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NFL Semana 8: Semana de dúvidas e confirmações

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Numa jornada com 15 jogos, Patriots e 49ers emergiram como candidatos ao título mas o grupo de seguidores é cada vez maior e a corrida aos play-offs está a tornar-se mais intensa!

Redskins 9-19 Vikings: Pelas pernas de Cook

No primeiro jogo da jornada 8 da NFL os Washington Redskins viajaram até Minneapolis para enfrentar os Minnesota Vikings num jogo onde a equipa da casa fez uso de toda a sua capacidade de corrida.

O Quarterback de Minnesota Kirk Cousins voltou a ter um bom jogo com 23 passes em 26 tentativas, 285 jardas e 0 interceções, mas a “estrela” da noite foi o running back Dalvin Cook, que contabilizou 28 toques para 171 jardas e 1 touchdown, o único da partida.

O encontro começou com os kickers de ambas as equipas a contabilizaram seis pontos cada nesta primeira parte. Perto do intervalo, Kirk Cousins comandou o ataque de Minnesota num drive que cobriu 75 jardas e culminou com uma corrida de Dalvin Cook para o primeiro touchdown da noite, momento fundamental para o resultado final.

No segundo tempo a equipa da casa controlou o relógio e conseguiu uma importante vitória na luta pelos play-offs.

Seahawks 27-20 Falcons: Wilson mantém Hawks na corrida

Em mais uma partida entre equipas em polos opostos, os Seahawks de Russel Wilson, um dos principais candidatos a MVP desta época, venceram os aflitos Atlanta Falcons por 27-20.

Entrada de rompante dos visitantes que começaram o jogo com um field goal e pouco tempo depois voltaram a entrar bem e marcaram o primeiro touchdown da noite com Wilson a fazer um passe curto para o rookie DK Metcalf que aumentou assim a vantagem para 10-0.

Uma interceção por parte da defesa visitante abriu caminho ao segundo touchdown dos Seahawks com Chris Carson a marcar fruto de uma corrida de uma jarda. Wilson continuava certeiro e fez pouco tempo depois o seu segundo passe para touchdown, o terceiro da equipa, com novo passe curto para Metcalf fazer o 23-0 (24 depois da conversão de um ponto).

Após o intervalo as coisas mudaram um pouco de figura. Os Falcons entraram a todo o gás e fizeram a defesa dos Seahawks passar algumas dificuldades marcando 20 pontos na segunda parte e ameaçando a vitória dos visitantes, que, no entanto, conseguiram manter a vantagem.

Broncos 13-15 Colts: Velhos são os trapos

Numa época que começou de forma muito atípica para os Colts, a equipa de Indianapolis conseguiu uma complicada vitória em casa frente aos Denver Broncos fruto de um field goal já perto do final.

A equipa visitante entrou mais forte no encontro, chegando depressa a uma vantagem de 6-0 fruto de dois field goals certeiros. Adam Vinatieri ainda aproximou o resultado ao fazer o 6-3 antes do intervalo, mas o touchdown de Royce Freeman a abrir o segundo tempo indicava que a vitória iria para Denver.

Contudo, os Colts responderam. Vinatieri voltou a marcar e pouco tempo depois Marlon Mack marcou o primeiro touchdown da noite para a equipa da casa, deixando o marcador em 13-12 (Vinatieri falharia a conversão do ponto extra), e lançando um último quarto emocionante.

Nos últimos quinze minutos da partida o receio de arriscar era visível nos ataques de ambas as equipas, e a um minuto do fim a responsabilidade caiu sobre o kciker de 46 anos dos Colts Adam Vinatieiri. Este converteu o field goal a 51 jardas e deu assim a vitória ao conjunto da casa.

PVSK-Veolia 81-89 SL Benfica: Encarnados seguem invictos na Europe Cup

O Benfica deslocou-se à Hungria para vencer o PVSK-Veolia por 89-81, em jogo a contar para a Fiba Europe Cup – Nível um. Com este resultado, os “encarnados” somam a segunda vitória em dois jogos, confirmando assim o bom começo de prova, e recuperam da derrota sofrida para o rival FC Porto no passado sábado.

