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Revolução Dahlin dá mais poder ao CAS

Há quase um ano, depois de um dos períodos mais conturbados da sua história, o Biatlo passou a ter Olle Dahlin como seu líder. Cumprido o objetivo inicial de dar de novo estabilidade à IBU, o sueco e a sua equipa passaram à fase seguinte e revolucionam a organização da modalidade, com o Congresso extraordinário realizado em outubro a trazer muitas mudanças.

Em Munique, os congressistas aprovaram por unanimidade um documento (‘Target 26’) que define os novos passos a dar para o futuro do Biatlo, bem como uma nova Constituição e um novo Código de Integridade para a IBU.

Congressistas deram um apoio claro às propostas de Dahlin
Fonte: IBU

Uma das deliberações fulcrais foi a criação da Unidade de Integridade, que procurará garantir maior transparência e ética na governança do desporto, de forma a evitar a renovar a credibilidade do Biatlo após o escândalo de 2018. Um dos fatores mais positivos deste novo órgão é o facto de estar em curso o recrutamento externo do seu Diretor.

Outra ação fundamental foi a de que os casos anti-doping na modalidade passarão a ser julgados pelo CAS. Dois factores são especialmente relevantes ao analisar os efeitos desta decisão.

Desde logo, reforça-se o poder do CAS. O tribunal arbitral suíço tem já um poder considerável no mundo do desporto, mas algumas modalidades continuam a insistir em, pelo menos em primeira instância, gerir as quebras aos regulamentos internamente, pelo que passar a ser o órgão jurisdicional de referência num dos mais importantes Desportos Olímpicos de Inverno é um bom indicador para a instituição.

Ademais, é um importante ponto para credibilizar o anti-doping no Biatlo. O que a prática vai mostrando é que as Federações que insistem em decidir estas questões internamente ou são demasiado tolerantes e raramente avançam para condenações, ou são excessivamente punitivas e não protegem suficientemente os direitos dos atletas. Nisso, o CAS tem um historial de justiça bem estabelecido e, apesar de não ser perfeito, é a escolha razoável para decidir sobre estes temas.

Entre as outras medidas aprovadas, podemos referir as que visam melhorar o sistema de financiamento das Federações nacionais: a criação da Biathlon Academy para dar apoio prático aos dirigentes, bem como o aumento dos padrões dos eventos; a procura de soluções de sustentabilidade e a valorização do Biatlo de Rua como disciplina independente.

Foto de Capa: IBU

Next Gen ATP Finals: Alex de Minaur e Jannik Sinner são os finalistas

 

Início de novembro é sinónimo de chuva, mas também de ténis ao mais alto nível. Por esta altura do ano, em Itália, mais precisamente em Milão, realiza-se o Next Gen ATP Finals. O torneio, que se realiza em solo italiano desde 2017, junta os melhores tenistas, com menos de 21 anos, de acordo com a sua prestação durante a temporada.

Na edição deste ano, Alex De Minaur, Frances Tiafoe, Casper Ruud, Miomir Kecmanovic, Ugo Humbert, Mikael Ymer, Jannik Sinner e Alejandro Davidovich Fokina foram divididos em dois grupos, nos quais lutaram por uma vaga nas meias-finais da competição.

Grupo A e Grupo B do Next Gen ATP Finals 2019
Fonte: ATP World Tour

Relativamente ao grupo A: Alex De Minaur terminou a fase de grupos na primeira posição, depois de ter vencido, sem problemas, os três jogos que disputou. A luta pela segunda vaga nas meias-finais ficou entregue a Casper Ruud e Miomir Kecmanovic. O confronto entre ambos acabou por ser decisivo e terminou com a vitória de Miomir Kecmanovic, que viria a garantir o segundo lugar.

Nota para a prestação menos positiva do tenista espanhol Alejandro Davidovich Fokina. O recém-chegado ao top 100 mundial não alcançou nenhum triunfo na sua estreia.

