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Antevisão Final do Mundial de Rugby: a excelência de Jones ou o rigor de Erasmus?

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Há quatro anos, a Inglaterra de Stuart Lancaster surpreendeu o mundo do Rugby ao ser eliminada na fase de grupos do mundial, tendo este sido disputado no próprio país. Consequentemente, Stuart Lancaster foi substituído por Eddie Jones, no cargo de selecionador. Este último, tem sido o responsável por recolocar a seleção da rosa na elite do Rugby ao conquistar por duas vezes o torneio das seis nações (2016 e 2017) e, no pior dos casos, o segundo lugar no mundial 2019. O país onde nasceu o Rugby tem, agora, uma segunda oportunidade para se sagrar campeão do mundo, após a vitória no mundial 2003 com o drop goal do lendário médio de abertura Jonny Wilkinson no prolongamento.

Do outro lado temos a África do Sul (campeã do mundo em 1995 e 2007), conhecida pela mítica conquista do mundial de 1995, em casa, retratada no filme Invictus. Para os Springboks, o Rugby é o unir de uma nação, tal como se viu no Ellis Park, quando Nelson Mandela entregou a Webb Ellis Cup a François Pienaar.

Nelson Mandela e François Pienaar na vitória do mundial de 1995
Fonte: Rugby World Cup

Pela segunda vez na história, teremos uma final do campeonato do mundo entre dois históricos rivais, não só no Rugby.

A África do Sul esteve sob a alçada de Inglaterra até 1961, ano em que se declarou uma república ao separar-se da coroa britânica.

Em 2007, no mundial de França foi a primeira vez que estas duas nações se defrontaram numa final de um mundial de Rugby. Aquela final de Paris em que a África do Sul de Victor Matfield, com as suas conquistas imperiais nos alinhamentos, e Percy Montgomery, por sua vez a mostrar-se um pontapeador exímio, derrubou a Inglaterra de Jonny Wilkinson. Um jogo que ficou marcado por não haver ensaios, decidindo-se por pontapés de penalidade, no qual Percy Montgomery e François Steyn levaram a melhor sobre Wilkinson, ditando vitória Springbok por 15-6.

John Smith ergue a Taça Webb Wllis, ao bater os ingleses
Fonte: Rugby World Cup

Passados doze anos da final de 2007 muitas coisas mudaram. O Rugby modernizou-se, tornou-se um jogo mais tático e técnico.

Prova de tal mudança tem sido o rugby implementado por Eddie Jones e Rassie Erasmus nas suas equipas. Um Rugby cada vez mais dinâmico e imprevisível.

Beşiktaş JK | Um clube à deriva!

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A vida não corre da melhor maneira ao Beşiktaş JK, um dos clubes mais titulados da Turquia.

Os maus resultados desportivos alicerçados por uma grave crise financeira agudizam uma crise que pode trazer graves consequências ao futuro do clube da cidade de Istambul.

Em 16/17 o Besiktas sagrava-se bicampeão nacional turco e tudo parecia correr bem no seio das águias negras.

Mas tudo viria a ruir nos anos seguintes, a conjuntura política, social e económica vividas na Turquia alastraram para o futebol e o Besiktas foi um dos prejudicados.

A saída de Pepe em 2018 fez soar os alarmes para o que se passava no seio do futebol turco.

No fundo, a crise não era só vivida no Besiktas mas também os seus rivais sofreram e muito com a queda da Lira turca.

Basicamente os investimentos milionários mais que duplicaram e os ordenados que os clubes praticavam tornaram-se insuportáveis para os clubes que por si só estavam bem endividados.

Neste contexto surge o cenário actual do Besiktas, catapultado por uma crise financeira brutal, que “obrigou” o clube a livrar-se de Pepe, Quaresma, Negredo, Vagner Love, entre outros que fizeram a folha salarial do clube baixar, também na mesma proporção, o rendimento da equipa foi baixando.

As contratações do clube também deixaram de ter qualidade, basta olhar para os nomes de Douglas, Karius, e Babbel para se perceber que o clube perdeu qualidade com o desinvestimento feito na equipa, o que se tem refletido nos resultados.

Desde logo a não entrada na UEFA Champions League em 17/18, foi um rombo nos cofres da equipa, fruto do quarto lugar no campeonato, e relegou o clube para a Liga Europa. Aí mais uma decepção, ao não se qualificar para a fase seguinte acabando em terceiro lugar na fase de grupos atrás de KRC Genk e Malmo FF, acabariam a época no terceiro lugar do campeonato mais uma vez falhando o acesso à Champions.

Com estes sucessivos falhanços, Senol Günes dava por terminado o seu trabalho rumando à seleção turca.

