Início Site Página 11430

Antevisão GP Estados Unidos: Bottas surpreende ao garantir a sua quinta pole position da época

0

Este fim-de-semana, reunimo-nos para mais um evento de Fórmula 1. Desta vez, acompanhamos a corrida oriunda do Estado do Texas, onde o Grande Prémio decorrerá no clamoroso e rural Circuito das Américas.

O fim-de-semana começou já da melhor maneira: para além da realização do evento que introduz a “festa” nos EUA – Hollywood Boulevard (Los Angeles) -, finalmente foram anunciados os novos protótipos dos carros de Fórmula 1 para 2021.

Como não é surpresa, é a Mercedes quem arrecada mais um lugar no pico mais alto da partida. Mas, para surpreender, não é o quase campeão Lewis Hamilton quem o faz.

O finlandês da equipa das Flechas Prateadas, Valtteri Bottas, não só ganha a sua quinta pole position da época, mas também faz o novo recorde de pista em qualificação.

Valtteri Bottas ganha, assim, a 11.ª pole position da carreira, conquistando o seu maior número de poles arrecadadas numa época (cinco)
Fonte: Formula 1

A finalizar o pódio de qualificação, temos Vettel (Ferrari) e Verstappen (Red Bull), com o segundo e terceiro melhor tempo da sessão.

Para completar os dez primeiros, contamos com Leclerc (Ferrari), Hamilton (Mercedes), Albon (Red Bull), Sainz e Norris (McLaren), Ricciardo (Renault) e Gasly (Toro Rosso).

Numa sexta-feira, onde as equipas experimentaram os novos protótipos de pneumáticos da Pirelli para 2020, a classificação dos Treinos Livres parecia um pouco confusa: A Ferrari e Mercedes pareciam estar escondidas, e a Red Bull aproveitou este facto para dar cartas; Gasly (Toro Rosso) consegue resultados sobrevalorizados; e a McLaren parece mais forte do que nunca.

No entanto, é a 6.ª campeã de construtores quem garante que não deixará escapar mais uma oportunidade de se sagrar vitorioso.

A verdade é que, este domingo, todos estarão à espera do inadiável: Sabemos bem que é praticamente certa a vitória de Lewis Hamilton no Campeonato de Pilotos. Apenas será adiada se amanhã acontecer uma calamidade – o que, pode ser provável, mas impossível.

Também a McLaren, se tudo correr como esperado, poderá arrecadar grandes resultados amanhã. Tanto Sainz como Norris parecem ter a motivação perfeita para tal, e a prova disso é o tempo mais rápido de Norris na primeira parte da qualificação (Q1).

Sergio Perez (Racing Point) começará do pit lane. Podemos também confirmar que, aquando os resultados, a Haas – equipa que corre em casa – e a Williams, esperam, ansiosamente, que a época acabe.

Concluindo, apesar de, possivelmente, se resolver o Campeonato de Pilotos, poderá ser uma corrida interessante: A scuderia italiana e os “touros vermelhos” poderão, sem dúvida, dificultar a vida a Valtteri Bottas, que, certamente, procurará tornar esta pole position uma vitória clara.

Resultados finais da qualificação
Fonte: Formula 1

Foto de Capa: Mercedes AMG-F1

artigo revisto por: Ana Ferreira

Torino FC 0-1 Juventus FC: Vecchia Signora mais forte no dérbi della Mole

0

Torino FC e Juventus FC, um dos maiores dérbis de Itália, que apesar de não ter a dimensão de outrora é sempre um jogo apaixonante. Um dérbi que por norma pende para a Vecchia Signora, nos últimos dez jogos, os Granatta apenas venceram um encontro, o que diz bem da superioridade dos bianconeri nestes duelos.

Um muito contestado Walter Mazzarri apresentava-se para este encontro vindo de uma série negativa de cinco jogos sem vencer, e com quatro baixas na equipa esse cenário mostrava-se sombrio mas como se sabe, num dérbi não existem favoritos. O experiente técnico manteve o esquema de 3-5-2 que tem usado ao longo da época, com Tomas Rincon a assumir a liderança do meio campo, posição assumida anteriormente por Lukic que foi relegado para o banco de suplentes.

Quanto à Juventus, continuava com Chiellini de baixa por lesão, juntamente com Perin e Pjaca, já Rabiot encontrava-se de fora castigado. Ao contrário do Torino, a Juve vem de uma série positiva apesar de algumas exibições deixarem a desejar. A equipa não tem correspondido em qualidade às vitórias conquistadas e Sarri ainda não conseguiu convencer dentro do campo, mas como a equipa tem ganho não se vê muita contestação.

Sarri também promoveu algumas mudanças no onze sendo o regresso de Pjanic à equipa a principal novidade. Na frente a dupla Ronaldo-Dybala, voltava a merecer a confiança do técnico italiano.