O Benfica de imediato confirmou a sua superioridade, chegando a uma vantagem de 9-2, o que forçou a técnico da equipa húngara a usar um desconto de tempo cedo no jogo, o que pareceu ter equilibrado o jogo, que após a recuperação do PVSK-Veolia se manteve equilibrado até ao final do primeiro período, que terminou com o resultado de 20-22 favorável à equipa portuguesa.

No segundo período, a equipa de Carlos Lisboa estabeleceu o seu domínio no jogo, saltando para uma vantagem de 23-32 em apenas quatro minutos, e acabou o período com uma vantagem confortável de 33-51, com Micah Downs e Tomás Barroso a destacarem-se na primeira parte, em conjunto com um bom jogo defensivo, ao qual os húngaros não conseguiram dar resposta. Primeira parte tranquila do Benfica, e o jogo já parecia não fugir.

Damian Hollis foi um dos melhores do Benfica em noite Europeia
Fonte: FIBA

Regressadas dos balneários, as equipas encaixaram tão bem como no primeiro período. O Benfica procurava aumentar a vantagem, mas com a equipa treinada por Ferenc József Csirke a tentar manter acesa a esperança para o último período. Destacou-se o equilíbrio, mas sempre com a sensação de que o Benfica estava confortável no jogo, a gerir a vantagem ganha na primeira parte. Parcial de 21-22 no período e o resultado em 54-73.

No último quarto da partida, a equipa portuguesa limitou-se a gerir o jogo, deixando sempre os húngaros a uma distância confortável e sem aso para surpresas. Perto do fim do jogo, ainda ameaçou a equipa da casa, acabando mesmo o jogo a apenas oito pontos e com um parcial de 27-14 no período final.

Do lado do Benfica, os destaques individuais vão para Tomás Barroso, que marcou 16 pontos e converteu quatro lançamentos de três pontos em seis tentativas, Toure Murry, também com 16 pontos, e Micah Downs, que ficou a um ponto de alcançar o duplo-duplo, com nove pontos e dez ressaltos.

Já pela equipa húngara, Christopher Mc Phaul Smith acabou com 15 pontos e seis ressaltos e Máté Pongó encheu a folha de estatísticas com 10 pontos, quatro ressaltos e cinco assistências.

O próximo jogo do SL Benfica a contar para esta competição é no próximo dia 6, quando os encarnados recebem o Inter Bratislava.

CINCOS INICIAIS:

PVSK-Veolia – Charles Justin Aiken, Veljko Budimir, Andras Rujak, Máté Pongó e Christopher Mc Phaul Smith

SL Benfica – José Silva, Micah Downs, Damian Hollis, Gary McGhee e Toure Murry

BnR TV T1/EP1 – Bruno de Carvalho: «Há uma influência diária por parte de Luís Filipe Vieira no Sporting CP»

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O Bola na Rede festejou, ontem, os seus nove anos e, em jeito de comemoração, estreou o seu novo programa livestream – Bola na Rede TV. O primeiro programa contou com a presença de antigo Presidente do Sporting CP, Bruno de Carvalho, que esteve à conversa com Mário Cagica, Marco Ferreira, João Miguel Rodrigues e Francisco Santos Lima.

A conversa começou com o tema que todos esperavam: o atual momento do Sporting. Questionado quanto à aliança FC Porto/Sporting CP, Bruno de Carvalho respondeu que neste momento tem poucas dúvidas de que “há uma influência diária por parte de Luís Filipe Vieira no Sporting”.

Para Bruno de Carvalho, a diferença de pontos que a equipa leonina tem para os líderes do campeonato é demasiado grande e atribuiu muito dessa culpa à má gestão de Frederico Varandas. Ainda assim, acredita que “está tudo em aberto para o Sporting, mas não vai ser nada fácil”.

Inevitavelmente, acabou por se falar da época 2015/16 onde os leões conseguiram o recorde de pontos – 86 no total -, mas acabaram por perder a corrida pelo título frente ao SL Benfica. “Para todos os efeitos, fomos campeões nessa época”, desabafou Bruno de Carvalho. Afirmou também que se a sua equipa tivesse ganho o campeonato nesse ano teria sido o início de uma era de ouro para o Sporting.