Esta época, mais uma saída de um jogador carismático, aliás atrevo-me a dizer que foi dos melhores jogadores do Besiktas nos últimos anos, falo pois de Ricardo Quaresma.

E a forma como o ídolo dos adeptos saiu diz bem da forma como o presidente Fikret Orman geriu o caso.

Fonte: Beşiktaş JK

A saída de Quaresma caiu que nem uma bomba, e as revelações feitas pelo português causaram muita polémica, isto porque Quaresma afirmou publicamente que tinha vários meses de ordenados em atraso. Uma afirmação que não foi desmentida e que veio por a nu a instabilidade vivida.

Fikret Orman não será o único culpado desta grave crise que o clube turco atravessa, foi toda uma conjuntura que levou a esta instabilidade, mas a sua gestão tem sido um autêntico desastre.

Se olharmos para as prestações da equipa esta época vemos o porquê, oitavo lugar no campeonato a seis pontos do líder, e na Liga Europa em três jogos ainda não fez qualquer ponto.

É certo que ainda estamos no início da temporada e que muito pode mudar até ao final de época, à vitória sobre o Galatasaray SK no fim de semana passado pode ser o bálsamo que a equipa precisava, mas o contexto não é nada bom.

Dizem que o dinheiro traz felicidade e neste caso acho que se aplica bem o ditado, pois a equipa tem de sair deste ciclo financeiro negativo para voltar a construir um plantel que seja capaz de lutar novamente por títulos.

Foto de Capa: Beşiktaş JK

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Rafa Silva: o TGV da Luz fica no estaleiro até 2020

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Adquirido pelo SL Benfica ao Sporting Clube de Braga, em 2016, por 16,4 milhões de euros – uma transferência recorde entre clubes portugueses -, Rafael Alexandre Fernandes Ferreira Silva – conhecido no mundo do futebol como Rafa – não teve um início de carreira fácil no clube da Luz. No entanto, três anos passaram e a sua preponderância nas “águias” aumentou abruptamente.

Atualmente, Rafa é um jogador fulcral na manobra ofensiva dos encarnados, pelo que a sua paragem devido a lesão – sofreu uma desinserção do tendão médio adutor à esquerda, frente ao Olympique Lyonnais, em jogo a contar para a terceira jornada da fase de grupos da Champions League – irá ser uma grande dor de cabeça para Bruno Lage, que só deverá poder voltar a contar com o médio em fevereiro de 2020.

A evolução de Rafa é algo digno de registo: passou de um extremo puro, que procurava sempre o jogo exterior e que fazia da sua capacidade de drible o principal cartão de visita, para um médio ala que, para além de ser extremamente veloz, sabe jogar em espaços interiores, onde o metro quadrado é mais caro,cujos movimentos de rutura “diagonais” entre o central e o lateral adversários o tornam numa ameaça constante às redes dos seus oponentes.

O médio leva 30 golos e 18 assistências de águia ao peito
Fonte: SL Benfica

Para além de toda a qualidade que apresenta no plano ofensivo, o médio português também é um jogador comprometido com as tarefas defensivas, ajudando o seu parceiro de flanco, Alejandro Grimaldo, a “trancar” o lado esquerdo encarnado.

Cabe então a Bruno Lage encontrar a melhor solução para colmatar a ausência do craque ribatejano. As alternativas diretas – e mais lógicas – são Caio Lucas, Franco Cervi ou Jota, que são alas de raiz. No entanto, nenhum deles tem a capacidade de desequilíbrio e de jogo interior que Rafa apresenta.

Outra alternativa poderá ser a adaptação de um médio criativo à ala, como Taarabt ou Chiquinho. Nesse caso, os encarnados perderiam velocidade e poder de explosão, mas ganhariam mais presença no meio-campo.

No meio de tantas dúvidas, há uma certeza: o Benfica não tem, neste momento, uma alternativa que ofereça a qualidade que o português proporciona, pelo que Bruno Lage terá de adaptar as dinâmicas da equipa de modo a atenuar a ausência de Rafa.

Foto de capa: SL Benfica

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

SL Benfica 4-0 Portimonense SC: Mais fogo do que vista

Depois do desaire portista na Madeira frente ao CS Marítimo, o SL Benfica encontrava o Portimonense SC, num jogo a contar para a 9.º jornada da Liga Portuguesa, com o objetivo de se tornar líder isolado. Dito e feito. A partida teve um resultado positivo para os comandados de Bruno Lage com a vitória por 4-0.

As águias começaram a partida com muitas alterações no onze inicial com a inclusão de Jardel, Samaris, Gedson, Chiquinho e Vinícius. Ainda assim, o Benfica mostrava que estava disposto a mudar o momento de forma – tanto criticado pelos adeptos encarnados. Já do lado dos algarvios, houve as entradas de Koki Anzai e de Iury Castilho e ainda uma mudança no esquema tático.

