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Estarão os LA Lakers de volta ao topo?

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Com a chegada ao fim da quinta semana da temporada regular da NBA, os LA Lakers encontram-se no topo da tabela da classificação geral da liga.

Apesar de Anthony Davis (AD) estar a lidar com uma lesão no ombro e, por isso, não estar, claramente, nem perto do seu ponto culminante (conta, mesmo assim, com 24.5 pontos por jogo, 9.2 ressaltos e mais de três bloqueios), a equipa de Los Angeles está a dar sinais de que poderá estar de volta aos seus tempos de glória.

Ao contrário de AD, LeBron James, na sua 17.ª temporada, e com o 35.º aniversário à porta, demonstra estar numa forma que ameaça emudecer todos os seus críticos. Até ao momento, LeBron James apresenta números incríveis: 25.0 pontos por jogo com 49% de lançamentos de campo e 34% de lançamentos de três, 7.6 ressaltos por jogo, 11.2 assistências por jogo (líder da liga), 1.2 roubos de bola. Para além disto, é o líder da liga em triplos duplos visto que já conta com quatro jogos em que somou dois dígitos em pontos, assistências e ressaltos.

LeBron James continua com grandes números neste início de época
Fonte: LA Lakers

De facto, os Lakers estão a ter um grande início de temporada e têm demonstrado muito boas exibições. Na minha perspetiva, o ponto forte da equipa, é a sua capacidade defensiva. Estatisticamente, os LA Lakers são a segunda equipa com menos pontos permitidos à equipa adversária apenas 100.6 pontos, são a equipa com o maior número de bloqueios por jogo (7.8 bloqueios) e a oitava equipa com maior número de roubos de bola (8.2 roubos). Para além de serem a quarta equipa com menor percentagem de lançamentos de campo permitidos, os adversários apenas conseguem acertar, em média, 42.9% dos lançamentos.

Outro fator importante que explica as boas exibições da equipa, é a capacidade que a equipa tem para criar a jogada certa, para isolar um lançador consistente ou para criar espaço para lançar ou para chegar ao cesto mais facilmente. Isto comprova-se facilmente com o facto de que serem a quarta equipa com mais assistências por jogo e apresentam-se em segundo lugar em percentagem de Field Goal.

Na próxima semana, espera-lhes um calendário um pouco mais cansativo. A equipa de Los Angeles estará em viagem a maior parte do tempo nas próximas semanas. Mas com tanta rotatividade em toda a liga, os Lakers estão bem colocados no que diz respeito à construção da química e, ainda mais importante, no desenvolvimento de bons hábitos defensivos.

Qual a melhor equipa de Los Angeles?
Fonte: NBA

Em suma, julgo que a única equipa da Conferência Oeste que tem capacidade para lutar por um lugar nas finais e dificultar verdadeiramente a vida aos Lakers são os seus vizinhos de Los Angeles, os LA Clippers. Os Clippers, que já tinham uma equipa consistente o ano passado, com a chegada das dois estrelas, Kawhi Leonard (Finals MVP no ano transato) e Paul George (um dos favoritos para o prémio de MVP da temporada regular no ano anterior), tornaram-se uma das principais equipas candidatas ao título. Espera-se, por isso, uma batalha imperdível em Los Angeles.

Foto de Capa: LA Lakers

Revisto por: Jorge Neves

Noruega 2-3 Portugal (Sub-21): No frio norueguês, quem manda são os portugueses

Em partida a contar para o grupo sete de apuramento para o Europeu 2021, Portugal encarava a Noruega, tentando limpar a imagem deixada na ronda anterior frente à Holanda. Em relação a esse jogo contra a laranja mecânica, o onze português sofreu algumas alterações, com quatro novas entradas.

Num jogo em que Portugal entrou da melhor maneira – nem deu para aquecer e a bola já entrava na baliza norueguesa –, o jogo foi bem mais de esforço do que aquilo que poderia ter sido. Logo aos 2’, após um mau alívio do guarda-redes Klaesson, a bola sobra para o lado esquerdo do ataque português onde Vítor Ferreira executa um bom cruzamento que encontra Fábio Vieira que domina de peito e remata de pé esquerdo para o fundo da baliza. Uma bela execução e estava feito o primeiro. Com o frio e a chuva que se fazia sentir, os nossos rapazes não podiam ter tido melhor início.

A verdade é que Portugal se sentia confortável no jogo, circulava a bola, e, diga-se, tem claramente melhor equipa. A classe de Fábio Vieira invadiu o sintético de Drammen, tendo sido aquele que teve as melhores intervenções do primeiro tempo. Além do primeiro golo que marcou, o segundo teve início nos seus pés. Com um grandíssimo passe para as costas da defesa contrária a desmarcar Rafael Leão, o milanês, aproveitando esta delícia, cruza rasteiro e tenso para o interior da área para Jota concluir com um remate igualmente bem executado.

