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A qualidade sobressai até num arrozal

O futebol nacional, e até mesmo mundial, está recheado de exemplos de equipas que escreveram as suas linhas na história adotando um estilo de jogo mais duro, mais físico e mais disputado, permitindo aqui o eufemismo.

Em Portugal, recorremos rapidamente ao Boavistão, de Jaime Pacheco, ou a caras conhecidas como Jorge Costa, Paulinho Santos ou Petit, a título de exemplo. Lá fora, é conhecida a agressividade extra posta em cada lance na Liga Inglesa e reza a história que uma equipa se sagrou, assim, bicampeã europeia; o Nottingham Forest FC de Brian Clough.

As equipas criativas e apaixonantes, essas, também as há. Mais recentemente é impossível não recordar o rolo compressor catalão de Pep Guardiola ou, com as devidas distâncias, o FC Porto “todo-o-terreno” de André Villas Boas e o SL Benfica dominador de Jorge Jesus.

A questão que se levante é, então, qual das abordagens está mais próxima do sucesso? No meu entender, trata-se de uma não-questão, uma vez que priveligiar o bom futebol será sempre caminho e meio para a vitória.

Os velhos do Restelo e os resultadistas unem-se, qual protesto climático, e defendem que jogar bem não dá pontos nem campeonatos. Na porção quase insignificante que a minha opinião ocupa, cá estou para rebater essa posição e relembrar a forma como o FC Porto ganhou o campeonato de 2017/18 ou como a Seleção Nacional venceu a última partida no Luxemburgo.

Bernardo continua a assumir-se como o jogador português mais decisivo e desiquilibrador da atualidade
Fonte: FPF

No caso dos dragões, é inegável a revolução que Sérgio Conceição operou no candidato mais a Norte. No entanto, nem sempre a revolução é para melhor. Neste caso, trouxe novidade, mas de pouca duração. Enquanto que não se adaptavam ao FC Porto mais físico e desenfreado de Conceição, os adversários eram esmagados no aspeto físico, poucas vezes no tático – nem sempre no resultado.

Esse período de adaptação foi demorado o suficiente para garantir um título nacional e fazer de Marega e Soares as estrelas que nunca foram. Uma vez desvendados os movimentos chave dos dragões, nunca mais Marega rompeu a defesa adversária com a facilidade que antes se via. Nos poucos metros que agora lhe concedem, é gritante a falta de criatividade e técnica e vê-se um poderio físico que só atrapalha.

Transpondo para a partida da Seleção que carimbou o acesso ao Euro2020 (0-2 frente ao Luxemburgo), é comum ouvir-se que naquele “batatal” pediam-se jogadores mais físicos e bolas pelo ar para a área; uma verdadeira guerra de trincheiras.

Esquecem-se, pelo visto, que foi a criatividade e a inteligência que desbloquearam e asseguraram os três pontos nesta partida. Não foi o físico, a luta nas alturas ou o chuveirinho. Foram dois passes de Bernardo Silva na medida certa a descobrir Bruno Fernandes e Diogo Jota. No primeiro, sobressai ainda a qualidade absurda do médio leonino a receber orientado para finalizar.

Em condições de terreno ou meteorológicas adversas, a criatividade e a qualidadade técnica terão de dar lugar a um maior pragmatismo, é certo, mas nunca deverão ser superiorizadas por qualquer outro elemento. E não adianta comparar ou substituir pelo jogo físico, é injusto, o segundo sai sempre a perder.

Foto de Capa: FPF

Luciano Vietto | O Talento do país das Pampas

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O talento argentino, Luciano Vietto, foi um dos reforços do Sporting Clube de Portugal, para a época 2019/2020. Os leões pagaram 7.5M€ por 50% do passe do atleta, aos espanhóis do Atlético de Madrid. Assim, Vietto rubricou um contrato válido até 2024.

Neste arranque de época, o argentino tem confirmado as suas qualidades, estando a assumir-se como titular indiscutível no Sporting. No Racing Club, onde fez a sua formação, foi colega de Rodrigo Battaglia, tendo rumado muito cedo ao futebol europeu. Vietto já vestiu as camisolas do Villarreal CF, Atlético de Madrid, Valência CF e FC Fulham.

