demoraram a responder no reinício da partida.

Primeiro foi Belchior, que surpreendeu tudo e todos com um canto directo que empatou a partida. Seguiram-se os golos do melhor jogador do mundo, Jordan Santos (através de um livre directo) e de Bruno Torres, que respondeu da melhor maneira a um cruzamento de Belchior.

Em três minutos, Portugal deu a volta ao jogo e desde aí não mais olhou para trás. Já a Nigéria ia demonstrando muita vontade, mas pouco técnica.

Os golos continuaram a surgir no segundo período, desta feita por Rui Coimbra (em mais um livre directo) e por Bê Martins, que combinou muito bem com o seu irmão Léo e com Jordan para fazer o 5-1.

O terceiro período trouxe mais do mesmo; à semelhança do anterior, este também começou com um golo de Belchior, seguido de uma grande penalidade desperdiçada por Von. No entanto, quando o segundo penalty surgiu, Bruno Torres não o desperdiçou.

No minuto seguinte, Torres completou o seu hattrick e aumentou a vantagem para 8-1 com um belo remate de pé direito à entrada da área.

Já perto do final da partida, Rui Coimbra fez de cabeça o segundo da sua conta pessoal e, para terminar o jogo em beleza, Madjer respondeu da melhor maneira a um cruzamento do jovem Rúben Brilhante, e com um fantástico pontapé acrobático fez dessa forma o décimo golo português.

EQUIPAS

Portugal- Andrade, Torres, Madjer, Von, Belchior, Petrony, Coimbra, Lourenço, Jordan, Rúben Brilhante, Bê Martins, Léo Martins.

Nigéria- Paul, Ohwoferia, Igudia, Ekujumi, Taiwo, Tale, Iorbee, Badmus, Kareem.

Fórmula E Diriyah E-Prix: Sam Bird voou para a vitória

A Fórmula E começou hoje a sua temporada no E-Prix da Arábia Saudita. Muitas novidades já cobertas aqui no Bola na Rede, pelo meu colega redator dos desportos motorizados, Luís Manuel Barros, por isso vamos diretos à primeira corrida.

Assim, para a Arábia Saudita, nós portugueses colocávamos as nossas esperanças no mais recente recruta da DS Techeetah, António Félix da Costa. Mas, na qualificação, a divisão por grupos voltou a não resultar para o português, que assim só se qualificou na 21.ª posição. Na pole position ficou o ex-colega de Félix da Costa, Alexander Sims, da BMW I Andretti Motorsport. A estreante Mercedes, com Nyck de Vries e Stoffel Vandoorne, também ficaram muito bem qualificados, lá na frente.

Assim, no arranque, Alexander Sims saiu da pole position e arrancou bem, conseguindo logo uma distância de cerca de um segundo para Stoffel Vandoorne e Nyck De Vries.

Nyck De Vries em estreia na Fórmula E pela equipa oficial da Mercedes
Fonte: Mercedes-Benz EQ Formula E Team

António Félix da Costa conseguiu logo subir duas posições e ficar em luta com um dos rookies desta temporada, Brendon Hartley da Geox Dragon. A primeira bandeira amarela da temporada foi provocada por Sébastien Buemi que viu o seu monolugar ficar parado na pista da Arábia Saudita, levando à desistência do piloto suíço. Mau arranque da temporada para a Nissan e.DAMS.

Mas, as grandes lutas desta primeira corrida começaram a ser pela quinta posição, onde cinco carros disputavam as honras. Sam Bird, Jérome D’Ambrosio, Oliver Rowland, André Lotterer e Max Gunther trocavam tinta.

Na frente da corrida, ambos os Mercedes foram ao Attack Mode, para tentar chegar a Sims, que uma volta depois respondeu aos homens das flechas prateadas. Beneficiando das bandeiras amarelas, Félix da Costa conseguiu fugir de Hartley e aproximar-se de Lucas Di Grassi. Quando já estava próximo do brasileiro, o piloto do Audi passou por Daniel Abt. Assim, o piloto português utilizou o Attack Mode para passar o alemão, pela 16.ª posição, colocando-se outra vez atrás de Di Grassi.