A estabilidade que não conseguiu nessa altura, acredita Bruno de Carvalho que podia ter sido alcançada se fosse com outro treinador que não Jorge Jesus. “Para ter uma estabilidade e um projeto futuro para um clube teria ficado com Leonardo Jardim”, concluiu o antigo Presidente do Sporting.

Dos momentos mais marcantes nos anos em que presidiu o clube de Alvalade foi, sem dúvida, o ataque à Academia de Alcochete. Mas, quanto a isso, Bruno alega que não foi a primeira vez que uma situação semelhante aconteceu. Disse também que “as pessoas são umas hipócritas”, porque não foi um caso isolado no futebol português. O mediatismo que os leões tinham levou a que o acontecimento tomasse outras repercussões.

Ainda relativamente ao tema “Sporting”, Bruno de Carvalho falou ainda de Rui Patrício, antigo capitão dos leões. Quanto à qualidade do guarda-redes, o antigo presidente não tem dúvidas: “estava bem servido em termos de guarda-redes“. Quanto às qualidades do jogador do Wolves enquanto pessoa, deixou a questão em aberto.

Sobre outro jogador, Andrija Zivkovic, Bruno de Carvalho reagiu com ironia, dizendo: “Quem me dera a mim que o Zivkovic jogasse sempre“. Com isto, o antigo dirigente leonino quis dar a entender que o sérvio não iria render no Benfica.

Notícia redigida por Inês Santos e João Barbosa

Foto de Capa: Bola na Rede

Revisto por: Jorge Neves

O Passado Também Chuta: Francesco Totti

Francesco Totti, o Imperador de Roma, representa no futebol moderno a história de amor à camisola e fidelidade ao seu clube de coração. A lenda romana representou o seu clube durante, 28 anos.

Totti chegou à Roma, com apenas 13 anos, tendo feito parte dos escalões de formação do clube, do qual era adepto. No dia 28 de março de 1993, cumpriu o seu primeiro sonho, com 16 anos, estreou-se com a camisola da Roma, na vitória diante do Brescia, a contar para 25ª jornada da Serie A, lançado por Vujadin Boškov.

Em 1993, surgiu o primeiro interesse em contratar o jovem Francesco, nessa altura falou mais alto o seu amor pela Roma. O diretor do AC Milan, Ariedo Braida, tentou contratar a jovem coqueluche romana.

Na temporada 94/95, Totti marcou o seu primeiro golo com a camisola da Roma, com menos de 18 anos, no empate frente ao Foggia, a um golo. Continuaria a alinhar na equipa principal, nem sempre com a utilização desejada, mas recusava qualquer convite para jogar noutro clube. Até que, em 1997, sob a liderança de Zdenek Zeman, com apenas 21 anos, foi nomeado capitão da sua Roma.

Na temporada 2000/2001 cumpriu o seu sonho de infância, capitaneou a Roma à conquista do scudetto. Numa equipa onde brilhavam nomes como Gabriel Batistuta, Emerson, Walter Samuel, entre outros e treinada pelo lendário, Fabio Capello. Totti marcou o primeiro golo, na vitória por 3-1 diante da Fiorentina, que daria o título nacional.

Francesco Totti, ao longo de quase 30 anos com a camisola da Roma somou, 786 jogos e 307 golos. Tendo conquistado, um campeonato, duas Taças de Itália e duas Supertaças. Em termos individuais venceu a Bota de Ouro, na época 2006/2007, com 26 golos. Atingindo ainda a marca, dos 300 golos na Serie A, em 2015/2016, no empate frente ao Sassuolo.

Fonte: AS Roma

Na temporada 2015/2016, já com 39 anos, mas no dia 20 de abril de 2016, voltou a impressionar o mundo do futebol. Disputava-se a 34ª jornada do Calcio, a Roma perdia por 1-2 com o Torino, no Estádio Olímpico, Totti entrou aos 86 minutos de jogo, tendo marcado aos minutos 86 e 89, dando a vitória ao clube do seu coração.

Francesco Totti escreveu também a sua história ao serviço da “squadra azzurra”, somando 58 internacionalizações e nove golos. Em 2006, no Mundial da Alemanha, sagrou-se campeão do mundo, vencendo na final a França de Zidane, no desempate por penáltis. Nos escalões jovens, Totti conquistou ainda, o Campeonato da Europa de Sub-21, em 1996.

