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UFC 243: Novo campeão e sangue português

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O UFC 243 teve lugar em Melbourne, na Austrália, e bateu-se mesmo um recorde de audiência ao vivo com 57127 espectadores, que não perderam este evento. Israel Adesanya nocauteou Robert Whittaker e tornou-se campeão de peso-médio; Dan Hooker teve uma brilhante performance contra Al Iaquinta; e o luso-cabo-verdiano Yorgan De Castro venceu com um KO, que lhe valeu o prémio de Performance da Noite.

Robert Whittaker vs Israel Adesanya

Melbourne nunca desilude. O antigo recorde de audiência era também na cidade, na altura do combate entre Ronda Rousey e Holly Holm. Agora cerca de 58 mil espectadores foram à Marvel Arena para ver Robert Whittaker defender o seu título contra Israel Adesanya.

Whittaker nunca tinha perdido na divisão de peso-médio, e vinha de duas batalhas frente a Yoel Romero. Após uns problemas de saúde, estava de volta para defender o seu título.

Adesanya estreou-se no UFC há um ano e meio e, após brilhantes performances, tinha a sua chance pelo título.

No primeiro round vimos logo o plano de Whittaker. Ele avançava mais que Adesanya, procurava lançar golpes pouco ortodoxos e finalizar a sequência com um golpe forte. Adesanya foi percebendo e geriu muito bem a distância, ao ponto dos golpes de Whittaker não lhe acertarem. Foi lançando mãos em contra-ataque, quando saía das entradas de Whittaker, e quase apagou o campeão no fim do round.

Whittaker entrou no segundo round com intenção de pressionar mais e encurtar distância para Adesanya. Conseguiu entrar na distância do adversário e acertar uma direita. Mas Adesanya conseguiu esquivar-se e acertou dois golpes que nocautearam Whittaker.

Adesanya festeja a vitória sobre Whittaker
Fonte: UFC

Al Iaquinta vs Dan Hooker

Dois lutadores da divisão de peso-leve que estavam a subir nos rankings da categoria. Al Iaquinta vinha de uma derrota contra Donald Cerrone, mas teve boas exibições frente a Khabib Nurmagomedov e Kevin Lee.

Depois da derrota com Edson Barboza, Dan Hooker voltou para nocautear numa ronda James Vick e estava pronto para se cimentar como um dos nomes fortes da divisão.

Na primeira ronda, Hooker esteve melhor no strike a lançar muitos golpes e, de longe, a conseguir gerir muito bem a distância. Iaquinta não conseguia chegar ao adversário para acertar golpes. Hooker conseguiu inverter uma projeção, ficando por cima, e no chão lançou várias cotoveladas, estando muito tempo com um triângulo de corpo.

No segundo round, Iaquinta conseguiu entrar mais vezes na distância e acertar mais golpes, mas no chão o domínio foi de Hooker. Este ainda acertou um cruzado de direita que levou Iaquinta ao tapete.

No terceiro round, Iaquinta continuou a tentar encurtar distância, mas Hooker saía muito bem de distância de strike e contra-atacava com muita eficácia.

Hooker acerta um direto em Iaquinta
Fonte: UFC

No final os juízes atribuíram a vitória a Dan Hooker, por decisão unânime (30-26; 30-27 x2).

A história do titular que era suplente

Contratado no verão da temporada transata, o defensor congolês foi uma das maiores apostas (em termos financeiros) do FC Porto para o ataque aos objetivos traçados para 2018/19. Em termos efetivos, o valor que o clube desembolsou para contratar Mbemba nunca foi verdadeiramente traduzido em minutos; por uma razão ou por outra, Sérgio Conceição não via as qualidades necessárias no africano para que este pudesse se sobrepor hierarquicamente a jogadores como Éder Militão, Felipe ou Pepe.

Todavia, com as saídas dos dois centrais brasileiros rumo a Madrid no verão passado, o jogador ex-Newcastle era agora visto como uma espécie de “terceiro central”, a primeira opção caso fosse necessário substituir algum dos habituais titulares.

Mas, se a princípio perspetivava-se que Mbemba se apresentasse única e exclusivamente como esse tal “terceiro central” da equipa, o facto é que agora este jogador pode ser facilmente comparado a um canivete suíço, muito por conta das suas excelentes exibições, quer a defesa central, quer a médio defensivo, quer, inclusivamente, a lateral.

Apesar de algumas exibições em alto nível, Mbemba nunca se conseguiu afirmar como titular no FC Porto
Fonte: FC Porto

Vem acumulando minutos, vem conquistando os adeptos, enfim, vem justificando cada vez mais um lugar no onze base do FC Porto. A questão é: em que posição?

Bom, a presença de Chancel Mbemba seria mais importante na zona central do terreno, seja a defesa central ou a médio mais recuado, remetendo para o banco de suplentes Iván Marcano ou Danilo Pereira.

Relativamente ao espanhol, pouco mais há para dizer: Mbemba é claramente superior a Marcano, transmite uma outra segurança, é forte nos duelos e é claramente central de equipa grande (algo que o espanhol, a meu ver, não é nem nunca será).