Na frente, a luta estava ao rubro. A cerca de 16 minutos para o final, Sam Bird atacou Nyck De Vries e depois, na volta seguinte, colocou-se na segunda posição, pois Vandoorne também atacou Sims pela liderança.

Mais atrás, Félix da Costa subia ao 14.º lugar, devido à desistência do seu companheiro de equipa, Jean Éric-Vergne, com problemas na suspensão dianteira direita do seu monolugar. Outro mau arranque da temporada, especialmente sendo Vergne o piloto com o campeonato a defender.

O campeão em título não começou bem a defesa do bicampeonato
Fonte: DS Techeetah

Félix da Costa continuou a pressionar, tentando aproximar-se de Felipe Massa, utilizou o segundo Attack Mode disponível e também o Fan Boost, mas não conseguiu, tendo sido ultrapassado por Lucas Di Grassi. Mais uma vez o português a receber o Fan Boost, decidido pelos adeptos da modalidade.

Na frente, Sam Bird colocou-se na liderança. Numa excelente manobra sobre Vandoorne, o britânico colocou-se logo a cerca de um segundo do belga, que ficou à mercê de André Lotterer.

Mas, a cinco minutos do fim, Daniel Abt cometeu um erro e colocou o Audi no muro, deixando detritos em pista, o que fez com que outro português entrasse em pista. Bruno Correia e o Safety Car estiveram em pista durante cerca de três minutos.

Com dois minutos e uma volta para o fim, na frente ninguém conseguiu incomodar Bird, que cruzou a meta na frente de Lotterer e Vandoorne.

Mais atrás, Félix da Costa terminou em 14.º lugar, e esteve sob investigação pelo incidente envolvendo Daniel Abt, que trouxe o Safety Car para a pista, mas nada daí resultou.

A segunda corrida é amanhã, às 11h45, com transmissão no Eurosport 1.

Foto De Capa: Envision Virgin Racing

289kms, dois tipos de azul e um ponto

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Manchester City e Chelsea defrontam-se este sábado na jornada 13 da Premier League, pelas 17h30, naquele que é o prato forte desta ronda da liga mais apetecível do mundo. Os azuis de Manchester chegam a este jogo com o orgulho ferido, após a derrota com o líder Liverpool, que atirou o clube para fora do pódio e o deixou a nove pontos do primeiro lugar. O Chelsea está numa série de seis vitórias consecutivas no campeonato e aproveitou este deslize para ultrapassar o campeão em título, ascendendo assim ao último lugar do pódio.

Geograficamente separados por 289 kms, apenas um ponto os separa na tabela classificativa. Os azuis de Londres defrontam os azuis de Manchester, um duelo cuja história recente tem-se pautado pelo equilíbrio, apesar da última visita do Chelsea ao Etihad Stadium não trazer boas recordações para os londrinos. A 10 de fevereiro deste ano, em jogo a contar para a 26ª jornada da Premier League 2018/2019, o Manchester City cilindrou o Chelsea por 6-0, a maior vitória dos citizens sobre os blues. Ainda assim, no total dos jogos entre as duas equipas, o Chelsea leva a melhor com 67 vitórias, contra 56 do Manchester City.

EM QUAL DOS “AZUIS” É QUE VAIS APOSTAR? JÁ TENS RESPOSTA? ENTÃO É NA BET.PT QUE TENS DE DAR O TEU PALPITE!

Este é também o jogo que opõe o segundo e o terceiro melhores marcadores da Premier League, respetivamente Tammy Abraham e Sergio Agüero. Se estes jogadores são sinónimo de golos, o que dizer do registo de golos marcados de ambas as equipas? Atualmente, os citizens são a equipa com mais golos marcados em casa (19), ao passo que o Chelsea é a equipa com mais golos marcados fora de casa até ao momento (18). Números que demonstram que podemos esperar futebol de ataque e golos de ambas as partes, até porque não se aceitam mais deslizes que permitam ao Liverpool distanciar-se ainda mais no primeiro lugar da classificação.