Francesco Totti conquistou o Mundial 2006, ao serviço da “squadra azzurra”
Fonte: AS Roma

A carreira de Totti, a sua história na Roma, viria a emocionar o mundo do futebol. Uma paixão e fidelidade incondicional, ao seu clube do coração, vivido ao longo de décadas. Totti chegou a ter o seu passe avaliado em 40M€, havendo vários clubes interessados na sua contratação, mas falou sempre mais alto a sua lealdade à Roma. “Il capitano” era um avançado tecnicamente muito evoluído, capaz dos dribles mais desconcertantes, letal na hora de finalizar, com forte meia distância e uma visão de jogo e inteligência, muito acima da média.

Francesco Totti jogou ao serviço da Roma, 28 anos, disputando 786 jogos, marcando 307 golos.

No dia 28 de maio de 2017, Totti entrou pela última vez em campo, com 40 anos de idade, na última jornada da Serie A, na vitória por 3-2 perante o Génova. A lenda romana, entrou ao minuto 54, vestindo pela última vez a camisola 10 e envergando a braçadeira de capitão. Seguiu-se a mais emotiva despedida, de uma verdadeira lenda do futebol moderno. Totti despediu-se dos seus adeptos, dos seus colegas, mas marcou para sempre o futebol mundial, pelo seu exemplo e pelo seu amor à camisola.

Foto de Capa: AS Roma

Revisto por: Jorge Neves

Tradicionalmente difícil

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Depois de praticamente um mês de paragem, o Campeonato Nacional vai recuperar o atraso por via de uma jornada a meio da semana. Coisa rara, mas não virgem no que à principal prova de clubes em Portugal diz respeito. Ditou o sorteio que o FC Porto se deslocasse à Madeira para defrontar o único sobrevivente daquele arquipélago na 1ª divisão, o Marítimo.

As visitas ao Estádio dos Barreiros são, já se sabe, tradicionalmente complicadas e na última década é um dos estádios onde o FC Porto encontra mais dificuldades para levar de vencida a equipa local. É verdade que sob o comando de Sérgio Conceição os dragões obtiveram duas suadas vitórias em outros tantos jogos na casa maritimista, no entanto, se recuarmos aos últimos 5 jogos, para além dessas duas vitórias, sobram dois empates e uma derrota. Um saldo claramente negativo para uma equipa que luta, todos os anos, pelo título de campeão nacional.

Se o FC Porto, após a vitória frente ao Famalicão (a 7ª consecutiva), assumiu a liderança do campeonato, o Marítimo encontra-se a realizar uma prova algo titubeante. São, para já, 8 jogos, 2 vitórias, 3 empates e 3 derrotas. São 9 pontos que representam um 11º primeiro lugar. Curiosamente são mais os pontos conquistados fora de casa (5) do que os conquistados no caldeirão dos Barreiros (4). Como é normal numa fase tão embrionária da prova, o Marítimo está praticamente à mesma distância dos lugares de despromoção e dos lugares de acesso às provas da UEFA. No que concerne às restantes provas nacionais, o Marítimo está praticamente fora da Taça da Liga (1 ponto em 2 jogos) e foi surpreendentemente eliminado pelo Beira-Mar (equipa do 3º escalão) da Taça de Portugal.

Após a vitória frente ao Famalicão, o FC Porto desloca-se à Madeira para defrontar o Marítimo
Fonte: FC Porto

Comandado por Nuno Manta Santos, o Marítimo alinha normalmente num 4x4x2 clássico com bastante mobilidade na frente de ataque. Amir tem vindo a ser o guarda-redes e o quarteto defensivo vem sendo composto por Nanu, na direita, Zainadine e Kerkez no centro e Rúben Ferreira na esquerda. No meio campo os jogadores mais utilizados têm sido Edgar Costa (já faz parte da mobília maritimista), Bambock, Rene e Marcelinho e na frente a mobilidade é conferida por Gatterson e Maeda. Não será de descurar a presença de Grolli ou F. China na defesa, de Jorge Correa no meio-campo ou, até, de Rodrigo Pinho no ataque para conferir à equipa maior presença na área adversária.