Contudo, e apesar dessa disparidade de qualidade de que falei acima, atualmente, colocaria Mbemba no lugar do nosso atual capitão. Para esta alteração no onze não utilizo como justificação a mesma que usei para Marcano, porque, apesar da má fase, é impossível não reconhecer qualidade ao internacional português.

E, é precisamente por reconhecer essa qualidade em Danilo que vejo como obrigatório o surgimento de alguém que o tire da zona de conforto, que o tire do posto de intocável no onze, que o tire das más prestações. Só com o surgimento de um concorrente de peso é que um atleta se vê forçado a dar o máximo de si e isso é uma das coisas que falta a Danilo (apesar de faltar algumas outras coisas a este jogador).

Por último, ressaltar o enorme profissionalismo e espírito de grupo que Mbemba revelou durante todo este período de azul e branco: apesar de ter perfeita noção de que deveria ser titular “de caras” nesta equipa, não ouvimos uma palavra proveniente da sua boca contra o treinador, não vemos “caras feias” no banco de suplentes, não vemos uma diminuição nos seus níveis de entrega e dedicação. Será que é isso que lhe falta para ser titular?

Foto de capa: FC Porto

Artigo revisto por Joana Mendes

 

Novak Djokovic vence Open de Tóquio no regresso aos courts

Novak Djokovic e John Millman defrontaram-se, este domingo, na final do Open de Tóquio. Ambos os tenistas partiram com grandes ambições para este jogo. Por um lado, o tenista sérvio procurava o tão aguardado regresso aos títulos, tendo em conta que o último que venceu foi em Wimbledon. Importa recordar que Novak Djokovic sofreu uma lesão no ombro aquando do US Open, afastando-o dos courts até esta semana. Já John Millman tinha como grande objetivo derrotar o líder do ranking ATP, mas mais importante que isso, conquistar o seu primeiro torneio ATP em 2019.

Novak Djokovic regressou às finais, após uma paragem devido a lesão
Fonte: ATP de Tóquio

A final do torneio japonês não teve grande história, uma vez que Novak Djokovic dominou totalmente a partida, tal como tinha acontecido durante a sua caminhada até este jogo. No primeiro set, o número um mundial conquistou um break no segundo jogo de serviço do adversário. Esta quebra de serviço permitiu a Novak Djokovic aumentar a sua vantagem na partida para três jogos e, posteriormente, vencer o primeiro set.

John Millman teve grandes dificuldades em contrariar o jogo do seu adversário
Fonte: ATP de Tóquio

O segundo set seguiu a tendência do primeiro jogo. O tenista natural da Sérvia abriu o set com duas quebras de serviço seguidas e, desta forma, terminou com as aspirações de John Millman. O máximo que o jogador australiano conseguiu fazer foi reduzir a desvantagem evitando assim sair a zeros.

Novak Djokovic precisou de pouco mais de uma hora para conquistar, pela primeira vez, o Open de Tóquio. O tenista de 32 anos segue agora para o Masters de Xangai, na China, onde, caso vença, poderá consolidar a liderança do ranking, tendo em conta que Rafael Nadal (número dois mundial) cancelou a sua participação devido a lesão.

Foto de Capa: Open de Tóquio

Artigo revisto por Joana Mendes

Plata que podia ser ouro

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O Jogador

Gonzalo Plata. 18 anos. Equatoriano. Extremo direito/esquerdo. Um milhão de euros. Gonzalo Plata é, talvez, uma das jogadas mais certeiras do atual departamento de scouting e prospeção do futebol masculino do Sporting. Resgatado ao Independiente del Valle no passado mês de janeiro, brilhou no recente Mundial U20, tendo-se estreado entretanto pela seleção principal do Equador. Esteve presente na pré-época leonina (na altura comandada por Marcel Keizer), mostrando-se uma solução útil para a frente atacante do Sporting.

O Contexto

Plata estreia-se oficialmente pelo plantel principal no Bessa, à quinta jornada do campeonato. Entrou diretamente no onze inicial, consequência das lesões de Luciano Vietto e de Luiz Phellype. Os Leões passavam já por um período tumultuoso que culminou com a entrada de Leonel Pontes para o comando técnico (de forma interina), substituindo Marcel Keizer, que rescindira contratualmente na semana anterior. O Sporting iniciou a época com o pé esquerdo, com uma derrota humilhante na Supertaça e apenas duas vitórias nas quatros jornadas inaugurais do campeonato.

O Jogo

Escolhido para ocupar o flanco direito do ataque do Sporting, Plata teve uma estreia infeliz. Embora o Sporting tenha iniciado a partida a pressionar alto e a inviabilizar a primeira fase de construção do Boavista, o golo sofrido de livre aos sete minutos atirou a equipa para uma espiral desmoralizadora, que apenas se ia invertendo esporadicamente pelo esforço e vontade de mostrar serviço de Yannick Bolasie. E, Plata não foi exceção. Foi substituído aos 88 minutos de jogo, sem ter efetuado qualquer remate à baliza, apenas com um cruzamento realizado e 15 posses de bola perdidas, números bastante negativos para quem ocupa aquela posição em campo.

