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Académica OAF 3-2 Leixões SC: Dá gosto acordar assim

Está oficialmente aberta a caça à glória (subida de divisão). São apenas duas as vagas, mas vários os  candidatos. Académica e Leixões provaram, no Estádio Cidade de Coimbra, ter esse estatuto num espetáculo recheado com 5 golos e muita emoção.

A entrada não podia ter sido melhor para os da casa. A interiorização de Ki, desde o flanco esquerdo, permitia não só as cavalgadas de Mauro Cerqueira por esse setor, mas também muita capacidade criativa no centro do terreno. Foi assim que Chaby apareceu isolado na cara de Ivo e foi, também, através destas movimentações que a Briosa conseguiu uma grande penalidade, conquistada por Chaby.  Na conversão, André Claro (com Hugo Almeida no banco, começou como homem-alvo) adiantou a sua equipa aos 13 minutos.

A Académica não tirou o pé do acelerador e continuou a criar oportunidades junto da baliza leixonense, apesar da excessiva dureza do seu adverário (3 amarelos só na primeira parte). André Claro viu a trave impedir-lhe o golo, Zé Castro cabeceou a centímetros do poste, a mesma distância que colocou Chaby da estreia a marcar de losango ao peito.

Este caudal ofensivo fazia antever o 2-0, mas, contra a corrente do jogo, foi o Leixões a chegar ao empate. Aos 34 minutos, Harramiz, servido por Braga, marcou à sua antiga equipa.

Os homens de César Peixoto não pareceram acusar o golo e, apesar de chegarem ao intervalo com 1-1 no marcador, tiveram duas oportunidades para voltar à vantagem no marcador – Leandro, na cobrança de um livre lateral, atirou ao poste e André Claro, num lance trabalhado e finalizado por ele, viu Ivo negar-lhe o bis.

Claque leixonense não vacilou no apoio
Fonte: Bola na Rede

O segundo tempo começou de forma menos intensa. O Leixões conseguiu travar as investidas dos estudantes numa fase inicial, mas estes conseguiram ser mais eficazes na sua abordagem, chegando ao golo na primeira oportunidade de que dispuseram. Com 9 minutos disputados na segunda parte, Chaby devolveu a vantagem aos estudantes.

Mais uma vez, porém, o Leixões soube reagir e retribuiu com outro golo, 3 minutos depois, por intermédio de Harramiz, que concluiu um lance trabalhado sobre o flanco esquerdo da defesa, onde Enoh (entrado para o lugar de Graça, ao intervalo) fugiu a Cerqueira para oferecer o bis ao avançado de São Tomé e Príncipe.

O jogo entrou numa toada mais morna e as oportunidades de golo fizeram uma pausa. No entanto, foi o Leixões quem mais se aproximou da àrea da Académica, explorando quase sempre o seu flanco esquerdo defensivo. Enoh esteve em destaque e foi ele que “re-abriu” as hostilidades (chances de perigo), obrigando Tiago Pereira a esticar-se para evitar cambalhota no marcador.

Pouco depois, César Peixoto procurou mexer com o jogo e lançou Djoussé para o lugar de Chaby já depois de ter feito entrar Hugo Almeida para o lugar de Ki. A Académica passou a jogar com mais poder ofensivo na frente.

Uma aposta que viria a dar frutos, já que na sequência de um livre, Ricardo Dias atirou a contar e fez o 3-2 aos 87 minutos.

O Leixões não baixou os braços e ainda assustou, mas foi incapaz de impedir a estreia vitoriosa da Briosa na Segunda Liga.

Em Coimbra acredita-se que após três anos de subidas falhadas, à quarta será de vez. O jogo de estreia, pelo menos, deixou um bom prenúncio.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Académica OAF: Tiago Pereira, Mike, Zé Castro, Yuri, Cerqueira; Ricardo Dias, Leandro (Marcos Paulo 64’); Barnes, Chaby (Djoussé 82’), Ki (Hugo Almeida 72’); André Claro.

Leixões SC: Ivo, Rui Silva, Bura, João Pedro, Poloni; Braga (Alan Jr 77’), Amine, Luís Silva, Graça (Enoh 45’); Tarzan (Zé Paulo 65’) e Harramiz;

Uma nova equipa a promover

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Para além da equipa principal, a equipa B também irá iniciar o campeonato da Segunda Liga neste fim-de-semana, com a recepção ao GD Estoril-Praia. Por norma, o plantel da equipa B costuma sofrer muitas alterações de ano para ano, visto que os jogadores que mais se destacam em cada época precisam de dar o salto para patamares competitivos mais elevados para darem continuidade à sua evolução.

Com isso, e com as muitas promoções que já houve após a chegada de Bruno Lage à equipa principal, será necessário construir uma nova equipa B, que tenha oportunidades de jogo nesta época e que consiga evoluir de modo a ter uma oportunidade na equipa principal num futuro próximo.

Começando pela baliza, seguindo a lógica dos últimos anos, o guarda-redes suplente assume a titularidade quando o titular dá o salto. Sendo assim, Fábio Duarte deverá ser o titular. No entanto, o ex-júnior Celton Biai realizou uma época de grande nível nas equipas de juniores e de sub-23 e também na selecção de sub-19, tendo a meu entender, condições para assumir a titularidade na equipa B.