Vietto assume, hoje, uma importância vital na manobra ofensiva do Sporting, somando 16 jogos, três golos e duas assistências. Na última jornada do campeonato, os leões receberam e venceram o Belenenses SAD, por 2-0, com o argentino a apontar os dois golos.

Luciano Vietto e Bruno Fernandes são as duas unidades mais importantes na equipa do Sporting, dois craques
Fonte: Sporting CP

Luciano Vietto e Bruno Fernandes são os dois maestros da equipa às ordens de Silas. O craque argentino destaca-se pela sua qualidade de passe, pela sua inteligência, visão de jogo, forte meia distância e pela capacidade finalizadora.

O jogador argentino pode alinhar em várias posições na frente de ataque, seja nas costas do ponta de lança ou nas faixas. No entanto, o Sporting beneficia mais pela sua capacidade de jogar entre linhas, atuando nas costas do avançado. Sendo que alinhando com Bruno Fernandes no onze, a equipa leonina fica claramente mais forte. Quando atua nas faixas, Vietto acaba por muitas vezes procurar movimentos para zonas interiores.

Luciano Vietto está de facto a viver um bom arranque de época, procurando voltar ao seu melhor momento de forma, como sucedeu ao serviço do Villarreal na sua melhor temporada no futebol europeu. Um grande talento, que poderá dar muitas alegrias aos sportinguistas com a camisola 10.

Foto de Capa: Sporting CP

6 jogadores para manter debaixo de olho durante a final da Copa Libertadores

São já poucas as horas que nos separam do confronto entre CA River Plate e CR Flamengo, jogo que coroará o novo campeão sul-americano de clubes.

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De um lado, um River Plate à procura de se estabelecer efetivamente como a grande potência da América do Sul no panorama atual; do outro, um Flamengo em busca do tão sonhado “bi” da Libertadores, competição que não cai no colo rubro-negro há mais de três décadas. Frente a frente em Lima estarão dois elencos repletos de talento, portanto é difícil prever quem se destacará pela positiva nesta finalíssima; no entanto, aqui estão algumas boas apostas.

Haris Seferovic: uma rotura na bipolaridade helvética

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Haris Seferovic sofreu uma rotura do solear da perna esquerda enquanto estava no período de aquecimento do jogo entre Suíça e Gibraltar, partida que os helvéticos acabaram por vencer por seis bolas a zero.

O avançado enfrenta, agora, um possível período de paragem de três semanas, podendo até só regressar às competições oficiais em 2020.

De resto, a presente temporada não tem sido fácil para o suíço. Seferovic tem sido um dos maiores alvos de críticas por parte dos adeptos encarnados, devido às exibições pouco conseguidas que tem realizado. O helvético tarda em reencontrar o caminho das boas exibições que demonstrou na época transata, tendo perdido preponderância no jogo das “águias”.

Uma época à parte

A época 2018/19 foi uma época especial para Haris Seferovic: nunca o internacional pela seleção principal da Suíça tinha marcado tantos golos numa só época. Foram 27 tentos no total de todas as competições (Liga dos Campeões – 1; Liga Europa – 1; Taça da Liga – 2; Liga NOS – 23), contando ainda com 6 assistências para golo, tornando-o numa das peças-chave da equipa comandada por Bruno Lage.

No entanto, as boas exibições e os golos que fizeram de Seferovic o Bota de Prata da Primeira Liga 2018/19 tardam em aparecer esta época, levando os adeptos encarnados a questionar se o faro para golo que o internacional helvético demonstrou na época transata tenha sido o caso de uma época à parte.

O internacional helvético soma apenas 2 golos em 823 minutos na presente edição da Primeira Liga
Fonte: SL Benfica

Regresso aos velhos hábitos

De resto, as últimas exibições ao serviço do clube da Luz não surpreendem quem conhece Haris Seferovic. Basta verificar os dados da sua carreira para chegarmos à conclusão de que o suíço não é um goleador nato, tal como era Jonas ou Mitroglou. Seferovic é antes o designado “primeiro defesa”, que desgasta constantemente os oponentes, quer pela pressão que exerce sem bola, quer pelos seus movimentos de rutura constantes entre os centrais e os laterais adversários. Também a sua capacidade técnica deixa a desejar, pelo que muitos analistas de futebol atribuem o seu sucesso da época passada a João Félix, que conseguia camuflar a dificuldade do suíço em jogar entrelinhas adversárias.

