A Taça da Liga está a tornar-se muito mais do que a Taça da Liga. É uma prova que o FC Porto ainda não venceu, mas é, também, uma prova que Sérgio Conceição já está em vantagem. O primeiro jogo foi conseguido com sucesso e a aposta nos “miúdos” foi igualmente positiva.
O onze titular dos dragões contou com cinco jogadores da formação portista, dois deles na estreia a titulares.
Sporting CP 1-2 Rio Ave FC: Ponte(s) em ruínas
A jornada um do grupo C da Allianz Cup cessa hoje com o Sporting Clube de Portugal a receber o Rio Ave FC. Os leões buscam a primeira vitória na presente edição à semelhança do Portimonense SC, que se deslocou a Barcelos e triunfou por 2-1. O clube de Alvalade é o atual detentor da competição, apresentando, no total, dois troféus.
Comparativamente ao desaire caseiro diante do Famalicão FC, Leonel Pontes faz descansar Renan, Mathieu, Coates, Bolasie, Miguel Luís e Doumbia. Ilori e Neto constituem a dupla de centrais e Borja ocupa a posição mais defensiva da lateral esquerda; no meio campo destaca-se o regresso de Bruno Fernandes e, na linha da frente, Jesé junta-se a Vietto e Acuña. Um 4x3x3 mesclado com um 4x4x2 pelo facto de o nove leonino recuar, durante o decorrer do jogo, e ser o quarto homem do meio campo. Por sua vez, os vila-condenses apresentam-se com o 4x4x2 habitual, com destaque para a ausência de Bruno Moreira e Felipe Augusto.
Apito inicial, jogo muito físico e uma recuperação de bola à entrada da área do Rio Ave: Vietto fica senhor da situação, abre e desmarca Bruno Fernandes que falha defronte da baliza, escandalosamente. Vietto, dois minutos mais tarde, mostrava-se displicente face a um cruzamento milimétrico de Jesé. Seis minutos e duas oportunidades claras de golo. Ao décimo minuto de jogo, após tiro traiçoeiro do oito leonino, Vítor deixa escapar a bola, Jesé recupera-a, cruza para Vietto que, uma vez mais, vacilou diante do objetivo. Nem à terceira tentativa era de vez…
A equipa de Vila do Conde orquestrava boas movimentações, circulando rápido e os leões apostavam na exploração das costas do defesa esquerdo Amaral com diversas triangulações entre Rosier, Bruno Fernandes e Jesé. Mas subsistia a tática e batalha a meio campo e tudo se mostrava vago e inconclusivo. O cronómetro marcava meia hora de jogo.
O minuto 32 dita o 1-0 a favor dos vila-condenses, adiantando-se no marcador: Ronan, desde o seu meio campo, conduz a bola pelo flanco direito, serenamente, e aproveita a passividade de Rosier. A bola volta ao centro, o Sporting ataca e conquista um livre frontal à baliza do Rio Ave FC, o suspeito do costume encarrega-se da marcação do livre direto e faz embater a bola no adversário que se dispunha na barreira: 1-1, estava reposta a igualdade a mando de Bruno Fernandes.
À passagem do minuto 40, Bruno Fernandes, “do meio da rua”, dispara e o guarda redes vila-condense fica mal na fotografia, apesar de estar de mão dada com a sorte, pelo facto de permitir o canto. Três minutos mais tarde, Battaglia volta a lesionar-se e proliferam as dores de cabeça.
A primeira metade terminou com a igualdade a uma bola. Face às flagrantes oportunidades de golo, os leões podiam ter saído para o descanso com um ou até dois golos de vantagem, mesmo sem jogar com devoção alguma à listada verde e branca. Esperava-se uma mudança drástica de atitude para os 45 minutos que restavam.


Fonte: Liga Portugal
No começo da segunda parte, Rosier, numa investida atrapalhada pela ala direita, envia a bola ao poste. Ao minuto 50, numa rápida recuperação de bola iniciada por Vietto, os leões criam perigo: este conduz, ludibria Messias e, posteriormente, desmarca o oito leonino e este remata a rasar o poste. Logo a seguir, Jesé, à entrada da área, dispara. Vítor defende para o seu lado esquerdo e Acuña, vindo de trás, remata disparatadamente por cima da baliza.
O 58.º minuto vinca o primeiro livre frontal a favorecer o Rio Ave FC, no qual Borja é admoestado com a cartolina amarela. Luís Maximiano tranquilizou os adeptos, agarrando a bola.
O jogo voltava à pasmaceira que compôs parte da primeira metade. A turma leonina acusava uma falta de ritmo e uma ausência de soluções gritantes, sem poder de fogo ou frieza oportunista. Bruno Fernandes, sempre inconformado, combinava com Vietto em alguns momentos de jogo. Mas a cor dele era cinzenta e turva.
À passagem do minuto 72, Bruno Fernandes está envolvido numa confusão e sai da mesma amarelado. Volvidos dez minutos, o Rio Ave desfaz a igualdade: Amaral cruza para a área, Bruno Moreira apodera-se do esférico, observa Carlos Mané, coloca-lhe a bola na cabeça e este, de primeira, joga em Ronan que, diante do 81 leonino, vacila… a bola sobra para Felipe Augusto, mas é intercetada por Borja, ressalta novamente para Lucas Piázon e este, com a serenidade necessária, gelava Alvalade. O placard assinalava 1-2.
Até aos 98 minutos, a turma leonina tentou, em vão, chegar à igualdade. E soou o apito final. Os leões, uma vez mais esta época, caíram numa teia tática perdida a meio campo. Uma equipa sem garra, sem vontade e totalmente lunática é bem derrotada por uma formação vila-condense portadora de uma atitude completamente antitética.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
Sporting CP: Maximiano, Rosier, Neto, Ilori, Borja, Battaglia (Eduardo, 45′), Wendel (L.Phellype, 76′), Acuña, Jesé (Jovane, 84′), Vietto e B. Fernandes.
Rio Ave FC: Vítor, Borekovic, Messias, Junio, Amaral, Figueiras (Carlos Mané, 66′), Tarantini (Felipe Augusto, 46′), Jambor, Piázon, Ronan (B. Moreira, 67′) e Gabrielzinho.
Quem tem medo do Manchester United?
Já vão longe os tempos em que o Manchester United FC era um colosso que dominava o futebol inglês e, não raras vezes, a Europa. Este United já não é o de Alex Ferguson, nem de Beckham, Giggs, Phil e Gary Neville, Paul Scholes, Schmeichel, Dwight Yorke, Andy Cole, Carrick, Ferdinand, Rooney, Cristiano Ronaldo, e podia ficar aqui mais uma quantas linhas a enumerar tantos que fizeram deste United o “papão” que ninguém queria defrontar.
Hoje em dia, a história é outra. Este United já não assusta. Mas, pior ainda, já não é um real candidato a vencer a Premier League e anda longe dos grandes palcos europeus, vagueando pela segunda divisão da Europa em busca de uma glória outrora conquistada.
Nas últimas semanas, o desempenho da equipa treinada por Solskjaer salda-se por vitórias tangenciais frente ao Leicester City FC e frente ao Astana FC, seguindo-se a derrota por 2-0 com o West Ham United FC, que atirou os Red Devils para o oitavo lugar da classificação, a dez pontos do líder Liverpool FC. Ontem, a jogar em casa frente ao modesto Rochdale AFC, do terceiro escalão inglês, o United sofreu para passar à ronda seguinte da Taça da Liga Inglesa e apenas suplantou o adversário nas grandes penalidades.
O regresso de Solskjaer foi, acima de tudo, um regresso à nostalgia do passado, trazendo para liderar a equipa um dos jogadores que fez parte do período de maior sucesso do clube. Mas o técnico norueguês não tem deslumbrado ao comando dos Red Devils, longe disso. O futebol apresentado pela equipa não encanta, há dificuldades latentes no processo defensivo e na falta de capacidade para construir bem a partir de trás, e o ataque, uma das imagens de marca do United de Ferguson, está longe de ser demolidor.
A política de transferências do clube foi vastamente dissecada e criticada neste defeso, sobretudo em virtude da aquisição de Harry Maguire, reforço sonante mais pelos valores em causa (87M€) do que propriamente pela sua qualidade, tornando-se o defesa central mais caro do mundo. Difícil de perceber esta aquisição, mais ainda se tivermos em conta, por exemplo, que Mathijs de Ligt foi transferido também neste defeso pela quantia de 85M€ para a Juventus FC.


Fonte: Manchester United FC
No ataque reside uma das maiores fontes de problemas do clube, com as saídas de Lukaku e Alexis Sánchez a não serem devidamente acauteladas. Daniel James, nova aquisição para esta época, até tem sido um dos elementos em melhor forma e, à falta de outros reforços, Solskjaer teve de recorrer à prata da casa, chamando Greenwood para a equipa principal. Mas a verdade é que estes jogadores não dão a robustez ofensiva que um clube desta envergadura precisa para voltar a lutar por títulos. Podem sê-lo, num período a médio prazo, mas neste momento o United precisa de jogadores que possam acrescentar mais.
Outra situação que causa consternação e muita discórdia é a de Paul Pogba, um jogador que continua numa instabilidade constante. Tanto é capaz do melhor e de carregar a equipa às costas, como é capaz de desaparecer do jogo e estar várias partidas sem ser decisivo. Esta característica do francês é algo que consecutivamente o tem impedido de dar o salto para uma equipa com objetivos realistas mais ambiciosos que os do United. Há muito potencial dentro de Pogba mas tem-lhe faltado a força mental para exponenciar ao máximo esse potencial.
No Teatro dos Sonhos o limite não é o céu. Dificilmente este United lutará pelo título esta época, estando fadado a disputar a presença na Liga dos Campeões da próxima época. Em termos europeus o clube é, em teoria, um candidato a vencer a Liga Europa ou pelo menos a disputar as rondas mais avançadas da competição. A estreia dos Red Devils não foi promissora, apesar da vitória, e os adeptos exigem mais deste gigante. Solskjaer tem uma missão espinhosa pela frente, mas se há pessoa no clube que sabe o que é ganhar pelo United é ele. Resta saber se o consegue “ensinar” aos seus jogadores ou não.
Foto de Capa: Manchester United
Artigo revisto por Inês Vieira Brandão.
Olheiro BnR – Diogo Basílio
Já não é surpresa para ninguém que estamos perante um prodígio que durante muito tempo salvaguardará as balizas portuguesas. O ano passado era surpresa tudo o que vinha de Ponte de Sor, porém, esta época estão a confirmar que não foi sorte de principiante a estreia na Liga. É que no Alentejo há talento e a começar logo na parte mais recuada do terreno, com o guarda-redes.
Não é por acaso que considero que este seja um dos pilares da equipa do Eléctrico FC. É um filho da casa e, obviamente, muito bem acolhido pelos adeptos alentejanos. Formado no clube de Ponte Sor, o jovem de 22 anos ainda esteve em Alcobaça a representar o CCRD Burinhosa, mas por pouco tempo. Em 2017/18 voltou para vestir de novo a camisola do Eléctrico FC, ajudando o clube alentejano a subir à Primeira Divisão.
O ano passado esteve em destaque durante grande parte da época. Apesar de não subir muito no campo, o jovem guardião até chegou a marcar um golo na época transata, na vitória frente ao Viseu 2001. Contudo, é um guarda-redes tradicional.


Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Entre os postes, tem a concentração máxima e só mesmo se estiver em dia “não” é que corre mal a partida. A saída em “mancha” também é outra das características na qual o 99 do Eléctrico é bom, a juntar ao facto de conseguir chegar facilmente às bolas aéreas. É um guarda-redes com reflexos rápidos e mesmo que a bola esteja muito perto de si consegue, na maioria dos casos, afastá-la – ou para canto ou para fora da sua área. Foi fundamental no jogo contra o CRC Quinta dos Lombos.
Fiquei impressionado com o jovem português na passada edição da Taça da Liga. No jogo contra o Sporting, fez uma exibição determinante para segurar a sua equipa até aos penaltis e aí foi o herói da formação alentejana. Depois de diversas defesas em jogo corrido – algumas até de elevada dificuldade –, foi fundamental ao defender o penalti de Erick, que deu a vitória ao Eléctrico. Para quem não se lembra, fica o vídeo para recordar.
Esse jogo foi o suficiente para começar a acompanhar o seu percurso, que só foi mesmo interrompido com a vitória do campeão nacional, SL Benfica. Porém, não deixou de fazer parte de uma equipa sensação e também de ser destaque logo no primeiro ano da mesma, no máximo escalão do futsal.
Tem 22 anos e, por isso, tem muito caminho pela frente para percorrer e esperemos que seja com muito sucesso. Espero que um dia esteja perto dos melhores – e ainda não sei como isso não aconteceu. Não quer isto dizer que não esteja num grande clube, muito pelo contrário… Apenas acho que chegará a fazer parte dos grandes nomes do Fustal um dia. E quem sabe se dentro de muito pouco tempo não tenha uma oportunidade para representar a Seleção A de Portugal.
O seu nome é Diogo Basílio e defende a baliza do Eléctrico FC. Guardem bem este nome, pois o jovem português mais tarde ou mais cedo vai dar muito que falar. É apenas uma questão de tempo.
Foto de Capa: Joana Manta/Bola na Rede
Artigo revisto por Inês Vieira Brandão.
(Além) Tejo: terra de um futebol esquecido
Recordo-me de um improvável SC Beira-Mar – SC Campomaiorense numa final da Taça de Portugal, a 19 de Junho de 1999. O clube aveirense venceu os Galgos de Campo Maior por uma bola a zero, com golo apontado por Ricardo Sousa, ao minuto 68. Desde então, todas as finais da Prova Rainha tiveram a intervenção de pelo menos um dos “Três Grandes”.
Esta é uma das várias memórias que tenho daquele que foi o último clube alentejano a competir no principal escalão do futebol português.
Na verdade, há quase duas décadas que o Alentejo não tem representação na Primeira Liga portuguesa. O que não deixa de ser caricato, pois o Alentejo, se juntarmos o Alto e o Baixo, forma a maior região de Portugal.
Quando falamos em clubes alentejanos, o emblema que nos vem logo à mente é, de facto, o SC Campomaiorense. “Mais do que um clube, uma paixão”, o SC Campomaiorense enquanto clube primodivisionário entre 1995 e 2001, era conhecido por todos como um clube “muito à frente do seu tempo” e que potenciou o desenvolvimento de muitos jogadores. Na verdade, o clube de Campo Maior, não pertencendo ao espectro dos “Três Grandes”, dispunha mesmo de infra-estruturas desportivas já bastante avançadas, tendo em conta o contexto daqueles tempos. Hoje em dia, os Galgos apostam na formação e proporcionam actividades desportivas aos seus sócios, continuando a ser um dos maiores símbolos de Campo Maior e do próprio Alentejo.
Convém, todavia, referir que o Lusitano de Évora é o clube alentejano com mais presenças no primeiro escalão do futebol português, com catorze presenças, à frente do SC Campomaiorense e do Elvas CAD, que contam ambos com cinco presenças. Refira-se também que o Elvas é fruto de uma relação impossível ou, no mínimo, improvável nos actuais dias do futebol nacional: o clube elvense resultou da fusão das filiais do Sporting e do Benfica existentes naquela cidade alentejana.
Infelizmente, hoje em dia falar no futebol alentejano é falar, sobretudo, no passado, já que o presente é sombrio e o futuro muito incerto. Os vários clubes alentejanos que têm competido no Campeonato Nacional de Seniores têm tido sempre grandes dificuldades em, pelos menos, conseguir a manutenção: na época passada, o Redondense FC apenas amealhou um ponto (!) e o Moura Atlético Clube, que vinha a aguentar-se de modo interrupto durante várias épocas, acabou também por resvalar para a despromoção juntamente com o Redondense e Vasco da Gama Vidigueira.
Já o FC Mosteirense da AF Portalegre, que alcançou a promoção ao Campeonato Nacional de Seniores, viu-se obrigado a recusar a sua participação naquela competição por dificuldades financeiras. Uma decisão que revela um grande sentido de humildade por parte do clube em causa, mas que não deixa de ser lamentável.


Fonte: Moura Atlético Clube
Como justificar este marasmo em que mergulhou o futebol alentejano? O primeiro factor é óbvio e não é nenhum segredo: há falta de dinheiro.
O segundo grande factor é transversal a todas as áreas de actividade: a desertificação do interior. A fuga dos jovens para os grandes centros urbanos do litoral em busca de uma vida melhor, leva a que os clubes alentejanos não disponham de recursos humanos para formar as respectivas equipas.
Como inverter este estado de coisas? Em primeiro lugar, a região carece de apoios e incentivos por parte da Federação Portuguesa de Futebol a clubes como o Mosteirense e outros, que subindo ao Campeonato de Portugal se deparam com uma competição mais difícil e com a obrigação de realizarem deslocações mais longas. Se já existe uma discriminação positiva em relação aos clubes dos Arquipélagos da Madeira e dos Açores, deveria existir igualmente, tendo em conta o contexto actual, no que respeita os clubes do interior de Portugal Continental.
Depois urge repensar a própria estrutura dos campeonatos nacionais. Será que faz sentido um Campeonato de Portugal, dividido em quatro séries, em cada uma das quais descem cinco equipas? Para os clubes provenientes dos campeonatos distritais, como os clubes alentejanos, torna-se uma tarefa dantesca a manutenção naquela competição.
Neste sentido, e à semelhança do que muitos defendem, creio que poderia ser interessante e útil a criação de uma 4.ª Divisão, com diversas séries circunscritas a áreas geográficas mais pequenas (uma série por cada distrito, por exemplo), que intermediasse o Campeonato de Portugal e os campeonatos distritais, de maneira a conceder estabilidade a clubes que são demasiado fortes nestes, mas que não têm capacidade financeira ou desportiva para competir no Campeonato Nacional de Seniores. E para além da estabilidade, a emoção seria à partida garantida, visto que este modelo até potenciaria mais dérbis locais. Enfim, podem e devem ser discutidos vários modelos de reformulação dos campeonatos nacionais. Só que requer muito trabalho…
Entretanto, vamos assistindo com tristeza ao definhar do futebol de uma região imensa com tantos adeptos do desporto-rei, enquanto a Federação Portuguesa de Futebol “lava daí as suas mãos”, deixando à sua sorte clubes que não tentam mais do que sobreviver. O futebol alentejano está hoje abandonado à sua sorte.
Foto de Capa: Lusitano Ginásio Clube
Artigo revisto por Inês Vieira Brandão.
FC Porto 1-0 CD Santa Clara: Dragões entram a vencer na competição maldita
O FC Porto iniciou a sua participação na Taça da Liga, competição que nunca venceu, frente ao CD Santa Clara, reeditando o jogo que já tinha ocorrido no domingo a contar para a Liga NOS. Numa partida, que ambos os treinadores aproveitaram para fazer algumas alterações, dando descanso a alguns dos atletas mais utilizados e meter em campo outros com menos minutos. Sendo assim, do lado dos dragões há que destacar a titularidade de Fábio Silva, jogador mais jovem de sempre a titular pelos azuis e brancos, de Diogo Costa, 1º desafio da carreira na equipa principal do emblema da invicta, de Diogo Leite, de Bruno Costa e de Nakajima, que somou os primeiros minutos após o polémico final contra o Portimonense SC. Já no lado dos açorianos há que destacar o 1º jogo do guarda-redes André Ferreira pelos insulares, assim como as introduções de Guilherme Schettine ou de Lincoln, que chegou este Verão com alguma cotação.
Quanto ao esquema tático, o clube de Sérgio Conceição alinhou num 4-4-2, no entanto no momento ofensivo a dinâmica variava, já que Mbemba, na maioria das vezes, ou Bruno Costa recuavam até aos centrais e faziam uma linha de 3, para que assim possibilitasse a subida dos laterais. Por outro lado, a equipa de João Henriques alterou a sua formação relativamente à partida para o campeonato, alinhando desta vez num 4-4-2 e na transição defensiva, por vezes, formava uma linha de 5 no meio campo, fixando-se assim num 4-5-1.
A partida iniciou com o FC Porto a tentar assumir o controlo do jogo e prova disso são os dois remates de Nakajima nos primeiros oito minutos, embora a 1º grande oportunidade do encontro tenha pertencido à formação visitante por intermédio de Pineda que isolado atirou ao lado da baliza de Diogo Costa. No seguimento, os azuis e brancos foram sempre procurando dominar o desafio, um pouco também incentivados pela forma expectante que o seu adversário atuava no terreno de jogo.
Porém, por volta dos 15 minutos, o CD Santa Clara tentou equilibrar a partida e dividir mais a posse bola, atitude essa que não conseguiu prolongar por muito tempo, uma vez que os azuis e brancos trataram de recuperar o controlo da partida. Por conseguinte, mais uma vez contra a corrente do jogo, é mais uma vez a equipa dos Açores que se aproxima do golo. Ou seja, Lucas Marques atira ao lado, num remate de ressaca de um pontapé livre, após falta de Romário Baró.
Nessa altura, o jogo tornou-se um pouco quizilento, com algumas faltas, umas mais duras do que outras, o que traduziu no 1º amarelo da partida para Schettine por ter pisado Pepe. Nos últimos 15 minutos do encontro da 1º parte, o FC Porto colecionou alguns lances de perigo junto da grande área do seu adversário. Primeiro com um remate de Soares, que o guardião André Ferreira desviou para canto e depois por Diogo Leite que falhou “à boca da baliza” um cabeceamento, após um canto. Já em cima do intervalo, o jovem central português redimiu-se do momento anterior e aproveitou um bom trabalho de Shoya Nakajima, que se livrou do seu opositor com grande classe, para tirar um cruzamento perfeito que Diogo Leite concluiu sem grande dificuldade. Desta forma, os dragões foram para o intervalo em vantagem fazendo alguma justiça ao que tinha acontecido nos primeiros 45 minutos.


Fonte: Liga Portugal
No segundo tempo, as equipas voltaram para o campo sem alterações em ambos os onzes e a partida retomou com o FC Porto a mandar no jogo procurando fazer um golo que desse outra tranquilidade. No entanto, à semelhança da 1º parte, é o CD Santa Clara que efetua a primeira grande aproximação a uma das balizas, neste caso, defendida por Diogo Costa, onde Schettine volta a ter uma chance para visar as redes do Estádio do Dragão, mas sem sucesso.
Por volta dos 60 minutos, o público do Dragão protagoniza um momento solene aplaudindo a entrada de Ukra, futebolista com passado no FC Porto, como já tem sido habitual nas suas anteriores visitas ao mesmo recinto. Situação, que não deixou amolecer os pupilos de Sérgio Conceição, que por este período, aumentaram a sua pressão sobre os jogadores insulares e tentaram assim encostar o conjunto dos Açores ao seu meio campo. Por isso, Baró tentou aproveitar esse ímpeto e aos 66 minutos atirou forte à baliza adversária sem grande sucesso, jogada que repetiu aos 70 minutos. Antes, João Henriques retirou de campo Lincoln para fazer entrar Bruno Lamas.
Na entrada para os últimos 20 minutos, há a registar mais uma ocasião de golo para o lado dos anfitriões, nos pés de Soares, que recebeu um excelente passe de Romário e disparou um remate cruzado, que passou a centímetros do poste contrário. Entretanto, Otávio entrou para o lugar de Fábio Silva, que esteve apagado, com o fim de dar mais solidez ao meio campo, mas sem retirar criatividade ao ataque do FC Porto. Minutos mais tarde, foi a vez de Zé Luís ir a jogo na vaga deixada por Tiquinho e rapidamente podia ter marcado, caso André Ferreira não se tivesse antecipado ao atacante e tirado a oportunidade ao artilheiro cabo-verdiano de fazer o gosto ao pé. Até ao final da partida, destaque ainda para a saída de Romário Baró por lesão em consequência de uma entrada dura de Fábio Cardoso, que levou amarelo, tendo o colombiano Luís Diaz suprido a sua posição. Por fim, o árbitro deu por terminado o encontro aos 94 minutos numa vitória justa do FC Porto, que sem forçar muito teve sempre o jogo na sua mão.
Onzes Iniciais e Substituições:
FC Porto: Diogo Costa, Manafá, Pepe, Diogo Leite, Alex Telles, Mbemba, Bruno Costa, Nakajima, Romário Baró (Luís Diaz, 90′) Fábio Silva (Otávio, 75′) e Soares (Zé Luís, 82′)
CD Santa Clara: André Ferreira, Rafael Ramos, Cesar, Fábio Cardoso, Mamadu Cande, Lucas Marques (Evouna, 78′), Cunha Correia, Lincoln (Bruno Lamas, 68′), Stephen (Ukra, 60′) e Schettine.
SL Benfica 0-0 Vitória SC: Os postes travaram triunfo vimaranense na Luz
No início da fase de grupos da Taça da Liga, SL Benfica e Vitória SC não foram além de um empate a zero. A Luz foi palco do duelo entre os dois principais candidatos a lutar pela passagem no grupo B à “Final Four”, que irá decorrer em janeiro de 2020. Bruno Lage e Ivo Vieira aproveitaram o jogo para fazer algumas mexidas nos onzes, guardando as peças principais para os compromissos da Primeira Liga e europeus.
A partida começou com sinal “mais” para o conjunto visitante: aos seis minutos, Davidson trabalhou bem dentro da área encarnada e disparou à baliza de Zlobin (uma das muitas novidades no onze benfiquista), com a bola a passar perto da barra. Três minutos depois, foi Rochinha a rematar cruzado e a pôr em sentido a defesa contrária, depois de Sacko ter combinado bem com o médio português.
O primeiro lance de perigo do Benfica surgiu à passagem do minuto 15: na sequência de um canto, Adel Taarabt cruzou para a área onde surgiu Jardel a cabecear entre os centrais vitorianos, contudo o golo não apareceu. Algum tempo depois, foi Gedson a tentar a sua sorte à entrada da área, mas o seu remate não criou grande perigo a Douglas, após uma boa interceção no meio-campo defensivo do Vitória.
O Benfica começou a ter mais bola e a tentar empurrar o adversário para a sua zona defensiva, embora fosse notória a falta de entrosamento entre os jogadores que foram lançados de início por Bruno Lage, pois não havia criação de espaços na frente de ataque, o que facilitava a tarefa dos defesas vimaranenses.
A terminar a primeira parte, o Vitória esteve perto de fazer o primeiro no marcador por dois momentos consecutivos: primeiro Davidson aproveitou um desentendimento entre Zlobin e Jardel para disparar para uma defesa espetacular do guardião russo e em segundo, os postes salvaram por duas vezes consecutivas o Benfica de ir em desvantagem para o intervalo, com Bonatini a ter a infelicidade de atirar ao poste e à barra. Assim sendo, o nulo no marcador manteve-se e os atletas dos dois conjuntos foram para o descanso, com alguns assobios dos adeptos benfiquistas face ao “adormecimento” nos últimos instantes da primeira parte.


Fonte: Liga Portugal
O segundo tempo não trouxe qualquer alteração nos onzes, mas o Vitória voltou a entrar com mais vontade de vencer: aos 51’, Bonatini falhou um golo praticamente certo, após um bom trabalho de Davidson no lado esquerdo. O mesmo Davidson, no minuto seguinte, rematou forte do “meio da rua” e Zlobin encaixou sem qualquer problema.
O conjunto vimaranense ia estando por cima do jogo, sem medo de ter bola e a aproveitar as debilidades do setor defensivo encarnado. O extremo brasileiro Davidson ia sendo o homem em destaque até ao momento, sempre a criar desequilíbrios do lado esquerdo e a tentar visar a baliza de Zlobin quando surgia oportunidade para tal, como exemplo disso o remate aos 59’.
O Benfica estava a ter muitas dificuldades em criar situações de perigo, e percebendo isso, Bruno Lage lançou em campo Rafa Silva e Gabriel – regressou hoje aos relvados, após um longo período de ausência -, numa clara tentativa de ter mais bola e apostar na rapidez do extremo português para causar estragos na defesa adversária.
A partida caiu num ritmo de desinteresse, e só animou nos últimos cinco minutos, altura em que o lateral Tomás Tavares, ao minuto 85, tirou um “coelho da cartola”, foi para cima do adversário e cruzou rasteiro para Rafa Silva disparar e valeu Frederico Venâncio a cortar para impedir o golo. O Benfica ainda tentou o “forcing” final em busca do golo, mas não conseguiu desfazer o nulo.
Um ponto para SL Benfica e Vitória SC, numa partida em que os visitantes mereciam ter conquistado os três pontos, e não os levam para a Cidade Berço por causa de diversas bolas ao poste e algumas defesas de Zlobin. O Benfica tem agora encontro marcado com o SC Covilhã, enquanto que os vimaranenses vão receber o outro Vitória, o Vitória FC. Os outros dois clubes do Grupo B jogam só dia 12 de outubro para a estreia nesta fase de grupos da Taça da Liga.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
SL Benfica – Ivan Zlobin (GR), Tomás Tavares, Rúben Dias, Jardel, Nuno Tavares, Andreas Samaris (Gabriel, 65’), Adel Taarabt, Caio Lucas (Raúl de Tomás, 81’), Gedson Fernandes, Jota (Rafa Silva, 60’) e Haris Seferovic
Vitória SC – Douglas (GR), Falaye Sacko, Frederico Venâncio, Pedro Henrique, Florent Hanin, Mikel Agu (André Pereira, 66’), Denis Poha, André Almeida (Lucas Evangelista, 57’), Rochinha, Davidson e Léo Bonatini (Marcus Edwards, 72’)
Campeonatos do Mundo de Ciclismo de Estrada – ITT Masculino: Dennis vence, com Nelson Oliveira a fechar no 8.º lugar
Realizou-se, hoje, a primeira prova de elites masculinos nos campeonatos do mundo. Era dia de contrarrelógio, num percurso entre Northhallerton e Harrogate, em Inglaterra, num total de 54 quilómetros. No final, foi Rohan Dennis o ciclista mais forte do dia, renovando assim o título de melhor do Mundo, visto que já tinha ganho em 2018.
Uma prova recheada com os melhores especialistas de contrarrelógio, estando presentes três antigos campeões do mundo: Tony Martin, Vasil Kiryienka e o vencedor do ano passado, Rohan Dennis.
Para termos a noção da enorme extensão deste contrarrelógio, o número mais próximo de quilómetros nesta temporada foi alcançado no Tour of Qinghai Lake na China, com 42 quilómetros de percurso.
Houve várias equipas representadas, com especial destaque para a Team INEOS com cinco homens e para a Deceuninck-Quick-Step com quatro unidades.
O contrarrelógio teve como melhor tempo na sua fase inicial um nome pouco conhecido no pelotão internacional, o britânico John Archibald. De seguida, Alex Dowsett – outro britânico – a atingir o melhor tempo, no entanto, foi curta a estadia no cadeirão, visto que o jovem prodígio Evenepoel acabou por saltar para o primeiro lugar com um tempo fantástico, de 1h:06m:14s, tirando praticamente um minuto para toda a concorrência.
Patrick Bevin e Filippo Ganna também fizeram um grande tempo, com 1h:07m:02s e 1h:07m:00s, respetivamente. Melhor que estes tempos, apenas um ciclista o conseguiu fazer, de seu nome, Rohan Dennis. Com um tempo canhão de 1h:05m:05s, retirou mais de um minuto a Evenepoel.
Dennis dobrou durante a prova, Campenaerts que foi um dos azarados do dia, acabando por cair e ter que trocar de bicicleta mais tarde. Ele que era um dos favoritos e o detentor do recorde da hora. Como se não bastasse ainda dobrou mais à frente Primoz Roglic, um dos melhores contrarrelogistas do mundo e o atual vencedor da Vuelta. O australiano acabou a prova com uma média de 49.782 km/h.
No final da prova, tivemos o português Nelson Oliveira a acabar num honroso oitavo lugar, acabando pela quarta vez num top dez do campeonato do mundo. Ele que esteve em lugares de medalhas por várias vezes, mas não acabou por resistir aos quilómetros finais onde esteve em quebra, acabando com 48.178 km/h de média final.
Talvez aquelas três semanas de Vuelta tenham custado caro às aspirações do português. A última vitória do português foi em 2016, nos campeonatos nacionais em Portugal.


Fonte: Movistar Team
No final tivemos a Austrália no primeiro lugar do pódio com Rohan Dennis, que somou o seu 28.º triunfo da carreira. Em segundo lugar a Bélgica, mesmo com os azares de Campenaerts e com a queda de Yves Lampaert, o menino Evenepoel no seu primeiro ano de World Tour acabou por ganhar a medalha de prata! É o mais jovem de sempre a estar num pódio dos campeonatos do mundo. Por fim, o jovem Filippo Ganna levou a Itália ao último lugar do pódio, ele que é o atual campeão nacional de Itália nesta especialidade.
TOP 10 FINAL:
1.º – Rohan Dennis (Austrália) 1:h:05m:05s
2.º – Remco Evenepoel (Bélgica) +1m:09s
3.º – Filippo Ganna (Itália) +1m:55s
4.º – Patrick Bevin (Nova Zelândia) +1m:58s
5.º – Alex Dowsett (Grã Bretanha) +2m:02s
6.º – Lawson Craddock (E.U.A) +2m:08s
7.º – Tanel Kangert (Estónia) m.t
8.º – Nelson Oliveira (Portugal) +2m:10s
9.º – Tony Martin (Alemanha) +2m:27s
10.º – Stefan Kung (Suiça) +2m:47s
Foto de Capa: Yorkshire 2019
Artigo revisto por Diogo Teixeira[tps_header][/tps_header]
Uma lição com Fama e uma cabeçada fora de horas
Mas que jornada! Para não variar, houve de quase tudo, como é bom e se quer no cocktail do futebol português.
Em Paços de Ferreira, os dois últimos encontraram-se e os da casa levaram a melhor sobre o CD Aves, oferecendo o último lugar da Primeira Liga aos avenses. Augusto Inácio que recebe na próxima jornada o “seu” Sporting CP, estará mesmo com guia de marcha… ou será capaz de, também ele, dar uma “machadada” nos de Alvalade?
No Jamor, o Rio Ave FC venceu o Belenenses Futebol SAD por 1-3 e mostrou que a jornada anterior foi, tão somente, um acidente de percurso. É impressão minha ou este Rio Ave parece mais forte fora de portas que em Vila do Conde?
À hora de jantar todos pudemos degustar um Moreirense FC – SL Benfica. E não é que os encarnados iam deixando pontos em Moreira e Cónegos? Tudo guardado para os últimos cinco minutos, em que Rafa e Seferovic concretizaram a reviravolta. Seferovic não mandou calar os adeptos, mas a sua cabeçada vitoriosa terá estremecido na mente de cada um daqueles que o têm criticado. RDT não marcou! O avançado espanhol joga mesmo no SLB, ou terá sido contratado pelo Vitória FC? Afinal de contas, em Setúbal só se assistiu a um golo em 540 minutos. Mais um jogo, mais um empate a zero, desta vez frente aos homens de Portimão. Eu simpatizo com o Vitória sadino, mas os seus jogos quase sempre me levam a bocejar pelo menos umas trinta vezes.
Por falar em nulos, também em Barcelos se assistiu a um 0-0. O Boavista FC esteve reduzido desde os 30 minutos a dez jogadores, mas o Gil não conseguiu aproveitar, e os do Bessa mostraram porque são uma das duas equipas que ainda não perderam este ano.


Fonte: Liga Portugal
Quem joga à bola, e não é pouco, é o Vitória SC. Maturidade e qualidade são dois belos adjectivos para descrever a equipa de Ivo Vieira. Uma defesa que sabe jogar futebol, um meio campo com enorme qualidade jogue quem jogar e um ataque que desequilibra, fazem deste Vitória, a meu ver, o mais sério candidato ao quarto lugar. Assim, a Liga Europa não os canse em demasia.
Quarto lugar que costuma ser cativo dos vizinhos de Braga. No entanto, a equipa de Sá Pinto parece ser uma cópia a preto e branco daquela que joga na Liga Europa e onde tem pintado belas páginas de cores garridas. Desta vez, os minhotos não foram além de um empate a duas bolas, em plena pedreira, e perante um CS Marítimo que está longe do Marítimo europeu de alguns anos. Sá Pinto parece ser um dos três ou quatro treinadores que estão na corda bamba, e não me parece que isto seja somente mais uma novela.
Já quase me esquecia: o FC Porto venceu o Santa Clara por 2-0 e, o melhor que se pode dizer para os portistas, é que foi uma vitória segura, sem espinhas, sem dificuldades de maior, numa noite (finalmente) tranquila para os azuis e brancos.
Já aqui falei em novela? Imaginem uma onde o protagonista principal é um clube que há poucos meses ainda jogava na Segunda Liga e que após seis jornadas lidera o nosso Campeonato isolado, com mais um ponto do que dois dos eternos favoritos, mais cinco que o quarto classificado e por entre outras diferenças, mais oito (!) que o outro eterno ‘grande’. E nessa novela, esse clube ia ao estádio do poderoso e actualmente terceiro grande, e lá mostraria sem receio de perder, que se pode ser feliz por mais algumas semanas. Virou o resultado ao intervalo, e acabou por sair de lá com um 1-2.
Mais do que a vitória, talvez o que mais me tenha surpreendido (para além da ridícula segunda parte dos de Alvalade), foi a lição que o Fama deu ao Sporting em 45 minutos. Viram-se minutos atrás de minutos em que só a equipa de Famalicão tinha a bola, criando diversas oportunidades de golo. Uma equipa com excelentes jogadores, mas gerada e criada na quase totalidade há menos de quatro meses. É obra! Viva ao Famalicão. Viva ao futebol nacional que volta e meia nos apresenta surpresas destas que fazem a todos nós sonhar que se pode ser grande mesmo sendo… menos grande. Da crise leonina prometo falar-vos um pouco mais na ressaca do resultado da sua visita às Aves, seja ele qual for.
Foto de Capa: Liga Portugal
Artigo revisto por Diogo Teixeira
Antevisão da época 2019/20: Northwest Division
Do lado Oeste, na Northwest Division, as mudanças não foram tão profundas mas há várias equipas com fortes aspirações ao título. Os Nuggets, Blazers e Jazz assumem-se como candidatas e todas se reforçaram no verão. Os Timberwolves procuram encontrar o seu caminho e os Thunder iniciam uma reconstrução forçada, após as saídas de Paul George e Westbrook.