O tenista espanhol, de 20 anos, somou três derrotas em três jogos
Fonte: Next Gen ATP Finals

No grupo B, destaque para Jannik Sinner e Frances Tiafoe que, ao ganharem dois encontros, juntaram-se a Alex De Minaur e Miomir Kecmanovic nas semifinais. Já Ugo Humbert e Mikael Ymer ficaram pelo caminho com apenas um ponto. Apesar da eliminação, nada faz esquecer a excelente temporada que realizaram e que lhes permitiu marcar presença na terceira edição do Next Gen.

Frances Tiafoe melhorou a sua prestação face ao ano passado (ficou em último no grupo em 2018)
Fonte: Next Gen ATP Finals

Concluída a primeira fase, seguimos para os playoffs que se jogaram esta sexta-feira.

O primeiro jogo colocou frente a frente Alex De Minaur e Frances Tiafoe. A partida começou bem para Alex De Minaur, depois de conquistar um break ao tenista americano. O líder do grupo A aumentou a vantagem logo de seguida, após concluir com sucesso o seu jogo de serviço. O 18º classificado do ranking ATP manteve o controlo no court e voltou a vencer o set.

Com grandes dificuldades em contrariar a estratégia do australiano, Frances Tiafoe conseguiu reagir no terceiro set ao aplicar um 4-0 (as regras deste torneio são diferentes das que encontramos ao longo da época). À procura de empatar o encontro, Frances Tiafoe sofreu um duro golpe nas suas aspirações quando serviu para fazer o 3-3, uma vez que Alex De Minaur ganhou três pontos que garantiram o break e, por conseguinte, a vitória.

Alex de Minaur chega à final pelo segundo ano consecutivo
Fonte: Next Gen ATP Finals 2019

Na outra semifinal que opôs Jannik Sinner e Miomir Kecmanovic, coube ao segundo classificado do grupo A abrir a partida com a conquista do primeiro set. Melhor começo de jogo era impossível para o número 60 do ranking ATP. Porém, o mesmo não se pode dizer das restantes partidas, tendo em conta que levou, nos outros três sets que se seguiram, um break por parte de Jannik Sinner, que não teve resposta à altura e, neste cenário, ditou a sua eliminação no torneio.

Jannik Sinner estreia-se na final
Fonte: Next Gen ATP Finals 2019

No final do dia, ficaram a ser conhecidos os dois grandes finalistas. Alex De Minaur e Jannik Sinner enfrentam-se, este sábado, no grande jogo que irá determinar o campeão do Next Gen ATP Finals 2019.

Foto de Capa: Next Gen ATP Finals

FC Alverca 0-2 Real SC: Um jogo de fazer inveja a equipas de divisões superiores

Esta sexta-feira, FC Alverca foi palco do duelo entre os atuais segundo e terceiro classificados da série D do Campeonato de Portugal. A equipa da casa recebeu o Real SC naquela que era uma batalha pelo segundo lugar na tabela classificativa, sendo que em caso de vitória a equipa de Massamá ultrapassava o Alverca.

A bancada fez-se sentir pela primeira vez à passagem do minuto 5 quando um lance dentro da área do Real SC motivou bastantes protestos. Aos 8’ surgiu a primeira grande oportunidade pelos pés de Flávio Castro, que depois de uma abertura no flanco esquerdo domina a bola e com um grande pormenor tira o defesa do caminho. Já se gritava golo nas bancadas do Complexo Desportivo de Alverca quando a defesa do Real SC corta a bola em cima da linha de golo.

Passados 10 minutos, o perigo voltou a rondar a baliza de David Grilo, na sequência de um canto desviado ao primeiro poste, André Duarte aparece junto ao segundo e com um forte cabeceamento acerta no ferro. Jogava-se o minuto 32’ quando, e contra a corrente, surge o golo do Real SC. Na cobrança de um livre a cerca de 30m da baliza, Tiago Morgado com um remate potente enviou a bola ao ângulo superior direito da baliza de Miguel Lázaro, não dando qualquer hipótese de defesa ao guarda-redes do FC Alverca. Já em cima do intervalo, o Real SC ampliou a vantagem depois de uma grande combinação entre Ruizinho e San Martín, que já dentro da área “fuzilou” Miguel Lázaro.