Haris Seferovic é, portanto, uma das incógnitas deste Benfica 2019/20, pois já demonstrou uma incrível capacidade para marcar golos, como também demonstrou uma enorme apetência para os falhar. É, por isso, imperativo que Bruno Lage consiga descobrir uma cura para esta bipolaridade helvética que parece assolar tanto o suíço, como os adeptos benfiquistas.

Foto de capa: SL Benfica

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Davis Cup Finals 2019: Tudo sobre a Fase de Grupos

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Os campeonatos ATP e WTA terminaram, mas não o Ténis. Antes das merecidas férias dos tenistas, deixaram-nos disfrutar de mais uma semana de bom Ténis, desta vez em Madrid. O torneio que durante todo o ano reúne as seleções masculinas de todos os cantos do mundo para competirem entre si está a chegar ao final.

A fase final da Taça Davis junta 18 seleções que, divididas em seis grupos – A, B, C, D, E e F – lutam para chegar aos quartos-de-final, onde passam apenas oito seleções (seis passam por liderança no respetivo grupo, duas por serem os melhores “segundos lugares”).

Os jogos entre os grupos são feitos da seguinte forma: confronto direto entre cada seleção, que reúne três jogos – dois jogos são individuais, e apenas um é feito a pares. Desta forma, cada vitória no conjunto dos três jogos dará um ponto à seleção.

Sendo assim, o Bola na Rede irá fazer um pequeno apanhado do torneio, e do que está a acontecer nas instalações da capital do país vizinho.

Um bilhete de metro para o Matías

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A atualidade inquieta qualquer habitante do globo. O cidadão comum encontra-se à beira de um poço sem fundo que agrega e acumula tragédias, rebeliões constantes e atentados sucessivos à dignidade humana. A América do Sul, embebida no seu temperamento tropical e enraizada no exotismo que a distingue das outras comunidades, está fundida e enclausurada no espírito reacionário, confluindo-se num clima que incita à revolução, à alteração do paradigma precário que é mediatizado e à imposição de uma postura rija e desinibida face às politiquices do dia-a-dia.

Hoje, enfatizo o Chile. Aquilo que começou por ser uma mera manifestação devido à elevação da tarifa dos bilhetes do metro transfigurou-se num protesto contínuo no qual se reivindicou, com todo o ímpeto, melhorias nos sistemas de saúde e educação e aumento das pensões. A mudança na Constituição do país constitui um tema vigente no panorama político bem como a carga policial que aterroriza as ruas, fortemente criticada por Sebastián Piñera, presidente chileno. No fundo, um presidencialismo com preocupações marxistas no combate às desigualdades e posterior detonação social em prol da estabilidade e harmonia.

E o Sporting Clube de Portugal vive disto mesmo: de contestação, da mais pura das instabilidades, do clima anestesiado pela guerrilha interna e da frequente usurpação da própria identidade. Contudo, ingressando num paradoxo que tende a confundir os mais distraídos, dormita na mesma pasmaceira da qual não se desvincula há anos a fio, motivada inicialmente por uma razão que olvida o seu paradeiro e que agora se tornou uma normalidade, impingindo os milhões de súbditos a recorrer às técnicas mais eficazes de modo a prevenir doenças cardiovasculares.

Matías Fernandez continua a ser um nome acarinhado pelos adeptos do Sporting CP até aos dias de hoje
Fonte: UEFA

Matías Fernandez, ex-internacional chileno, nos vulgarmente designados dias “sim”, era o rosto da insubmissão. Um ditador querido, um totalitarista apreciado por adeptos e respetivos adversários, que impunha termos, condições e referendos mesmo que o acordo e o entendimento não tivessem fim à vista. Uma espécie de Pinochet amado e respeitado pelos líderes democratas do globo. Um Pablo Neruda metaforizado, que compôs versos futebolísticos e os adornou com rimas distendidas ao longo de todos os relvados.

