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Mads Pedersen vence e Rui Costa termina em 10.º lugar

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Num dia recheado de chuva, o percurso entre Leeds e Harrogate não se adivinhava fácil. Houve uma alteração em relação ao percurso original, ao qual foram retiradas duas subidas iniciais e trocadas por mais duas passagens na meta em Harrogate. No fim, a vitória foi dinamarquesa. Pela primeira vez, iremos ter um campeão do mundo na modalidade da Dinamarca! Sendo este um feito inédito para este país nórdico.

A fuga inicial foi marcada com muita gente importante, tendo nomes como: Roglic (Vencedor da Vuelta), Carapaz (Vencedor do Giro) e Quintana.  O pelotão liderado essencialmente por Bélgica, França e Espanha manteve sempre uma vantagem confortável para não permitir muitos avanços da fuga.

Philippe Gilbert foi um dos azarados do dia, sendo obrigado a parar e a necessitar da ajuda dos seus companheiros de seleção. Teve a preciosa ajuda do miúdo Evenepoel após a queda, mas nem assim o fez recolar na frente, acabaram ambos por desistir. Valverde e Lutsenko desistiram também, deitando por terra as grandes aspirações que traziam.

A fuga teve o seu fim, mas deu origem a novos ataques. Lá na frente formou-se um grupo novo com: Moscon, Teunissen, Pedersen, Kung e Craddock, com Nils Politt a tentar chegar também, quando faltavam cerca de 60 quilómetros para o final. O holandês da Jumbo Visma, Teunissen e o americano Craddock a acabarem por ceder, contudo, os restantes elementos mantiveram um bom ritmo para o pelotão.

Com o pelotão por perto, o holandês Mathieu Van der Poel, acabou por atacar e levar na roda Matteo Trentin. Juntaram-se aos da frente e procuraram obter a melhor colaboração. Quando tudo parecia bem, numa zona mais durinha, um dos favoritos desiludia, Van der Poel “estoirou o motor” e fez marcha-atrás em direcção ao pelotão.

Deste quarteto, três discutiram a vitória final
Fonte: Yorkshire Worlds

Nos últimos quilómetros, o italiano Moscon acabou por ficar para trás também, deixando apenas três homens na frente.

Pedersen e Kung trabalhavam bastante na frente para manter as diferenças para os que vinham atrás. No final, quando tudo esperava por uma vitória de Trentin, visto que era teoricamente o melhor sprinter, o dinamarquês acabou por responder bem ao sprint lançado pelo italiano e arrecadou o lugar mais alto do pódio. Kung era o pior no sprint e fechou com o bronze.

Esta é a vitória mais importante da carreira de Mads. Com 23 anos, o ciclista da Trek-Segafredo já veste a camisola de campeão do mundo, alcançando apenas a sua segunda vitória do ano, mas esta valeu por muitas, com toda a certeza!

A Dinamarca está a destacar-se no panorama internacional, visto que já tinha ganho com Mikkel Bjerg no escalão de sub-23, o contrarrelógio individual. Bjerg que é pela terceira vez consecutiva,  campeão do Mundo de contrarrelógio neste escalão, é obra!

Peter Sagan destacou-se do grupo dos favoritos no final, para acabar no quinto lugar. O primeiro a chegar do “pelotão” foi Kristoff, com 1m:10s de atraso, mesmo tempo que Rui Costa.

No final da prova, apenas 46 ciclistas terminaram a prova. Os portugueses Nélson Oliveira, Rui Oliveira, José Gonçalves e Rúben Guerreiro não terminaram a prova. Este último foi o escudeiro principal de Rui Costa, desistindo já na parte final da corrida. O melhor classificado da seleção das quinas foi Rui Costa terminando na 10ª posição, mesmo lugar do ano transato. É a quarta vez que terminou dentro dos dez melhores em provas do campeonato do mundo.

Top 10 do Campeonato do Mundo:

1.º lugar- Mads Pedersen (Dinamarca) 6h:27m:28s

2.º lugar- Trentin (Itália) m.t

3.º lugar- Stefan Kung (Suiça) +0:02s

4.º lugar- Gianni Moscon (Itália) +0:17s

5.º lugar- Peter Sagan (Eslováquia) +0:43s

6.º lugar- Michael Valgren (Dinamarca) +0:45s

7.º lugar- Alexander Kristoff (Noruega) +1m:10s

8.º lugar- Greg Van Avermaet (Bélgica) m.t

9.º lugar- Gorka Izaguirre (Espanha) m.t

10.º lugar- Rui Costa (Portugal) m.t

Foto de Capa: Yorkshire Worlds

artigo revisto por: Ana Ferreira

SL Benfica 4-3 Sporting CP: Como vencer e passar para a liderança

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Numa modalidade onde o dérbi lisboeta é sagrado, SL Benfica e Sporting CP voltaram a medir forças no Pavilhão da Luz. O pensamento das duas formações era o de vencer, mas com objetivos muito distintos: os leões para aumentar a vantagem sob o eterno rival e as águias queriam encurtar distâncias e passar até para a frente do Sporting, ficando líder.

O jogo começou muito equilibrado como já é normal em dérbis na modalidade. Porém, é bom destacar que também começou muito quente com entradas desnecessárias e confusões que não deviam acontecer. Ainda estávamos a ver um Benfica confiante e um Sporting controlador do jogo, principalmente sem bola.

Ao minuto oito, Taynan começou a jogada para o primeiro do jogo. O cazaque desfez Fits em fintas – o brasileiro ainda deve estar à procura da bola, sinceramente. O número três leonino algo atrapalhado conseguiu passar para Erick, que rematou cruzado e sem hipóteses para Roncaglio. Estava feito o 0-1 a favor do Sporting. O Benfica até estava melhor no jogo, mas o desporto é mesmo assim: não marca quem está melhor no jogo.

Não foi preciso esperar muito tempo para ver novo golo na partida e desta vez para os encarnados. Ao minuto nove, uma boa jogada pela esquerda de Fernandinho, que rematou primeiro e Guitta muito bem defendeu a primeira. Mas a bola sobrou para o brasileiro que viu muito bem Robinho do outro lado. O russo que só teve olhos para a baliza e marcou. Era o empate na partida a um golo e tínhamos o jogo em aberto.

Ao minuto 14, uma jogada mais do que típica do Robinho – a vir do seu meio campo adversário com a bola – e Cardinal não conseguiu acompanhar, deixando um espaço aberto para o russo progredir a seu belo favor. O número 10 encarnado encontrou Chaguinha numa ala e o brasileiro marcou um golo que acho que ninguém no pavilhão acreditou. A verdade é que a bola ultrapassou a totalidade da linha e acabou por contar. Um belo remate cruzado e estava feita a remontada do Benfica. O marcador mostrava agora 2-1.

Com pouco ângulo, Chaguinha fez o segundo para o Benfica e ainda a remontada na partida
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

O Benfica não descansou com a vantagem e poucos segundos depois houve novo golo encarnado. Com a bola em profundidade parecia que o guarda-redes brasileiro estava com o lance controlado, mas afinal não… Erro colossal de Guitta – daqueles que não estamos habituados a ver – e estava lá bem Fábio Cecílio para fazer o desarme e mandar a bola para dentro da baliza. Estava feito o 3-1 para o Benfica e Nuno Dias teve mesmo de parar o jogo porque não acreditava naquilo que tinha acontecido.

As duas formações foram para o intervalo com cinco faltas, mas não houve tempo, nem faltas – pelos vistos – para que a seis houvesse. Fim da primeira parte com vantagem para o Benfica por 3-1 numa primeira parte como já não se via há muito em dérbis lisboetas – grande qualidade de jogo por parte das duas equipas.

Início da segunda parte e aos 30 segundos livre de Merlim com a bola a ir ao poste! O Sporting entrava melhor e o Benfica em apenas 40 segundos tinha já duas faltas… Um problema crónico desta equipa que tem de ter mais cuidado com esta situação porque no primeiro tempo aconteceu o mesmo.

Estava-se mesmo adivinhar que o cazaque ia ser expulso porque estava a ser demasiado agressivo em todas as suas entradas no jogo. E o resultado final foi mesmo um segundo amarelo no jogo e consequente expulsão. Um mau jogo a todos os níveis por parte do número três do Sporting… Ainda para mais decidiu fazer um jeito pouco amigável – “roubado” – e se o vermelho já é impeditivo de não jogar uma jornada… Não sei quanto vai parar o jogador cazaque.

Ao minuto quatro da segunda parte, veio mesmo o quarto golo para os encarnados. Depois de estar em superioridade numérica, com calma os encarnados conseguiram organizar golo e com a bola em Robinho foi fácil de encontrar o golo. O russo fez um passe que rasgou totalmente a defesa e ao segundo poste estava lá Hemni para marcar o quarto para o Benfica, dando ainda mais vantagem na partida.

Roncaglio perdeu totalmente a cabeça, aos 7 minutos, quando fez penalti sob Erick. Uma entrada imprudente do brasileiro visto que o número oito leonino não tinha muito ângulo para fazer o que quer que fosse… Mas marcado o penalti foi Cardinal que assumiu a responsabilidade de marcar a grande penalidade. A verdade é que dali o número nove não vacilou e marcou mesmo. Estava reduzida a vantagem para apenas dois golos (4-2).

Tardava o terceiro golo do Sporting na partida e tardava também a entrada de cinco para quatro dos leões, que facilitaria a possibilidade de marcar. Mas a 4.28 para o fim do jogo, Nuno Dias percebeu isso mesmo e lançou Merlim como guarda-redes avançado em busca de algo mais. O treinador dos leões sabia que seria algo arriscado, mas tinha de ser feito.

A faltar 1.24 para o final da partida veio o terceiro golo do Sporting no jogo. Uma boa jogada de cinco para quarto dos leoes. Depois a bola sobrou para Erick, que rematou cruzado sem grande hipótese para Roncaglio, que, mais uma vez, sofreu um golo muito semelhante ao primeiro. Um remate cruzado que não deu margem de manobra para a defesa. O marcador marcava 4-3 a favor do Benfica no Pavilhão da Luz e era emoção até ao fim.

A não ser uma bola à barra por Fernandinho não houve até ao final não houve mais motivos de grande destaque para salientar. O Benfica ganhou o derbi dos dérbis em futsal e passou assim a ser líder da Liga com 10 pontos num jogo que foi dos mais equilibrados dos últimos tempos. Um grande jogo por parte dos encarnados, que acabaram por sofrer, e muito, nos instantes finais da partida. Os dois clubes têm compromissos para a Liga antes de pensar para a UEFA Futsal Champions League na Main Round.

CINCO INICIAL

SL Benfica – Roncaglio (GR), Fernandinho, Chaguinha, Robinho e André Coelho

Sporting CP – Guitta (GR), João Matos, Taynan da Silva, Alex Merlim e Cardinal

Austrália 25-29 País de Gales: Primeira parte galesa garante vitória difícil

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Num jogo decisivo para a classificação final do grupo D, apenas os australianos apresentaram novidades na equipa inicial. A Austrália fez quatro alterações no 15 titular, com uma nova dupla de médios composta por Will Genia e Bernard Foley. Outra alteração promovida pelo selecionador australiano, desta vez forçada, foi na ponta direita, com Adam Ashley-Cooper a aparecer no lugar do desqualificado Reece Hodge. A última alteração diz respeito ao defesa, jogando Dane Haylett-Petty no lugar de Kurtley Beale. Já Warren Gatland não promoveu nenhuma alteração, apostando no 15 que venceu a Geórgia na primeira jornada.

Apesar do equilíbrio da primeira parte, os galeses levaram uma boa vantagem para o intervalo (23-8). Um belo turnover do flanqueador galês Aaron Wainwright aos 20 segundos de jogo deu origem a um drop kick de Dan Biggar, que abriu o marcador. Doze minutos mais tarde, o centro neozelandês que joga pela seleção do Gales, Hadleigh Parkes, marcou o primeiro ensaio do jogo, assistido por um belo pontapé de Dan Biggar, onde o ponta australiano Koirobete perdeu a disputa pela bola no ar para o opositor.

Os Wallabies mostravam muitas dificuldades em assumir o jogo até que Bernard Foley aproveitou o espaço deixado pela defesa contrária no lado oposto, onde apareceria Adam Ashley-Cooper que, após um crosskick do seu médio de abertura só teve de correr para o ensaio.

A três minutos do final da primeira parte, uma excelente leitura de jogo do médio de formação britânico, Gareth Davies, dilatou a vantagem galesa. Ao intercetar um passe de Will Genia, teve o caminho aberto em direção à área de validção adversária.

Nos segundos 40 minutos, tivemos um jogo completamente diferente. A Austrália entrou mais forte, tendo mais posse de bola e território. A defesa galesa viu-se a defender na sua área de 22 metros com grandes dificuldades, concedendo diversas penalidades aos australianos, que, ao minuto 45 reduziram com um ensaio do defesa Haylett-Petty.

As dificuldades defensivas dos galeses persistiam e a equipa adversária foi-se aproveitando das mesmas, recorrendo a um jogo no perímetro curto. Foi assim que surgiu o ensaio do capitão da Austrália, Michael Hooper, num pick and go debaixo dos postes.

Vencia o País de Gales por um ponto, mesmo sendo dominado em todos os domínios do jogo. A nove minutos do fim, uma carga sobre o saltador galês no alinhamento de Izack Rodda deu origem a uma penalidade a beneficiar a seleção europeia, que optou por um pontapé aos postes aumentando a vantagem para quatro pontos.

Destaque para a dupla de médios Wallabie que entrou na segunda parte, oferecendo um jogo mais rápido e dinâmico à equipa da Oceânia. Matt Toomua e Nic White deixaram certamente boas impressões à equipa técnica. Já do lado galês, mais uma preocupação para Warren Gatland. O médio de abertura Dan Biggar saiu lesionado na primeira parte, tendo sido rendido por Rhys Patchell.

Rhys Patchell converteu todos os pontapés
Fonte: Rugby World Cup

Com este resultado, as contas de grupo D estão muito próximas de ficar decididas. Os australianos, caso garantam o segundo lugar, irão, muito provavelmente defrontar uma das favoritas à conquista do título, a Inglaterra.

Foto De Capa: Rugby World Cup

GP Rússia: Mercedes aproveita má gestão da Ferrari e regressa às vitórias

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Numa corrida em que, no início, a liderança e a dobradinha da Ferrari pareciam certas, na segunda metade, o jogo virou completamente: a Mercedes consegue o 1-2, com Lewis Hamilton e Valtteri Bottas a reforçar o campeonato, e Charles Leclerc (Ferrari) apenas assegura o terceiro lugar.

Sebastian Vettel acaba por ser forçado a retirar o seu Ferrari, quando, depois da saída das box, lhe foi detetado um problema no carro. A partir daqui, a Mercedes ganhou muito mais força para vencer a corrida.

Sebastian Vettel, forçado a encostar o carro, abandona assim o 16º evento da época. Fonte: Formula 1

Os Red Bull também acabaram por dar cartas: Max Verstappen acaba em quarto lugar; e Alex Albon consegue subir 15 posições na grelha, terminando em quinto lugar.

Para terminar os dez primeiros, Sainz (McLaren) arrecadou o sexto lugar, com Perez (Racing Point) em sétimo; Norris (McLaren) sobe uma posição na grelha, devido ao time penalty de Magnussen (Haas) e Hulkenberg (Renault) conquista o último ponto da corrida.

O dia de hoje foi certamente sublinhado pela entrada de vários safety car – tanto virtual como físico – e, com eles, foram contabilizadas cinco desistências: Romain Grosjean (Haas); Daniel Ricciardo (Renault); Sebastian Vettel (Ferrari); George Russell e Robert Kubica (Williams).

O maior choque de hoje foi talvez o facto de Sebastian Vettel (Ferrari) ter tido um arranque fantástico, liderar a corrida durante cerca de 25 voltas e, mesmo assim, ser questionado pelos estrategas da equipa, que lhe pediram para deixar Leclerc liderar, para, posteriormente, o monegasco ganhar.

De facto, tal acabou por não se suceder. Quando a estratégia se iria realizar, Vettel foi forçado a retirar-se, e a Ferrari não conseguiu levar, nem a dobradinha, nem o carro de Leclerc a vencer – o que acaba por se tornar numa desilusão, tendo em conta o fim-de-semana que esperávamos.

As estatísticas não mentem: o Autódromo de Sochi ainda não viu mais nenhuma equipa a ganhar, pois a Mercedes tem sido constante no que toca às vitórias em território russo. Pelos vistos, este ano não poderia ser diferente.

Próxima paragem: uma das típicas corridas matinais, no Japão, de 11 a 13 de outubro, que marca a 17ª corrida da temporada.

Resultados finais da corrida.
Fonte: Formula 1

Foto De Capa: Formula 1

O histórico João Vieira

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João Vieira conquistou a medalha de Prata nos Mundiais de Doha, no Qatar, a sua maior medalha da carreira, o seu maior feito. Com esta medalha, aos 43 anos, João Vieira tornou-se no atleta – nacional ou estrangeiro – mais velho a alcançar qualquer medalha em qualquer evento de Campeonatos Mundiais.

Poucos seriam os que tinham prognosticado um desfecho destes. O próprio João Vieira, no final, falando de uma época de “sofrimento, mas estupenda a nível de resultados”, referiu que “só em sonhos” pensava num resultado como este, mas que “estudou muito” – ajudado por uma equipa que englobou o fisiologista Amândio Santos e um psicólogo – para definir qual seria a melhor estratégia para se adaptar a uma prova diferente como a esperada para Doha, com temperatura e humidade bastante elevadas. E foi isso que a prova nos tinha mostrado nas horas antes.

Começando num ritmo cauteloso e sem entrar em loucuras, João Vieira sabia qual a estratégia que tinha preparado para esta madrugada de Doha e foi subindo de forma gradual os seus ritmos de prova e, consequentemente, lugares na classificação, coincidindo com a quebra de vários atletas que dominaram desde cedo e assumiram ritmos elevados, pagando mais tarde por isso.

Quando chegou a lugar de medalha de Bronze, Vieira não se contentou com isso, até porque estando a fazer passagens mais rápidas que o chinês que acabara de ultrapassar – Luo Yandong – e o chinês que ainda ia à sua frente – Wenbin Niu – sabia que havia um canadiano muito rápido atrás de si, que também vinha a recuperar muitos lugares, Evan Dunfee.

O canadiano acabou mesmo no pódio (com 4:05:02), mas não conseguiu ultrapassar João Vieira que fechou em 4:04:59, três segundos mais rápido do que ele e a 39 segundos do japonês Yusuke Suzuki, que dominou toda a prova, chegou a ter vários minutos de avanço, mas que parou várias vezes e chegou a perder muita da sua vantagem nas últimas voltas. Suzuki tornou-se no primeiro japonês a vencer uma prova masculina de Marcha em Campeonatos Mundiais.

Quanto a João Vieira, que já fazia história, ao igualar Susana Feitor na lista dos atletas nacionais com maior número de presenças em Mundiais (11), faz ainda agora mais história ao alcançar a sua 2.ª medalha em Mundiais, mas a primeira sentindo o “momento”, uma vez que o Bronze de 2009 – que ainda está por receber – será uma medalha obtida anos depois, devido a um caso de doping de um dos medalhados (no caso, o de Ouro).

João Vieira falou ainda dos Jogos do próximo ano, confessando que é mais um sonho e que irá continuar a trabalhar, de forma “muito profissional” para isso. Tendo em conta que as condições climatéricas esperadas para Tóquio são parecidas ou piores do que as encontradas em Doha, há motivos para se estar realisticamente otimista. Para já, João Vieira agradeceu todos os apoios que tem tido, tanto da Federação, como do seu clube, o Sporting Clube de Portugal.

MARA RIBEIRO TERMINOU, INÊS NÃO

Na prova feminina, Inês Henriques era uma das maiores esperanças portugueses para estes Campeonatos, procurando defender em Doha o título alcançado há dois anos em Londres. A atleta portuguesa, de 39 anos, até começou bem, no grupo da frente, que chegou a estar reduzido a duas: ela e a chinesa Liang Rui. No entanto, Inês começou a sentir dificuldades e foi-se deixando ultrapassar em prova, até acabar por desistir – antes dos 40 km – tendo mesmo desfalecido e sido assistida.

Já Mara Ribeiro, na sua estreia em grandes eventos internacionais, esteve à altura do momento e, apesar das evidentes dificuldades sentidas, terminou a prova na 15ª posição, com um tempo de 4:58:45. A vitória da prova feminina foi para a chinesa Liang Rui (com 4:23:26), com a sua compatriota Li Maocuo a ficar com a Prata, em 4:26:40. A fechar o pódio, com o Bronze, ficou a italiana Eleanora Giorgi, com 4:29:13.

Foto de Capa: IAAF

artigo revisto por: Ana Ferreira

Jorge Silas numa enorme “Silada”

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Os resultados da nossa equipa de futebol sénior masculino têm sido lastimáveis: nos últimos cinco jogos, perdemos três. Vergonhoso. Com opções técnicas duvidosas da parte do técnico que já abandonou o cargo, Leonel Pontes, esta “crise” – é quase um cliché usar esta palavra nos últimos tempos sempre que se fala no Sporting – revela bem o desnorte que paira no clube do Leão. Concretizo com dois factos ocorridos no último jogo diante do Rio Ave em casa para a Taça da Liga (derrota dos Leões por uma bola a duas) que espelham bem todo este desnorte:

– Na fotografia inicial da equipa antes do jogo não constava o nosso guarda-redes para a partida, ou seja, Luís Maximiano. Ninguém com o sorriso na cara para a foto, ou até mesmo o pobre Jubas, deu por isso. O jovem atleta dirigindo-se para a equipa depois da foto de braços abertos, como que a demonstrar incompreensão pelo sucedido, não apagará as imagens que os sportinguistas tiveram desse momento quer os que estavam no Estádio, quer os que viram pela televisão. Uma vergonha;

– Ao minuto 74’, Jovane Cabral preparava-se para entrar em campo com a camisola de… Gonzalo Plata. Uma situação que mostra a desorientação dos jogadores e staff. Para levar tudo isto aos píncaros, têm surgido notícias recentes que dão conta que o atleta sportinguista foi apanhado a conduzir sem carta, o que nos leva a equacionar se o “lapso da camisola” não poderá ser mais do que um mero lapso…

O Sporting tenta (sobre)viver em mais uma espiral auto-destrutiva de maus resultados, decisões questionáveis e instabilidade
Fonte: Liga Portugal

Estas duas situações são apenas a demonstração de um clube que está numa situação de verdadeiro marasmo identitário. Afinal os “esqueletos”, que Varandas tanto criticou na sua entrevista recente à Sporting TV, têm tido as suas razões para aparecer e contestar a atual Direção. Varandas tem que mudar rapidamente de estratégia ou então está com os dias contados em Alvalade. Os sportinguistas estão fartos de tanta incomunicação, de tanta falta de… transparência. Bruno de Carvalho deve estar a proferir as palavras de Scolari quando era selecionador nacional: “E depois o Burro sou eu?!”

E, cereja no topo do bolo, eis que surge como o “redentor” da pátria leonina, Jorge Silas. Quanto ao treinador em si, não tenho nada a dizer. Esteve no Belenenses SAD, sendo-lhe conhecida daí a sua atração pelo jogo de forte pendor ofensivo, o que pode muito bem ser uma faca de dois gumes: ou corre bem de início e as coisas acertam e motivam jogadores, staff e massa associativa ou, pelo contrário, se correm mal, vai tudo abaixo novamente, numa lógica da Lei de Murphy que tanto tem sido associada ao Sporting nos últimos tempos. É, por isso, mais uma jogada de risco desta Direção. A mentalidade que Silas incutirá na equipa é bastante semelhante ao que Keizer fez quando esteve ao leme dos Leões. E todos sabemos qual foi o desfecho do “keizerball”…

A primeira coisa que Silas terá que fazer, além de ter que motivar um balneário de rastos, é mudar o sistema tático. É que o 4x4x2 losango montado por Leonel Pontes não lembra ao diabo. Losango? Ridículo. Como entender, por exemplo, que Marcos Acuña, um extremo de raiz, que gosta de atacar a linha de fundo, se veja manietado em posições interiores do terreno? Além disso, Vietto parece-me muito mais eficaz a número “10” ou homem mais avançado do meio-campo sportinguista. Trata-se de um jogador que tem, apesar de tudo, permitido anotar excelentes apontamentos da sua performance, dos poucos que verdadeiramente têm feito algo para inverter o rumo dos acontecimentos.

Para finalizar apenas digo, como adepto e sócio do Sporting, o seguinte: minha gente, entendam-se. Assim é que não dá. O Sporting é grande demais para ter dirigentes, jogadores e até mesmo alguns adeptos e sócios a remar para lados diferentes. É que assim, Benfica e Porto não precisam de ter muito trabalho para nos derrotar. O nosso impulso auto-fágico serve-lhes na perfeição. Quanto a Silas, o que todos desejamos é que isto não seja mais uma “Silada” para afundar mais o Sporting. Porque das outras “Ciladas” – com “C” – já estamos todos fartos quanto baste.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

FC Porto Sofarma 33-30 PGE Vive Kielce: Exibição de gala da equipa portista carimba segunda vitória na fase de grupos

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Depois do desaire em Skopje frente ao campeão europeu (HC Vardar), o Futebol Clube do Porto recebeu e bateu, este sábado, o campeão polaco (PGE Vive Kielce) por 33-30, em jogo relativo à terceira jornada da principal prova europeia do andebol.

Ainda que o Kielce tenha entrado melhor na partida, ao consumar um parcial de 0-2, foi o FCP que assumiu, desde cedo, o comando do marcador. Aos 10’ já vencia por uma diferença de dois golos, 4-2, numa altura em que a equipa polaca não agitava as redes portistas há mais de oito minutos.

Num jogo extremamente aguerrido e muitíssimo bem disputado, a equipa portista mostrou, uma vez mais, estar à altura das melhores formações da Europa. Ainda que o Vardar tenha conseguido inverter o resultado a meio da primeira parte, 4-5, os ‘azuis e brancos’ deram resposta imediata, e, à entrada dos últimos dez minutos do primeiro tempo, tinham novamente chegado à liderança por dois golos, 8-6, ora pela tremenda eficácia no ataque, ora pela exibição monstruosa de Alfredo Quintana, que defendia bola atrás de bola.

Daí até ao final da primeira metade, os dragões não tiraram o ‘pé do acelerador’ e dilataram o resultado para 15-12. Destaque para Diogo Branquinho, ponta-esquerda portista, que, nos instantes antes de ir para intervalo, puxou dos galões e fez levantar o Dragão Arena com um golo de belíssimo efeito, a chamada “rosca” na gíria do andebol.

Já na segunda parte, o Futebol Clube do Porto voltou a entrar destemido e ciente da tarefa em mãos. Apoiado pela sua massa adepta não tardou a cavar novo fosso e à passagem do minuto oito vencia por cinco golos de diferença, 20-15.

Dando conta das dificuldades que estavam a sentir, os forasteiros foram procurando encurtar distâncias por meio de iniciativas individuais, e, numa fase menos eficaz da equipa da casa, conseguiram mesmo reduzir a diferença para um golo, numa altura em que entravamos nos últimos dez minutos do encontro.

No entanto, em cinco minutos, os campeões nacionais voltaram a dilatar a vantagem para cinco golos. Daí até ao término da partida, a equipa visitante ainda assustou o Dragão Arena, com uma ligeira aproximação, mas no último minuto Daymaro sentenciou o encontro, e fixou o resultado em 33-30.

Equipas:

PGE Vive Kielce – Mateusz Kornecki, Igor Karacic, Dovishebaev Dujshebaev, Doruk Pehlivan, Julen Aguinagalde, Blaz Janc, Krzysztof  Lijewski, Mariusz Urkiewicz, Uladzislau Kulesh, Arkadiusz Moryto, Angel Perez, AndreasWolf, Artsem Karalek, Romaric Guillo.

FC Porto – Alfredo Bravo, Victor Alvarez, Yoan Blanco, Miguel Martins, Djibril Mbengue, Angel Zulueta, Rui Silva, Daymaro Salina, Ruben Ribeiro, Leonel Fernandes, Alexis Borges, Diogo Branquinho, Thomas Bauer, António Areia, André Gomes, Fábio Magalhães.

Foto De Capa: EHF

Club Atlético Madrid 0-0 Real Madrid CF: Dérbi madrileno acaba sem balizas

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Depois do 7-3 (vitória do Atlético) na pré-temporada, os “merengues” queriam mudar a imagem deixada nos Estados Unidos, e as fracas exibições que têm tido neste início de época. E nada melhor que um dérbi… Ou pior… Na tabela classificativa, o Real partia à frente. 14 pontos contra 13 do Atlético. No quadro da qualidade, os “colchoneros” têm estado melhor.

O Atlético tomou as rédeas da partida, com uma forte pressão ao portador da bola, mas foi bem contrariado pelo Real que logo baixaram o ritmo sempre frenético que os “rojiblancos” impõe nas partidas. João Félix foi o primeiro a causar algum frisson perto das balizas, com um remate a passar perto do poste (8’).

Vê-se um Real a melhorar aos poucos, mas longe do fulgor de outros tempos. Do outro lado, estava um Atlético na mesma toada agressivo-objetiva. Constrói melhores jogadas, é uma equipa mais trabalhada e que respira confiança.

O primeiro tento dos “blancos” surgiu apenas aos 17’, com um cabeceamento de Bale, por cima. No outro flanco, Hazard tarda em provar o porquê da sua contratação (único rasgo de desequilíbrio aos 23’). Nem parece o mesmo jogador que carregou o Chelsea às costas nos últimos anos.

O Real subiu de rendimento a meio da primeira parte, mas ainda com pouca clarividência nas suas ações. A não ser à “lei da bomba”. Duas vezes pelo mesmo homem. Toni Kroos, à primeira fez Oblak defender a dois tempos (37’), e à segunda, esticar-se todo a fim de tocar para canto (41’).

Até ao intervalo, muitas bolas perdidas, muitas faltas e pouca baliza. Duas equipas fortíssimas nas bolas paradas, a anularam-se mutuamente, também nesse ponto.

O menino 120 milhões tarda em convencer os adeptos, mas foi dos mais inconformados em campo
Fonte: Club Atlético de Madrid

No segundo tempo, o “Atleti” voltou mais forte. Ainda mais pressionante e incisivo. Só lhes faltava o golo. Tal como na primeira parte, o Real reequilibrou, mas desta vez, mais à procura do contra-ataque e de rápidas variações de flanco.

Simeone queria ganhar o jogo. Retirou de campo um lateral e colocou um extremo (61’). Parece que é desta, que o técnico argentino, aposta todas as fichas na La Liga. Aos 73’, Saúl Níguez, cabeceou a rasar a barra, na sequência de um canto. Um golo nesta altura poderia ser fatal! Na resposta, Benzema, obrigou Oblak a esforçar-se para evitar o golo “merengue”.

À medida que se aproximava o final do jogo, sentia-se que, ambas as equipas, estavam com receio de arriscar. Do mal, o menos. Mais valia não “destapar atrás”, do que ir para a frente e correr o risco de sofrer. Mais valia o empate do que uma hipotética vitória. Apenas aos 89’, Diego Costa conseguiu rematar à baliza. De cabeça, após um canto, fácil para Courtois.

No fim, duas balizas sem golos. O primeiro dérbi da temporada 19/20 da La Liga, acabou empatado a zeros. Ninguém teve a sorte ou o engenho para a “empurrar lá para dentro”. Ou isso, ou as defesas foram superiores aos ataques. Um resultado que se afigura justo, tendo em conta as (escassas) oportunidades, de ambos os lados. A cair para um lado, teria de ser para os da casa. Fizeram mais para ganhar, que o rival.

Neste mercado, o Real investiu mais, o Atlético investiu melhor. É a diferença para a melhoria de qualidade no plantel de Simeone, para a quase “estagnação” qualitativa dos quadros de Zidane. Não é o valor dos jogadores ou o rendimento no futuro que está em causa. É sim, o futebol apresentado até à data. Se “o futebol é o momento”, os “colchoneros” respiram saúde; do outro lado, os “merengues” custam a respirar…

Após este empate, o Real lidera a classificação; o Atlético é terceiro. 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Club Atlético de Madrid: Oblak, Lodi (Lemar, 61’), Giménez, Savic, Trippier, Koke, Saúl, Thomas, Vítolo (Correa, 46’), Félix (Llorente, 70’) e Costa.

Real Madrid CF: Courtois, Nacho, Varane, Ramos, Carvajal, Casemiro, Kroos, Valverde (Modric, 68’), Hazard (James, 77’), Bale e Benzema (Jovic, 88’).

SL Benfica 1-0 Vitória FC: Vitamina B(anco) foi a solução para vitória

Num jogo a contar para a sétima jornada da Primeira Liga, o SL Benfica recebia o Vitória FC, que ocupava o 11.º posto na tabela classificativa. Os encarnados queriam voltar às boas exibições e vencer, pressionando assim o líder FC Famalicão. Já os sadinos, que só têm um golo marcado em todo o campeonato e com sete pontos, queriam fazer uma boa exibição e sair do Estádio da Luz com alguma coisa positivo. Embora fosse difícil, no futebol não há mesmo impossíveis.

Minutos iniciais com domínio dos encarnados a meio campo e com os sadinos a tentarem sair a jogar através de transições rápidas. Porém, nenhuma das duas equipas estavam a ser eficazes na sua estratégia inicial. O Benfica tinha dificuldade em ligar jogo entre a defesa e o ataque e o Vitória não conseguia sair porque as transições eram sempre travadas a meio campo.

O cronómetro marcava o meio da primeira parte e não havia história nesta partida… nem remates à baliza. Se tem problemas em adormecer este seria um bom remédio para ultrapassar isso, porque era o que devia estar a acontecer a maioria dos adeptos presentes no Estádio da Luz.

Defesa muito compacta no centro do terreno por parte dos sadinos que não deixava o Benfica chutar como normalmente faz: de uma das aulas para o meio. O Vitória estava a ter muito mérito defensivamente, pois não permitia ao melhor ataque da liga nem sequer rematar à baliza defendida pelo georgiano Makaridze.

Foi preciso esperar 35 minutos (!) para que aparecesse o primeiro remate à baliza na partida. A ocasião foi criada por Pizzi, que tentou rematar de cruzado, mas Makaridze conseguiu defender de forma algo desajeitada. Nem assim foi criado demasiado perigo na baliza dos sadinos.

As duas formações recolheram aos balneários com um nulo na partida e os adeptos nas bancadas estavam impacientes, pois queriam uma exibição melhor por parte da sua equipa. E esperemos que na segunda parte possamos assistir a um jogo mais animado e com mais oportunidades de golos… Porque emoção nesta partida? Havia zero…

A primeira parte deste SL Benfica e Vitória FC não foi dos mais animados… ou com remates à baliza
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

A segunda parte começou com uma boa oportunidade para o Vitória FC. O marroquino Hachadi entrou em profundidade pelo corredor esquerdo e depois só preciso de rematar à baliza de Vlachodimos. A sorte do Benfica foi que o avançado sadino acabou por acertar mesmo na malha lateral da baliza encarnada.

Ao minuto 56, os adeptos pediam penalti sobre Rafa. A jogada começa com um excelente passe de Gabriel para Rafa. Depois o extremo português percorre a ala direita toda e acaba por ser derrubado por Pirri. Nas bancadas pedia-se penalti e houve um coro de assobios para o árbitro Tiago Martins. A verdade é que o VAR Bruno Esteves nada disse ao juiz da partida e o jogo prosseguiu.

Não foi à primeira, foi à segunda. Aos 64 minutos, primeiro foi o remate de Ferro a levar perigo à baliza sadina que deu uma boa defesa de Makaridze. Desse lance a bola sobrou para Rafa que pegou novamente na jogada e continuou-a. O pequeno toque de Makaridze, depois do cruzamento do 29 encarnado, deixou a bola para o recém-entrado Vinicius, que tirou o guarda-redes georgiano do caminho e algo atrapalhado conseguiu rematar para o fundo da baliza. Estava aberto o marcador na Luz e era o 1-0 a favor dos encarnados.

Ao minuto 80, Taarabt tem uma entrada imprudente e acaba por ser expulso. O marroquino do Benfica acabou por ser aplaudido intensamente pelos benfiquistas. O SL Benfica tinha dez minutos para jogar em inferioridade numérica e o Vitória FC procurava agora chegar ao empate e talvez quem sabe ao primeiro golo fora da temporada.

Ainda que os encarnados estivessem em inferioridade numérica, do jogo não houve mais nada a destacar de oportunidades de perigo. Assim o Benfica ganha esta partida pela margem mínima, e também com serviços mínimos, frente a um Vitória que deu luta até ao final. Os sadinos continuam sem vencer fora de portas e continuam sem abanar as redes adversárias em jogos fora do Estádio do Bonfim. Já os encarnados são líder à condição e esperam pelo resultado do FC Famalicão e de FC Porto para saber se continuam líderes ou apenas no segundo lugar.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

SL Benfica – Vlachodimos (GR), André Almeida (Tomás Tavares, 78’), Rúben Dias, Ferro, Grimaldo, Fejsa (Gabriel, 45’), Taarabt, Pizzi (Vinicius, 59’), Rafa, Gedson e Seferovic

Vitória FC – Makaridze (GR), André Sousa, Pirri, Artur Jorge, Sílvio, Nuno Valente, José Semedo, Leandrinho (Carlinhos, 70’), Hildeberto (Zequinha, 64’), Brian Mansilla e Khalid Hachadi (Ghilas, 74’)

Doha 2019: Grandes marcas, grandes surpresas

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A longa jornada de sábado em Doha proporcionou grandes marcas na velocidade, nos saltos e nos lançamentos, mostrando que a localização e a data (tardia) destes Mundiais não está a afetar em nada as grandes performances no estádio.

Além de confirmações (Christian Coleman), tivemos grandes surpresas (Gayle no Comprimento), assim como vitórias históricas de Price no Martelo e de Hassan nos 10.000m, uma vitória que até nos faz voltar atrás no tempo, até…Fernanda Ribeiro em Gotemburgo! Também nas eliminatórias existiram surpresas e enormes marcas, mostrando que os Campeonatos têm tudo para não desapontar ao nível desportivo.

Os Portugueses

Lorene Bazolo não conseguiu a qualificação
Fonte: FPA

Lorene Bazolo foi a única portuguesa em pista, correndo as eliminatórias dos 100 metros em 11.51s, distante do seu melhor, não conseguindo o apuramento para a fase seguinte. No final, a atleta apresentou-se ‘desiludida’, pois esperava fazer bem melhor, referindo também a existência de um problema técnico na fase inicial da sua corrida. Lorene disse ainda que se adaptou bem ao clima de Doha e que se sentia bem fisicamente, colocando de parte a hipótese que isso tenha sido um problema.

Esta madrugada, no Qatar, ainda competirão nos 50km Marcha três portugueses: Mara Ribeiro e Inês Henriques na prova feminina e João Vieira na prova masculina. Na madrugada passada, em estrada, decorreu a final da Maratona, onde Salomé Rocha terminou na 28ª posição, com um tempo de 2:58:19s. A prova ficou marcada por extremas condições climatéricas – chegou a atingir os 33 graus e 75% de humidade – e 28 dos 68 atletas que começaram a prova, não terminaram. O Ouro acabou por ir para uma das favoritas, Ruth Chepngetich (KEN) com a marca mais lenta de sempre a vencer Mundiais (2:32:43s). Chepngetich é a líder do ranking da IAAF e bateu a campeã mundial de 2017, Rose Chelimo (BRN), que alcançou a Prata em 2:33:46s, sendo que Helalia Johannes (NAM) fechou o pódio, com 2:34:15s, conseguindo a segunda medalha da história da Namíbia em Maratonas de Mundiais.

As finais de hoje

Coleman sobe a 6º de sempre e Gatlin continua vivo
Fonte: IAAF

Até à final dos 100 metros, apenas um homem (Christian Coleman) tinha baixado dos 10 segundos nestes Campeonatos. Na final foram cinco a fazer isto! Foi uma final emocionante, a primeira sem Usain Bolt, com direito a um fantástico tempo de Christian Coleman (USA), que fechou a prova em 9.76 segundos, o tempo mais rápido no mundo nos últimos quatro anos e uma marca que o coloca como o 6º mais rápido da história. No segundo lugar, com a medalha de Prata, o mal-amado Justin Gatlin (USA), defendendo como conseguia o seu estatuto e mostrando que aos 37 anos ainda tem aquela apetência para grandes campeonatos. A fechar o pódio, o canadiano Andre de Grasse, com uma marca de 9.90 segundos, um novo recorde pessoal. Mais dois homens baixaram dos 10 segundos hoje – Akani Simbine (RSA) em 9.93 e Yohan Blake (JAM) em 9.97 segundos.

Hassan alcançou um Ouro histórico
Fonte: IAAF

Na prova de 10.000 metros feminina, grande luta entre quenianas, etíopes e uma holandesa (que também nasceu na Etíopia) e foi mesmo essa holandesa que conquistou o Ouro! Sifan Hassan (HOL) alcançou um Ouro, que não era alcançado por uma europeia desde a conquista de Fernanda Ribeiro em Gotemburgo, em 1995! A pupila de Alberto Salazar terminou a prova em 30:17.62s, marca líder do ano. A Prata foi para Letesenbet Gidey (ETH), que fez ela mesmo uma grande prova, tendo sido a primeira a tentar dar uma sapatada no ritmo lento que inicialmente foi imposto, terminando em 30:21.23. No terceiro lugar, Agnes Tirop (KEN) levou o Bronze para o Quénia (em 30:25.15) em novo recorde pessoal, sendo que Hellen Obiri ficou de mãos a abanar nesta prova, no 5º lugar, ainda que com um recorde pessoal. No total, 10 atletas melhoraram os seus melhores pessoais nesta prova.

No Comprimento, Gayle surpreendeu…e de que forma!
Fonte: IAAF

No Comprimento, Tajay Gayle (JAM) abriu o concurso a 8.46 metros, um novo recorde pessoal, mas era esperada uma resposta do Juan Miguel Echevarría (CUB). Essa resposta nunca chegou verdadeiramente. Echevarría nunca passou dos 8.34 metros que alcançou ao 3º ensaio e teve que sair de Doha contentando-se com uma medalha de Bronze que não parece ter-lhe sabido a muito. Jeff Henderson (USA), o campeão olímpico, retornou aos bons resultados e com 8.39 metros alcançou a medalha de Prata, mas o Ouro, esse, foi mesmo para Gayle que ainda melhorou no 4º ensaio para impressionantes 8.69 metros! O jamaicano melhorou 37 centímetros em relação ao que trazia para estes Campeonatos, numa das maiores surpresas que certamente acontecerão em Doha.

Price é a primeira norte-americana com Ouro
Fonte: IAAF

Por fim, no que se refere a finais, decorreu ainda a final do Lançamento do Martelo. O Ouro foi para DeAnna Price (USA) que lançou a 77.54 metros na 3ª tentativa, fazendo história, tornando-se na primeira norte-americana a vencer Mundiais neste evento – na verdade, é mesmo a primeira medalha de sempre dos norte-americanos! O 2º lugar foi para a polaca Joanna Fiodorow que bateu o recorde pessoal, ao chegar aos 76.35 metros, sendo esta a sua primeira medalha global da carreira, depois de dois Bronzes em Europeus. Já o Bronze foi para a chinesa Zheng Wang com um lançamento de 74.76 metros ao 5º ensaio, ela que já tinha sido Bronze em Moscovo (em 2013) e Prata em Londres (2017).