Jogou-se no passado fim de semana e afins, a segunda jornada da Primeira Liga. Parece que voltou tudo, minimamente, ao normal. Os grandes ganharam, portanto, (quase) todos estarão razoavelmente satisfeitos. Ou não é assim que costuma ser no nosso querido futebol?
Resumindo, foi mais ou menos assim: E um dos dois líderes do Campeonato é …. o FC Famalicão! Venceu o Rio Ave FC por 1-0 e continua a corresponder às expectativas criadas na pré-época. O Porto entra de rompate e Zé Luis faz o primeiro ao Vitória FC. Pizzi brilha. Rafa brilha ainda mais. O ‘novo’ Belenenses ameaça antes do intervalo. O Odysseas não era para ir para o banco? O Moreirense mostrou ao FC Porto como se ganha ao regressado Gil Vicente: chapa três. Sem espinhas!
Golo do Rafa. Golo do Zé Luis (outra vez?). Porto está forte afinal. Uribe já é dono do meio campo. Marega ainda tem barriguinha? O Rafa marcou outro? Não… desta vez foi o Pizzi… a passe do Rafa. Onde andas RDT?
Zé Luís tornou-se rapidamente no ‘ Zé do Golo’ Fonte: Bola na Rede
O ‘novíssimo’ CD Aves ganhou 3-1 ao Marítimo. Sabem quem é o Mohammadi? Nós também não sabíamos. Mas acho que ouviremos falar mais dele. Ouviremos falar de mais alguém de nome estranho: Matchoi Djaló. Tem 16 anos, joga no Paços de Ferreira e tem muita qualidade para um menino. A mesma qualidade que faltou à equipa da capital do móvel, batida pelo CD Santa Clara em sua casa por 0-1.
Ainda ninguém marcou ao Vitória SC. Mas esqueceram-se que Lucas marca muitos. O central que regressou ao Boavista fez das suas e pumba: 1-1, em pleno D. Afonso Henriques já nos descontos. E lá se foi parte da euforia de início de época dos de Guimarães. E golo… Zé Luis a transformar-se em Zé do Golo em pleno Dragão. O Porto deu 4 e Zé Luis tem mesmo os pés na cabeça. Que cabeceamentos…
Domingo à noite: Sporting CP – SC Braga. Bela ementa para o jantar das 21 horas. Sporting marca cedo. Braga reage. Só dá Braga. Bruno ‘faz tudo’ marca ao cair da pimeira parte. Parece um jogo de hóquei. Braga, Sporting, Sporting, Braga, Braga e mais Braga e golo do ‘traidor mor’ que tanto marca ao Sporting. Wilson Eduardo, pois claro! Jogo até ao fim e Keizer com medo do empate. Mas a vitória sorriu ao Sporting. Um grande ‘ufa’ terá soltado o treinador holandês.
Por fim, e para variar, segunda-feira à noite lá jogou de novo o CD Tondela. Perdeu em casa com o Portimonense e os algarvios levam 4 pontos e estão no grupo dos terceiros classificados. Para o CD Tondela, com novo treinador e novo onze quase na totalidade, este início não promete ser fácil.
Agora que venha de lá a terceira jornada. Zé do Golo dará uma fulminante cabeçada na Luz? Odysseas irá para o banco? Rafa e Pizzi trocarão a bola mais do que 200 vezes entre si? RDT irá ser ainda mais criticado por ter estado (três!) jogos sem marcar? Bas Dost estará de castigo ou ainda amudado? Bruno Fernandes ainda jogará no Sporting? O António fará a Folha ao Keizer? O vice líder Famalicão passará em Guimarães e lancará já a candidatura europeia? E o galo? Dará mais uma bicada num dos mais fortes clubes do nosso Campeonato?
Não percam esta e outras respostas no próximo episódio desta nossa amada Liga. Até lá é aguentar.. está quase!
Em plena ‘silly season‘, onde são lançados inúmeros rumores sobre mudanças de pilotos na Fórmula 1, os redatores de desportos motorizados, na secção da Fórmula 1, do nosso site decidiram procurar fora da caixa. Foram às várias categorias do desporto motorizado ver quem tem pontos suficientes na Super Licença FIA (a partir de 40 pontos) para entrar na Fórmula 1, e analisar se os mesmos têm alguma possibilidade de o fazer.
Mas, o que é a Super Licença FIA? A Super Licença FIA é a qualificação de um piloto que permite ao seu titular competir no Campeonato do Mundo de Fórmula 1. Para tal, o piloto dever ter uma idade mínima de 18 anos, ser titular de uma licença de competição de Grau Internacional A. Deve ter carta de condução automóvel válida e completa para o país de nacionalidade do piloto. Deve obter aprovação num exame teórico da FIA, com base no conhecimento dos códigos e regulamentos desportivos da Fórmula 1.Também deve ter completado pelo menos 80% de cada uma das duas temporadas de um dos campeonatos de monolugares suplementares à Fórmula 1, de acordo com os regulamentos. E finalmente, ter acumulado pelo menos 40 pontos sobre as três épocas anteriores em qualquer combinação dos Campeonatos referidos no Suplemento 1 dos regulamentos.
David Pacheco, Co-Editor das Modalidades Bola na Rede
Antes de começarmos, é de relembrar que, há dias, a página oficial da Fórmula 1 divulgou que há apenas 9 de 20 pilotos confirmados para a próxima época. Quem poderão ser os próximos melhores pilotos da atualidade?
