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Antevisão GP Tailândia: Marc Márquez, não caias na corrida

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O mundial de motociclismo vai ao Buriram International Circuit pela segunda vez consecutiva. Em 2018, Marc Márquez venceu sobre Andrea Dovizioso e Maverick Vinales completou o pódio.

Este ano, as coisas não parecem estar muito diferentes. Nesta ronda, Márquez pode-se sagrar campeão mundial se terminar com mais dois pontos que Andrea Dovizioso. Mas as coisas não têm sido fáceis para o piloto da Honda. Márquez, na sua procura por tempos mais rápidos, caiu algumas vezes, tendo sido a mais violenta na primeira sessão de treinos livres.

Apesar desta queda, o espanhol voltou para tentar ser o mais rápido, para partir da pole position no domingo. Mas as honras ficaram para a Yamaha. Mas não uma Yamaha oficial, mas sim a Yamaha Petronas de Fabio Quartararo que bateu o recorde de pista (1:29.719s). E, tal como Márquez, também caiu, mas só depois de ter feito o seu melhor tempo.

Assim, Marquez parte da terceira posição, tendo ao seu lado a companhia de Maverick Vinales. Outra vez estes dois pilotos parecem numa boa posição para repetirem o pódio do ano de 2018.

Já Miguel Oliveira teve problemas com o travão traseiro da sua KTM. Apesar disso, Oliveira conseguiu chegar até à 17º posição, com um tempo de 1:31.499s.

Miguel Oliveira teve problemas com o travão traseiro
Fonte: Red Bull KTM Tech 3

Na Tailândia a Yamaha parece estar em vantagem. Nas quatro sessões de treinos livres, três tiveram Yamaha como a moto mais rápida. Claro que nunca se pode descartar a Honda de Marc Márquez. Mas Andrea Dovizioso pode ter uma palavra a dizer.

Quanto a Miguel Oliveira tem mais uma hipótese de trazer pontos para o campeonato, se conseguir resolver os problemas da qualificação.

Fonte: MotoGP

E não se esqueçam, a corrida amanhã é às 8h da manhã, pois o MotoGP esta no continente asiático.

Foto De Capa: PETRONAS SRT

Académica OAF 1-0 SL Benfica B: Em dia de reflexão, Briosa acabou com as dúvidas

Coimbra teve um doce despertar. A sua Académica voltou a ganhar para o campeonato cinco jogos depois, assinando uma das melhores exibições da temporada as custas de um Benfica B bastante macio.

A Briosa entrou disposta a terminar o jejum de vitórias no campeonato, dispondo de duas boas ocasiões no quarto-de-hora inicial. Primeiro por intermédio de Leandro, que, isolado por Ricardo Dias, atirou ao lado da baliza de Svilar e, depois, numa iniciativa individual de Mauro Cerqueira, que não fez melhor que o seu companheiro após invadir o lado direito da defesa encarnada.

Essa foi, de facto, a via de acesso preferencial da Académica em busca da felicidade, usando o balanceamento ofensivo do seu lateral esquerdo como ponto de partida para desnortear o adversário, já que Ki partia da esquerda para o meio e aumentava o leque de opções em zona de finalização.

O Benfica tentava sacudir a pressão, mas a impetuosidade do meio-campo da Briosa (Ricardo Dias e Leandro Silva estiveram irrepreensíveis na recuperação de bola) impedia qualquer tipo de veleidade aos encarnados e o campo inclinava-se para a baliza de Svilar.

Foi neste contexto que Leandro (remate de longe), Mike (num vistoso remate de calcanhar) e Osei (num remate que embateu no poste e voltou a Svilar) voltaram a ameaçar um golo que, sentia-se, era uma questão de tempo até aparecer.

Chegou aos 38 minutos. Na sequência de um canto batido por Leandro Silva, surge um desvio ao primeiro poste e Silvério aparece, sem marcação, a inaugurar o marcador.