O City goleou o Chelsea por 6-0 na última visita dos blues ao Etihad                                                 Fonte: Premier League

O City não tem tido um início de época fácil e Guardiola atravessa até o pior arranque da carreira, mas os adeptos dos citizens esperam uma exibição convincente e os três pontos, para recuperar pelo menos uma posição no pódio e continuar a perseguição ao líder. O treinador catalão deve fazer alinhar Ederson na baliza, já recuperado da lesão que o afastou do embate com o Liverpool, e apostar num quarteto defensivo composto por Kyle Waler, John Stones, Fernandinho e Mendy. O meio-campo deverá ser preenchido por De Bruyne, Gundogan e David Silva, três jogadores que asseguram qualidade na circulação de bola e índices de trabalho muito elevados. O trio de ataque estará entregue, muito provavelmente, a Mahrez, Sergio Agüero e Sterling. O grande ausente desta partida será Bernardo Silva, a cumprir a suspensão de um jogo imposta pela FA.

Do lado do Chelsea, Frank Lampard tem apostado em vários jogadores jovens que se têm destacado neste início de época, casos de Tomori, Mason Mount, Tammy Abraham e Pulisic. Enquanto Pulisic está em dúvida após ter contraído uma lesão ao serviço da seleção dos Estados Unidos, Mount e Abraham serão duas setas apontadas à baliza do City. Para além deles, Lampard deve apostar em Kepa na baliza e numa linha defensiva composta por Azpilicueta, Zouma, Tomori e Emerson Palmieri. À frente do quarteto defensivo, três médios todo-o-terreno, Kanté, Jorginho e Kovacic, no apoio ao tridente ofensivo composto por Mount, Abraham e Willian, caso Pulisic não recupere de lesão.

Nesta semana, a grande novidade em Inglaterra foi o despedimento de Mauricio Pochettino e a nomeação de José Mourinho como novo treinador do Tottenham, facto que irá dividir bastante os holofotes este fim-de-semana. De um lado, o regresso a Londres do treinador português mais bem-sucedido de sempre em Inglaterra, do outro, duas das melhores equipas do campeonato a jogarem entre si, separadas apenas por um ponto na classificação e sem margem para novos deslizes. É a Premier League no seu melhor.

Foto de Capa: Premier League

Uma final com cheirinho português

A final da Copa dos Libertadores tem, este ano, o particular aliciante de ter como um dos protagonistas o treinador Jorge Jesus. Apesar de ser uma importante prova no contexto do futebol internacional, seguramente nunca lhe demos tanta relevância como nos dias de hoje.

Será que pela primeira vez na história um técnico português vai vencer tão distinta competição?

Tendo em conta a consistência revelada pela equipa rubro-negra desde a chegada do referido comando técnico, pode ser apontado algum favoritismo à turma do Rio de Janeiro. Ainda assim desengane-se quem acha que a vitória está já entregue. A equipa argentina tem-se mostrado muito competente nesta prova e mesmo no arranque do campeonato, estando apenas a um ponto do primeiro lugar.

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Todas estas dúvidas serão dissipadas no próximo sábado, dia 23 de novembro, quando forem 20 horas em Portugal. A partida será realizada no Estádio Monumental, em Lima, capital do Peru, que tem uma capacidade para cerca de 80 mil espetadores. Também por isso se espera um ambiente fervoroso, caracterizador do povo sul americano. É ainda digno de registo que este ano, pela primeira vez na história, a final vai ser disputada a uma mão apenas.

Se analisarmos a equipa brasileira percebemos que a sua época se divide em duas partes bem distintas. A primeira onde se encontrava a oito pontos do líder Palmeiras à nona jornada e a segunda, que começou com a chegada do treinador português, que conseguiu recuperar a desvantagem e se encontra agora dez pontos à frente do segundo lugar.