Ex-pilotos de Fórmula 1
Destacámos, em primeiro lugar, os pilotos que já passaram pelo topo do desporto motorizado, que, tendo mais de 15 Grande Prémios na modalidade, não precisam de pontuação para obter a Super Licença. São estes: Esteban Ocon, Fernando Alonso, Jolyon Palmer, Marcus Ericsson e Sergey Sirotkin.
Todos, como antigos pilotos, serão sempre possíveis (e fortes!) candidatos a um lugar para o campeonato de 2020. Porém, nem todos conseguiram destacar-se, tanto na sua passagem por lá, como no(s) ano(s) que estiveram ausentes. É o caso de Jolyon Palmer, que nos últimos anos não se tem destacado de todo no mundo automobilístico, estando em desvantagem nas hipóteses para a vaga.
Os restantes acabam por ser mais-valias para a Fórmula 1: Ericsson tem-se destacado no campeonato de IndyCar; Sirotkin continua na competição como piloto de testes da Renault e da McLaren.
Para além destes, é de destacar o possível regresso de Fernando Alonso, que só traria aos seus adversários um intenso desafio a cada corrida, algo que nos habituou durante a sua passagem de cerca de 17 anos. Mas ao que parece o espanhol já está confirmado na Toyota para o DAKAR.
No entanto, o maior desafio seria o retorno de Esteban Ocon, que, com uma saída inesperada do piloto francês da Racing Point em 2018, teve a oportunidade de se tornar piloto de reserva da Mercedes, e, possivelmente, poderá ser o próximo sucessor de Valtteri Bottas na equipa.
Com Bottas sem confirmação na Mercedes para o ano, a especulação cresce, implicando o possível regresso (e em grande) de Esteban Ocon. Fonte: Mercedes AMG F1
Fórmula 2:
No campeonato mundial de Fórmula 2, encontrámos, na sua maioria, jovens que procuram a sua próxima oportunidade e a (possível) estreia na Fórmula 1.
Temos, com o maior número de pontos para a Super Licença, Anthoine Hubert (78), Luca Ghiotto (66) – que já foi apontado à Toro Rosso, mas sem confirmações – e Artem Markelov (64).
Porém, nem tudo indica que são os únicos que poderão ter uma hipótese. Também Nyck De Vries (60), o atual líder no campeonato de Fórmula 2, e Jack Aitken (60), que já é piloto de testes da Renault, têm-se revelado pilotos competentes e focados em conseguir um lugar numa das dez atuais equipas de topo.
No limite dos pontos, encontrámos Nobuharu Matsushita (48), Sérgio Sette Câmara (41), piloto de reserva da McLaren, que se tem destacado pela positiva, e Nicholas Latifi (40), piloto de testes da Williams.
Apesar de, especificamente nesta edição, o campeonato de Fórmula 2 estar a ser extremamente competitivo, em que os primeiros lugares estão constantemente a mudar, destacámos os três primeiros colocados atuais – De Vries, Latifi e Sette Câmara – como possíveis ascensores à Fórmula 1.
Nicholas Latifi poderá ser o próximo sucessor de Robert Kubica na equipa da Williams, que também não está confirmado para o ano. Fonte: Fórmula 2
Todos nós conhecemos a velha expressão popular do «parente pobre». A “extravagância” deste termo (e de vários outros) permite-nos estabelecer um paralelo perfeitamente ajustado em casos da gíria futebolista.
Falemos do TSV 1860 Munich. Um nome pouco falado, mas que trará algumas memórias aos leitores com mais de 25 anos. Aos mais novos, este não passará de um clube que é apenas uma nota de rodapé do futebol alemão. Decidi por isso carinhosamente apelidar o TSV 1860 Munich de «parente pobre» da cidade de Munique. Uma cidade claramente e totalmente dominada pelo colosso europeu, FC Bayern München.
Imaginando o cansaço que terão de ouvir falar sempre dos mesmos clubes, hoje a nota de rodapé deste artigo será o Bayern Munique e não o TSV 1860 Munich.
Como o próprio nome indica, o TSV 1860 Munich foi um clube fundado a 17 de Maio de 1860, ainda assim, a sua secção de futebol apenas abriu portas a 6 de Março de 1899. Um ano antes do seu vizinho, Bayern.
Falar por isso do «Munich Derby» é falar de uma rivalidade que começou a 21 de Setembro de 1902, já lá vão 116 anos! O resulto do primeiro encontro entre estas duas equipas seria já uma antevisão para aquilo que podíamos esperar no futuro, um Bayern contundente a vencer por três bolas a zero.
O primeiro verdadeiro período de sucesso do TSV 1860 Munich vem com o Terceiro Reich e a reorganização que houve na altura do futebol alemão. A divisão do futebol alemão em 16 ligas que estavam dividas geograficamente permitiu ao TSV 1860 conquistar a Gauliga Bayern, a liga da Baviera, duas vezes. A conquista da liga regional dava diretamente acesso ao playoff final, mas quem dominava o futebol alemão na altura era o FC Schalke 04.
Ainda assim, o TSV 1860 Munich conquista o seu primeiro grande troféu em 1942, em plena Guerra Mundial, com a vitória na Taça da Alemanha.
O «parente pobre» desta altura em Munique era o Bayern que tinha perdido alguns jogadores judeus, por razões óbvias.
No entanto, o grande período do TSV 1860 Munich vem nos anos 60 com a primeira (e única) conquista da Bundesliga em 1965-1966 e a segunda vitória na Taça da Alemanha em 1963-1964.
Para além do sucesso nacional evidente, o clube da Baviera conseguiu uma excelente campanha na Taça das Taças de 1965. Um dos clubes que “sofreu” com esta trajetória dos alemães foi o FC Porto, após ter sido eliminado num agregado de 2-1 das duas mãos. O TSV 1860 Munich chegaria à final em Wembley onde perderia para um dos clubes da cidade, o West Ham United.
Esta foi sem dúvida a década mais dourada do clube alemão. No entanto, o clube não conseguiu estabilizar e seguiu-se um período negro onde ficaria por três décadas nos escalões secundários do futebol alemão.
1994 marcaria o regresso do TSV 1860 Munich ao principal escalão do futebol alemão, depois de um terceiro lugar na Segunda Liga Alemã, faltou apenas um ponto para chegar ao titulo. Estavam de regresso os derbies à cidade de Munique.
A melhor classificação obtida pelo clube nesta “estadia” na Bundesliga seria o quarto lugar conquistado na época 1999/2000, ainda assim os adeptos do TSV 1860 Munich tiveram que ver o seu rival Bayern Munique ser campeão nacional, havendo no entanto a consolação de ter batido o seu rival nos dois jogos em que se defrontaram para o campeonato.
Os adeptos do TSV 1860 Munich certamente que estariam felizes nesta altura ao ver um plantel que juntou a experiência, à cabeça o internacional búlgaro Daniel Borimirov e o internacional alemão com mais de 100 internacionalizações, Thomas Hassler, com uma juventude bastante promissora.
Nesse plantel emergia um jovem natural da cidade de Munique, que tinha feito a formação no rival Bayern, Daniel Bierofka.
O defesa internacional alemão nunca se chegou a estrear pela equipa principal do Bayern Munique e procurou a felicidade no outro clube da cidade onde encontrou um clube que hoje o idolatra. Bierofka passou nova épocas, não consecutivas, no clube e hoje é o treinador da equipa principal.
O clube parecia ter encontrado a vontade e as condições de se manter no topo e cimentou essa convicção quando em 2001 anunciou a intenção de construir um novo estádio em parceria com o Bayern, o estádio que todos nós hoje conhecemos como o Allianz Arena. Nessa parceria ficou acordado que a propriedade do Allianz Arena ficaria dividida em partes iguais pelos dois clubes.
O problema foi quando o TSV 1860 Munich desceu de divisão em 2004, antes do Allianz Arena ter sido concluído. Quando os dois clubes se mudaram para este moderno e grande estádio, em 2005, o TSV 1860 Munich viu-se a jogar a Segunda Liga Alemã num “monstro” dispendioso.
Este seria o inicio da queda do TSV 1860 Munich financeiramente. O clube seria forçado, dada a sua saúde financeira, a vender a sua parte do Allianz Arena ao Bayern Munique por 11 milhões de euros em 2006.
O clube continuou a jogar no Allianz Arena, mas a pagar uma renda anual de 3.5 milhões de euros ao Bayern Munique. Apesar de disputar os escalões secundários da Alemanha, o clube manteria sempre uma média de espetadores de 20.000 em cada jogo no Allianz Arena.
Com a sua débil saúde financeira, o clube viu-se obrigado a voltar-se para a academia de modo a rentabilizar os seus jovens jogadores e a verdade é que o TSV 1860 Munich não se deu nada mal com essa politica.
A Bundesliga faria mesmo um 11 do século de jogadores oriundos da academia do TSV 1860 Munich e rapidamente sobressaem-se os irmãos Bender, Lars e Sven, Julian Weigl, Fabian Johnson e Kevin Volland.
Fonte: Bundesliga
As coisas para o TSV 1860 Munchen não continuavam bem financeiramente e apesar de ter sido adquirido por um investidor árabe, Hasan Abdullah Ismaik, a época 2016/2017 com o treinador português, Vítor Pereira, ao comando do clube marcaria significativamente a história recente do clube.
O clube tinha investido cerca de 10 milhões de euros em reforços e mesmo assim descia de divisão.
O 16º lugar na classificação geral da Segunda Liga Alemã significou jogar o play-off de despromoção com o terceiro classificado da Terceira Liga Alemã, o Jahn Regensburg.
Após um empate a 1-1 na primeira mão, na segunda mão no Allianz Arena esperava-se o clube tivesse a capacidade para conquistar a manutenção, mas a verdade é que um 2-0 ainda na primeira parte sentenciou o destino do TSV 1860 Munchen.
Os adeptos do clube conhecidos por serem mais fervorosos que os do próprio vizinho Bayern Munique provocaram desacatos uma vez que o jogo chegou aos 80 minutos. mostrando palavras de ordem contra o dono e o cenário era dantesco.
A relação entre a administração e os adeptos com o proprietário nunca tinha sido pacifica, pois na Alemanha a mentalidade é muito contra o investimento estrangeiro em clubes de futebol, e Hasan Ismaik acabaria por recusar pagar os milhões necessários para pagar a licença da terceira divisão Alemanha levando o TSV 1860 Munchen a cair nas distritais da Alemanha.
A intenção do investidor era levar o clube a recomeçar do zero, refugiando-se no exemplo do RB Leipzig, mas os adeptos, que já não gostavam muito dele, passaram a detesta-lo por este se ter recusado a pagar a licença e nada que Ismaik fizesse/dissesse iria acalmar os animos dos adeptos.
Em dezembro de 2017, o clube anunciaria que o “acordo de cooperação entre o clube e Hasan Ismaik terminaria”. O investidor árabe continua com a sua quota-parte do clube, pois não consegue vende-la, mas com o compromisso de não dar mais dinheiro ao clube e de não ter qualquer influência futura em decisões desportivas, deixando a atual administração eleita pelos adeptos trabalhar tranquilamente.
Estas foram as tréguas possíveis e que já trouxeram novas alegrias aos adeptos do TSV 1860 com o clube a mudar-se para o estádio onde em 1966 o seu único troféu da Bundesliga foi levantado, no Grünwalder Stadion.
Neste momento o TSV 1860 Munchen disputa a Terceira Liga Alemã depois de já ter conquistado o campeonato regional da Baviera que lhe deu acesso aos campeonatos nacionais.
Falamos de um clube que possui cerca de 22 mil sócios, não de um clube qualquer.
Seguindo o exemplo da equipa de sub-21, a selecção nacional de sub-19 terminou em quarto lugar no Campeonato do Mundo da categoria, que se disputou em Agosto na Macedónia do Norte, uma classificação histórica no escalão, e tendo em conta que Portugal entrava na competição como um dos underdogs.
Depois de um 11º lugar no Europeu de sub-18 em 2018, a selecção falhara o apuramento para o Mundial e esperava-se um Verão sem grandes competições para os sub-19. No entanto, ditou a sorte portuguesa que a Nova Zelândia e a Austrália desistissem e abrisse assim lugar para Portugal. E os jovens portugueses agarraram essa oportunidade com tudo o que tinham.
Entrando como wildcard, a selecção ficou inserida no grupo D, juntamente com Islândia, Alemanha, Servia, Tunísia e Brasil. E apesar de não ter a pressão de ser uma das favoritas ou de ter que chegar longe, a equipa portuguesa tinha o objectivo de apagar a imagem que ficara do Europeu de 2018.
O primeiro jogo foi uma entrada em grande. Frente à poderosa Alemanha, Portugal saiu triunfante por 33-26, dando assim o mote para as restantes jornadas da fase de grupos. Iguais destinos tiveram Sérvia, Islândia, Tunísia e Brasil, que acabaram vencidas pela turma portuguesa. Assim, a equipa repescada terminou a fase de grupos em primeiro lugar, com cinco vitórias em cinco jogos. De seguida era a vez de enfrentar a equipa da casa, a Macedónia do Norte.
Frente a uma equipa organizada e um pavilhão cheio, Portugal foi mais forte, vencendo por 29-25 e marcando assim um encontro nos quartos-de-final contra a França, a bi-campeã em título. Numa partida em que a defesa portuguesa esteve irrepreensível, uma constante ao longo do campeonato, os jovens seguiram o exemplo dos seniores e venceram a selecção francesa por 31-26, carimbando assim a passagem às meias-finais pela primeira vez na história do escalão.
Sete jogos, sete vitórias. Era este o cartão de visita de Portugal frente ao Egipto, adversário na meia-final e a única coisa que separava Portugal da final. No entanto, e tal como aconteceu no escalão de sub-21 um mês antes, a resistência física traiu a equipa quando era mais precisa, e ao longo do jogo viu-se uma defesa desgastada e um ataque que não conseguia dar resposta à quantidade de golos marcada pela selecção egípcia. 41-36 acabou por ser o resultado final e depois de uma caminhada imaculada, Portugal perdia à porta da final e virava atenções para a medalha de bronze, onde iria enfrentar a Dinamarca.
Tal como o seleccionador Carlos Martingo afirmara no início do campeonato, a maior fraqueza de Portugal era a inconsistência, e nos últimos dois jogos foi isso o que assistimos. Depois de um colapso defensivo frente ao Egipto, frente à Dinamarca assistimos a um ataque sem ideias e a uma defesa incapaz de parar o ataque dinamarquês, de tal forma que o resultado final seria de 27-35.
Para a história fica a quarta posição num mundial, um lugar que há anos atrás parecia apenas um sonho. E a verdade é que no espaço de dois meses assistimos a dois quartos lugares em mundiais jovens, tanto nos sub-21, como agora nos sub-19. A explicação tem sido o constante desenvolvimento e aposta na formação, com os resultados a serem mais que notórios.
O futuro parece risonho para o andebol português, com várias gerações jovens a assumirem lugares de destaque em competições internacionais. Agora apenas falta aquele pequeno passo, ultrapassar este bloqueio que separa as equipas de meia-final dos campeões que disputam as finais e atingem as medalhas.
Confesso que não gosto de comentar as discussões ou polémicas que assolam o futebol português, sobretudo as que envolvem clubes que não são o meu. Ainda assim, por mais que se queira dar apenas atenção ao que se passa dentro das quatro linhas, é impossível ficar indiferente ao comunicado emitido, na passada semana, pelo presidente do SC Braga, António Salvador, sobre a transferência falhada do jogador Guilherme Schettine do Santa Clara para o clube arsenalista. Trata-se, pois, de uma tomada de posição dura e com graves contornos acusatórios por parte do clube minhoto perante o SL Benfica, sem precedentes. No entanto, também não deixa de ser um “lavar de roupa suja” que, além de despropositado, só prejudica a sua imagem.
Vamos por partes:
No referido comunicado, Salvador queixa-se de que “O futebol português transformou-se num teatro de marionetas”. Não se “transformou”, sempre foi e ele sabe bem disso. Como também sabe que as marionetas sempre foram as mesmas.
É certo que o SC Braga tem procurado assumir uma maior responsabilidade desportiva tanto em Portugal como na Europa. No entanto, nunca teve, talvez porque nunca lhe foi possível, apresentar-se como uma figura de independência. É que qualquer clube português que não faça parte dos “Três Grandes” tem dificuldade em conquistar a sua independência sem sofrer influências do espectro dos clubes dominantes. Essa é, desde logo, uma das principais características de um campeonato absolutamente desequilibrado como o é o campeonato português. Basta ver a desproporção a nível de pagamentos de valores pelas transmissões televisivas aos Três Grandes e aos restantes clubes. O Santa Clara, por muito respeito que tem e merece, é apenas mais um peixinho “Nemo” a nadar no meio dos tubarões.
O SC Braga não foi uma excepção a esta doença crónica das marionetas do futebol português. Aliás o clube minhoto foi um “compagnon de route” do SL Benfica nas várias posições assumidas pelo clube da Luz contra os seus rivais nas últimas temporadas. O SC Braga tenta, agora, desfraldar uma bandeira de independência, mesmo com uma visível aproximação ao FC Porto. Ora para o mais comum dos adeptos de futebol, paira aqui uma incoerência flagrante.
Convirá não esquecer que há não muitos anos atrás, o mesmo SC Braga presidido por António Salvador vendeu Rafa ao SL Benfica por um preço inferior ao que havia exigido ao FC Porto que também estava na corrida pelo jogador português. Veja-se, mais recentemente, o caso de Dyego Sousa que dispensa considerações…
Guilherme Schettine formou-se no Athletico Paranaense Fonte: site oficial do Club Athletico Paranaense.
Quanto ao negócio em causa… Quem é Guilherme Schettine? É um jovem avançado móvel que apresenta várias soluções na frente de ataque, tendo marcado 7 golos na época passada ao serviço do Santa Clara. Independentemente das motivações que possam levar o SL Benfica a querer a contração deste jogador, creio que se o mesmo não tivesse um mínimo de qualidade jamais despontaria qualquer interesse por parte do clube encarnado. Porventura pode até vir a ser um recurso de baixo custo que já deu provas no campeonato português, contrariamente a jogadores como Castillo e Ferreyra que custaram muitos e muitos milhões e nunca lograram afirmar-se na Luz.
Por outro lado, a diferença para menos de meio milhão de euros da proposta do SL Benfica poderá aceitável para o Santa Clara se tivermos em conta cláusulas de empréstimo do jogador em causa ou de outros jogadores, eventuais acordos para futuras transferências ou negócios feitos no passado. Não esqueçamos que o Santa Clara já beneficiou e muito de jogadores provenientes do SL Benfica como Patrick e Fábio Cardoso.
Posto isto, e não querendo, de todo, tomar o partido de qualquer um dos intervenientes neste caso, parece-me que o comunicado do SC Braga não é mais que um alarido revelador de frustração por um negócio falhado. Se o jogador em causa era tão imprescindível para o SC Braga e se o próprio jogador pretendia jogar no SC Braga (como alega António Salvador), então por que motivo o SC Braga não “acrescentou” meio milhão de euros à sua proposta inicial e não “bateu” a cláusula de rescisão de dois milhões de euros do jogador?
Mais séria é a alegação feita pelo SC Braga no aludido comunicado de que o Santa Clara foi vítima de coação por parte do SL Benfica e que certamente terá que provar. E como reagirá o clube encarnado a esta acusação grave? Será que irá instaurar contra o SC Braga um processo criminal por difamação, à semelhança do que tão prontamente fez contra o Sporting CP durante a era de Bruno de Carvalho?
Com um currículo digno de um globetrotter, a carreira de Evandro Roncatto teria conteúdo suficiente para contar uma história de superação, digna de um filme de Hollywood: dos tempos em que era a estrela maior de um Mundial Sub-17, ao lado de Fàbregas e David Silva, até às dificuldades para receber um ordenado no final do mês. Uma carreira com altos e baixos de um atleta que se recusa a deitar a toalha ao chão e que já foi reconhecido mundialmente… por ter sido a estrela do jogo de computador, Football Manager.
– O sucesso no Mundial Sub-17 frente a David Silva e Fàbregas –
«Fomos campeões do mundo com todo o mérito».
Bola na Rede [BnR]: Evandro, antes de mais, obrigado por teres aceitado o nosso convite. Começamos pelo início da tua carreira profissional, que coincide praticamente com a conquista do Mundial de Sub-17, em 2003. Como foi essa experiência?
Evandro Roncatto [ER]: Foi muito bom e uma experiência maravilhosa na minha vida. Foi o que impulsionou a minha carreira. Acabou por ser um Mundial complicado porque empatámos no primeiro jogo, se não me engano, frente aos Camarões (1-1). Depois precisávamos de ganhar a Portugal e ao Iémen para seguir em frente. O nosso grupo era muito forte e unido e já trabalhávamos juntos há dois anos. Isso explicou o sucesso. Contra Portugal vencemos por 5-0 e isso deu-nos muita confiança, depois do “tropeção” no primeiro jogo. Depois foram só vitórias e vitórias até sermos campeões do mundo!
Evandro Roncatto brilhou num Mundial em que estiveram presentes Fàbregas e David Silva Fonte: FIFA
BnR: Eras titular indiscutível nessa equipa e, na final, o Brasil até ganhou a uma Espanha (1-0), recheada de estrelas como David Silva ou Fàbregas. Qual era o segredo dessa equipa?
ER: Foi um jogo complicado porque não estávamos habituados a jogar num campo sintético. A nossa equipa era muito forte, mas a Espanha também tinha muito bons jogadores, como os que disseste, Fàbregas ou o Silva. Só que o nosso grupo estava muito concentrado e sabíamos que tínhamos de vencer o título. Fomos campeões com todo o mérito!
SL Benfica e FC Porto protagonizam uma rivalidade centenária que contagia as duas principais cidades do país: Lisboa e Porto.
A primeira vez que Benfica e FC Porto se defrontaram foi no longínquo ano de 1912. Na altura, o clube azul e branco convidou os encarnados para disputar dois jogos de futebol no campo da Rua da Rainha. O jogo entre as segundas categorias terminou com uma vitória do Benfica por 1-2. Já o jogo entre as equipas principais terminou com uma vitória esmagadora da equipa convidada por 2-8.
Esta rivalidade voltaria a atingir um dos seus pontos altos na primeira metade da década de 50, período no qual ambos os clubes inauguraram novos estádios. No dia 28 de Maio de 1952, seria inaugurado o Estádio das Antas, com o SL Benfica a ser o convidado de honra para o jogo de inauguração, vencendo por 2-8, com destaque para o hat-trick apontado pelo avançado Arsénio.
Cerca de dois anos e meio depois, no dia 1 de Dezembro de 1954, dar-se-ia o ponto alto das comemorações do cinquentenário: a inauguração do Estádio da Luz. O FC Porto seria o clube convidado para a inauguração do mesmo e, desta vez, levaria a melhor no confronto dentro das quatro linhas, com o clube azul e branco a vencer por 3-1.
Ao longo das primeiras décadas de história, a rivalidade entre Benfica e FC Porto sempre foi saudável. Apesar de sempre existir um ou outro momento de maior tensão – com destaque para o Caso Calabote – sempre predominou o clima de cordialidade e respeito entre ambos os clubes. Esse cenário começou a mudar quando Jorge Nuno Pinto da Costa chegou ao FC Porto, primeiro como Director Desportivo (entre 1976 e 1980) e mais tarde como presidente do clube a partir de 1982. Daí para a frente, a rivalidade ficaria marcada por um constante clima de guerrilha e tensão.
Eusébio e Cubillas, duas antigas glórias dos respectivos clubes Fonte: SL Benfica
Juntamente com José Maria Pedroto, Pinto da Costa criou uma teia de argumentos que lhes permitiram declarar uma guerra contra aquilo a que chamavam de “Hegemonia de Lisboa”. Esta guerra regionalista encabeçada pela dupla azul e branca contagiou toda a região e deu força a um FC Porto que atravessava uma seca de títulos, tendo quebrado um jejum de 19 anos sem ganhar um campeonato.
Seria neste período em que o FC Porto voltaria a emergir como uma das maiores forças do futebol português, que a rivalidade com o SL Benfica atingiria um dos momentos de maior tensão. Na temporada 1979/1980, com a guerra regionalista entre Porto e Lisboa a atingir um dos seus pontos mais altos, adeptos de Benfica e Sporting CP uniram-se na final da Taça de Portugal de 1979/1980, na qual o clube encarnado venceria por 1-0.
Esta final deu-se num período em que o FC Porto atravessava uma crise directiva, no qual Pinto da Costa e Pedroto se insurgiram contra o presidente Américo de Sá, que se mostrava cansado do clima de guerrilha implementado pelos dois homens fortes do futebol azul e branco. A derrota nessa final da Taça de Portugal acabaria por ditar a saída de Pinto da Costa e Pedroto, bem como de 15 jogadores do plantel, dando assim início àquele que seria o Verão Quente do FC Porto.
Seria dois anos mais tarde, em Abril de 1982, que Pinto da Costa viria a suceder Américo de Sá, tornando-se no 33º presidente da história do FC Porto. E seria ainda nos seus primeiros tempos enquanto presidente, que se daria mais um episódio de maior tensão entre os clubes rivais.
Decorria a época 1982/1983, quando Benfica e FC Porto marcaram presença na final da Taça de Portugal. No entanto, Pinto da Costa e José Maria Pedroto (regressado ao clube após a eleição de Pinto da Costa a presidente), recusaram-se deslocar a Lisboa para disputar a competição, tendo-se realizado uma Assembleia Geral que aprovou a comparência na final da Taça de Portugal, apenas se esta fosse realizada no Estádio das Antas.
Todas estas confusões levaram a que a final da Taça fosse adiada para o início da época seguinte, no dia 21 de Agosto de 1983, onde Benfica e FC Porto disputariam então a final da competição nas Antas, que o Benfica acabaria por ganhar com um golo solitário de Carlos Manuel.
Seria a partir dos anos 80 que o FC Porto começaria a assumir-se como a segunda maior força do futebol português e, nos anos 90, tornar-se-ia no principal dominador do futebol português, fruto das sucessivas más gestões de que o Benfica foi alvo.
SL Benfica e FC Porto também já disputaram confrontos acesos nas Taças. Na Taça de Portugal, o Benfica leva uma vantagem esmagadora, ao vencer oito das nove finais contra o clube azul e branco, perdendo apenas na temporada de 1957/1958. Na única final da Taça da Liga em que se defrontaram, o Benfica também levou a melhor com uma vitória por 3-0 em 2009/2010.
Por outro lado, na Supertaça Cândido de Oliveira, tem sido o FC Porto a levar um domínio absuluto, perdendo apenas uma das Supertaças defrontadas contra o rival lisboeta, na temporada de 1985/1986.
A Suécia recebeu as suas duas tradicionais provas do World Tour feminino, duas corridas de um dia, primeiro um contrarrelógio por equipas e depois uma prova de fundo.
Nos 35,6 planos quilómetros do esforço coletivo contra o relógio, saiu por cima a Trek – Segafredo. Apesar da presença de van Dijk, o conjunto americano não era o principal favorito, mas a verdade é que dominou a concorrência, que não era em grande número, já que apenas participaram 14 equipas.
A campeã do mundo da especialidade, a Canyon SRAM, foi segunda a 25 segundos, bem à frente da Team Sunweb e da Boels – Dolmans que desiludiram bastante ficando, respetivamente, a 0:46 e a 1:17 da Trek.
A Trek venceu o contrarrelógio com autoridade Fonte: Trek – Segafredo
Já a prova de fundo, com um percurso de 145,3 quilómetros, era também essencialmente plana, mas marcada por várias passagens em setores de gravilha.
O pelotão já era curto e ainda ficou mais com a dureza do dia. Uma fuga madrugadora com várias atletas perigosas, como a campeã do mundo van der Breggen, a campeã da Europa Pieters, Brand, Rivera, Vollering ou Bastianelli. Com muito trabalho tanto à frente como atrás, a vantagem nunca foi demasiado elevada e haveria reagrupamento a ainda mais de 60 quilómetros da meta.
Novos ataques surgiram, mas também não surtiram efeito, com Sunweb e CCC a assumirem o controlo do pelotão e impedir que as corredoras de segunda linha que tentaram sair ganhassem muita vantagem.
Tudo isto acabaria por levar a prova a um sprint num grupo já reduzido e a vencedora do ano passado, Marianne Vos, entrou na última curva na frente e acelerou para tentar repetir o feito (e chegar à sua quarta vitória na prova). Na reta da meta, quase aguentou até ao final, mas acabou mesmo por ser batida sobre a meta por Marta Bastianelli.
Com este resultado, ambas as atletas aproximam-se da frente na luta pela classificação World Tour e, acima de tudo, Vos sobe ao segundo posto e coloca van Vleuten sob uma pressão que já não tinha há algum tempo.
Ambas as atletas poderão ter oportunidade de se aproximarem ainda mais da frente se participarem no Tour of Norway de 22 a 25 deste mês. Ainda falta conhecer a maior parte da lista de participantes, mas a Mitchelton-Scott já definiu o seu seis e neste consta Annemie van Vleuten. Além do mais, o perfil das quatro etapas ajusta-se bem tanto a Bastianelli como a Vos, pelo que deverão marcar presença e com ambições a discutir a corrida.
Também na Juventude está quente a luta pela vitória, com Lorena Wiebes, que até é a quinta melhor entre as Elites, a voltar a bater Cavalli (apenas 26.ª e terceira melhor sub23 na Geral das Elites) como melhor Sub23 e a colocar-se a somente dois pontos da italiana.
Foi comunicado no passado domingo pelo Sporting CP à CMVM um princípio de acordo com os alemães do Eintracht Frankfurt para a cedência definitiva de Bas Dost. Deste modo, deverá estar por horas a confirmação da saída oficial do holandês de Alvalade. Apesar de não terem sido mencionados quaisquer valores, especula-se que a transferência ronde os nove milhões de euros.
Primeiramente, penso que seria interessante mencionar os números do avançado para perceber o impacto que poderá ter no rendimento leonino desta época. No seu primeiro ano com a verde e branca vestida, Bas Dost apontou 36 golos num total de 41 jogos. Não necessitou de se ambientar ao futebol português, foi chegar, ver e vencer. No total de jogos e golos apontados ao serviço dos leões, em 127 jogos, o internacional holandês concretizou por 93 vezes. Parece pouco? Não.
No entanto, interessa perceber o contexto da vinda de Bas Dost para o Sporting CP. Chegou para ser orientado por Jorge Jesus, o técnico verde e branco nessa época. Todos sabemos que o treinador, agora no Brasil, sempre gostou de ter um ponta de lança mais fixo na área. Assim foi com Óscar Cardozo, Islam Slimani e Bas Dost, e a verdade é que soube potenciar sempre este tipo de jogadores, que terminaram as respetivas épocas com inúmeros golos marcados. Na realidade, qualquer tipo de atleta com este perfil faz golos nas equipas de Jorge Jesus, não tenho qualquer dúvida disso.
Bas Dost fez balançar as redes por 93 vezes ao longo das três temporadas de leão ao peito Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Ora, com Marcel Keizer, o estilo de jogo do Sporting CP mudou completamente. Basta referir que Bas Dost passou a jogar sozinho na frente, sem ter um jogador mais perto de si como em tempos teve Alan Ruiz e Bruno Fernandes. Na forma atual dos verde e brancos jogarem, a equipa encontra-se sempre mais longe da baliza e raramente são feitos cruzamentos para o holandês concretizar. Devido a algumas limitações técnicas, que fazem com que raramente jogue a mais de dois toques, Bas Dost tem dificuldades em atuar longe da baliza adversária. Assim, há já algum tempo – para mim desde a época passada – que o goleador holandês tem vindo a baixar de rendimento e a aparentar estar desmotivado quando pisa o terreno de jogo.
O que importa debater é: será que o certo é vender Bas Dost? Ou será que seria preferível contratar alguém que conseguisse estimular a enorme veia goleador do holandês? São questões que apenas a longo prazo poderão ter resposta, mas é legítimo levantar estes pensamentos.
Concluindo, penso que a saída de Bas Dost será sempre uma enorme perda para qualquer equipa do campeonato português. Contudo, com Keizer, o avançado foi sempre um peixe fora de água. Veremos se, caso a transferência seja efetuada, não se torne em arrependimento.
Longe da festa aguardada em muitos campos nacionais, a edição 2019/20 do Girabola Zap, que arrancou na passada sexta-feira, com a vitória do Desportivo da Huíla, diante do Bravos do Maquis, por 2-0, no Estádio do Ferroviário, no Lubango, a contar para a 1ª jornada, ficou manchada pela não realização de dois dos sete jogos agendados, depois do adiamento do jogo Progresso do Sambizanga e o 1º de Agosto.
À semelhança da época passada, Recreativo da Caála e Santa Rita de Cássia Futebol Clube, falharam abertura do campeonato, sábado, no Estádio Municipal 4 de Janeiro, por alegada dívidas contraídas ao longo da época, o cenário voltou a repetir-se com as mesmas formações, no mesmo local e pelas mesmas razões. Igual cenário registou-se em Benguela, no Estádio Nacional de Ombaka, no “dérbi” entre 1º de Maio e Académica do Lobito, já que o “histórico” 1º de Maio que regressa ao Girabola, têm um passivo com a FAF e ex-jogadores.
Entre as coincidências da época anterior, o Desportivo da Huíla voltou a receber no seu território o Bravos do Maquis, desta na sexta-feira, tendo sido o jogo inaugural da prova, vencendo por 2-0, com golo (primeiro da época) de Sargento, aos 14′ e Nandinho, aos 56′. Na sequência da jornada, no sábado, o Interclube foi goleado no Dundo, pelo Sagrada Esperança da Lunda Norte, por 4-1, com os forasteiros a inaugurarem o marcador com auto-golo de Cachi, aos seis minutos, mas a alegria dos “polícias” durou até aos 24 minutos, quando o congolês democrático, Mawiya Jiresse empatou a partida, para quatro minutos depois, o central Simão ampliar o resultado ainda na primeira parte. Na segunda metade do encontro, o Sagrada Esperança marcou mais dois golos através dos nigerianos Musa Najare (77′) e Joseph Femi (80′).
No Estádio Nacional de Ombaka, em Benguela, o estreante Wiliete Sport Clube, que a menos de 15 dias ascendeu ao Girabola, fruto da desistência do Benfica do Lubango, protagonizou a surpresa da jornada, ao empatar a dois golos, com o Petro de Luanda, com o avançado brasileiro Toni apontar aos 4 minutos, para o jovem João Vala igualar aos 11′. Na etapa complementar, o avançado Yano que reforçou o Petro de Luanda, proveniente do Progresso do Sambizanga, fez o desempate aos 51′, mas cinco minutos depois, Quinho entrou para aos 4 minutos, no tempo de compensação, apontou o tento da igualdade.
Fonte: www.claquemagazine.com
No Domingo, o Sporting de Cabinda surpreendeu o Recreativo do Libolo, ao vencer por 3-1, no Estádio Municipal do Tafe, com a formação leonina a fazer a reviravolta, por Castro (45′), Zeca (63′) e Jó Paciência (67′), depois de estar a perder, por 1-0. No Estádio dos Kuricutelas, o Ferrovia do Huambo, um dos dois estreantes começou a prova com derrota, diante do Cuando Cubango FC, por 1-2, com os visitantes a inaugurarem o marcador, por intermédio de Nandinho, aos 26 minutos, para em seguida Die Massadila, ampliar à passagem do minuto 53. O Ferrovia do Huambo reduziu por Chabalala, no minuto seguinte.
A jornada fica completa no próximo dia 27, no Estádio dos Coqueiros, com o 1º de Agosto, campeão em título, a visitar o Progresso do Sambizanga, enquanto os jogos entre o Santa Rita vs Recreativo da Caála e 1º de Maio de Benguela vs Académica do Lobito, aguarda pela decisão do Conselho Técnico da Federação Angolana de Futebol.