Nas laterais existem muitas opções. Para começar, possui dois dos jogadores mais talentosos da geração de 2001: João Ferreira (que começou a pré-época na equipa principal) e Tomás Tavares. Os dois deverão disputar a vaga na lateral-direita na equipa B, juntamente com os já séniores Luís Pinheiro e Tomás Domingos. Na esquerda, Nuno Tavares pode e deve ser opção na equipa B quando não for convocado nos jogos da equipa principal. Assim sendo, deverá disputar a vaga com Godfried Frimpong.

No centro da defesa, quem deverá formar a dupla titular deverá ser Pedro Álvaro e David Zec, que já formaram dupla nalguns jogos na época passada. Como alternativas, têm nomes como Gonçalo Loureiro, Miguel Nóbrega e Pedro Ganchas.

Renato Paiva teve, desta vez, a oportunidade de trabalhar com a equipa B na pré-época
Fonte: SL Benfica

No meio campo existem duas hipóteses: caso se jogue em 4-3-3, pode-se apostar num trio composto por Vukotic, Tiago Dantas e David Tavares. Caso se jogue num 4-4-2 idêntico ao da equipa principal, Tiago Dantas pode jogar encostado à direita a fazer de “Pizzi” com Vukotic e David Tavares a formar dupla no miolo.

Depois nos extremos, é uma das posições onde a qualidade mais abunda, havendo vários jogadores que podem ser opção: Úmaro Embaló, Diogo Pinto, Rodrigo Conceição, Tiago Gouveia, Vinícius Ferreira… E no caso de se jogar em 4-4-2, Gonçalo Ramos pode ser aposta como segundo avançado. Apesar de ser médio de origem, Gonçalo Ramos sempre mostrou uma veia goleadora apurada, tendo sido o melhor marcador do Europeu de sub-19.

Na posição de ponta-de-lança, a situação fica mais complicada, visto que é a posição onde a formação do Benfica está mais carenciada. A vaga na posição deverá alternar entre Pedro Henrique, Daniel dos Anjos e, talvez, Vasco Paciência.

Esta será uma época para novos jogadores do Seixal se afirmarem num contexto sénior e mostrarem que têm condições para dar o salto no curto prazo. Renato Paiva é um treinador com uma filosofia de jogo que privilegia a posse de bola, possuindo assim um modelo que valoriza o jogo e os jogadores, no qual estes sabem o que fazer em campo. Como tal, espero mais uma época positiva para a formação secundária encarnada, na qual haverá mais jogadores a evoluir.

Foto de Capa: SL Benfica

artigo revisto por: Ana Ferreira

Um morcego que quer ser muito mais

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O Valencia CF é um dos clubes mais importantes de Espanha. O clube valenciano, atual vencedor da Copa do Rey, quarto classificado da última La Liga e apurado para a fase de grupos da Liga dos Campeões, quer continuar a cimentar a sua posição, procurando uma época ainda mais superior em relação à última.

A verdade é que a época ainda não arrancou e os contratempos e problemas já começaram no Mestalla. Estalou o verniz entre o principal dirigente do clube, Mateu Alemany, e o dono, Peter Lim, o que mergulhou o clube num período de instabilidade e grande incógnita neste arranque de temporada. O motivo era Lim querer tirar alguns poderes ao dirigente e treinador, no que toca a contratações. Alemany, homem forte do clube, ameaçou a saída, com o apoio do treinador Marcelino Toral, que também cogitou a demissão. Sendo que um grupo importante de jogadores também ameaçaram a saída, caso Toral não continuasse.

Soaram os alarmes, muito se escreveu, mas, pelo menos até ver, ficou tudo sanado. Alemany reuniu com Lim e chegaram a um acordo que permitiu o clube anunciar a continuidade de toda a estrutura técnica e diretiva das últimas épocas, o mesmo é dizer, que Alemany manteve os seus poderes e Toral continuará a ter muita influência na escolha de jogadores.

O clube não conquistava a Copa do Rey desde 2007
Fonte: Valencia CF

Depois de uma das melhores épocas da última década do Valencia CF, a pressão e expetativa são outras. Procurar entrar no top três de La Liga e chegar pelo menos aos quartos de final da Liga dos Campeões, não esquecendo a procura da dupla conquista da Copa, são metas muito ambiciosas que, a serem alcançadas, superariam a temporada transata.

A nível de plantel, o Valencia CF terá um novo dono da baliza. Neto seguiu para o FC Barcelona e Jasper Cillessen rumou para o Mestalla. Esta foi a grande movimentação, até ao momento, dos Che no mercado, a par da aquisição do possante ponta de lança uruguaio Maxi Gómez. Quanto a saídas, surpreende a perda de Santi Mina, muitas vezes titular, deixava normalmente a sua marca nos jogos, sendo um grande talento que sai pela porta pequena do clube.

Guedes é uma das figuras da equipa e irá a cumprir a terceira época no clube
Fonte: Valencia CF

Para objetivos tão altos, esperam-se ainda muitas novidades na construção do plantel, sobretudo agora que Alemany e Lim fizeram as pazes (o desentendimento atrasou e muito a época da equipa).  Urgentemente, a equipa precisa de reforçar o meio campo com um médio mais criativo (só Parejo não chega), para a defesa Otamendi poderá regressar ao clube e, a confirmar-se, seria um titularíssimo e um super reforço, e precisa, sobretudo, de mais profundidade no plantel. Precisam de qualidade, mas também mais quantidade, já que o plantel parece curto para disputar uma Liga dos Campeões, uma Liga Espanhola e defender o título de campeão da Copa do Rey.

