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Jordan Santos, o novo “Rei das Areias”

Depois de três anos sem ter um português como o “Rei das Areias”, foi a vez de Jordan Santos, pela primeira vez como profissional, conseguir alcançar este título. Num ano de sonho, o internacional português venceu tudo e, se realmente houvesse mais competições, teria arrecadado também esses mesmos troféus.

Na Gala Beach Soccer Stars 2019, no Dubai, o jogador recebeu o prémio de Melhor Jogador do Mundo e ultrapassou uma concorrência forte do brasileiro Rodrigo e do italiano Gori. Este é um prémio que tem em conta uma votação de capitães e dos selecionadores de cada seleção que está integrada nas competições da Beach Soccer WorldWide. Pela segunda vez na história da modalidade, um jogador português conseguiu arrecadar este troféu para o nosso país.

Ainda temos de destacar que o melhor evento do ano de 2019 foi o Jogos Europeus de Minsk. E por quê realçar este evento? Pelo simples facto de que traz boas recordações para as cores nacionais. Foi nas areias da capital da Bielorrússia que Portugal ganhou o ouro e onde, por acaso, Jordan acabou por inscrever o seu nome na lista dos marcadores na Final contra a Espanha.

UMA ÉPOCA RECHEADA DE TÍTULOS

Foram oito os troféus coletivos que o número cinco da seleção portuguesa e do SC Braga conseguiu vencer numa só época. Época que acabou da melhor maneira com a condecoração do Melhor Jogador do Mundo da modalidade. Contudo, Jordan Santos não esqueceu aqueles que, ao longo do ano, estiveram ao seu lado. «Só é possível ganhar estes prémios jogando ao lado de grandes jogadores», afirmou o jogador.

A representar a seleção portuguesa, o jogador venceu a Liga Europeia, a medalha de ouro nos Jogos Europeus de Minsk, o Mundialito e ainda o Torneio Internacional da China. Mas não foi só de Quinas ao peito que se destacou pelos areais, Jordan Santos ainda conseguiu fazer uma época excelente com o SC Braga. Com os “Guerreiros do Minho”, foi tricampeão nacional, tricampeão europeu, vencedor do Mundialito de Clubes e ainda ergueu a primeira edição da Taça de Portugal.

Para além de ser o Melhor do Mundo, o internacional português ainda integrou o melhor cinco da época. O russo Chuzkov, o japonês Ozu, o brasileiro Rodrigo e o italiano Gori completaram os outros quatro lugares disponíveis no areal. Um cinco de ouro que, se alguma vez, se juntasse para jogar seria quase impossível de ser vencido.

Assim, Portugal volta a estar no mapa do Futebol de Praia mundial – se é que alguma vez tenha saído do mesmo. Desde já, felicitamos o Jordan Santos pelo prémio arrecadado no Dubai. Agora é tempo de olhar para o Mundial no Paraguai, porque tanto o Jordan, como todos os portugueses, deve ter já esta competição no pensamento. E, de certeza, também terá uma outra vontade: a de vencer já esta competição.

Foto de Capa: FPF

Artigo revisto por Joana Mendes

Noitadas? Nada que um pouco de ioga não resolva

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Bom, vamos falar de quê desta vez? Da desvantagem pontual no campeonato? Do empate deprimente na Madeira? Das exibições paupérrimas a nível nacional e além fronteiras? De algumas escolhas incompreensíveis na elaboração do onze inicial do FC Porto?

Não, não iremos falar de nenhum dos pontos acima referidos. Todos os holofotes desportivos durante o passado fim de semana estiveram voltados para um episódio que envolveu quatro atletas azuis e brancos: Marchesín, Saravia, Matheus Uribe e Luis Díaz.

Em causa, uma violação de uma das normas do clube, norma essa que determina um “recolher obrigatório” às 23 horas para todos os atletas do FC Porto.

Muitas informações acerca desta matéria têm sido publicadas nas últimas horas, sendo ainda, algumas delas, contraditórias. Porém, a meu ver, não é o mais importante saber se estes quatro jogadores abandonaram o aniversário da esposa de Uribe meia hora antes ou meia hora depois.

O ponto fundamental de tudo isto, para mim, é ver uma “polémica” destas escarrapachada em quase todos os jornais, emissões especiais nos mais diversos canais sobre o assunto.

Como adepto, odeio (literalmente) ver a vida interna do meu clube ser completamente dissecada em praça pública. Levantam-se pontos de interrogação sobre o profissionalismo e o compromisso destes atletas, sobre a união deste grupo de trabalho; e isso, quer queiramos, quer não, traz uma certa instabilidade completamente desnecessária, no meu ponto de vista.