Apesar de ser uma equipa que marca alguns golos (10 até ao momento), é, também, uma equipa permeável defensivamente, sento a terceira defesa mais batida da prova. No entanto, sabe-se que os jogos frente aos grandes têm um cariz motivacional muito específico e, como tal, qualquer análise pejorativa que possa ser feita à priori poderá ser desfeita durante a partida. Importa lembrar que o Sporting CP já foi travado por esta equipa (igualdade a uma bola na jornada inaugural).

Como tal, mais do que tentar perceber o que é que o Marítimo será capaz de fazer, prefiro dissipar aquilo que o FC Porto e Sérgio Conceição poderão apresentar em campo para sair da Madeira com os 3 pontos na bagagem. E aqui é simples. Se o FC Porto, como sucedeu no Domingo, se apresentar em campo num esquema híbrido que varia entre um 4x3x3 e um 4x2x3x1, que potencia um futebol de pressão e circulação, que dá primazia ao perfume técnico de jogadores como Otávio, Corona ou Luís Díaz e que junta mais um homem ao meio campo para facilitar um jogo mais associativo, não deverá ter dificuldade em obter um bom resultado. Se, ao invés, recuperar Marega e o 4x4x2 viciado na profundidade, dependente da potência física e que ignora a vertente mais técnica e recreativa do jogo, poderá vir a ter grandes dificuldades. Têm a palavra Sérgio Conceição e os jogadores.

Foto de capa: Diogo Cardoso/ Bola na Rede

Revisto por: Jorge Neves

Editorial BnR #6: Mudar Mentalidades e Quebrar Barreiras

Agora que o nono aniversário ficou para trás, é tempo de pensar no quanto já foi feito e em tudo o que pode ser trilhado. O que começou com cinco pessoas num estúdio da nossa ESCS é hoje um projecto que liga Portugal continental, Açores e Madeira; as entrevistas na rádio deram lugar às conferências de imprensa de jogos da Liga dos Campeões e, tal como na música dos “The Buggles”, o vídeo “matou” a rádio, dando mais um passo rumo à afirmação que, não querendo ser arrogante, quer ser diferente.

Ontem, durante perto de duas horas, falou-se de futebol, discutiu-se jogadores e treinadores, vimos um antigo presidente do Sporting CP elogiar dois jovens formados no rival SL Benfica e a opinar qual o futuro para José Mourinho.

Fonte: Bola na Rede

Tudo isto sem polémicas, sem entrar por caminhos que dão audiências mas que desvirtuam o que é o futebol e o desporto. Fomos elogiados, fomos criticados e soubemos ouvir todas as críticas. Estamos cá para tudo isso; iremos errar e aprender com os erros, iremos tentar passar este curto conhecimento adquirido em nove anos e tentar passar àqueles que, tal como nós, têm o sonho de estar perto do mundo desportivo que adoram desde criança.

Contamos com todos, e que venha o décimo aniversário.

Foto de Capa: Bola na Rede

Revisto por: Jorge Neves

Credibilidade Zero

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O ciclismo português foi abalado pela suspensão provisória por parte da UCI de Raul Alarcon, ciclista da W52/FC Porto e vencedor da Volta a Portugal em 2017 e 2018. O espanhol alega inocência, mas os casos de suspensão provisória da UCI que não acabam em sanção definitiva são praticamente inexistentes. De nada serve entrarmos em especulações sobre as maiores ou menores suspeitas que recaiam sobre as exibições de Alarcon, mas esta situação envolvendo um dos ciclistas de maior sucesso em terras lusas nos últimos anos não abona nada em favor do ciclismo nacional.

Na mesma semana, a Radio Popular – Boavista aproveitou para anunciar um dos seus reforços para 2020, Alberto Gallego. O “curioso” é tratar-se de um atleta que regressa agora após longa suspensão por doping após se ter destacado nos axadrezados e, transferindo-se para a Caja Rural, não se ter chegado a estrear pelo conjunto espanhol por ter sido apanhado nas malhas do doping.

A suspensão de Alarcon agudizou a crise de credibilidade do ciclismo lusitano
Fonte: Bola na Rede/José Baptista

Aliás, a equipa portuense confirma, mais uma vez, a sua reputação de ser um second chance saloon para onde vão os regressados destas paragens forçadas. Basta relembrar como ainda o ano passado Daniel Silva retornou a meio da temporada para ter logo lugar de destaque no conjunto.

A juntar a estas situações, temos a inesgotável fonte de suspensões que acabam por não dar em nada e que já atingiram grandes nomes como Luís Mendonça, Rui Vinhas ou César Fonte. E o mesmo do outro lado da fronteira com o líder do Louletano, Vicente De Mateos, a também já ter estado debaixo da alçada da AEPSAD, a agência anti-dobagem espanhola, mas a também acabar por se ver livre de acusações.

A todos estes casos é comum a forma pouco esclarecida como foram resolvidos e as muitas dúvidas que ficaram no ar. Perante este acumular de situações, Portugal é hoje visto com algum desdém no estrangeiro, que não consegue ver no nosso país garantias de um trabalho sério no combate à batota.

Os derrotados somos todos nós e é importante que todos os responsáveis acordem para esta realidade. Que os líderes das equipas sejam mais responsáveis, que a Federação seja mais interventiva e assertiva e que a ADoP se deixe de politiquices e faça por merecer o respeito que tem perdido nos últimos anos.

Foto de Capa: Bola na Rede/José Baptista

Revisto por: Jorge Neves

Olheiro BnR: Adewale Sapara

Em Olhão, cidade algarvia do distrito de Faro, reside a equipa mais concretizadora do Campeonato de Portugal. O SC Olhanense, formação que lidera a Série D da referida competição, soma já – à passagem da sétima jornada – duas dezenas de golos a seu favor! Ora, à semelhança do que se sucede na generalidade das equipas, a alimentar este registo está o contributo dos seus jovens avançados – a média de idades dos sete dianteiros dos Leões de Olhão não excede os 24 anos.

Nesse prisma, e não obstante as boas prestações de Mohcine Hassan, Caleb ou de João Vasco, a grande produtividade de Sapara, o camisola sete dos Rubro-Negros, merece ser realçada.

Do anonimato, nas ruas de Surulere, ao protagonismo em Olhão:

Adewale Oluwafemi Sapara nasceu a 27 de janeiro de 1995 nos subúrbios de Lagos (Nigéria), a metrópole mais populosa de todo o continente africano. Tendo nascido num país imbuído de uma forte tradição futebolística, o primeiro contato de Adewale com o «desporto-rei» foi quase como uma inevitabilidade. Porém, só a partir dos 13 anos é que o  que o gosto pelo futebol se intensificou no jovem nascido em Surulere, jogando em campos de terra batida junto da sua casa (nomeadamente, o de Paddington). À medida que se dedicava cada vez mais ao futebol, crescia também o sonho de se tornar profissional, uma ambição que o levaria a percorrer alguns quilómetros em busca de melhores condições e de oportunidades.

Entretanto, desde 2010, que se organizava um importante torneio de jovens na cidade de Lagos, denominado Lagos Junior League, competição na qual participavam várias academias. Seria, pois, por ocasião da edição de 2014 da prova que, ao lado de nomes como Wilfred Ndidi (Leicester City FC) ou Henry Onyekuru (AS Monaco), Adewale teria a chance de se mostrar, representando os Apapa Golden Stars FC.

Pelos caminhos de Portugal, até encontrar o seu lugar ao sol… em Olhão:

Fonte: Nélson Ferreira/ SC Farense

Posteriormente, e estando já integrado na Team Lagos Football Academy, surgiu a hipótese de vir, aos 19 anos, para Portugal, juntamente com outros dois compatriotas, para representar a equipa B do SC Farense. Todavia, a adaptação ao nosso país não se afigurou fácil, com Sapara a passar por três emblemas diferentes (CDR Quarteirense, Sertanense FC e ARC Oleiros) num espaço de duas temporadas (2014/2015 e 2015/2016). De resto, a formação oleirense seria o seu último clube até à época 2017/2018.

No início da temporada 2017/2018, o extremo nigeriano ingressou na SR Almancilense, emblema algarvio que militava na Série E do Campeonato de Portugal. Durante a sua estada em Almancil, Sapara conseguiria, finalmente, exibir-se a bom plano, marcando 11 golos em 27 partidas.