O campeonato parece já quase decidido e o troféu só não irá para o museu se algo de muito estranho acontecer.

O Flamengo eliminou o Grémio com os resultados 1-1 e 5-0
Fonte: Flamengo

Se por um lado o Flamengo tem esta performance recente como seu grande aliado, por outro todos têm consciência que estão a anos luz do palmarés obtido pelo seu opositor. Afinal estamos a comparar um título conquistado numa única presença na final contra o registo fantástico do River de quatro taças em seis finais disputadas. A história não ganha jogos mas mete respeito.

Ainda assim o Flamengo está recheado de bons executantes, com um sistema tático muito bem definido e níveis de confiança inacreditáveis.

Jorge Jesus deve fazer alinhar o seu onze mais forte porque não tem lesionados nem castigados. Desta forma é expectável que alinhe com Diego Alves na baliza, Pablo Mari e Caio como centrais e Filipe Luis e Rafinha nas laterais. Na zona mais recuada do meio campo devem jogar Willian Arao e Gerson, com De Arrascaeta à sua frente. O trio ofensivo será composto por Everton Ribeiro e as duas estrelas da companhia, Bruno Henrique e Gabriel Barbosa.

Do outro lado a equipa do país das pampas tem na estabilidade um dos seus grandes trunfos. Marcelo Gallardo está no clube há quase quatro anos e parece que foi talhado para esta competição, sendo mesmo o atual detentor do troféu, vencendo o seu eterno rival Boca Juniors, à semelhança do que voltou a acontecer nas meias finais da presente edição. Internamente já não logrou tão auspiciosos resultados porque ainda não conseguiu ser campeão.

O River Plate é o atual detentor do título e eliminou na meia-final o seu eterno rival, Boca Juniors
Fonte: River Plate

Assim, o conceituado técnico argentino deverá optar por colocar na baliza Armani e formar o setor defensivo com Montiel, Lucas Martinez, Javier Pinola e Milton Casco. A pautar o jogo da turma de Buenos Aires deverá alinhar, apesar da recente lesão que quase o afastou da contenda, o nosso conhecido Enzo Perez, que terá a companhia de Exequiel Palacios, De la Cruz e Ignacio Fernandez. Na frente fechamos com a dupla Rafael Borre e o experiente Matias Suarez.

Estão assim reunidos todos os condimentos para termos uma final altamente disputada com a habitual virilidade do futebol sul americano.

Fica no ar a maior das curiosidades: continuará Gallardo a ganhar e Jesus a perder as finais internacionais ou chegou o momento de inverter esta realidade?

Foto de Capa: Flamengo

Noite de Dragões na Invicta

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O FC Porto organizou, na noite de ontem, a sua gala anual, em que premeia os atletas e dirigentes mais bem sucedidos da época. A cerimónia decorreu no renovado Pavilhão Rosa Mota, que se vestiu de azul e branco para receber toda a família portista.

A noite que levou a nação azul e branca a vestir-se com pompa e circunstância teve como primeira premiada a Casa do FC Porto de Esposende, que recebeu o Dragão de Ouro de Casa do FC Porto Nacional. Ricardo Gomes, representante desta sede, disse sentir-se honrado com o troféu e que tudo iria fazer, juntamente com os seus parceiros, para manter o nível.

Seguiu-se o Dragão de Ouro Atleta Amador, vencido por Dick Jaspers, atual número um mundial de bilhar às três tabelas. O holandês agradeceu aos colegas e a toda a equipa que o acompanha, pelo prémio conquistado. Número um, mas em termos médicos no FC Porto, é Nélson Puga, o líder do departamento médico do clube, que recebeu o Dragão de Ouro Carreira e disse sentir-se eternamente grato pelo prémio, mas que lhe bastava ver o FC Porto vencer para ficar realizado, numa verdadeira demonstração de portismo.