Até ao final do primeiro tempo, o Benfica conseguiu esboçar uma reação, através de Pedro Henrique, mas o remate saiu prensado e o resultado manteve-se até ao intervalo.
Académica assinou as 10 regras de ouro FIFA
Fonte: Bola na Rede

Ao intervalo, Renato Paiva tentou agitar as coisas no ataque, fazendo entrar Gonçalo Ramos e Umaro Embaló para os lugares de Pedro Henrique e Rodrigo Conceição, respectivamente.

A intenção seria, eventualmente, dar frescura ao ataque, mas a pressão ofensiva da Académica impediu que a bola lhes chegasse em condições e pertenceram À Briosa as melhores ocasiões de perigo no início da segunda parte – Leandro, por duas vezes, cheirou o golo, mas Svilar estava atento.

O Benfica precisava de um elo de ligação entre o meio-campo e o ataque. Renato Paiva chamou  Tiago Dantas e o miúdo pareceu mudar o jogo dos encarnados para melhor. Os encarnados conseguiram ter mais bola no meio-campo contrário e até dispuseram de uma boa ocasião para empatar. David Tavares, porém, atirou muito por cima.

Essa, porém foi a única situação de real perigo criada pelos encarnados até final do encontro e a verdade é que deu sempre a sensação de estar a Académica mais perto do 2-0 (Leandro e João Mendes dispuseram de boas ocasiões) do que o Benfica do 1-1.

O resultado final peca, portanto, por escasso dado o volume de jogo criado pelos estudantes que ainda perderam o seu treinador, expulso a cinco minutos do final.

Depois de algumas dúvidas relativamente à sua qualidade, a Académica aproveitou o dia de reflexão para as desfeitar.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Académica OAF: Mika, Mike, Silvério, Zé Castro, Mauro Cerqueira; Ricardo Dias, Leandro, Ki (Traquina 77’), Barnes Osei; João Mendes (Pedro Pinto 90’) e Lacerda (Romário 71’).

SL Benfica B: Svilar, João Ferreira, Morato, Kalaica, Frimpong; Vukotic (Tiago Dantas 69’), Mendes, David Tavares; Conceição (Embaló 46’), Nuno Santos e Pedro Henrique (Gonçalo Ramos 46’).

Inglaterra 39-10 Argentina: Ingleses terminam com sonho argentino

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Nesta terceira jornada do mundial de Rugby, a pressão estava do lado argentino, que discutia, perante a poderosa Inglaterra, a permanência na competição. Só a vitória interessava aos sul americanos para passar à fase seguinte.

Do lado argentino houve apenas uma alteração no 15 titular relativamente ao último jogo, sendo esta na terceira linha, com Ortega Desio no lugar de Tomas Lezana. Já Eddie Jones promoveu nove mudanças na equipa inicial, com destaque para o regresso do capitão Owen Farrell.

A equipa comandada por Mario Ledesma entrou bem no jogo, tendo sido a primeira equipa a pontuar através de uma penalidade aos postes de Benjamin Urdapilleta. O domínio argentino não durou muito tempo até que à passagem pelo minuto 8, Jonny May fez o primeiro ensaio do jogo. Uma situação de dois para dois na linha de 5 metros argentina levou o ponta inglês a marcar, assistido por George Ford.

O jogo ficou fortemente marcado pelo episódio que ocorreu ao minuto 17. A equipa argentina viu-se reduzida a catorze jogadores graças a uma placagem perigosa de Tomas Lavanini sobre Owen Farrell.

A partir da expulsão o jogo teve apenas um sentido. Os ingleses passaram a dominar nos domínios da posse e do território.

Na primeira parte, os ingleses marcaram ainda dois ensaios através de Elliot Daly e Ben Youngs. A missão argentina estava cada vez mais difícil uma vez que se encontravam com um jogador a menos e perdiam por 15-3.

O rumo dos segundos quarenta minutos foi o mesmo. Os ingleses impuseram um jogo mais dinâmico, resultando em três ensaios. O primeiro dos quais foi marcado por George Ford, garantido assim o ponto bónus ofensivo à seleção da rosa.