Analisando agora a forma como o “dossier Plata” foi gerida, é relativamente fácil apontar erros crassos à estrutura de futebol do Sporting, começando logo pela forma como a sua estreia não foi preparada. Plata está presente na pré-época dos leões, mas não efetua qualquer minuto oficial de jogo nas cinco partidas anteriores à do Bessa (uma da Supertaça, quatro da Liga). Pior: o Sporting acaba o mercado de transferências de julho/agosto a vender Raphinha, o seu extremo mais desequilibrador e a contratar Jesé, Bolasie e Fernando, que necessitavam de tempo para aprender e assimilar as rotinas do futebol dos leões. Os leões poder-se-iam ter prevenido com soluções (ainda que temporárias) como Plata ou outros jovens com potencial, que vão dando cartas na equipa de sub-23, mas não o fez, nem mostrou interesse em fazê-lo.

Plata nunca mais foi opção depois da titularidade no Bessa
Fonte: Sporting CP

Plata é, assim, “lançado aos leões” (neste caso, às panteras) devido à vaga de lesões que afetou dois titulares. E o jogo correu-lhe, efetivamente, mal, como já se esperava.

Para além disso, não há como ilibar Leonel Pontes de culpas. O jovem iniciou o jogo com uma sequência de perdas de posse por dribles falhados e precisava de ter tido uma palavra forte de confiança por parte da equipa técnica. Ao invés, foi-se perdendo em campo, eclipsando-se como grande parte da equipa. Um jovem extremo como Plata, de 18 anos, precisa de estímulo redobrado em relação aos colegas. Gonzalo tem velocidade, é exímio no 1 vs 1 e apresenta uma superior capacidade de finalização – impunha-se outro tipo de incentivo vindo do banco para que o rendimento do jovem leão não caísse a pique, como acabou por se dar.

Se não fosse já suficiente a forma infeliz como se estreou, Plata não voltou sequer a ter uma oportunidade ao serviço do Sporting. Esteve apenas no banco na derrota frente ao Rio Ave, a contar para a Taça da Liga, sendo atirado para a bancada nos restantes jogos.

Juntando os factos acima mencionados, torna-se complicado entender como é que o Sporting, um Clube reconhecido mundialmente pela sua aposta nos jovens, gere de forma tão principiante um ativo com potencial bem acima da média. Uma equipa, em visível sub-rendimento, que ocupa à sétima jornada uma posição bastante abaixo das expetativas na Liga, podia ter logrado com “sangue novo” de jovens como Plata. Demasiada incompetência para um crónico candidato ao título.

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por Joana Mendes

O estranho caso de Pizzi e Rafa Silva

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O Sport Lisboa e Benfica iniciou a temporada de forma soberba e muito se deveu à boa forma física de dois jogadores do plantel: Pizzi e Rafa Silva. Os dois internacionais portugueses marcaram e assistiram, jogaram e fizeram jogar. Contudo, a baixa de rendimento destes dois jogadores tem-se feito notar nas exibições do Benfica.

O “glorioso” começou a temporada em grande, tendo vencido a Supertaça Cândido de Oliveira por 5-0, frente ao Sporting Clube de Portugal. Iniciada a Primeira Liga, os encarnados não tiraram o pé do acelerador e assumiram-se como uns dos favoritos ao título.

Ainda que se encontrem a apenas um ponto do surpreendente líder FC Famalicão, as exibições da turma de Bruno Lage têm sido alvo de muitas críticas por parte dos adeptos. Ora, se outrora, num passado (muito) recente o Benfica praticava um futebol vistoso, de cariz ofensivo, atualmente apresenta um futebol de fraca qualidade. Os jogadores parecem estar sem ideias, sem criatividade e, sobretudo, sem saber como marcar golos!

Tal como referi, Pizzi e Rafa Silva destacaram-se nos primórdios do campeonato como peças fundamentais no xadrez de Lage. Em conjunto, a dupla de falsos extremos do Benfica apontou oito dos dezasseis tentos apontados pelas águias na presente temporada, em jogos a contar para a Primeira Liga. Metade dos golos da equipa! Sem esquecer as assistências para golo, é evidente a preponderância que estes dois jogadores têm no plantel do Sport Lisboa e Benfica.

Rafa Silva está a realizar uma temporada abaixo do nível outrora apresentado, tendo marcado apenas três golos na presente temporada
Fonte: SL Benfica

Luís Miguel Fernandes, ou Pizzi para o mundo do futebol, já não marca um golo desde o confronto da quinta jornada do campeonato português, frente ao Gil Vicente FC – jogo que a equipa encarnada venceu por duas bolas a zero. Quanto a Rafa Silva, introduziu a bola na baliza adversária pela última vez no jogo frente ao Moreirense FC.

