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PSV Eindhoven 3-2 Sporting CP: Leão sem garras para se defender

Entrada em falso dos leões na Liga Europa. Depois de um início tranquilo, o PSV foi eficaz nos momentos certos e obrigou o Sporting a correr atrás do resultado durante toda a partida, sem sucesso. Mais uma vez, as debilidades defensivas dos leões foram notórias e afastaram a possibilidade de pontuar em casa do adversário com quem irá, provavelmente, discutir a liderança do Grupo D.

Para a estreia europeia, Leonel Pontes promoveu três alterações em relação ao onze exibido no Bessa: Coates supriu a ausência do lesionado Mathieu, Vietto voltou à titularidade após lesão, tomando o lugar de Gonzalo Plata e Miguel Luís fez a sua estreia absoluta nesta temporada. No entanto, a maior novidade foi a disposição tática leonina, que jogou em 4-4-2 com um visível losango no meio campo. Wendel e Miguel Luís foram os interiores e a frente ficou entregue à mobilidade de Vietto, Bolasie e Bruno Fernandes. Já o técnico holandês, Van Bommel, deu continuidade ao onze inicial que venceu o Vitesse por 5-0, no último fim de semana, com os cinco golos (!) a serem marcados pelo jovem Malen – que hoje voltou a brilhar.

As duas equipas partiram para esta jornada inaugural da Liga Europa com “bagagens” muito diferentes: de um lado, o PSV contava por vitórias os seus últimos cinco jogos (17 golos marcados e apenas um sofrido) e é líder da Eredivisie com 13 pontos, de forma partilhada com o Ajax. Do lado visitante, chegou a Eindhoven um Sporting CP em agonia, com duas vitórias nos últimos cinco jogos, com golos sofridos em todos os jogos que disputou e que somava já dois jogos sem saborear uma vitória.

O Sporting entrou no jogo de forma tranquila e organizada e nos primeiros minutos ficaram na retina duas tímidas investidas, potencialmente perigosas, a primeira conduzida por Bolasie e a seguinte por Bruno Fernandes, mas nenhuma teve efeitos práticos ou conclusivos. A equipa de Leonel Pontes mostrava-se confortável, saía a jogar desde trás, de forma curta e apoiada, geralmente com Doumbia a encaixar entre os centrais na construção e os laterais subiam no terreno. Sem bola, tanto o Sporting como o PSV, buscavam condicionar essa construção com as linhas bem altas para exercer uma pressão célere.

O primeiro remate à baliza teve a autoria de Hendrix, ao minuto onze, mas sem qualquer perigo para Renan. Na resposta, foi Bruno Fernandes que, desde fora da área, alvejou a baliza local mas Zoet resolveu de forma eficaz. Estes remates serviam de aviso para o que viria depois, de um lado e do outro, sobretudo na segunda parte.

O jogo estava tranquilo e demasiado harmonioso, até que o jovem Malen puxou da sua irreverência e qualidade e transformou, em breves segundos, um ataque leonino em golo do PSV. A transição foi rapidíssima e com três toques – um deles um passe longo teleguiado de Rosario para as costas da defesa leonina – a bola chegou à nova coqueluche holandesa, que recebeu descaído para a esquerda, perfilou-se para dentro e atirou ao poste mais afastado, onde a bola bateu – depois de desviar em Neto – e adormeceu dentro da baliza de Renan.

O Sporting não pareceu abalado e na resposta, Wendel chegou a atirar à baliza holandesa mas fraco e à figura. Contudo, poucos minutos depois do 1-0, o jogo começava a tornar-se um pesadelo para oo leões. Pontapé de baliza de Zoet para o corredor direito, o PSV ganha a primeira e a segunda bola e coloca-a à flor da relva. Aí o meio campo do PSV encetou uma troca de passes rápida e assertiva, um deles entrelinhas que foi devolvido para trás – com a defesa verde e branca perdida no carrossel holandês – a bola foi depois prontamente endossada em Bruma que cruzou com qualidade para o segundo poste, onde Malen estava pronto para encostar, mas acabou por ser Coates a introduzir a bola na própria baliza.

Vinte e cinco minutos decorridos e os leões já perdiam por 2-0: eficácia máxima dos holandeses. O Sporting só ameaçava e Bruno Fernandes, para (não) variar, era o mais inconformado. O envolvimento ofensivo dos leões passava constantemente pelos seus pés, independentemente de ser na fase de criação ou finalização. Por outro lado, Vietto e Bolasie mantinham-se muito desaparecidos em campo.

Depois da meia hora de jogo, Renan antecipou-se a um prometedor cruzamento rasteiro. Agora, o PSV mostrava-se superior, controlava e os leões de Leonel Pontes pareciam arredados da discussão da partida. Ainda no seguimento da última jogada, Bolasie entrou a grande velocidade na área do PSV e foi derrubado. O árbitro eslovaco Ivan Kružliak não hesitou e assinalou a grande penalidade. Na sua cobrança, o capitão leonino apareceu para resgatar a moribunda equipa de Alvalade: também não hesitou e reduziu para 2-1.

O capitão leonino nunca se esconde e foi dos mais inconformados
Fonte: UEFA

O Sporting foi para o intervalo com vida depois de uma primeira parte na qual o PSV desferiu dois fortes e repentinos golpes no plano leonino. Ainda assim, o golo de Bruno Fernandes colocou o Sporting à tona na melhor altura, quando a equipa parecia afogada e cada vez mais fora da partida. Esperava-se uma entrada autoritária e motivada do emblema verde e branco, mas aconteceu exatamente o oposto: num canto favorável ao PSV à passagem do minuto 47, apareceu a habitual passividade e permissividade leonina desta temporada e o defesa Baumgartl entrou sem oposição na pequena área e finalizou a seu bel-prazer. O reatamento da partida não podia ter sido pior, o Sporting estava novamente em desvantagem de dois golos no marcador e teria de correr atrás do prejuízo.

A partir dos cinquenta minutos, a partida entrou numa fase desenfreada de oportunidades que se sucediam a grande velocidade em ambas as balizas. Primeiro foi Renan a defender e a soltar uma bola na área, causando momentos de aflição para a turma de Alvalade. De seguida, o Sporting conseguiu virar o centro de jogo e Acuña cruzou imediatamente para um cabeceamento desenquadrado de Bruno Fernandes ao segundo poste.

Poucos minutos depois, já mais sobre a direita, Bolasie conseguiu desenvencilhar-se do seu marcador direto, foi à linha e cruzou com qualidade, mas Miguel Luís não conseguiu encostar para a baliza deserta. O ritmo frenético continuava e o festival de golos falhados também. Na resposta holandesa, Malen atirou para defesa de Renan e depois de um livre colocado de Bruno Fernandes parado por Zoet, o PSV dispôs de mais duas oportunidades consecutivas, às quais Renan foi o único obstáculo.

O Sporting precisava de um golo para relançar a discussão e Leonel Pontes retirou o hoje desinspirado Vietto para colocar Jovane Cabral. O irrequieto extremo entrou bem na partida e fez dois remates à baliza que o podiam ter transformado numa cartada perfeita do banco leonino, mas essa ficou reservada para mais tarde. De repente, o ritmo começou a baixar, ambas as equipas sofreram grande desgaste ao longo do jogo, mas só o PSV beneficiava disso, pois ia mantendo a vantagem de dois golos no marcador.

Bruno Fernandes continuava a tentar remates de fora da área, mas sem sucesso (71’ e 75’), Zoet parecia intransponível. À entrada para os últimos dez minutos de jogo, o técnico verde e branco lançou o jovem Pedro Mendes “às feras” e a resposta não podia ter sido mais afirmativa: na primeira bola que toca, o jovem estava nas imediações da meia-lua e de costas para a baliza, recebeu e rodou de imediato e desferiu um potente remate que só parou no fundo das redes. Estreia de sonho para Pedro Mendes e uma réstia de esperança para os leões de Leonel Pontes.

Depois do golo e consequente 3-2 no resultado, o PSV baixou as suas linhas, assumiu um jogo mais reativo e tentava segurar os três pontos. O Sporting assumia a iniciativa, mas a equipa ficou exposta às sempre perigosas transições ofensivas dos holandeses. Dessa forma, foi o PSV que ainda dispôs de duas oportunidades claras para matar o jogo, já em período de descontos.

O tempo acabou e o Sporting saiu derrotado na estreia europeia. A semana horribilis continua a pairar em Alvalade e, no que toca à Liga Europa, o Sporting vê o LASK Linz e o PSV Eindhoven na liderança do grupo. Leonel Pontes tem muito trabalho pela frente.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

PSV: Zoet; Dumfries, Baumgarti, Viergever, Boscagli; Hendrix, Rosario, Ihattaren (Gakpo, 64′); Bergwijn, Malen (Sadilek, 83′), Bruma (Doan, 77′).

Sporting CP: Renan, Rosier, Coates, Neto, Acuña; Miguel Luís (Pedro Mendes, 80′), Doumbia, Wendel (Camacho, 90′), Bruno Fernandes; Vietto (Jovane, 64′), Bolasie.

Standard de Liège 2-0 Vitória SC: Um infeliz deslize na caminhada europeia

O grupo F estreou-se na fase de grupos da Liga Europa. A equipa portuguesa, Vitória SC defrontou o Standard de Liège. Um Vitória estabilizado, onde em termos europeus marcou 15 golos e não sofreu nenhum. Um adversário difícil, não é por acaso que é o atual líder do campeonato da Bélgica, que espera marcar pontos para enfrentar os próximos desafios de forma mais confortável, mas ao nível da equipa portuguesa.

Durante a primeira parte, a primeira iminência de perigo dos conquistadores deu-se aos 21 minutos de jogo: Lucas Evangelista tentou um remate forte após fintar o árbitro, mas a bola saiu ao lado da equipa adversária.

Os adeptos de ambas as equipas fizeram-se ouvir, apesar de não estar casa cheia, contabilizou 28 mil adeptos. O Vitória SC, apesar da distância que separa Portugal e Bélgica, contou com a presença de mais de 150 adeptos vindos da cidade berço.

Uma segunda parte mais ambiciosa do que a primeira parte, onde ambas as equipas demonstraram realmente a garra para ganhar. Aos 55 minutos, aconteceu a maior oportunidade de golo da equipa vimaranense com o remate de Poha. O guarda-redes soltou a bola, Rochinha apareceu na recarga, novamente a bola sobrou para Davidson que ainda rematou, mas para uma defesa de Milinkovic-Savic.

Aos 66 minutos, lance infeliz – tanto para Florent como para a equipa em si. Vojvoda cruzou a bola de forma rasteira e Florent na tentativa de desviar a bola acabou por mandar a bola para dentro das redes vitorianas. O marcador mantinha-se em aberto para o Vitória ainda chegar ao empate.

Nova oportunidade de Standard Liège de fazer o 2-0 surgiu aos 73 minutos com Bastien a aparecer na cara de Miguel Silva, que desviou o perigo da equipa vitoriana.

Aos 83 minutos, o Vitória SC ainda tentou o empate com Pepê a descobrir Bruno Duarte na área e este cabeceou ao lado da baliza. O Vitória SC, apesar do resultado, mantinha a posse de bola e corria atrás de um golo para, pelo menos, empatar o desafio.

Durante os cinco minutos de compensação dados pelo árbitro de jogo, o Standard de Liège aumentou a sua vantagem para o 2-0. Após a má interpretação que Tapsoba faz do lance, permitindo isolar Mpoku e é uma defesa quase impossível para Miguel Silva.

O Vitória SC vê a sua tarefa dificultada perante o resultado inevitável que leva da Bélgica. O Standard de Liège e o Arsenal lideram atualmente o grupo F após os resultados realizados.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Standard de Liége – Milinkovic-Savic (GR), Vojvoda, Bope, Laifis, Gavory, Cimirot, Bastien, Mpoku, Carcela (Aleksandar Boljevic, 85′), Limbombe (Vanheusden, 81′) e Emond (Felipe Avenatti, 68′)

Vitória SC – Miguel Silva (GR), Sacko, Tapsoba, Bondarenko, Hanin, Lucas Evangelista (André Pereira, 77′), Agu (Pepê, 70′), Poha, Rochinha, Bonatini (Bruno Duarte, 57′) e Davidson

Antevisão da época 2019/20: Atlantic Division

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A nova temporada 2019/2020 da NBA está a chegar e com ela traz muitas mudanças nas equipas. Um exemplo claro é a Atlantic Division, que conta com os campeões que perderam a sua maior estrela, uns Nets que se reforçaram a sério, uns Sixers à procura do passo extra, uns Celtics com nova identidade e uns Knicks sem um real caminho ainda.

Pedro, o mui desejado!

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O redator/cronista desportivo é, normalmente, uma pessoa vil. Quando tudo é um mar de rosas, os mesmos perfumam-nas antes de as depositar na corrente. Quando tudo é um breu, eles são capazes de caminhar sem qualquer sinal luminoso consigo, conformando-se. Os leitores não devem ser considerados, nem tidos, como sacos de boxe. Pressionar sempre a mesma tecla de uma determinada maquineta vai acabar por desgastá-la. Não digo que não me considere assim, de todo.

Porém, algo se eleva. A paixão palra sempre mais alto, a esperança tenta abraçá-la e apertá-la junto do peito, mas ela nem sequer soluça. O clubismo é um bebé sedento de colo que, quando prestes a adormecer, solta aquela birra assoladora e terna, antiteticamente, capaz de nos enfurecer e embevecer com os gestos polidos, de ter aquela vontade súbita de atirar o imberbe janela fora ou de o quase sufocar de beijos e abraços com o desígnio de cessar o pranto.

Como adepto do Sporting Clube de Portugal, sinto-me exausto ao expoente da loucura. Os dois últimos jogos demonstram a pasmaceira já prevista aquando do começo da pré-época. Onze jogadores impávidos, asmáticos e com preguiça aguda que difundiram na perfeição toda a obra poética de Ricardo Reis, heterónimo de Fernando Pessoa: o apogeu da serenidade e a aceitação de uma sina epicurista e estóica na essência.

A imagem de Pedro Mendes em Alvalade poderá ser uma realidade em breve?
Fonte: Sporting CP

Os problemas personificam-se em pessoas lançadas de ribanceiras. Há sempre aquele que nos provoca mais desgaste psíquico e nos apoquenta ao ponto de estarmos rodeados de pacemakers. E o que mais me inquieta é a ausência de um avançado. Pior! É ter um avançado jovem, irreverente e com uma margem de progressão relativamente ampla que nem sequer presencia a convocatória: Pedro Mendes, Sporting CP Sub-23.

Com Luiz Phellype, nada se almejará. Bolasie não é da mesma estirpe que Liedson ou Jardel. Esqueçam aqueles tarjas! Pedro Mendes, fruto do seu desaforo e consciente do seu potencial, vingará de listada verde e branca, certamente. Um ponta de lança moderno, numa mescla de velocidade, técnica e instinto fatal apurado. Possante e combatente ao estilo do soldado Ryan, rejeitando toda e qualquer perda de bola.

Ai, a letargia… não sei de onde provém a repulsa pela formação. E o pior cego é aquele que não quer ver. A paixão é cega. Mas o dirigismo leonino padece de cegueira distinta. O palpite aponta para a cúpula deliberar e decidir qualquer assunto completamente vendada, numa demonstração perfeita do didatismo do jogo da cabra cega.

Quem ama, perdoa sempre. E aqui não reside a exceção. A legião vive e sobrevive do amor àquilo que considera religioso. E a dor subsiste, muitas vezes. Sofremos com o intento de conquistar sem conquistar rigorosamente nada. Por mais que aconteçam birras, por mais talentos incutidos na senda do desperdício, por mais trilhos sem lanterna, nunca pensamos sequer na hipótese de te atirar pela janela.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

FC Porto Sofarma 32-26 FC Gaia: Dragões seguem 100% vitoriosos

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Em novo jogo antecipado devido ao compromisso europeu do FC Porto no dia 22 frente ao HC Vardar, os “azuis e bancos” receberam, esta quarta-feira, a turma de Vila Nova de Gaia (FC Gaia), levando a melhor por 32-26.

A partida deu início com uma entrada fulgurante da equipa visitante, que a todo o gás, concretizou um parcial favorável de 3-0, algo que se sucedera muito por força da sua eficácia no ataque e da tamanha agressividade defensiva empregada num sistema 3:2:1.

Não conformados, e apesar das dificuldades, os portistas rapidamente igualaram o marcador em 3-3, numa altura em que já estavam decorridos os primeiros seis minutos do encontro. Após registada a paridade, os “azuis e brancos” não tardaram em assumir a dianteira da partida e, à passagem do minuto dez, já venciam por 7-4.

A turma conduzida pelo técnico sueco, vinha desde esse período procurando descolar ainda mais no placard, mas Diogo Ribeiro – guardião gaiense, que substituíra David Sousa ao minuto 12 – estava inspirado e, com defesa atrás defesa, ia adiando males maiores para o conjunto de Ricardo Costa.

Desta forma, foi preciso esperarmos até ao minuto 26, já depois da expulsão de Alexandre Relvas, para o FC Porto dilatar a diferença para 4 golos. Apanágio que se manteve até ao final do primeiro tempo, com o um resultado de 19-15.

Já regressados ao terreno de jogo, os dragões não podiam ter começado pior no que concerne ao capítulo defensivo, com Vitor Iturriza e Daymaro Salina a serem advertidos disciplinarmente, com uma sanção de dois minutos e um cartão vermelho, respetivamente. Propósito que forçou o técnico portista a solicitar um desconto técnico quando estavam decorridos apenas três minutos do segundo tempo.

Magnus Andersson pediu um desconto de tempo após ver a sua equipa a ser advertida e um dos seus jogadores levar um cartão vermelho
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Ainda que nesta condição, e apesar da exibição de gala do guardião visitante, os campeões nacionais acabaram por conquistar uma diferença de cinco golos, por volta da dezena de minutos. E, aos 15 minutos já venciam por oito.

Diante este cenário, os técnicos acabaram por lançar, de parte a parte, atletas muito tenros no primeiro escalão do andebol nacional, concedendo-lhes, desta forma, alguns minutos e períodos de aprendizagem.

O FC Gaia acabou ainda por encurtar distância nos últimos cinco minutos do encontro, para uma diferença de sete golos, que se viu intacta até Final.

A partida terminou com uma vitória expressiva da equipa da casa por 32-26. O FC Porto segue apenas com vitórias para o campeonato e em igualdade pontual com o Sporting CP, que também só sabe vencer. O FC Gaia sai derrotado do Dragão Caixa, contudo, está, à condição, no quinto posto do campeonato de andebol com nove pontos.

Equipas:

FC Porto – Alfredo Bravo, Victor Alvarez, Yoan Blanco, Miguel Martins, Djibril Mbengue, Angel Zulueta, Rui Silva, Daymaro Salina, Ruben Ribeiro, Leonel Fernandes, Diogo Branquinho, Thomas Bauer, António Areia, Bernardo Pegas, André Gomes, Fábio Magalhães.

FC Gaia – David Sousa, José Poças, Eduardo Mendonça, Mário Silva, Pedro Carvalho, Hugo Gloria, Diogo Ribeiro, Luís Carvalho, Alfredo Torres, Ricardo Santos, Miguel Salgado, Alexandre Relvas, Hugo Rosário, Henrique Figueiredo, Diogo Ferreira, Martim Costa

Club Atlético Madrid 2-2 Juventus FC: Pragmatismo italiano não chegou para vencer sangue “Colchonero”

Duelo de grandes europeus, no arranque da primeira jornada do grupo D da Liga dos Campeões. Duelo entre a “Juve” de Cristiano Ronaldo e o Atlético de João Félix. Desta vez, deu empate, duas bolas a duas. Mas ficamos com água na boca para o próximo confronto.

É também um confronto de estilos, no que aos técnicos diz respeito. Simeone é sinónimo de raça, ambição, verticalidade e contra-ataque, num jogo em que “todos atacam, todos defendem”. Do outro lado, está uma velha raposa do futebol italiano, Maurizio Sarri, que privilegia bastante o controlo do jogo com bola e segurança em todas as ações. Dinâmicas diferentes, mas em busca do pragmatismo por que ambos são conhecidos.

Apito inicial, e como seria de prever, a Juventus a querer controlar. Predominava a paciência dos italianos na construção, perante onze “Colchoneros” atrás da linha da bola. A meu ver, melhor processo que a “Juve” da época transata. Jogavam sem ideias, agora são mais rápidos na circulação e em termos de criatividade.

O primeiro lance de perigo saiu dos pés do “menino 120 milhões”, que invadiu o meio campo contrário numa jogada de “Félix contra o mundo” (10’). O contra ataque que os caracteriza…

Era impressionante o domínio do Atlético Madrid. A pressão, a circulação rápida e os cruzamentos venenosos. Ganharam a maioria dos duelos e, por momentos, fizeram a Juventus parecer uma equipa banal.

A espaços, os homens de Turim, tentavam sair de lá de trás. Mas faltava ali um elemento que fizesse a ligação entre o meio campo e o ataque… Faltava um “10”… Talvez um Dybala… Não dava por dentro, tentavam por fora: Pjanic, aos 35’ ameaçou com um remate que poderia ter traído Oblak. Aos 40’, Ronaldo, após cruzamento, cabeceou à figura do esloveno.

Na ida para os balneários, o placar mantinha-se a zeros. Primeira parte intensa e entusiasmante, mais pelo que foi feito pelos “Rojiblancos”. Um Atlético voraz e ambicioso, perante uma “Juve” na expectativa, sem muita vontade de arriscar. Só faltava o objetivo principal do desporto rei: o golo.

No regresso ao relvado, após assistência de Higuaín, e com toda a gente de olhos postos em Ronaldo, foi Cuadrado a fazer um golaço de levantar o estádio (47’). Oblak nada poderia fazer, senão vê-la a entrar. A Juventus voltou diferente, mais incisiva. Mas se não tivesse cuidado, a base podia ruir. O Atlético no contra-ataque é mortífero.

Podia ter sido o herói improvável, menção honrosa para um dos mais regulares da Juve
Fonte: Juventus FC

O jogo estava mais equilibrado no segundo tempo. Até que, aos 64’, por quem menos se esperava, a “Juve” aumentou a vantagem. Matuidi, na pequena área, disse “sim” para dentro da baliza. Dois a zero, dois marcadores improváveis.

E menos de cinco minutos depois, na sequência de um livre, Giménez ofereceu o golo a Savic, que reduziu. 1-2. Um daqueles golos que dão energia extra.

Já nos últimos vinte minutos da partida, o jogo estava como gosta o adepto comum, e como odeiam os treinadores. Bola cá, bola lá. Perigo constante, quer numa área, quer noutra. Vítolo entrou com vontade de reclamar um lugar no onze, e aos 82’, rematou em esforço para defesa de Szczeny. Dos mais inconformados na segunda parte. Em contrapartida, Félix baixou de forma.

Num momento em que tudo parecia perdido, Herrera, com um toque pouco ortodoxo (meio com a cabeça, meio com as costas) entre os gigantes, fez o empate!

E no último minuto da compensação, Cristiano Ronaldo desperdiçou uma oportunidade como não costuma falhar. Não conseguiu ferir desta vez, uma das suas vítimas preferidas.

Na soma das partes, o empate acaba por ser o resultado mais justo. O Atlético foi melhor na primeira parte, a Juventus foi melhor na segunda.

Os adeptos madrilenos, depositam todas as “fichas” em João Félix. Mas não nos podemos esquecer que apenas chegou esta época, e que os “Colchoneros” têm outros intervenientes de qualidade. A mescla de juventude e experiência, deixa água na boca para os próximos tempos no Wanda Metropolitano. Jogam curto e simples, a um/dois toques, sempre com os olhos na baliza adversária. Destaco ainda, as bolas paradas, como uma grande fonte de perigo.

Por vezes, mais com o coração do que com a cabeça, mas têm potencial
Fonte: Club Atlético Madrid

Se de um lado, estava a juventude e a irreverência, do outro esteve a matreirice italiana e jogo de controle por jogadores mais rodados a nível internacional. Danilo veio acrescentar qualidade à faixa direita da “Juve”. Mas foi Khedira, um dos que mais me impressionou. Aos 32 anos, mostra que está para as “curvas”. Ajuda a construir com maior qualidade, em comparação com a época passada, que pouco jogou. A Juventus só fica a ganhar.

Dos melhores jogos que vi nos últimos tempos, tanto a nível psicológico, como tático, físico e técnico. O futebol é isto: paixão, emoção, golos, suor até ao último minuto. Por entre as conversas de café, ouve-se: “Dá gosto ver este futebol, não é por ser a equipa “A” contra a equipa “B”. É aquele futebol que não dá sono”… Deixou-me a pensar no estado do futebol português…

ONZES E SUBSTITUIÇÕES

Club Atlético Madrid: Oblak, Trippier, Savic, Giménez, Lodi (Vítolo, 76’), Koke, Saúl, Thomas (Herrera, 76’), Lemar (Correa, 60’), Félix e Diego Costa.

Juventus FC: Szczeny, Danilo, Bonucci, De Ligt, Alex Sandro, Cuadrado, Khedira (Bentacur, 68’) Pjanic (Ramsey, 87’), Matuidi, Ronaldo e Higuaín (Dybala, 79’).

Olympiacos FC 2-2 Tottenham Hotspur FC: Frieza inglesa insuficiente perante o calor do Pireu

Olympiacos FC e Tottenham Hotspur FC empataram ao final da tarde a dois golos, na 1ª jornada do Grupo B da Liga dos Campeões. Os ingleses marcaram dois golos nos primeiros dois remates que fizeram, mas a equipa orientada por Pedro Martins, empurrada pelo ambiente escaldante do Pireu, recuperou da desvantagem e chegou ao empate já na segunda parte.

Nos primeiros 15 minutos as duas equipas encaixaram taticamente e pouco arriscaram. Sem grandes rasgos de parte a parte, Olympiacos e Tottenham estudavam-se mutuamente e tentavam perceber como desatar o nó. E como que a mostrar que a pontualidade não é só coisa dos britânicos, quando o relógio marcava o 16º minuto Semedo desarmou Kane, o Olympiacos lançou rapidamente a bola para o ataque e Guerrero, bastante desacompanhado, trabalhou para ganhar espaço e rematou para defesa fácil de Lloris.

Estava dado o aviso pela equipa da casa, que apostava em ataques rápidos e na qualidade individual dos homens da frente para tentar chegar ao golo. Pouco depois o Pireu quase gritou golo quando Elabdellaoui cruzou e Podence amorteceu de peito para Guerrero rematar de pronto, mas o poste devolveu o remate do avançado espanhol. Um susto que colocou os Spurs em sentido e deixou Pochettino extremamente irritado.

O Tottenham procurava explorar o jogo interior mas sem sucesso. O bloco defensivo do Olympiacos apresentava-se coeso, prova de que Pedro Martins preparou bem a equipa para este duelo. Kane ia-se dando à marcação mas Rúben Semedo estava a “secar” bem o avançado inglês. Assim que o avançado fugiu do miolo e começou a procurar a bola nas alas, os Spurs ganharam mais verticalidade e espaço na frente. Aos 26’, o craque do Tottenham ganhou uma grande penalidade e o próprio encarregou-se de a converter, colocando a sua equipa na frente.

Harry Kane abriu o marcador no Georgios Karaiskakis
Fonte: UEFA

A equipa de Pochettino marcava, contra a corrente de jogo, e mostrava uma eficácia tremenda. Aos 30’, Lucas Moura marcou o segundo da tarde num grande remate de fora da área, sem hipóteses para José Sá. Dois remates à baliza, dois golos marcados, enorme frieza finalizadora da equipa inglesa. O Olympiacos não deu o jogo como perdido e reduziu à beira do intervalo, num excelente remate de Podence, após boa jogada de entendimento com Valbuena. O golo do português provocou a primeira explosão de alegria no Georgios Karaiskakis e levou o Olympiacos para o intervalo a perder pela margem mínima.

A segunda parte trouxe um Olympiacos motivado com o golo já em cima do descanso e um Tottenham com muitas dificuldades em segurar a vantagem e em furar o bloco defensivo dos gregos. É difícil de perceber mas quando a equipa de Pochettino se apresenta em vantagem, sente muitos problemas em gerir a posse de bola e os tempos de jogo, assim como na organização no momento de perda da bola.

O Olympiacos sentia o nervosismo do adversário, assim como o incansável apoio dos seus adeptos, e chegou ao empate numa grande penalidade cometida de forma infantil pelo experiente Vertonghen. Na conversão, Valbuena não tremeu e provocou a segunda explosão de alegria no Pireu, empatando o jogo.

Valbuena empatou o jogo na conversão de uma grande penalidade
Fonte: UEFA

O segundo golo do Olympiacos obrigou Pochettino a mexer na equipa, substituindo o exausto Ndombele e trazendo a jogo também os criativos Son e Lamela, mas sem efeitos práticos. O Olympiacos fechou-se bem atrás e foi explorando o contra-ataque quase sempre pelo corredor direito, com Podence e Valbuena sempre em alta rotação.

Até à entrada de Son e Lamela, assistia-se a um Tottenham muito lento na organização do seu jogo. Com a entrada destes jogadores, a equipa conseguiu mais rapidez e “rasgo” no último terço, mas falhou sempre no momento da finalização. Prova disso foi a oportunidade soberana desperdiçada por Lamela aos 86’, com o avançado a rematar de ângulo apertado quando tinha vários colegas em melhor posição para marcar já perto da pequena área.

O Tottenham pode ir para casa e perceber como perdeu dois importantes pontos nesta visita à Grécia, num jogo em que o favoritismo caía para o seu lado. Pedro Martins e a sua equipa mostraram que os jogos não se vencem de antemão, provaram que o seu trabalho está a ser bem feito e que a qualidade da sua equipa permite sonhar nesta aventura europeia.

Na próxima jornada, os Spurs recebem o FC Bayern München, ao passo que o Olympiacos se desloca ao estádio do FK Estrela Vermelha.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Olympiacos FC: José Sá, Elabdellaoui, Meriah, Rúben Semedo, Tsimikas, Guilherme, Bouchalakis, Masouras (Randjelovic, 78’), Valbuena (Benzia, 69’), Podence e Guerrero (El Arabi, 89’).

Tottenham Hotspur FC: Lloris, Davies, Vertonghen, Sanchez, Alderweireld, Winks, Ndombele (Sissoko, 62’), Eriksen, Dele Alli (Son, 73’), Lucas Moura (Lamela, 76’) e Harry Kane.

A dupla marca de Telles

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O jogo de domingo, que colocou frente a frente o FC Porto e o Portimonense SC, será certamente um dia de que Alex Telles se recordará pelo simbolismo que o mesmo representou para a sua carreira enquanto atleta dos dragões. O lateral brasileiro cumpriu a sua 100º partida na Primeira Liga ao serviço dos azuis e brancos, assim como o 150º jogo com a camisola do emblema treinado por Sérgio Conceição. Num encontro que em termos individuais foi do oito (marcou o primeiro golo do desafio) ao 80 (foi expulso nos minutos finais), para o atleta.

Deve-se dizer que o jogador deverá ser daqueles que conseguiu atingir este número redondo de uma forma mais acelerada, já que a sua jornada no FC Porto tem sido notada por um tremendo sucesso e em quase todas as temporadas que já cumpriu em Portugal terá sido, sem grandes margens para dúvidas, um dos mais utilizados pelos diferentes treinadores que apanhou no clube da invicta. Aliás, desde que Sérgio Conceição assumiu o comando técnico que o brasileiro tem sido, de longe, o futebolista com mais minutos e partidas realizadas.

A história entre o defesa e o emblema nortenho iniciou-se no dia 13 de julho de 2016, quando a SAD Portista anunciou a sua contratação ao Galatasary SK da Turquia. A sua aquisição não foi unânime, visto que o FC Porto contava, na altura, com Miguel Layún, que tinha realizado uma temporada satisfatória, porém rapidamente Telles se transformou num dos jogadores mais acarinhados pela “torcida” azul e branca.

Este facto, deve-se ao extremo profissionalismo que o futebolista incutiu desde do seu primeiro dia como jogador do FC Porto. No entanto, a ligação que o conecta ao clube já vai muito para além do que um profissional tem com a sua entidade empregadora. Ou seja, nota-se já uma paixão, um sentimento, um carinho que ambos nutrem um pelo outro e que foi sempre sentido e crescendo ao longo dos vários 150 jogos em que participou.

Momento em que Alex Telles oferece a camisola da sua primeira internacionalização ao museu do FC Porto
Fonte: FC Porto

Desta forma, há vários momentos que nos vem logo à cabeça, uns mais felizes do que outros, como o golo decisivo contra a AS Roma, no jogo da segunda mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões. O livre fantástico que converteu, na época passada na Madeira, contra o CD Nacional  ou então aquela lesão que sofreu contra o GD Estoril. De facto, todas estas situações revelam magia, perseverança, empenho e sofrimento. Tudo aquilo que um adepto do FC Porto aprecia num profissional e a verdade é que Alex Telles já conseguiu conquistar um “legado” nos corações da massa associativa, bem como um lugar na história do clube. As palavras aquando da sua chegada parecem estar a concretizarem-se, visto que não é muito descabido afirmar que a preocupação que os adeptos têm com o defesa é quase tanta como tem com uma vitória dos “dragões” nos seus desafios.

Por tudo o que já simboliza e representa, atualmente, o atleta é um dos jogadores mais preponderantes dentro do plantel portista e em quem a equipa técnica mais confia. Deste modo, já pertence ao lote de capitães de equipa e quando um dos seus superiores não está no terreno de jogo, é ele que é merecedor de utilizar a braçadeira de capitão. Ou seja, Alex Telles já é daqueles que enverga dentro de si a tão aclamada “mística à Porto” e isso é uma peça importante para integrar os jovens talentos ou novas incorporações no grupo de trabalho.

Como se sabe, o defesa-esquerdo, pela sua competência técnica e física, é um dos maiores ativos que o FC Porto detém. Por esse facto, época após época é sempre um alvo de cobiça por parte dos emblemas estrangeiros. Contudo, o clube português tem conseguido reter esse interesse alheio por uma das suas “pérolas” e o compromisso, o profissionalismo e a alegria que o futebolista demonstra no seu dia a dia com a camisola dos portistas é algo que caí no goto de toda a gente ligada aos azuis e brancos. Também, será por isso que a renovação do internacional pelo Brasil é um dos processos prioritários em cima da mesa da direção liderada por Pinto da Costa.

Sendo assim, Telles precisou, sensivelmente, de três temporadas para chegar a esta marca, onde contabiliza até ao momento 13 golos. Por conseguinte, o internacional canarinho conta no seu currículo como futebolista do FC Porto, um campeonato e uma supertaça, um “legado” que o próprio quererá aumentar esta temporada. Por agora, resta continuar a disfrutar do seu “futebol” e que daqui a 150 jogos existam mais razões para festejar e para partilhar.

Foto de capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Sub-23: Formar a ganhar

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A equipa sub-23 do Sporting Clube de Portugal está a fazer um arranque brilhante na Liga Revelação. Os leões – agora orientados por Eduardo Ferro – somam 18 pontos, conhecendo apenas o sabor da vitória e portanto mantêm-se invictos depois de seis jogos disputados. A equipa verde e branca é o melhor ataque – com 23 golos marcados – e ainda a melhor defesa da prova – tendo sofrido apenas cinco golos.

Na última jornada, o Sporting recebeu e venceu o Portimonense por 4-3, tendo estado em desvantagem no decorrer da partida e jogando com apenas 10 jogadores alguns minutos, após a expulsão de Matheus Nunes. Ainda assim, neste jogo, os leões demonstraram mais uma vez, a qualidade exibicional, mas sobretudo a atitude, entrega e raça para reagir perante as adversidades.

A equipa de Eduardo Cardoso joga habitualmente em 4-3-3, explorando a velocidade nos corredores, sendo ao mesmo tempo muito consistente em termos defensivos. Nesta equipa há vários jogadores que sendo ainda juniores jogam no escalão sub-23 e dão uma boa resposta, casos como os de Eduardo Quaresma, Bruno Tavares, Nuno Mendes, entre outros. Neste plantel há ainda um grande talento, uma verdadeira esperança da formação leonina: Joelson Fernandes, que sendo juvenil joga com os mais velhos e já soma quatro golos.

Pedro Mendes tem sido uma das figuras da equipa sub-23, sendo o melhor marcador da Liga Revelação com sete golos
Fonte: Sporting CP

Contudo, a grande figura da equipa do Sporting, nestas primeiras seis jornadas, tem sido o máximo goleador da prova: Pedro Mendes. O dianteiro leonino apontou, na última jornada, um hat-trick, que se revelou determinante para a vitória verde e branca. No total, Pedro Mendes marcou em sete ocasiões, o que perfaz uma média superior a um golo por jogo.

Na equipa sub-23 do Sporting o talento e a qualidade abundam, assim possam continuar a evoluir, tendo em vista o sonho de um dia representar a equipa principal. O objetivo da equipa sub-23 é potenciar este talento, fazer crescer os jogadores em competição e além disso, conquistar o título na Liga Revelação.

Para futuro, que a equipa de Eduardo Ferro possa dar continuidade a esta série vitoriosa com o nível exibicional apresentado. Aos jovens leões pede-se Esforço, Dedicação e Devoção para conquistar a Glória do título na Liga Revelação.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Men´s EuroVolley: Portugal desilude e está fora do Campeonato da Europa de Voleibol

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A seleção portuguesa entrava para os últimos dois jogos da fase de grupos sabendo que, caso somasse dois triunfos, seguiria para a fase seguinte do Campeonato da Europa. Após as derrotas frente a Itália, Bulgária e França, Portugal tinha agora pela frente adversários mais acessíveis e contra os quais partia como favorito. Se apresentasse o nível das três primeiras jornadas, Portugal seguiria em frente sem dificuldades de maior.

PORTUGAL 3-1 GRÉCIA: REVIRAVOLTA QUE PERMITE SONHAR

No ‘início’ do Europeu para Portugal, os comandados de Hugo Silva defrontaram a Grécia, seleção que derrotou a Roménia e que por isso tornava ainda mais obrigatória a vitória portuguesa, para que se pudesse cumprir o objetivo de passar à ronda seguinte.

O jogo começou muito equilibrado, com Portugal a estar sempre no comando até ao 12-12. Depois, a Grécia fez o 14-12 e Hugo Silva pediu para parar o jogo. O selecionador nacional pediu para que os jogadores se concentrassem, mas tal não aconteceu e muito rapidamente os gregos passaram a ganhar 20-14, tendo Hugo Silva parado o jogo pelo meio. Até ao final do set, as seleções foram trocando erros nos serviços, com o primeiro set a terminar 25-19. Para o segundo set, Portugal precisava de mostrar outra atitude, ou o sonho europeu fica terminado já nesta primeira ‘final’.

O segundo set não começou bem, com Portugal a perder 6-3 aquando da primeira paragem pedida por Hugo Silva. Mais uma vez o selecionador pediu concentração e garra aos seus jogadores, apelando à história que os jogadores portugueses podem escrever neste europeu. Após a paragem mais três pontos seguidos para os gregos, tendo depois o jogo entrado numa fase de ponto cá, ponto lá, até aos 11-6. Depois, Portugal conseguiu um parcial de 5-2, ficando a apenas dois pontos dos gregos: 13-11.

A melhoria na receção continuou a fazer-se notar e Portugal continuou a subir no marcador, com João Fidalgo e Tiago Violas a serem os motores desta recuperação, que culminaram com a passagem para a frente aos 16-15. O 17-15 obrigou o selecionador grego a parar o jogo, mas de pouco valeu, com a seleção portuguesa a conseguir manter-se na  frente do marcador. 25-21 foi o resultado final de um set que pareceu perdido a certa altura, dada a exibição que a equipa portuguesa estava a ter.

O terceiro set também começou com maior ascendente grego, mas com Portugal a nunca estar muito longe. O ponto de passagem de Portugal para a liderança deu-se aos 7-8, sendo que depois desta marca, nunca mais voltou a estar a perder, ainda que tenham existido empates pelo meio. Aos 10-13, o selecionador grego parou o jogo, de forma a parar o ascendente português, o que conseguiu, de certa forma, ao reduzir para 12-13. Mas depois, Portugal novamente aumentou a sua liderança, recuperando os três pontos de vantagem. A Grécia, depois, ainda conseguiu empatar a 19, mas os portugueses fizeram rapidamente o 19-21 e depois foi uma troca de pontos até ao 23-25. 2-1 em sets para Portugal.

Portugal entrou no quarto set decidido a fechar o jogo, e fez por isso, estando sempre na frente de forma relativamente confortável, chegando a estar a vencer por 8-14, altura em que o selecionador grego voltou a parar o jogo. De pouco serviu, e Portugal foi mantendo uma vantagem confortável, com o resultado final a ser 25-17.

Portugal está assim a uma vitória da próxima fase. A Roménia, em teoria, é um pouco mais fraca do que esta Grécia, pelo que Portugal tem tudo para estar na próxima fase, bastando uma derrota por 3-2 para que tal aconteça.

Após a vitória frente à Grécia, Portugal precisava apenas de ganhar dois sets frente à Roménia.
Fonte: Federação Portuguesa de Voleibol