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Um Galo rouco

O regresso dos Galos à Primeira Liga não começou da melhor forma. As demais provas nacionais até começaram de feição à equipa de Barcelos, mas a prova principal tem-se revelado uma maratona de obstáculos.

Na primeira partida oficial da época, o Gil Vicente FC recebeu e venceu por 3-2 o CD Aves e alcançou, assim, a fase de grupos da Taça da Liga. Desde então, soma quatro vitórias, quatro empates e cinco derrotas nas diferentes competições.

A equipa liderada por Vítor Oliveira recebeu o FC Porto na primeira jornada e surpreendeu o país; uma equipa que subiu diretamente do terceiro escalão, com um plantel quase totalmente renovado, venceu um candidato ao título e impressionou pelo futebol praticado.

Numa luta olhos nos olhos, os gilistas souberam atuar no contra ataque e deixar os dragões a jogar em 50 metros, sob brasas. Liderados por Kreav e Lourency, as expectativas em torno da equipa minhota estavam bem elevadas e nada fazia prever o que aconteceria nas jornadas seguintes.

Nas oito jornadas seguintes, não voltaram a sentir o sabor da vitória. Somaram por derrotas todas as partidas fora de portas (quatro) e por empates todos os encontros caseiros (quatro). À nona jornada, o registo era desanimador, com cinco golos marcados e 11 sofridos.

Apesar dos resultados incertos e inconstantes, o Gil Vicente FC tem em Kraev um valor certo e uma das figuras deste início de temporada
Fonte: Gil Vicente FC

Contudo, e depois de Vítor Oliveira tornar público que ia ponderar abandonar o cargo, o Gil Vicente FC parece ter encontrado o rumo certo, vencendo dois jogos consecutivos, algo que ainda não tinha acontecido esta temporada. Venceu o CS Marítimo em Barcelos (2-0) e foi à Vila das Aves vencer o Desportivo (1-2). Ocupa, neste momento, o 11.º lugar, com 13 pontos, e apenas cinco acima da linha de água.

Nas restantes provas, o cenário é um pouco diferente. Na Taça de Portugal ultrapassou o FC Penafiel (0-2) e o sorteio da quarta eliminatória ditou uma viagem a Braga. Já na Taça da Liga, depois de ultrapassar o CD Aves na segunda fase e alcançar a fase de grupos, perdeu a primeira jornada do grupo C frente ao Portimonense SC (1-2).

Apesar de uma primeira jornada promissora, o arranque do primodivisionário de Barcelos não foi o esperado e desiludiu a maior parte dos adeptos. As duas vitórias antes da paragem para as seleções foram um verdadeiro balão de oxigénio e podem ter trazido a tranquilidade e confiança necessárias rumo a um Gil Vicente FC mais forte e regular.

No entanto, a tarefa não vai ser fácil. As próximas partidas serão de um grau de dificuldade elevadíssimo e vão pôr à prova a turma de Vítor Oliveira. Segue-se uma deslocação a Braga para a Taça de Portugal e duas receções ao Sporting CP para o campeonato e Taça da Liga. Veremos se este Galo já canta a plenos pulmões ou continua rouco.

Foto de Capa: Gil Vicente FC

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

 

FC Porto 29-30 THW Kiel: Cá se faz, cá se paga

Depois de surpreender o mundo do andebol ao bater o poderoso THW Kiel na Alemanha, o FC Porto voltou a deixar uma excelente imagem de si ao sair derrotado por apenas um golo frente aos alemães no Dragão Arena.

Entrando para esta jornada com apenas uma derrota nos últimos nove jogos em casa, apesar de ter perdido o efeito surpresa, os dragões mostravam argumentos para voltar a levar de vencida a equipa alemã.

Mais uma vez o equilíbrio pautou o desafio. Durante o primeiro tempo, os azuis e brancos estiveram sempre na frente do marcador e conseguiram mesmo uma vantagem de três golos ao aproveitarem uma dupla exclusão do lado do Kiel com dez minutos para o intervalo. As zebras reduziriam a desvantagem e assim o Porto ia para o descanso na frente (16-14).