A seleção nacional mandava no jogo e deixava transparecer toda a classe dos seus jogadores. Só que, à passagem da meia hora, surgiu um contratempo inesperado. O capitão Diogo Queirós, com uma entrada imprudente, é sancionado com o segundo amarelo e respetiva expulsão. Uma contrariedade que não estava nos planos e só a partir desta a Noruega poderia sonhar com algo mais, quando não estava a conseguir criar verdadeiro perigo.

Os sub-21 demostraram categoria numa vitória que tinha tudo para ser mais tranquila
Fonte: Seleções de Portugal

Entretanto, Rafael Leão dava lugar a Tiago Djaló para equilibrar o setor defensivo, depois de uma meia hora de grande nível dos lusos. A segunda parte prometia maior expectativa e sofrimento. A superioridade da seleção era tal e esta expulsão só viria dificultar a restante tarefa.

Tarefa essa que acabou por ser cumprida com distinção, visto que o segundo tempo veio confirmar o triunfo luso, mas com o tal sofrimento que se esperava. Num jogo que poderia e deveria ser bem mais tranquilo, visto que a diferença entre os dos dois conjuntos era evidente, a expulsão acabou por diminuir as ambições da turma portuguesa, que, em condições normais, teria saído da Noruega com um triunfo mais dilatado.

Apesar desta condicionante, os portugueses conseguiram conter o previsível avanço no terreno dos adversários e chegaram até ao terceiro golo por intermédio de Florentino, num golo pouco habitual – de cabeça na área – e através de uma assistência do melhor em campo, Fábio Vieira. Atenção a este menino. Que grande partida fez o jogador portista!

A Noruega via-se a perder em casa e com mais um jogador, mas só aqui e ali conseguia chegar com perigo à baliza de Diogo Costa, tendo mesmo conseguido marcar por duas vezes, através de uma grande penalidade e um golo de encostar, em cima da baliza, já perto do final. Reação que foi insuficiente para travar o maior poderio de Portugal, que sai do norte da Europa com uma vitória tão justa como importante na busca pelo apuramento para o Europeu da categoria.

A turma de Rui Jorge acabou por confirmar o favoritismo e mostrou que tem um grupo de jogadores com qualidade. Agora, a competição só volta em março e espera-se competência suficiente para lutar pelo primeiro lugar que neste momento pertence aos holandeses.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Noruega – Kristoffer Klaesson (GR), Leo Östigard, Ulrik Fredriksen, Birk Risa (Fredrik Bjørkan, 78’), Odin Björtuft (Dahle Borchgrevink, 66’), Aron Dønnum, Kristian Thorstvedt, Hugo Vetlesen (Jens Hauge, 58’), Emil Bohinen, Hakon Evjen, Ola Brynhildsen (Lars Larsen, 58’)

Portugal – Diogo Costa (GR), Thierry Correia, Diogo Queirós, Diogo Leite, Tomás Tavares, Florentino Luís, Fábio Vieira (Danny Mota, 83’), Miguel Luís (Gedson, 83’), Vítor Ferreira, Rafael Leão (Tiago Djaló, 34’), Jota (Trincão, 54’)

Cagliari Calcio: Bodas de Jequitibá com ou sem recheio de Champions?

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No início de qualquer campeonato é costume haver equipas surpresa. Neste arranque de época não é exceção. Famalicão, Monchengladbach, Granada, e em Itália, o Cagliari.

Um emblema histórico, já por uma vez campeão transalpino. Nos últimos anos não tem sido destaque, e se o foi, tal se deve a ter sido promovido à Serie A (2015/16). Alcançou o maior feito, que foi a conquista da Liga, em 1969/70, com o lendário Luigi Riva como expoente máximo.

Comandado por Rolando Maran, tem surpreendido pelos resultados. Qualquer adepto que tenha visto os jogos ou acedido aos respetivos resumos podem confirmar um caudal ofensivo cuja execução impressiona jogo após jogo.

O plano de jogo assenta num 4-4-2, em que as duas primeiras linhas alinham mais chegadas, sendo a segunda bastante flexível (box-to-box) e objetiva na busca dos homens referência: o ex-Estoril Praia, João Pedro Galvão e Giovanni Simeone. Essa dupla contabiliza perto de 50% dos golos no campeonato…

Aliás, o entrosamento geral é evidente, não estritamente na linha da frente. A transição ofensiva não me impressiona unicamente pela objetividade da mesma. Mas principalmente pela sua tremenda eficiência: o talento individual das “peças” envolvidas é nítido e é capaz da criação de bastantes oportunidades de golo por jogo. Desde a circulação da bola, passando pelo acompanhamento dos laterais, até à fase de decisão.

Os emprestados: o titular da seleção sueca, Robin Olsen, por parte da Roma; o jovem lateral esquerdo, Pellegrini, pela Juve; o experiente Radja Naingollan, pelo Inter; e o predestinado Simeone, pela Fiorentina (opção de compra obrigatória), têm sido chave e elevaram, além do número de soluções, as ambições efetivas do Cagliari.

A meia distância, um dos vastos atributos do médio belga que peca em reconhecimento
Fonte: Cagliari Calcio

O atual quarto colocado do campeonato italiano tem tido uma consistência notável. Com doze encontros disputados, são sete vitórias, três empates e apenas duas derrotas. Dos seus parceiros no topo da classificação, não é a equipa com mais golos. Contudo, curiosamente, nesse aspeto superioriza-se a conjuntos mais cotados, como a AS Roma e a líder Juventus!