George Ford fez o primeiro ensaio da segunda parte
Fonte: England Rugby

Apesar da inferioridade numérica e do forte ritmo de jogo imposto pelos ingleses, os Pumas não deixaram de procurar o ensaio de honra, que viria a aparecer ao minuto setenta, através de uma jogada estudada após uma fase estática. O autor do ensaio foi o ponta Matias Moroni.

Com a equipa argentina completamente desgastada e abalada animicamente, os britânicos ainda tiveram tempo para marcar dois ensaios. Um deles resultou da velocidade e explosão de Jack Nowell. Já ao cair do pano, Luke Cowan-Dickie aproveitou um maul progressivo inglês para marcar o seu terceiro ensaio na competição.

Em suma, o jogo foi altamente condicionado pela placagem do segunda linha argentino sobre o capitão inglês. A Inglaterra confirmou-se como candidata ao título mundial, ao dominar o jogo em praticamente todos os capítulos. Se se confirmar a vitória da França contra Tonga, a Argentina não avançará na competição.

Intermitência exibicional do FC Porto!

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A derrota do FC Porto diante dos holandeses do Feyenoord Rotterdam voltou a revelar uma inconstância exibicional que tem sido várias vezes notória ao longo desta época. O resultado é um pouco injusto e o azar bateu à porta dos azuis e brancos com muitas oportunidades desperdiçadas, sendo que algumas delas por mera infelicidade. Isso não invalida os problemas revelados no processo defensivo e na incapacidade de controlar o jogo em posse.

É evidente que as alterações que o onze base sofreu, esta época, são uma atenuante e certas rotinas e movimentações demoram sempre um pouco a ficarem cimentadas. Mas certas falhas de concentração e alguns erros individuais começam a ser preocupantes e precisam ser analisados profundamente. Estou certo que a equipa técnica portista está atenta a todas estas situações e que os problemas estão devidamente identificados.

O FC Porto esta época realizou um grande jogo que foi diante o SL Benfica, no estádio da Luz. Depois, teve outros jogos bastante interessantes, como foi o caso da vitória em Krasnodar, ou diante o Vitoria FC. Depois teve vários jogos onde realizou excelentes primeiras partes mas, caiu muito no segundo tempo e, com isso, teve de sofrer bastante para garantir as vitórias. Os jogos em Portimão e Vila do Conde são prova disso.

Marchesín tem sido uma das grandes figuras do FC Porto
Fonte: FC Porto

Não é usual no FC Porto ao fim de 12 jogos oficiais averbar já três derrotas. Mas, este cenário deve ser enquadrado no contexto e existem razoes para este arranque de época um pouco titubeante. Muitas mudanças no plantel, várias contratações que chegaram tarde e, tudo isso, faz com que seja preciso algum tempo para que Sérgio Conceição consiga retirar todo o potencial dos jogadores.

Algo que deve ser destacado é a qualidade das contratações que o FC Porto realizou. Marchesín é o melhor guarda-redes do Campeonato, Marcano parece que nunca saiu do clube, Uribe já fez esquecer Herrera, Luis Díaz e Nakajima já demonstraram que são mais-valias e Zé Luis é o ponta-de-lança mais completo que atua em Portugal. Até ao momento, a única contratação que não funcionou foi o internacional argentino Saravia. Convém também não esquecer, o regresso de Sérgio Oliveira, que vai ser importante ao longo da época e as apostas em jovens da formação, com destaque para Romário Baró. O início da época não foi o desejado mas existe qualidade, quer na equipa técnica, quer no plantel para realizar uma época de excelente nível.

Foto de capa: UEFA

Uma análise aos próximos 5 adversários do FC Porto

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Terminada a série de oito vitórias consecutivas do FC Porto, que começara frente ao Vitória FC (4-0) e acabara no apito para o final do jogo em Roterdão, contra o Feyenoord Rotterdam, o FC Porto prepara agora os próximos jogos. O adversário que se segue é o SC Coimbrões, num jogo que será a contar para a terceira eliminatória da Taça de Portugal.

Até ao fim do mês de outubro, os azuis e brancos jogarão quatro vezes. Mais precisamente, serão quatro partidas em 11 dias. Um calendário muito preenchido nunca é bom para a gestão do físico, mas se os dragões querem lutar por todas as frentes Sérgio Conceição vai ter de ser cirúrgico no alinhamento e na “logística” da equipa.

Alguns jogos terão um grau de dificuldade e importância maior que ouros, mas todos requerem especial atenção. Pelo meio, haverá uma deslocação à ilha da Madeira para defrontar o CS Marítimo no traiçoeiro Estádio dos Barreiros.

Nos últimos anos, o emblema madeirense consegue sempre bons resultados frente aos três grandes e apesar de este ano ainda não terem encontrado a forma mais regular, poderão ser verdadeiros criadores de perigo. Os dois jogos em casa frente ao Rangers FC e o FC Famalicão serão também jogos de “alto” calibre e a máquina portista precisa de estar afinada ao máximo para duas partidas cruciais. Analisemos mais profundamente então os jogos em questão.

SOS Anderlecht: um clube à deriva

É sem dúvida o clube mais sonante da Bélgica mas atualmente os ventos não sopram de feição para os lados do RSC Anderlecht. Os roxos e brancos atravessam águas turbulentas e a navegação dificulta-se quando não há estabilidade ao leme. Em pouco mais de dois meses o clube já teve três treinadores diferentes, despediu o diretor técnico e está afundado na tabela classificativa da liga Belga.

Com nove jogos disputados no campeonato, a equipa da comuna de Anderlecht, cidade de Bruxelas, soma seis pontos e ocupa o 13º lugar da classificação. Uma prestação no mínimo tímida, para um clube que é um crónico candidato ao título no seu país e que conta com uma Taça UEFA, duas Supertaças Europeias e duas Taças das Taças no seu museu, para além de várias dezenas de troféus nacionais.

Recentemente o clube sofreu para derrotar o modesto Beerschot Wilrijk (2ª divisão Belga) nos 1/16 da Taça da Bélgica e depois do empate a zero no último fim-de-semana frente ao Waasland-Beveren, penúltimo classificado da Jupiler Pro League, algumas dezenas de adeptos manifestaram o seu desagrado com a atual situação do clube. A instabilidade que o Anderlecht atravessa deve-se principalmente ao desgoverno e à falta de um líder na equipa, que já vai no terceiro treinador esta época quando ainda só estamos no início de Outubro.

Ora vejamos como se passou esta “dança das cadeiras”: Vincent Kompany, antiga estrela do Manchester City FC, foi apontado como treinador-jogador no final da temporada passada. Mas as funções do defesa belga como treinador-jogador duraram apenas quatro jogos oficiais: na sequência dos maus resultados e das fracas exibições da equipa, Kompany cedeu o lugar de timoneiro a Simon Davies, que desempenhava anteriormente as funções de treinador-adjunto. Mas o papel do galês ao leme do Anderlecht durou pouco e ao fim de dois meses de competição o clube apresenta agora o seu terceiro treinador esta época, com Frank Vercauteren, histórico jogador do clube e antigo treinador do Sporting CP, a ser chamado para segurar o barco e evitar que se afunde ainda mais.

Frank Vercauteren está de regresso ao comando do Anderlecht
Fonte: RSC Anderlecht

Para além disso o Anderlecht também anunciou esta semana a demissão de Frank Arnesen como diretor técnico do clube. Há muito que a comunicação social e os adeptos se perguntavam sobre quais as reais funções do ex-jogador no clube e a direção decidiu “limpar a casa” e terminar o ciclo do dinamarquês. Este é apenas mais um sinal da instabilidade que reina no clube da cidade de Bruxelas.

No comunicado enviado aos meios de comunicação, a administração do Anderlecht destaca a escolha de Vercauteren por ser um homem da casa, com uma enorme bagagem de futebol e um conhecimento ímpar do futebol belga. Ao mesmo tempo, a direção acredita que o novo treinador se encaixa perfeitamente na filosofia do clube, focada no trabalho com jovens e em apresentar um futebol atraente e ofensivo.

Se é verdade que o clube tem um plantel jovem e reforçou a aposta na formação, também não é menos verdade que é no ataque que o Anderlecht tem apresentado mais debilidades. Com apenas seis golos marcados no campeonato, os roxos e brancos são o segundo pior ataque da competição, um dado que mostra que o vento não tem estado de feição no momento do remate.

Apesar de a época ainda estar no início, o clube precisa desesperadamente de alguém que assuma o leme, conduza a equipa a águas mais calmas e siga a rota dos títulos. E se há alguém que conhece esse caminho é Vercauteren, uma vez que já levou o clube à glória como jogador e como treinador.

Foto de Capa: RSC Anderlecht

Uma convocatória marcada por regressos e uma estreia inesperada

A seleção nacional regressa aos relvados no próximo dia 11 de outubro. Em causa estão dois jogos de qualificação para o Campeonato da Europa de 2020. O primeiro jogo ocorre em Alvalade e vai opor Portugal frente ao Luxemburgo; já o segundo ocorre três dias depois frente à Ucrânia, em Kiev.

A lista de convocados foi divulgada no passado dia 3 de outubro e contou com várias novidades nos 25 convocados. Houve várias surpresas, alguns regressos e até uma estreia.

Guarda-redes: Rui Patrício, Beto e José Sá;

No que diz respeito aos guarda-redes, Fernando Santos repetiu a última convocatória.  Rui Patrício é atualmente o guarda-redes titular e manter-se-á assim até corresponder às expectativas do selecionador. Quanto a Beto e José Sá, é justa a sua convocação dado a boa performance nos seus clubes. A única surpresa terá sido a não convocação de Anthony Lopes, porém deve estar relacionado com o facto de ter pedido para não ser convocado na última convocatória.

Defesas: Nelson Semedo, Ricardo Pereira, José Fonte, Pepe, Ruben Dias, Ruben Semedo, Raphael Guerreiro e Mário Rui;

Na defesa, o destaque recai para a entrada de Ricardo Pereira e Rúben Semedo. O primeiro já há muito que merecia uma convocatória dada a sua prestação no Leicester City FC”, recordo que tem estado em destaque com nomeações para o melhor jogador do mês da Liga Inglesa, tendo também arrecado prémio de melhor jogador da temporada transata dos “foxes”; já Rúben Semedo está de regresso após ter feito uma segunda metade da época muito positiva ao serviço do Rio Ave FC, e sobretudo pelo inicio surpreendente ao serviço do PAE Olympiacos. Recordo que esta é a primeira vez que o central é convocado para a seleção principal, e pode ser vista como um prémio após estar numa situação delicada, e ter tido o mérito de conseguir dar a volta.

A nível de saídas, o destaque recai para a saída de João Cancelo. O lateral tem estado afastado das opções iniciais de Pep Guardiola, e como tal era injusto convocá-lo em detrimento de Ricardo Pereira. Outra das saídas foi a de Daniel Carriço, que tem estado fora das opções do Sevilha FC por lesão.

Médios: Danilo, Ruben Neves, William Carvalho, Bruno Fernandes, João Mário, João Moutinho e Pizzi;

A nível do meio campo, a maior novidade recai no regresso de João Mário às opções de Fernando Santos. O médio do FK Lokomotiv esteve afastado vários meses da seleção, e regressa, agora, após conseguir afirmar-se na liga russa. Em seu detrimento saiu Renato Sanches, o medio do Lille OSCM não tem correspondido às expetativas que lhe foram apontadas, e tarda a afirmar-se ao mais alto nível.

Avançados: Cristiano Ronaldo, Bernardo Silva, João Félix, André Silva, Gonçalo Guedes, Rafa Silva e Bruma

No setor mais avançado há dois nomes que devem ser destacados: André Silva e Bruma. O avançado do Eintracht Frankfurt retornou aos golos e às boas exibições em solo alemão, dado que fez com que o senhor engenheiro o chamasse de volta à seleção. Já Bruma regressa após ter feito boas exibições ao serviço do PSV Eindhoven.