Inúmeras manifestações e protestos liderou na demanda do aumento do passe mínimo e máximo, na reivindicação de uma melhor visão de jogo que pudesse ser interiorizada por todos os seus colegas de equipa e na tentativa de redução de desaires, contribuindo com golos para um Estado de cariz mercenário que bradava desinteresse ao quadrado. Preocupações geográficas guiaram-no desde o primeiro momento, mostrando-se sempre o representante de um proletariado à deriva, de uma classe que, de trabalhadora, pouco ou nada tinha e de uma equipa que fazia da esmola o seu ideal. Um Bruno Fernandes à altura, embora sem algumas especificidades trazidas pelas alterações frequentes no paradigma desportivo.

A sensação de levantar um troféu, em Alvalade, não se vislumbrou. Ficou somente pelos rasgos de genialidade, pelo ludibriar de adversários e pela paixão que o agrilhoava. Como adepto, apercebi-me de que, apesar de todas as contrariedades do seu tempo, o trato da redondinha o preenchia e que era mais um filho que tinha para criar. A balança pende para o lado do amor, as despesas são secundárias.

Obrigado, “Matigol”. Pertenceste ao clube do meu coração e, por isso, também me pertences!

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

E agora, quantos grandes ficam?

O regresso do futebol de clubes no nosso país, depois da paragem para os compromissos de seleções, é marcado pela realização de mais uma eliminatória da Taça de Portugal. Nesta quarta ronda, a “festa da taça” distribui-se por 16 estádios, com 11 equipas da Primeira Liga Portuguesa ainda em prova.

Começamos então pelos grandes favoritos à conquista da prova: SL Benfica e FC Porto. Com a saída prematura – mas justa – do Sporting CP às mãos do FC Alverca, a pressão recai sobretudo sobre águias e dragões, que vão ter encontros de dificuldade distinta.

FC Vizela vs SL Benfica (20h45, sábado)

Festa a norte, neste concelho que faz parte do distrito de Braga. O FC Vizela vai-se regozijar com a receita de bilheteira e vai aproveitar para tentar fazer um autêntico milagre, olhando à qualidade de ambas as equipas. Líderes da Série A do Campeonato de Portugal, que é o seu foco principal, vão tentar aproveitar o facto dos campeões nacionais entrarem em campo com as segundas linhas. Sim, com jogo de Liga dos Campeões a meio da semana, não acredito que Bruno Lage jogue com a “carne toda no assador”, para também dar minutos a jogadores menos utilizados e perceber se estão ali para ficar ou para sair.

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FC Porto vs Vitória FC (17h30, domingo)

Um dos dois encontros entre formações da Primeira Liga, no Estádio do Dragão. Há semelhança do que disse para os encarnados, também acredito que Sérgio Conceição alinhe com os menos utilizados, apesar de ter uma partida – em teoria – mais difícil. Os sadinos, com novo treinador, vão tentar surpreender, mas creio que a sua visão vai estar sobretudo na luta pela permanência na Primeira Liga, sendo esta visita ao norte do país um excelente “tubo de ensaio” para Julio Velázquez avaliar o seu plantel.

EM QUEM APOSTAS PARA ESTE DUELO ENTRE EQUIPAS DA PRIMEIRA LIGA?

Em suma, nestas duas partidas não espero nenhuma “surpresa”, como é apanágio da Taça de Portugal. Os favoritos deverão, com maior ou menor dificuldade, continuar no caminho que termina com um dos jogos mais memoráveis no calendário desportivo nacional, a final do Jamor.

A festa de um dos tomba-gigantes da eliminatória anterior, o Club Sintra Football
Fonte: Club Sintra Football

Nos restantes 14 jogos vamos poder assistir a duelos interessantes entre equipas dos vários escalões do futebol português. Destaque para os dois maiores “tomba-gigantes” da primeira fase na qual entraram as formações da Primeira Liga Portuguesa: o Club Sintra Football e o FC Alverca. Os primeiros recebem o AC Marinhense e os segundos vão a Vila do Conde para jogar com o Rio Ave FC, onde vão ter outra tarefa hercúlea pela frente.

O SC Braga recebe em casa o Gil Vicente FC, no outro jogo da principal divisão do futebol português. Sá Pinto vai ter tarefa difícil contra um sempre bem organizado clube de Barcelos, sabendo que uma vitória é essencial nesta fase em que parece estar (finalmente) a conciliar os resultados com as exibições.