Outro elemento bem patente na busca pelo golo é o jogo aéreo. Em lances de bola parada, a equipa da belíssima capital da Sardenha, beneficia de intervenientes poderosos nessa vertente. Por exemplo, o central e capitão, Cappitelli, é fortíssimo em lances desse género e já contabiliza dois golos.

No aspeto defensivo, existem erros, claro. Mas naturais. Uma defesa por muito sólida que seja nunca será impenetrável, como um ataque imensamente feroz nunca será infalível. O Cagliari já sofreu golos devido a erros crassos, como na falha de um passe (antecipação adversária), ou tendo por base uma precipitação. Não é alarmante, a meu ver, já que a velha máxima emana que quem ataca está sempre um passo à frente de quem defende, pois é a ação que gera a reação, e não o oposto.

Como é costume se suceder, as equipas sensação chegam a um auge e tendem a decair. Tendências são e sempre as serão, a menos que sejam contínuas. O Cagliari não tem a pressão de Juventus, Inter, Roma ou Nápoles, ou mesmo a Lazio, mas também não tem os recursos dos primeiros. Muito menos a história. Completa cem anos de existência no decorrer do próximo ano, e com a inconsistência premente dos últimos três clubes enunciados, e pegando no exemplo da Atalanta da temporada transata, quão impossível seria esta surpresa na próxima edição da Liga dos Campeões?

Foto de Capa: Cagliari Calcio

Revisto por: Jorge Neves

NFL Semana 11: Em semana de defesas, Ravens atacam o topo

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Apesar de todos os jogos, a semana 11 da NFL ficou marcada pela luta entre Myles Garret dos Cleveland Browns e Mason Rudolph dos Steelers já perto do final do encontro.

Steelers 7-21 Browns: Histórico pelas razões erradas

Os Browns venceram confortavelmente os Steelers, em Cleveland. Num jogo em que Baker Mayfield teve uma exibição aceitável com 17 passes em 32 tentativas para 193 jardas e dois touchdowns, a partida fica marcada por um incidente a cerca de oito segundos do final.

Myles Garrett, defensive end de Cleveland, atingiu o quarterback dos Steelers Mason Rudolph. Ambos os jogadores caíram e o que aconteceu depois é um dos episódios mais tristes da história recente da NFL.

Depois de vermos Rudolph a agarrar o capacete de Garrett, o jogador dos Browns respondeu e arrancou o capacete da cabeça do seu adversário, utilizando-o depois como uma arma de arremesso. Como se de um martelo se tratasse, Garrett atingiu de raspão a cabeça do quarterback, iniciando assim uma luta que envolveu vários jogadores.

Sendo o futebol americano um desporto de contacto, intensidade e, sim, alguma violência (sempre dentro dos limites), picardias e empurrões são algo comum. Mas ver um jogador perder o controlo das suas emoções daquela forma deixou a NFL em alerta e o castigo será pesado. Mason Rudolph escapou a qualquer tipo de suspensão ou multa (na minha opinião, uma decisão errada por parte da NFL visto ter sido ele a iniciar a luta), e Myles Garrett recebeu uma suspensão indeterminada que será no mínimo até ao fim da época regular e dos playoffs – especula-se que se poderá estender até à próxima época.

Falcons 29-3 Panthers: Será Allen mesmo o candidato certo?

Depois de na jornada passada ter dito que Kyle Allen estar a fortalecer a sua candidatura como futuro quarterback dos Panthers, a verdade é que o rookie voltou a colocar-se em xeque com a exibição de domingo frente aos Falcons.

Com cinco vitórias nos seus cinco primeiros jogos a liderar a equipa de Carolina, Allen parecia estar num bom caminho para retirar o lugar de Cam Newton. Contudo, três derrotas nos últimos quatro jogos e exibições bastantes fracas da sua parte vieram colocar de novo incerteza na direção dos Panthers.

Nesta partida em específico, a defesa de Atlanta apareceu e assumiu um lugar de destaque. Colocaram pressão constante no quarterback adversário – Allen sofreu cinco sacks, quatro interceções e foi atingido onze vezes – e conseguiram tapar os caminhos a Christian McCaffrey, que terminou o jogo com 70 jardas em corrida (ao que temos que adicionar 121 jardas em passe, mas em que a maioria aconteceu quando o resultado estava definido).

Foi a terceira vez esta época que Allen terminou um jogo com zero passes para touchdown e com nove interceções nos seus últimos quatro jogos, o lugar do rookie já não está tão seguro.

Cowboys 35-27 Lions: Dak é a resposta

Depois de uma excelente exibição de Dak Prescott na jornada passada (que terminou com uma derrota depois de um conjunto de más opções da equipa técnica de Dallas), o quarterback dos Cowboys voltou a assumir o jogo e levou a sua equipa à vitória com 29 passes para 444 jardas e três touchdowns.