A maior injustiça, na minha opinião, acaba por ser a não convocatória de Gonçalo Paciência. O avançado leva atualmente seis golos marcados pelo Eintracht Frankfurt, mais quatro que André Silva. Porém tratando-se de jogos de qualificação percebo a opção de Fernando Santos, uma vez que o ex-avançado do AC Milan já tem rotinas com os colegas, e o mesmo não acontecia com Paciência, que nunca foi convocado.

Foto de Capa: FPF

Carta Aberta a Sebastián Coates

Sebastián Coates, tens sido nos últimos anos um pilar na defesa leonina. Com grandes cortes e “dobras” que enchiam os olhos aos sportinguistas e a tua veia goleadora já deu muitas alegrias em jogos que estavam muito complicados para a turma leonina. Como tal, e antes de falar das tuas últimas exibições, é fundamental recuperares essa tua garra e espírito de sacrifício, únicos e que te são tão característicos, porque sempre foste um dos que mais sentiu a camisola.

Mas, como o passado já lá vai e o que importa é o presente, os teus recentes auto-golos têm manchado uma reputação que parecia intocável e o porquê destas tuas últimas exibições ainda continuam por explicar. Todos os sportinguistas não conseguem compreender tais erros que, infelizmente, tem saído bem caro nas aspirações da equipa verde e branca.

O central uruguaio viveu, talvez, o seu pior período de leão ao peito
Fonte: Liga Portugal

Quando uma equipa não está confiante, é normal que os jogadores errem com mais frequência e, verdade seja dita, tirando Bruno Fernandes nenhum jogador do Sporting está a render o esperado. Contudo, as tuas últimas exibições demonstram que andas perdido em campo, por vezes a hesitar, e já sabes que, a este nível, quem hesita acaba por ser ultrapassado. Acredito que a pressão seja muita e que quaisquer erros que vocês cometam, serão uma arma de arremesso para vos julgar, quer tenham a culpa ou não, mas não se podem deixar intimidar por nada nem por ninguém, só assim conseguirão honrar o símbolo que levam no peito.

Agora há que aproveitar a vinda do novo treinador para esquecer os fantasmas do passado e seguir em frente: aproveitar que Silas gosta de um futebol atacante, porque é uma questão de tempo até te conseguires adaptar às novas ideias do treinador e voltares ao teu melhor. A época ainda agora começou, ainda são muitos os pontos por disputar, e se toda a equipa entrar com a tua garra característica, certamente que teremos muitas mais hipóteses de sucesso.

Foto de Capa: Bola na Rede

2.ª Jornada da Liga dos Campeões: A revolta do fã de Ronaldo

A Liga dos Campeões é a competição mais importante da Europa a nível de clubes. É a liga onde jogam a emoção, o prestígio, a honra e até mesmo o dinheiro. O verdadeiro adepto de futebol parece que até acorda com melhor disposição em dia de Liga dos Campeões e fica o dia todo à espera da hora do jogo para se sentar no sofá em frente à televisão e com o telemóvel na aplicação dos resultados. Terça-feira não foi exceção e deu-se assim início a mais uma ronda da prova.

A 2ª jornada da Liga dos Campeões ficou marcada por equipas que surpreenderam, uma ou outra que desiludiu, no entanto, o que existiu em comum em todos jogos à exceção do Genk-Napoli foi o golo. Nada a que o adepto não esteja habituado, devido à abundância de golos na prova, e muito deles de tirar o chapéu, o que não foi exceção esta semana. Vou, portanto, destacar os momentos-chave desta ronda.

Dia 8 dos Mundiais: Um hino ao atletismo

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Um dia memorável para o atletismo! Numa sessão bastante curta, assistimos à melhor prova feminina de 400 barreiras da história, a uns 3.000 obstáculos masculinos excitantes, ganhos com a menor diferença da noite (!) e a uns 400 metros com uma marca fantástica para o Ouro. Em relação aos concursos, nada há para nos queixarmos também: a estrela local brilhou num concurso verdadeiramente emocionante de Salto em altura e houve um festival de boas marcas cubanas no Disco.

AS FINAIS DE HOJE

A muito esperada final feminina dos 400 metros barreiras deu tudo o aquilo que todos nós queríamos e muito mais. Dalilah Muhammad (USA) – que já havia batido o recorde mundial – disparou desde o tiro de partida para uma volta perfeita à pista com barreiras. Sempre muito forte, Dalilah tinha uma considerável vantagem à entrada da meta sobre Sydney McLaughlin (USA) e, embora essa diferença se tenha reduzido, isso foi o suficiente para conquistar o Ouro nestes Mundiais, com um novo RECORDE MUNDIAL, baixando a sua marca para 52.16 segundos!

A Prata foi para a jovem Sydney McLaughlin, de 20 anos, que correu em 52.23 segundos, no que há três meses atrás seria um recorde mundial  – Muhammad bateu o recorde que durava há 16 anos durante o mês de Julho – subindo a 2.ª atleta mais rápida da história. A medalha de Bronze foi para Rushell Clayton (JAM), com um grande recorde pessoal de 53.74 segundos, sendo que Lea Sprunger até bateu o recorde nacional suíço (54.06) sem que isso tenha chegado para uma medalha.

Nos 3.000 metros Obstáculos masculinos, grande prova, emocionante e disputada até ao final, com uma vitória ao limite de Conseslus Kipruto (KEN), confirmando os rumores de que estava totalmente recuperado de lesão e ultrapassando Lamecha Girme (ETH) mesmo em cima da meta. O etíope fez uma prova estupenda, deu tudo o que tinha e não tinha, batendo o recorde nacional da Etiópia aos seus 20 anos e alcançando uma excelente medalha de Prata. Kipruto fechou em 8:01.35 e Girme em 8:01.36. O queniano renova, assim, o título mundial, numa época em que muitos duvidavam que fosse capaz de cá chegar na máxima força.

Mais um título para Kipruto. Sempre pronto para grandes competições!
Fonte: IAAF

A completar o pódio, no 3.º lugar, Soufiane El Bakkali (MOR), em 8:03.76, não sendo ainda desta que chega ao Ouro em eventos globais. O 4.º – Getnet Wale (ETH) – e o 5.º – Djilali Bedrani (FRA) – também bateram recordes pessoais hoje em Doha.

A última final da noite, os 400 metros masculinos, parecia descaracterizada com a ausência de Wayde van Niekerk (o sul-africano, recordista e campeão mundial, ficou de fora dos Mundiais por lesão) e de Michael Norman (USA), o líder mundial que foi eliminado nas semifinais. Fred Kerley (USA), que venceu a Diamond League no ano passado e que até já tinha batido Michael Norman este ano nos Nacionais norte-americanos era o grande favorito quando as luzes se acenderam de novo no estádio, depois do espetáculo luminoso na apresentação dos atletas.

Kerley arrancou forte e parecia bem encaminhado nos primeiros 200 metros, mas Steven Gardiner (BAH) que até aí mantinha-se a uma pequena distância do norte-americano e com Kerley controlado, arrancou para uns fulminantes 200 metros finais, terminando em impressionantes 43.48 segundos, um novo recorde pessoal para o atleta que havia sido Prata em Londres e um incrível novo recorde nacional das Bahamas. Gardiner que tinha, à partida para esta prova, um recorde pessoal de 43.87, e um melhor da época de apenas 44.13 feitos na semifinal, estava de boca aberta no final e todo o estádio pareceu ter ficado assim, pois até o sistema de som avariou e nem o anúncio do vencedor se ouviu.

Até o estádio ficou em silêncio
Fonte: IAAF

Fred Kerley (USA), que era o favorito, nem conseguiu chegar à Prata, contentando-se com o Bronze em 44.17 segundos, sendo que a medalha de Prata foi para Anthony Zambrano, de 21 anos, com uma ponta final impressionante, correndo em 44.15 segundos e batendo o recorde da América do Sul.