O Valencia CF inicia a época dia 17 deste mês, recebendo na primeira jornada de La Liga a Real Sociedad, sendo que a equipa apresenta um atraso considerável de preparação, no que toca aos retoques necessários no plantel. Esperam-se muitas novidades em Mestalla…

Foto de Capa: Valencia CF

artigo revisto por: Ana Ferreira

SL Benfica 5-0 FC Paços de Ferreira: “La Manita” virou moda nos lados da Luz

Na jornada inaugural da edição 19/20 da Primeira Liga, o SL Benfica goleou o FC Paços de Ferreira por 5-0, garantindo a conquista do campeonato. A Luz era palco de um duelo de campeões: o campeão nacional Benfica, que procurava começar a defesa do título com um triunfo, recebia o campeão da Segunda Liga Paços de Ferreira, que estava de regresso ao convívio entre os grandes no principal campeonato português, um ano após ter sido descido de divisão.

Galvanizado pela vitória na Supertaça no passado domingo, o conjunto encarnado entrou bem, em busca de chegar rapidamente ao golo, mas o primeiro lance de perigo só surgiu à passagem do minuto 18: num canto ensaiado, Pizzi bateu a bola rasteira para a entrada da área, onde apareceu Grimaldo a rematar não muito por cima da barra da baliza de Ricardo Ribeiro.

Após alguns minutos em que não houve grande ação nas duas balizas, eis que o marcador da Luz é inaugurado: na sua estreia em jogos da Primeira Liga, o jovem lateral Nuno Tavares remata em arco à entrada da área e faz um golaço, em que Ricardo Ribeiro bem se esticou, mas não conseguiu impedir os festejos benfiquistas nas bancadas ao minuto 26.

O segundo não tardou a ser feito: Pizzi de grande penalidade fez o gosto ao pé, a castigar Bruno Santos por ter cortado a bola com o braço no lance anterior. Em seis minutos, as “Águias” alcançavam uma margem confortável mesmo sem carregar muito sobre os “Castores”.  O Paços ainda ameaçou, e até fez golo: Douglas Tanque bateu Vlachodimos, contudo o atacante estava em posição irregular e o árbitro Manuel Oliveira anulou o tento pacense.

Sem grandes motivos de interesse, o jogo foi-se arrastando para o descanso, com os comandados de Bruno Lage a limitarem-se a gerir a posse de bola até se ouvir o apito para o intervalo. 2-0 era o resultado no marcado do Estádio da Luz no período de descanso.

Pizzi marcou o segundo golo da equipa “encarnada” de penalti e foi um dos grandes destaques na partida
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
A segunda parte do jogo começou algo mal jogada por ambas as partes. Apesar das oportunidades criadas, o Benfica não conseguiu concretizá-las em golo por muita passividade dos avançados “encarnados”. Já a formação pacense ia aguentando o resultado, ainda desfavorável, mas pretendia mais e isso notava-se na sua entrega ao jogo.

Passava pouco da uma hora de jogo e contrariedade para os “Castores”. Bernardo Martins, aos 66 minutos, foi expulso e acabou por prejudicar a sua equipa. O número sete pacense já tinha levado o primeiro amarelo aos 48 minutos. Foi uma má decisão por parte do jogador português e o Paços de Ferreira ficava agora ainda pior reduzido a dez.

Aos 70 minutos, chegou novo golo encarnado. Primeiro grande destaque para Nunos Tavares. que estava na direita, conduziu a bola para zonas interiores onde encontrou Chiquinho. O médio português conseguiu encontrar ao segundo poste Seferovic. O ponta de lança suíço só teve mesmo de dar um pequeno toque para marcar o primeiro no campeonato. Estava aumentada a vantagem para três golos.

Passou apenas cinco minutos e mais um. Os protagonistas? Os mesmos desta noite: Nuno Tavares e Pizzi. Mais uma grande jogada do jovem português que teve uma boa visão de jogo para encontrar Pizzi. O passe foi direto aos pés do capitão encarnado que só teve de rematar cruzado para bisar na partida. Cheirava a mais uma goleada dos comandados de Bruno Lage. O marcador era agora de 4-0 para o SL Benfica.

Se na Supertaça foram cinco, aqui não foi exceção. Aos 84 minutos, cruzamento rasteiro de Nuno Tavares e Vinícius estava no segundo poste para encostar para novo golo “encarnado”. O avançado estreou-se com a camisola do Benfica e marcou logo o seu primeiro golo oficial com a camisola das “águias”.

Até ao final do encontro, não houve mais nada a registar no que toca a ocasiões de perigo. Resultado final favorável ao SL Benfica por cinco a zero (novamente) desta vez no Estádio da Luz e assume desde já o primeiro lugar da Liga. Já o Paços de Ferreira começa com uma entrada em falso, neste que é o regresso à Primeira Liga.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

SL Benfica: Odysseas Vlachodimos (GR), Nuno Tavares, Ferro, Rúben Dias, Álex Grimaldo, Andreas Samaris (Vinícius, 77’), Florentino Luís, Pizzi, Rafa Silva (Jota, 77’), Raúl de Tomás (Chiquinho, 66’) e Haris Seferovic

FC Paços de Ferreira: Ricardo Ribeiro (GR), Bruno Santos, Marco Baixinho, Maracás, Bruno Teles, Mohamed Diaby, Luiz Carlos, Pedrinho (Matchoi, 72’), Bernardo Martins, Uilton Silva (Yago, 57’) e Douglas Tanque (Diogo, 68’)

Gil Vicente FC 2-1 FC Porto: Grande bicada nas aspirações do Dragão

Ponto prévio: A vitória do Gil Vicente é inteiramente justa e assenta na promessa de uma grande época 2019/20. FC Porto anárquico, sem ideias e assustadoramente incapaz de criar lances de perigo sai vergado a um resultado que o atrasa, logo de início, na luta pelo título. Contestação atinge níveis cada vez mais altos e a ausência de Danilo da ficha de jogo é apenas mais uma acha para uma fogueira que Sérgio Conceição terá de apagar. Não será fácil e os indícios são muito desanimadores. Terça feira há jogo decisivo e a cabeça dos jogadores já ferve.

A vitória em Krasnodar havia revelado uma equipa com personalidade e adulta, a privilegiar o resultado ao invés da exibição. Resumindo, fora o FC Porto possível nesta altura da época, com uma equipa para construir e várias dinâmicas para implementar. A moral extraída dessa vitória suada na Rússia poderia ser capitalizada para este jogo em Barcelos, que tinha tudo para ser complicado. Um Gil Vicente supermotivado, com muito boas mais valias individuais e cada vez mais coeso coletivamente, aliado a um terreno difícil para colocar a bola a circular. As opções iniciais de Vítor Oliveira não foram nada surpreendentes, já as de Sérgio Conceição… começa a ser difícil defender o técnico do FC Porto perante tamanho descalabro.

Os galos, montados num 4-3-3 bastante organizado e nada defensivo como se poderia esperar, geriram, com e sem bola, o jogo e, depois, o resultado, que lhes acabou favorável, fruto dos golos das duas estrelas da companhia nesta altura: Lourency e Kraev. O brasileiro acabou por ser o grande destaque, marcando o primeiro e sendo decisivo no lance do segundo golo, fechando a sua categórica exibição com uma mão cheia de arrancadas alinhadas com pormenores técnicos desconcertantes.

Os dragões, talvez por mera tentativa de poupar as pernas para o compromisso da Liga dos Campeões, fizeram-se ao jogo sem Danilo e Marega, as ausências mais significativas. O meio-campo ficou, então, entregue a Sérgio Oliveira e Bruno Costa, nunca carburando com eficiência e sendo muitas vezes a auto estrada que os gilistas tanto apreciaram para lançar as suas contra ofensivas.

Bruno Costa foi surpresa no onze para o lugar de Danilo e formou com Sérgio Oliveira uma dupla que ficou muito aquém
Fonte: FC Porto

Marchesín, confirma-se, é mesmo um reforço. No primeiro tempo, onde as oportunidades se distribuíram salomonicamente pelos dois conjuntos, pertenceu ao guardião argentino do FC Porto a título de salvador, ao negar com duas paradas impressionantes o golo gilista. Do FC Porto, o que se via baseava-se muito no futebol direto desde a defesa ao ataque, já que o meio-campo parece neste momento uma inexistência no futebol azul e branco. Não há quem pegue na bola, quem fure linhas e quem ofereça criatividade. Ou seja, não há ideias…

Os golos estariam reservados para o segundo tempo, quando se esperava um FC Porto a impor-se, finalmente, no relvado. Não foi assim e o Gil cresceu com o decorrer dos minutos. Num dos muitos contra-ataques que idealizou, a turma de Vítor Oliveira fez explodir as bancadas (10.962 adeptos), pelo intratável Lourency, a beneficiar da anarquia tática e posicional do setor mais recuado dos portistas. Sandro Lima endossou-lhe a bola e Lourency só teve de a desviar de Marchesín.

Faltavam 25 minutos para o fim e o empate portista caiu totalmente do céu, através de um penálti. Telles não tremeu e devolveu a esperança para o quarto de hora final. Ainda assim, o ânimo esfriou de imediato, com o Gil a recolocar-se por cima no marcador. Desta vez, Lourency esteve novamente envolvido no lance, ao rematar com a bola a ser prensada e a sobrar para o desvio de Kraev à boca da baliza.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Gil Vicente FC – Denis, Alex Pinto, Rodrigo, Ruben Fernandes, Edwin, Soares, João Afonso (Claude Gonçalves, 75’), Kraev, Arthur, Lourency (Erick, 82’) e Sandro Lima (Nidji, 64’).

FC Porto – Marchesin, Manafá, Pepe, Marcano, Alex Telles, Sérgio Oliveira, Bruno Costa, Otávio (Fábio Silva, 79’), Corona (Marega, 59’), Zé Luís e Soares (Lis Diaz, 58’).

CD Santa Clara 0-2 FC Famalicão: Quem não marca não sofre

Sábado chuvoso no arranque desta nova época 2019-20 da Liga NOS, no Estádio de São Miguel. Mas como dizem os antigos espera-se: um jogo abençoado, para qual das equipas? Prognósticos só no final do jogo.

O jogo começou com as duas equipas organizadas e concentradas a meio campo, mas essa calmaria viria a comprovar-se superficial. O CD Santa Clara procurou chegar à baliza adversária logo nos minutos iniciais através duma abordagem um pouco agressiva para tão pouco tempo de jogo. O FC Famalicão aproveitando-se desse balanço e de uma falha defensiva de João Lucas inaugura o marcador aos 4 minutos através de T.Martinez.

O golo madrugador acabaria por fazer a equipa da casa acusar alguma pressão durante alguns minutos da partida. A equipa da casa não baixou os braços e aproveitava cada momento a fim de chegar à baliza do Famalicão. Prova disso foi, aos 31 minutos, um passe ‘com mel’ de Ukra para Bruno Lamas, que tinha ângulo suficiente para empatar a partida, no entanto esta acabaria por sair ao lado da baliza de Defendi.

A vitória do Famalicão deveu-se ao pragmatismo da equipa.
Fonte : BnR

A segunda parte da partida manteve-se tranquila dando oportunidade às equipas para trabalhar mais a possa de bola a fim de criar mais jogo e linhas de passes. No entanto viu-se um Famalicão mais preponderante em relação à equipa da cas. Apesar disso, os vermelhos e brancos aproveitaram os espaços em campo para cruar perigo..

O jogo acabaria por ficar consolidado aos 75 minutos, através de Anderson, que aproveitou novamente uma falha de João Lucas, para marcar assim o segundo golo da partida.

O Famalicão estreou-se na Primeira Liga com o pé direito deixando evidente a vitória do pragmatismo. Viu-se um Defendi preponderante no desfecho da partida.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

CD Santa Clara: Marco, J. Lucas, F. Cardoso, João Afonso, Patrick, B. Lamas (Thiago Santana 60’), O.Rashid, Francisco R. (Nené 81’), Ukra (Pineda 71’), Carlos JR, G. Schettine

FC Famalicão: Defendi, Lionn, P. William, Nehum, Tymon, Lameiras, Pedro G., Guga, G. Assunção, Fábio Martins (Walterson 76’), T. Martinez (Anderson 66’)

Foto De Capa: Bola na Rede

Ligados à Volta #10: António Carvalho vence na Srª da Graça

A última etapa em linha não era para brincadeiras. A chegada mítica à Srª da Graça já é um ex-líbris da Volta a Portugal e a dureza é uma característica bem patente nas chegadas ao alto do Monte Farinha.

Cerca de 133,5 quilómetros entre Fafe e o alto da Srª da Graça em Mondim de Basto. Uma etapa com várias contagens de montanha, com uma subida de quarta categoria, 1200 metros a 7,6% e uma segunda categoria com 13,5 quilómetros a 3,4%, a prepararem os ciclistas para o que estava para vir. Nas três últimas subidas, os corredores teriam três primeiras categorias: Alto da Barra (13,3 quilómetros a 5,8%), a subida no Barreiro (9,9 quilómetros a 6,5%) e a Senhora da Graça (8,3 quilómetros a 7,2%).

Etapa duríssima com espetáculo garantido. Nos últimos dois anos, foi Raúl Alárcon (W52-FC Porto) quem venceu na chegada ao alto. O último português a ter ganho aqui foi Filipe Cardoso em 2015. Este ano foi o ciclista da equipa portista, António Carvalho, quem foi o mais forte na subida final.

Ligação entre Fafe- Srª da Graça                        
Fonte: Volta a Portugal

Era uma etapa que já se esperava que fosse complicada com a Efapel a ter que assumir o controlo do pelotão praticamente todo o dia. As táticas começaram a ser implementadas desde cedo, com a W52-FC Porto a inserir na fuga do dia alguns dos seus homens, no caso, António Carvalho e Ricardo Mestre. A fuga era numerosa, com onze ciclistas, com muitas equipas representadas.

Entretanto nesta etapa houve a desistência de um dos principais candidatos à vitória na Volta a Portugal. De Mateos, líder da Aviludo-Louletano estava apenas a 34 segundos da liderança, no quarto lugar, mas teve que abandonar devido a uma indisposição.

Também houve uma queda relevante que fez abandonar quatro ciclistas: Julen Amezqueta (Caja-Rural), Lukas Ruegg (Swiss Race Academy), Diego Lopez (Equipo Euskadi) e Unai Cuadrado (Equipo Euskadi), este último era o líder da camisola branca da juventude.

Luís Gomes, que ia na frente, aproveitava para garantir a sua camisola da montanha, amealhando pontos para a mesma.

Lá atrás, a cada subida que era ultrapassada, o grupo ia ficando reduzido. Edgar Pinto (W52-FC Porto) estava irrequieto e atacou por várias vezes, mas sempre com resposta de Henrique Casimiro (Efapel) e dos homens da Boavista.

Foi um ‘rompe pernas’ para os ciclistas a passagem pela subida do Barreiro, onde encontraram várias zonas de empedrado, o que dificultava o controlo da bicicleta. Com o aproximar da subida final, a Efapel estava reduzida a dois elementos, visto que apenas restava o camisola amarela com a companhia de Casimiro.

Lá na frente seguiam António Carvalho e Luís Fernandes (Aviludo-Louletano), que isolaram-se do restante grupo fugitivo e procuravam atingir o sucesso na etapa. Os favoritos aproximavam-se e o ciclista do Porto decidiu seguir a solo.

Existiram poucas mexidas no grupo principal durante a subida, visto que as forças já estavam a ser controladas para a fase final. Jóni Brandão decidiu atacar no último quilómetro, sempre com João Rodrigues na sua roda. Lá na frente, António Carvalho ia olhando para trás para perceber a distância que tinha dos perseguidores. Parecia que estava mesmo a ser apanhado, quando foi buscar forças à “reserva” e deu um impulso suficiente na sua bicicleta, permitindo-lhe ser o primeiro, na chegada à Srª da Graça.

João Rodrigues nos metros finais ultrapassou Jóni, conseguindo recuperar aquele segundo de vantagem que Jóni tinha sobre ele. O camisola amarela acabou em terceiro, a dois segundos de Carvalho.

Gustavo Veloso terminou a etapa em nono lugar, a 24 segundos do vencedor e a 22 segundos de Brandão. Tornando-se uma tarefa complicada para o espanhol, a vitória nesta edição da Volta.

Na geral individual, Jóni continua líder, mas tem o mesmo tempo de João Rodrigues, sendo o desempate feito pelos centésimos de segundo do prólogo que abriu a Volta, em Viseu. Gustavo Veloso segue na terceira posição a 40 segundos da liderança.

Sendo assim, a decisão será feita no dia de amanhã, no contrarrelógio final, que ligará Vila Nova de Gaia à cidade do Porto.

Jóni Brandão vai partir para o contrarrelógio final de amarelo                        
Fonte: Efapel

No ano passado, o contrarrelógio final em Fafe foi ganho por Vicente De Mateos, em segundo lugar ficou João Rodrigues, com 21 segundos de perda. Jóni Brandão ficou no quarto lugar a 36 segundos de Vicente, com uma perda de 15 segundos para João Rodrigues.

Nas restantes classificações da Volta a Portugal, Daniel Mestre e Luís Gomes apenas precisam de terminar a prova para garantirem as suas respetivas conquistas, a camisola dos pontos e a camisola da montanha, respetivamente. Emanuel Duarte (LA Alumínios- LA Sport) reconquistou a liderança da camisola da juventude e a Rádio Popular Boavista continua na liderança da classificação por equipas.

Top 10 da etapa 9:

1º lugar- António Carvalho (W52-FC Porto) 3h:49m:12s

2º lugar- João Rodrigues (W52-FC Porto) +0:01s

3º lugar- Jóni Brandão (Efapel) +0:02s

4º lugar- João Benta (Rádio Popular Boavista) +0:07s

5º lugar- Frederico Figueiredo (Sporting-Tavira) m.t

6º lugar- David Rodrigues (Rádio Popular Boavista) m.t

7º lugar- Edgar Pinto (W52-FC Porto) +0:09s

8º lugar- Danilo Celano (Amore & Vita) +0:23s

9º lugar- Gustavo Veloso (W52-FC Porto) +0:24s

10º lugar- Cristhian Montoya (Medellin) +0:48s

Antevisão GP da Áustria: Marc Márquez bate recorde de Mick Doohan

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A 11º ronda do mundial de motociclismo (MotoGP) leva os pilotos até à Áustria, ao circuito de Red Bull Ring. Casa da KTM, o Red Bull Ring recebe o MotoGP desde 2016. Este é um dos circuitos que a Fórmula 1 e o MotoGP fazem o mesmo circuito, podendo ‘haver a comparação’ que muitos adeptos das duas e das quatro rodas gostam de fazer.

Jorge Lorenzo não estará na Áustria. O piloto da Honda foi o último vencedor deste GP quando estava na Ducati
Fonte: Ducati Motor

Nas três visitas anteriores a este circuito tivemos três vencedores diferentes. Em 2016, Andrea Iannone venceu, 2017 viu Andrea Dovizioso vencer e em 2018 Jorge Lorenzo venceu. Todas as vitórias foram da Ducati. Teremos outro vencedor este ano? Será que uma máquina sem ser a italiana vencerá?

Até agora, o Grande Prémio da Áustria conta com o domínio de Marc Márquez. A pior posição do campeão do mundo foi terceiro, na quarta sessão de treinos livres. Assim sendo, não foi problema nenhum fazer a pole position para a corrida de amanhã, com um tempo de 1:23.027s. Márquez ultrapassou este fim-de-semana um dos míticos do MotoGP, Mick Doohan. Marquéz agora conta com 59 pole positions, contra 58 do australiano.

Fabio Quartararo (Petronas Yamaha) foi o segundo mais rápido e a completar a primeira fila ficou Andrea Dovizioso (Ducati).

Maverick Vinales (Yamaha) parece ser a esperança da Yamaha oficial. O espanhol sai da segunda linha da grelha de partida, mas também mostrou estar confortável no circuito austríaco. Enquanto isso, Valentino Rossi (Yamaha) parte de 10º lugar. Sendo que ‘Il Doctore’ nunca foi um piloto de grandes qualificações, a corrida pode ser melhor para o veterano italiano.

Maverick Vinales parte na frente de Valentino Rossi
Fonte: Monster Energy Yamaha MotoGP

Mais atrás (mas não muito atrás), Miguel Oliveira (KTM) impressionou. O português está a mostrar trabalho no Grande Prémio caseiro da KTM, e levou a moto da equipa Tech3 até lugares interessantes. Miguel Oliveira falhou a segunda sessão de qualificação por apenas dois milésimos! Um resultado impressionante. Nos treinos já tinha dado boas indicações, com um sexto lugar no segundo treino livre. Espera-se uma boa corrida para Oliveira, que parte de 13º lugar.