Apesar de todas as contrariedades, o FC Porto acabou por vencer o dérbi da cidade invicta
Fonte: Liga Portugal

Exige-se um pouco mais de consciência a quem representa o FC Porto. Não me refiro apenas à tal “noitada”, refiro-me também à divulgação de vídeos da mesma por parte de personagens de relevo no clube; de nada serve utilizar um slogan que prega “Dragões Juntos” se, quando existe um problema, cada um corre numa direção diferente.

Existem questões que merecem ser punidas? Resolvam-nas internamente, sem a divulgação de detalhes para o exterior. Adotem uma postura semelhante à do treinador, quer na flash interview, quer na conferência de imprensa de rescaldo ao jogo do Bessa, que optou por não dar motivos para novas manchetes na manhã seguinte relacionadas a este tema.

E, por falar em Sérgio Conceição, permitam-me que ressalte que o nosso mister acaba por ser a única pessoa que, quiçá, beneficiou com esta “novela mexicana”.

Após exibições muito fracas da equipa, após a perda de pontos frente ao CS Marítimo, após as derrotas frente a Feyenoord e Rangers, Sérgio Conceição era o principal alvo de contestação por parte da massa adepta portista. Agora, após este episódio, o cenário parece ser diferente. Sérgio Conceição é agora visto como um treinador “à maneira”, um treinador exigente, com mão firme para comandar o balneário.

De certa forma, todo este caos sul-americano parece ter dado um balão de oxigénio a Conceição, retirando-o do centro das críticas.

Foto de capa: UEFA

Artigo revisto por Joana Mendes

 

Do que é capaz este Boavista FC?

O Boavista FC sofreu na última segunda-feira a primeira derrota no campeonato ao fim de dez jornadas, não havendo agora qualquer equipa invicta na Primeira Liga. Ontem perdeu novamente frente ao FC Porto. Ainda assim, os axadrezados têm tido um arranque de época interessante, o que lhes confere um sétimo lugar na tabela classificativa com 15 pontos, mas com possibilidade de sonhar mais alto. O Vitória SC tem apenas mais um ponto e ocupa a quinta posição. Já o Sporting CP, que ocupa o quarto lugar da tabela classificativa, tem mais cinco pontos.

Até ao deslize frente ao Vitória FC (onde perdeu por 1-0 com um autogolo), o Boavista não sabia o que era perder no campeonato, sendo umas das únicas equipas na Europa que não contabilizava qualquer derrota. Mesmo nesta partida, não faltaram oportunidades para reverter o resultado e manter o estatuto de invictos: os boavisteiros dispuseram de 27 remates, algo nunca antes alcançado no campeonato este ano. Estes dados indicam claramente um problema de finalização da equipa de Lito Vidigal, que se tornam ainda mais uma realidade se analisarmos pelo menos os dados dos últimos jogos fora de casa nesta época – contam com 71 remates, mas apenas três foram parar ao fundo das redes (um deles, o autogolo frente ao Vitória FC).

É necessário recuar 20 anos para encontramos outro Boavista que também não conhecia o sabor da derrota à nona jornada. Na altura, a equipa liderada por Jaime Pacheco terminou na segunda posição, numa época inserida naqueles que foram os anos dourados da equipa axadrezada. Nem mesmo quando foi campeão em 2000/01 conseguiu tal registo, uma vez que perderam em casa à quarta jornada contra o SC Braga.

Contudo, o bom momento prende-se apenas ao campeonato, porque nas restantes competições o sonho já acabou: foram eliminados pelo Casa Pia AC na Taça da Liga e falharam, assim, o acesso à fase de grupos; já a permanência na Taça de Portugal fugiu-lhes no prolongamento. O presidente do clube, Vítor Murta, indicava o mês passado que já tinha “mandado limpar um espaço no museu destinado a uma taça”, mas parece que poderá ter de o deixar vago, pelo menos por mais uns tempos – a não ser, claro, que ganhe a Primeira Liga.

Lito Vidigal é um dos principais responsáveis pelo bom momento da equipa
Fonte: Boavista FC

Apesar dos já mencionados problemas de finalização e das eliminações precoces nas taças, o Boavista tem, sem dúvida, surpreendido os críticos. O treinador Lito Vidigal, poderá ser um dos principais responsáveis pelo bom momento da equipa, uma vez que são notórios os progressos face ao período homólogo – no ano passado, estava em penúltimo lugar e apenas dois pontos acima do último classificado -, traduzidos na subida de rendimento da equipa e nos resultados alcançados até então.