A equipa da casa recolheu ao balneário com um desvantagem de 2-0, o que não espelha de todo o que foram os primeiros 45 minutos. Ao contrário do que mostra o resultado, foi a equipa liderada por Vasco Matos quem criou mais oportunidades e controlou a posse de bola, no entanto a eficácia da equipa forasteira falou mais alto e acabou por prevalecer. Numa altura em que se fala muito de anti-jogo, importa destacar ainda o excelente ritmo protagonizado pelas duas equipas durante toda a primeira parte. Duas formações que tentaram implementar o seu jogo sem nunca abdicar do futebol positivo, de fazer inveja a muitos jogos de divisões superiores.

Ao intervalo o resultado já era de 0-2
Fonte: Real SC

Nos segundos 45 minutos o apoio vindo das bancadas intensificou-se, mas nem isso foi suficiente para a recuperação da equipa ribatejana. Num segundo tempo, onde a qualidade de jogo baixou significativamente, a maior percentagem de posse de bola continuou a pertencer à equipa de Vasco Matos, no entanto os ribatejanos nunca foram capazes de materializa-la em verdadeiras oportunidades de golo, o que contrastou com as perigosas transições rápidas da equipa de Massamá. Na retina, ficam as grandes defesas protagonizadas por Miguel Lázaro durante toda a segunda metade que evitaram um resultado mais avolumado. A precisar de reverter o resultado, a principal figura na segunda metade foram os adeptos presentes na bancada que mesmo vendo a sua equipa em desvantagem não baixaram os braços.

Depois desta derrota, o Alverca cai para o terceiro lugar da tabela classificativa por troca com o vencedor da partida desta noite.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

FC Alverca – Miguel Lázaro, Filipe Godinho, Ronaldo, André Duarte, Jorge Bernardo, Luan, Rafa (C), Alex, Flávio Castro, Andrezinho, Erick Mendes.

Real SC –David Grilo, Sandro Silva Ballack, Tiago Morgado, João Ventura, Paulinho (C), Daniel Almeida, David Augusto, Ruizinho, San Martín, Felipe Ryan.

Exceções à regra!

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Se, nos últimos dias, tudo parece ser criticável ao FC Porto, há algo que, na minha ótica, escapa a essa maré negativa: a postura dos centrais portistas.

Pepe e Marcano têm sido, nas últimas partidas, os que mais têm tentado rumar contra a passividade, desleixo e desinspiração portistas. Quer o português, quer o espanhol, têm decidido tanto no setor defensivo como até ajudado no setor ofensivo, onde falta claramente o instinto de golo ultimamente.

No jogo contra o CS Marítimo, onde o FC Porto esteve a perder durante praticamente toda a partida, foi Pepe quem, mesmo sem intenção, esteve no sítio certo para a bola tabelar nele e entrar na baliza insular. Contra o CD Aves, foi Marcano quem teve de finalizar com a classe que todos os adeptos esperavam dos pontas de lança da equipa, mas que só o espanhol demonstrou. No jogo de ontem, frente ao The Rangers FC, mais uma vez foi Pepe quem criou a melhor oportunidade de golo, ficando a centímetros de distância de adicionar mais um tento à sua conta pessoal.

Marcano deu a vitória contra o CD Aves, num golpe categórico
Fonte: Diogo Cardoso/ Bola na Rede

Muitas vezes criticados, seja pela idade ou pela forma como abandonaram o clube anteriormente para agora regressarem, são eles o abono portista por estes dias. É deles que parte a voz de comando para todos os outros.