Infelizmente, não são só golos que estão a faltar! As exibições destes atletas têm sido quase desastrosas: passes errados, timidez no processo ofensivo, com receio de assumir o controlo do jogo; enfim, não parecem os mesmos que, não há muito tempo, transpiravam futebol pelos pés. Evidentemente, a qualidade continua lá (dizem que quem sabe nunca esquece), contudo, atualmente, apenas vejo dois jogadores aquém daquilo que podem ser.

Todos os jogadores podem ter maus momentos e espero, ansiosamente, que esta má fase seja o mais breve possível, pois o Benfica precisa de todo o plantel na máxima força, sobretudo aqueles que são vistos como peças-chave, como é o caso. É estranho, mas não creio que tenham, subitamente, tido um colapso futebolístico. Por favor, voltem lá das férias que tiraram.

Fonte: SL Benfica

Artigo revisto por Joana Mendes

FC Barcelona 4-0 Sevilla FC: Magia de Suárez e classe Blaugrana derrotam Sevilla

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Camp Nou engalanou-se para receber duas equipas igualadas pontualmente na tabela classificativa.

Barcelona e Sevilla é um duelo que suscita sempre grande interesse, a qualidade dos intérpretes de ambos os lados faz apimentar um duelo que, por norma, sorri sempre aos blaugrana.

Um muito contestado Valverde apresentou alguma novidades no onze inicial. Desde logo na defesa, Jean-Clair Todibo foi o escolhido para emparelhar na defesa com Piqué. A lesão de Umtiti, a juntar ao castigo de Lenglet, “obrigou” o técnico espanhol a utilizar o francês. Outra das alterações surpresa, foi Nelson Semedo a jogar à esquerda.

No Sevilla, Lopetegui, como habitual, promoveu algumas mexidas na equipa, mexidas normais e que não ofereceram qualquer tipo de surpresa. Destaco o regresso de Carriço ao eixo central, fazendo dupla com o brasileiro Diego Carlos.

Como esperado, o Sevilla não vinha ao Camp Nou para ver o Barcelona jogar com futebol apoiado nas saídas de jogo, ou por Banega, ou por Oliver Torres. Os Rojiblancos, sem criar verdadeiro perigo, causavam frisson sempre que iam à área do adversário.

Atrevo-me a dizer que o Barça, como tem sido apanágio nesta época, vive, cada vez mais, da inspiração de Messi, pois sem ele parece que o jogo dos blaugrana estagna.

Desta vez essa inspiração chegou na pessoa de Luis Suarez!

Antes disso, o Sevilla teve, por diversas oportunidades, ocasião para chegar ao golo, Luuk De Jong foi bastante perdulário e, com isso, o Sevilla pagaria caro mais adiante.

Voltando ao momento mágico de Suárez, destaco a fantástica finalização do uruguaio, correspondendo a um cruzamento de Nélson Semedo de pé esquerdo, com um pontapé de bicicleta! Magistral, é o mínimo que se pode dizer deste golo que valeu o bilhete de quem foi ao estádio.

O golo teve o condão de “libertar” os blaugrana. Começaram a jogar mais seguros, apostando, cada vez mais, no colectivo em vez do individual, deixando os homens de Sevilla em grandes dificuldades.

Prova disso foram os minutos seguintes, um autêntico furacão blaugrana, que em cinco minutos fez mais dois golos. Num lance revisto pelo VAR, Vidal ampliava para dois zero, após assistência primordial de Arthur, e três minutos depois foi Dembele, num lance de grande qualidade individual, a voltar a virar o placard.

A partir daqui, o Barça tomou conta do jogo, levando este resultado até ao intervalo.

Fonte: FC Barcelona

O Sevilla teve várias oportunidades para abrir o marcador e foi penalizado por não o ter feito, pois os blaugrana, com o golo inaugural, sentiram o seu jogo fluir melhor com naturalidade e com muita classe, e chegaram, justamente, à liderança do jogo.

Depois desta primeira parte, especulava que o Sevilla tentasse a remontada. As substituições ao intervalo indicavam isso e Munir e Juan Jordan entraram, mudando, também, o esquema táctico da equipa.

Notou-se  nos minutos iniciais a forte pressão do Sevilla para tentar chegar ao golo e, em mais uma grande oportunidade, Luuk de Jong atira a bola ao poste. O holandês, ainda sem marcar no campeonato, continuava com a sua malapata.

O Barcelona conseguiu contornar a mudança táctica do Sevilla e tomou novamente as rédeas do jogo. Embora o Sevilla construísse lances com qualidade, não conseguiam concretizar e talvez tenha sido por isso que Lopetegui lançou Chicharito para o jogo.

O jogo ia diminuindo de intensidade, mas não de qualidade: as diagonais de Messi, os pormenores de Arthur e as arrancadas de Nelson Semedo iam deliciando quem estivesse a ver o jogo.

Nelson Semedo mostrou que a aposta de Valverde em colocá-lo à esquerda foi acertada, pois o jogo do português roçou quase o prefeito, estando ele a jogar fora da posição. O quatro a  zero chegaria já perto dos oitenta minutos, e foi um estreante a marcar… Leonel Messi, sim esse mesmo.