Os primeiros vinte minutos foram muito intensos como seria de esperar. O Torino não parecia uma equipa em crise. Mostrou-se, sim, uma equipa lutadora e com vontade de chegar ao golo. Mas quem esteve mais perto disso foi Ronaldo que, com um cabeceamento onde a maioria dos jogadores coloca o pé, criou a primeira ocasião de golo.

O trio defensivo do Toro gladiava-se para tentar parar as investidas de Dybala e Ronaldo. Com o passar do tempo, a teia montada por Mazzarri ia tendo sucesso, anulando o ataque bianconero, com um bloco compacto no meio campo e bastante pressionante, anulando as peças-chave da Juve. Já no ataque, Bellotti, a referência atacante do Toro, pouca bola tinha e pouco perigo ia causando.

Um jogo muito táctico e que poucas ocasiões tinha. Mas era interessante ver como as equipas iam tentando desbloquear o jogo, O Toro sempre pelas alas, quer por Aina na direita, quer por Ansaldi pela esquerda – eram eles os principais impulsionadores da equipa. A Juve quase sempre através dos mesmos, Ronaldo e Dybala, conseguia desbloquear o jogo, Bernardeschi não conseguia sair da rede montada pelo meio campo Granata e o jogo da Juve não fluia.

Com o aproximar do intervalo, os bianconeri assumiram as rédeas do jogo na tentativa de chegar ao golo, com isso o Toro abordou o jogo de forma mais cautelosa e explorou mais o contra-ataque sempre que tinha possibilidade. Com esta situação, o jogo ficou mais intenso e as faltas começaram a surgir com mais frequência da parte do Torino.

Foi na sequência de um livre que surge uma grande oportunidade para a Juventus com Bonucci a cabecear para defesa de Sirigu, na sequência do canto De Ligt tem o golo nos pés mas Sirigu nega o golo do defesa holandês com uma enorme defesa. Chegava assim o intervalo com a Juve a terminar a primeira parte em cima do Toro e a sensação que tinha é que, mais tarde ou mais cedo, o golo da Juve chegaria.

Fonte: a Juve terminou a primeira parte em cima do Toro

A segunda parte iniciava sem alterações nos onze das equipas e sem alterações tácticas. A toada que a Juventus tinha tido no final da primeira parte, não teve continuação no início da segunda parte, no entanto houve mais uma grande oportunidade de Ronaldo, parada mais uma vez por Sirigu que até ao momento estava a ser o homem do jogo.

Sarri esperou até aos sessenta minutos e lançou Pipita Higuaín, tirando Dybala para desagrado do argentino. Esta alteração em termos práticos não foi arriscada como se podia esperar mas Higuaín tem mostrado que pode ser uma importante opção neste regresso à Vecchia Signora. Com o nó muito atado, Sarri ia tentando colocar intervenientes que conseguissem desatar esse nó, e nova substituição feita, desta vez Ramsey entraria para o lugar do apagado Bernardeschi.

O nó começou a desatar primeiro quando Pipita Higuaín desfere um voley perfeito que só não entra porque Sirigu uma vez mais, faz uma defesa de outro mundo! Só que na sequência do canto chegaria o golo bianconeri através do central De Ligt que no centro da área desfere um potente remate sem hipótese para Sirigu e estreava-se a marcar pela Vecchia Signora. Importante a assistência de Higuaín que em pouco tempo criou um golo e teve oportunidade de concretizar outro. Foi portanto uma substituição acertada de Sarri naquele que é um dos seus jogadores predilectos.

A resposta do Torino foi imediata e no reactar do jogo podia ter empatado, não fosse Sczesny negar o golo a Ansaldi. No banco Mazzarri mostrava-se reactivo e colocava Simone Zaza para dentro de campo tirando Rincón, uma das peças do meio campo e minutos depois entrava Lukic para render Verdi, também ele muito apagado do jogo. Sarri por seu turno refrescava o meio campo colocando Khedira no lugar de Bentancur.

O jogo caminhava a passos largos para o final, e estava numa fase muito dividia. O Toro atacava mas sem grande discernimento, mais com o coração que com a cabeça. A Juve estava a jogar mais no erro adversário e teve vários ataques perigosos que poderiam resultar em golo. Por sua vez, Mazzarri esgotava as alterações com a entrada de mais um avançado, Vicenzo Millico, que ia tentar agitar as águas com a sua irreverência.

Sem conseguir controlar plenamente o jogo, a Juve expunha-se um pouco ao perigo através dos contra-golpes do Torino e nas bolas paradas, e nos cinco minutos de desconto o Torino causou maior frisson, na defesa da Juve, marcando mesmo um golo que entretanto seria anulado por fora de jogo de Bremer.