Começou muito melhor o Portimonense e mostrava, em pleno Estádio da Luz, que estava muito mais confiante na partida. Aos dez minutos, foi a confirmação disso mesmo com um aviso daquilo que a equipa de António Folha podia fazer. Depois de uma boa jogada coletiva dos alvinegros, cruzamento de Tabata onde apareceu no poste mais distante Kodi Anzai para finalizar e salvou Vlachodimos, com o pé, um golo mais do que certo. Passou o perigo, mas ficou o aviso.

Já se sabe que no futebol tudo é imprevisível e um golo pode acontecer a qualquer momento e foi o que aconteceu. Aos 17 minutos, foi marcado canto na direita do ataque e era uma bela oportunidade para os encarnados marcarem. Depois do canto batido por Chiquinho, houve um primeiro desvio de Gabriel e depois apareceu André Almeida para marcar um golo e que bela fotografia deve ter dado este momento! Estava aberto o marcador a favor dos encarnados (1-0).

Depois do golo, como normalmente acontece, o jogo acabou por ter uma quebra de ritmo intensa. Havia jogadores que em diversas ocasiões estavam a mostrar sinais de cansaço. Não sabemos porquê, mas acredito que o peso da jornada anterior estava a notar-se em ambas as equipas.

As equipas recolheram para o intervalo com a vantagem de 1-0 para o SL Benfica num jogo em que não houve muito para contar ou emoção para retirar do mesmo. As ideias de ambas as formações percebiam-se quais eram, mas faltava conseguirem impor as mesmas em pleno campo. Pedia-se mais a Benfica e Portimonense e assim havia o desejo que voltassem para a segunda parte para tornar o jogo mais apelativo.

O SL Benfica esteve mais um jogo sem sofrer e mantém assim o registo de três golos sofridos
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Ao que parece, os jogadores benfiquistas concederam-nos o pedido. O Benfica entrou e, não há como dizer de outra forma, marcou! Aos 46 minutos, depois de um grande lance de perigo na área do Portimonense onde a bola foi parar à barra, eis que surge o segundo golo do Benfica: Grimaldo cruza para Rúben Dias, que levou a bola ao fundo das redes da baliza adversária. Agora restava para ver se, à semelhança do primeiro, o golo viria a adormecer o jogo.

Pelos vistos não ou, pelo menos, por enquanto. Aos 53′, Cervi serve Chuiquinho pela esquerda. O número dezanove ainda tenta o remate, mas Ricardo Ferreira nega a oportunidade de criar maior perigo. Aos 59′ foi a vez da equipa de António Folha ameaçar: Lucas Fernandes, através de um livre batido pela esquerda, testa a atenção de Odysseas. A bola vai em arco e com efeito mas, ainda assim, o guarda-redes defende sem grande problema.

Por esta altura, o Portimonense era uma equipa sem vontade, apática e com transições muito lentas e, após um mau passe por parte da equipa alvinegra, as águias chegam mesmo ao 3-0 (63′). Grimaldo faz um passe a rasgar para Vinícius que, com toda a eficácia, faz o golo. Vinícius ganhou-lhe o gosto e, passados dois minutos, lá está ele a dar mais dores de cabeça à equipa algarvia. Após um passe de Chiquinho, e com a defesa do Portimonense completamente adormecida, Vinícius marca o seu segundo golo da noite e o quarto para o SL Benfica.

Não se enganem. O Benfica estava a marcar mais golos do que aquilo que realmente estava a jogar. Claramente que o que os adeptos querem é golos, mas o conjunto de Bruno Lage estava a ser muito mais eficaz e pragmático do que propriamente a jogar bem e bonito. Aos 80′, valeu ao Portimonense Ricardo Ferreira que negou a mão cheia do Benfica a Gedson. A bola ainda rasou o poste, mas a sorte não estava com os de Portimão.

 

ONZES INICIAS E SUBSTITUIÇÕES:

SL Benfica – Odysseas Vlachodimos (GR), André Almeida, Rúben Dias, Jardel, Grimaldo, Samaris, Gabriel (Jota, 81′), Gedson, Cervi, Chiquinho (Pizzi, 72′) e Vinicius (Seferovic, 67′)

Portimonense SC – Ricardo Ferreira (GR), Rodrigo, Jadson, Lucas Possignolo, Koki Anzai, Lucas Fernandes (Rômulo, 72′), Pedro Sá, Hackman (Fernando, 79′), Bruno Tabata, Aylton Boa Morte (Marlos, 57′) e Iury Castilho

Tapsoba, uma joia a lapidar

Edmond Faycial Tapsoba, 20 anos, defesa central que representa o Vitória Sport Clube. Conta já com sete internacionalizações A pelo Burkina Faso, onde nasceu, a 2 de fevereiro de 1999, na capital Uagadugu.