Foi na cobrança de um livre directo, na sua terceira tentativa neste jogo, que Messi se estreou a marcar esta época e com um livre muito bem executado que, vindo de Messi, até parece fácil.

O jogo encaminhou-se para o seu final e numa boa saída de jogo, Chicharito isola-se e é derrubado pelo estreante Araújo, num lance que valeu a expulsão do uruguaio, que tão cedo não esquecerá esta estreia, que durou pouco mais de quinze minutos. Quem também levou guia de marcha foi Dembele, que contestou a decisão de António Lahoz e este, sem contemplações, expulsou o francês.

Se o árbitro foi rigoroso na amostragem dos cartões, Dembele foi de uma grande imaturidade ao deixar-se expulsar desta maneira. Não basta ter qualidade com os pés, há que também ser inteligente no jogo e Dembele mostrou que tem que crescer neste aspecto.

Foi este o ponto alto do jogo, depois dos quatro zero, e o Barcelona sai de Camp Nou com uma grande vitória perante um adversário muito difícil, que no início do jogo, criou as suas oportunidades sem as concretizar, acabando por facilitar o jogo ao Barça.

A qualidade do Barça veio ao de cima após o primeiro jogo e à qualidade individual conseguiu acrescentar qualidade colectiva, um complemento que tem faltado noutras partidas.

Ernesto Valverde sai deste jogo com a moral em cima numa altura de muita contestação.

Vamos ver se este Barça é para continuar ou se este jogo foi apenas uma excepção.

ONZE INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Barcelona – Ter Stegen, Semedo, Pique, Todibo(Araújo,73`), Sergi Roberto, Vidal(Rakitic,70`), de Jong, Arthur(Busquets, 65´), Dembele, Suárez, Messi. 

Sevilla – Vaclik, Reguilon, Carriço, Diego Carlos, Navas, Banega, Fernando, Oliver Torres(Jordan, 45´), Ocampos, de Jong(Chicharito,65´), Nolito(Munir, 45`).

FC Internazionale Milano 1-2 Juventus FC: “Vecchia Signora” vence duelo de gigantes e lidera Serie A

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De um lado, a heptacampeã italiana. Do outro, alguns anos depois, vemos um Inter, verdadeiramente candidato ao Scudetto. Os da casa deixaram uma boa imagem, mas ainda assim, insuficiente para evitar a derrota com a Juventus.

Os nerazzurri até começaram melhor, mas em contra-ataque, e no primeiro lance de perigo, a Juventus marcou. Dybala, após passe magistral de Pjanic, atirou para o fundo das redes adversárias (4’).

O jogo estava ótimo (para o adepto comum), a bola em pouco tempo chegava de uma área a outra. Pouco depois, Ronaldo, com o seu movimento predileto, deambulou da esquerda para a direita e fez estremecer a trave (8’).

À passagem do minuto 17’, De Ligt, abordou um cruzamento de forma algo ingénua e acabou por tocar com o braço na bola, dentro de área. O árbitro não teve dúvidas e assinalou penalti. O sucessor natural de Icardi no Inter, Lautaro Martínez repôs a igualdade. Vinte minutos de jogo, um golo para cada lado.

Aos 27’, Bonucci adormeceu com a bola nos pés e apareceu Lautaro a roubar-lha. Arrancou e obrigou Szczesny a boa defesa. À medida que o relógio avançava, a Juventus assumia-se como protagonista. O Inter apenas conseguia sair da pressão, a espaços. Principalmente depois da saída de Sensi, o mais criativo dos centro campistas.

Ronaldo estava bem, dentro do jogo, como não se via a alguns jogos. Aos 40’, rematou sem preparação, para defesa de recurso de Handanovic. No lance seguinte, Cristiano Ronaldo ainda festejou, mas viu o golo ser-lhe anulado. Que pena, seria uma bela jogada.

Cristiano tentou o golo de todas as maneiras, mas apenas deixou a sua marca no segundo golo da “Juve”
Fonte: Juventus FC

Até ao intervalo, vimos duas equipas completíssimas a todos os níveis. Os erros apenas surgiram, fruto da qualidade do adversário. Ainda assim, a “Juve” foi ligeiramente mais dominante. A pressionar alto, mais experiente, matreira…

No regresso dos balneários, o jogo volta à mesma toada. A Juventus por cima, o Inter a tentar sair, mas não consegue. Ainda lhe faltam alguns argumentos. A Vecchia Signora está mais rodada. Bernardeschi, na sequência de um ressalto, obrigou o guarda-redes a estirar-se (49’).

A “Juve” está, finalmente, a mostrar o que vale. Muito melhor que nas partidas anteriores. O Inter, na segunda parte, ainda não se tinha acercado da baliza contrária. Até que aos 68’, o remate de Vecino desviou na defesa e esbarrou no poste. Aos 70’, quem mais haveria de ser (?), Ronaldo a “dar trabalho” a Handanovic, que defendeu para canto.