FC Paços de Ferreira, FC Famalicão e Moreirense FC jogam em casa contra equipas de escalões inferiores: AD Sanjoanense, A Académica de Coimbra e CD Mafra, respectivamente. O favoritismo é claro, mas não é líquido que todos passem para os oitavos-de-final, principalmente no caso do Famalicão, que vai receber os “estudantes” ainda atordoados – ou não – com a saída de César Peixoto do comando técnico.

Já CD Santa Clara e Belenenses SAD vão fazer visitas aos campos de clubes que têm muita história de Primeira Liga, mas que neste momento estão na Segunda, Leixões SC e CD Chaves, respetivamente. Pelos campeonatos que estão a fazer, diria que serão jogos muito igualados: açorianos e lisboetas lutam para não descer, enquanto os nortenhos lutam para subir. Serão jogos muitíssimo interessantes.

Os restantes jogos, que podes consultar abaixo, envolvem maioritariamente equipas do Campeonato Portugal, mas também algumas da Segunda Liga Portuguesa. Na minha opinião, este é um reflexo do bom trabalho que se faz nas divisões inferiores do futebol português e, por isso, considero que todos eles são jogos de “tripla”. Apesar de algumas das equipas pertencerem a uma divisão acima do seu adversário, a vontade de fazer História é muito grande. Essas diferenças de qualidade individual podem ser facilmente anuladas por um colectivo forte, organizado e com um objetivo comum: a enorme vontade de estar no Jamor, em maio de 2020.

Jogos:

– Varzim SC (II Liga) vs GS Loures (CP)

– Sertanense FC (CP) vs SC Farense (II Liga)

– Académico Viseu FC (II Liga) vs CD Feirense (II Liga)

– Anadia FC (CP) vs SC Beira-Mar (CP)

– Juventude Pedras Salgadas (CP) vs CF Canelas 2010 (CP)

– SC de Espinho (CP) vs FC Arouca (CP)

Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Luzes, Câmera, Traição

Costuma utilizar-se a expressão “tocar os extremos” quando queremos passar a ideia de comunhão entre dois pontos que contrastam. Madrid é o ponto de encontro entre, não dois, mas um extremo e um avançado, cuja relação com as respetivas seleções encontra paralelismo na combinação entre o dia e a noite.

Karim Benzema e Gareth Bale são os protagonistas da mais recente série rodada em Espanha, França e País de Gales, que se fosse um filme seria candidata ao óscar de melhor argumento original, e cujos próximos capítulos aguardamos com expetativa.

Mas como ninguém gosta de apanhar uma temporada a meio, recuemos ao primeiro episódio.

“Sexo, Mentiras e Vídeo”

Fonte: Uefa

Neste remake da comédia dramática de finais dos anos 80, Mathieu Valbuena, que à data representava o Olympique Lyonnais, estaria a ser chantageado por alguém que ameçava tornar público um vídeo íntimo do extremo.

O caso, que foi parar às mãos da polícia judiciária francesa, teve como desfecho um plot-twist digno dos melhores blockbusters: do grupo organizado pela chantagem sexual e respetiva extorsão, fariam parte os colegas e compatriotas Djibril Cissé e – imagine-se! – Karim Benzema.

Este último, acusado formalmente, deixou de fazer parte das contas de Didier Deschamps a partir deste caso. De lá para cá, a ida à final do último Campeonato da Europa e, sobretudo, o título de Campeão Mundial em 2018, vão legitimando a opção do selecionador francês em deixar de fora das convocatórias um dos melhores jogadores da atualidade na única posição onde escasseia talento na seleção gaulesa.

Dois pares de anos volvidos e o avançado do Real Madrid saiu da toca do Barnabéu para, como se se tratasse de um ardil, tentar matar dois celhos numa cajadada: ao mostrar interesse em representar o país de origem de seus pais, a Argélia, não só retomaria a carreira a nível de seleções, como aproveitava a polvorosa em que se encontra França no que respeita a conflitos étnicos e religiosos, vingando-se do país que o viu nascer.

No entanto, viu gorada essa possibilidade.

“Gales. Golfe. Madrid.”