A segunda parte começou com a vantagem portista a aumentar para cinco de diferença quando Diogo Branquinho, Victor Iturriza e Daymaro Salina fizeram um parcial de 3-0 que deixou o resultado em 19-14.

No entanto, o Kiel não é uma equipa qualquer, e golo a golo foi diminuindo a desvantagem, chegando ao empate aos 46 minutos – a última igualdade tinha acontecido aos quinze minutos quando Magnus Jacobsen fizera o 9-9.

Apesar da aproximação germânica, os dragões não se deixaram aterrorizar e voltaram para a frente, fazendo o 26-24 já dentro dos dez minutos finais. Essa vantagem de dois golos iria-se manter até aos dois minutos finais, mas aí a maior experiência competitiva e algum cansaço azul e branco acabaram por ser determinantes.

O Kiel empatou a partida a 29 e, a cinco segundo do fim, o lateral-direito Harald Reinkind marcou o seu oitavo golo da noite ao rematar sem oposição dos nove metros, fazendo o 29-30 e dando a vitória aos visitantes, a sexta em oito jogos na competição.

Apesar da derrota, Magnus Andersson e a sua equipa devem ficar orgulhosos da sua prestação nas duas últimas jornadas ao mostrarem que têm capacidade de jogar olhos nos olhos com as melhores equipas da Europa. Na próxima jornada, os dragões irão enfrentar o Montpellier em França.

EQUIPAS

FC Porto – Alfredo Quintana, Victor Iturriza (6), Yoan Balasquez (5), Miguel Martins (1), Djibril Mbengue (3), Rui Silva (3), Daymaro Salina (1), Ruben Ribeiro, Leonel Fernandes, Alexis Borges (1), Diogo Branquinho (4), Thomas Bauer, Bernardo Pegas, André Gromes (3) e Fábio Magalhães

THW Kiel – Niklas Landin, Domagoj Duvnjak (2), Harald Reinkind (8), Magnus Landin(9), Patrick Wiencek, Dario Quenstedt, Ole Rahmel (2), Rune Dahmke, Miha Zarabec, Pavel Horal, Nikola Bilyk (4), Hendrik Pekeler (4) e Lukas Nilsson

ZZ Leiden 84-68 SL Benfica: Holandeses mais fortes quebram invencibilidade dos encarnados

Em jogo a contar para a FIBA Europe Cup – Primeiro nível, o SL Benfica, invicto na prova, deslocou-se à Holanda para enfrentar o ZZ Leiden. Depois de três vitórias em três jogos, foi nesta quarta jornada que a equipa encarnada somou a sua primeira derrota, tendo ganho a equipa da casa por 84-68.

O jogo começou equilibrado, com nenhuma das equipas a ser capaz de se superiorizar ao adversário. Os ataques, tanto de um lado como do outro, eram desleixados e pouco eficazes, o que resultou num início de encontro com poucos pontos. No entanto, o ritmo aumentou no final do primeiro período, com a equipa do Benfica a ganhar uma ligeira vantagem de três pontos (15-18) no término dos primeiros 12 minutos.

O segundo quarto contou uma história diferente, com a equipa da casa a transformar a desvantagem de três pontos numa vantagem de oito. Reequilibrou-se o Benfica e voltou a equilibrar o jogo, recuperando a vantagem com dois minutos a faltar para o fim do período. Contudo, um forte final de primeira parte por parte do Leiden deixou a equipa holandesa a vencer 36-32 ao intervalo.

O Benfica foi para o intervalo com uma desvantagem de quatro pontos
Fonte: FIBA

Na segunda parte, o jogo continuou semelhante ao segundo período, com os holandeses a controlarem a partida, mas com a equipa portuguesa sempre por perto, num jogo que continuava com poucos pontos. A primeira grande vantagem do jogo acabou mesmo por pertencer ao Leiden, que subiu o ritmo ofensivo e ganhou onze pontos de vantagem ao Benfica perto do fim do quarto, liderança que levou para o último período.