Já à entrada nos últimos dez minutos da partida, surgiu o melhor golo dos três. Pjanic, Cristiano e Bentacur contruíram, Higuaín finalizou. Bola no chão e faz jogar! A Juventus marcou após uma ótima jogada coletiva. Quem não viu, devia ver… O futebol é fácil quando se joga simples.

E enquanto os bianconneri já se preparavam para festejar a vitória, Vecino apareceu na cara do guardião polaco, que foi um autêntico “muro” a tapar a baliza. Guarda redes destes, valem campeonatos. Até ao final, a “Juve” recolheu-se e só saíu no contra-ataque.

Pode-se dizer que foi uma vitória justa. Uma vitória da equipa mais trabalhada. Da equipa mais completa. Mas há que ter em conta este Inter. Muitos furos acima do rival AC Milan, vai lutar com a Juventus e o Nápoles, por este campeonato.

Arranjou finalmente, um treinador competente, de provas dadas (Antonio Conte). Experiente, com um futebol agressivo, mas incisivo e que dá gosto de ver. Apenas faltam alguns pormenores. Como por exemplo: um médio criativo (à imagem de Sensi); um central mais rápido e com melhor saída (tem três gigantes, mas nenhum é espetacular na construção) e um ponta de lança (para competir com Lautaro e Lukaku por uma posição, dando diferentes soluções ao técnico italiano).

Em contrapartida, a Juventus de Sarri, pratica um futebol ainda melhor que a de Allegri. Mais pressionante, atrevida e de posse, prevê-se uma interessante luta a três na Serie A. Espera-se também, que cheguem mais longe na Liga dos Campeões, que no ano transato. Se o Inter jogou muito bem, a “Juve” jogou ainda melhor. Destaco ainda o momento das substituições e as “peças” que foram colocadas em campo: Emre para estancar, Bentacur e Higuaín para consumar a vitória.

À sétima jornada, a Juventus lidera com 19 pontos, seguida pelo Inter com menos um. A completar o pódio, está a Atalanta com 16.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Inter Milão FC: Handanovic, Godín (Bastoni, 54’), De Vrij, Skriniar, D’Ambrosio, Barella, Brozovic, Sensi (Vecino, 33’), Asamoah, Martínez (Politano, 77’) e Lukaku.

Juventus FC: Szczeny, Alex Sandro, De Ligt, Bonucci, Cuadrado, Pjanic, Khedira (Bentacur, 61’), Matuidi, Bernardeschi (Higuaín, 61’), Dybala (Emre, 71’) e Ronaldo.

Williams Racing: O Orgulho mata

Williams, este nome, no espaço de 30 anos, teve uma grande mudança de significado no mundo da Fórmula 1. Nas décadas de 80 e 90, quem ouvia este nome perguntava-se qual a inovação que eles trariam a seguir, que os faria dominar uma época inteira sem sequer produzir uma gota de suor, hoje, em 2019, todos nos perguntamos se eles têm sequer a capacidade de conseguir um único ponto no resto da temporada.

São sete títulos mundiais de pilotos e nove de construtores a ganhar poeira numa prateleira qualquer em Grove, no Reino Unido. Tudo começou com o título de Alan Jones em 1980, passou pela rivalidade, ou melhor, guerra aberta de Nelson Piquet e Nigel Mansell, andou ali uns anos em que era a única equipa que conseguia dar alguma luta à dupla da McLaren com Ayrton Senna, decidiu dominar o inicio dos anos 90 com títulos para Mansell e Alain Prost, e depois 96 e 97 com os dois últimos títulos da equipa, onde o carro era tão bom, que conseguiu dar títulos ao Damon Hill e ao Jacques Villeneuve, caso para dizer wow.

Mas, na altura, ninguém previa o que estava para a acontecer, a seguir houve dois anos mais negativos com os malfadados motores Mechachrome, mas em 2000, a BMW decidiu juntar-se à festa e tornar a Williams uma equipa de fábrica, o que lhes deu mais algumas vitórias e a nós deu-nos o fantástico Juan Pablo Montoya. Venceram em 2012 sem saber como com o Pastor Maldonado, e conseguiram vários pódios no começo da era híbrida, muito graças a um trabalho aerodinâmico muito bom, bom dinheiro vindo do patrocínio da Martini, e, acima de tudo, o estupendo motor que a Mercedes criou no início desta era, mas desde aí, a queda tem sido muito acentuada.

Nos anos 2000, Montoya era dos poucos a deixar Schumacher em sentido…
Fonte: Formula 1

Há várias razões para este declínio em performance e prestígio. A primeira é, sem dúvida, o facto de a Williams ser uma equipa privada, ou seja, com os custos da Formula 1 a serem cada vez mais altos, é incapaz de competir com equipas como a Mercedes, Ferrari e Red Bull, que são financiadas por grandes empresas mundiais. A segunda razão é o facto de a Williams não querer deixar de ser uma equipa privada. E é neste ponto que me vou focar especificamente.