As portas de Portugal foram-lhe abertas pelo histórico emblema matosinhense, Leixões, e deu tanto nas vistas que, a meio dessa mesma temporada (estávamos em 2017/18), viajou para Guimarães, para jogar pelos juniores do Vitória Sport Clube.

Na temporada seguinte, deu-se a (natural) ingressão na equipa B vitoriana, onde realizou 30 jogos e perfez a excelente soma de 7 golos. Daí até à equipa principal foi um tirinho e 2019/20 não podia ter dado mais razão à aposta vimaranense no jovem jogador. Neste momento, é mesmo, pasme-se, o melhor marcador da equipa ex aequo com Davidson.

Diz muito sobre a sua mais-valia global o facto de ser o marcador de grandes penalidades da equipa. Resolveu a difícil equação com o FCSB, “dando” o passaporte ao Vitória para a entrada na Europa e, no último minuto de compensação do não menos complexo jogo diante do Paços de Ferreira, a contar para a Primeira Liga, assumiu a marcação do castigo máximo e… garantiu os três pontos à sua equipa. Vê-lo marcar grandes penalidades é ver um cofre bem fechado, de difícil abertura, expressão fechada e compenetrada, de acordo com a importância do momento.

Fisicamente bem constituído, Tapsoba é muito forte na disputa das bolas aéreas defensivas, tanto no corte para zonas seguras (geralmente para fora, onde não há risco para a sua equipa) como em bolas longas do adversário (por norma, para o avançado, que coabita nas suas zonas), situação em que impõe o seu físico e o seu poder antecipativo, desarmando assim com autoridade.

O central do Burkina Faso tem mostrado qualidade a defender e a atacar
Fonte: Vitória SC

Percebe, ainda do ponto de vista defensivo, muitíssimo bem os movimentos da linha defensiva (importa lembrar que a equipa de Ivo Vieira joga, por norma, num bloco alto, algo que exige muito aos jogadores mais recuados da equipa), as situações em que deve baixar (bola descoberta), subir (bola coberta), coloca muito bem os apoios, o que lhe permite atacar, por norma, sempre bem os lances, e tem noções muito capazes de quando deve ficar na linha defensiva (fazendo contenção e/ou tirando a profundidade) ou acompanhar o adversário.

A sua maior pecha, falando ainda nesta vertente, é a do tackle em situações de 1×1 (frontal). O posicionamento do seu corpo não é o mais adequado (não baixa tanto como devia para abordar da melhor forma o lance). Comete, também, um erro muito habitual nos centrais, o de olhar muito para a bola e “esquecer” o que se passa em seu redor, situações em que já colocou por algumas vezes (ainda que não muitas) a equipa em perigo.

A nível ofensivo, é o jogador que consegue sair a jogar de forma mais “limpa”. Não é dado a passes de rutura, mas é bom no passe longo e nas variações de centro de jogo. Mesmo no passe curto é muito assertivo e (re)age bem quando é pressionado, tirando facilmente o adversário do caminho e jogando simples (a simplicidade de processos, neste momento específico, é mesmo a sua imagem de marca).

Sem bola, o jovem africano apresenta, indubitavelmente, um comportamento negativo. Entra em apatia quando a equipa se encontra na 1.ª fase de construção (GR + dois centrais, por norma). Mesmo quando há uma pressão mais intensa do adversário, não apresenta uma proatividade na busca do melhor espaço para conferir uma linha de passe, passando, por isso, a ser um “peso morto” muitas vezes nesse momento.

Fisicamente, como foi já supracitado, é robusto. Tem 1.92m e 78kg. Impulsiona-se muito bem, o que aliado a ser bom cabeceador o leva já a ter dois cabeceamentos certeiros esta temporada (ambos no seguimento de bolas paradas). É veloz e essa vertente compensa, muita das vezes, a baixa capacidade de aceleração. É, por norma, agressivo, mas ainda não está au point. Necessita, sem dúvida, de crescer a esse nível para potenciar (ainda mais) o seu imponente físico e, no fundo, todas as suas ações em campo.

Fonte: Vitória SC

É, igualmente, um jogador que mantém uma concentração muito alta e constante ao longo do jogo, o que faz, por isso, crer que poderá jogar de forma perene num contexto de alta competição, algo que não deixa de ser relevante na medida em que estamos a focar um atleta sub-21.

No estado de maturação em que se encontra, aliado ao potencial que ostenta, Edmond Tapsoba poderá, sem dúvida, ser um jogador a ter muito em conta no futuro. Apresenta características muito prometedoras para tão tenra idade e caminhará, seguramente, a… olhar para cima. É, muito provavelmente, o ativo mais prometedor do Vitória minhoto e uma jóia a rentabilizar aos mais diversos níveis no futuro (ou… presente?).