Já no final da temporada passada, Vidigal afirmou convictamente que “se a época tivesse começado quando começámos a trabalhar, estávamos em quarto lugar”, transmitindo total confiança nos seus jogadores e no trabalho desenvolvido. A perfeita sintonia entre presidente e treinador/equipa será outro dos fatores. Vítor Murta declarou total crença em Lito Vidigal, demonstrada quando recentemente mencionou que “com o Lito mais cedo, estaríamos seguramente na Liga Europa a fazer melhor figura do que muitos”.

Com um início de época claramente promissor, leva-nos a questionar até onde chegarão os pupilos de Lito Vidigal no campeonato. O Boavista defrontou o FC Porto no eterno dérbi da cidade do Porto. Os boavisteiros queriam manter a boa forma no campeonato e, para tal, teriam de roubar pontos ao rival no Estádio do Bessa, algo que já não conseguem há mais de dez anos.

Além disso, os axadrezados poderiam ainda ter aproveitado o momento complicado que o FC Porto atravessa, com a equipa de Sérgio Conceição a ser muito criticada pelas suas recentes exibições, além de estar envolta em problemas internos, com jogadores castigados disciplinarmente.

Ainda assim, e tendo em conta o percurso até cá, os boavisteiros têm toda a legitimidade para sonhar com o regresso às competições europeias, apesar de terem fortes adversários nesta corrida. Será que estamos a assistir ao regresso do Boavistão?

Foto de Capa: Boavista FC

Artigo revisto por Joana Mendes

Equipa B para breve?

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Nos últimos dias, tem-se falado da hipótese de o Sporting CP voltar a formar uma equipa B, uma vez que o escalão de sub-23 parece não oferecer a competitividade necessária para a formação dos atletas da Academia.

O Sporting CP já teve em tempos uma equipa deste tipo que atuou na Segunda Liga, como certamente se lembrarão. Contudo, a equipa desceu de divisão e, segundo revela Bruno de Carvalho no seu livro, à época, este considerava que era desnecessária a existência da mesma, decidindo-se pela criação de uma equipa para o campeonato de sub-23.

Dos três grandes, os leões são o único clube que não tem qualquer equipa inscrita no segundo escalão do futebol português. Apesar do bom desempenho de alguns jogadores, como são os casos de Ricardo Esgaio e João Mário, a verdade é que tal aposta parece não ter sido suficiente para a direção do Sporting CP ter mantido a equipa, mesmo que no Campeonato de Portugal; um campeonato que cada vez mais tem subido de nível.

A equipa B foi uma fórmula bem sucedida para alimentar a equipa principal leonina
Fonte: Sporting CP

Na minha opinião, ter equipa B é mais proveitoso do que ter um plantel de sub-23. Isto porque a Segunda Liga é extremamente exigente com equipas seniores com grande experiência que lutam por objetivos específicos, seja a subida ou a não descida. Nessas partidas, os jogadores enfrentam adversários com um ritmo competitivo diferente, muitos deles com mais anos de futebol nas pernas.

Relativamente ao Campeonato de sub-23, é, para mim, uma prova onde não há grande exigência. Só o facto de ter jogadores até aos 23 anos faz com que se retarde cada vez mais o seu amadurecimento. Para além disso, não há grandes ambições na prova. Ser campeão ou não ser, significa quase o mesmo, apenas dá algum estatuto a quem acaba por levantar o troféu. Mas questiono, as equipas que não vencem, o que perdem com isso?

Jogar num campeonato só de jovens não é o mesmo que jogar numa divisão com tanta experiência e qualidade. É preciso lembrar que muitos dos jogadores destas equipas podem ser chamados ao plantel principal quando necessário. E o leitor, o que acha? Um jogador estará mais preparado fisicamente se atuar semanalmente com jogadores mais velhos e numa competição a sério, ou estará melhor disputando partidas com equipas jovens e inexperientes que raramente apresentam uma intensidade elevada nos jogos que disputam? Para mim, a resposta é óbvia.

Concluindo, veria com bons olhos a constituição de uma equipa B para o Sporting CP, e diria que seria uma (das muito poucas) boa decisão de Frederico Varandas. No entanto, ainda muito falta até ao final da época, e este tema será certamente abordado num futuro próximo. Espero que a decisão seja positiva. A formação dos leões e os seus jogadores precisam.

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por Joana Mendes

Abre-se a janela, limpa-se a casa

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O Sport Lisboa e Benfica tem, nos seus quadros, vários jogadores que poderão estar na porta de saída do clube já em janeiro. Ora por baixo (ou nenhum) rendimento na equipa principal, ora por estarem a realizar boas performances na presente temporada, a verdade é que, na próxima abertura de mercado, o SL Benfica deverá vender alguns dos seus ativos.

A má prestação nas competições europeias é também um fator para as possíveis vendas, uma vez que, em caso de eliminação das mesmas, não haverá espaço nem oportunidades para os jogadores menos utilizados.