Em termos defensivos, porque ninguém é perfeito, cometem erros, decidem mal por vezes, mas são verdadeiramente os únicos em campo que, em cada bola que disputam, cada vez que atravessam o campo para irem à área adversária, levam com eles a garra e a mística que cada adepto portista sente. São eles a exceção à apatia que se tem visto nestes dias cinzentos por que tem passado o clube azul e branco.

Foto de capa: Bola na Rede

Stijn Devolder: As Flandres que não esqueceremos

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Anunciou agora a sua retirada das estradas um muito subvalorizado especialista das corridas do paralelo e um dos grandes belgas da sua geração, Stijn Devolder.

A correr esta época na Corendon-Circus, termina a carreira após um ano em cheio no apoio a uma das novas sensações da modalidade, Mathieu van der Poel, incluindo ter feito parte da equipa da fantástica vitória do holandês na Amstel Gold Race.

Os seus anos dourados foram na Quick-Step, conjunto pelo qual conquistou os seus dois Monumentos, a Ronde van Vlaanderen em 2007 e 2008, bem como um título nacional de fundo e dois de contrarrelógio. Mostrou-se ainda em provas menores, conquistando uma edição da “nossa” Volta ao Algarve e uma caseira Volta a Bélgica.

O belga despontara na Discovery Channel e até parecia primeiro montado às provas por etapas, vencendo a Volta à Austria e sendo 11.º numa Vuelta, mas acabariam por ser os paralelos das Clássicas do Norte a marcar a sua carreira.

O segundo reinado de campeão nacional de fundo foi na Trek ao serviço de Cancellara
Fonte: Trek Factory Racing

Na segunda parte da sua vida ciclística, correu primeiro pela Vacansoleil, onde não teve grande sucesso e depois pela Trek. Na formação americana, voltaria a ser campeão nacional e seria parte fundamental da entourage de Fabian Cancellara no pavé, ajudando o suíço a conquistar duas Rondes e um Paris-Roubaix.

Finalmente, passaria os seus últimos anos como um experiente capitão a ajudar ao desenvolvimento de grandes promessas das clássicas. Antes de estar, em 2019, com van der Poel, esteve duas temporadas ao serviço da Verandas Willems e do grande rival de MvdP, Wout van Aert.

Como alguém cuja primeira vez que assistiu aquela que é hoje a sua prova preferida, o Tour de Flandres, numa vitória de Devolder, irei para sempre recordar o belga e agradeço-lhe os bons momentos de ciclismo que nos proporcionou durante estes longos anos.

Foto de Capa: Ronde van Vlaanderen

O duelo de titãs ingleses

É já este sábado que a estrada de Anfield vai receber os dois maiores carros de corrida do atual campeonato inglês. Quando o meridiano de Greenwich registar as 17h30, Liverpool e Manchester City sobem ao relvado da fortaleza do clube da cidade dos Beatles para disputar o jogo de maior cartaz da jornada 12 da Premier League.

Seis são os pontos que separam o primeiro e segundo classificados do por muitos denominado campeonato mais espetacular do mundo. Seguidos de Leicester, Chelsea e Arsenal, Liverpool e Manchester City levam já uma vantagem considerável no que a pontos diz respeito: 31 para o reds, 25 para os citizens.

Protagonistas de um dos maiores duelos na temporada transata, que se estendeu às competições europeias, as formações lideradas por Klopp e Guardiola pretendem dar continuidade à espetacularidade que caracterizou os mais recentes duelos. E por falar em passado recente, a equipa de Manchester apresenta um ligeiro ascendente em relação ao campeão europeu: nos últimos cinco encontros, duas vitórias para o City, dois empates e uma vitória para o Liverpool. No entanto, se olharmos à história, verificamos que é o Liverpool quem leva vantagem, com 89 vitórias contra 46 do Manchester City.

É O JOGO GRANDE DESTE FIM DE SEMANA! QUEM VAI LEVAR A MELHOR? SE SABES A RESPOSTA, APOSTA JÁ!