 

Foto de Capa: Vitória SC

Artigo de opinião de André Rodrigues

Artigo revisto por Diogo Teixeira

 

 

FC Porto 1-1 CS Marítimo: Sofrível

9ª jornada do Campeonato Nacional. Ditou o sorteio uma deslocação do FC Porto ao terreno do Marítimo. Enquanto ia chovendo um pouco por todo o território continental, na Madeira as condições foram as ideais para a prática desportiva.

Era a primeira vez que o FC Porto entrava em campo na liderança da competição e cabia-lhe, depois de destronar o surpreendente Famalicão, confirmar o bom momento num estádio onde normalmente encontra grandes dificuldades.

No que concerne aos onzes iniciais, não deixa de ser curioso que ambos os treinadores optaram por fazer alinhar praticamente os mesmos jogadores que haviam atuado na jornada do fim de semana.

Sérgio Conceição manteve Marega fora dos convocados e Alex Telles fora do onze. Mbemba e Manafá voltaram a assumir as laterais defensivas e Otávio juntou-se a Danilo e Uribe no meio campo. Soares, apesar de algumas oportunidades falhadas no jogo anterior, voltou a merecer a confiança do treinador.

Já Nuno Manta Santos voltou a apostar no habitual 4x4x2 clássico. Fábio China voltou a render Rúben Ferreira na lateral esquerda e Renê, que atualmente joga a médio, alinhou no centro da defesa em substituição de Zainadine. Pelágio voltou a merecer a confiança do treinador e Correa e Edgar Costa ocuparam-se das alas ofensivas. No ataque Maeda procurava dar mobilidade e Nequecaur estava encarregue de conferir à equipa presença na área do FC Porto.

Ora, se era de esperar uma entrada forte dos comandados de Sérgio Conceição, tal não ocorreu. Entraram os mesmos jogadores, mas com uma ideia de jogo e abnegação diferentes. A equipa entrou apática, nervosa, algo lenta e o Marítimo, sem ter realizado uma grande primeira parte, acabou por passar pelos primeiros 45 minutos de jogo incólume e saiu para intervalo em vantagem. O FC Porto até foi o primeiro a criar perigo no jogo por intermédio de Mbemba (6’) na cobrança de um canto, mas foi o Marítimo, pela mesma via, quem inaugurou o marcador. O médio Bambock, num remate de ressaca que acabou desviado por Danilo Pereira, balançou as redes pela primeira vez no jogo. Daí para a frente não mais se voltou a ver uma ação ofensiva do Marítimo digna de registo, mas, diga-se em abono da verdade, o FC Porto também não foi capaz de imprimir velocidade e mobilidade suficiente ao seu jogo para ser verdadeiramente incómodo para a defesa maritimista. Exceção feita a um remate de Luís Díaz, já dentro de área aos 20 minutos, e de um cabeceamento de Uribe perto do intervalo. Ambos os lances tiveram o mesmo destino: as mãos de Amir.

Pepe empatou a partida a cinco minutos dos 90
Fonte: FC Porto

Se a primeira parte foi má, a segunda não foi nada mais do que penosa. De parte a parte o futebol (se é que se lhe pode chamar futebol) praticado no Estádio dos Barreiros foi demasiado pobre. De um lado uma equipa que se apresentou em 4x5x1, que abdicou de jogar e que utilizou o anti-jogo como arma única para resistir ao adversário e o FC Porto, perante este cenário, não foi capaz de encontrar o discernimento necessário para ludibriar a estratégia adversária. O FC Porto não foi capaz de criar uma única ocasião de golo até chegar ao empate, aos 85 minutos, numa carambola após um canto. Depois desse golo o FC Porto ainda provocou alguns lances de perigo na área do Marítimo, mas não teve nem arte nem engenho para concretizar. Foi mais um jogo insuficiente do FC Porto esta temporada. Sobre o jogo importa deixar uma nota sobre o trabalho de Jorge Sousa que foi demasiado conivente com a estratégia do Marítimo.

Depois de um jogo assertivo no passado domingo, o FC Porto voltou a apresentar a sua versão mais pálida. A aparição fugaz de um futebol mais cerebral e de rápida circulação não foi afinal mais do que isso mesmo, uma aparição. A equipa apareceu lenta, sem capacidade para jogar entre linhas, sem mobilidade e voltou a abusar do jogo direto. Assim vai ser muito difícil conquistar os objetivos a que uma equipa como o FC Porto se propõe no início de cada temporada.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

CS Marítimo: Amir; Nanu, Renê, Grolli, Fábio China; Correa (Rodrigo Pinho 79’), Pelagio, Bambock, Edgar Costa (André Teles 91’), Maeda e Nequecaur (Marcelinho 63’).

