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Everton FC 1-3 Manchester City FC: Encurtar a distância para o Liverpool em… Liverpool

O Manchester City teve este sábado mais um difícil teste na caminhada para a retenção dos galardões de campeão, desta feita numa visita a Goodison Park, terreno do Everton. Pep Guardiola apresentou algumas alterações no onze inicial, relativamente à equipa que destruiu por completo o Watford na última jornada (incríveis 8-0), sendo o maior destaque a saída do português Bernardo Silva, que havia assinado um hattrick. Já do lado dos de Liverpool, Marco Silva fez duas mexidas em relação aos titulares que perderam em casa com o Sheffield United, trocando Bernard por Walcott e Moise Kean por Calvert-Lewin.

O jogo começou mal para os “Toffees”, uma vez que, logo aos sete minutos, foram obrigados a substituir Theo Walcott, tendo mesmo sido obrigado a abandonar o relvado de maca, após ter sido fortemente atingido na cabeça pela bola. Quando a partida reatou, a primeira grande oportunidade de golo surgiu para os “Citizens”, com Mahrez a ganhar a linha de fundo, pela direita, e a servir Gundogan, que apesar de ter a baliza completamente livre, atirou à barra.

A baliza de Pickford continuou constantemente sob ameaça, com Sterling e Mahrez em destaque, tendo sido este último quem iniciou o lance que deu o primeiro golo do City, aos 25 minutos: a bola chegou a De Bruyne, vinda do argelino, e foi colocada de forma perfeita na cabeça de Gabriel Jesus, que apontou o segundo golo da sua conta pessoal nesta edição da Premier League. Mais uma assistência de Kevin De Bruyne nesta temporada, sendo já nove ao serviço do clube e mais três ao serviço da seleção belga!

Apesar da supremacia da equipa de Manchester ser evidente, quem chegou ao golo foi o Everton, numa resposta ao tento que haviam sofrido oito minutos antes. Após alguma confusão na área dos pupilos de Guardiola, a bola sobrou para Seamus Coleman, que a picou por cima de Ederson e viu o jovem Calvert-Lewin “roubar-lhe” o golo mesmo em cima da linha de baliza, com um cabeceamento em mergulho.

A partir deste momento, o jogo começou a ficar mais partido, sendo notórias as dificuldades dos “Citizens” em ligar o jogo e estando também percetível um aumento de confiança no lado dos “Toffees”. No entanto, não se registaram quaisquer ataques perigosos até ao intervalo e este chegou com o resultado empatado, sendo mais “amigo” do Everton do que do Manchester City.

Calvert-Lewin a “mergulhar” para o golo do empate
Fonte: Premier League
Com o reatar da segunda parte veio ainda o ritmo baixo e monótono que havia fechado o primeiro tempo. Só aos 55 minutos surgiu uma oportunidade de golo, e teve que ser através de uma bola parada (um livre de Digne encontrou a cabeça de Mina, que atirou para defesa de Ederson, para canto).

O City respondeu cinco minutos depois, com Mahrez a isolar Sterling com um passe magnífico, mas sem que o inglês conseguisse finalizar com sucesso. O extremo argelino estava a protagonizar uma excelente exibição e, para coroá-la da melhor forma, assinou um livre direto esplêndido, reatribuindo a vantagem no marcador aos “Citizens”. Com 1-2 no marcador e faltando cerca de 20 minutos para o fim do jogo, os “Toffees” teriam que lançar-se na busca pelo golo do empate.

O primeiro lance em que o Everton criou verdadeiro perigo, após estar de novo em desvantagem, foi protagonizado uma vez mais por Yerry Mina, e novamente através de um cabeceamento na sequência de uma bola parada, mas Ederson respondeu com uma parada fenomenal. Apesar desta tentativa, a equipa de Liverpool voltou a sofrer, desta feita com Raheem Sterling a marcar um golo que precisou da ajuda da tecnologia da linha de golo para ser validado. O extremo britânico apontou o sexto golo no campeonato inglês, ainda que não tenha protagonizado a exibição mais conseguida que já o vimos realizar.

Até final, o Everton ainda tentou correr atrás do prejuízo, mas o Manchester City não deu qualquer hipótese e segurou a vitória. Um resultado justo, a favor da equipa que mais procurou a vitória, embora não tenha sido o City avassalador que se mostrou na jornada passada.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Everton FC: Pickford; Coleman; Keane; Yerry Mina; Lucas Digne; Schneiderlin (Tom Davies, 81’); Fabian Delph; Theo Walcott (Alex Iwobi, 7’; Moise Kean, 74’); Sigurdsson; Richarlison; Calvert-Lewin.

Manchester City FC: Ederson; Kyle Walker; Otamendi; Fernandinho; Zinchenko; Rodri; Gundogan; Kevin De Bruyne (Bernardo Silva, 80’); Riyad Mahrez; Sterling (David Silva, 87’); Gabriel Jesus (Aguero, 66’).

Sporting CP 7-0 Hockey Sarzana: Obrigado por teres vindo, Sarzana. Olá, FC Porto!

Campeão europeu que se preze não treme em casa. Frente a um jovem e frágil Hockey Sarzana, o Sporting CP materializou o seu favoritismo teórico e marcou um encontro à portuguesa com o FC Porto na final de amanhã da Taça Continental de Hóquei em Patins.

Será a reedição da final da Liga Europeia da época transata e da final do torneio de pré-temporada Elite Cup (no somatório, o Sporting CP ganha 1-1 – venceu a final mais importante). Isso é amanhã, hoje o que se passou foi o seguinte.

Melhor início para o campeão europeu não podia haver: nos primeiros segundos de jogo, Pedro Gil, numa iniciativa individual que deixou de rastos a equipa italiana, colocou o Sporting CP em vantagem. Aos oito minutos foi a vez de João Souto desviar um remate de Matías Platero e aumentar a vantagem verde e branca. O domínio da partida manteve-se no lado português e, com naturalidade, o Sporting CP continuou a impor a sua superioridade, fruto de ser uma equipa mais madura, melhor apetrechada de individualidades e, coletivamente, bem mais dinâmica e prolífica.

A 13 minutos do intervalo, Ferran Font recuperou a bola junto à tabela, no meio rinque defensivo sportinguista, e fez questão de a levar até ao equador da metade do rinque emprestada ao Hockey Sarzana. Lá chegado, desferiu um remate indefensável, bem ao seu estilo, e colocou o resultado em 3-0. Resultado – e Sporting CP – confortável, mas justo, numa partida pautada pelo claro domínio português.

A inexperiência da jovem equipa italiana ia fazendo-se notar. Faltavam ideias e capacidade para atacar, recorrendo os hoquistas transalpinos a remates inócuos e inofensivos meia distância, travados, quando seguiam na direção da baliza, por Girão, com demasiada facilidade. A três minutos e trinta segundos do fim, o Sarzana demonstrou de forma cabal ser uma equipa pouco “rodada”: deixou terminar o tempo de ataque (45 segundos) sem tentar sequer rematar à baliza, tendo a oportunidade de o fazer, ainda que fosse em desespero.

A menos de dois minutos do fim, oportunidade inusitada para os italianos. Raúl Marín viu o cartão azul e o Sarzana dispôs do consequente livre direto. No entanto, Ipiñazar não conseguiu superar Girão. O guarda-redes português levou a melhor… das duas vezes. O árbitro da partida mandou repetir após a primeira defesa do campeão mundial por Portugal, que voltou a superiorizar-se no frente-a-frente com o argentino do Hockey Sarzana.

O Sporting CP ficou, assim, em desvantagem numérica, mas conseguiu ser melhor do que o adversário e conquistou mesmo um livre direto. Francesco Rossi cometeu falta e foi admoestado com o cartão azul. Ferran Font assumiu a marcação do devido livre direto, mas não foi capaz de bater Corona, quando faltavam jogar-se quatro solitários segundos no primeiro tempo. Ao intervalo, 3-0 favorável à equipa da casa e bastante desanimador para o finalista vencido da Taça CERS.

Segunda parte como a primeira. Domínio do Sporting CP sob protesto abafado do Sarzana. Menos oportunidades nos primeiros cinco minutos, mas jogo perfeitamente controlado pelo campeão europeu. Aos sete minutos do segundo tempo, após o cartão azul visto por Davide Borsi, João Souto falhou o livre direto a que teve direito. No entanto, redimiu-se, fazendo o 4-0 pouco tempo depois, com o Sporting CP a beneficiar do power-play resultante do cartão de Borsi.

Do outro lado do rinque, Girão e Ipiñazar entretiveram-se a repetir as cenas que já haviam ensaiado na primeira parte. Chegado à décima falta, o Sporting CP dependia de Girão para evitar que a turma de Alessandro Bertolucci reduzisse a desvantagem que vigorava no marcador, visto que Ipiñazar usufruía do livre direto de “castigo” da dezena de faltas. E, mais uma vez, o guardião sportinguista foi superior ao hoquista de 21 anos, que, nesta fase de aprendizagem da carreira, leva uma boa lição para casa.

Fonte: Sporting CP

A dez minutos do final, momento agridoce para o Hockey Sarzana. Doce porque conquistou um livre direto, após falta e consequente cartão azul de Ferran Font, “agri-” porque Andrea Fantozzi, que sofreu a falta, viu o cartão vermelho por protestos. Na sequência, livre direto (de novo) desperdiçado por Ipiñazar – desta feita, o argentino não deu sequer trabalho a Girão, tendo perdido o norte na tentativa de fintar o guardião verde e branco.

Jogava-se, então, em quatro para quatro (três para três, no respeitante a jogadores de campo). De forma infantil, um dos hoquistas mais velhos da turma italiana cometeu falta para cartão azul, conseguindo a proeza de tornar ainda mais delicada uma situação que já o era há muito tempo. Além disso, tratava-se de Francesco Rossi, que já havia visto o cartão azul na partida. Na sequência, mais uma lição para Ipiñazar, lecionada por Raúl Marín. O espanhol bateu com sucesso e com facilidade o livre direto e o campeão europeu chegou à manita.

A quatro minutos do fim, o Sarzana alcançou a desagradável marca das dez faltas. No entanto, Marín não conseguiu repetir o feito de havia minutos e o Sporting não chegou aos 6-0… aí. Todavia, não tardou até que Toni Pérez obrigasse à utilização das duas mãos para assinalar o resultado. “Quem marca seis, marca sete”, deve ter pensado Gonzalo Romero, quando, já no último minuto, fechou o resultado em 7-0 para o Sporting CP.

 

CINCOS INICIAIS

Sporting CP: 61- Ângelo Girão (GR), 14- Alessandro Verona, 9- Pedro Gil, 17- Matías Platero, e 44- João Souto.

Hockey Sarzana: 10- Simone Corona (GR), 11- Davide Borsi, 57- Francesco Rossi, 78- Jeronimo García e 8- Francisco Ipiñazar. 

Pinto da Costa à procura de ser ainda mais histórico

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17 de abril de 1982. Já lá vão 37 anos. Um dia histórico para o FC Porto como instituição, para Jorge Nuno Pinto da Costa e para os seus adeptos. Este foi o dia em que Pinto da Costa venceu as eleições para a presidência dos dragões. Tornou-se o 33º presidente dos azuis e brancos e desde então que esse número não mudou. Muito por culpa do próprio que veio dar toda uma nova dimensão ao clube da cidade Invicta, que outrora, numa era pré-Pinto da Costa, estava com um rumo decadente.

O atual presidente do FC Porto não veio trazer apenas o mérito para o futebol, mas sim em outras tantas modalidades como o hóquei, o andebol e o atletismo. Esta semana, com 81 anos, o homem grande do emblema azul e branco anunciou que está a preparar a 15ª candidatura ao clube do seu coração. O dirigente com mais títulos da história do futebol tem muitos planos para cumprir até 2024 e um deles é um dos seus grandes sonhos – a construção de uma academia de formação para jovens atletas. O objetivo é garantir um futuro sustentável para o clube a todos os níveis, conseguindo criar grandes plantéis com jogadores da casa.

Pinto da Costa está há 37 anos no FC Porto e tornou-se numa figura mítica do clube, cidade e do mundo do futebol
Fonte: FC Porto

Claro está que a conquista de títulos no futebol, fator que trouxe algum descontentamento nos últimos quatro anos de mandato de Pinto da Costa, continua a ser fulcral para a direção portista. No entanto, a Comissão de Apoio da Recandidatura espera que nos próximos quatro anos, caso o atual presidente se mantenha, o FC Porto volte a conquistar todos as frentes, incluindo triunfos nas competições europeias, que passam também por ser um dos grandes objetivos para o quadriénio 2020-2024.

Muitos são aqueles que duvidam da capacidade de Pinto da Costa, isto pelas 81 primaveras já celebradas. Porém, Fernando Cerqueira, presidente da Comissão de Apoio à Recandidatura, afirmou o seguinte à Rádio Renascença -“O presidente nunca está cansado e quer sempre mais e melhor para o clube.”

O presidente Jorge Nuno Pinto da Costa conta já com o apoio de André Villas Boas, António Oliveira e Rui Moreira, e não se prevê qualquer adversário nas eleições previstas para o próximo ano. Villas Boas e Vítor Baía, nas últimas semanas, mostraram ter vontade de suceder ao histórico presidente, mas apenas quando este abandonar o cargo. Caso Pinto da Costa vença, poderá atingir a marca histórica de mais de 40 anos como dirigente e aumentar o recorde de 1279 títulos em todas as modalidades (apenas depois de ter sido eleito como presidente).

Foto de capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Campeonatos do Mundo de Ciclismo de Estrada – RR Feminina: Um novo e épico contrarrelógio de van Vleuten

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Era suposto o contrarelógio individual ser só a meio da semana, mas alguém se esqueceu de avisar Annemie van Vleuten. Depois de falhar o terceiro título consecutivo no esforço individual de forma surpreendente, a holandesa não deixou créditos por mãos alheias e chegou ao arco-íris da prova de fundo – uma das muito poucas vitórias que lhe faltava no palmarés – com uma exibição só ao alcance de quem realmente merece ser chamada ‘a melhor do mundo’.

Com um elenco de luxo e três das principais favoritas, a equipa dos Países Baixos começou desde cedo a mostrar que queria revalidar o título dos últimos dois anos (2017 com Chantal Blaak e 2018 com Anna van der Breggen). Logo na primeira subida do dia, Demi Vollering impôs um forte ritmo para começar a selecionar o grupo e colocar as adversárias em dificuldades.

Annemiek van Vleuten ao ataque para fazer mais de 100 quilómetros a solo
Fonte: Yorkshire 2019

À segunda dificuldade, ainda a mais de 100 quilómetros da meta, foi a vez de Annemiek  van Vleuten forçar o ritmo e se isolar na frente, rapidamente estabelecendo uma vantagem de um minuto sobre as perseguidoras. Percebendo o perigo, algumas das restantes favoritas responderam e formaram um pequeno grupo perseguidor.

Com um trabalho importante de Elisa Longo Borghini, Lizzie Deignan e Chloe Dygert-Owen, o grupo chegou a aproximar-se bastante da frente, mas acabou por chegar o momento em que faltou entendimento e van Vleuten aproveitou o estatuto solitário para ao ritmo constante ir abrindo uma maior vantagem.

Com o desespero a crescer no grupo atrás, começaram também os ataques, mas a desorganização limitava-se a dar como certa a vitória de van Vleuten. Depois de ser a que mais tentou e ter reduzido o grupo, Duignan acabou por ceder e restaram quatro (Dygert, Spratt, Borghini e van der Breggen) na perseguição à líder. Seguiu-se um conjunto de ataques de Dygert-Owen e foi a vez de Borghini ceder, enquanto a americana se isolava no segundo posto.

Contudo, as duas primeiras de 2018 em Innsbruck não baixaram os braços e colaboraram bem para recolar e depois deixar para trás Dygert-Owen e discutir entre si a prata, que ficaria mesmo para van der Breggen, que atacou na última volta para garantir a dobradinha para os Países Baixos, que colocaram ainda Marianne Vos em sexto.

Classificação

  1. Annemiek van Vleuten (NED) 4:06:05
  2. Anna van der Breggen (NED) +2:15
  3. Amanda Spratt (AUL) +2:28

Foto de Capa: Yorkshire 2019

artigo revisto por: Ana Ferreira

Antevisão GP Rússia: Ninguém consegue parar a Ferrari

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Desde 2001 que ninguém na Ferrari conseguia quatro pole positions seguidas, até Charles Leclerc (Ferrari). O monegasco e a própria Ferrari estão em grande nível desde a pausa de verão. Em Spa e Monza, duas das pistas mais rápidas do calendário, já era expectável a vitória dos italianos, mas todos julgávamos que em Singapura, voltavam para a ordem original, bastante atrás da Mercedes. Até que conseguem uma dobradinha na pista que supostamente seria mais complicada para eles.

E agora, mais uma vez, o piloto monegasco da Ferrari mostra-se como um dos melhores no ritmo de qualificação que apareceram nos últimos anos,  conseguindo mais uma pole position para a Ferrari na qualificação do Grande Prémio da Rússia.

Ao lado dele na linha da frente está, mais uma vez, Lewis Hamilton (Mercedes), ou seja, tudo aponta para mais uma batalha entre os dois. A começar na terceira posição, Sebastian Vettel (Ferrari) volta a mostrar que não está tão confortável com o carro como o seu colega de equipa, mas é um longo caminho até à primeira curva, e com a velocidade de ponta do Ferrari, tem tudo para conseguir colocar-se à frente de Lewis Hamilton.

Que venha Monza 2.0…
Fonte: Formula 1

Do lado da Red Bull, Max Verstappen qualificou-se bem, em quarto, mas terá de começar de nono após uma penalização de cinco lugares pela mudança para o novo motor da Honda. Já Alexander Albon terá de começar do fundo da grelha, após perder o controlo do carro na primeira qualificação e embater contra as barreiras, isso trouxe uma bandeira vermelha, mas tudo estava bem com o piloto.

Valteri Bottas (Mercedes), voltou a mostrar-se desligado, já resignado ao seu papel de segundo piloto, sendo que numa das pistas favoritas dele, onde tem uma vitória e duas poles, apenas ficou em quinto lugar, após erros na última volta da qualificação. Mas irá subir para quarto após a penalização de Verstappen.

O quinto lugar fica então para Carlos Sainz (Mclaren), que foi mais uma vez, o “Melhor dos restantes”, seguido de Nico Hulkenberg (Renault), numa das raras situações em que conseguiu qualificar-se melhor que Daniel Ricciardo (Renault) este ano.

Olheiro BnR: Mohamed Diaby

Mohamed Lamine Diaby chegou a Portugal para representar o Sport Comércio e Salgueiros, mas acabaria por acompanhar o então treinador da formação portuense, Rui Amorim, aquando da sua mudança para o CD Santa Clara.

Ora, o conjunto açoriano, que na altura competia na Segunda Liga, vivenciava alguma instabilidade, derivada das várias mudanças técnicas que se sucederam num (bastante) curto espaço de tempo (Rui Amorim era já o terceiro treinador da equipa, e ainda decorria a segunda semana de outubro). Assim, e para além da questão relacionada com a concorrência para a sua posição, o contexto não era, de todo, favorável para que um jovem francês de 20 anos recém-chegado aos escalões profissionais do nosso país pudesse aspirar ter muito tempo de utilização. Como tal, Mohamed Diaby acabaria por ser emprestado, no decorrer do mercado de Inverno, ao Sporting Clube Ideal, um outro emblema micaelense (com sede na cidade da Ribeira Grande), que se encontrava a disputar a Série E do Campeonato de Portugal.

Mohamed Diaby em pelo SC Ideal, num jogo de treino ante o CD Santa Clara
Fonte: Sporting Clube Ideal

Consequentemente, a experiência enquanto jogador dos “Leões” da Ribeira Grande revelar-se-ia proveitosa tanto para Diaby, como para o Ideal, uma vez que a forma exibida pelo jovem médio defensivo na reta final da Fase de Manutenção (marcara três golos, nas últimas cinco jornadas) contribuiu para que a formação treinada por Luís Roquete concluísse a prova no terceiro lugar a, apenas, dois pontos do vice-campeão Sport Benfica e Castelo Branco.

«Paços» firmes na procura da afirmação entre a elite do futebol nacional:

Posteriormente seria, no final daquela temporada, contratado pelo FC Paços de Ferreira, emblema ao serviço do qual tem progredido bastante. A cumprir a sua terceira época consecutiva nos “Castores”, a promoção (e conquista do título da Segunda Liga) ao principal escalão do futebol nacional lograda pelo clube este ano tem trazido ainda mais visibilidade ao desempenho deste atleta de 23 anos.

Como joga:

Numa primeira fase, com «Filó» e, agora, treinado por «Pepa», Diaby tem sido presença assídua no onze do Paços, formando uma dupla de médios mais recuados com o experiente Luíz Carlos – futebolista que chegara ao nosso país, há mais de uma década, para representar o SC Freamunde -. Na verdade, o meio-campista natural de Grasse tem vindo a sobressair, no decurso das jornadas iniciais da Primeira Liga, como um jogador bastante influente na equipa da Capital do Móvel.

Ora, tratando-se de um futebolista muito dinâmico, o camisola número 24 dos “Castores” tem oferecido qualidade e critério ao jogo da formação nortenha, seja na destruição de eventuais jogadas de perigo, seja no momento de criação de lances de potencial perigo para junto da área adversária.

Assim, e se por um lado efetua uma média de (1, 6) interseções e de, ainda, (2,2) alívios por partida, por outro acaba por ser um dos futebolistas que maior número de toques na bola efetua ao longo dos noventa minutos – totaliza, em média, 65,2 toques -. Para além disso, e sendo dotado de uma boa técnica e relativamente veloz, este futebolista francês não hesita em galgar metros com a bola controlada, quando possível.

Destaque-se, ainda, a sua imponente estampa física (188 centímetros e 77 quilogramas), que lhe permite muitas vezes levar a melhor sobre os seus adversários nos duelos aéreos.

Assim, e para já, parece-me legítimo apontar Diaby como um dos valores prestes a emergir na Primeira Liga.

Foto de Capa: FC Paços de Ferreira

Revisto por: Jorge Neves

CE Lleida 2-8 FC Porto: Avalanche portista rumo à final

Na qualidade de bicampeão da Taça CERS – atual Taça World Skate Europe -, o CE Lleida vinha a Lisboa para lutar por um lugar na final da Taça Continental. Porém, do outro lado tinha nada mais nada menos do que o vice-campeão europeu, o FC Porto. Um jogo que podia cair tanto para os espanhóis como para os portugueses, mas o favoritismo estava do lado dos portistas.

O FC Porto começou muito melhor no jogo e isso tornou-se ainda mais evidente com um golo muito madrugador. Com apenas três minutos jogados, a jogada começa com Reinaldo Garcia, que simula que ia dar a volta à baliza, e acabou por fazer um grande passe para Di Benedetto. O número 19 portista apareceu bem na área para marcar o primeiro golo na partida. Era o 0-1 a favor do Porto.

Os portistas queriam resolver o jogo rapidamente e oito minutos foi resolver a questão “à bomba”. Gonçalo Alves do meio da rua, e muito longe da baliza, rematou com estrondo e a bola só parou mesmo lá dentro, sem hipóteses para o guarda-redes do Lleida. Estava feito o 0-2 para o FC Porto.

Pouco tempo depois foi de penalti que os azuis e brancos voltaram a marcar. Sergi Minas foi chamado a converter um castigo máximo e não vacilou, acabando por faturar na partida. Vantagem de três golos para os portistas, que tinham agora a possibilidade de gerir a partida. Porém, não se reparava isso no ritmo de jogo que era imposto pelos comandados de Cabestany.

Ao minuto 14, houve penalti para o Lleida por bola no patim de um jogador portista. Andreu Tomàs tentou pela primeira vez, mas o guarda-redes do FC Porto saiu antes do penalti ser batido e teve de ser repetido. À segunda vez, falhou completamente a baliza… a bola voltou para si, rematou e acabou por bater no ferro e depois nas costas do guarda-redes portista e entrou. Golo do Lleida, mas ainda havia 1-3 a favor dos azuis e brancos.

A faltar seis minutos para o final, o número sete do Lleida levou cartão azul após falta sobre Rafa e havia uma chance através de um livre direto para o Porto marcar novamente. Cocco perdeu oportunidade para aumentar a vantagem, mas eram os portistas que estavam em vantagem numérica. A equipa do Lleida conseguiu voltar a jogar com cinco e não sofrer golos.

Não foi com vantagem numérica, mas Reinaldo Garcia acabou por marcar. O argentino aproveitou uma bola perdida no meio campo adversário e à meia volta atirou com força para o fundo da baliza. Estava feito o 1-4 para a equipa portista e iam para o intervalo com um resultado muito confortável.

Ao intervalo, o FC Porto justificava a sua vantagem por três golos contra o CE Lleida e iam fazendo uma boa exibição. Recolhiam as duas equipas aos balneários e já se notava que os campeões nacionais portugueses eram agora ainda mais favoritos a marcar presença na final da Taça Continental.

O Porto teve uma primeira parte onde tudo correu bem e chegou ao intervalo com uma grande vantagem
Fonte: FC Porto

A segunda parte começou tal e qual como a primeira: com o FC Porto por cima do jogo. Ao minuto 4, foi Gonçalo Alves que começou a jogada pelo meio, rematou e a bola bateu num jogador do CE Lleida. Di Benedetto estava no sítio certo, apanhou a bola e bisou na partida. Era o 1-5 a favor dos campeões nacionais portugueses.

Ao minuto 11, surge um grande golo de Gonçalo Alves com um remate cruzado a meter a bola na baliza. Os espanhóis ainda reclamaram muito por uma alegada falta, mas a verdade é que os árbitros italianos assinalaram mesmo novo golo para o FC Porto. Era o sexto na partida para os portistas e mesmo com um ritmo baixo eram donos e senhores do jogo.

Na jogada seguinte, houve azul para um jogador do Lleida e novo livre direto para o FC Porto, que não desperdiçou. Di Benedetto a fazer uma boa finta e a marcar o sétimo golo na partida, enganando totalmente o guarda-redes espanhol. Era o hat-trick para o jogador do FC Porto que estabelecia o resultado em 1-7 a favor dos azuis e brancos.

Sensivelmente a meio da segunda parte, o FC Porto voltou a fazer novo golo. Gonçalo Alves foi de novo protagonista com mais uma bomba do meio da rua – como se diz na gíria – e a bola só acabou dentro da baliza do CE Lleida. Era o oitavo para os portistas.

A faltar nove minutos, houve penalti a favor dos espanhóis do CE Lleida. O castigo máximo acabou por ser convertido por Vives, que não deu hipóteses a Xavier Malián. Reduzida a vantagem dos espanhóis de sete para seis. O marcador ainda mostrava um resultado avassalador por 2-8 a favor dos portistas.

Com o jogo mais do que controlado, Cabestany deixou os jogadores menos utilizados jogarem os minutos que faltavam para terminar. A equipa espanhola não teve muitos mais lances de perigo à baliza de Xavier Malián. O FC Porto é a primeira equipa apurada, e a representante portuguesa, para a final da Taça Continental após derrotar o CE Lleida por 8-2. Espera agora adversário para o jogo decisivo, que será o campeão europeu, Sporting CP, ou Hockey Sarzana.

CINCO INICIAL:

CE Lleida – Lluís Tomàs (GR), Joan Cañellas, Oriel Vives, Andreu Tòmas e Marc Palazon

FC Porto – Xavier Malián (GR), Gonçalo Alves, Reinaldo Garcia, Rafa e Carlo Di Benedetto

E tudo o tempo mudou: A baixa de forma do Benfica

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De um momento para o outro tudo mudou no Benfica. A euforia do 37 já não é para aqui chamada. A satisfatória e “impossível” recuperação operada na época transata, já pouco interessa ao adepto benfiquista. Já nem a goleada ao eterno rival, na supertaça, tem qualquer importância para a nação encarnada.

O entusiasmante futebol de Bruno Lage foi desvanecendo. A equipa pareceu perder gás e com essa perda surgiram os assobios e a contestação das bancadas. Mas afinal o que aconteceu à equipa de Bruno Lage?

Logo à partida, o problema do Benfica e dos seus adeptos foi só um: um supremo otimismo.

A goleada ao Sporting, uma exibição que não foi assim tão bem conseguida face aos números finais do marcador, e a subsequente goleada ao Paços de Ferreira, na Luz, deram aos adeptos encarnados uma falsa sensação de invencibilidade.

Esta sensação de insuperabilidade foi completamente destruída e estilhaçada com a visita do Porto ao Estádio da Luz. Naquela que foi, provavelmente, uma das exibições mais impotentes do Benfica em sua casa, desde que há memória.

O Benfica pareceu não ter qualquer solução para a equipa de Sérgio Conceição, que dominou o jogo a seu belo prazer e anulou autenticamente o futebol das águias. Esta impotência afetou bastante os adeptos encarnados e terá, certamente, tido um impacto anímico, muito negativo no plantel.
A derrota frente ao FC Porto deixou marcas
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Se é verdade que o Benfica reagiu bem a esta derrota, tendo vencido categoricamente no Estádio Municipal de Braga, o que é certo é que desde este momento o nível exibicional dos encarnados tem decrescido significativamente de jogo para jogo.

Uma exibição “quanto-baste” frente ao Gil Vicente, a derrota frente ao Leipzig (11 derrotas em 14 jogos na “Liga Milionária”), a vitória arrancada a ferros em Moreira de Cónegos e o pálido empate frente ao Vitória Sport Clube, para a Taça da Liga. Quatro jogos que espelham na perfeição a baixa forma que a equipa de Bruno Lage tem apresentado e a falta de confiança da mesma.

Para além dos problemas anímicos a equipa encarnada voltou a ser assolada por um velho problema: as lesões e os problemas físicos. David Tavares, Gedson, Chiquinho, Vinícius, Gabriel, Florentino, André Almeida e Ebuehi. Todos os jogadores mencionados já figuraram no boletim clínico da equipa das águias.

As lesões de Gabriel e Florentino, os titulares previstos para esta temporada, são, na minha opinião, absolutamente preponderantes para que o Benfica atravesse este momento mais negativo.

A ausência de Florentino, fez com que Fejsa entrasse diretamente para o 11 inicial. O sérvio até tem estado bem do ponto de vista defensivo e parece ter evoluído ligeiramente no momento da construção, mas ainda assim, a diferença para o jovem português é gritante. Florentino é muito mais reativo no momento da perda da bola e é consideravelmente mais inteligente a sair a jogar com o esférico nos pés, tendo uma qualidade de passe muito superior. Um jogador que aparenta movimentar-se de “pantufas”, mas cuja importância para a equipa é incalculável. A equipa implora pelo seu regresso.

Já Gabriel foi substituído por Taarabt. O marroquino tem mostrado ter olhos em terra de cegos. O camisola 49 tem sido dos melhores elementos das águias, tendo acrescentado muita qualidade na construção de jogo, sendo exímio a quebrar linhas. Adicionou ainda uma dimensão defensiva ao seu jogo que ajudou a mascarar ligeiramente a ausência de Gabriel.

No entanto, do meu ponto de vista, Taarabt tem aparecido demasiado recuado no terreno, onde é muitas vezes obrigado a tomar riscos desnecessários, face à passividade que tem afetado a equipa. Apesar do magrebino trazer muito do ponto de vista ofensivo, Gabriel acrescenta muito mais nos parâmetros da presença física e no jogo defensivo. Muito mais reativo à perda da bola, muito superior no jogo aéreo, forte no transporte de bola e igualmente excelente no momento do passe.

Apesar da importância adquirida por Taarabt, creio que o Benfica ganharia bastante com a reentrada de Gabriel no centro do terreno, podendo Taarabt assumir funções mais adiantadas, nomeadamente numa função de número 10.

A equipa encarnada ganharia mais presença no “miolo”, sendo muito mais agressiva no momento da pressão (característica da equipa de Lage) mas manteria a criatividade do marroquino. Talvez assim facilitasse também as dinâmicas na frente de ataque, zona onde o Benfica tem sentido dificuldades de produção, sendo que Seferovic e Raul de Tomas não têm sido, de longe, uma dupla eficaz e prolífica.
As lesões de Florentino e Gabriel contribuíram muito para a descida de forma da equipa
Fonte: SL Benfica

Outro problema do Benfica nesta má fase, tem sido o decremento de forma de jogadores habitualmente preponderantes na equipa da Luz. Rafa e Pizzi assumiram-se como as principais figuras do Benfica neste início de época. Os dois atletas enfrentam agora momentos muito mais apagados, fruto também do mau momento coletivo. Ambos têm enfrentado, também, problemas de ordem física, que limitaram as suas prestações.

O regresso de André Almeida era apontado como preponderante para a equipa da Luz. A verdade é que o internacional português está ainda longe da forma a que nos habituou nos últimos anos. Ainda algo lento e pesado, pouco eficaz no momento defensivo, e não tão preponderante na manobra ofensiva. Tem ainda que recuperar a nível físico e ganhar ritmo de jogo.

A nível coletivo, a equipa encarnada tem-se apresentado muito mais passiva no momento defensivo, vendo os adversários criar, sem grandes dificuldades, várias oportunidades de golo. No momento ofensivo a equipa tem sido muito pouco esclarecida, tendo, por vezes, sérias dificuldades em impor o seu jogo e as suas ideias.

A derrota frente ao Futebol Clube do Porto teve consequências anímicas algo graves no plantel. Aliando o baixo moral da equipa às diversas lesões, nos mais variados setores, seria muito complicado à equipa de Bruno Lage manter a qualidade exibicional.

Com o regresso de jogadores preponderantes como Gabriel ou Florentino, o Benfica irá certamente melhorar, e com a chegada de resultados o moral da equipa irá ser recuperado.

Para que os resultados apareçam será fundamental uma coisa: o apoio dos adeptos. Este apoio tem vindo a desaparecer progressivamente, de forma quase inexplicável. O 12.º jogador é absolutamente fundamental para superar esta fase menos positiva, negatividade só irá gerar mais negatividade dentro de campo. Parafraseando Bruno Lage: Se o lema do Benfica faz sentido, é agora (E Pluribus Unum- De Todos Um).

 

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Revisto por: Jorge Neves

Porquê tão maus?!

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A Juventus FC arrancou a temporada com 4 vitórias e 2 empates em 6 jogos oficiais. Olhando para os números, não parece que as coisas estejam a correr mal, mas quem acompanhou as exibições, sabe que os resultados são muito enganadores.

A direção da Vecchia Signora decidiu trocar Allegri por Sarri, pois a qualidade jogo da Juve ficava muito aquém perante tanta qualidade individual, apesar de toda a competência e pragmatismo que Allegri dava à sua equipa. Mas, na verdade, a equipa parece ainda mais longe de uma qualidade de jogo que convença os amantes do futebol a considerarem a Juventus FC uma forte candidata ao título europeu e até a um novo título de campeão nacional.

Uma equipa que tem Cristiano Ronaldo nas suas fileiras, tem de criar um modelo de jogo que retire o máximo do seu maior ativo, mas quem vê os jogos, até fica constrangido com tanta falta de química e lucidez no momento ofensivo.  Defensivamente continuam a um nível altíssimo, apesar de elementos como Demiral e De Ligt ainda denotarem atrasos no processo de adaptação e muito longe dos seus respetivos potenciais, sendo uma equipa muito difícil de desequilibrar e de vencer duelos.

Numa equipa que joga tão mal, nem de Ligt parece render metade do que costuma fazer
Fonte: Juventus FC

É ofensivamente que a equipa mostra estar super amarrada. A saída de Cancelo, algo incompreensível a sua venda, tendo em conta as ambições do clube, tem retirado velocidade e explosão de trás para a frente ao momento ofensivo da equipa, em relação à época transata, e o meio campo parece não funcionar. Elementos como Rabiot e Bentancur têm de jogar mais, pois o meio campo habitual, com Pjanic, Khedira e Matuidi não têm garantido a posse que a equipa precisa. O alemão e o francês são demasiado parecidos, enquanto Pjanic, que não pode fazer tudo sozinho, não parece estar a atravessar um bom momento individual. A Juve de Sarri tem tido uma circulação lenta, previsível e inconsequente, conseguindo construir golos, maioritariamente, através da qualidade individual e bolas paradas.

No último terço, os avançados também não conseguem fazer grande diferença, pois o problema já vem detrás. Ronaldo, toda a gente sabe como joga e toda a gente sabe o que precisa para “rebentar” com qualquer adversário e marcar mais de 50 golos por ano. No entanto, o jogo da Juve não está construído para o servir. Passa imenso tempo sem bola e quando a procura, tem de se deslocar das zonas onde faz diferença, baseando o seu jogo em meros remates de meia distância, pois joga longe da baliza adversária, como já não jogava desde a primeira época de merengue no Real Madrid CF.

Dybala é a solução para os problemas da equipa
Fonte: Juventus FC

Gonzalo Higuaín tem estado até bem melhor do que se esperava, depois de uma má época passada, apesar de Mario Mandzukic, pelo poder físico e por atrair vários defesas, também faria sentido ser mais vezes opção, de forma a promover mais Ronaldo. Douglas Costa, sempre com muitos problemas físicos, seria um super abre latas nesta fase má da equipa, tal como Cuadrado tem feito, enquanto Bernardeschi e, sobretudo, Dybala continuam longe do seu nível.

Dybala devia ser um case study, de como um jogador perfeitamente adaptado a um clube e a uma equipa, sendo mesmo a principal figura da equipa por um largo período, se eclipsa do nada. A desvalorização da estrutura bianconeri afetou mentalmente o jogador, que, diga-se de passagem, tem de ser sempre titular nesta equipa. É um avançado que faz golos, assistências em catadupa e pode servir Ronaldo para os habituais 50 golos por época, como ninguém. Não faz sentido ser suplente, nem faz sentido desvalorizar um craque destes que, não só resolveria problemas como mais golos e melhor serviço a Ronaldo, como iria garantir a posse de bola que tanta falta tem feito à equipa em zonas mais avançadas do terreno.

São muitos problemas e muito marasmo, para tanta qualidade. Uma Juventus FC de Sarri, em condições normais, teria tudo para voar na Serie A italiana com imensa facilidade e ser um fortíssimo candidato à conquista da Liga dos Campeões. Mas, na verdade, a Juve de Sarri parece continuar com os problemas dos tempos de Allegri, sendo que, a continuar assim, dificilmente conquistará a Liga Milionária e mete-se a jeito de perder a hegemonia nacional, pois o Inter de Milão de Conte não parece estar para brincadeiras…

Foto de Capa: Juventus

Revisto por: Jorge Neves

Pedro Mendes | Um ativo leonino pouco ativo

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Em termos de avançados, a Academia leonina não tem produzido com muita qualidade e são poucos os que que se conseguem afirmar em equipas de menor reputação, contudo existe um jogador do Sporting que, mesmo com a falta de pontas de lança que temos no plantel – atualmente só Luiz Phellype e Luciano Vietto são pontas de lança de serviço –  nem sequer foi inscrito para o campeonato.

O jogador em questão tem de seu nome Pedro Mendes e desde o jogo com o PSV Eindhoven, tem sido notícia porque mal saltou do banco de suplentes, efetuou um bom remate que acabou em golo. Assim, deixou-se por responder a uma pergunta que ficou no ar: será que não tem qualidade suficiente para nem sequer ser inscrito no campeonato nacional?

Creio que existe uma grande desvalorização dos jogadores da Academia, pois parece que os dirigentes leoninos têm sempre algo a apontar aos jogadores de formação, o que é perfeitamente normal visto que, tal como o nome indica, ainda estão a efetuar a sua formação. Como tal, as suas lacunas só irão ser colmatadas com uma assídua presença nos jogos da equipa principal, tendo que haver um equilíbrio entre juventude e jogadores já formados, de forma a conseguir “ofuscar” e “conter” os erros dos mais novos, ainda em aprendizagem.

É muita a esperança depositada não só no jovem avançado, mas também em grande parte da equipa sub-23 leonina
Fonte: Sporting CP

Quanto a Pedro Mendes, ainda é visível alguma falta de técnica na capacidade de distribuição de jogo, mas se algum treinador o trabalhar tão bem como Jorge Jesus fez com Islam Slimani há uns anos, creio que teremos em mãos um ponta de lança que fará golos regularmente. Para os que têm boa memória, Slimani quando chegou ao clube de Alvalade era um jogador bastante mediano e sendo que Pedro Mendes possui ainda mais qualidade do que Slimani quando chegou ao clube leonino, tem tudo para ser ainda melhor que o “Super Slim”.

Jogos como os da Taça de Portugal e Taça da Liga são perfeitos para o desenvolvimento de jogadores da formação, porque por norma se houver algum erro que não se consiga compensar, as equipas adversárias possuem, na maior parte das vezes, menos qualidade que o clube de Alvalade, o que faz com que consigamos criar mais situações de perigo.

Foto de Capa: Sporting CP

Revisto por: Jorge Neves