Num jogo mais renhido do que se esperava, ainda para mais com Detroit sem o seu quarterback titular – suspeita-se que Matthew Stafford possa perder mais seis semanas – os Lions assumiram a liderança do marcador, fazendo o 0-7 e depois o 10-14. Contudo, Dak estava num dia sim em termos de passe, o que tem sido cada vez mais comum, e rapidamente conseguiu responder com o 17-14 que depois aumentou para 24-14. Dallas conseguiu abrir uma vantagem importante de dois touchdowns que lhes permitiu gerir o resultado e sair com a sua sexta vitória.

A crítica principal de que Prescott era alvo era o facto de o ataque dos Cowboys se basear demasiado na corrida de Ezequiel Elliott. No entanto, esta época, e especialmente nas duas últimas jornadas, o quarterback tem-se mostrado extremamente competente no capítulo do passe e a sua equipa tem beneficiado imenso.

Jaguars 13-33 Colts: Problemas defensivos dos Jaguars continuam

Com Nick Foles de volta à titularidade pelos Jaguars, a equipa de Jacksonville voltou a demonstrar os mesmos problemas defensivos e viu o ataque de corrida dos Colts aproveitar ao máximo.

A opção por parte dos Jaguars em trocar o rookie Minshew, que jogara as últimas nove jornadas, pela sua grande aquisição da pré-temporada é questionável. Foles não está à vontade com os seus receivers e isso foi notório ao longo do jogo.

Foi a equipa visitante que abriu o marcador com Foles a encontrar D.J. Chark para o primeiro touchdown. No entanto, isso foi praticamente tudo o que o seu ataque conseguiu produzir. Os Colts, apoiados numa defesa que conseguiu controlar Jacksonville e num ataque extremamente eficaz, conseguiram ir colocando pontos no marcador sem grande dificuldade.

Bills 37-20 Dolphins: Playoffs ali ao lado

Os Buffalo Bills cumpriram os seus dois objetivos para esta jornada: bater os Dolphins (que vinham de duas vitórias consecutivas), e praticamente garantir um lugar nos playoffs. Cumpriram os dois e ainda viram o seu quarterback ter a sua melhor exibição da época.

Apesar de todas as condicionantes – a defesa dos Bills tem sido das melhores da liga, mas o seu ataque está longe do topo –, a equipa de Buffalo continua a fazer o seu caminho e depois desta vitória tem agora sete vitórias e três derrotas. Na sua divisão apenas os Patriots estão à frente.

Josh Allen teve a sua melhor exibição da época com 21 passes em 33 tentativas para 256 jardas, três touchdowns e zero interceções. Para além disso, o próprio Allen marcou um touchdown coroando uma excelente exibição.

Josh Allen conseguiu a vitória e os Bills já conseguem ver os playoffs
Fonte: Bills

Já os Dolphins voltaram a perder depois de duas excelentes jornadas. No entanto, com Ryan Fitzpatrick a controlar o ataque, esta equipa de Miami mostra alguns bons pormenores.

Golos? Paulinho, por favor

Paulinho é uma das figuras da história mais recente do SC Braga. Contratado por Abel Ferreira na época 2017/18 vindo do Gil Vicente FC, assumiu-se como a grande surpresa dessa boa temporada bracarense, ao ter sido o melhor marcador da equipa com 17 golos apontados e um conjunto de pormenores de qualidade, que lhe auguraram voos ainda maiores para o futuro. A presença na lista de pré convocados de Fernando Santos para o Mundial da Rússia é sinónimo disso mesmo.

Porém, a época passada não correu, nem de perto nem de longe, como Paulinho esperava. Uma grave lesão na pré-época, num jogo frente ao Newcastle United FC, afastou-o dos relvados durante alguns meses, impedindo aquilo que seria uma preparação a nível físico e a nível competitivo dentro do que se pretende numa fase tão inicial da época. Essa ausência custou caro a Paulinho que nunca conseguiu alcançar a consistência exibicional que apresentara na temporada transata. Os 11 golos marcados e as exibições de menor rendimento contrastaram também com o período de maior fulgor de Dyego Sousa. Todos estes fatores levaram a uma época abaixo do esperado para Paulinho que havia sido apontado pela imprensa a vários clubes ingleses e até ao Sporting CP.

Paulinho tem dado nas vistas no SC Braga
Fonte: SC Braga

Contudo, Paulinho parece estar a regressar paulatinamente aos níveis elevados que já conseguiu demonstrar no passado. Com nove golos apontados até à data e dois jogos consecutivos a marcar e com exibições espetaculares (Bisou frente ao Besiktas JK e abriu o ativo em Guimarães), é óbvio o crescimento no rendimento do avançado português que certamente quer chegar à marca de 17 golos obtida há duas temporadas atrás. O futuro o dirá mas, mantendo a consistência e sendo bem servido pelos seus companheiros, Paulinho tem tudo para ser cada vez mais decisivo e cada vez mais goleador numa Liga desprovida de pontas de lança de qualidade.

Foto de Capa: SC Braga

Revisto por: Jorge Neves

 

Em defesa de um “Estatuto do Adepto”

Numa semana normal do calendário futebolístico, milhões e milhões de europeus assistem aos jogos dos principais campeonatos.

Este facto é só por si revelador do fenómeno social e cultural que o futebol representa no velho continente. As vitórias ou derrotas dos clubes são vividos por muitos adeptos como seus, gerando um vínculo “para a vida” e que muitas vezes se transmite de geração em geração.

Portugal não é excepção: o futebol é, para bem ou para mal, um elemento central da nossa sociedade, com um imenso significado para a identidade nacional (como foi bem visível nas celebrações da conquista do Campeonato Europeu). A par deste carácter social e cultura do futebol há uma vertente puramente económica. Na verdade, no início do século XXI, o futebol passou a ser visto como um grande negócio e os adeptos como consumidores. O futebol tornou-se então no mercado que nós conhecemos: um mercado não só de jogadores, mas sobretudo de publicidade, direitos de transmissão, bilheteira, etc.

Ora este “futebol moderno” como nós o conhecemos atravessa nos dias de hoje, em Portugal, uma séria crise provocada, também, por diversos factores externos: a violência e a falta de segurança nos recintos desportivos, a corrupção e o clima de suspeição, a interferência dos política no futebol para sua auto-promoção, o empobrecimento da população, entre outros.

Muitas tentativas de reformar o nosso futebol têm vindo a ser feitas ao longo dos últimos anos. Enfim, tem-se procurado encher os nossos estádios estão vazios, tornar a nossa liga competitiva, etc.

Na minha modesta opinião, a discussão tem de passar, também e sobretudo, em torno da figura do “adepto”. E não estou a falar nos grupos organizados de adeptos. Refiro-me aos adeptos “comuns” que compram o seu bilhete ou um lugar anual para assistir e apreciar jogos de futebol. São os adeptos que formam o substrato humano dos clubes e sem eles não há futebol. É simples e parece óbvio. Os adeptos deveriam ser o centro de todas as preocupações de quem gere o nosso futebol.

Sem adeptos não há espectáculo
Fonte: Liga Portugal

Vemos com frequência o legislador a criar cada vez mais leis sobre todos os meandros do futebol, todavia no meio dessa “teia legislativa” não encontramos um diploma sólido e conciso que confira uma protecção jurídica adequada e condigna aos adeptos e que lhes permita conhecer os seus direitos e deveres. E à semelhança do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor, deveria existir um organismo nacional de defesa do adepto.

É que ser adepto não pode significar apenas o dever de comprar o bilhete pelo preço que lhes é imposto para entrar no estádio e sujeitar-se a ser revistado à entrada. Diga-se mesmo que o “ir ao futebol” em Portugal é efectivamente caro e nem tão-pouco tem o retorno merecido tendo em consideração a pouca qualidade da nossa competição.

Mas, ser adepto significa também, por exemplo, saber que na eventualidade de ser vítima de um acidente durante um evento desportivo, tem o direito de ser protegido pelo seguro que o estádio ou o pavilhão estão obrigados a ter.

Ora a criação legislativa de um “Estatuto de Defesa do Adepto” visaria sobretudo tornar os adeptos titulares de um conjunto de direitos de forma a que possam reivindicá-los pela via jurídica junto das federações, associações e clubes.

E este Estatuto não pode limitar-se apenas a conferir aos adeptos melhores condições de segurança nos estádios ou preços de bilheteira mais justos e acessíveis. Pode e deve introduzir uma maior transparência na forma como o futebol, e o desporto em geral, é conduzido no nosso país, na medida em que deveria permitir aos adeptos obter maior informação sobre os contornos contratuais das transacções dos jogadores, relatórios de arbitragem, etc.

Urge pois dignificar de uma vez por todas a figura do adepto e deixar de o tratar como um mero instrumento de consumo do “produto futebol”.

Foto de Capa: Liga Portugal

Revisto por: Jorge Neves

 

 

De bom a mau

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Muito se tem debatido acerca das exibições do FC Porto. Na semana passada propus-me a elencar as 5 melhores exibições portistas no decorrer da presente época e o resultado final atesta bem a falta de qualidade que a equipa tem apresentado nos diferentes momentos do jogo. Muito mais do que os resultados (apesar de tudo o FC Porto está bem vivo em todas as competições) vai preocupando os adeptos a forma como a equipa se mostra inoperante e incapaz de apresentar um futebol de qualidade.

Aliás, mais do que ser incapaz de apresentar qualidade, o que vai realmente desassossegando as bancadas do Estádio do Dragão é a incapacidade de os jogadores apresentarem, no campo, uma qualquer ideia de jogo.

O presente artigo tem como objetivo colocar em perspetiva o futebol praticado pelo FC Porto na vigência de Sérgio Conceição. No fundo fazer o contraponto entre o FC Porto campeão nacional em 2018 e o atual.