FC Porto: Marchesín; Mbemba (Nakajima 63’), Pepe, Marcano, Manafá; Danilo, Uribe (Zé Luís 60’), Otávio, Corona, Luís Díaz (Alex Telles 80’) e Soares.

NFL: Muito mais do que o jogo

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O desporto é um espetáculo e nos Estados Unidos isso é levado a outro patamar. Os americanos orgulham-se em tornar grandes eventos, maiores. Veja-se a NFL, onde todos os jogos são tratados como se de uma final da Liga dos Campeões se tratasse.

Tive a oportunidade de assistir ao jogo entre Cincinnati Bengals e LA Rams, que se realizou no passado domingo no Estádio de Wembley, e fiquei verdadeiramente perplexo com a dimensão que um simples jogo da fase regular toma.

Aquando da apresentação, os jogadores entram dentro de campo vindos de um túnel. Fumo e fogo não faltam e assim se percebe: esta é a equipa da casa. 50 pessoas correm através de um corredor formado pelas cheerleaders motivando-se a si próprios e, acima de tudo, aos adeptos.

Antes do apito inicial, as duas equipas alinham nas margens do campo e uma bandeira dos Estados Unidos é levantada enquanto o hino é cantado por uma membro das forças armadas americanas. Como a partida se realiza em Inglaterra o mesmo é feito com a bandeira do Reino Unido enquanto o “God Save the Queen” ecoa pelo estádio ao ser cantado ao vivo.

Depois é hora da partida começar. O árbitro principal chama os capitães de ambas as equipas ao centro do terreno para a moeda ao ar que irá determinar bola ou campo. Sempre de microfone ligado, a conversa entre jogadores e árbitro é reproduzida nos dois ecrãs gigantes existentes de modo a que cada um dos quase 90.000 adeptos presentes possa ver e ouvir o que se passa.

O árbitro apita, o jogo começa, e aí o verdadeiro espetáculo tem início. Enquanto que no relvado ambas as equipas lutam pela vitória, fora dele existe uma luta contra a monotonia.

Pausa no jogo? Ouve-se de imediato o speaker a pedir que o público faça barulho, acompanhado por um vídeo que passa nos ecrãs com as palavras “TURN UP” escritas. Terceiro down na defesa? Lá vem de novo o speaker pedir palmas e assobios enquanto as cheerleaders abanam as mãos para motivar os adeptos.

Isto acontece durante três horas seguidas. Sem falhas ou percalços, cada momento em que a bola não está em jogo, a animação de uma forma ou outra está garantida.

Na NFL, tudo é feito de forma a que o espetador esteja entretido e imerso na ação. Cada decisão do árbitro é explicada ao microfone de forma a que todo o estádio ouça e, ao contrário do que se vê no futebol, as repetições dos lances capitais vão sendo passadas nos ecrãs de modo a que tudo seja visível e transparente.

O desporto torna-se mais do que a ação em si, transforma-se num espetáculo com música, fogo, fumo, passatempos, tudo para que o consumidor final esteja feliz. E assim, independentemente do resultado ou da exibição, o preço do bilhete vale sempre a pena.

Foto de Capa: Leonardo Costa Bordonhos/Bola na Rede

Artigo revisto por Diogo Teixeira

FIFA Esports Portugal – #2

Esta rubrica semanal consistirá num apanhado de notícias, rumores e novidades no mundo do FIFA Esports em Portugal. E irá tentar cobrir todas as últimas notícias da actualidade!

RastaArtur é o primeiro vencedor da Bomb Cup!

A primeira edição da Bomb Cup realizada pelo caster Gonçalo Miguéis “Bombnuker” com o total de 1000€ em prizepool decorreu no fim de semana passado. E o vencedor foi mesmo o actual jogador da TSWarriorPlayer RastaArtur.

Terminando a série com um 4-1 no acumular das 2 mãos para conquistar o troféu da Bomb Cup e 500€ – o jogador do FC Famalicão, gouvy10, teve de se contentar com o segundo prémio de 250€. Este torneio teve streaming através do canal Twitch oficial do Bombnuker, podem lá rever as partidas da Bomb Cup.

Semana 2 na Starter Cup de Pro Clubs PC!

Fonte: FPC Portugal

Mais uma semana de competição no Pro Clubs nacional. A Starter Cup do PC, competição de pré-época, presenteou-nos com a terceira e quarta jornada do torneio.

Na segunda-feira tivemos dez golos nos três encontros do grupo B e C. Vitórias tranquilas por parte da FTW Esports (4-0) e do Boavista FC Esports (3-0) que continuam a partilhar a liderança ainda sem conhecerem o sabor da derrota. No grupo C, vitória também convincente por parte dos estreantes Rooster É sports, por 3-0, frente ao Lusitanos SAD Esports.