Andrija Zivkovic perfila-se como um dos principais candidatos à saída, já no mercado de inverno. O alto salário que aufere, aliado à falta de espaço no plantel encarnado, tornam-no num excedentário para Bruno Lage. Na atual temporada, Zivkovic ainda não somou qualquer minuto pelos encarnados.

O jovem médio é visto como uma das grandes promessas do futebol sérvio, mas nunca se conseguiu afirmar na Luz. Com uma clausula de rescisão estabelecida em 60 milhões de euros, Zivkovic deverá sair por um valor bem mais baixo.

Nos encarnados, já realizou 84 jogos, tendo apontado quatro tentos e feito 24 passes para golo. Inglaterra e França parecem ser os destinos mais prováveis para o jogador.

Outro caso de insucesso no glorioso é Germán Conti. O defesa central de 25 anos tem contrato até 2023, mas pode deixar a equipa já na próxima janela de transferências.

O argentino tem lidado com problemas físicos e não tem lugar no onze inicial, estando na sombra de Rúben Dias, Ferro e até Jardel. Ainda assim, o jovem poderá ficar no plantel, caso outro jogador acabe por sair já em janeiro. Falo de Rúben Dias, claro.

O jovem internacional português tem estado em destaque nos encarnados e é cobiçado um pouco por toda a Europa. Um dos destinos mais prováveis para o central será Manchester, tendo em conta que tanto o City como o United já demonstraram interesse no jogador.

Rúben Dias é um dos homens do “núcleo duro” de Bruno Lage, mas a sua constante valorização complicam, cada vez mais, a sua continuidade no plantel encarnado
Fonte: SL Benfica

Ainda que seja apenas uma miragem, pelo menos para já, a saída de Rúben Dias poderá mesmo acontecer, mas creio que apenas pela cláusula de rescisão, uma vez que o central é uma das peças fundamentais do xadrez de Bruno Lage para a conquista do campeonato nacional. Assim, a situação de Conti está condicionada sobre o futuro de Rúben Dias.

Quem também está na porta de saída é o médio Fejsa. O sérvio esteve listado na última janela de transferências, mas acabou por ficar no plantel. A sua saída em janeiro poderá ser mesmo real, tendo em conta que é a última opção para a posição que desempenha nos encarnados.

Caio Lucas pode também ver a sua situação no Sport Lisboa e Benfica alterada. Sem espaço no plantel, o brasileiro pode ser emprestado. Com seis jogos oficiais disputados, totalizando apenas 225 minutos, o médio não participou em qualquer golo ou jogada para golo da turma encarnada. A falta de espaço poderá mesmo ser “fatal” nas aspirações do jogador em continuar de águia ao peito.

Também Krovinovic poderá sair em definitivo. O médio está emprestado ao West Bromwich Albion e o bom rendimento no Championship está a convencer o clube inglês, que não está sozinho na “corrida” pela aquisição do croata.

Cristian Lema, que esta temporada está ao serviço do Club Atlético Newell’s Old Boys por empréstimo dos encarnados, poderá também abandonar a Luz. O defesa de 29 anos conta com onze jogos disputados e já faturou por três vezes. Claramente que se dá bem no futebol sul americano e por lá deverá ficar.

Por último, temos a situação de Facundo Ferreyra, que atualmente representa o Espanhol. O argentino já disputou 15 jogos na presente temporada, tendo feito uma assistência e sete golos, em todas as competições. Os números apresentados pelo avançado estão a atrair as atenções de vários clubes, espanhóis e também de outros campeonatos, mas o Espanhol tem prioridade, pois pode ativar a opção de compra que está estabelecida nos oito milhões de euros.

Até janeiro muito pode acontecer no panorama encarnado, mas estes são alguns dos casos que o Benfica pode ter em mãos. A continuação nas competições europeias poderão ser um fator preponderante no futuro de alguns destes jogadores, pelo que até à abertura do mercado tudo pode mudar.

Foto de capa: SL Benfica

Artigo revisto por Joana Mendes

THW Kiel 27-28 FC Porto: Sete-para-sete e que ganhe o melhor

 

O Futebol Clube do Porto escreveu, hoje, uma das mais bonitas páginas na história do andebol nacional ao bater o poderosíssimo THW Kiel por 27-28 na Alemanha, com o central Rui Silva a marcar o golo da vitória em cima do apito final.

Uma partida onde os alemães entravam como claros favoritos – chegavam a este jogo com uma série de seis vitórias – depressa se percebeu que os dragões não iriam facilitar. Aos dez minutos o marcador assinalava uma vantagem por 5-3 para o FC Porto, mas depressa a equipa da casa conseguiu empatar e passar para a frente do marcador. Os azuis-e-brancos, contudo, não desistiam, e iam-se mantendo na luta pelo resultado em grande parte devido à coesão da sua defesa que não abria espaços para o Kiel explorar.