Miguel Oliveira esteve muito forte nas sessões antes do GP da Áustria
Fonte: RedBull KTM Tech3

Na Honda, o substituto de Jorge Lorenzo, ainda lesionado, continua a só marcar presença. Stefan Bradl sai de última posição para este Grande Prémio. Também podemos esperar uma boa corrida com Jack Miller (Ducati), que procura garantir o seu lugar na Pramac Ducati com rumores a surgirem de que Lorenzo pode estar próximo do seu lugar.

‘Prognósticos só no fim do jogo’, como se diz no futebol, mas parece que Marc Márquez está embalado para mais uma vitória, a terceira consecutiva e a sétima da temporada, para aumentar uma vantagem já larga no campeonato de pilotos. Miguel Oliveira também encontra-se muito bem encaminhado para amealhar pontos e talvez até conseguir o seu melhor resultado até agora – o melhor foi na Argentina, com um 11º lugar final.

Foto De Capa: Repsol Honda Team

artigo revisto por: Ana Ferreira

West Ham United FC 0-5 Manchester City FC: Goleada na capital para abrir a rota do tricampeonato

O arranque da Premier League 2019/20 para West Ham United e Manchester City teve como palco o London Stadium, antigo Estádio Olímpico de Londres e casa dos “Hammers” desde a época 2016/17. Com os campeões em título a quererem entrar com o “pé direito” rumo ao tricampeonato, e já a saberem da vitória do principal rival da último época, o Liverpool, frente ao Norwich City, tinham pela frente uma bem reforçada equipa do West Ham, com os excitantes reforços Sébastian Haller (titular) e Pablo Fornals (suplente utilizado) a figurarem na ficha de jogo e a contar ainda com o regresso do médio criativo Manuel Lanzini, após lesão que o afastou por largos meses. Destaque ainda para a presença do reforço de “última hora” João Cancelo no banco de suplentes dos “Citizens”, juntamente com Bernardo Silva.

Apesar de um início “atrevido” dos “Hammers”, com Lanzini a reclamar um penálti logo aos sete minutos (revisto e negado pelo VAR, introduzido esta época pela primeira vez na Premier League), foi o Manchester City a puxar para si o controlo do jogo e a responder prontamente, através de um remate de meia distância do capitão David Silva, que passou junto ao poste esquerdo da baliza de Fabianski.

À passagem do minuto 21, foi Mahrez a tentar deixar a sua marca na partida, tirando do caminho dois adversários com uma só simulação, mas vacilando no momento da finalização, onde atirou a bola à malha lateral. No entanto, o golo do City não demorou a chegar: ao minuto 25, Kyle Walker aparece junto à linha final e envia a bola para o primeiro poste, com um passe rasteiro, ao qual Gabriel Jesus responde de forma positiva, atirando para o fundo da rede. A bola desvia inicialmente em Issa Diop, mas o remate final é do avançado brasileiro.

Os “Citizens” assumiram o controlo do jogo e, ainda antes do intervalo, voltaram a criar perigo, desta vez por Kevin De Bruyne, que rematou para defesa de Fabianski, após uma boa jogada de entendimento ofensivo com David Silva. Chegava o descanso e o Manchester City merecia a vantagem que possuía no marcador, mas estavam obrigados a permanecer alerta para os perigosos ataques rápidos do West Ham.

Fonte: Premier League

No retomar da partida, Manuel Pellegrini lançou para jogo Pablo Fornals, médio oriundo do Villarreal, com a missão de aparecer entre linhas e ajudar Lanzini na construção ofensiva dos “Hammers”. Já Guardiola, manteve em campo os onzes homens que iniciaram a partida, pois “em equipa que ganha, não se mexe.”

Apesar da tentativa do West Ham para controlar o jogo a meio-campo, foi o Manchester City a ter novamente sucesso ofensivo: De Bruyne galgou metros e serviu de forma perfeita Raheem Sterling, que finalizou para o 2-0 com a frieza que a saída de Fabianski lhe exigia. Os “Citizens” não desaceleraram e chegaram a ampliar para 3-0, após uma jogada magnífica que teve Zinchenko, David Silva, Sterling e Gabriel Jesus como intervenientes…mas o VAR, numa decisão que pode ser contestada, anulou o golo por fora de jogo de Raheem Sterling, deixando os adeptos dos “Irons” a celebrar como se de um golo se tratasse.

Os jogadores do West Ham sentiram o embalo momentâneo dos adeptos e, na sequência de um livre na esquerda do ataque, Issa Diop cabeceou uma bola que passou rente à trave, após uma saída pouco segura de Ederson. A pressão dos “Hammers” continuou e, ao minuto 73, Ederson foi chamado a uma dupla intervenção fantástica: primeiro, após remate com a coxa de Chicharito, que tinha entrado minutos antes; de seguida, na recarga de Lanzini, junto ao poste direito.

Os “Citizens” não acharam “piada” às ameaças do West Ham e responderam prontamente com novo golo, desta feita através de Sterling e após passe milimétrico de Mahrez. O tento do 3-0 foi, novamente, alvo de longa revisão por parte do VAR, que promete ser protagonista na nova época.

Se dúvidas restassem, os azuis de Manchester tiveram oportunidade soberana para fazer o quarto golo e colocar no resultado contornos de goleada…mas Aguero precisou de duas oportunidades para converter a grande penalidade, após Fabianski ter defendido a primeira tentativa do argentino, sendo que, para tal, saiu da linha de golo antes do momento do remate, obrigando à repetição do mesmo.

O jogo estava mais do que fechado no que ao vencedor dizia respeito, mas Raheem Sterling tinha em mente a possibilidade de conseguir o “hat-trick” e foi em busca do terceiro golo da conta pessoal, que conseguiu já no período de compensação, dois minutos para lá dos 90, fixando o resultado no 5-0 final.

O Manchester City inicia a busca pela terceira Premier League seguida com uma goleada, mas a exibição deixa ainda espaço para melhorias, uma vez que, a vinte minutos do fim, não se imaginava que o resultado tomasse esta dimensão e estava ainda nas possibilidades uma recuperação do West Ham. Por agora, resta regressar ao campo de treinos para melhorar, pois a época vai ser bastante longa para ambas as equipas. 

Onzes iniciais e substituições:

West Ham – Fabianski; Ryan Fredericks; Issa Diop; Balbuena; Cresswell; Declan Rice; Wilshere (Snodgrass, 56’); Michail Antonio (Pablo Fornals, 46’); Lanzini; Felipe Anderson (“Chicharito” Hernández, 65’); Sébastian Haller.

Manchester City – Ederson; Kyle Walker; John Stones; Laporte; Zinchenko; Rodrigo; David Silva (Phil Foden, 79’); De Bruyne (Gundogan, 79’); Sterling; Mahrez; Gabriel Jesus (“Kun” Aguero, 69’).

Antevisão da Liga: finalmente a bola começa a rolar

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É o segundo fim-de-semana de Agosto e Portugal fervilha de vida, à medida que um Verão tímido e tristonho se vai demorando a envolver no espírito habitual. O mercado inglês acaba de fechar, arrumando todas as suas idiossincrasias na gaveta e mostrando a face inovadora de um povo lógico e metódico: a pontualidade britânica é respeitada e todos os convidados têm que chegar a horas à festa, não sendo permitidos atrasos – o porteiro barra a entrada a quem não se arranjar a tempo. Espanhóis, franceses, italianos, alemães, holandeses e até nós, preferimos que a porta se feche com o forrobodó já em andamento, não vá algum dos convidados de maior valor ficar retido no trânsito.

É com todo este vagar e sob ameaças da chuva miudinha da incerteza, que a Liga Portuguesa 2019-2020 começa uma caminhada que se espera terminar na 38ª desenvoltura encarnada. O SL Benfica, esse, já tem a casa praticamente pronta, faltando apenas expulsar (ou emprestar, leia-se) alguns dos indesejados deste ano, como Kalaica, que necessita urgentemente de outro estímulo competitivo, ou a dupla Cervi/Zivkovic, assim que Lage decida quem fica dos dois. Rui Costa, apesar disso, mantém-se na expectativa e mostra abertura a eventuais volte-faces na organização do plantel – «o mercado vai estar aberto até ao final do mês e uma coisa é certa: teremos um plantel extremamente competitivo» –, não excluindo a hipótese de alterar algumas das peças do motor que fez engrenar a máquina, «apesar de estarmos muito satisfeitos com todos os jogadores que temos», exulta. Depois dos 5-0 ao rival vizinho, a equipa está confiante e é a mais preparada para a maratona de 34 jornadas, marcando encontro no primeiro convívio com o campeão da Segunda Liga 2018-2019.

Os encarnados querem continuar a festejar no regresso da Liga Portuguesa
Fonte: SL Benfica

O Paços junta-se à primeira etapa na Luz depois de umas férias tranquilas, mantendo a estrutura do ano transacto praticamente inalterada, apesar das saídas de Júnior Pius ou Christian, importantes peças do xadrez de Vítor Oliveira. A luta centrar-se-á na necessidade pacense de assegurar o quanto antes a manutenção, sendo obrigatório estabilizar o clube novamente no primeiro escalão. O timoneiro da subida fez as malas para Barcelos e para o seu lugar chegou Filipe Ramos, Filó para a malta da bola, homem que subiu a pulso na carreira e colecciona bons trabalhos. Chega à capital do móvel depois de ser o mentor do grande projecto de sub-23 do Desportivo das Aves, terminando a época na Covilhã e no 6º posto da tabela.

Em caso de vitória, o Benfica começará pela 6ª vez seguida com uma vitória na ronda inaugural, um ciclo que começou em 2014 numa vitória contra o mesmo Paços, por 2-0. No entanto, o destaque tem de ir para um denominado… “arranque aos soluços” neste milénio: desde 2000, são oito empates e quatro derrotas na introdução da Liga. Um facto definitivamente dono de toda a atenção da estatística nacional, que merece sempre ser realçado, lembrado, esmiuçado. O Benfica não poderá nunca esquecer a fase negra entre 2005 e 2014, sob pena de comprometer o futuro de todas as primeiras jornadas.  Se não fosse a primeira jornada de 2014-2015, provavelmente já não existiriam primeiras jornadas para serem jogadas na Luz.

É, portanto, um jogo cheio de bons prenúncios aquele se desenha para o próximo sábado, com ingredientes suficientes para justificar o preço do bilhete, apesar da hora marcada: 21h30 é realmente hora de baile e não de futebol, sendo uma afronta da Liga de clubes em relação aos seus adeptos. Apesar de ainda não ter aparecido em força, o calor é a justificação mais fácil…

Foto de Capa: SL Benfica

artigo revisto por: Ana Ferreira