Já na terça-feira, nos jogos alvo de stream semanal na Twitch Oficial da FPC Portugal, tivemos duas partidas do Grupo B e divisão dos pontos nos dois encontros. Surpresa no encontro entre os Leões de Porto Salvo TFC e os SAMCLAN Esports ao empatarem a uma bola. A equipa dos Leões, que só tinha vencido até ao momento, perde os seus primeiros pontos.

No outro encontro de terça-feira tivemos um nulo entre os estreantes Magicians e os 22 Esports.

Fonte: FPC Portugal

Terminamos a semana competitiva na FPC Starter Cup com uma quarta-feira cheia de jogos e com os três grupos a entrarem em campo!

Abrimos as hostilidades com uma vitória tranquila por parte dos Leões Porto Salvo TFC, por 4-1, frente aos Magicians, equipa esta que vinha a colecionar bons resultados mas não conseguiu se bater contra os campeões do FIFA 19.

Ainda no grupo A, destaque para a vitória dos SAMCLAN Esports pela margem mínima frente aos 22 Esports tornando este grupo muito interessante no que toca, não só ao primeiro lugar, mas também na disputa pela passagem através do lugar de melhor segundo classificado.

No grupo B, dois encontros de bastante equilíbrio e com poucos golos. Nulo entre os líderes do grupo FTW Esports e Boavista FC Esports com direito a divisão de pontos colocando as duas formações no primeiro lugar deste grupo B separando-os apenas por um golo de diferença a favor dos axadrezados. Vitória pela margem mínima por parte dos Amici Esports frente aos Toscarias FC conquistando os seus primeiros pontos nesta edição da Starter Cup.

E a terminar esta semana competitiva do Pro Clubs nacional na plataforma do PC, triunfo dos Lusitanos SAD E sports, por 2-0, frente aos Prodígios FC deixando também tudo em aberto para a última semana da fase de grupos da Starter Cup 2019 em que o primeiro classificado do grupo C passa directamente às meias-finais.

Podem acompanhar a FPC Portugal e seguir a competição no Facebook e no Twitter.

A estranha, confusa e excitante experiência de Harden e Westbrook em Houston

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Foram colegas nos Thunder “que poderiam ter sido…” e reencontram-se em Houston. James Harden e Russell Westbrook estão juntos de novo, com estilos de jogo diferentes daqueles que tinham há uns anos. Toda a gente se pergunta como irá Westbrook adaptar-se a Houston e neste início de temporada ainda não conseguiu responder a essa questão.

Os Rockets vivem obcecados pela eficiência. Foi assim que ameaçaram os Warriors, fizeram de James Harden uma estrela e colocaram todas as equipas a odiar jogar contra si. O ataque dos Rockets procura espaço, colocar o seu melhor jogador em posições de conforto e vantajosas e rodeá-lo de vários jogadores que pouco mais têm de fazer do que estarem preparados para marcar nas raras vezes em que a bola lhes chega às mãos.

A estratégia resultava quase em plenitude, mas falhava na hora da verdade, até porque os Rockets encontravam pela frente uma das melhores equipas de sempre. Vai daí, decidiram apimentar um pouco as coisas e juntar o jogador menos preocupado com a eficiência em toda a liga, uma força da natureza habituada a correr e cujas percentagens fazem um treinador perder horas de sono.

Westbrook e Harden dialogam durante a estreia, frente aos Bucks
Fonte: Houston Rockets

Westbrook é o caos no meio da ordem, é o rufia no meio dos melhores alunos da escola, é a agulha que alguém perdeu no palheiro porque aparentemente há quem vá costurar para o celeiro. Simplesmente não encaixa e, no entanto, tem boas chances de resultar. Como? Nem imagino. Quando chegarem os playoffs e James Harden quiser criar para si e para os seus colegas, lá andará Russ a correr desenfreado como se procurasse algo que sabe que será difícil de encontrar, porque no fundo não procura nada em concreto. E isso pode resultar, nem que seja pela imprevisibilidade da coisa.

Para já, a demasiado inconclusiva ilação a tirar é a de que a dupla vai colecionando números bons e percentagens patéticas, em especial Westbrook. Será para manter? Duvido, porque Harden endireitar-se-á de uma maneira ou outra. Mas chegados à altura das decisões, quando Harden tem falhado mais do que acerta e onde a eficiência reina mais do que tudo, conseguirá Westbrook ser o que Chris Paul quase foi até se lesionar? Porque esse será o segredo para uma equipa ainda à procura de integrar na sua filosofia alguém que não está sequer perto de pensar da mesma maneira. Uma tarefa enorme para Mike D’Antoni num ano de tudo ou nada em Houston.

