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De bestial a besta

O mundo do futebol, e até do desporto em geral, muda muito rápido, como sabemos. Num dia ocupa-se uma posição de topo e sucesso, no outro cai-se no esquecimento. Esta frase anterior aplica-se na perfeição a Joe Hart. O inglês, atualmente com 32 anos, é o atual guarda-redes do Burnley FC, um clube consolidado na Premier League que, por norma, luta apenas pela permanência, apesar de recentemente ter conseguido qualificar-se para a Liga Europa. Joe Hart até há bem pouco tempo era considerado um dos melhores do mundo, hoje vive na sombra do que num dia foi.

Formado no modesto Shrewsbury Town FC, das ligas amadoras de Inglaterra, Hart, com apenas 18 anos, assumiu a titularidade da baliza sénior do clube, tendo realizado uns impressionantes 50 jogos oficiais, que despertaram a cobiça do Manchester City FC, ainda antes de se tornar a super potência que é hoje, mas já um forte clube da Premier League.

Depois de alguns empréstimos e fases irregulares de titularidade nos Citizens, Hart assumiu-se como senhor e dono das redes a partir de 2010, iniciando um reinado que terminaria em 2016. Foram 6 temporadas impressionantes do guardião no Manchester City FC e que foram aliadas a anos consecutivos como titular na seleção de Inglaterra (conta com 75 internacionalizações).

Pickford tem feito esquecer Joe Hart, com exibições de grande categoria
Fonte: Seleção de Inglaterra

Com a chegada de Pep Guardiola, Hart teve guia de marcha. Acusado de ter um mau jogo de pés e não jogar fora da grande área como o espanhol gosta, o internacional inglês surpreendeu e rumou ao estrangeiro para jogar no histórico Torino FC da série A italiana por empréstimo. Apesar de ser indiscutível no onze inicial do Toro, Hart teve uma segunda metade de época muito abaixo das expetativas, que fez com que o clube nem acionasse opção de compra.

Seguiu-se o West Ham UFC, também na condição de emprestado, onde foi titular até dezembro, perdendo depois o lugar para Adrián San Miguel, atualmente no campeão europeu, Liverpool FC. Mais uma vez, voltou a não ser comprado em definitivo. No verão de 2018, a ligação de 12 anos de Hart com o Manchester City FC terminou a troco de 3.9 milhões de euros, tendo rumado ao Burnley FC com um contrato até junho de 2020.

Carreira de Hart tem caído a pique, desde que se desvinculou do MCFC                                            Fonte: Burnley FC

A vida nos Clarets antecipava-se difícil, pois o clube tinha no plantel Tom Heaton e Nick Pope, dois internacionais ingleses, o primeiro com um estatuto enorme no clube e o segundo tendo sido a grande revelação da época anterior. No entanto, Heaton começou a época 18-19 lesionado e Pope teve uma lesão que o afastou por mais de seis meses. Assim, Joe Hart, entrou diretamente no onze inicial da equipa. A titularidade durou até dezembro, pois Heaton havia recuperado e Hart começou a baixar o nível, e nunca mais foi recuperada nessa temporada. Esta época, Heaton foi vendido ao Aston Villa FC, portanto a baliza do Burnley será discutida por Hart e Pope, mas, novamente, Hart perdeu o duelo.

A temporada arrancou e Nick Pope foi o escolhido para a titularidade, aumentando o período de instabilidade de Joe Hart, que parece não ter capacidade e contexto para voltar ao seu grande nível. É estranho ver um guarda-redes tão experiente que esteve tão cotado, apagar-se assim do nada. Há três anos, se dissessem que o titularíssimo da seleção dos Three Lions e do Manchester City FC iria ser suplente numa equipa que apenas luta pela permanência, seria difícil de acreditar.

O marasmo na carreira de Hart parece não ter fim, mas, independentemente de tudo, Joe Hart deixou-nos um legado fortíssimo e foi o melhor guarda-redes inglês na última década. Vamos ver se terá capacidade para, pelo menos, ganhar a titularidade ao talentoso Nick Pope.

Foto de Capa: FA

Revisto por: Jorge Neves

Wolverhampton Wanderers FC 1-1 Manchester United FC: Armada portuguesa volta a travar um “gigante”

Em jogo da segunda jornada da Premier League, o Wolverhampton recebeu o Manchester United no Molineux e conseguiu impedir que estes se juntassem a Liverpool e Arsenal no topo da tabela.

O jogo começou, como seria de esperar, com o Manchester United a “mandar”, a pressionar e com vontade de chegar à vantagem o mais cedo possível. Com a aquisição de Maguire, os “Red Devils” melhoraram, significativamente, a qualidade da sua equipa. Não apenas do ponto de vista defensivo, já que, no momento com bola, ganharam outro calibre, no critério da construção. É o patrão da equipa… E só chegou agora!

Os “Wolves”, entraram com o mesmo onze que terminou a época transata. O 3-5-2 habitual de Nuno Espírito Santo, dá-lhe garantias de uma defesa sólida e de um ataque vertiginoso. No meio campo, Rúben Neves e João Moutinho, são os lançadores de serviço para a velocidade de Jota e Jiménez.

A primeira ocasião da partida só surgiu à passagem do minuto 18’. Rashford fez o que quis de Doherty e cruzou para a pequena área. Martial chegou atrasado. Aos 27’, o internacional francês viria mesmo a fazer o um a zero. Boa jogada coletiva que terminou com um remate indefensável.

O United dominava a seu belo prazer. Viu-se a vencer e limitou-se a gerir, mas com qualidade. Posse de bola assertiva e sem correr grandes riscos. Os Wolves é que estavam a perder, eles é que tinham de correr atrás dela.

Após o golo sofrido, a equipa de NES tinha de subir linhas e de ser mais agressiva defensivamente. A forma como sofreu não é normal neles. Demasiado passivos. Nuno percebeu e a equipa voltou ao campo com outra postura. À entrada para o segundo tempo, Doherty deu o lugar a Adama Traoré. A ideia de colocar o espanhol resultou, visto que foi dos que mais mexeu com a partida.

Logo depois, Rúben Neves fez um golaço daqueles a que já nos habitou (55’). Na sequência de um pontapé de canto, à entrada da área, o médio português atirou fora do alcance de De Gea. Um balde de água fria em cima dos jogadores do Man.United, que fizeram uma primeira parte, praticamente irrepreensível!

Fonte: Wolverhampton Wanderers FC

A partir daí, o jogo ficou cada vez mais partido. “Raides” individuais de Rashford e Jota eram cada vez mais predominantes. Aos 67’, Paul Pogba desperdiçou um penálti, numa altura em que o ritmo começava a quebrar, e que um golo poderia ser decisivo. Mérito para Rui Patrício que adivinhou o lado e defendeu. Mais uma vez, mostrou toda a sua qualidade entre os postes.

Até ao final da partida, não houve ocasiões soberanas de golo. E no seu geral, foi um jogo com “pouca baliza”. Na maior parte do tempo, os defesas estiveram mais fortes que os avançados, daí o empate a uma bola.

O Manchester United demonstra que tem potencial. Não para ser campeão, mas para o “top 4”. Joga com qualidade, a espaços, mas falta-lhes ser mais constante durante os noventa minutos. Martial e Rashford foram os mais inconformados, numa equipa que ainda tem muitas arestas por limar. Para além de que, cada bola a pingar na área, “chora” por um ponta de lança. Mas agora, só se for a custo zero…

Os “Wolves” continuam com a mesma filosofia da época passada. Tem mais “banco” (Neto e Cutrone), mas vamos ver se é suficiente para se aguentarem na Premier League e na Liga Europa, a médio/longo prazo. Sempre à espreita do contra-ataque, favorecem-lhes os jogos com os ditos “grandes”, pelo espaço que buscam nas costas dos defesas. Contra adversários do seu “campeonato” terão de arranjar outra estratégia, ou irão ter dificuldades para fazer golos.

ONZES E SUBSTITUIÇÕES

Wolverhampton Wandereres FC: Patrício, Coady, Bennet, Boly, Doherty (Traoré, 46’), Castro, Neves, Dendoncker, Moutinho, Jota (Neto, 86’) e Jiménez (Cutrone, 90’).

Manchester United FC: De Gea, Wan-Bissaka, Lindelof, Maguire, Shaw, McTominay, Pogba, James (Greenwood, 89’), Lingard (Mata, 80’), Rashford (Pereira, 89’) e Martial.

Um Castelo de pedaços

As saudades apertavam e o verão sem futebol já ia longo. A pré-época regressou, assim como a ansiedade pelo rolar da bola, mas o início do campeonato trouxe também as pequenas e ridículas polémicas a que o futebol português nos vem habituando.

A primeira jornada havia reservado um interessante e sempre bem disputado Rio Ave FC – Vitória SC. A horas do encontro, completamente fora das expectativas, surgiram notícias a dar conta do seu adiamento devido ao estado de uma das bancadas dos vilacondenses.

A estrutura nascente do Estádio dos Arcos, inaugurado em 1984, apresentava níveis preocupantes de deterioração e levantou dúvidas quanto à sua segurança. Na falta de melhor alternativa que não fosse uma avaliação mais exata, o encontro foi recalendarizado para o início de setembro.

Desde então, múltiplas questões se levantaram e importa que lhes sejam encontradas respostas. A deterioração não se dá de um dia para o outro; a avaliação não devia ter sido feita há mais tempo para não afetar o início das competições? O estádio vilacondense recebeu eliminatórias europeias recentemente e várias competições nacionais; esteve sempre operacional e, de repente, não está?

A vitória das águias frente aos vilacondenses colocou uma mão no título
Fonte: Rio Ave FC

Mais preocupante do que isso, um estádio com lotação para 9065 pessoas recebeu, na ponta final da época passada, duas equipas que lutaram pelo título até à última jornada. Como tal, mobilizaram um grande número de adeptos que preencheram o reduto do Rio Ave FC.

Na jornada 31, a 26 de abril, estivemos próximos de ver casa cheia no deslize dos dragões; 7532 espetadores coloriram as bancadas e viram o empate a 2. Duas jornadas depois, a 12 de maio, os encarnados deram um passo gigante para a reconquista perante um estádio a rebentar pelas costuras; 8836 adeptos testemunharam o triunfo das águias por 2-3.

Ou seja, por duas jornadas caseiras consecutivas, os vilacondenses receberam, na época passada, dragões e águias em bancadas com condições, no mínimo, duvidosas. E desses jogos para a primeira jornada da presente época passaram apenas três meses. Três meses. Das duas uma: ou a deterioração se originou e alastrou a um ritmo alucinante, ou correram-se riscos de duas em duas semanas em Vila do Conde.

Toda esta peça só podia ser representada e encenada num teatro que aparenta ser amador. Se, por um lado, se salvaguardou a segurança dos adeptos do Rio Ave FC – Vitória SC, por outro foi posta em risco, sucessivamente, a segurança de todos os adeptos anteriores a este encontro.

Só neste teatro amador, que é Portugal e as entidades do seu futebol, é que uma peça encenada no Estoril, representada por GD Estoril Praia e FC Porto, podia ganhar uma nova vida, com outros atores.

Foto de Capa: Rio Ave FC

Revisto por: Jorge Neves

Medvedev: o novo campeão do Masters de Cincinnati

A uma semana de se iniciar mais uma edição do US Open, os melhores tenistas do mundo juntaram-se no Masters 1000 de Cincinnati, torneio também ele disputado em solo americano. Daniil Medvedev e David Goffin acabaram por ser as figuras do torneio, tendo em conta que disputaram a grande final. Mas para lá chegar tiveram que deixar grandes nomes do ténis pelo caminho.

PERCURSO DE DANIIL MEDVEDEV

32avos de final  : Daniil Medvedev 2-0 Kyle Edmund

16avos de final  : Daniil Medvedev 2-0 Benoit Paire

Oitavos de final : Daniil Medvedev 2-0 Jan Lennard Struff

Quartos de final : Daniil Medvedev 2-0 Andrey Rublev

Meia – Final        : Daniil Medvedev 2-1 Novak Djokovic

Daniil Medvedev não podia estar em melhor forma neste momento e a sua caminhada até à final prova isso mesmo. Nas cinco partidas que disputou, apenas cedeu um set perante o líder do ranking ATP. Nesse mesmo jogo, Daniil Medvedev perdeu o primeiro set, no entanto operou a reviravolta e confirmou o triunfo. Para além de ter garantido um lugar na final, o tenista russo alcançou o feito de derrotar, por duas vezes na mesma época e em diferentes superfícies, Novak Djokovic. Algo só conseguido por Roger Federer, Andy Murray e Rafael Nadal.

Daniil Medvedev venceu Novak Djokovic na meia final e apurou-se para a grande final
Fonte: ATP World Tour

PERCURSO DE DAVID GOFFIN

32avos de final : David Goffin 2-1 Taylor Harry Fritz

16avos de final : David Goffin 2-0 Guido Pella

Oitavos de final : David Goffin 2-0 Adrian Mannarino

Quartos de final : David Goffin – Yoshihito Nishioka ( David Goffin ganhou a partida, devido à desistência de Yoshihito Nishioka )

Meia – Final       : David Goffin 2-0 Richard Gasquet

Tal como Daniil Medvedev, David Goffin também cedeu um set no seu percurso. Nota para o facto de o tenista belga ter realizado menos um jogo nesta prova, aproveitando a desistência do seu adversário nos quartos de final. Já na meia final, David Goffin foi mesmo a jogo e derrotou o francês Richard Gasquet, apurando-se, desta forma, para a sua segunda final esta época.

David Goffin confirmou a presença na sua segunda final esta temporada
Fonte: ATP World Tour

Milhões investidos, retorno à vista?

Após um 2018/19, no geral, dececionante, era altura de arrumar a casa no Estádio do Dragão. Isto porque diversas saídas, muitas das quais de jogadores bastante influentes naquilo que era a estratégia de Sérgio Conceição, ilustraram o período solarengo do universo azul e branco. Honestamente, sempre considerei uma missão muito difícil repor todas as lacunas que haviam sido deixadas no grupo de trabalho, contudo teria de ser adotada uma estratégia de gestão dos estragos, de maneira a minimizar todas estas saídas.

A partir daí, assistimos à chegada de sete reforços: os argentinos Marchesín e Saravia, os colombianos Uribe e Luis Díaz, um “velho conhecido” de seu nome Iván Marcano, uma “paixão antiga” japonesa chamada Nakajima, juntamente com o cabo-verdiano Zé Luís.

Bom, comecemos pela baliza: inicialmente, acreditava que este poderia ser o ano de afirmação de Diogo Costa a defender as nossas redes. Contudo, essa aposta efetiva no jovem português parece ter sido adiada para um futuro próximo após a chegada de Marche à cidade Invicta: um guarda-redes seguríssimo, decisivo e que não acusou a pressão de substituir um nome como Iker Casillas. Mostrou estar em alto nível sempre que foi chamado a intervir, parecendo estar preparado para o desafio.

Quanto ao seu compatriota, Renzo Saravia, pouco mostrou durante os minutos que lhe foram dados pelo treinador, exibindo diversas fragilidades a nível defensivo, sobretudo no jogo frente ao FK Krasnodar. Acredito, sinceramente, que Conceição lhe dará mais oportunidades, inclusivamente no onze inicial, apesar de, por enquanto, não ter demonstrado capacidade para assumir a posição de lateral direito.

Ainda no setor defensivo, Iván Marcano foi “cara nova” na preparação para a época 2019/20. De novo, o central espanhol trouxe mediocridade ao centro da defesa do FC Porto e a certeza de que será preciso um outro nome para substituir devidamente Felipe e/ou Éder Militão.

O colombiano Matheus Uribe, responsável pela difícil tarefa de substituir Hector Herrera, parece entrar que nem uma luva no esquema tático do FC Porto. Apesar de estar há apenas alguns dias em território português, o colombiano parece já ter interiorizado o que Sérgio Conceição pretende dele dando aquando da sua utilização boas réplicas.

Matheus Uribe, juntamente com Luis Díaz, foram duas das contratações realizadas pelo FC Porto em 2019/2020
Fonte: FC Porto

No que diz respeito às posições mais ofensivas, três foram as novidades para o ataque à presente temporada. E, devo admitir, todos têm-me surpreendido positivamente, destacando Zé Luís.

O avançado, que já tinha no currículo passagens por clubes portugueses, vem adicionar uma nova faceta ao ataque do FC Porto, na minha opinião, sendo uma nova solução no jogo aéreo, com técnica, oportunismo e capacidade de decisão. Sem dúvida, o reforço que era necessário para a frente de ataque.

Mas não só de Zé Luís é feito o lote de opções para o setor mais ofensivo do FC Porto: a esse lote, foram adicionados nomes como os de Luís Díaz e de Nakajima. Este último, apesar de ainda não ter tido um número de oportunidades condizente com a sua qualidade, já foi capaz de demonstrar muita personalidade no seu jogo, chamando para si a responsabilidade no jogo da Liga dos Campeões, mostrando-se sempre disponível para receber a bola um pouco mais atrás no terreno e de consigo arrastar a equipa para o ataque. Apesar de ainda pecar um pouco no momento da decisão, poderá vir a ser um elemento muito importante para o que resta da época.

Outro elemento que poderá vir a ganhar protagonismo no Dragão é Luis Díaz. O extremo colombiano surge como um jogador dotado tecnicamente, que consegue desequilibrar toda uma defesa com apenas um movimento. Personalidade em assumir o jogo, em correr em direção à área contrária: um verdadeiro diamante, que, como outros que elogiei anteriormente, terão ainda que ser bem lapidados, com o objetivo de ajudar o FC Porto a reconquistar o campeonato.

Foto de capa: Bola na Rede

Revisto por: Jorge Neves

Os 5 jogadores mais determinantes em clássicos

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Já se sente o friozinho na barriga, o coração já bate mais forte, já se roem as unhas! O dia do clássico aproxima-se… Um jogo SL Benfica x FC Porto é como um feriado nacional. O país para por 90 minutos para ver uma rivalidade histórica, seja na TV ou no estádio.

SE ACHAS QUE JÁ SABES QUEM É QUE VAI GANHAR O CLÁSSICO, APOSTA JÁ!

Ao longo da história, alguns jogadores marcaram este jogo em particular, que sempre será mais que um só jogo. Relembra alguns deles.

FC Gaia, Boavista FC e Vitoria FC na prova rainha do andebol nacional

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A edição 2019/2020 da 1ª divisão do campeonato português de andebol – vulgarmente conhecido como Andebol1 – irá contar com a presença de mais dois emblemas do distrito do Porto e um do distrito de Setúbal, são estes: FC Gaia, Boavista FC e o Vitória FC, respetivamente.

Contrariamente àquilo que tem vindo acontecer nos últimos anos, a presente época irá contar com a subida de três equipas à divisão de elite do andebol nacional. Duas por entrada direta – como é o caso dos gaienses e dos axadrezados (1º e 2º classificados da principal prova do 2º escalão) – e uma de forma indireta, em detrimento da desistência do CCR Fermentões que, dessa forma, deixou o seu lugar à disposição.

Assim, ainda que tendo ficado em 4º lugar, atrás do FC Porto B, com um número de pontos insuficiente para garantir o acesso à 1ª divisão, os sadinos puderam festejar à mesma, após a sua 3ª presença numa fase final nos últimos cinco anos.

Isto porque, tanto o Arsenal Devesa como o AC Fafe, recusaram o convite da federação para permanecer na liga, deixando assim, o seu legado para o 4º classificado do 2º escalão, uma vez que em 3º classificado ficou a equipa B dos dragões, e esta nunca poderia subir.

Os “Sadinos” vão participar na 1ªdivisão este ano
Fonte: Vitória FC

Numa altura em que as suas participações na mais ilustre prova nacional estão em contagem decrescente, os três clubes conjuntos recém-chegados não perderam tempo, e, como já seria esperar reforçaram-se em peso, fazendo-se sentir impetuosamente no mercado de transferências deste verão.

Os boavisteiros, por exemplo, abriram mão de seis jogadores, tendo contratado nove.
Neste lote, o destaque vai para o regresso de Nuno Pimenta, pivô de 38 anos (ex-Águas Santas), que regressa ao Bessa 15 anos depois.

O FC Gaia, por sua vez, optou deixar sair seis elementos, e somou nove caras novas no plantel, entre as quais estão a de Hugo Rosário e Tiago Heber, dois jogadores que merecem particular atenção, tanto pelo sua envergadura e capacidade física, como pela sua vasta experiência no andebol nacional.

Por último, o Vitória FC, dos três promovidos o mais discreto na hora de vender e comprar jogadores. Registou apenas três saídas do plantel, e contratou oito praticantes, cinco a título definitivo e três por empréstimo do clube da luz, como é o caso de Tiago Costa, Tiago Silva e Joaquim Nazaré, todos com uma idade inferior aos 20 anos.

Resta agora esperar pelas jornadas inaugurais para perceber quais as metas com que os três clubes (FC Gaia, Vitória FC e Boavista FC) podem sonhar. Uma coisa é certa, emoção não vai faltar!

Foto de Capa: Bola na Rede/Tiago Gomes

Revisto por: Jorge Neves

FPDE – Um passo em frente no futuro dos eSports em Portugal?

Com fundação em 2016, a Federação Portuguesa de Desportos Eletrónicos, mais conhecida como FPDE após mudança de nome, só nestes últimos dois anos se mostrou mais ao mundo do gaming e dos eSports.

Com o seu foco no Desporto Eletrónico, a FPDE tem como principais objectivos educar a população sobre o que são desportos eletrónicos, promovendo a sua prática de forma saudável, equilibrada e sustentável. Pretende igualmente promover os valores e o desenvolvimento do desporto eletrónico com a agregação de equipas, instituições e jogadores.

Outro grande objectivo é a profissionalização dos desportos eletrónicos, criando condições para que atletas e equipas possam desenvolver-se. Assim que consigam fazer o seu próprio percurso dos escalões mais amadores até a profissionalização desta modalidade.

Feitas as apresentações, é fundamental destacar a definição do Desporto Eletrónico que se refere a competições organizadas de videojogos, entre indivíduos ou equipas, e que são disputadas utilizando computadores, consolas ou dispositivos móveis. E perceber que existem diferenças entre o gaming e os eSports.

gaming consiste no ato de uma pessoa jogar um videojogo, de forma regular ou esporádica, sem uma componente competitiva organizada. Quando falamos de desporto eletrónico (esports) trata-se de uma pessoa ou equipa jogar um videojogo, de forma regular ou esporádica, de forma necessariamente competitiva e organizada.

Fonte: FPDE

Um dos grandes avanços na evolução da FPDE passa pelo “Plano Estratégico para o eSports em Portugal”. Documento este de 27 páginas que conta com a história dos eSports, a evolução da modalidade e como este pode ser considerado um desporto, bem como, toda a potencialidade que este mercado apresenta e profissionalização. Refere ainda as missões da FPDE e propostas para o futuro com a criação de associações nacionais e grupos de coordenação para os diferentes tipos de videojogos.

Recentemente no mês de julho, a FPDE celebrou também uma parceria com a Sociedade Abreu Advogados no qual indicam que a profissionalização nacional dos eSports passa muito por este tipo de associações.

Para além disto, várias organizações e instituições desportivas tem-se associado á FPDE através do sistema de fichas de inscrição do seu site oficial. Entre elas, podemos desde já destacar os Grow uP eSports, o SC Braga eSports, o Boavista FC eSports, entre outros…

Fonte: FPDE

A Federação Portuguesa de Desportos Eletrónicos tem marcado também a sua presença em eventos importantes no mundo dos eSports, como a DreamHack Spain, os prémios eSports em Portugal ou até a Swiss Esports Federation, em Lausanne. Conferência essa que reuniu 18 países a falar sobre eSports um pouco por toda a Europa.

Posto isto, é essencial indicar as reportagens feitas pelo Diário de Notícias e o Jornal Económico que ambas à sua maneira permitiram à FPDE expor o seu projecto e perceber que o mundo dos eSports em Portugal está a crescer apaixonando um milhão de gamers no seu país e atraindo actualmente marcas como a Altice, Worten, Allianz, Huawei, entre outras.

Além dos objetivos já mencionados a FPDE pretende organizar fases de qualificação nacional para mundiais e campeonatos internacionais registados na Federação Internacional de Desportos Eletrónicos e promover a prática desta modalidade.

Terminamos com a importante mensagem para seguirem a FPDE nas suas redes sociais: Facebook e Twitter

E acompanharem de perto todo o trabalho realizado pela Federação que pretende levar os eSports cada vez mais longe!

Foto de Capa: FPDE

Revisto por: Jorge Neves

Obrigado, Sneijder!

É mais um grande nome do futebol que se aposenta. Depois de Van Persie e Arjen Robben terem anunciado o fim das suas carreiras futebolísticas (Maio e Julho deste ano), Sneijder também se junta ao duo que tantas vezes “destruiu” defesas adversárias. 35 anos depois o holandês decide iniciar o seu descanso depois de anos glórios em grandes clubes europeus.

Para trás deixa um histórico invejável para qualquer jogador de futebol. Foram mais de 710 jogos e 189 golos marcados durante 17 anos de carreira. O palmarés? Enormíssimo e que será referido mais à frente.

Os clubes e a “Laranja Mecânica”

Seis clubes representados em toda a sua carreira: Ajax, Real Madrid, Inter de Milão, Galatasaray, Nice e Al-Gharafa. A estes não nos podemos esquecer dos 15 anos na Seleção Holandesa, a tão conhecida “Laranja Mecânica”. O seu ponto alto foi a final do Mundial 2010 em que saiu derrotado pela Espanha. Retirou-se no ano passado com 133 jogos nas pernas, detendo assim o recorde do jogador com mais internacionalizações pelo país. Os 31 golos marcados fazem-no fechar o Top-10 dos mais goleadores de sempre.

Sneijder não é um desconhecido no mundo do futebol mas à sua grandiosidade nunca foi reconhecida devidamente. Talvez um título internacional pela sua Seleção ter-lhe-ia dado outra visibilidade.

Fonte: The Netherlands Football Team

Sneijder, o melhor do mundo em 2010?

É um tema que hoje em dia ainda é discutido pelos amantes do futebol. Uns dizem que nesse ano o holandês foi o melhor da seleção vice-campeã do Mundial (a par de Müller foi o melhor marcador com cinco golos) e do Inter treinador por José Mourinho que venceu Liga dos Campeões, Campeonato Italiano e Taça de Itália. Outros assumem que o nível individual de Messi era superior e merecedor desta distinção. Na verdade, os primeiros são os que têm mais razão, na minha opinião. Merecia pelo menos estar no top-3, algo que não se veio a suceder pois foi 4º com 14,48% dos votos. Messi foi 1º com 22,65%, Iniesta 2º com 17,36% e Xavi 3º com 16,48%. Estes votos foram atribuídos por treinadores e capitães de equipa.

Se o formato da atribuição da Bola de Ouro fosse igual ao de 2009 (votos só de jornalistas), Sneijder teria vencido, Iniesta seria 2º, Xavi 3º e Messi 4º. Mesmo não conseguindo a premiação máxima, o holandês fez parte da Equipa do Ano da UEFA.

Foto de Capa: Ajax

Revisto por: Jorge Neves

Entrelinhas do Desporto: Match Fixing na Turquia

O referido caso é sobre viciação de resultados e, portanto, corrupção no mundo do futebol e envolve a FIFA, a UEFA, a Federação Turca de Futebol (“TFF”) e dois clubes da Superliga da Turquia.

As esperanças do Trabzonspor de anular o resultado da Superliga Turca de 2010/2011 parecem ter terminado após o recurso ter sido rejeitado pelo Tribunal de Arbitragem do Desporto.

Na época 2010/2011 da Super Liga turca, o clube turco Fenerbahçe conquistou o primeiro lugar, enquanto o Trabzonspor ficou em segundo.

No entanto, mais tarde, em 2011, várias pessoas são presas na Turquia por manipulação de resultados e, em agosto de 2011, a Federação Turca retira o Fenerbahçe da Liga dos Campeões da UEFA 2011/2012 e substitui-o pelo Trabzonspor.

Em dezembro de 2011, a Federação Turca publica um relatório que contém vários atos de manipulação de resultados envolvendo funcionários (incluindo o Presidente e o Vice-Presidente) de Fernerbahçe, e, subsequentemente, sancionou os 3 oficiais, em 2012, mas não puniu o Clube.

Entretanto, o Trabzonspor apresentou um recurso à Federação Turca para ser assim declarado campeão da época 2010/2011. A resposta da Federação Turca: uma vez que apenas alguns funcionários da Fenerbahçe (incluindo o presidente e vice-presidente!) estavam envolvidos na manipulação de resultados, não ficou provado que os outros membros da direcção estavam cientes dessas actividades e, portanto, não poderiam ser responsabilizados. Em 2012, a Federação Turca decidiu que o Trabzonspor não tinha o direito de recorrer contra uma decisão de sancionar outro clube.

Enquanto isso, o tribunal penal turco descobriu que uma organização criminosa havia sido formada sob a liderança de Aziz Yildirim, o presidente da Fenerbahçe e que a atividade de manipulação de resultados e incentivos por parte do clube havia ocorrido com relação a 13 jogos durante o ano de 2010/2011. O presidente do Clube foi condenado a 6 anos de prisão, mas foi, após passar 1 ano na cadeia, por recurso às instâncias superiores, em 2015, absolvido junto com outros 35 arguidos por falta de provas.

Após a recusa do recurso pela Federação Turca de Futebol, o Trabzonspor solicitou em 2012 à UEFA que sancionasse Fenerbahçe pela manipulação de resultados. A UEFA abriu processos disciplinares contra o Fenerbahçe, mas não contra a Federação Turca.

Em 10 de julho de 2012, o organismo de recursos da UEFA excluiu Fenerbahçe de duas competições consecutivas da UEFA por violação do princípio de lealdade, integridade e desportivismo (art. 5, Regulamentos disciplinares da UEFA) que o CAS confirmou em 2013 (processos CAS 2013 / A / 3256). No entanto, a UEFA recusou-se a intervir a nível nacional na Turquia para declarar o Trabzonspor campeão da época 2010/2011, alegando falta de competência. O CAS confirmou sua decisão. (Proceedings CAS 2015 / A / 4343). Em 2015, o Trabzonspor fez uma petição à UEFA para sancionar a Federação Turca, uma vez que não sancionou Fenerbahçe a nível nacional.

Por carta de junho de 2011, o Trabzonspor informou o presidente da FIFA, Blatter, da história da manipulação de resultados e, em 2013, o Trabzonspor apresentou uma queixa oficial à FIFA solicitando que intervenha de acordo com o Código Disciplinar da FIFA e retire o título do Fenerbahçe na época 2010/11 e declarando que a Federação Turca de Futebol havia violado os estatutos da FIFA. A FIFA respondeu mais de um ano depois afirmando que, desde que a UEFA esteve envolvida, a intervenção do Comité Disciplinar da FIFA foi “inoportuna”. Em julho de 2017, o Trabzonspor apresentou uma queixa formal ao Comité de Ética da FIFA e ao Comité Disciplinar da FIFA (“FIFA DC”) contra a Fenerbahçe e a TFF.

O Trabzonspor apresentou uma queixa oficial à FIFA de Blatter para retirar o título do Fenerbahçe na época 2010/11, mas pouco ou nada foi feito
Fonte: UEFA

Em 2018, o Secretário da FIFA DC enviou uma carta ao Trabzonspor a informar que não estava em posição de intervir, uma vez que “parece que o caso foi processado em conformidade com os princípios fundamentais da lei” depois de ter analisado cuidadosamente os documentos relevantes, em particular, as decisões do Comité Disciplinar do TFF prestadas em maio de 2012 e a decisão da Câmara de Apelações do TFF proferida em 4 de junho de 2012. (Desde quando o “não sancionamento-match-fixing” é o cumprimento dos princípios fundamentais de direito, realmente FIFA?).

Em abril de 2018, o Trabzonspor interpôs recurso junto do Comité de Apelação da FIFA. No entanto, por carta, datada de 27 de abril de 2018, o vice-secretário da FIFA AC escreveu ao Trabzonspor, dizendo que “de acordo com o artigo 118.º do Código Disciplinar da FIFA, uma vez que o Trabzonspor não era parte no processo, Trabzonspor não podia recorrer da decisão.

Em maio de 2018, o Trabzonspor apresentou recurso no CAS contra a recusa da FIFA DC em intervir na viciação de resultados, tendo sido ouvido em Março deste ano. Por comunicado o Tribunal Arbitral do Desporto disse: “Tendo considerado as provas conclui-se que o Trabzonspor não tinha legitimidade para processar a FIFA e, consequentemente, não tinha legitimidade para recorrer contra ela.”

Depois desta decisão do tribunal Arbitral do Desporto, só podemos concluir que a tolerância zero contra a corrupção da UEFA, da FIFA e do Tribunal Arbitral do Desporto é uma falácia.

Foto de Capa: Trabzonspor Kulübü 

Artigo de opinião de Alexandra Coelho

Revisto por: Jorge Neves