Mas apesar da boa réplica portista, seriam as zebras a sair na frente do marcador ao intervalo por 14-13.

No segundo tempo, a equipa da casa entraria com vontade de se distanciar no marcador, algo que conseguiu quando um parcial de 4-1 colocou o marcador em 20-16 para a equipa da casa. E temeu-se o pior quando Djibril Mbengue foi expulso da partida, com nove minutos jogados, por acumulação de dois minutos.

No entanto, os dragões não baixaram os braços e, pouco tempo depois, Diogo Branquinho faria o empate a 20 através da conversão de um livre de sete metros.

Jogo tenso e equilibrado, o FC Porto ia disputando taco a taco o resultado com o vencedor da última edição da Taça EHF e chegava aos últimos dois minutos empatado a 27. Até que chegou o momento-chave da partida.

Com 35 segundos para o apito final, o jovem Nikola Bilyk tentou marcar o golo da vantagem, mas pressionado pela defesa teve que recorrer a um remate com efeito – rosca como é conhecido. No entanto, Alfredo Quintana realizou uma das defesas do jogo e, com um mergulho em direção à baliza, conseguiu parar a bola em cima da linha de golo.

O FC Porto partia assim para o último ataque com a hipótese de vitória. Depois de alguns segundos de posse de bola, Rui Silva começou a jogada e depois de Fábio Magalhães atrair dois defensores, devolveu o esférico ao central portista que rematou em apoio em cima dos nove metros, batendo Niklas Landin e dando uma vitória chocante e história aos dragões.

Na próxima jornada, a equipa portista recebe no Dragão Arena este mesmo THW Kiel, num jogo em que o fator surpresa já não terá tanto efeito.

EQUIPAS

THW Kiel – Niklas Landin, Domagoj Duvnjak (1), Harald Reinkind (6), Magnus Landin (1), Patrick Wiencek (3), Niclas Ekberg (7), Dario Quenstedt, Ole Rahmel, Rune Dahmke (2), Miha Zarabec, Pavel Horak, Nikola Bylik (3), Hendrik Pekeler (4), Lukas Nilsson.

FC Porto – Alfredo Quintana, Victor Iturriza (6), Yoan Blasquez (1), Miguel Martins (3), Djibril Mbengue (1), Rui Silva (2), Daymaro Salina (5), Ruben Ribeiro, Leonel Fernandes (4), Diogo Branquinho (3), Thomas Bauer, Bernardo Pegas, André Gomes (3), Fábio Magalhães.

Boavista FC 0-1 FC Porto: Bomba de Alex Telles empurrou os três pontos para o Dragão

Dérbi da Invicta no Bessa no final da jornada 11 da Primeira Liga, o Boavista FC recebeu o FC Porto no jogo 139 entre as duas equipas. O registo era favorável aos dragões, que já não perdiam no reduto do grande rival da cidade desde 2007. Hoje a história manteve-se com a mesma tendência e o FC Porto voltou a vencer.

Além da história entre clubes, era também a primeira vez que Fábio Silva, de 17 anos, se apresentava como titular na equipa de Sérgio Conceição em jogos a contar para o campeonato nacional.

O FC Porto entrou por cima na partida e chegou ao golo ao oitavo minuto. Alex Telles, na ressaca de um cruzamento, rematou com potência para o fundo das redes de Bracali, sem dar hipótese ao guarda-redes brasileiro de defender o esférico. Estava desfeito o nulo no marcador.

Apesar do domínio portista, foi o Boavista quem esteve a centímetros de marcar aos 27 minutos quando, na sequência de um canto, Ricardo Costa, isolado ao segundo poste, não conseguiu emendar para dentro da baliza portista.

A celebração do golo de Alex Telles quis transmitir o compromisso de todos com a equipa
Fonte: FC Porto

Sem mais lances de perigo no primeiro tempo, que foi marcado pela muita combatividade imposta pelos dois conjuntos, as duas equipas recolheram ao balneário com os azuis e brancos em vantagem, fruto do golo de Alex Telles.

O jogo reatou para a segunda parte com a mesma toada, o FC Porto com mais posse de bola e o Boavista FC a procurar aproveitar erros azuis e brancos.

Aos 89′, Zé Luís teve o único lance de perigo da segunda parte quando tirou dois defesas da frente e atirou ao poste da baliza de Bracali.

Durante todo o segundo tempo registaram-se muitos duelos físicos, muita procura pela bola, mas sem quase haver, de parte a parte, perigo para as balizas adversárias. Assim se encerrou a partida com o golo marcado pelo FC Porto a valer os três pontos para a equipa de Sérgio Conceição.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

FC PORTO: Diogo Costa; Manafá ( 77′ Nakajima), Mbemba, Marcano, Alex Telles; Danilo, Loum, Otávio, Corona; Marega ( 91′ Diogo Leite), Fábio Silva (77′ Zé Luís)

BOAVISTA FC: Bracali; Fabiano, Dulanto, Ricardo Costa, Neris, Marlon; Ackah, Rafael Costa, Heri ( 69′ Yusupha), Mateus ( 76′ Paulinho); Stojiljković (87′ Cassiano)

Sporting CP 2-0 Belenenses SAD: V(i)etto ao Nulo

Há reencontros entre velhos conhecidos que nem sempre são felizes, mas desta vez foi positivo para Silas: na 11.ª jornada da Primeira Liga, o Sporting CP recebeu e bateu (ainda que com alguma dificuldade) a antiga equipa comandada pelo técnico português, o Belenenses SAD, por 2-0. O resultado final foi estabelecido apenas na segunda parte do encontro graças ao bis de Luciano Vietto.

O jogo começa com o Belenenses SAD a ameaçar a fortaleza leonina. Logo aos dois minutos, Robinho remata forte ainda fora da área, mas Renan defende com o peito. Logo dois minutos depois, Varela descobre espaço para Licá na diereita. O número sete ainda dá o jeito ao pé, mas a bola sai por cima sem grande perigo.

Foi um inicio de partida com o Belenenses SAD a ter mais bola. Ainda assim, estava um jogo lento e sem grande emoção. Aos sete minutos, o Sporting contrabalança as investidas do seu adversário e cria perigo através de um livre. Bruno Fernandes faz o remate, mas a bola vai contra a barreira. O capitão do Sporting ainda tenta a recarga já dentro da área, mas André Moreira é mais rápido.

Os assobios dos adeptos do Sporting na bancada começaram a surgir pelo pouco que se estava a jogar em Alvalade. Entre passes e passinhos, a paciência dos adeptos leoninos começava a esgotar-se. Via-se muito pouca alma dentro de campo e de facto estava mesmo a faltar espetáculo no reino do leão.

Depois de Silas se vir obrigado a alterar o seu sistema tático logo aos 33 minutos devindo à má prestação da sua equipa dentro das quatro linhas, eis que surge o único lance digno de destaque 28 minutos depois. Aos 35′, na sequência de um canto, Eduardo cabeceia a bola, mas André Moreira, atento, defende o lance. Aos 40′, André Moreira volta a ser ameaçado por Bruno Fernandes. O médio cobra um livre que fez saltar muitos adeptos da cadeira. A bola vai tensa e com efeito, mas acaba por sair por fora. Ainda assim, ficava o aviso por parte dos leões.

A primeira parte acabou sem muita coisa para contar. Aliás, como assim foi durante todos os primeiros 45 minutos. Pedia-se claramente mais às duas equipas que não estavam a corresponder dentro de campo e principalmente ao Sporting CP que estava a jogar em casa e perante os seus adeptos. Acaba assim o primeiro tempo com um nulo no resultado, um nulo de ideias e um nulo de espetáculo também.

Antes de ser reatada a partida, Silas fez mais uma alteração na sua equipa: o jovem Rodrigo Fernandes ficou no balneário e foi rendido por Idrissa Doumbia. A primeira ocasião do segundo tempo surgiu logo nos minutos iniciais para a equipa da casa, mais precisamente aos 47′, em que Rosier em posição frontal à baliza de André Moreira disparou um pouco por cima.

Os primeiros 15 minutos da segunda parte tiveram alguns lances de perigo para o lado leonino, mas rapidamente voltou-se à toada da primeira parte: jogo algo lento e disputado sobretudo a meio-campo, com os jogadores mais criativos dos dois lados a ter mais dificuldades para ter bola e assim desequilibrar a defesa contrária.

Após algum tempo sem ação, eis que o nulo é finalmente desfeito em Alvalade! Aos 74′, Bruno Fernandes cruzou para Luiz Phellype finalizar, a bola bate em Tomás Ribeiro e sobra para Vietto, que dispara de primeira para fazer assim o 1-0. Não saciado com o tento apontado, o extremo argentino juntou mais um tento à sua fatura de golos aos 81′, após uma boa jogada coletiva do lado direito sportinguista, em que Bolasie cruza para a área e André Moreira desvia a bola que vai parar aos pés de Vietto que fixa o marcador em 2-0.