A vitória sorriu à Vecchia Signora que teve que vestir o fato de macaco para vencer um Torino que adensou a sua crise de resultados. Sarri mexeu bem na equipa e foi com essas mudanças que a equipa conseguiu, primeiro, chegar ao golo, e segundo, segurar a vantagem do resultado. Foi um jogo na senda do que a Juventus tem feito ultimamente e, mais uma vez, consegue a vitória pela margem mínima sem grande esplendor exibicional. À Juve falta ser mais assertiva no ataque, quando isso acontecer será uma equipa ainda mais temível!

ONZE INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Torino – Sirigu, Lyanco, Gleison Bremer, Armando Izzo, Daniele Baselli (Millico, 84′), Ola Aina, Soualiho Meité, Cristian Ansaldi, Tomás Rincón (Zaza, 74′), Simone Verdi(Lukic, 80′), Andrea Belotti.

Juventus – Szczęsny, Bonucci, De Ligt, De Sciglio, Pjanic, Bentancur(Khedira, 76′), Cuadrado, Matuidi, Bernardeschi (Ramsey, 66′), Dybala(Higuaín,60′), Ronaldo.

Sporting CP 39-28 Riihimaen Cocks: Vitória leonina categórica

0

Sporting CP e Riihimaen Cocks encontraram-se hoje em jogo relativo à 6.ª jornada da EHF Champions League, jogo que os leões se encontravam obrigados a ganhar para manter vivas as poucas esperanças que pudessem ter para se qualificar para a próxima fase. Devido à ausência de Pedro Valdés, Vujin começou a partida como titular.

Foi a equipa forasteira que marcou o primeiro golo da partida, mas Carlos Ruesga impediu que o Cocks assumisse vantagem do marcador com os primeiros dois golos do Sporting na partida. Em termos defensivos o Sporting iniciou com algumas alterações defensivas: Vujin a defender no meio com Frankis Carol e Carlos Carneiro a defender a 2.º, sem substituição defesa/ataque para aproveitar a transição ofensiva. No entanto, a equipa estava com algumas dificuldades em aguentar a ofensiva da equipa finlandesa, o que levou à entrada de Tiago Rocha para defender no meio.

Do outro lado, o bloco do Cocks entrou muito bem na partida, mas a capacidade de decisão de Ruesga e Vujin e a potência de Frankis conseguiam ir superando as dificuldades. Nota-se ainda algumas dificuldades físicas de Vujin, mas demonstrou toda a sua qualidade ao longo da primeira parte. A organização ofensiva do Sporting continuou a superar a defesa da equipa visitante e construiu uma vantagem sólida de oito golos ao intervalo (23-15).

Durante a segunda metade da partida, o Sporting geriu a vantagem que tinha sem muitas dificuldades, conseguindo superar a defensiva finlandesa na maioria das situações de ataque e também não teve dificuldades em conter a organização ofensiva adversária. Frankis Carol encerrou a partida com um golo de belo efeito, o 11.º da sua conta pessoal, fixando o resultado final em 38-29.

SETE INICIAL

Sporting CP – Manuel Gaspar (GR), Arnaud Bingo, Marko Vujin, Tiago Rocha, Frankis Carol, Carlos Ruesga, Valetin Ghionea

Riihimäki Cocks – Vitalii Shitsko (GR), Teemu Tamminen, Vitalie Nenita, Nico Rönnberg, Roni Syrjälä, Yury Semenov, Yury Lukyanchuk

Sevilla FC 1-1 Club Atlético de Madrid: Mal menor para madrilenos, sabor a pouco para sevilhanos

0

Foi no Ramón Sánchez Pizjuán que Sevilla e Atlético de Madrid empataram a um golo, na 12ª jornada da La Liga. Com dois dos portugueses que poderiam alinhar a ficarem de fora devido a lesão (Daniel Carriço do lado do Sevilla e João Félix do lado do Atlético) e outro a não sair do banco de suplentes (Rony Lopes, jogador dos andaluzes), os destaques dos onzes inicias foram para os jogadores que já passaram pelos relvados lusos: Óliver Torres e Gudelj, nos sevilhanos e Felipe, nos madrilenos, tendo Herrera também feito parte do jogo, a partir do banco.

A partida, como era esperado e bem à imagem do apaixonante futebol espanhol, começou com uma pressão constante de ambos os lados, tornando as posses de bola curtas e impedindo que se organizassem ataques apoiados. Perante isto, os primeiros ameaços, de parte a parte, tiveram a velocidade como principal fator desbloqueador, evidenciando-se Ángel Correa (Atlético de Madrid) e Lucas Ocampos (Sevilla).

A primeira meia hora do encontro foi bastante tática, com as duas equipas a encaixarem-se e a demonstrarem um respeito mútuo. Quem ia ficando a perder com este tipo de jogo eram mesmo os adeptos, que para além de não verem golos, tão pouco tinham qualquer jogada de perigo para apreciar.