E por falar em estatísticas, nada como destacar as temporadas tremendamente eficazes de Aguero e Mané, que lideram a lista de melhores marcadores das suas equipas com nove e seis golos, respetivamente (James Vardy, recém-eleito jogador do mês de outubro, lidera a lista com dez tentos apontados). Menção honrosa para De Bruyne, que após ter perdido parte da época passada, recuperou a melhor forma e é já o jogador com mais assistências desta edição da Premier League.

Fonte: Manchester City FC

Ainda que os recentes duelos nos deixem água na boca para o repasto deste fim-de-semana, é preciso recuar até à época 95/96 para encontrar a maior goleada entre os dois principais candidatos ao título: 6-0 para o Liverpool; mas foi na já distante época de 29/30 que a chapa seis ficou marcada na história destes confrontos, com o City a vergar o Liverpool por 6-1 em pleno Anfield.

Há quase 30 anos sem conquistar o principal troféu interno, o Liverpool chega a esta partida determinado em recuperar um título que já lhe pertenceu por 18 ocasiões, superado apenas pelo outro Manchester que não o City, com 20. Na máxima força, a turma do alemão mais carismático dos bancos ingleses deve apresentar-se no seu esquema habitual, com Alisson na baliza, o quarteto Alexander-Arnold, van Dijk, Lovren e Robertson na reatagurda, Henderson, Lallana e Wijnaldum no centro e o trio mais temido da atualidade no ataque, composto por Salah, Firmino e Mané. Fabinho e Ox-Chamberlain podem também podem ter uma palavra a dizer na luta por uma vaga no meio-campo deste onze.

Do lado dos citizens, a certeza de que será o chileno Bravo a defender as redes dos bi-campeões nacionais. Ederson, que saiu lesionado do encontro frente à Atalanta a meio da semana para a Liga dos Campeões não recuperou a tempo deste duelo e é baixa confirmada. A defesa, calcanhar de Aquiles do gigante inglês, deverá ser remendada com o baixar dos médios Fernandinho e Rodri para o eixo; o guarda-redes improvisado Walker e a estrela em ascensão Angeliño ou português João Cancelo deverão ocupar as alas. No meio-campo, De Bruyne e David Silva são senhores e donos de dois dos três lugares, devendo a restante vaga ficar a cargo do alemão de ascendência turca Gundogan. À frente, a principal figura da época, Sterling, deverá ter a companhia de Aguero e Bernardo Silva.

Que o espetáculo “Come together, right now”.

Foto de Capa: Liverpool FC

Celta de Vigo procura reerguer-se

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O RC Celta de Vigo atravessa tempos complicados e a derrota no passado fim-de-semana frente ao Getafe (0-1) foi a gota de água na panela de pressão que era o Estádio Balaídos, tendo como consequência imediata a demissão do treinador Fran Escribá do comando técnico do clube. O espanhol, que chegou ao comando técnico dos Célticos em março deste ano para substituir Miguel Cardoso, não resistiu à quarta derrota consecutiva da época e deixou o clube da região da Galiza em zona de despromoção.

Neste momento, o Celta é o pior ataque da competição, a par de RCD Espanyol e CD Leganés, enquanto que a nível defensivo o registo não é tão negativo como se pode pensar, em termos comparativos, uma vez que há oito equipas que já sofreram mais golos que o Celta na La Liga 2019/20. Por isso, não se trata tanto de a equipa sofrer muitos golos, mas sim de marcar muito poucos. Se em casa o clube do norte de Espanha já triunfou por duas vezes, frente a Athletic Bilbao e Valência CF, fora de portas ainda não conseguiu qualquer vitória e apenas amealhou dois pontos em seis jogos.

Os lugares acima da linha de água estão perto e ainda só estamos no primeiro terço de campeonato mas a equipa da região da Galiza precisa de subir o nível do seu jogo, desbloquear a veia goleadora do seu ataque e começar a ganhar jogos. A expetativa era grande no início da época, principalmente com a contratação de nomes de peso como Denis Suarez, Santi Mina e Rafinha, mas neste momento maior é a desilusão com o que a equipa tem feito até agora.

O Celta marcou apenas seis golos na La Liga até ao momento
Fonte: RC Celta de Vigo

Os meios de comunicação em Espanha avançaram alguns nomes para substituir Fran Escribá, casos de Javi Gracia, técnico que começou a época no Watford de Inglaterra mas foi despedido no início de Setembro, Óscar García, descrito como um dos discípulos de Cruyff e que treinou os escalões de formação do FC Barcelona, e Santiago Solari.

No mesmo dia em que anunciou a saída de Fran Escribá, a direção do Celta de Vigo pôs fim à especulação e comunicou a contratação de Óscar García. O treinador de 46 anos é o quarto “discípulo” de Cruyff a treinar o Celta de Vigo no mandato de Carlos Mouriño, depois de Hristo Stoichkov, Eusebio Sacristán, Luis Enrique e Juan Carlos Unzué, tendo agora a difícil missão de retirar os Célticos dos lugares de despromoção e assegurar a permanência na La Liga.

Óscar García tem assim a sua primeira oportunidade no principal escalão do futebol espanhol, depois de ter treinado as camadas jovens do FC Barcelona e a Seleção da Catalunha. Fora do seu país, o técnico espanhol acumulou passagens por Maccabi Tel Aviv, Brighton & Hove Albion, Watford, Red Bull Salzburg, Saint-Etiénne e Olympiacos.

Adepto de um futebol de posse e proeminentemente atacante, o novo técnico dos Célticos irá estrear-se no sábado frente ao FC Barcelona, em Camp Nou, uma estreia que poucos desejariam mas que poderá ser um amuleto para um treinador que sabe bem o que é ganhar nesse estádio.

Foto de Capa: RC Celta de Vigo

Brandon Ingram 2.0

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Fora dos holofotes de Los Angeles, Brandon Ingram aparece agora como candidato número um ao prémio de “Most Improved Player” e traz para a NBA, noite sim, noite sim, as ferramentas e qualidade que fizeram dele uma das maiores promessas saídas de Duke nos últimos anos.

A época devia ser de Zion Williamson em New Orleans, mas uma lesão deixou-o de fora dos primeiros meses da NBA, tal como outros colegas como Jrue Holiday e Derrick Favors, o que tem afetado, e muito, o início dos Pelicans. Porém, outro jogador saído de Duke decidiu, finalmente, assumir e começou a temporada de forma tremenda.

Completamente ofuscado nos Lakers, Ingram parecia envergonhado, sem vontade e sem força para atingir o nível que o seu potencial permitia. Mas se há coisa que lhe fez bem foi mudar de ares. O extremo tem estado tremendo com a bola na mão esta época, sem medo de assumir e de lançar de qualquer lado, exibindo uma eficácia muito maior do que em L.A., seja perto do cesto, na meia distância ou da linha de triplo.

Ingram num jogo recente frente aos Denver Nuggets
Fonte: New Orleans Pelicans

As comparações com Kevin Durant cedo se foram estabelecendo e faziam sentido: Ingram é grande, longo e usa a meia distância e o ataque ao cesto como principal arma. Por outro lado, a sua ineficácia e incapacidade de defender a um bom nível deixava a maioria dos analistas de pé atrás. Uma comparação que volta a ganhar força com este início de época.

Brandon Ingram subiu, em relação à época passada, em quase todos os registos estatísticos, passando de 18 pontos, cinco ressaltos e três assistências por jogo para 26 pontos, sete ressaltos e quatro assistências, numa menor média de minutos de utilização. Também a eficácia de lançamento subiu em seis por cento e o número de lançamentos de três pontos tentados e acertados aumentaram de forma significativa.

Obviamente que a temporada ainda é curta e Ingram tem tido mais bola, na ausência de Zion Williamson. Mas é impossível não reconhecer o mérito e o crescimento do jovem extremo que parecia algo perdido nos Lakers. Ingram recuperou a alegria de jogar e tem mostrado o seu valor numa excitante equipa dos Pelicans. Um caso a acompanhar nos próximos meses.

Foto de Capa: New Orleans Pelicans

Finalmente, Teodósio!

Chegou ao fim o Campeonato de Portugal de Ralis. No Rali Casinos do Algarve ficamos a saber o campeão nacional de 2019. E a vitória não poderia ter sido melhor entregue: Ricardo Teodósio e José Teixeira tornaram-se pela primeira vez campeões nacionais absolutos, sucedendo a Armindo Araújo e a Luís Ramalho.

Um campeonato muito disputado, Ricardo Teodósio e José Teixeira começaram a vencer no Rali Serras de Fafe. O piloto do Skoda Fabia R5, com assistência da ARC Sport, voltou mais forte, depois de ter perdido o campeonato de 2018 na última prova.

Ricardo Teodósio foi o primeiro vencedor em 2019 no Campeonato de Portugal de Ralis
Fonte: Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting

Nos Açores, Ricardo Moura voltou à competição. Acompanhado de António Costa, no Skoda Fabia R5, reinou em casa e levou os 25 pontos, que juntando à sua participação em Fafe, ficou com um total de 46.39. Mas, infelizmente, o piloto de São Miguel não voltaria a competir no CPR.

Ricardo Moura participou em Fafe e nos Açores, não fazendo mais nenhuma aparição em 2019 no CPR
Fonte: FIA ERC

No Rali de Mortágua, Ricardo Teodósio e José Teixeira voltaram a mostrar a sua competitividade na gravilha, alcançando a posição mais alta do pódio.

A seguir a Mortágua, vinha a última prova dos pisos de gravilha. O sempre difícil Rali de Portugal. Para os pilotos do CPR, este rali apresenta muitas dificuldades, principalmente devido às condições em que passam nas especiais. Depois dos carros do WRC, WRC2Pro e WRC2 passaram vêm os carros do nacional.

Na prova máxima dos ralis em Portugal, Armindo Araújo e Luís Ramalho (Hyundai i20 R5) mostraram a sua experiência nestes ralis de mundial e venceram. Não fosse Armindo ser bicampeão de produção, juntamente com o irmão de Luís, Miguel Ramalho. A partir daqui veio a fase de asfalto do CPR.

Armindo Araújo venceu o difícil Rali de Portugal, maior prova dos ralis em Portugal
Fonte: Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting

Antes de passarmos à segunda fase, na gravilha, o campeonato de duas rodas motrizes teve a sua fase mais competitiva. Daniel Nunes e Rui Raimundo (Peugeot 208 R2) venceram no Serras de Fafe. Nos Açores, a dupla do Peugeot não foi, e Gil Antunes e Diogo Correia (Renault RS R3T) venceram a prova extremamente difícil para os carros de duas rodas motrizes.

Mas, Nunes voltou no Rali de Mortágua e não deu hipóteses, tal como no Rali de Portugal.

A fase de asfalto começou no Rali de Castelo Branco. Aqui, Armindo Araújo e Luís Ramalho mostraram que o seu Hyundai i20 R5 estava melhor. Venceram, deixando Ricardo Teodósio e José Teixeira na segunda posição.

A desilusão para mim, até aqui, era a dupla Bruno Magalhães e Hugo Magalhães. Tiveram bom andamento e bons resultados, mas o Hyundai i20 R5 parecia não estar bem. Ao vivo, não parecia ter o mesmo andamento do seu “irmão”, o Hyundai i20 R5 de Armindo Araújo.

O piloto de Lisboa decidiu mandar o seu motor para uma revisão na Hyundai Motorsport e os frutos dessa revisão foram a vitória para o CPR, no Rali da Madeira, ganho à geral por Alexandre Camacho e Pedro Calado (Skoda Fabia R5), campeões da Madeira de Ralis.

Bruno Magalhães é um piloto que anda muito bem na Madeira, e mostrou com a vitória no CPR
Fonte: Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting

Vitória FC: A “chicotada” sem sucessor à vista…

O Vitória Futebol Clube está neste momento a passar por uma fase, no mínimo, estranha. Depois de ter demitido Sandro Mendes, treinador que estava no clube desde Janeiro, a 26 de outubro, o Vitória FC ainda não anunciou quem será o substituto, estando no lugar, de modo interino, Albert Meyong.

Mas vamos por partes: a demissão de Sandro foi justa? Eu não vejo os treinos, mas o que sei, como observador, é que o Vitória FC tem, objetivamente, um dos elencos com mais vulnerabilidades da nossa Liga. É certo que era um técnico com pouca experiência ao mais alto nível, mas apesar dos seus pupilos não concretizarem as hipóteses que conseguiam criar, elas iam surgindo. Outro dos pontos positivos era que mantinha, muitas vezes, a baliza a zeros.

Porém, os treinadores vivem de resultados e estes não estavam a surgir. Infelizmente é uma decisão muito recorrente no futebol actual. Surge então Meyong, um dos ex-craques históricos do Vitória FC, antigo goleador implacável, que faz dois jogos e conquista dois pontos. O futebol é de facto imprevisível e, mesmo a equipa tendo jogado pior, em relação ao que jogava com Sandro, os resultados apareceram e, neste momento, respira-se melhor em Setúbal: ocupam o 11º lugar, com 12 pontos conquistados, sete acima da “linha de água”.

Albert Meyong, a dar o treino aos atletas setubalenses
Fonte: Vitória FC

Posto isto, dos nomes que têm sido avançados: Renato Paiva, Daniel Ramos e agora mais recentemente, Julio Velázquez, creio que o vila-condense seria o homem indicado para tentar manter este histórico clube na primeira divisão do futebol nacional. Olhando para a carreira de Daniel Ramos, constato que não é um treinador que coloca as suas equipas a jogar de forma muito exuberante, mas que consegue os pontos nas partidas do “seu campeonato”. Se olharmos para o plantel do Vitória FC, parece-me lógico que a ideia passa por manter o bom trabalho feito no processo defensivo e tentar trabalhar numa transição ofensiva mais objetiva e que… chute mais (e melhor) à baliza.

A sua passagem pelo insulares CD Santa Clara – ainda que curta – e CS Marítimo, onde ficou por três anos, demonstrou que é um treinador muito à medida da nossa Primeira Liga Portuguesa. Concentrado na defesa, construindo normalmente equipas robustas fisicamente, com jogadores rápidos na frente… No fundo, alguém que prefere ganhar por 1-0 do que 3-2. Quando lhe deram projetos mais ambiciosos, como foi o caso do CD Chaves e do Rio Ave FC, não conseguiu “durar” um longo período, acabando por rescindir sempre antes do final do contrato. Creio que isto se deve à pesada herança dos treinadores que o antecederam nesses clubes, que os colocavam a jogar um futebol apelativo, com planteis equilibrados e muito bem construídos.

Seja quem for o homem que ficará ao leme do Vitória FC, é consensual que os sadinos são uma das principais instituições futebolísticas da nossa Primeira Liga Portuguesa e o nome que tomará conta dos destinos do clube vai ter uma dura tarefa pela frente: manter o Vitória FC no convívio dos grandes.

O próximo jogo é na casa do Rio Ave FC, uma deslocação sempre difícil, e depois o campeonato para devido aos compromissos de seleções. Deverá ser aqui que será tomada uma decisão final sobre este dossier, pelo presidente do Vitória FC.

Foto de Capa: Vitória FC