Ora, o FC Porto campeão nacional, como já aqui referi anteriormente, não foi uma enciclopédia de bom futebol, mas desengane-se quem pensa que o clube ganhou esse título pela raça. A revolta e uma vontade enorme de vencer e impedir o penta do maior rival estiveram sempre presentes, é certo. No entanto, foi pela competência, do treinador e dos jogadores, que o FC Porto se reencontrou com os títulos. O FC Porto não era, como já o mencionei, uma máquina de bom futebol, mas era, sem sobra de dúvidas, uma equipa de autor. A marca do seu timoneiro estava bem patente em tudo o que a equipa fazia em campo e a forma como este foi sempre sabendo gerir os recursos à sua disposição para obter os resultados pretendidos foi soberba. Pujança física, busca incessante pela profundidade, largura dada pelos laterais, jogo interior dos extremos, poder aéreo ofensivo e defensivo, rápida e eficiente reação à perda de bola e uma alta rotação constante eram tudo impressões digitais de um treinador que recebeu em mãos um navio à deriva e o transformou, na altura, num porta-aviões.

Sérgio Conceição vai na 3ª época ao serviço do FC Porto
Fonte: FC Porto

O que se vê hoje em campo de cada vez que o FC Porto sobe ao relvado não é mais do que uma sombra desse campeão nacional. É verdade que muitos dos comportamentos se repetem e que vão perdendo efetividade por via da sua maior previsibilidade, todavia, não acredito que seja apenas isso. A ocupação dos espaços e a reação à perda de bola no momento defensivo são, hoje, muito mais desorganizadas. Movimentos e comportamentos outrora pendulares são, agora, anárquicos e indisciplinados. No momento ofensivo, faltam ideias. A circulação é lenta e a própria movimentação dos jogadores está mais estática. A busca da profundidade mantém-se como nota dominante, mas essa ideia parece esgotada, tornando-se demasiado previsível e, como tal, fácil de contrariar. O FC Porto vai vivendo de bolas paradas e de ações de inspiração individual e, também estas, vão sendo cada vez mais esporádicas. A juntar aos comportamentos técnico-táticos, também os níveis de agressividade me parecem ter baixado. Não estou com isto a atacar o profissionalismo de quem quer que seja, mas uma equipa que já conseguiu ser campeã parece mais confortável do que a equipa que procurava contrariar um ciclo de quatro títulos do principal rival. A roda no final do jogo, o bater com a mão no peito, o berro e as guerras com a comunicação social vão esgotando o seu efeito anímico e só uma ideia de jogo sólida e um processo coletivo eficiente são capazes de manter à tona uma equipa que se alimentou, muitas vezes, desse espírito de guerrilha. Urgem ventos de mudança.

Parece, portanto, que Sérgio Conceição foi mais competente a gerir e conduzir um plantel remendado do que um plantel construído à sua medida. Jogadores como Óliver Torres, que poderiam ser solução chave para alterar o rumo tomado pelo estilo de jogo da equipa, foi descartado e novos jogadores foram contratados com investimento recorde à mistura.

Posto isto, embora acredite que o treinador e as suas ideias se vão esvaziando e que o fim de linha deverá estar próximo, importa referir, ainda assim, que sou taxativamente contra uma qualquer ideia suicida de remover Sérgio Conceição do seu cargo antes do final da temporada. Primeiro, porque não vislumbro no mercado melhor solução e depois, porque o treinador portista já deu mostras de grande competência na adversidade. No final do ano fazem-se os balanços e as contas.

Foto de capa: FC Porto

Revisto por: Jorge Neves

Benfiquistas pelo mundo: de Portugal à Argentina

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O Sport Lisboa e Benfica, como já é habitual, tem uma longa lista de jogadores que estão contratualizados com o clube, mas que estão ao serviço de outros emblemas. Sem espaço no plantel, estes jogadores são emprestados para que possam ter mais oportunidades e para evoluírem as suas capacidades. Mas, como estão a correr as temporadas destes atletas?

Bruno Varela não se está a dar bem na “terra das tulipas”. Atualmente ao serviço do AFC Ajax, o guarda-redes de 25 anos ainda não soma qualquer minuto de jogo na presente época. No clube holandês, Varela está “tapado” pela jovem promessa Andre Onana, que é totalista na baliza do Ajax. Sem oportunidades, Bruno Varela deverá voltar ao SL Benfica, pois os holandeses não deverão ativar a opção de compra estabelecida nos três milhões de euros.

Lisandro López está ao serviço do CA Boca Juniors desde janeiro e já disputou 24 partidas pelo clube argentino. Confirmando a alcunha de central goleador, o jogador já apontou quatro golos e fez uma assistência. O Boca Juniors tem opção de compra sobre o argentino e deverá exercer a mesma, uma vez que as boas exibições têm convencido o clube “xeneize”.

Cristian Lema – que esta temporada está ao serviço do Club Atlético Newell’s Old Boys por empréstimo dos encarnados – conta com dez jogos disputados e já faturou por três vezes. O central de 29 anos está a realizar uma temporada interessante, mas não deverá ser suficiente para se tornar indispensável para o SL Benfica.

O jovem Pedro Pereira é outro dos emprestados dos encarnados nesta temporada. Atua pelo Bristol City FC, da segunda divisão inglesa. Com dez jogos realizados e um golo marcado, o jovem defesa direito não entra, para já, nos planos das águias, embora esteja a realizar uma boa temporada.

Alfa Semedo conseguiu chegar ao plantel do Sport Lisboa e Benfica, onde realizou dezasseis jogos, mas não se conseguiu afirmar. Após uma passagem, também por empréstimo, pelo RCD Espanyol de Barcelona, o jovem médio foi emprestado, nesta temporada, ao Nottingham Forest FC. Ao serviço do emblema britânico, Alfa já disputou nove jogos e apontou um tento. Será desta que volta a ser opção para a equipa principal do Benfica?

Alfa Semedo chegou a representar o SL Benfica por 16 ocasiões, tendo até feito a sua estreia a marcar
Fonte: SL Benfica

O médio Filip Krovinovic está emprestado ao West Bromwich Albion FC e o bom rendimento no Championship está a convencer o clube inglês. O jogador de 24 anos até já se tinha consolidado de águia ao peito, mas uma lesão grave afastou-o dos relvados por bastante tempo. Quando regressou, não era o mesmo, o plantel não era o mesmo e o seu lugar estava ocupado. Assim, a solução foi emprestar o croata ao West Bromwich Albion para ganhar ritmo de jogo, para voltar ao que era. Nesta temporada já disputou nove partidas e fez duas assistências para golo.

O português Diogo Gonçalves, atualmente ao serviço do FC Famalicão, é mais um dos atletas contratualizados ao Benfica que se encontra emprestado. Pela equipa surpresa da primeira liga portuguesa, o jovem extremo já realizou nove partidas e fez uma assistência. Regressará aos encarnados em junho do próximo ano, certamente, com o intuito de recuperar o lugar que outrora ocupou no plantel encarnado.

Os avançados Jhonder Cádiz e Oscar Benítez estão emprestados ao FCO Dijon e Atlético de San Luis, respetivamente. Ambos os jogadores têm tido épocas discretas nos clubes que representam. Cádiz participou, até agora, em seis jogos e apontou apenas um golo (ao Paris Saint-Germain FC), enquanto Oscar Benítez tem um registo mais abonatório, ao já ter disputado 24 partidas desde janeiro passado, tendo marcado um golo e assistido para outro.

Por último, temos a situação de Facundo Ferreyra, que atualmente representa o Espanyol. O argentino já disputou 15 jogos na presente temporada, tendo feito uma assistência e sete golos, em todas as competições. O Espanyol pode ativar a opção de compra que está estabelecida nos oito milhões de euros e adquirir os serviços do jogador em definitivo.

Assim, são vários os jogadores que o Sport Lisboa e Benfica tem emprestados por várias equipas. Uns estão a obter mais sucesso que outros nos seus clubes adotivos e pretendem, certamente, chamar a atenção do clube encarnado.

Foto de capa: SL Benfica

Revistos por: Jorge Neves

Fórmula E 2019/2020: O miúdo silencioso está crescido

Há cerca de dois anos atrás, a Fórmula E era considerada um nicho, uma imitação da F1, com um som semelhante a uma broca de dentista. Mas em 2018, foi introduzida a segunda geração dos monolugares elétricos, e com ela, um novo conjunto de regras com o simples objetivo de tornar as corridas mais competitivas e divertidas.

A versão resumida, é que resultou. As corridas foram loucas. Desde thrillers estratégicos a explosões caóticas de peças, não houve corridas más na última temporada da Formula E. Os dois primeiros terços da época foram completamente imprevisíveis, com pilotos e equipas diferentes a vencer todas as semanas, e no final, Jean Éric Vergne (DS Techeetah), consolidou o seu segundo título consecutivo com uma demonstração imensa de consistência nas últimas corridas.

Avançamos uns meses e estamos quase no início da nova temporada da Formula E, e apesar das regras serem as mesmas, o cenário está muito diferente. Foram acrescentadas duas equipas alemãs com um peso gigantesco na história do desporto motorizado. Para começar, aquela que, a par da Ferrari, é provavelmente a melhor equipa de sempre nos desportos motorizados, a TAG Heuer Porsche.

2019 é um ano gigantesco no que toca à adesão à moda elétrica do mundo automóvel para a marca germânica. Após lançar o seu primeiro carro elétrico no Porsche Taycan, para competir diretamente com a Tesla, a Porsche embarcará no mundo da Formula E, com caras conhecidas atrás do volante. A constituir a dupla de pilotos, temos dois vencedores de Le Mans, começando com Neel Jani, eterno piloto da casa, vencedor em 2016 na pista francesa, e que acompanhou o desenvolvimento do monolugar da Porsche desde o início. Do outro lado da garagem, um piloto com imensa experiência na Formula E, em André Lotterer, que deixou a DS Techeetah, e tenta assim, ser finalmente o líder de uma equipa.

Um Mercedes na frente de outros carros, isto é familiar…
Fonte: Formula E

A outra equipa alemã em cena é a Mercedes, que também apostou imenso na eletrificação em 2019 com a marca Mercedes EQ. A equipa que tem dominado os últimos seis anos de Fórmula 1, procura o mesmo nível de sucesso no mundo dos elétricos. Após apalpar terreno na última temporada como HWA Racelab, a Mercedes vai entrar oficialmente como construtora na Formula E. Os lugares dos condutores estão preenchidos pelo atual campeão de Fórmula 2, Nick de Vries, e por Stoffel Vandoorne, o ex-piloto da McLaren, que se estreou na época passada, e a quem se notou a falta de consistência de quem ainda não está habituado ao desporto.

Estes são os dois gigantes que decidem entrar no território das outras grandes marcas que já habitam na Fórmula E, e ao que tudo indica, esta época vai ser ainda mais competitiva do que a anterior. Após os testes de pré-época, não era fácil escolher uma equipa que estivesse superior, porque do primeiro ao último lugar, a diferença era de cerca de um segundo. 24 carros separados por apenas um segundo torna quase impossível prever quem estará no topo no final da época, mas o mais certo é que sejam os suspeitos do costume que já ganharam a mestria de estratégias e do funcionamento da Fórmula E.

O bicampeão terá de lutar ainda mais para renovar o título
Fonte: Formula E

O primeiro desses grandes candidatos, é inevitavelmente, os campeões em título, DS Techeetah. Após darem a Vergne dois títulos, decidiram juntar a uma equipa vencedora, um dos melhores pilotos da grelha, o português António Félix da Costa, que deixou a BMW I Andretti para a equipa chinesa, por uma chance de lutar pelo título, num carro campeão. A par da equipa francesa, temos a equipa mais antiga da Fórmula E, a Audi ABT Schaeffler, campeões de construtores em 2018. A equipa alemã continua com os mesmos pilotos desde o início, com o sempre candidato Lucas Di Grassi e o consistente Daniel Abt. No ano passado, o mau inicio de época acabou por arruinar esperanças de repetição do título, mas um final de época fenomenal de Di Grassi, levou a luta pelo título de pilotos até à penúltima corrida. Corrigindo os inícios lentos, a equipa tem tudo para vencer.

A outra equipa que colocaria como candidata pura, seria a Nissan E-Dams. Consistência foi o maior problema da época transata, mas após os problemas iniciais, tal como a Audi, os dois pilotos subiram a fasquia na segunda metade da época, e finalmente mostraram o potencial do monolugar. Esses dois pilotos foram mantidos na equipa, sendo eles, Sebastien Buemi – o piloto mais bem sucedido da história da Fórmula E e segundo classificado no campeonato na época passada -, e Olivier Rowland, que chega ao seu segundo ano de Fórmula E, com vontade de tornar as excelentes performances nas qualificações, em excelentes performances em corrida.

O último dos grandes candidatos seria a Envision Virgin Racing, que conseguiu um excelente terceiro lugar no campeonato, apesar de ser apenas uma equipa cliente, ou seja, não produz os próprios motores, usando motores Audi. A equipa manteve os dois pilotos, uma decisão sensata, tendo em conta a qualidade dos mesmos. Sam Bird com certeza irá procurar voltar à luta pelo campeonato, após uma época em que terminou na nona posição no final da época, bem atrás do colega de equipa Robin Frinjs que terminou em quarto.

FIFA Ultimate Team: Desafio 11 Primeira Liga

O FIFA é, indiscutivelmente, um dos jogos mais adorado no mundo inteiro e um dos mais vendidos em vários países, incluindo em Portugal. A loucura em simular jogos de futebol levou à criação de um modo de jogo que já faz parte do quotidiano de muitos jogadores: o FIFA Ultimate Team (FUT).

O FUT foi lançado com o FIFA 09 e contagiou cerca de um milhão de utilizadores, sendo daqui que partiram as bases para o atual cenário do jogo. Um ano mais tarde assistiu-se a outra revolução, com a criação da Fut Web App e, assim, a possibilidade de se jogar em qualquer computador. Apenas em 2013 ficou disponível em smartphones. Só no FIFA 20, que foi lançado em setembro de 2019, eram já dez milhões de utilizadores e estima-se que cerca de 75% dos jogadores do FIFA utilizam este modo de jogo.

O FIFA Ultimate Team é jogado através de vários tipos de cartas de jogadores, desde a sua versão base até, eventualmente, upgrades. Funciona como uma extensão do próprio jogo e permite várias funcionalidades, como Squad Battles, Divison Rivals, Fut Draft e Squad Building Challenges (SBC). Além disso, existem cartas de Lendas que, normalmente, são muito caras, mas que podem ser alcançadas através de desafios, disponíveis nos SBC.

Na versão deste ano, os SBC dedicados a Lendas são um pouco diferentes. Em vez de serem alcançados com a troca de vários plantéis por uma das Lendas disponíveis, é necessário completar alguns desafios a troco de um tipo de cartas (Icon Swaps) que são posteriormente usados nos SBC.

Atualmente está em vigor um desafio que consiste em ganhar seis jogos de Squad Battles com 11 jogadores da Primeira Liga a titulares. De modo a facilitar a tarefa de todos os utilizadores de FUT, decidimos apresentar uma sugestão (entre as muitas disponíveis) de um onze para ajudar a completar este desafio.