Os últimos doze minutos de jogo, foram do Benfica a tentar voltar ao jogo, com a equipa holandesa a tentar manter os encarnados à distância. Mais sucesso para o Leiden, que conseguiu aumentar a vantagem e manter os comandados de Carlos Lisboa à distância, notando-se no Benfica grande incapacidade de contrariar a estratégia dos holandeses. Até ao final da partida, mais cesto menos cesto, o jogo não mudou. No final, o marcador ficou em 84-68, com o Benfica a somar a sua primeira derrota na competição.

Do ponto de vista individual, Tayler Anthony Persons foi o melhor jogador em campo. O atleta do Leiden somou 24 pontos e sete assistências. Ao seu lado, Reigarvius Jacquez Williams também deu nas vistas, com 15 pontos aos quais juntou 13 ressaltos.

No lado do Benfica, apesar da derrota, o internacional português Betinho Gomes alcançou um duplo-duplo, ao acumular 10 pontos e 11 ressaltos. Também Rafael Lisboa mostrou serviço, com 15 pontos a que juntou quatro assistências.

O próximo jogo do Benfica é no dia 19, quando a equipa comandada por Carlos Lisboa recebe os húngaros do Pecsi VSK.

CINCOS INICIAIS

ZZ Leiden – Tayler Anthony Persons, Braxton Charles Huggins, Reigarvius Jacquez Williams, Worthy De Jong, Drago Pasalic

SL Benfica – Eric Coleman, José Silva, Fábio Lima, Betinho Gomes, Rafael Lisboa

BnR TV T1/EP3 – Patrick Morais de Carvalho: «Não há qualquer hipótese de conciliação com a SAD»

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O terceiro episódio do Bola na Rede TV, no passado dia 11 de novembro, contou com a presença do Presidente do CF “Os Belenenses” – Patrick Morais de Carvalho. O atual dirigente do Belém confirmou que «não há qualquer hipótese de reconciliação entre o CF “Os Belenenses” e a antiga SAD».

Patrick Morais de Carvalho até deu um exemplo caricato para explicar a situação: «Se a sua mulher o estiver sempre a trair, mesmo que haja uma tentativa de reconciliação, você voltaria para ela?». Ainda assim, alega que a via pretendida é a de um divórcio o mais amigável possível.

O presidente dos Azuis do Restelo não tem dúvidas de que toda esta situação não teria sequer acontecido se nela estivessem envolvidos FC Porto, Sporting CP ou SL Benfica. Em relação à falta de soluções, Patrick Morais de Carvalho acrescentou ainda que «a Liga e a FPF acreditam que não se têm de intrometer nas ações jurídicas».

 

Foto de Capa: CF “Os Belenenses”

Artigo revisto por: Jorge Neves

Chegou o momento de “Loum” aquecer o Dragão

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A semana do FC Porto ficou marcada pelo caso de indisciplina, que envolveu alguns dos titulares dos azuis e brancos, em cima do dérbi com o Boavista FC. Este facto, obrigou Sérgio Conceição a proceder a algumas alterações no onze titular dos dragões, nomeadamente com a inclusão de Diogo Costa, na baliza, de Loum, ao lado de Danilo, e de Fábio Silva, na frente de ataque.

A par da titularidade do jovem avançado, a grande novidade para este jogo foi a titularidade do médio internacional senegalês, Loum. O ex SC Braga, até à partida do Bessa, só tinha alinhado uma vez pela equipa principal, ou seja, no desafio contra o SC Coimbrões, a contar para a Taça de Portugal. Além disso, em jogos anteriores parecia haver uma aposta mais efetiva em Bruno Costa e todos os analistas apontavam para a sua integração inicial contra os “axadrezados”. Desta forma, poucos se lembravam do médio e parecia mesmo um “corpo estranho” no plantel do FC Porto, já que a sua utilização tem sido muito residual, desde que celebrou contrato com o clube da Invicta.

Mas a verdade é que Loum foi mesmo a jogo e não desiludiu, tendo realizado uma exibição competente e segura. O jogador atuou ao lado de Danilo, no lugar habitualmente de Uribe, e evidenciou uma grande capacidade de trabalho, mas também uma grande disponibilidade para subir no terreno. Quando toda a gente esperava um atleta com um estilo de jogo parecido ao do capitão do FC Porto, o companheiro de seleção de Sadio Mané conseguiu mostrar uma outra face do seu futebol e caraterizou-se por ser alguém com conforto no momento com e sem bola. Por um lado, Loum manteve a solidez defensiva da equipa e foi importante na manutenção dos vários equilíbrios, que teve de fazer para não descompensar a formação dos azuis e brancos. Por outro lado, também mostrou qualidade e competência na transição ofensiva, conseguindo realizar várias aproximações à área contrária e ser um elo de ligação no momento de criação de jogo. Além disso, também foi uma peça importante nas bolas paradas, tanto a favor como contra a sua equipa.

Loum foi importante na vitória do FC Porto no dérbi da Invicta
Fonte: FC Porto

O veredito no final da partida foi só um e parece ter sido unânime por todos que o atleta em questão passou no exame do Bessa e agora parece ter passado de um perfeito excluído das opções do seu treinador para uma opção válida. É claro que não foi neste desafio que Loum conseguiu garantir a titularidade para os próximos jogos, ainda para mais com Sérgio Conceição, que já revelou que não tem problemas de sentar no banco ou na bancada quem quer seja, independentemente do que ganhou ou do seu estatuto. No entanto, somou alguns pontos junto da nação portista e pode agora exercer um papel mais efetivo de rotação com os habituais titulares e começar a justificar o forte investimento que a direção nortenha fez em si.

Porém, não foi o único facto que foi possível retirar durante os 90 minutos em que alinhou, ou seja, Loum provou que não é apenas uma opção válida para a posição 6, mas também para ocupar outras zonas mais avançadas do terreno, como o papel de 8, dando mais apoio à linha defensiva ou então atuando como box-to-box. Dono de uma respeitável envergadura física, o jogador não se limita a potenciar só a sua capacidade física, já que é dono de uma boa capacidade de passe, progressão com bola e de uma boa meia distancia, que poderá ser útil quando o FC Porto enfrentar formações que alinham com um bloco baixo e sejam competentes a fechar os espaços para a sua baliza.

Assim, a esta situação aplica-se bem o ditado bem conhecido entre todos os leitores, “o azar de uns, é a sorte de outros”. E aqui, Loum não desperdiçou a oportunidade concedida por Sérgio Conceição e mostrou que está comprometido com o espírito da equipa e pronto para ajudá-la em todos os seus objetivos.

Foto de capa: FC Porto

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Southampton FC | Ligação cortada sem desvio

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O resultado assume-se como o objetivo máximo de uma partida de futebol. Mais do que certo e sabido. Numa liga imensamente competitiva, de alto a baixo, o estilo de jogo é muito mais do que algo puramente estético. Trata-se de uma reflexão da ideia de jogo pensada, explorada e ensaiada.

Os Saints afirmaram-se solidamente na Premier League. Atravessaram, claramente, há cerca de cinco anos, um auge bem visível: reuniram na sua equipa um excelente espírito: existia um equilíbrio qualitativo notório entre os setores. Coabitaram em sua casa, afinal, craques como José Fonte, Cédric, Graziano Pellè, Tadic e Van Dijk, fundamentais na conquista consistente de pontos. Essa consistência faltou, mas a verdade é que bastou na época transata…

A falta de balanceamento torna a ser notória no decorrer desta época. Ralph Hasenhuttl veio para resgatar o Southampton FC. A dezembro de 2018, sucedendo a Mark Hughes, o primeiro técnico austríaco de sempre a comandar no teto máximo do futebol inglês, pegou no clube do sul britânico a tempo de amealhar os pontos necessários. Primeiro, saiu da zona de descida; e segundo, manteve-se à tona por cinco pontos.

O técnico tinha dados relevantes que lhe conferiam tais dotes. Em 2013, levou o FC Ingolstadt 04 desde o fundo, até ao meio da tabela da 2.ª Liga Alemã; no ano seguinte (2014-15), venceu o 2.º escalão e colocou esse emblema na Bundesliga! Depois, garantiu um sólido 11.º posto, e decidiu não prolongar o seu vínculo. O RB Leipzig apostou em si, e só não superou o inevitável FC Bayern na luta pelo título.

O treinador austríaco pode estar por um fio…
Fonte: Premier League

Tido como um técnico com um curto, mas respeitável historial, a sua experiência até agora em Inglaterra não faz jus aos registos até hoje obtidos. Contudo, verdade seja dita, o plantel do Southampton revela-se pouco equilibrado, na minha visão. Os Saints são (ou tentam ser) uma equipa de contragolpe, que explora nitidamente a velocidade dos atacantes.

Porém, a transição ofensiva é uma clara lacuna não apenas num jogo ou noutro, mas em todos os jogos. A ideia de explorar a saída, onde Redmond trata de explorar a profundidade, não tem dado frutos. O meio campo tem-se ressentido. Os jogadores nessa área tão movimentada e com espaços reduzidos tendem em sentir desconforto ao assumir a posse de bola. No miolo têm entrado em campo Oriol Romeu e Ward-Prowse, jogadores com características mais posicionais do que criativas.

O Southampton, simplesmente, não tem conseguido sequer conduzir uma jogada com autoridade. A maior esperança tem-se depositado em avançados (Shane Long e Danny Ings) com inegáveis qualidades, como a velocidade e espírito combativo, mas a verdade é que a bola ou não chega lá, ou quando chega, o desgaste é tanto que o seguimento do lance não é operado nas condições desejadas.

Como qualquer equipa que jogue à base da organização defensiva e contra-ataque, a ideia de compactar as linhas é requisitada, e no caso dos Saints isso acontece. O pior é sair para o ataque… Como só e apenas esconder a baliza não garante pontos, quando as coisas não saem ofensivamente, é natural que a alma e o ego coletivo esmoreçam.

Este pobre início de época não era perspetivado na pré-época. Foram quatro vitórias e um empate em cinco jogos. Feyenoord de Roterdão e FC Colónia, foram os adversários com maior peso, mas nunca condizente com os oponentes encontrados na Liga Inglesa. Claro que se tratam de jogos meramente preparatórios, porém, muito dificilmente testam uma equipa que é obrigada a saber sair a jogar, pois milita na Premier League.

De forma a evitar o regresso à 2.º divisão inglesa, a ida ao mercado é nuclear. Faltam opções para a zona de ligação, na fase de encadeamento entre meio campo e último terço, nomeadamente no jogo interior. Penso que em termos de alas, a equipa está razoavelmente bem servida, mas com a já anunciada saída de Cédric Soares, a busca de um lateral direito também deve ser efetuada.

O desaire, para ser simpático, frente ao Leicester City FC, foi duro e humilhante. Embora influenciado por uma expulsão precoce, não há argumento que ilibe a equipa nessa sexta feira negra. No fim de contas, a verdade é que só foram perdidos três pontos e o ordenado dos responsáveis nesse dia.

A falta de qualidade na transição ofensiva é factual, e esse fator é um entrave fulcral e incontornável no processo de colheita de pontos na liga mais disputada do planeta. A ida ao mercado emerge, mas em era de chicotadas, não seria de estranhar ver mais um bom técnico abandonar o cargo.

 

Foto de Capa: Premier League

Artigo revisto por Diogo Teixeira

 

 

 

As Conversas da Europa no World Scouting Congress

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O Bola na Rede está no World Scouting Congress e chegou à conversa com representantes de alguns clubes nacionais e internacionais.

Nesta reportagem falamos com Vítor Matos, treinador que foi do FC Porto para o Liverpool FC, fazendo agora parte da equipa de desenvolvimento do campeão europeu, com Abel Pimenta, analista do Sevilha, onde convive com Monchi, um dos maiores diretores desportivos do mundo e, no capítulo de diretores desportivos, chegamos à fala com André Vilas Boas para falar do Rio Ave e do seu percurso no passado mercado de transferências.

Surpresa! Há drama e muita asneira nos Knicks

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É um clássico e desta vez chegou mais cedo: a temporada começa, alguns jogos passam e os New York Knicks descobrem que são maus. O dono, James Dolan, esconde-se das suas responsabilidades, atribuindo-as ao General Manager da equipa e começa a equacionar o despedimento do treinador. Esta época não é diferente, mas ainda nem chegamos a dezembro.

O verão foi complicado para os lados de Nova York e o drama prosseguiu para a nova temporada. Há uns meses, os Knicks trocaram Kristaps Porzingis, farto da falta de visão de futuro da equipa, por vários jogadores com contrato a terminar, permitindo à equipa ter espaço para contratar duas estrelas no verão. Essas duas estrelas seriam Kevin Durant e Kyrie Irving, que muitos na liga esperavam que se viessem a juntar e a jogar juntos. Porém, os Knicks decidiram nem tentar ir atrás de KD por causa da sua lesão, e tanto um como outro acabaram em Brooklyn.

Começou aqui o desastre. Os Knicks foram buscar quem sobrava, sem olhar a planificação nenhuma e encheram a equipa de power forwards e bases, dando dinheiro a mais a muitos deles. A época começou, a equipa é desequilibrada e má e a culpa… é do treinador. James Dolan tirou a água do capote, mandou a culpa para toda a gente menos para ele e continua a acreditar, incrivelmente, que esta é uma equipa capaz de lutar pelos playoffs.

Julius Randle foi a maior contratação dos Knicks no verão
Fonte: New York Knicks

A direção dos Knicks deu a Fizdale três sacos de cimento com muita areia lá dentro e dois rolos de fita cola e pediu que este construísse um edifício que compita com o Empire State Building. A construção da equipa não faz sentido e Fizdale sairá como culpado de uma situação na qual não tem culpa nenhuma. E assim continuarão os Knicks, porque são assim há muitos anos e ainda não perceberam de onde vem o problema.

Como Kevin Durant referiu há uns tempos, já ninguém quer ir para os Knicks. A turma de Nova York é a chacota da liga e a equipa com menos planeamento de futuro em toda a liga. Mesmo com RJ Barrett, Julius Randle e o pobre coitado rookie que os Knicks escolherem no draft em 2020, a situação não mudará. Porque o problema não está na qualidade dos jogadores ou treinadores, mas sim em quem controla o dinheiro e se afasta das suas próprias responsabilidades. É um franchise à deriva, completamente.

Foto de Capa: New York Knicks

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Os 6 destaques do arranque de época do SL Benfica

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Em meados de Novembro e com 11 jornadas do campeonato já disputadas, quatro jogos da Liga dos Campeões realizados e três jogos de cada uma das taças realizados, já é possível fazer um destaque daqueles que no Sport Lisboa e Benfica mais têm impressionado e daqueles que têm estado aquém do exigido.

Numa época de altos e baixos, onde a equipa sucumbe na Europa, mas vai, com claras dificuldades, liderando a nível nacional, as constantes fracas exibições do colectivo encarnado atormentam os benfiquistas.

Alguns têm sido responsáveis pela liderança encarnada, mas outros terão maior responsabilidade no fraco futebol exibido. Nesta lista de destaques ficam de fora jogadores que simplesmente ainda não surgiram, como é o caso de Svilar, Ebuehi, Conti, Fejsa e Zivkovic. Também não irei considerar nem Samaris nem Taarabt, dois mistérios deste arranque de época: aparecem tão depressa quanto desaparecem, como um fenómeno paranormal para o qual não existe explicação.

Segue, então, o meu top 6 de destaques deste arranque de época com um extra no final.

World Scouting Congress: Como obter e analisar os dados em prol de um clube

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O World Scouting Congress, congresso mundial que envolve analistas e responsáveis de clubes portugueses, europeus e mundiais, decorre no Porto Palace Hotel, na Avenida da Boavista entre hoje e amanhã. O Bola na Rede esteve em cima do acontecimento e conta-te agora tudo o que foi abordado neste primeiro dia, com direito a declarações de dirigentes do Liverpool FC, Sevilha FC e Rio Ave FC!

Este primeiro dia começou com uma palestra de Daniel Barreira, professor na FADEUP e scout do FC Barcelona. Nesta palestra, o orador falou sobre a “interpretação e análise do comportamento dentro de campo”. Esta primeira palestra ocupou grande parte do horário matinal. Primeiramente, Daniel Barreira começou a “Masterclass” por dizer que o trabalho de um analista remete para a “observação e interpretação da performance”.

No que diz respeito à observação o professor da FADEUP realçou que um dos seus sítios preferidos para observar jogadores é na academia do SC Braga, já que “até se ouve o respirar do jogador. Daniel diz que é importante poder visualizar cada pormenor em campo e que “o mínimo detalhe importa para uma observação bem conseguida”. Aliás, a própria posição do analista na bancada de um estádio chega a diferir de posição para posição dos jogadores que se vai observar.

Em seguida, o scout do FC Barcelona refere que há dois tipos de análise que um analista tem que ter em conta. São estes a análise da própria equipa que o analista representa e a análise da equipa adversária, acabando mesmo por admitir que são as duas “igualmente importantes”. Uma terceira componente que foi sublinhada no decorrer da palestra foi o aspeto físico de um jogador quando este é analisado.

Assim, Daniel Barreira recorre a estudos cientificos para comprovar que “o rendimento de um jogador não é afetado por ter dois jogos por semana”, mas que o facto de entrar nesta rotina “aumenta em cinco vezes a probabilidade de lesão do jogador”. A “Masterclass” prosseguiu com uma série de vídeos com os quais o orador pretendeu demonstrar boas e más ações tidas por jogadores no decorrer dos jogos. Os vídeos foram separados por posições e consequente momento do jogo.

Ou seja, Daniel passou por cada posição e explicou ações de jogadores em todos os momentos do jogo, defensivo ou ofensivo. Por último, o professor da FADEUP explicou a importância de um trabalho de um analista num clube, já que é neste cargo que se trata a informação que depois é passada à equipa técnica e que, por sua vez, passa a informação analisada e recolhida aos jogadores. A informação, segundo Daniel Barreira, “deve ser filtrada na hora de a passar aos jogadores”, já que é no sentido prático que lhe interessa saber em que é que podem melhorar.

A segunda palestra da manhã teve um orador espanhol, country manager de Portugal e Espanha para a Hudl. A Hudl é uma aplicação e website de análise, base de dados de vídeos, e de partilha desses mesmo dados. A apresentação do orador serviu de apresentação para a plataforma Hudl e teve como fim o de realçar o quão fácil é utilizar a Hudl e o quão essencial esta aplicação consegue ser no trabalho de um scout.

Luís Guimarães fechou o painel da parte da manhã
Fonte: Bola na Rede

A última palestra da manhã deste primeiro dia do World Scouting Congress foi conduzida por Luís Guimarães, um dos responsáveis de scouting do Moreirense FC. O tema desta última apresentação foi a construção de relatórios e a importância de uma base de dados para o bom desempenho profissional de um scout. Luís recorreu a exemplos para demonstrar a sua ética de trabalho e mostrou como é que corresponde a um requisito do clube no que toca a procurar um jogador com determinadas características. Seguiu-se depois para uma pausa para o almoço.

O eventou reatou, em seguida, como “Football Market” que foi pensado no registo de “Speed Dating”. Desta forma, representantes de empresas marcavam uma reunião com o clube com o qual se queriam reunir e depois tinham quinze minutos para colocar as questões que quisesse. Estiveram presentes representantes de clubes desde o Manchester United ao Fafe e a dinâmica passava por cada empresa interessada poder esclarecer as questões que quisesse. O “Football Market” ocupou a tarde toda de evento, terminando às 19 horas e fazendo antever um segundo dia de evento ainda melhor.

Foto de Capa: Bola na Rede

Revisto por: Jorge Neves