Consequentemente voltaria a representar a ARC Oleiros, formação pela qual marcaria oito golos em 13 encontros até janeiro de 2019, antes de assinar pelo SC Olhanense.

Ao serviço do clube da cidade de Olhão, o extremo natural de Surulere tem sido extremamente bem-sucedido. Autor de oito golos, ao longo da segunda metade da época passada, Adewale Sapara tem vindo a protagonizar um fenomenal início de época 2019/2020; assim, e, se por um lado, consta como o melhor marcador da formação treinada pelo jovem treinador português Vasco Faísca na Série D do Campeonato de Portugal, por outro, o facto de «ter feito balançado a rede» por cinco ocasiões em quatro jornadas posiciona-o como o futebolista com melhor rácio de golos por jogo – possui uma média de (1, 25) – do conjunto das quatro séries (A, B, C e D) daquela prova.

Como joga:

Adewale Sapara carateriza-se por ser um extremo com propensão para criar desequilíbrios, fruto da sua capacidade de explosão e qualidade técnica. Apesar de privilegiar o uso do pé direito, o camisola “7” do Olhanense atua, com frequência, sobre o lado esquerdo do flanco, de modo a potenciar os seus movimentos em diagonal, situação na qual se afigura bastante perigoso, pois é detentor de um remate forte e colocado.

Por conseguinte, e também por se tratar de um futebolista jovem (tem, apenas, 24 anos), estou convencido de que, caso consiga manter a qualidade exibicional até aqui evidenciada, o salto deste futebolista nigeriano para os escalões profissionais possa estar para breve.

Foto de Capa: Caonitrus/ SC Olhanens

Artigo revisto por Joana Mendes

 

 

Taça de Portugal: Quem serão os próximos tomba-gigantes?

O sorteio da quarta eliminatória da Taça de Portugal decorreu esta tarde na cidade de futebol e trouxe algumas surpresas. Desde já, o facto de que garantidamente teremos equipas do Campeonato de Portugal nos oitavos de final da competição, uma vez que algumas delas se irão defrontar entre si nesta eliminatória: Juventude de Pedras Salgada – CF Canelas (2010); Anadia FC – SC Beira-mar; SC Espinho – FC Arouca e Club Sintra Football – Atlético Clube Marinhense.

Já entre equipas da Primeira Liga vamos assistir a apenas dois jogos, são eles entre o finalista vencido FC Porto e o Vitória FC, e entre o SC Braga e o recém-promovido ao primeiro escalão Gil Vicente FC.

Já o Benfica, um dos crónicos candidatos a ganhar a Taça, teve, teoricamente, melhor sorte e vai a casa do FC Vizela, do Campeonato de Portugal. Nota ainda para o Alverca, que depois de derrotar o atual detentor do troféu, o Sporting CP, tem novamente uma missão complicada para seguir em frente na competição: derrotar o Rio Ave FC em casa.

A última eliminatória da Taça de Portugal trouxe várias surpresas. Para já, o facto de se terem apurado mais equipas do Campeonato de Portugal do que da Segunda Liga, ao contrário do que seria de esperar (treze para oito). Depois, a eliminação de alguns clubes da Primeira Liga por emblemas de escalões inferiores, que à partida não seriam favoritos à vitória. Mas já sabemos que a verdadeira magia da Taça prende-se com a sua imprevisibilidade e capacidade de dar palco aos que de outra forma não o teriam, pelo menos não com esta dimensão.

Nesta última eliminatória assistimos a alguns destes casos, como foi o caso Sintra Football que derrotou o Vitória SC nas grandes penalidades, o SC Farense que deixou por terra as aspirações do Portimonense SC ou o Beira-Mar, esse histórico do futebol português, que seguiu em frente após vencer o CS Marítimo.

Nesta quarta eliminatória da Taça de Portugal, a questão que se levanta é a seguinte: quem serão os próximos tomba-gigantes?

O Club Sintra Football eliminou o Vitória SC da Taça de Portugal
Fonte: Club Sintra Football

Calendário de jogos da quarta eliminatória da Taça de Portugal:

FC Porto – Vitória FC

SC Braga – Gil Vicente FC

FC Vizela – SL Benfica

Juventude de Pedras Salgadas – CF Canelas 2010

Varzim SC – GS Loures

Leixões SC – CD Santa Clara

Anadia FC – SC Beira-mar

Sertanense FC – SC Farense

Paços de Ferreira FC – AD Sanjoanense

FC Famalicão – Académica OAF

Académico Viseu FC – CD Feirense

Moreirense FC – CD Mafra

SC Espinho – FC Arouca

Sintra Football Club – AC Marinhense

Rio Ave FC – FC Alverca

GD Chaves – Belenenses SAD

Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por Joana Mendes

Capazes do melhor mas também do pior

A semana que ontem findou revelou-se uma autêntica montanha russa de emoções para os lados do FC Porto. Dois jogos que, à partida, eram taxados de “decisivos”, contudo a abordagem da equipa a ambos em muito se diferenciou.

Comecemos pelo jogo de quinta-feira. Era o primeiro confronto “a doer” após a longa paragem do campeonato que tomou de assalto quase todo o mês de outubro. E, aparentemente, Sérgio Conceição decidia colocar a “carne toda no assador”, uma vez que apostava num onze inicial bem próximo daquele que tem servido de base para esta temporada.

Contudo, cedo se percebeu que aqueles onze jogadores que estavam dentro das quatro linhas, naquele momento, não faziam uma exibição condizente com a suposta condição de “melhor onze do FC Porto”.

E o resultado disso seria mesmo um empate a todos os níveis embaraçoso, frente a uma formação que, apesar de histórica, atualmente, encontra-se bem longe da primeira linha (ou até da segunda) do futebol europeu.

Todavia, o resultado, porventura, não seria a nota mais negativa a retirar daqueles noventa minutos. A falta de atitude, de ideias e de lucidez eram fatores que voltavam a assombrar os adeptos “portistas”, que viam novamente a sua equipa a apresentar um futebol muito pobre na Liga Europa, competição onde, pessoalmente, vejo um FC Porto de “salto alto”, uma equipa que sabe que é superior às restantes três e que, partindo desse princípio, julga que pouco ou nada tem que fazer para comprovar tal superioridade. Excesso de soberba, numa competição como esta, poderá vir a revelar-se um fator encurtador da campanha europeia “portista”.

Com o empate a uma bola frente ao Rangers FC, o FC Porto somou o seu quarto ponto na presente edição da Liga Europa
Fonte: Diogo Cardoso/ Bola na Rede

Bom, avancemos no tempo. Chegava a domingo e o “Mar Azul” era chamado novamente ao Dragão; desta vez, o jogo era frente ao FC Famalicão, equipa sensação do campeonato que apresentava-se na cidade Invicta ainda sem derrotas no seu currículo.

No que toca ao onze inicial, foi possível verificar algumas alterações, algumas delas um tanto quanto radicais: Corona voltava ao seu “habitat natural”, Mbemba assumia uma das laterais defensivas e deixava a outra para Manafá; no setor mais avançado, Zé Luís e Moussa Marega caíam, ficando Soares com o papel de substituí-los.

Honestamente, quando me deparei com as apostas de Sérgio Conceição para este encontro, fiquei algo apreensivo. A inclusão de Manafá, juntamente com a nova aposta em Marcano, Danilo ou até mesmo Otávio, fizeram-me temer um jogo menos conseguido da equipa e consequente possível escorregão na perseguição ao rival.

Contudo, tal cenário não se verificou; aliás, muito pelo contrário. O FC Porto conseguiu mostrar aos seus adeptos a melhor exibição coletiva de que há registo em 2019/20 (sem contar, naturalmente, com o jogo na Luz). Manafá exibiu-se a um nível extraordinário, Danilo voltou às boas prestações e, no geral, a equipa não sentiu a ausência de jogadores cruciais como Alex Telles, Marega ou Zé Luís.

Quer isto dizer que temos equipa, que temos plantel? Receio que não. Receio que todas estas boas exibições sejam, em sua maioria, exceções à regra, pontos fora da curva. Continuo a acreditar que não será com Manafá e Marcano a titulares, ou com Otávio fixo no onze, que veremos um FC Porto verdadeiramente pujante, forte e capaz de conquistar o título. E não será um único jogo a mudar esta minha opinião.

Foto de capa: FC Porto

Artigo revisto por Joana Mendes