Fonte: Real Madrid CF

Instantes após garantir o segundo apuramento consecutivo para o Campeonato da Europa de Futebol, depois do brilharete em França, o País de Gales festejou a vitória sobre a Hungria segurando uma bandeira do país com a inscrição que serve de título a este segundo episódio.

Cheios de intenção, Gareth Bale e companheiros resolveram prolongar o legado de uma história que se vem arrastando entre o Real Madrid e a principal figura da sua seleção, ao empunhar estas três palavras inscritas de ordem nada aleatória.

Já outubro ia dando lugar ao mês que lhe procede e Pedja Mijatovic, antigo jogador dos blancos, admitiu não conhecer pessoalmente o galês de pernas longas, mas que as informações que lhe iam chegando eram de que o foco do extremo de 30 anos estava mais perto de caddies que de bicicletas, como aquela que garantiu o triunfo sobre o Liverpool na final da Champions de 2018.

A esta perceção, partilhada pela estrutura diretiva do clube madrileno, juntou-se a indisponibilidade física para representar o clube que lhe paga o elevado ordenado para, dias depois, ser peça fundamental na performance da sua seleção, apresentando índices físicos altíssimos para um atleta que acabara de debelar uma lesão que o afastou dos relvados espanhóis.

Apontado desde sempre como um clube pouco tolerante, o Real Madrid contraria este epíteto ao acolher na sua constelação desertores e patriotas que vão sendo ofuscados pelo brilho da ganância.

Foto de Capa: Real Madrid

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Os 5 melhores jogadores portugueses que vestiram a camisola do FC Porto

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No meio de tantos jogadores portugueses que passaram pelo FC Porto, muitos podiam ter sido escolhidos para este top, mas há jogadores que inevitavelmente arrancam suspiros, pela qualidade que tiveram e pelas conquistas que obtiveram no clube. Há jogadores que ainda hoje tinham lugar no FC Porto e muitos deles continuam a ser referência para todos.

Lobos terminam digressão à América do Sul com vitória sobre o Chile

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Na janela internacional de novembro, os Lobos deslocaram-se ao continente sul americano para defrontar Brasil e Chile.

A convocatória de Patrice Lagisquet apresentou muitas caras novas. Foram dez os jogadores que foram chamados pela primeira vez à seleção nacional A de rugby de 15.

Para defrontar os brasileiros, o selecionador nacional apostou num 15 titular jovem, promovendo a estreia de jogadores como Helano Alberto, Jerónimo Portela, Raffaele Storti, Tomás Cabral e Simão Bento.

Os Lobos fizeram um bom jogo, mas mostraram alguns problemas na formação ordenada, principalmente no final da primeira parte, quando a seleção nacional estava com um jogador a menos. Os brasileiros souberam aproveitar a sua superioridade numérica, conquistando penalidades que se viriam a traduzir em pontos.

Portugal perdeu por 26-24, marcando quatro ensaios, sendo estes da autoria de Tomás Appleton, Dany Antunes, Raffaele Storti e Simão Bento.

A equipa portuguesa de rugby sai do continente sul-americano com uma vitória e uma derrota
Fonte: Federação Portuguesa de Rugby

Já no jogo de Santiago do Chile, houve quatro alterações na equipa titular, relativamente ao jogo disputado em São Paulo, frente ao Brasil. Vasco Fragoso Mendes e Helano Alberto foram rendidos por João Granate e Manuel Picão na terceira linha. O médio de formação foi Duarte Azevedo, em vez de João Belo e, por fim, Dany Antunes foi o ponta esquerdo, rendendo, assim, Tomás Cabral.

Num jogo equilibrado, Portugal conseguiu uma vitória tardia (23-18), através de um ensaio de interceção do terceira linha da Académica, Manuel Picão, que teve de correr 70 metros até fazer o toque de meta decisivo.

Apesar de muita juventude e inexperiência, a seleção nacional mostrou-se muito competitiva em ambos os jogos. O futuro do rugby português passará muito por esta geração de jogadores, vindos, muitos deles, da seleção sub-20, que disputou o Mundial B do escalão, no Brasil.

Portugal voltará a disputar, a partir de fevereiro, o Championship, sonhando também com uma possível qualificação para o mundial 2023.

Foto De Capa: Federação Portuguesa de Rugby

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão