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O dérbi dos dérbis: Boavista FC vs. FC Porto

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Mais um ano, e avizinha-se o tão aguardado e sempre escaldante dérbi da cidade invicta. O Boavista FC vai receber o FC Porto no Estádio do Bessa numa partida a contar para a 11.ª jornada da Liga Portuguesa. Decidi denominar este jogo como dérbi dos dérbis porque é, como sabemos, dos jogos com mais história no campeonato português.

Enganem-se aqueles que pensam que é só por isto que este é o dérbi dos dérbis, uma vez que o momento de forma das duas equipas é um convite para qualquer apaixonado por futebol esperar um jogo muito competitivo e agressivo – no bom sentido da palavra – sendo que a somar a isto tudo, os dragões vão jogar fora de casa num ambiente fervoroso como se vive no Bessa. É de facto uma contrariedade, mas sobre tudo isto iremos falar mais à frente.

Numa jornada em que vai haver outro dérbi com muita história no futebol português: o dérbi minhoto que opõe o Vitória SC ao SC Braga, realizar-se-á a 139.ª edição do dérbi da cidade invicta. Pode-se afirmar que o FC Porto tem sido feliz na casa do rival, com a última derrota a ser em 2007. Daí para a frente, a equipa azul e branca só sofreu um golo nos restantes doze jogos disputados entre as duas equipas. É este um breve capítulo do longo historial de confrontos entre os axadrezados e os dragões.

Falando agora de cada equipa especificamente e do seu momento de forma, iniciemos pelos homens da casa, as panteras negras.

O Boavista FC já foi um grande no futebol português sendo – no que respeita ao número de troféus conquistados – o segundo maior clube da cidade do Porto e de toda a região nortenha, e o quarto maior clube a nível nacional. Para comprovar tudo isto, recordemo-nos do título de Campeão Nacional conquistado na época 2000/2001, e das consequentes presenças na Liga dos Campeões e a gloriosa presença nas meias finais da Taça UEFA.

Atualmente, é um clube de meio da tabela que não costuma alcançar lugar europeus nem descer de divisão. Está a fazer um excelente arranque de campeonato, ocupando o sexto lugar da Primeira Liga com três vitórias, seis empates e uma derrota. No que respeita aos golos marcados e sofridos, conta com nove golos marcados e seis golos sofridos, estando longe de ser o melhor ataque e a pior defesa do campeonato. Nos dois últimos encontros, os comandados por Lito Vidigal somaram uma vitória frente ao SC Braga por duas bolas a zero, e uma derrota no Estádio do Bonfim frente ao Vitória FC. Esta derrota não belisca de forma alguma o grande arranque dos axadrezados, que por sua vez já tiraram pontos a um dos três grandes.

O último onze dos boavisteiros contou com Helton Leite na baliza; Carraça, Fabiano, Ricardo Costa, Neris e Marlon na defesa; Ackah e Obiora no meio-campo; Paulinho e Gustavo nas alas; e na frente de ataque, o ex-Sporting de Braga Stojilijković. Se se repetir este onze, será mais um reencontro entre Ricardo Costa, mais conhecido por Tarzan, e o FC Porto.

No que respeita aos comandados por Sérgio Conceição, são sem sombra de dúvida o clube com mais troféus conquistados no panorama nacional e internacional da cidade invicta e de toda a região norte do país. Teoricamente, são favoritos para este encontro, tendo em conta as estatísticas já analisadas acima e a grandeza e o poderio financeiro do clube. Mas isto é só na teoria, porque quando a bola começar a rolar no Estádio do Bessa vão estar onze jogadores contra outros onze que querem honrar o símbolo que carregam ao peito.

Veremos se será desta que Moussa Marega aparece pelo menos nos convocados do FC Porto
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

O FC Porto não está no seu melhor momento de forma para enfrentar um dérbi desta dimensão. Tem mais jogos nas pernas do que o Boavista, pela presença na Liga Europa, mas mais importante que isso não tem convencido nos resultados e na forma de jogar. A equipa está muito inconsistente e Sérgio Conceição tem feito alterações no onze inicial em quase todos os jogos…

Para o campeonato, os dragões vêm de um triunfo escasso frente ao CD Aves por uma bola a zero, no Estádio do Dragão. Uma resposta não muito convincente ao empate consentido na Madeira. Desta forma, perderam a liderança para o SL Benfica e mantém-se no segundo lugar da tabela classificativa, com 21 golos marcados contra cinco sofridos (menos um do que o Boavista).

Na Liga Europa, o FC Porto vai de mal a pior com uma derrota recente por duas bolas a zero frente ao The Rangers FC, que empurrou a equipa azul e branca para o último lugar do grupo. Assim, torna-se difícil o apuramento.

Com toda esta instabilidade vivida no seio da equipa, é expectável que Moussa Marega volte a aparecer neste jogo, pois quer se queira, quer não, o avançado maliano continua a ser um dos pilares da manobra ofensiva do FC Porto.

O último onze apresentado por Sérgio Conceição – que ficou marcado por uma linha de cinco defesas – contou com Marchesín na baliza; Manafá, Mbemba, Pepe, Marcano e Alex Telles na defesa; Otávio, Danilo Pereira e Matheus Uribe no meio-campo; e Tecatito Corona no apoio a Tiquinho Soares. Será este o onze utilizado no Bessa? É esperar para ver, mas não será nenhuma surpresa mais uma revolução no lote de jogadores que vão iniciar o jogo.

É esta a antevisão de um jogo que promete muito, não só pelo ambiente que envolve, como pelo momento de forma das duas equipas.

Foto de Capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

Mercedes AMG Petronas: A Perfeição Germânica

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A história do nosso mundo tem uma relação complicada com a Alemanha. Para muitos de nós, eles são os maus da fita das duas Guerras Mundiais do nosso mundo; no meio do século XX cometeram alguns dos mais horrendos crimes contra a humanidade; e dizem os estereótipos, são das pessoas menos bem-humoradas do planeta.

Mas há um lado alemão que é impossível não admirar. Apesar de arrasados por completo na Primeira Guerra Mundial, regressaram, e tornaram-se outra vez uma das potências da Europa; foram para outra guerra, mas mais uma vez perderam. O país ficou dividido em duas partes, e cá estamos no ano de 2019 e eles são novamente a maior potência europeia. Isto é um testamento do foco, cultura e mentalidade alemã que foi trazida em 2010 para a Fórmula 1, que no primeiro ano meteu piada de tão mediana que era, mas agora cansa de tão dominante que é.

Os últimos seis anos de Fórmula 1 a que temos assistido, tem sido sinónimo de apenas uma equipa a levantar o troféu de campeão no final da época, mas esse trabalho teve as origens um pouco antes, antes até de a Mercedes entrar como construtora na Fórmula 1.

Em 2013, tiveram o segundo lugar do campeonato, mas não na beleza…
Fonte: Formula 1

Em 2009, tínhamos acabado de assistir a uma das mais lindas histórias do desporto, quando a Brawn GP, contra todas as probabilidades, venceu o título. Como os motores eram Mercedes, a gigante construtora automóvel alemã, decidiu comprar a equipa, e criar uma equipa de raiz, em vez de ser apenas fornecedora. O projeto parecia ter tudo para resultar. Tinham o nome, tinham a tradição, tinham o Ross Brawn, tinham o Michael Schumacher (acabado de regressar da primeira reforma). Ou seja, tinham tudo para ter sucesso, menos um carro rápido.

A tradição desta equipa na Fórmula 1 era maior do que muitos se lembravam, e não entraram às cegas na competição, tendo quase 20 anos de experiência na construção de motores para outras equipas. Pela primeira vez desde 1955, a equipa entrava na Fórmula 1, e com bolsos fundos para investir. Na altura era Juan Manuel Fangio, agora era Michael Schumacher, mas este não era o piloto que tinha vencido sete campeonatos, não, este era um piloto já envelhecido, e sem velocidade para acompanhar o seu colega de equipa, Nico Rosberg.

Seguiram-se três épocas da equipa a não ser boa o suficiente, com apenas uma vitória em 2012, por Nico Rosberg, e a rondar sempre o quarto e quinto lugar.

Mas em 2013, algo surpreendente aconteceu. Um tal de Lewis Hamilton, que parecia já ter raízes na McLaren, cansou-se da falta de fiabilidade de um carro prateado, e saltou para outro. Na altura, todos lhe chamaram louco, sair de uma das melhores equipas de sempre, para ir para uma que tinha acabado de ficar em quinto lugar no campeonato. Mas qualquer que tenha sido a apresentação de Power Point que mostraram ao britânico, ele aceitou o lugar, e isso, deve ter sido das melhores decisões já feitas por um piloto.

Nesse ano, não conseguiram chegar ao nível da Red Bull, mas ficaram em segundo lugar, uma clara subida de forma comparativamente aos anos anteriores. No ano a seguir, a ordem era mudada, e era criada uma das máquinas mais dominantes já vistas nas pistas.

O único homem a parar Lewis Hamilton desde 2014
Fonte: Formula 1

FC Penafiel 1-1 SL Benfica B: quando a vontade de ganhar não chega

FC Penafiel e SL Benfica B somaram um ponto dos três disputados na 10ª jornada da Segunda Liga. Os penafidelenses aumentaram para seis a série de jogos sem vencer e as águias somaram a segunda partida consecutiva sem conhecer o sabor da vitória.

Após dez minutos pautados pelo equilíbrio, Pedro Álvaro abriu o marcador com um golpe de cabeça certeiro em correspondência a uma excelente bola batida por Vukotic, na marcação de um pontapé de canto pelo lado direito. A urgência levou ao imediatismo e a turma de Miguel Leal tentou responder assim que possível, deixando em sentido a defensiva encarnada logo no minuto seguinte.

Os 15 minutos que se seguiram não viram lances de perigo, mas viram o controlo da partida tender ligeiramente para os forasteiros. Ao passar a marca dos 25 minutos, o Penafiel começou a impor-se no jogo e a circundar a área benfiquista.

Os penafidelenses não criavam muitas oportunidades, mas também não precisaram para chegar ao empate. Decorria o minuto trinta e cinco quando o lado esquerdo dos visitados construiu magistralmente a jogada que terminou com a finalização certeira de Ludovic.

Motivados pelo golo e cientes da intranquilidade da equipa B do Benfica, os homens do norte voltaram a criar perigo três minutos volvidos, numa dupla oportunidade de Schons. Num primeiro cabeceamento, Fábio Duarte levou a melhor e, num segundo momento, de novo de cabeça, o médio brasileiro atirou ao lado.

Até ao intervalo, os pupilos de Miguel Leal não largaram as rédeas do jogo, apesar de só terem assustado Fábio Duarte em tempo de descontos, com um remate cruzado a não passar longe do poste esquerdo da baliza das águias.

O Municipal 25 de Abril acolheu uma partida em que a vontade não cooperou o suficiente com a qualidade para haver um vencedor
Fonte: SL Benfica

No tempo regulamentar do segundo tempo, as duas equipas equivaleram-se a todos os níveis e em todos os parâmetros da partida, sem que houvesse um claro dominador e um claro subjugado. Tanto visitados como visitantes procuravam a vantagem, com a mesma vontade, mas também com a mesma eficácia. Como tal, Luís Ribeiro e Fábio Duarte tiveram pouco trabalho e o que tiveram não foi de difícil cumprimento.

No entanto, o Penafiel podia ter mesmo chegado à vantagem nos minutos de desconto. Ruster e Gleison, entrados na segunda parte, desperdiçaram duas belíssimas oportunidades para prender os três pontos no Estádio Municipal 25 de Abril. A falta de eficácia, no entanto, manteve o resultado já registado ao intervalo até final no marcador e Penafiel e Benfica B somam um ponto cada, mantendo a distância entre si na tabela classificativa (Penafiel – 12 pontos em nove jogos, Benfica B – 11 pontos em dez jogos).

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

FC Penafiel: L. Ribeiro, Filipe Macedo, Paulo Henrique, Ludovic (Gleison, 79´), Coronas, Alan Schons, Ronaldo, Rafa Sousa (Ruster, 90+1´), Romeu Ribeiro, João Paulo, Yuri.

SL Benfica B: Fábio Duarte, João Ferreira, Pedro Álvaro, Morato, Nuno Tavares, Vukotic (Chrien, 62´), David Tavares, Diogo Mendes, Rodrigo Conceição, Tiago Dantas (Tiago Gouveia, 71´), Daniel dos Anjos (Gonçalo Ramos, 82´).

FC Famalicão 3-3 Moreirense FC: “Bendita Loucura” de jogo

Jogo endiabrado em Famalicão com seis golos, acaba num empate justo pelo que se passou em campo. Grande primeira parte da equipa da casa, mas que na segunda relaxou demasiado e permitiu o empate da formação cónega que chegou a estar a perder por três golos.

O FC Famalicão recebeu, este sábado, o Moreirense FC para mais um jogo a contar para a 11ª jornada da Liga. O estádio Municipal de Famalicão apresentou uma boa moldura humana para este dérbi minhoto, apesar do frio que se fazia sentir.

O primeiro quarto de hora decorreu sem nenhum lance assinalável. As equipas procuraram praticar um estilo de jogo ofensivo, mas ambas acabaram por ser eficazes no momento defensivo. Ao minuto 18’, no primeiro lance de perigo, o Famalicão FC conseguiu chegar à vantagem por intermédio de Fábio Martins. O ala português recebe um bom cruzamento vindo da direita feito por Diogo Gonçalves e, com um compasso de espera conseguiu atirar para o fundo das redes da baliza.

Já em vantagem, a equipa da casa não abrandou o ritmo de jogo e conseguiu ter sempre as ocasiões de maior perigo. Em seguida, foi Racic que, com grande visão de jogo, viu a desmarcação de Diogo Gonçalves  que cruzou, mas Toni Martinez chegou tarde àquele que podia ter sido o lance do segundo golo famalicense.

Segundo golo esse que acabou por acontecer ao minuto 32’ por Uros Racic. Boa recuperação de bola no meio campo do Moreirense FC e bastou ao sérvio levantar a cabeça, olhar para a baliza e colocar a bola em jeito, sem hipóteses de defesa para Pasinato. Bom lance do jovem médio, emprestado pelo Valência CF ao clube de Famalicão.

O jogo foi para intervalo com um Famalicão claramente superior e já algo relaxado pelo resultado alcançado e com um Moreirense que parecia estar sem ideias para evitar a derrota.

Disputa de bola entre Fábio Martins e D’Alberto
Fonte: Liga Portugal

A segunda metade do jogo começou com o Moreirense motivado, em busca da cambalhota no marcador. Prova disso mesmo foi a recuperação de bola de Nenê que deixa depois para Machado que remata para uma grande defesa de Defendi. Foi o primeiro lance de perigo do Moreirense no jogo.

Em resposta ao primeiro sinal de perigo dos cónegos, o Famalicão chegou ao terceiro da partida por intermédio de Toni Martinez que, com calma, colocou a bola por debaixo das pernas de Pasinato rumo ao fundo da baliza da equipa visitante. O Moreirense conseguiu mesmo marcar golo por intermédio de Machado que marcou encontro com a bola, após cruzamento de D’Alberto, no coração da grande área e só precisou de encostar para o estabelcer o 3-1 no Estádio Municpal de Famalicão.

O conjunto orientado por Vítor Campelos viria a reduzir ainda mais a desvantagem. Desta vez pelo recém-entrado Pedro Nuno que corresponde a mais um bom cruzamento de D’Alberto e cabeceia para fundo das redes da baliza de Defendi. Em mais um lance com recurso ao VAR, o árbitro Tiago Martins, decide alterar a sua decisão inicial e assinalar grande penalidade a favor Moreirense. Steven Vitória, capitão e eleito para a cobrança do castigo máximo, converteu e repôs, de forma inesperada a igualdade no marcador em Famalicão.

Face às grande pausas no jogo, a equipa de arbitragem concedeu sete minutos de tempo de compensação, nos quais ainda houve tempo para um vermelho direto a Nehuen Pérez por falta dura sobre Machado.

Com este resultado, o Famalicão mantém a terceira posição isolado no campeonato enquanto que o Moreirense ultrapassa o Belenenses SAD e se encontra, assim, à condição, na 13ª posição do campeonato. Na próxima jornada, o FC Famalicão vai viajar para Portimão e o Moreirense tem encontro marcado, em casa, contra o último classificado, CD Aves.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

FC Famalicão: Defendi, Fábio Martins, Gustavo Assunção, Riccieli, Diogo Gonçalves, Nehuen Perez, Toni Martinez (Anderson 73’) , Pedro Gonçalves (Guga 82’), Centelles, Racic, Patrick William (Phete 69’)

Moreirense FC: Pasinato, D’Alberto, Fábio Pacheco, Nenê (Fábio Abreu 63’), Steven Vitória, Djavan (Aurélio 81’), Filipe Soares, Luther, Halliche, Alex Soares (Pedro Nuno 63’), Machado

Next Gen ATP Finals: O troféu continua em Itália

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Realizou-se, este sábado, a final da terceira edição da Next Gen, torneio que, desde 2017, desencadeia os jovens talentos com idades até aos 21 anos.

A final, realizada em Milão, trouxe o primeiro frente-a-frente entre o jovem australiano Alex de Minaur, de 20 anos, e o italiano Jannik Sinner, de 18 anos.

A vencer em três sets limpos, com parciais de 4-2, 4-1 e 4-2, o italiano Jannik Sinner sagra-se o campeão deste ano, sem dar margem de dúvidas ao australiano, que já tinha sido vice-campeão na edição passada, perdendo para Stefanos Tsitsipas.

Em apenas 56 minutos, Jannik Sinner consegue vencer o vice-campeão da edição anterior, Alex de Minaur
Fonte: Next Gen ATP Finals

As expectativas para esta final tornaram-se bastante altas: Jannik Sinner parecia ser o adversário perfeito para Alex de Minaur, que poderia fazer justiça ao vice-campeonato do ano passado, e finalmente ganhar o troféu.

Mas, surpreendentemente, tal não se sucedeu. E, desta forma, o número 95 do ATP (Juventude) acaba por vencer ao número 18 do mesmo ranking, deixando com que o troféu permaneça, e bem, em Itália.

Jannik Sinner apenas se tornou tenista profissional em 2018, mas, com a performance que tem feito durante o ano, e, principalmente, neste torneio, provou que pode dar muito mais à modalidade, e, futuramente, tornar-se o número 1 do ranking ATP.

Já Alex de Minaur, profissional desde 2015, também tem demonstrado o seu talento. No entanto, ainda não conseguiu alcançar o seu objetivo de ganhar a Next Gen.

Quem sabe o que poderá reservar o futuro destes dois jovens. Mas, com o talento que vimos durante os cinco dias de torneio, temos, com certeza, a convicção de que o futuro do ténis está reservado, e estará em boas mãos.

Foto de Capa: Next Gen ATP Finals

artigo revisto por: Ana Ferreira

CD Santa Clara 1-2 SL Benfica: Exibição ≠ Resultado

As portas do estádio de S. Miguel abriram-se para a 11ª jornada da I Liga. Num jogo de lotação esgotada, ambas as equipas, embora com objetivos distintos, procuram conquistar os três pontos daí apostarem nos seus melhores jogadores para este duelo.

O início do jogo ficaria marcado pelo primeiro momento de perigo, aos três minutos, na sequência de marcação de um livre direto marcado por Osama Rashid, mas Odysseas voou e afastou a bola para fora das quatro linhas. Apesar deste primeiro momento de tensão na baliza do SL Benfica, o jogo manteve-se concentrado a meio campo não havendo muitas ocasiões de golo.

Aos 17 minutos, o estádio de S. Miguel estremeceu, com o primeiro golo da partida ficando, este, a cargo de Carlos Jr., que através de um passe de César e de uma assistência de Rafael Ramos, inaugura o marcador ficando, assim em vantagem a equipa da casa. Com a superioridade no marcador, o CD Santa Clara acrescia o seu à vontade no jogo acabando por o deixar mais dividido o que não permitia ao Benfica construir jogo.

Uma nova oportunidade de golo apareceria aos 39 minutos, através dum passe de Zaidu que coloca a bola em linha para Zé Manuel mas este acabaria por chutar ao lado da baliza do Benfica.

O apito de início da segunda parte trazia uma nova oportunidade para a equipa da casa numa combinação entre Santana e Zé Manuel, mas a bola acabaria por sair ao lado da baliza.

O Benfica acabou por entrar melhor nesta segunda parte, com uma primeira tentativa de golo aos 52 minutos através de Rúben Dias ao qual Marco, guarda redes da equipa açoriana, respondeu com uma grande defesa. A Segunda tentativa, viria aos 54 minutos com o recém entrado, Vinícius, que colocou a redondinha no fundo das redes do Santa Clara.

Fonte: Bola na Rede

Aos 77 minutos o Benfica chegava à superioridade numérica no marcador por intermédio de Pizzi, premiando, assim,  a subida de rendimento do Benfica nesta 2ª parte.

O Santa Cara não conseguiu reagir até ao final da partida levando o Benfica mais três pontos na bagagem num jogo difícil e bem disputado.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

CD Santa Clara: Marco Pereira, Zaidu, João Afonso, César Martins, Rafael Ramos, Carlos Jr. (Ukra 72’) , Osama Rashid, Francisco Ramos (Guilherme Schettine 79’), Néné, Thiago Santana, Zé Manuel (Lincoln 62’).

SL Benfica: Odysseas, André Almeida, Rúben, Jardel, Grimaldo, Pizzi, Florentino (Carlos Vinícius 45’), Gabriel, Cervi (Taarabt 67’), Chiquinho, Seferovic’.

FC Bayern 4-0 BVB Dortmund: Bávaros imperdoáveis sob a “batuta” de Lewandowski

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O Bayern de Munique recebeu e venceu de forma categórica o eterno rival Borussia Dortmund, por 4-0, com golos da autoria de Robert Lewandowski (2), Serge Gnabry e ainda um autogolo de Mats Hummels.

O primeiro quarto de hora do jogo até revelou um Borussia Dortmund com mais bola do que o Bayern de Munique e também com uma pressão imediata após a perda da mesma. Por seu lado, os bávaros iam tentando sair a jogar a partir de trás, numa construção iniciada pelos defesas centrais, mas o “aperto” dos jogadores do Dortmund tornava essa função praticamente impossível.

Apesar do início forte dos comandados de Lucian Favre, um momento de desatenção da defesa dos mesmos permitiu a Robert Lewandowski um cabeceamento fácil para golo, na sequência de um cruzamento em “balão” da parte de Pavard. Em onze jornadas, o avançado polaco marcou o seu 15.º golo, conseguindo o fantástico registo de colocar o nome na lista de marcadores de todos os jogos do campeonato atual, notável!

O ascendente estava agora do lado dos comandados de Hansi Flick (treinador interino do Bayern, após a saída de Niko Kovac), que aproveitaram o momento de fragilidade do rival para lhes tirarem o controlo da partida. O “sufoco” por que o Borussia ia passando deixava Lucian Favre em alerta, sendo notória a apatia dos seus homens, que pareciam mesmo algo perdidos em campo. Tal era a preocupação do treinador suíço que a primeira mexida no Dortmund não se fez esperar: aos 36 minutos, o português Raphael Guerreiro foi lançado para o lugar de Jadon Sancho. Não havendo nenhum problema físico com o atacante inglês, esta foi uma troca que causou alguma estranheza, dada a velocidade e imprevisibilidade que o jovem trazia ao ataque dos “amarelos”.

A maior supremacia da equipa de Munique manteve-se, mas não existiram quaisquer oportunidades dignas de registo até ao intervalo. Apesar do melhor início do Borussia Dortmund, estes não foram capazes de registar um único remate durante o primeiro tempo, sendo a liderança do Bayern no marcador completamente justa e apoiada por uma clara superioridade desde os quinze minutos.

O momento em que Lewandowski apontou o 15.º golo da sua conta pessoal na Bundesliga
Fonte: FC Bayern

No reatar da partida, o Bayern marcou na primeira chance que teve. Um passe de Kimmich “rasgou” por completo a defesa do Borussia e deixou a bola em Coman, que cruzou rasteiro para a finalização de Serge Gnabry. O lance ainda foi invalidado pelo árbitro auxiliar, mas o vídeo-árbitro determinou que o golo foi legal e os jogadores bávaros puderam festejar. Enquanto a equipa de Munique ia “de vento em popa”, os homens de Dortmund estavam a viver um autêntico pesadelo.

Perante o verdadeiro “massacre” futebolístico por que a equipa estava a passar, Favre decidiu arriscar tudo e lançar para jogo dois dos seus jogadores ofensivamente mais influentes: Marco Reus e Paco Alcácer. Embora as intenções tenham sido boas, estes dois membros pareceram sempre muito isolados na frente de ataque, sendo incapazes de contribuir para alterar o rumo do jogo. Na única oportunidade que Alcácer dispôs para finalizar, à “boca” da baliza, acertou de raspão na bola e esta saiu ao lado das redes de Neuer.

Por seu lado, os homens de Munique continuaram a “carregar no acelerador”, somando oportunidades e fazendo aquilo que o Dortmund não conseguia: criar perigo e rematar. Perante tamanha pressão, a defesa do Borussia voltou a vacilar e sofreu outro golo, com o marcador a ser o “suspeito do costume”. Thomas Muller colocou a bola nos pés de Lewandowski e este, no frente-a-frente com Roman Burki, não falhou. São já 16 golos no campeonato para o avançado polaco, tudo em apenas 11 jogos, uma marca incrível!

A “festa” só ficaria fechada depois do autogolo de Mats Hummels, na sequência de um cruzamento que tinha como destinatário o médio espanhol Thiago, entrado minutos antes. Um regresso muito infeliz do defesa-central alemão à Allianz Arena fechou as contas do marcador, que registava números “gordos”, mas aos quais os bávaros não são estranhos, dados os resultados dos últimos confrontos entre estas duas formações.

Com esta vitória “esmagadora”, o Bayern igualou de novo o Leipzig no segundo lugar da tabela, após a equipa da Red Bull ter também vencido. Já o Borussia Dortmund desceu ao quinto lugar da classificação, em igualdade pontual com o rival local Schalke 04. A liderança é “propriedade” do Borussia Monchengladbach, que regista mais um ponto do que os segundos classificados e tem ainda um jogo a menos (será cumprido amanhã, frente ao Werder Bremen).

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

FC Bayern – Manuel Neuer; Benjamin Pavard; Javi Martínez; David Alaba; Alphonso Davies; Joshua Kimmich; Leon Goretzka (Thiago Alcantara, 72’); Serge Gnabry (Philippe Coutinho, 70’); Thomas Muller; Kingsley Coman (Ivan Perisic, 75’); Robert Lewandowski.

BVB Dortmund – Roman Burki; Achraf Hakimi; Manuel Akanji; Mats Hummels; Nico Schulz; Julian Weigl (Paco Alcácer, 61’); Axel Witsel; Jadon Sancho (Raphael Guerreiro, 36’); Julian Brandt; Thorgan Hazard; Mario Gotze (Marco Reus, 61’).

Beirões com gás

A zona centro do país, outrora pintada de outras cores, encontra-se atualmente pintada de amarelo e verde, sendo o CD Tondela o único representante desta região no principal escalão.

Pois bem… nas últimas quatro épocas, até ao mês de novembro, os adeptos tondelenses viviam tempos conturbados e de incerteza, pois o seu clube tardava em dar uma resposta positiva em termos pontuais, estando sempre na cauda da tabela ou perto desta. Este estado de espírito mantinha-se normalmente até perto do final, quando a permanência ficava finalmente assegurada.

Este ano, em período similar, o sentimento é o oposto, já que estão a viver uma experiência totalmente nova. O clube está a realizar a melhor temporada após as primeiras dez jornadas desde que se estreou na Primeira Liga, encontrando-se sensivelmente a meio da tabela e com mais seis pontos que o melhor registo anterior.

Os ventos de Espanha parecem ter trazido alguma acalmia a esta zona do país. Como se sabe, o presidente da SAD veio do país vizinho, assim como o novo treinador, Natxo González. A herança de Pepa e o facto de ser o primeiro treinador estrangeiro da história do clube são motivos suficientes para impor responsabilidade acrescida, mas a primeira imagem do espanhol até está a ser positiva.

Depois de uma pré-época algo sofrível e de um arranque oficial aos solavancos, a equipa parece ter encontrado o equilíbrio suficiente que a leva a ser o melhor conjunto da sua história até este período, no principal campeonato. Algo que não apaga os afastamentos precoces das taças domésticas e que são sempre uma mancha desagradável.

Contudo, o melhor resultado da época verificou-se no passado fim de semana. Foi um dos principais destaques da jornada, desde logo, porque resultou num triunfo caseiro frente a um grande. Na verdade, foi frente a um Sporting CP em crise, mas serviu para impor a primeira derrota de Silas em jogos do campeonato. Até aqui, os jogos em casa não tinham corrido da melhor maneira, sobretudo pela ausência de vitórias, mas a partir deste triunfo, alicerçado pelo valor simbólico que é vencer um dos grandes, o estigma das partidas caseiras pode ter sido eliminado.

O clube beirão deseja continuar o processo de consolidação na Primeira Liga
Fonte: CD Tondela

Não sendo uma equipa que prima por grandes rasgos individuais, funciona geralmente como um bloco compacto, demonstra um nível competitivo alto e tem sido capaz de incomodar adversários teoricamente mais fortes. Cláudio Ramos, Yohan Tavares e Pepelu são os totalistas do plantel e têm sido peças-chave no esquema de jogo. São os homens de máxima confiança do técnico e, os dois últimos, têm tudo para entrar na galeria de notáveis do clube, como por exemplo, Hélder Tavares, Miguel Cardoso, Ricardo Costa ou Tomané – atletas que se destacaram e ajudaram o CD Tondela a consolidar-se na Primeira Liga. Escusado será dizer que o guardião Cláudio Ramos já lá perdura.

O que salta à vista no campeonato tondelense são de facto as três vitórias forasteiras – três até ao momento. O que virá daqui para a frente ninguém sabe, mas a verdade é que os adeptos, neste momento, podem respirar bem melhor em relação aos últimos anos.

Não quer isto dizer que o CD Tondela não venha a ter dificuldades para atingir os seus objetivos. Até porque convém não esquecer que o RC Deportivo de Natxo, na temporada passada, teve um início muito bom e, com o passar do tempo, acabou por cair bastante, tendo este sido despedido antes do seu final. Realidades diferentes, mas sinais factuais que o técnico não quererá ver repetidos, nesta primeira aventura fora do seu país.

Pelo que a equipa conseguiu até agora e olhando para os desempenhos de alguns adversários, penso que os beirões têm condições para alcançar nova manutenção, embora se preveja uma luta intensa, como vem sendo habitual.

Foto de capa: CD Tondela

Universo Paralelo: SC Braga faz história ao vencer o FC Porto em Dublin

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18 de maio de 2011. Dia histórico para Portugal. Uma final 100% portuguesa que coloca frente a frente dois clubes do norte do país. Era certo que a taça da Liga Europa, a competição de segunda linha da UEFA, viria para o “jardim à beira-mar plantado”. De um lado existe um FC Porto já experiente no panorama europeu. Vencedor de duas Ligas dos Campeões e uma Taça UEFA, competição atualmente extinta, mas equivalente à Liga Europa. Do outro lado, um SC Braga muito pouco conhecedor destes “trilhos”, mas que chegara à fase a eliminar através do terceiro lugar da Liga dos Campeões, onde aí eliminou equipas como Liverpool FC e SL Benfica, este último na meia-final da prova.

O futebol português estava nas bocas do mundo, por muitas e boas razões. Domingos Paciência comandava o outsider SC Braga e tinha pela frente o maior desafio da sua vida – conseguir a glória europeia para os minhotos frente ao seu clube de coração e onde brilhara enquanto jogador. André Villas Boas, no FC Porto, deliciava os adeptos com exibições fantásticas (como os 5-0 frente ao SL Benfica) e uma época que, com a conquista deste título, seria fantástica. De realçar que Villas Boas substituiu Domingos Paciência na Académica OAF para o SC Braga quando este saíra, em 2009/2010. Parecia estar tudo destinado para que este confronto se desse. Os adeptos de ambas as equipas e do futebol português aguardavam ansiosamente pelo apito inicial em Dublin.

Alan tornou-se num ícone do clube, tanto que muitos bebés bracarenses foram registados com o seu nome naquele ano
Fonte: UEFA

Alan, Mossoró, Lima, Vandinho e Custódio faziam parte da dinastia europeia bracarense e em terras irlandesas enfrentavam “pesos pesados” como Hulk, Falcão, João Moutinho, Otamendi e James Rodríguez, que por esta altura, estavam a ser observados à lupa pelos tubarões europeus. Os atletas estavam preparados para o início da partida e até foi o FC Porto que começou a criar mais perigo com Fernando a receber uma bola que fora bombeada para a grande área e a rematar forte de primeira, mas a bola saiu ao lado. O SC Braga quis de imediato responder e foi Alan o criador do perigo. O brasileiro passou bem por dois jogadores e rematou cruzado, mas não acertou na baliza da Artur Moraes. Ao longo do jogo foram cometidas bastantes faltas, revelando-se numa verdadeira batalha – 8 amarelos em 90 minutos. Já bem perto do intervalo, eis o verdadeiro momento desta final. Rolando sobe no terreno com bola e tenta passar para o seu colega de equipa, mas o esférico foi intercetado por Hugo Viana que progride do lado direito do ataque, simula e cruza para a cabeça de Lima, fazendo o 1-0 na partida. Festa nas bancadas para os guerreiros do Minho e, certamente, na cidade de Braga. Esse golo viria a ser histórico para o futebol português e minhoto.

O jogo foi para intervalo com o SC Braga a vencer a partida, mas no reatar da partida, foi o FC Porto quem esteve à beira de empatar o jogo. Erro grave de Custódio, que deixa James Rodríguez totalmente isolado para a baliza e só com Artur Moraes à sua frente. O colombiano não conseguiu bater o guardião bracarense que respondeu ao erro da sua equipa com uma grande defesa, vital para a conquista da competição. A terminar, o SC Braga ainda esteve perto de sentenciar o resultado e fazer o 2-0 por Meyong, que fora de área, rematou em cheio no poste. Apito final e o SC Braga conquista o seu primeiro título europeu. Sem dúvida, uma época que António Salvador, Domingos Paciência e todos os atletas, associados e simpatizantes dos arsenalistas nunca mais esquecerão. Após esta conquista, o SC Braga conseguiu o prestígio nacional e internacional que era tão desejado e é agora considerado o quarto grande clube português, estando na luta em todas as frentes que compete. Domingos Paciência é contratado por um grande clube inglês e parte dos atletas que conseguiram este feito saem também do clube para grandes clubes do velho continente.

Foto de capa: UEFA

Académica OAF 1-2 SC Farense: Oportunidades para uns, golos para os outros

Tarde cinzenta em Coimbra. Na receção ao líder SC Farense, a Académica OAF voltou a vacilar em casa e perdeu por 1-2, com direito a reviravolta por parte do conjunto algarvio. A contestação subiu de tom e, perante as circunstâncias atuais, os adeptos da casa recorreram a lenços brancos para mostrar o seu desagrado com o rendimento da equipa.

Os primeiros 25 minutos foram marcados por alguma monotonia de parte a parte e com apenas uma verdadeira ocasião de logo. Ainda nem um minuto estava decorrido e Derik Lacerda já tinha conseguido aparecer na cara de Hugo Marques, atirando à figura.

Foi preciso esperar pela meia hora de jogo para o jogo começar a animar, onde a boa pressão ofensiva da formação caseira resultaria em…golo. Derik Lacerda pressionou, João Mendes recuperou e tratou de inaugurar o marcador, com um remate dentro da área.

O conjunto algarvio correu atrás do prejuízo e, depois de Furlan ter testado Mika num livre direto, os pupilos de Sérgio Vieira conquistaram uma grande penalidade – exemplarmente convertida por Fabrício Simões – e restabeleceram a igualdade. O jogo, esse, encaminhar-se-ia para o intervalo, com a equipa de arbitragem – após algumas decisões duvidosas no primeiro tempo – a sair para os balneários debaixo de um enorme coro de assobios.

Festejos da equipa algarvia após a grande penalidade convertida
Fonte: SC Farense

O início do segundo tempo trouxe uma Académica mais acutilante nos seus processos ofensivos, tendo criado perigo junto da baliza adversária por intermédio de João Mendes e Ki. Em sentido inverso, o Farense atravessou mais de metade da segunda parte sem conseguir criar um único lance de golo, obrigando Sérgio Vieira a mexer no setor intermédio.

Leandro e João Mendes ainda assustaram a baliza de Hugo Marques, mas seria o conjunto de Faro a chegar ao golo da reviravolta numa das poucas vezes que conseguiu causar perigo a Mika. A cinco minutos do final, Fabrício Isidoro aproveitou uma bola perdida à entrada da área e rematou de forma eficaz para o segundo golo da sua equipa.

A formação liderada por César Peixoto ainda tentou reagir, mas sem sucesso, tendo somado a quinta derrota no campeonato – a terceira em casa. O conjunto de Sérgio Vieira continua na liderança com 24 pontos, ao passo que a Académica é 14º, com 9 pontos, algo que motivou a contestação por parte dos adeptos com lenços brancos no final do encontro.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Académica OAF: Mika, Mauro Cerqueira, Zé Castro, Silvério, Mike, Ki (Cherif, 76’), Leandro, Ricardo Dias, João Mendes, Lacerda (Djousse, 70’) e Chaby (Osei, 18’).

SC Farense: Hugo Marques, Furlan, Cássio, Luís Rocha, Matheus Silva, Fábio Nunes (Alvarinho, 72’), Filipe Melo (Bura, 52’), Fabrício Isidoro, Mayambela (Irobiso, 66’), Ryan Gauld e Fabrício Simões.