É muito bonito querer manter o negócio na família, mas talvez se a nossa família não o conseguir fazer da melhor forma, mais vale passar para alguém que saiba o que está a fazer. A equipa em si é excelente, dos melhores que a Fórmula 1 tem, e é muito estranho, para mim, que o Paddy Lowe acabe de desenhar carros fabulosos na Mercedes, que foram campeões facilmente, e chegue à Williams e faça o pior carro da grelha. Estamos constantemente a ver que os mecânicos da equipa são os melhores, portanto, como é que é possível terem apenas um ponto esta época, que por sinal, foi conseguido com sorte?

Jacques Villeneuve, o último campeão da Williams
Fonte: Formula 1

Dia 10 dos Mundiais: Ser mãe a dobrar (também) é de Ouro

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O último dia dos Mundiais – já sem portugueses – não atingiu os níveis das noites anteriores, mas deu-nos, ainda assim, emoção a rodos e marcas fantásticas. Se Fraser-Pryce, Felix e Liu já tinham provado que ser mãe não era um problema, Nia Ali fez questão de mostrar que ser duas vezes também não o é, batendo as favoritas nas barreiras, com a 2.ª melhor marca de sempre em campeonatos mundiais!

Malaika Mihambo fez um enorme salto no Comprimento, conseguindo a maior margem da história face à 2.ª classificada (3.º maior salto na história de Mundiais), enquanto que Cheruiyot e Cheptegei voltaram a mostrar que os africanos continuam a mandar totalmente na meia e longa distância. Houve uma enorme surpresa no Dardo e as estafetas encerraram a noite, com a (esperada) dupla vitória norte-americana.

AS FINAIS DE HOJE

Nas provas de corrida, a final da noite foram os 100 metros barreiras. Nia Ali (USA) surpreendeu as grandes favoritas Danielle Williams (JAM) – a líder do ano – e Kendra Harrison – a recordista mundial – e conquistou o primeiro Ouro global ao ar livre. A norte-americana bateu mais um recorde pessoal (já o tinha feito hoje nas semifinais), correndo a distância em 12.34 segundos. Ali iguala a 2.ª melhor marca de sempre em Mundiais. No Rio, a norte-americana tinha sido Prata e, três anos depois, já depois do nascimento do seu 2.º filho (a filha Yuri nasceu em 2018, fruto da sua atual relação com o velocista Andre de Grasse), sobe ao topo do mundo (em pista coberta já tinha dois Ouros nos 60 barreiras), comprovando que ser mãe parece ser a melhor receita para as velocistas!

A Prata foi para Kendra Harrison (USA), que ainda não é desta que consegue o seu Ouro global ao ar livre (venceu os 60 barreiras, em Birmingham, em pista coberta), mas que, ainda assim, consegue a sua primeira medalha ao ar livre, correndo em 12.46 segundos, apesar de falhas cruciais na transposição de algumas barreiras. A medalha de Bronze foi para Danielle Williams (JAM) – a grande favorita – que partiu muito mal, tropeçou ainda na 4.ª barreira e nunca conseguiu entrar na discussão da vitória. Williams foi por cinco vezes mais rápida neste ano, incluindo a marca líder mundial, mas em Doha fechou em 12.47 segundos. Tobi Amusan (NGR) correu em 12.49 segundos, mas tal não chegou para entrar no pódio nestes Mundiais.

Os 1.500 metros masculinos foram a primeira final da noite e os quenianos, desde cedo, assumiram o comando da prova e a um bom ritmo. Timothy Cheruiyot (KEN) nunca quis passar confiança a ninguém e quando percebeu que teria que assumir sozinho os ritmos altos, fê-lo sem qualquer hesitação. Terminou isolado, confirmando o favoritismo, em 3:29.26, conquistando o seu primeiro grande título global, para delírio dos muitos quenianos presentes no estádio.

O 1.º título global de Cheruiyot
Fonte: IAAF

O outro queniano – Kwemoi – não aguentou o ritmo alto de Cheuiyot e ficou para trás, sendo que Taoufik Makhloufi (ALG) correu para a Prata, com a sua melhor marca do ano (3:31.38). A medalha de Bronze foi para Marcin Lewandowski (POL), um atleta que conhece bem Portugal, que terminou em 3:31.46, um novo recorde nacional polaco, batendo Jakob Ingebrigtsen (que foi 4.º), num novo duelo que ainda poderá contribuir mais para alimentar a rivalidade que existe entre o polaco e o “clã” Ingebrigtsen.

Na final muito tática dos 10.000 metros, o grupo da frente chegou a ter nove atletas ainda à entrada para os últimos 800 metros, mas a partir daí é que tudo se decidia e Joshua Cheptegei (UGA) deu uma sapatada na prova. Cheptegei ainda teve oposição de Yomif Kejelcha (ETH), mas, tal como na final dos 5.000 da Diamond League, o ugandês voltou a vencer, com uma ponta final bastante forte, em 26:48.36, marca líder do ano. Cheptegei, de 23 anos, sobe assim uma posição em relação ao que fez nos Mundiais de Londres na mesma distância, alcançando o seu primeiro título global em pista, num ano em que também foi campeão mundial de Corta-Mato.