Ora, não estivesse algum adepto a desesperar, dado o ritmo um pouco adormecido em que o jogo ia entrando, Franco Vázquez decidiu “incendiar” o Sánchez Pizjuán. Ao minuto 28, Éver Banega dispôs de um livre descaído para a direita do ataque andaluz e aproveitou-o como tão bem sabe: tirou o cruzamento para a área e encontrou o compatriota Vázquez, que cabeceou tal como mandam as regras, batendo Jan Oblak. Fica a ideia de que o guarda-redes esloveno podia ter feito mais, mas há também muito mérito para a movimentação e a execução do médio dos sevilhanos.

A resposta do Atlético só surgiu por volta do minuto 40, através de um remate de Koke, mas que foi disferido desde muito longe do alvo. Ainda assim, foi a primeira vez que Vaclik se viu obrigado a aplicar-se para defender uma bola, o que mostra a falta de ideias ofensivas que ia tomando conta dos pupilos de Diego Simeone.

Com a chegada do intervalo, a vantagem do Sevilla era ajustada, evidenciando-se a qualidade de passe do ex-Porto Óliver e a inquietude de Ocampos. Do lado do “Atleti”, após uma entrada forte em termos de pressão, o ritmo da equipa baixou e fez com que o adversário tivesse alguma supremacia, que também se traduziu no marcador.

O golo de Franco Vázquez ia dando a liderança ao Sevilla, ao intervalo
Fonte: La Liga Santander

No regresso para a segunda parte, os madrilenos introduziram Santiago Arias e Diego Costa e mudaram também o ritmo a que iam disputando o encontro. Para além de terem disposto de três cantos de forma consecutiva, os “colchoneros” tiveram uma outra boa oportunidade, após Correa ter driblado vários defesas do Sevilla, mas este finalizou de forma “frouxa”. No lance imediatamente a seguir, Diego Costa chegou mesmo a introduzir a bola na baliza de Vaclik, mas Ángel Correa, que havia feito o passe para o cabeceamento do espanhol, estava em fora-de-jogo.

A equipa da Andaluzia parecia estar a “pôr-se a jeito” e os jogadores da turma da capital iam-lhes criando cada vez mais dificuldades. Foi neste bom momento do Atlético que surgiu o golo do empate. O inevitável Correa trabalhou o lance, abriu na direita para Arias e viu o lateral colombiano colocar a bola na cabeça de Morata de forma perfeita. O instinto goleador do avançado espanhol fê-lo colocar a bola no fundo da baliza do Sevilla, estando reposta a igualdade e, desta vez, sem hipótese de anulação.

Ao contrário dos “colchoneros”, que iam subindo de rendimento, os sevilhanos estavam a perder o controlo que haviam conseguido nos últimos 15 minutos da primeira parte. Como se já não bastasse este mau momento, Gudelj, ex-jogador do Sporting, fez falta sobre Koke no limite da área, tendo o árbitro apontado para a marca de grande penalidade. Na hora da cobrança, Diego Costa atirou para a defesa de Vaclik, que impediu ainda o golo de Koke na recarga e, assim, levou os adeptos do Sevilla a festejar como se de um golo se tratasse. Foi este novo ponto de viragem no encontro.

A partida estava completamente ao rubro e eram os andaluzes que voltavam a possuir o controlo do jogo. Banega e Jordán (entrando pouco antes da hora de jogo) iam-se juntando a Franco Vázquez e começaram a aparecer cada vez mais junto à área de Oblak, onde Chicharito (que também “saltou do banco”) se tornou o alvo central dos ataques dos sevilhanos.

Apesar do aumento de ritmo, até ao final, existiram duas oportunidades de qualidade para cada lado, tendo a mais flagrante sido a favor dos “colchoneros”, praticamente em cima do apito final, mas Morata não conseguiu fazer com que a bola transpusesse a linha de golo. O jogo terminou empatado a um golo e o resultado até se aceita, embora também assentasse bem a vitória do Sevilla.

Onzes iniciais e substituições:

Sevilla FC:  Vaclik; Jesús Navas; Koundé; Diego Carlos; Reguilón; Éver Banega (Pozo, 86’); Gudelj; Franco Vázquez; Óliver Torres (Joan Jordán, 57’); Lucas Ocampos; Luuk de Jong (Chicharito, 78’).

Club Atlético de Madrid : Oblak; Trippier (Arias, 46’); Hermoso; Felipe; Renan Lodi (Herrera, 78’); Thomas Partey; Koke; Saúl Ñíguez; Lemar (Diego Costa, 46’); Ángel Correa; Morata.

SL Benfica 2-0 Rio Ave FC: O aprendiz venceu o mestre

SL Benfica e Rio Ave FC defrontaram-se esta noite, em jogo a contar para a décima jornada da Primeira Liga. Depois de estar três jogos sem ganhar para a Liga, a equipa de Carlos Carvalhal procurava então impor-se perante os encarnados que vinham de uma vitória frente ao Portimonense SC.

O jogo começou a meio gás sem muita emoção. Apenas aos nove minutos é que houve um lance digno de burburinho na bancada. Depois de uma excelente recuperação de Florentino no corredor central, o número 61 faz o passe para Cervi que, de arrancada, só tem olhos para a baliza. Ainda fez o remate, mas o golo foi-lhe negado por Kieszek.

O Rio Ave estava a responder bem no seu meio-campo e estava a ter posse como gente grande. Ou deveremos dizer clube? Pois bem, os vilacondenses estavam a fechar bem os espaços e a dificultar a vida às águias para estas organizarem o seu jogo. Ainda assim, ofensivamente, a equipa de Carlos Carvalhal espelhava várias lacunas. Só conseguiam construir jogo pelo flanco esquerdo do ataque e, para além disso, estiveram muito mal a decidir no último terço.

A partir dos 20 minutos de jogo a tendência inverteu-se: o Benfica começou a ter mais posse de bola e a carregar mais para ir à procura do golo. Inicialmente, o Rio Ave FC até estava a responder bem, defensivamente, mas a supremacia do Benfica começou a ser demasiado evidente e já começava mesmo a cheirar a golo.

Aos 29′, surge um momento insólito para a equipa de arbitragem. Os assobios começaram a ser ensurdecedores depois de Carlos Xistra nada ter assinalado num lance em que André Almeida é empurrado na área do Rio Ave. Não obstante, a irritação dos jogadores encarnados perante a situação só pode ter ajudado porque, logo a seguir, o Benfica marca. Aos 31 minutos de jogo, Pizzi cruza para Rúben Dias que, impetuoso pelo ares, cabeceia a bola para dentro da baliza. Estava então feito o primeiro do jogo.

Os ânimos acalmaram e foi mesmo Vinicius a acordar a bancada novamente. Depois de rodar sobre si mesmo que nem um pivot de Futsal, Vinicius engana o defesa do Rio Ave e consegue o espaço para fazer o remate. O chuto vai tenso e forte, mas acaba por passar por cima da trave.

Aos 41′, veio finalmente a resposta do Rio Ave ao poderio do Benfica. Adivinhem lá, pelo lado esquerdo do ataque, Nuno Santos fura a defensiva lisboeta e faz o remate. A bola foi para ao poste esquerdo da baliza de Odysseas, mas estava claramente dada a ameaça de que não haviam de ser favas contadas para a equipa de Lage.

Até ao final da primeira parte não houve muita coisa para contar e o SL Benfica foi mesmo para os balneários a vencer por 1-0. O Rio Ave já tinha ameaçado antes e depois do golo, mostrando que não vinha à capital apenas para passear.

Tal como tinha acontecido no jogo contra o Portimonense, o Benfica voltou a ser muito eficaz nos minutos iniciais da segunda parte. Desta vez, os encarnados precisaram apenas de cinco minutos para conseguir faturar na partida. Aos 50 minutos, boa jogada do lado esquerdo do ataque e depois foi Cervi a cruzar. A bola passada pelo argentino encontrou Pizzi, que recebeu, temporizou e trocou as voltas aos defesas vilacondenses. Depois o 21 do Benfica só com o guarda-redes pela frente fez o dois a zero a favor dos encarnados.

Pizzi marcou o segundo golo na partida para o Benfica numa boa jogada individual
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

O Benfica estava como queria no jogo: a geri-lo de forma calma e a seu belo favor. Já o Rio Ave, mesmo com as substituições efetuadas – que pouco ou nada surtiram efeito -, não conseguia criar qualquer tipo de perigo para a baliza encarnada. Os segundos 45 minutos foram jogados a meio gás pelas duas formações. Estava frio em Lisboa e nem o jogo conseguiu aquecer as bancadas.

As duas equipas pareciam que já não tinham muito a acrescentar à partida e o cansaço já era visível em muitos dos jogadores tanto de Benfica como do Rio Ave. O que podemos destacar deste jogo é uma estatística muito negativa para os vilacondenses… É que passaram 90 minutos (!) e não se viu por parte dos comandados de Carlos Carvalhal nenhum remate enquadrado à baliza de Vlachodimos, que foi um mero espetador.

O fim da partida acabou mesmo por chegar – ainda que de forma muito lenta – e o marcador mostrava uma vitória do Benfica por dois a zero frente ao Rio Ave. Foi um jogo onde os encarnados demonstraram confiança em todos os aspetos do jogo e mereceram os três pontos.

Assim, com esta vitória, o Benfica consolida a sua liderança isolada com 27 pontos, mais cinco do que FC Porto e FC Famalicão, que têm um jogo a menos. Os encarnados viram agora atenções para a Liga dos Campeões onde vão defrontar o Olympique de Lyon. Já o Rio Ave FC continua sem vencer para a Liga e já lá vão quatro jogos sem sentir o sabor da vitória.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

SL Benfica – Odysseas, Grimaldo (Tomás Tavares, 77′), Ferro, Rúben Dias, André Almeida, Cervi, Gabriel, Florentino, Pizzi, Vinicius (Seferovic, 86′) e Chiquinho (Gedson, 80′)

Rio Ave FC – Kleszek, Matheus Reis, Borevkovic, Santos (Messias, 72′), Nélson Monte, Nikola Jambor, Filipe Augusto, Tarantini, Nuno Santos, Gabrielzinho (Carlos Mané, 53′), Mehdi Taremi (Ronan, 45′)

AS Roma 2-1 SSC Napoli: Quem disse que não é preciso sofrer para vencer?

0

Três anos depois do último triunfo caseiro diante do Nápoles, a Roma de Paulo Fonseca teve motivos para sorrir diante do conjunto comandado por Carlo Ancelotti – hoje orientado pelo filho, Davide Ancelotti. A formação de casa esteve a vencer por dois golos de diferença, mas não evitou um final de jogo com algum sofrimento à mistura.

Numa primeira parte a todo o gás, a Roma entrou melhor e tentou, desde logo, explorar as fragilidades defensivas do adversário. O Nápoles – fiel ao seu estilo de jogo – tentava contruir a partir de trás, mas a equipa da casa não deixava progredir o adversário, graças à forte pressão ofensiva.

Kluivert e Pastore foram os primeiros a tentar assustar Meret, mas foi preciso esperar até ao minuto 18’ para Zaniolo tratar de finalizar uma bela jogada da sua equipa. Pouco depois, a equipa da capital chegou a estar perto do segundo por duas vezes, no entanto, Meret levou a melhor sobre Kolarov em ambas as ocasiões. Primeiro, num remate cruzado perigoso e, logo a seguir, numa grande penalidade assinalada após recurso ao VAR, por mão de Callejón dentro da grande área. Meret evitou, portanto, males maiores para a formação de Nápoles.

Foi exatamente a partir desse momento que tudo mudou! A formação forasteira cresceu no encontro e dominou o que restou do primeiro tempo com uma boa dose de…ineficácia.  Em meia dúzia de minutos, o Nápoles dispôs de um verdadeiro festival de oportunidades, por intermédio de Di Lorenzo, Milik e ainda Insigne em dois momentos distintos. O lance mais flagrante ficaria guardado para a reta final da primeira parte, com duas bolas seguidas nos ferros. Primeiro, foi Milik a cabecear à trave e, na recarga, Zielinski viu o seu remate ser travado pelo poste.

Zaniolo nos festejos do primeiro golo
Fonte: AS Roma

No regresso dos balneários, o conjunto da casa voltou a entrar mais forte e era impossível ter pedido melhor início de segundo tempo. O português Mário Rui cometeu penálti (o segundo na partida para a Roma) por mão na bola e, desta vez, foi Veretout a assumir a responsabilidade e a ampliar a vantagem.

Numa altura em que o jogo estava mais perto do 3-0 do que do 2-1 – com destaque para o remate de Kluivert à barra –, Milik tratou de relançar a partida ao minuto 72’, reduzindo a desvantagem para a margem mínima.

Como seria de esperar, o jogo animou-se com lances de um lado e do outro. Dzeko até chegou a introduzir a bola na baliza defendida por Meret, mas o lance foi prontamente invalidado por fora de jogo. Já em tempo de descontos, Zienliski esteve a centímetros de restabelecer a igualdade.

O jogo não acabaria sem antes o central Cetin receber ordem de expulsão após acumulação de amarelos. Contudo, do livre que resultou a expulsão, não resultaria qualquer perigo para a baliza de Pau Lopes e, assim, a Roma podia então festejar a conquista dos três pontos que lhe permite subir ao terceiro lugar, ainda que à condição.

Onzes Iniciais e Substituições:

AS Roma: Pau Lopez, Kolarov, Smalling, Cetin, Spinazzola, Veretout, Mancini, Pastore (Santone, 89’), Kluivert (Diego Perotti, 77’), Zaniolo (Cengiz Under, 81’) e Dzeko.

SSC Napoli: Meret, Mário Rui, Koulibaly, Manolas, Di Lorenzo, Insigne (Amin Younes, 83’), Fabian Ruiz, Zielinski, Callejón (Losano, 58’), Milik e Mertens (Llorent, 65’).

Antevisão GP Malásia: Fabio Quartararo com as melhores hipóteses de vencer

0

Já muitas vezes escrevi que a Yamaha parecia estar muito bem colocada para a vitória no Grande Prémio. Mas, sempre existiu Marc Márquez para estragar a festa. Desta vez, a Yamaha está na primeira fila, com Fabio Quartararo em mais uma pole position, seguido de Maverick Vinales e de Franco Morbidelli.

Quando digo que a Yamaha está bem posicionada é porque, nas quatro sessões de treinos livres, os mais rápidos foram sempre pilotos da marca japonesa. Após estas sessões veio a qualificação e a surpresa do fim de semana.

Excelente prestação dos pilotos da Yamaha Petronas, equipa satélite da Yamaha, ao longo desta temporada
Fonte: MotoGP

Numa tentativa de igualar Quartararo, Márquez seguia o francês, mas ao tentar ‘imitá-lo’ acabou por cair e comprometer a sua posição na grelha de domingo. Assim sendo, a Honda do campeão só vai sair da 11º posição.

Atrás das três Yamaha encontra-se Jack Miller em Ducati. O piloto da PRAMAC vai mais uma vez tentar a sua sorte em chegar ao pódio, mas não me parece que tenha ritmo suficiente para chegar à vitória.

A Ducati oficial continua a desiludir. O melhor dos seus pilotos é Danilo Petrucci, que vai sair no Grande Prémio da Malásia de oitavo, enquanto que, Andrea Dovizioso sai de décimo.

Danilo Petrucci não está a ter uma boa época de estreia na Ducati
Fonte: Ducati

Quem também continua o seu calvário é Jorge Lorenzo. O piloto da Honda sai no fim da grelha. Já o nosso Miguel Oliveira não participa na Malásia, recuperando assim da queda no Grande Prémio da Austrália.

Fonte: MotoGP

No Grande Prémio da Malásia, Fabio Quartararo e Franco Morbidelli têm as melhores chances do ano de conquistar a sua primeira vitória no MotoGP, sendo que não nos podemos esquecer de Maverick Vinales, que mostrou até agora estar muito bem no circuito da Malásia. Também podemos esperar boas ultrapassagens do campeão mundial, ao partir de uma posição tão baixa.

Foto De Capa: Monster Yamaha

Artigo revisto por Joana Mendes

Inglaterra 12-32 África do Sul: Springboks reerguem o título mundial e uma nação instável

0

Doze anos depois da final de Paris, África do Sul e Inglaterra voltaram a disputar o jogo decisivo da competição. Os célebres Springboks defrontaram, pela segunda vez numa final, o berço do Rugby, criado na pequena cidade de Rugby, no centro de Inglaterra.

Eddie Jones apostou na mesma equipa que venceu a Nova Zelândia. Do lado contrário, Rassie Erasmus fez apenas uma alteração em relação à meia final contra o Gales. Cheslin Kolbe rendeu S’Busiso Nkosi na posição de três quartos ponta.

Na primeira parte, foi a África do Sul a tomar conta do jogo. Logo no início do jogo houve uma lesão que veio a influenciar fortemente o rumo do mesmo. Refiro-me à lesão de Kyle Sinclair. O pilar dos Harlequins foi substituído por Dan Cole, que mostrou grandes dificuldades na formação ordenada. Uma plataforma de ataque em que a África do Sul se mostrou muito superior e conseguiu converter em pontos, graças às muitas penalidades cometidas pelos ingleses neste capítulo do jogo.

A Inglaterra apenas teve um momento em que esteve por cima do jogo nos primeiros quarenta minutos. Uma série de fases à mão na área de 22 metros sul africana, que resultaram em três pontos. Grande mérito para a defesa Springbok, que se mostrou impenetrável e muito forte nas fases de disputa de bola.

Ao intervalo, o marcador ditava vitória sul africana por 12-6, com quatro penalidades certeiras de Pollard contra as duas de Farrell.

Hamdre Pollard foi decisivo nos pontapés aos postes
Fonte: Springboks

Na segunda parte, a formação ordenada foi mais disputada. A entrada de Joe Marler, para pilar direito, veio trazer consistência a esta fase do jogo.

Os únicos ensaios do jogo apareceram apenas na segunda parte. O primeiro foi da autoria de Makazole Mapimpi. Um pontapé curto que resultou num dois para um em que Lukanyo Am apenas teve de soltar para o ponta dos Sharks de Durban que fez o toque de meta. Ficará para a história este ensaio, uma vez que foi o primeiro marcado pela África do Sul em finais do mundial. Recordo que esta foi a terceira final em que os sul africanos estiveram envolvidos.

Mapipmpi ao marcar o primeiro ensaio Springbok em finais
Fonte: Rugby World Cup

Já o segundo teve o carimbo de Cheslin Kolbe, o imprevisível ponta que foi nomeado para jogador do ano. Ao receber a bola à entrada dos 22 metros ingleses, bateu Owen Farrell e fez o ensaio que decidiu o campeão do mundo de Rugby.