Por falar em vencer, o seguinte “dragonado” venceu, e de que maneira, a Volta a Portugal de 2019. Falo de João Rodrigues, ciclista da W52-FC Porto, que recebeu o prémio de Dragão de Ouro Atleta, e brincou, dizendo que é mais fácil subir a Serra da Estrela do falar perante aquela plateia. Ninguém vence sozinho, e bem o pode dizer João Rodrigues. Daí a W52 ter sido premiada com o Dragão de Ouro Parceiro, numa parceria que já deu quatro vitórias na Volta a Portugal em quatro anos.

Para vencer é necessária muita dedicação no trabalho que se desempenha, e Joana Teixeira é exemplo disso. A responsável da secção de Desporto Adaptado do FC Porto recebeu o Dragão de Ouro Dedicação e agradeceu a Pinto da Costa pela visão que teve, há 30 anos, em relação ao Desporto Adaptado.

Há talentos que, desde tenra idade, mostram ter qualidade acima da média. Um desses talentos é, sem sombra de dúvidas, Fábio Silva. O jovem de 17 anos recebeu o Dragão de Ouro Revelação, poucas horas depois de ter assinado um contrato que o fez ser o jogador com maior cláusula de rescisão em Portugal. São 125 milhões de euros, valores fora do normal para um jovem extraordinário. Por falar em jovens extraordinários e com qualidade acima da média, Romário Baró foi o seguinte “dragonado”. O jogador de 19 anos recebeu o Dragão de Ouro Atleta Jovem, fruto da sua afirmação na equipa A e de todo o seu contributo para o campeonato nacional e europeu dos sub-19 portistas na última época.

Fábio Silva, no mesmo dia, recebeu o Dragão de Ouro e tornou-se no jogador com a maior cláusula de sempre em Portugal
Fonte: FC Porto

Se há talentos que se desenvolvem desde tenra idade, há outros que se moldam com o passar dos anos. Marega é um desses casos,e, por isso, recebeu o Dragão de Ouro Futebolista.

O andebol do FC Porto foi ,na época passada, a modalidade que mais alegrou os portistas. Além da dobradinha nacional e da Supertaça, atingiram o último lugar do pódio na Taça EHF. Assim, Daymaro Salina, capitão da equipa de andebol, recebeu o Dragão de Ouro Atleta Alta Competição. Mas, para se atingirem patamares tão elevados, é necessário alguém que oriente a equipa. Neste caso, o timoneiro foi Magnus Andersson, que recebeu, por isso, o Dragão de Ouro Treinador. Um treinador nunca trabalha sem uma estrutura e, assim sendo, com toda a lógica, António Borges, diretor do andebol do FC Porto, recebeu o Dragão de Ouro Dirigente.

Todos os anos, todas as épocas, são traçados projetos, alguns com maior sucesso do que outros. Neste caso, no mundo tecnológico em que vivemos, foi da maior pertinência o lançamento da FC Porto TV, galardoada, então, com o Dragão de Ouro Projeto.

O FC Porto não é formado unicamente por atletas. Há toda uma estrutura que diariamente trabalha no desenvolvimento do clube, bem pode dizê-lo Ana Lima, que foi premiada com o Dragão de Ouro Funcionário. Mas há uma essência que faz do FC Porto um clube único: os seus adeptos. Exemplo disso é o Bispo D. Américo Aguiar, que é um representante do FC Porto na religião católica e foi galardoado com o Dragão de Ouro Sócio.

Por fim, mas não menos importante, é preciso lembrar todos os que, no passado, ajudaram o FC Porto a tornar-se no que vemos nos dias de hoje. Nesse parâmetro, Paulo Nunes de Almeida, um homem sempre próximo de Pinto da Costa, foi homenageado com o Dragão de Ouro de Honra, a título póstumo.

Com o habitual discurso do presidente do FC Porto, em que destacou, individualmente, todos os galardoados, terminou a cerimónia que, a cada ano, veste de gala o clube da Invicta.

Foto de capa: FC Porto