Luciano Vietto desbloqueou todo o jogo aos 74′ marcando o primeiro tento dos leões
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Com o resultado sentenciado, o Sporting limitou-se a travar as intenções dos comandados de Pedro Ribeiro em marcar e colocar alguma incerteza quanto ao vencedor do jogo, o que foi bem conseguido. Os três pontos ficam em Alvalade, o que permite aos leões alcançarem os 20 pontos. Já o Belenenses SAD está no 15.º lugar com 11 pontos e continua sem ganhar fora desde o triunfo nos Barreiros (1-3 frente ao CS Marítimo).

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Sporting CP – Renan, Ilori, Coates, Neto (Rafael Camacho, 33′), Rosier, Eduardo (Luiz Phellype, 66′), Rodrigo Fernandes (Idrissa Doumbia, 45′), Bruno Fernandes, Borja, Vietto e Bolasie.

Belenenses SAD – André Moreira, Tomás Ribeiro, Nuno Coelho, Nilton Varela, Show, André Sousa, Tiago Esgaio, Benny (Marco Matias, 64′), Silvestre Varela, Robinho (Kikas, 72′) e Licá (Cassierra, 81′).

Liverpool FC 3-1 Manchester City FC: Lição de futebol “Kloppiano” e vantagem de nove pontos sobre o rival

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A 12ª jornada da Premier League guardou-nos o melhor para o fim. O líder Liverpool recebeu e bateu o maior rival na luta pelo título, Manchester City, por três bolas a uma.

Duas excelentes equipas, dois enormes treinadores, mas com estilos completamente diferentes. Do lado dos reds, um estratega exímio na procura pela verticalidade, rapidez e simplicidade de processos da equipa. Nos sky blues, o mestre do tiki-taka, bicampeão de inglês, tentava contrariar a história e vencer em Anfield, feito que ainda não concretizou.

A partida começou como seria de esperar, com um ritmo frenético. Fabinho fez balançar as redes pela primeira vez, logo à passagem do minuto 6’. O brasileiro que já passou pelos relvados lusos, rematou de meia distância e inaugurou o marcador para o Liverpool. O City ainda esboçou protestos sobre um lance antecedente na área contrária, mas o VAR não decifou qualquer irregularidade.

E sabemos bem que Klopp não gosta de tirar o pé do acelerador. A pressão era estonteante, não deixava os citizens jogar. Após uma variação de jogo de Arnold para o lado esquerdo, Robertson cruzou para Mohamed Salah aumentar a vantagem para dois golos (13’). Se o Liverpool conseguir manter esta intensidade constante ao longo da época, nada nem ninguém os conseguirá parar.

O setor intermédio (Fabinho, Wijnaldum e Henderson) dos da casa, parecia um carrossel. Nunca ninguém estava parado. Ataca e defende em bloco. Dizem que os jogos se ganham no meio campo, e este encontro, foi a maior prova disso. A forma como saem de pressão e chegam ao ataque, não se ensina nos livros.

A melhor oportunidade do Manchester City surgiu apenas aos 29’. Uma boa investida de Angeliño pelo flanco esquerdo, que combinou com De Bruyne e já dentro de área, atirou ao poste. Ainda assim, os pupilos de Pep Guardiola souberam reagir aos golos sofridos, tendo acabado a primeira parte por cima.

Apesar da derrota, Bernardo foi um dos mais inconformados do lado do City
Fonte: Manchester City FC

No regresso dos balneários, o City voltou com vontade de mudar o rumo dos acontecimentos. Até estavam superiores ao adversário, quando sucedeu o impensável. Na sequência de um lançamento lateral (inofensivo), Jordan Henderson cruzou como mandam as regras e Sadio Mané, esquecido ao segundo poste, “só” teve de cabecear lá para dentro (50’).

Apesar da vantagem (3-0), era impressionante, a forma como o Liverpool não deixava de carregar. Há uma fome de títulos naquela casa. Jogadores, equipa técnica e adeptos, todos com o mesmo objetivo. Os citizens tentaram de tudo, mas parecia faltar um plano B. Uma surpresa, ou um “outsider” que fizesse a diferença.

E quando já ninguém acreditava no golo de honra do Manchester City, eis que Bernardo Silva atira a contar. Numa jogada algo fortuita, com vários ressaltos, Angeliño cruzou rasteiro para belo golo do internacional português.

A partida terminou com uma vitória clara e sem discussão do Liverpool, que foi a equipa que melhor futebol apresentou esta tarde. Perante um City algo desfalcado (que ainda assim, não serve de desculpa), o líder do campeonato justificou o porquê de estar “lá em cima”. Obrigou a formação de Guardiola a “jogar mal”, que perdeu por mérito dos reds e não por demérito próprio.

O futebol, tal como a vida, é feito de “ses”. Mas se a equipa de Jurgen Klopp, conseguir manter esta qualidade de forma constante ao longo da época, será bastante complicado pará-la. Só tenho “pena” daqueles que, por uma ou outra razão, não puderam acompanhar este jogo. Fantástico!

Após este encontro, o Liverpool é primeiro classificado com 34 pontos. O Manchester City, ocupa o quarto lugar (atrás de Chelsea e Leicester), com 25. 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Liverpool FC: Alisson, Robertson, Van Djik, Lovren, Alexander-Arnold, Fabinho, Henderson (Milner 61’), Wijnaldum, Salah (Gomez, 87’), Mané e Firmino (Oxlade-Chamberlain,79’).

Manchester City FC: Bravo, Walker, Stones, Fernandinho, Angeliño, Rodri, Gundogan, De Bruyne, Bernardo Silva, Sterling e Aguero (Gabriel Jesus, 71’).

Académico de Viseu FC 0-2 UD Vilafranquense SAD: Ganha quem menos erra

Foi numa tarde de muito frio que o UD Vilafranquense SAD se deslocou a Viseu para defrontar o Académico local, derrotando-os por duas bolas a zero.

Ambas as equipas entraram com a intenção de comandar o jogo, tendo os primeiros minutos sido marcados por vários duelos a meio-campo. Quando o jogo começou a “assentar”, foram os viseenses quem assumiu a iniciativa e, consequentemente, o controlo da posse de bola, mas a primeira oportunidade de perigo surgiu para o lado dos vilafranquenses, e estes não a desperdiçaram. Após a cobrança de um livre lateral, o avançado João Vieira tocou de cabeça para a pequena área, onde Ulisses apareceu isolado e só teve de encostar. A equipa ribatejana abria o ativo e colocava-se em boa posição para ir em busca da primeira vitória fora de casa na presente edição da LigaPro.

Apesar da maior posse de bola para o lado do Académico de Viseu FC, esta revelava-se estéril e quem ia causando maior inquietude aos defesas adversários era o Vilafranquense, através das suas saídas rápidas para o ataque. A falta de ideias ofensivas por parte da equipa de Viseu deixava os seus adeptos bastante descontentes e estes não se continham no momento de protestar.

O jogo foi-se tornando cada vez mais físico e as “faltas” habituais das competições portuguesas iam-se sucedendo, de parte a parte. As constantes quebras no ritmo de jogo impediram a construção de jogadas com “cabeça, tronco e membros”, sendo este um dos fatores contributivos para a não alteração do marcador até ao intervalo. A vantagem do Vilafranquense ia-se justificando pelo facto de ter sido a única equipa a criar oportunidades de golo durante o primeiro tempo.

Os (poucos) adeptos presentes no Fontelo iam-se mostrando descontentes com a exibição dos academistas
Fonte: Bola na Rede

O recomeçar do jogo trouxe duas mexidas no Académico, dadas as entradas de Bruninho e João Mário. Foi da cabeça deste último que, logo aos 47 minutos, surgiu a primeira ameaça dos comandados de Rui Borges no encontro, no seguimento de um livre cobrado por Luisinho.

Quando os viseenses estavam a conseguir criar jogadas de perigo em quantidade, eis que surge o lance mais caricato de toda a jornada: Steven Pereira, numa tentativa de atrasar a bola até Ricardo Janota, acabou por colocar força a mais na bola, bem como a direção errada, e marcou um autogolo quase do meio-campo! Se o ambiente no estádio já estava de “cortar à faca”, pior ficou após este lance.

As desatenções e perdas de bola não forçadas do lado dos “academistas” constituíam um cenário repetitivo, oferecendo oportunidades aos vilafranquenses e não sendo capazes de incomodar Maringá. Por seu lado, os ribatejanos iam mantendo um bloco baixo e aproveitavam as falhas na defesa adversária para sair rápido em contra-ataque.

Até final, o jogo mais pareceu uma partida de ténis, disputada no meio do terreno: bola de um lado, depois do outro, e assim sucessivamente. O Vilafranquense conquistou a primeira vitória fora de portas na liga, ao passo que o Académico de Viseu somou a terceira derrota consecutiva.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Académico de Viseu FC – Ricardo Janota; Yang; Steven Pereira (Facundo, 67’); Mathaus; Lucas; Zimbabwe; Fernando Ferreira; Latyr Fall (Bruninho, 46’); Luisinho; Jean Patric; Anthony Carter (João Mário, 46’).

UD Vilafranquense SAD – Maringá; Tarcísio (Brigues, 75’); Denis Martins; Kassio; Marco Grilo; Diogo Izata; Ulisses; Pepo (Bidi, 89’); Filipe Oliveira; Nikita; João Vieira (Wilson, 79’).