Foto de Capa: Houston Rockets

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Claques no Futebol: Cumplicidade Conivente

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Muito se discutiu a legalização das claques. E enquanto essa discussão era o foco aconteceu o incidente de Alcochete.

Foi um pontapé de realidade que, passado uns meses, já pouco parecia incomodar a quem manda no futebol e no desporto nacional.

Não há qualquer dúvida que os clubes devem viver dentro da legalidade, contudo a Lei que hoje regula as claques e a sua legalização em nada protege o mundo desportivo. Urgem medidas a sério de um país a sério. Mas somos governados por políticos com demasiado medo de mexer no futebol.

Durante anos o Sporting Clube de Portugal deu cobertura às condutas e negócios à margem da lei praticados por grupos de associados seus. Estes grupos beneficiaram da protecção e benefícios de serem parte das claques para se alimentarem e darem asas aos seus impulsos mais violentos e criminosos. O que a sociedade não lhes permite, o manto do futebol proporciona.

Estou neste momento num café e se insultar o empregado de mesa poderei ter problemas com a autoridade. Porém, amanhã na Luz se estiver hora e meia a insultar o árbitro terei até a solidariedade de milhares. O manto do futebol.

Alcochete acordou Alvalade. A nova direcção leonina, liderada por Frederico Varandas, mostrou desde bem cedo que não iria compactuar com claques que se servissem do clube em vez de o servir. Comprou uma guerra que, no curto prazo, dificilmente poderá vencer. Teve coragem, colocou os seus valores e os valores do clube à frente da sede de poder e de politiquices. Assim, Frederico Varandas deu o primeiro passo para a resolução do problema que têm sido as claques. Faltará é interesse tanto ao FC Porto como ao SL Benfica de o acompanhar. E sem o apoio destes clubes não haverá Liga, Federação ou Governo que se mexa.

Engane-se é quem acha que eu defendo o fim das claques. Sei da sua relevância para a dinâmica desportiva do país. São as claques, não só, mas principalmente, que vão enchendo os pavilhões e os estádios dos não-grandes. São as claques que quebram o marasmo que é o adepto português no conforto das suas cadeiras. Não fossem os No Name e/ou os Diabos Vermelhos e no Estádio da Luz o único som que viria das bancadas seriam assobios e insultos ao árbitro.

O problema nunca será a existência de claques mas sim a forma submissiva com que os dirigentes dos clubes se colocam perante estas, permitindo-lhes tudo, dando-lhes apoios ocultos e espaço para se marginalizarem sem consequências. O problema é o poder dado a delinquentes que vão crescendo no núcleo destes grupos de apoio.

Sem os No Name e/ou Diabos Vermelhos, na Luz o único som que viria das bancadas seriam assobios e insultos ao árbitro
Fonte: SL Benfica

Actualmente, o Sport Lisboa e Benfica é um clube que vive muito refém destes grupos organizados de adeptos. Luís Filipe Vieira não tem qualquer interesse em contrariar este contexto pois prefere tê-los calmos e satisfeitos de forma a minimizar a contestação.
Não se querem legalizar? Não precisam. Querem entrar com pirotecnia no estádio? Força. Exigem apoios para as deslocações e bilhetes nos jogos fora? Feito. Querem ter o poder de decidir quem pode ou não ir para o Piso 0 da Bancada Sagres? Sem problemas.

Não interessa à direcção de Luís Filipe Vieira ter as claques contra si nas AGs do clube. Assim quando a contestação aumenta, lá surgem mais favores a baixar o volume.
Facilidade nos acessos ao estádio, permissividade para furarem as filas nas bilheteiras de forma a recolherem os bilhetes que já lhes estão destinados, poder para gerirem a bancada onde se encontram e ainda favores enquanto seguranças do presidente nos pavilhões da Luz. Tudo isto enquanto se assobia para o lado perante as actividades não-desportivas destes grupos. Convém olhar para o lado senão lá aparecem os cânticos “Benfica é nosso”, senão ainda voltam as AGs bem quentes. Isto enquanto se nega que tais apoios existem, tão à descarada, e ninguém quer saber. Levantar problemas para quê?

Os núcleos que se instalaram nas claques são um problema de todos os clubes de maior dimensão, são um problema porque as direcções destes clubes lhes dão apoio e cobertura, são coniventes com a violência e ilegalidades por estes praticadas. São os dirigentes desportivos que permitem que as claques ajam como máfias, são os dirigentes que permitem autonomia a grupos criminosos de agirem em prol dos seus interesses e ganhos e não em prol do clube que dizem amar.

Se fosse de amor ao clube que todos estes agentes do jogo vivessem, o futebol não estaria tão dominado pelo ódio.

Artigo revisto por Diogo Teixeira

 

Foto de Capa: SL Benfica