Grande jogo da defesa sul africana que anulou a fortíssima terceira linha inglesa. Sam Underhill e Tom Curry foram dominados no que ao breakdown diz respeito. Duane Vermeulen esteve irrepreensível na disputa pela bola no chão. Este conseguiu, de certa forma, atrasar a manobra ofensiva inglesa.

No que às fases estáticas diz respeito, a Inglaterra ficou muito aquém das expectativas. Esperava-se muita competitividade nestes capítulos do jogo, principalmente após a superioridade inglesa sobre a Nova Zelândia.

O domínio dos homens de Rassie Erasmus foi claro. O jogo foi gerido de forma muito inteligente, mesmo que que toca ao jogo ao pé. Faf de Klerk e Handre Pollard estiveram bem neste capítulo. Das poucas vezes que foi utilizado, a sua equipa conseguiu tirar partido tático e territorial deste componente do seu jogo.

No fim do jogo, Siya Kolisi, o primeiro capitão negro da seleção sul africana, realçou a vitória no campeonato do mundo, referindo também os problemas sociais e políticos do país, apelando à união da nação após esta conquista.

A África do Sul junta-se, assim, à Nova Zelândia com três vitórias no campeonato do mundo. Depois de 1995 e 2007, fica para a história a vitória em Yokohama, no primeiro mundial disputado na Ásia.

Os 5 melhores laterais portistas desta década

0

É de senso comum que o FC Porto consegue sempre formar uma equipa com, no mínimo, um lateral de topo mundial. Desde 2010 que os azuis e brancos produzem e lançam laterais que jogam pela direita ou pela esquerda de qualidade inegável. Um dos exemplos existentes no plantel atual é Alex Telles, que se tornou num verdadeiro ídolo dos adeptos. O fator principal na hora de escolher os atletas para os flancos do setor defensivo é a nacionalidade: grande parte dos bons laterais desta década são sul-americanos.

A aposta manteve-se ao longo desta década. Com o ano 2020 quase a começar, há ainda jogadores com potencial para se inserirem na lista apresentada posteriormente neste artigo. Tomás Esteves e Renzo Saravia ainda não tiveram as devidas oportunidades e, caso agarrem o lugar, podem muito bem ser dos melhores defesas a passar pelo FC Porto.

Uma surpresa chamada SC Freiburg

Entre cordilheiras, Friburgo em Brisgóvia, capital da região de Friburgo, vai servindo de casa na árvore a uma das maiores sensações entre os principais campeonatos europeus desta temporada: o SC Freiburg.

Na sequoia que é uma competição como a Bundesliga, a já por uma vez vencedora do campeonato da Alemanha no longínquo ano de 1907, vai olhando de cima para os habituais predadores da selva germânica.

Vizinho da floresta mais sombria da Europa, ou não estivéssemos a falar da boreal Floresta Negra, o SC Freiburg vem cimentando a sua presença na Bundesliga desde 2016, ano em que conquistou a 2. Bundesliga e ascendeu ao principal escalão do futebol do país.

A apenas dois pontos do topo da tabela, liderada pelo Borussia que veste de preto, a formação orientada por Christian Streich conta somente duas derrotas em nove partidas, um registo notável para um clube que ainda há pouco tempo lutava pela subsistência entre os grandes.

13 golos marcados e cinco sofridos fazem da equipa do sul da Alemanha o atual terceiro classificado da Bundesliga, em igualdade pontual com o Wolfsburg, numa formação que se destaca pelo coletivo, ainda que jogadores como Luca Waldschmidt (nome fortemente apontado ao SL Benfica neste início de época), Nils Petersen ou Nicolas Hofler vão engordando as estatísticas pessoais com golos e assistências.

Fonte: SC Freiburg

Partindo habitualmente de um 5-4-1, que rapidamente se metamorfoseia num 3-4-3 em processo ofensivo, o SC Freiburg vai levando a água ao seu moinho. A eliminação para a Taça da Alemanha, aos pés do FC Union Berlin a meio da semana, foi um duro revés nas aspirações da turma de Streich, mas que em nada belisca a extraordinária campanha levada a cabo pelos fuchs.

Para a próxima época, a promessa de jogar no novo estádio, ainda que com algumas restrições… O Tribunal Administrativo de Baden-Wurttemberg, estado onde a região de Friburgo se insere, anunciou que a equipa está proibida de receber qualquer jogo a partir das 20h. Não satisfeitos com esta medida do tribunal local, os moradores que a solicitaram por receio de ver interrompido o seu período de descanso, viram ainda a proibição de jogos das 13h às 15h de cada domingo.

No horizonte próximo, está já a deslocação a Bremen, onde os adeptos do BreisgauBrasilianer esperam poder gritar à vontade a vitória da sua equipa.

Foto de Capa: SC Freiburg

Artigo revisto por Joana Mendes