Um ano em cheio para Cheptegei
Fonte: IAAF

A Prata foi para Yomif Kejelcha (ETH), que correu em 26:49.34, um novo recorde pessoal na sua primeira medalha global ao ar livre (é bicampeão mundial dos 3.000 em pista coberta). A fechar o pódio ficou Rhonex Kipruto (KEN) a poucos dias de completar os 20 anos, naquela que é a sua primeira medalha global como sénior, depois do título júnior do ano passado.

A paragem do campeonato e as suas repercussões no FC Porto

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Ao contrário de muitos campeonatos pela Europa fora, a Primeira Liga vai parar durante sensivelmente um mês. Concorde-se ou não com esta decisão tomada pela Liga, só em finais de outubro é que o FC Porto vai reentrar em ação no campeonato, e logo frente ao surpreendente líder: o FC Famalicão.

Toda esta paragem levanta inúmeras questões em torno da equipa azul e branca, mas convido o leitor a refletir comigo sobre as possíveis repercussões desta paragem nos comandados por Sérgio Conceição.

O último jogo dos dragões não foi para o campeonato nacional, mas sim para a Liga Europa, que contou com uma derrota frente ao Feyenoord Rotterdam por 2-0. Não é, pois, a melhor forma de terminar um ciclo de jogos consecutivos, pois o que os adeptos portistas esperavam era logo um jogo o mais rapidamente possível, para a equipa se poder reconciliar com a sua massa associativa.

Contudo, parece que o próximo jogo da competição mais importante em que os dragões estão inseridos só se vai realizar daqui a bastante tempo, se bem que os adeptos vão poder matar saudades no jogo da Taça de Portugal frente ao SC Coimbrões e na receção ao Rangers FC, para a segunda competição mais importante da UEFA.

A meu ver, as possíveis repercussões desta longa paragem no campeonato para a equipa são, por um lado, positivas, e, por outro, negativas. Começando por falar no lado positivo desta interrupção, é mais que evidente que o melhor que pode acontecer a uma equipa é ter o seu tempo para poder assentar as ideias incutidas pelo mister, isto é, sem a pressão dos jogos do campeonato, os treinos da equipa azul e branca podem deixar de se focar principalmente no estudo do adversário, mas sim no aperfeiçoamento do futebol em termos técnicos e táticos.

Pelo que se tem visto desta equipa, é percetível que há muito a melhorar, nomeadamente nas situações de transição defesa-ataque em que a equipa continua a errar muitos passes e a focar-se no individualismo dos seus jogadores, e nas segundas bolas, muitas vezes sem sucesso. A juntar a tudo isto, reforço a ideia de que o que falta à equipa do FC Porto é um futebol mais rápido e entrosado, evitando assim o futebol demasiado direto que, por vezes, irrita os adeptos.

Aboubakar é um dos jogadores que pode aproveitar esta paragem para as seleções.
Fonte: FC Porto

Se esta equipa conseguir fazer de tudo isto um pouco em campo, penso que o sucesso é a palavra que melhor se encaixará nas ambições das tropas de Sérgio Conceição.

Independentemente de tudo isto, os jogadores vão ter direito a um maior tempo de descanso que é sempre importante para um profissional, seja de que área for.

Em poucas palavras, podemos definir esta paragem como uma forma de aperfeiçoar o laboratório do olival, recuperar jogadores, e dar oportunidades a pérolas que estejam tapadas pelos internacionais ausentes pelas suas seleções.

Como não há um lado positivo sem negativo, torna-se importante referir que nem tudo é um mar de rosas.

Assim sendo, as possíveis repercussões negativas desta paragem no campeonato para a equipa do FC Porto são essencialmente duas: o vírus FIFA e a quebra de ritmo da equipa pela falta de jogos, pese embora os confrontos para a Taça de Portugal e para a Liga Europa.

Estou certo de que já ouviram falar no vírus FIFA, que afeta todos os grandes clubes que têm a primazia de ter nas suas fileiras jogadores internacionais pelas suas seleções. Os dragões não são exceção, e mais uma vez contam com a ausência de inúmeros jogadores que representam o seu país.

Tudo isto é um orgulho para qualquer portista, mas tem os seus grandes problemas. De facto, qualquer internacional está propício a uma lesão e os jogadores internacionais do FC Porto não são exceção. Resta saber se algum desses possíveis lesionados recuperará a tempo do embate frente ao líder FC Famalicão, para não falar nos dois confrontos anteriores que os dragões têm.

Outro exemplo de uma consequência negativa desta paragem no campeonato é a possível quebra de ritmo dos jogadores pela falta de jogos, mas este não parece ser um problema que tire o sono à equipa técnica de Sérgio Conceição, isto porque é sempre possível marcar jogos particulares contra outras equipas, o que também serve para dar minutos nas pernas de jogadores menos utilizados que finalmente procuram afirmar-se de dragão ao peito.

São estas as repercussões que eu considero possíveis para este FC Porto na paragem do campeonato nacional. Contudo, enganem-se aqueles que pensam que estas consequências afetam apenas o FC Porto, pois estas são um padrão para todas as grandes equipas.

Foto de capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira