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Corrida contra o tempo em Alvalade

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A poucas semanas do fecho do mercado, o Sporting Clube de Portugal corre contra o tempo para definir o futuro de jogadores que não entram nas contas de Marcel Keizer, de forma também a obter um encaixe financeiro. Entre os atletas que poderão rumar a outros clubes estão: Emiliano Viviano, Jefferson, André Pinto, Bruno Gaspar, Radosav Petrovic e Matheus Oliveira.

O guarda-redes internacional italiano, Viviano, chegou ao Sporting no verão passado e não se afirmou. No mercado de inverno, foi cedido a título de empréstimo à SPAL, tendo realizado 17 jogos na Serie A. O guardião, aos 33 anos, conta com uma larga experiência, tendo passado por clubes como Brescia, Cesena, Inter, Bologna, Palermo, Fiorentina, Arsenal e Sampdoria. Contudo, Viviano não fará parte do plantel leonino esta temporada, tendo a oposição de Renan Ribeiro, Max e Diogo Sousa. Com um valor de mercado de cerca de 1M€ e contrato válido até junho de 2020, o guarda-redes tem mercado no futebol italiano e deverá ser esse o seu destino.

Já o lateral-esquerdo brasileiro, Jefferson, ingressou no Sporting CP quando decorria a época 2013/14, proveniente do Estoril-Praia, num negócio a rondar os 800 mil euros. Jefferson fez, de leão ao peito, 126 jogos e marcou 4 golos, tendo conquistado duas Taças de Portugal, uma Taça da Liga e uma Supertaça. Pelo meio, na época 2017/2018, esteve ao serviço do SC Braga, envolvido no negócio que trouxe Rodrigo Battaglia para Alvalade. Na última temporada, realizou apenas 22 jogos porque perdeu espaço no plantel, com Marcos Acuña e Cristián Borja a serem as opções prioritárias na lateral-esquerda, havendo ainda o jovem Nuno Mendes para a sua posição. O jogador brasileiro tem um valor de mercado a rondar os 2M€ e contrato válido até junho de 2020. Jefferson poderá ter clubes interessados no seu passe, nomeadamente no futebol espanhol e grego, com poucas oportunidades poderá rumar a outro clube.

O internacional angolano, Bruno Garpar, foi um dos reforços para a temporada 2018/2019, no qual o Sporting investiu cerca de 4,5 M€ para o resgatar à Fiorentina. Pouco utilizado ao serviço dos italianos, no Sporting realizou um total de 30 partidas, marcou um golo e venceu a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Contudo, não tem conseguido roubar a titularidade a Ristovski, tendo ainda a concorrência do reforço Rosier e do jovem Thierry Correia. Assim, Bruno Gaspar poderá dar seguimento à sua carreira, ao serviço de outro emblema. No entanto, o lateral-direito representou um investimento significativo e o seu valor de marcado atual não ultrapassa os 3.5M€ e tem contrato válido até 2023.

O futuro do brasileiro parece cada vez mais afastado de Alvalade
Fonte: Sporting CP

O defesa-central, André Pinto, foi reforço do Sporting para a época 2017/18, no entanto nunca se conseguiu estabelecer como titular. Em duas temporadas, jogou 41 partidas de leão ao peito, vencendo uma Taça de Portugal e duas Taças da Liga. A concorrência pelo seu lugar é forte, com Coates e Mathieu a serem os habituais titulares. Além disso, o Sporting contratou no mercado de inverno Tiago Ilori ao Reading FC de Inglaterra. Neste verão, chegou ainda mais um defesa-central, Luís Neto, proveniente do Zenit FC, podendo ainda integrar o plantel o jovem Eduardo Quaresma. Com pouco espaço no plantel de Marcel Keizer, caso surja uma proposta, André Pinto poderá rumar a outro clube. Recorde-se que o defesa-central leonino tem um valor de mercado de cerca de 2.5M€ e contrato até 2021, havendo rumores de interessados no futebol chinês e nos EUA.

Quanto a Petrovic, o médio sérvio chegou a Alvalade há três temporadas por cerca de 1M€, proveniente do Dínamo de Kiev, após passagens pelo futebol ucraniano, turco e inglês. No entanto, nunca se assumiu como titular no Sporting e em 2016/17 foi emprestado ao Rio Ave. Regressou ao Sporting, mas nas duas temporadas seguintes continuou a ser pouco utilizado, somando um total de apenas 39 jogos de leão ao peito, conquistando uma Taça de Portugal e duas Taças da Liga. Petrovic tem um valor de mercado de 1M€ e termina contrato com o Sporting em junho de 2020. Assim, caso surjam interessados poderá vir a servir outro emblema, procurando jogar com mais regularidade, sendo que no Sporting terá a oposição de Eduardo e Doumbia.

Matheus Oliveira, filho do campeão do mundo Bebeto, não convence no Sporting. O jovem brasileiro fez a sua formação no histórico Flamengo, tendo chegado ao futebol europeu em 2014/15, para representar o Estoril-Praia, onde somou 62 jogos e seis golos. Em 2017/18, o Sporting adquiriu o passe do brasileiro por 2M€. Nunca sendo opção em Alvalade, acabou por ser cedido a título de empréstimo ao Vitória SC nas duas últimas épocas. Matheus não entra nas contas de Marcel Keizer, tendo contrato válido até junho de 2022 e um valor de mercado a rondar os 2.5M€. Este é mais um atleta que o Sporting pretenderá transferir neste defeso.

Estes são dossiers prioritários para o Sporting resolver até ao fecho do mercado de transferências, no dia 2 de setembro. Com estes ativos, o clube de Alvalade poderá cumprir dois objetivos: baixar a massa salarial e fazer um encaixe financeiro com as transferências, preferencialmente a título definitivo. Parte destes jogadores, não foram sequer apresentados e não trabalham com a equipa às ordens de Marcel Keizer. Assim, o Sporting está numa corrida contra o tempo para definir o futuro destes atletas.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Ligados à Volta #9: João Benta vence no alto de St.ª Quitéria

As expetativas para esta etapa eram grandes, com bastantes altos e baixos durante o percurso. Uma ligação entre Viana do Castelo e Felgueiras, com 158 quilómetros de extensão. Com quatro prémios de montanha: um de quarta categoria e três de terceira categoria, mais três metas volantes, a meta a coincidir com a chegada era propício a ataques da geral, com cerca de 1600 metros a 8,9% de inclinação média até ao alto do Santuário de Santa Quitéria, na região de Felgueiras.

Veio-se a confirmar, foi uma etapa de muito ataque e com diversos tópicos de interesse. No final, a vitória acabou por sorrir à equipa que tinha ganho a etapa de ontem, a Rádio Popular Boavista, desta vez por intermédio de João Benta.

Etapa 8- Ligação Viana do Castelo- Felgueiras                                                 
Fonte: Volta a Portugal

A W52-FC Porto tem a missão até ao final de destronar a Efapel na liderança da geral. Colocou um homem desde cedo na fuga, Ricardo Mestre, e procurou que a Efapel se desgastasse no pelotão.  Na frente, o português teve a companhia de Gian Friesecke (Swiss Racing Academy).

A maior parte do tempo, foi o ciclista da W52 quem trabalhou, o suíço apenas seguia na roda.

A Efapel teve que assumir o trabalho no pelotão, tendo imposto o ritmo em grande parte da etapa. A diferença da fuga para o pelotão nunca foi expressiva, rondou sempre a casa dos dois minutos. Fuga essa que acabou por ter o seu desfecho por causa dos ataques constantes do pelotão, com ciclistas da Fundación Euskadi e da equipa portista a tentarem sair. O fim da fuga deu-se quando faltavam 16 quilómetros para o risco de meta.

Nos últimos quilómetros foi a W52-FC Porto quem assumiu a dianteira do pelotão e impôs um ritmo elevado à entrada da subida final. A Rádio Popular Boavista procurou endurecer ainda mais a corrida e lançou o ataque de João Benta, dentro do último quilómetro. Enquanto Jóni e João Rodrigues se entreolhavam, o ciclista boavisteiro aproveitou e ganhou metros importantes que o levaram à vitória.

João Benta deu a segunda vitória consecutiva à equipa Boavisteira, tornando esta uma grande Volta a Portugal por parte do conjunto do Professor José Santos.

Jóni e João Rodrigues fizeram segundo e terceiro, respetivamente, ambos a dois segundos de Benta. Com isto, o líder da Efapel continua de amarelo, com um segundo de diferença para o ciclista portista. Gustavo Veloso permanece em terceiro, mesmo tendo perdido três segundos na etapa de hoje, ficando a 18 segundos da camisola amarela.

Amanhã haverá diferenças certamente, visto que vem a mítica etapa que terminará no alto da Srª da Graça.

Daniel Mestre, apesar de ter uma costela partida, continua em prova e é líder da camisola dos pontos. Unai Cuadrado (Fundación Euskadi) lidera na juventude, Luís Gomes continua líder da camisola dos pontos e a Rádio Popular Boavista é líder na classificação por equipas.

Top 10 da etapa 8:

1º lugar- João Benta (Rádio Popular Boavista) 3h:49m:18s

2º lugar- Jóni Brandão (Efapel) +0:02s

3º lugar- João Rodrigues (W52-FC Porto) m.t

4º lugar- Frederico Figueiredo (Sporting-Tavira) +0:05s

5º lugar- Gustavo Veloso (W52-FC Porto) m.t

6º lugar- Danilo Celano (Amore & Vita) +0:06s

7º lugar- De Mateos (Aviludo-Louletano) m.t

8º lugar- Cristhian Montoya (Medellin) +0:07s

9º lugar- Edgar Pinto (W52-FC Porto) +0:08s

10º lugar- David Rodrigues (Rádio Popular Boavista) m.t

Plantel fechado!

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Até dia 2 de setembro podem sempre surgir movimentações de mercado, ainda mais num mercado louco como o deste ano, mas neste momento o FC Porto tem o plantel definido e não se encontra no mercado para contratar qualquer jogador. O plantel azul e branco conta, atualmente, com 29 jogadores (excluindo Casillas embora esteja inscrito pelo clube), por isso, os próximos dias podem servir para Sérgio Conceição reduzir este número para 26/27 jogadores sendo que, Diogo Queirós e Fernando Andrade estão próximos da saída por empréstimo.

O setor defensivo tem um excesso de atletas, mas foi o próprio treinador portista a dizer que Diogo Leite vai continuar no plantel. Sendo assim o número de centrais, cinco, é algo pouco usual e sem sentido, na minha opinião. Faria mais sentido rodar numa equipa competitiva para ganhar minutos e continuar a sua evolução portista. O trio de guarda-redes está definido com Marchesín, Diogo Costa e Vaná (não é de excluir um possível empréstimo). Nas laterais as opções são o insubstituível Alex Telles e na direita a luta vai ser interessante com Manafá, Saravia e o jovem Tomás Esteves. Manafá será a alternativa a Alex Telles na esquerda.

Marchesín teve estreia de sonho
Fonte: FC Porto

Com a chegada de Uribe o meio-campo está “fechado”. As saídas de Herrera e Óliver foram bem colmatadas com o colombiano e o regresso de Sérgio Oliveira. Os jovens Bruno Costa e Romário Baró podem vir a ter um papel importante no decorrer da época. No setor ofensivo a qualidade aumentou significativamente. Perdeu-se um jogador influente que foi Brahimi, mas as soluções encontradas com Luis Díaz e Nakajima não ficam a perder para o internacional argelino. Manter Marega foi muito importante para Sérgio Conceição que vê no maliano um peça chave no seu modelo de jogo e a contratação de Zé Luís (um pedido expresso do treinador portista) reforça ainda mais o já poderoso ataque portista.

O FC Porto inicia a época com um plantel muito competitivo e, se o tivesse de o comparar com o da época transata, diria que no setor defensivo perdeu alguma qualidade, no setor intermédio manteve o nível e que no setor ofensivo ganhou qualidade. No entanto, esta análise é feita no dia 8 de agosto e até ao fecho do mercado muito pode mudar, embora, eu não acredite nesse cenário.

Foto de capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Ciclismo: Credibilização do desporto para a promoção do espetáculo

A imprevisibilidade é a chave para o sucesso de qualquer desporto. Quanto maior for a incerteza relativamente ao vencedor de determinada competição, maior será o interesse do público em seguir essa mesma prova. Consequentemente, maiores serão os dividendos financeiros que se podem retirar de determinado evento desportivo. No ciclismo acontece exatamente o mesmo.

INCERTEZA COMO CHAVE PARA O SUCESSO

A edição deste ano do Tour de France ficou marcada por uma tremenda incerteza relativamente ao vencedor final. Na minha opinião, a ausência de Chris Froome foi uma das razões que ajudam a explicar a maior competitividade na Volta a França 2019.

Nos últimos sete anos, o britânico venceu quatro edições. Se tivermos em conta que desistiu devido a queda em 2014, o cenário é ainda mais “assustador”. Em duas dessas vitórias, Froome triunfou nos Campos Elísios com uma vantagem superior a quatro minutos.

Se a estes dados juntarmos o facto de a Ineos (antiga Sky) ter um orçamento bastante superior ao de qualquer outra equipa, é fácil perceber que quem sair a perder é a competitividade da modalidade em geral.

Curiosamente, no ano em Chris Froome desistiu devido a queda o vencedor foi Vincenzo Nibali com uma vantagem superior a sete minutos. No entanto, será importante dizer que por exemplo Alberto Contador, um dos principais favoritos na altura a vencer a prova, também desistiu.

A NBA E A PREMIER LEAGUE COMO MODELOS A SEGUIR

O público do ciclismo não gosta por norma de comparações com outras modalidades, sobretudo com o futebol. É certo que o ciclismo tem uma realidade bastante particular e que as comparações com outros desportos, sobretudo coletivos, podem ser pouco produtivas.

No entanto, existem alguns bons exemplos que podem servir de inspiração para tornar o ciclismo uma modalidade com uma maior presença mediática.

O caso da NBA é paradigmático. A principal preocupação da liga passa por tornar o seu campeonato o mais competitivo possível. São inúmeras as restrições colocadas às equipas de forma a evitar que se construam planteis de superestrelas. Nos últimos anos, a discussão em torno dos Golden State Warriors levantou bastantes questões sobre as regras que atualmente estão em vigor e como pode a própria liga dificultar ainda mais a vida às equipas de forma a evitar este cenário. O objetivo é claro e passa exclusivamente por promover a maior incerteza possível sobre o vencedor final.

Outro bom exemplo é a Premier League. Num continente diferente e também perante uma realidade completamente oposta, a liga promove a maior competitividade possível entre as equipas. Neste caso, o segredo assenta numa redistribuição dos direitos televisivos mais equitativa e que diminua a diferença entre as equipas.

Em ambos os casos, a tónica está em colocar a maior incerteza possível no resultado final.

Este Bayern precisa de reforços como de pão para a boca

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O FC Bayern Munique é uma das grandes equipas mundiais e o crónico campeão alemão. É, aliás, o atual heptacampeão germânico, mas podemos dizer que está numa fase decrescente. O último campeonato já foi conquistado de forma mais apertada (e muito por causa de deslizes inesperados do Dortmund, que chegou a ter uma vantagem confortável para os bávaros) e Niko Kovac nunca convenceu definitivamente os adeptos. Ainda assim, com uma reta final de época positiva, os bávaros “cumpriram a obrigação” e salvaram a época com o campeonato e a taça.

Esperava-se um Verão agitado na Baviera, mas não é bem isso que tem acontecido. Robben e Ribery, dois históricos do clube, penduraram as botas e deixaram duas clareiras nas alas; James voltou ao clube de origem, Hummels saiu para o Dortmund e Rafinha para o Flamengo. Apenas as saídas dos dois últimos foram acauteladas, com as contratações dos campeões do mundo Benjamin Pavard e Lucas Hernandez, ao Estugarda por 35 milhões de euros e ao Atletico de Madrid por 80 milhões, respetivamente. Dois jogadores polivalentes que atuam preferencialmente no centro da defesa, mas que também acrescentam qualidade a jogar nas laterais (foram os laterais titulares da França no campeonato do mundo de 2018).

Foi com um plantel curtíssim,o para uma equipa com as exigências de um colosso, que os bávaros disputaram, no passado sábado, a Supertaça alemã. Perderam por 2-0 frente ao Borussia Dortmund, num encontro que serviu de claro aviso aos dirigentes do clube: ou acrescentam 4/5 jogadores de qualidade ao conjunto, ou terão a época mais penosa dos últimos anos.

Lucas Hernandez é o reforço mais caro dos bávaros, mas encontra-se lesionado
Fonte: FC Bayern

Niko Kovac apostou no seguinte onze: Neuer, Kimmich, Boateng, Sule, Alaba, Thiago, Tolisso, Goretzka, Coman, Muller e Lewandowski. Apesar de ter uma alienação inicial forte, o Bayern foi inferior ao Dortmund, sofrendo com os contra-ataques dos amarelos e revelando problemas nas zonas de finalização. Na segunda parte, com a equipa em desvantagem e com o natural desgaste dos titulares, saltou à vista o principal problema desta equipa: a (falta de) profundidade do plantel. No banco estavam Hoffman, Ulreich, Pavard, Sanches, Singh, Joahnsson, Davies e Arp. Destes, quantos podem ajudar a inverter uma vantagem de 2-0? Quantos são jogadores de valia de candidato à Champions? Entraram Davies para o lugar do desastrado Muller, mas ainda parece estar verde para estas andanças; Sanches para jogar a extremo-esquerdo, em mais uma opção sem nexo de Kovac, e Pavard para o lugar de Thiago. O resultado não se alterou, o Dortmund demonstrou superioridade sobre o rival em quase todos os momentos do jogo, mas o jogo poderá ter servido para abrir os olhos à direção: o Bayern precisa de reforços como de pão para a boca. A situação é tão óbvia que já gerou algum desconforto interno, com declarações púbicas de Kimmich e Lewandowski a alertar para a necessidade de reforçar o plantel.

E que reforços são esses? Terá o Bayern capacidade para reforçar todas as posições que necessita, depois de já ter gasto 115 milhões de euros em dois defesas?

A meu ver, os reforços mais essenciais serão um médio com forte chegada à área (como foi James nas últimas épocas), dois extremos virtuosos de créditos firmados e um ponta-de-lança para crescer na sombra de Lewandowski. No entanto, também não seria de descartar um médio 6/8, o que poderia libertar finalmente o desagradado Renato Sanches para outras paragens. A meu ver, e jogando um pouco de «Football Manager» real, o Bayern poderia tentar novamente James Rodriguez ou Dybala para vaguearem nas costas do ponta-de-lança; nas alas apostaria no “esquecido em Paris” Julian Draxler e no irreverente Zaha; e em Mariano Diaz como alternativa a Lewandowski.

Com os valores de mercado atuais, teriam quer ser investidos mais de duas centenas de milhões de euros no reforço destas posições, o que pode, claramente, comprometer as contas do fair-play financeiro dos germânicos.

Fazendo apostas mais ou menos arrojadas, o que é certo é que o Bayern precisa de ir ao mercado para formar um plantel mais coeso. Depois, cabe a Kovac retribuir a confiança que a direção tem depositado nele, mesmo demonstrando alguma incapacidade de gerir egos de um balneário como o dos heptacampeões alemães.

Foto de Capa: FC Bayern

artigo revisto por: Ana Ferreira

 

Max Verstappen: O perfil de um (futuro) campeão

Entrámos agora na pausa de verão do campeonato de Fórmula 1, que nos deixa sem qualquer ação e adrenalina durante cerca de um mês.

No entanto, para quem está um pouco mais “a leste” do campeonato, decidi falar do piloto que tem surpreendido (pela positiva) o mundo do desporto motorizado: Max Verstappen.

O piloto holandês, de apenas 21 anos, já está há três anos na Fórmula 1, tem conquistado, principalmente nos últimos anos, uma legião de fãs impressionante, com tudo o que tem adquirido na sua carreira na Fórmula 1 – seja os pódios, as vitórias e a(s) pole(s), mas o facto de ter no sangue o espírito de corrida e ser caracterizado pela sua garra e ambição, fazem com que os adeptos o sigam cada vez mais.

UM PASSADO COM HISTÓRIA

Nascido na Bélgica a 30 de setembro de 1997, e filho do ex-piloto de Fórmula 1, Jos Verstappen, e piloto de karting, Sophie Kumpen, Max tem provado, desde cedo, que “filho de peixe sabe nadar”. Como?

A sua carreira no desporto motorizado começou nos kartings em 2001 – tendo alcançado, no seu percurso, algumas vitórias nos campeonatos belgas e holandeses – até 2014, quando começou a sua experiência em monolugares, competindo na Florida Winter Series. No mesmo ano, assinou contrato para participar na FIA Formula 3, onde acabou a temporada em terceiro lugar.

Ainda em 2014, o piloto juntou-se à equipa júnior da Red Bull (Red Bull Junior Team) após fazer testes pela Formula Renault 3.5, e esta entrada viria a ser crucial para assegurar a sua presença na Fórmula 1.

Max Verstappen no carro da Fortec Motorsports – Formula Renault 3.5 (2014)
Fonte: Formula 1

TRÊS (AMBICIOSOS) ANOS NA FÓRMULA 1

Verstappen começa a sua jornada no topo dos desportos motorizados na temporada de 2015, pela Scuderia Toro Rosso, equipa italiana caraterizada por albergar as estrelas em ascensão da equipa júnior da Red Bull.

Pela Toro Rosso, conquistou bons resultados para a equipa, e até estabeleceu algumas marcas: Piloto mais jovem a testar um carro de Fórmula 1, com 17 anos e 2 dias; e piloto mais jovem a correr na Fórmula 1, com 17 anos e 166 dias.

No entanto, a estreia pela Red Bull Racing seria mais perto do que o esperado: após quatro corridas disputadas pela Toro Rosso na época seguinte (2016). Max Verstappen seria promovido a segundo piloto da Red Bull Racing, com a despromoção de Daniil Kvyat para a Toro Rosso devido a erros cruciais disputados pelo piloto russo. E, pelo contrário, a esperança crescia no jovem holandês para levar a Red Bull à competitividade já provada nos anos anteriores.

E a decisão tornava-se certa, quando, na corrida de estreia pela Red Bull – o GP de Espanha – Verstappen consegue a sua primeira vitória na Fórmula 1, tornando-se o mais jovem a conseguir uma vitória, com 18 anos e 228 dias.

Até aos dias de hoje, o piloto holandês já conquistou mais do que aquilo que se pensava: vitória em sete corridas, uma pole position e já 27 pódios pela Red Bull Racing – para além das inúmeras “melhores voltas” que o piloto tem vindo a fazer, que, sinceramente, acabamos a perder as contas.

Poderá ser já na próxima prova – GP da Bélgica, a sua “segunda casa” – a oportunidade perfeita para fazer estes números crescer? Sendo no próximo GP ou não, eventualmente irá acontecer.

Max Verstappen em testes para a Scuderia Toro Rosso, no treino livre do GP do Japão (2014)
Fonte: Formula 1

FUTURO CAMPEÃO?

Conseguimos imaginar Max Verstappen como campeão de Fórmula 1 nos próximos anos?

A sua ambição, o seu espírito jovem e a motivação que mostra cada vez que entra no carro dizem que sim. Este miúdo está preparadíssimo para subir ao topo do mundial de Fórmula 1.

Lá no fundo, todos nós queremos acreditar que, nos próximos anos, teremos este jovem como campeão do mundo. Porque, afinal de contas, isso só quereria dizer uma coisa: o espírito da Fórmula 1 está vivo. E bem vivo.

E tudo o que queremos ver é, um miúdo, que, mesmo não tendo o carro mais competitivo da época, consegue mesmo assim desafiar-se a si próprio e à equipa – que pretende também voltar ao topo – e, com a garra e a ambição, conseguir isso mesmo. E é isto que vemos no Max Verstappen. Um pouco de loucura, que, com a determinação certa e alguns limites, darão a este piloto um futuro brilhante.

Mas que limites? A mim parece-me que, para o holandês, o único limite é o céu. E mesmo assim, nem o céu consegue ser, visto que Verstappen acaba por ser uma estrela em ascensão, que, se tudo correr como esperado, acabará por concretizar o seu objetivo principal – ser campeão.

Foto de Capa: Red Bull Racing

artigo revisto por: Ana Ferreira

Jogadores que Admiro #103 – Léo

De todos os laterais esquerdos que vi com o símbolo glorioso ao peito, Leonardo Lourenço Bastos foi o que mais me marcou.

O nome Léo ficará para sempre destacado na primeira década deste século. O brasileiro carregou o futebol encarnado puramente com o seu génio. Uma década de um Benfica futebolisticamente frágil e desorientado, onde foi graças a jogadores como Léo que as bancadas ainda foram vibrando.

Chegou ao SL Benfica já com 30 anos e participou em três épocas e meia antes de regressar ao Santos FC. Chegou após a conquista de um campeonato nacional e saiu na época anterior à conquista do seguinte. Também ele se junta a outros grandes nomes da história encarnada que nunca puderam celebrar um título pelo SL Benfica.

Com um futebol muito parecido ao de Grimaldo, o brasileiro fez o que o espanhol faz actualmente, mas num contexto onde não era impulsionado pela qualidade daqueles que o rodeavam.

Um jogador de técnica refinada, com espírito lutador e a jogar de cabeça levantada. Uma inteligência acima da média, toque de bola e criatividade para constantes ingressões ofensivas.

O brasileiro Léo já deixa saudades para os adeptos do SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Enquanto benfiquista ficarei sempre grato por o poder ter visto jogar pelo meu clube, pela sua qualidade e por toda a paixão que sempre demonstrou por ele, tanto dentro como fora dos relvados.

Os adeptos da minha geração irão sempre recordar a primeira década deste século como aquela que viveram com maior intensidade e paixão. Foi a década da nossa adolescência. Anos onde apesar da ausência de conquistas íamos vibrando com as jogadas, golos e desarmes dos nossos ídolos. E o lateral esquerdo brasileiro será sempre um ídolo para esta geração.

Chegou ao SL Benfica em 2005 após o clube conquistar o campeonato nacional depois de uma seca de 10 anos. Participou activamente em três épocas, mas sem alcançar qualquer conquista. Na última época na Luz acabou por praticamente não jogar e rescindiu contrato em Janeiro por motivos familiares. Na época seguinte o SL Benfica voltou a sagrar-se campeão nacional.

Um período inglório para um jogador tão marcante. Não conseguiu aquilo que muitos conseguiram, mas conquistou o que poucos puderam alcançar – as bancadas.

Enorme Léo.

Foto de Capa: SL Benfica

artigo revisto por: Ana Ferreira

Onze de potenciais revelações da Primeira Liga 19/20

Neste fim-de-semana terá início o campeonato nacional referente à temporada 19/20. Com a bola novamente a rolar nos relvados dos estádios nacionais, os adeptos podem finalmente assistir ao vivo e a cores aos jogos das suas equipas e ver em acção os reforços pelos quais tanto expectavam.

Num mercado que ficou repleto de contratações “exóticas” por parte das equipas fora dos três grandes, existem sempre aqueles jogadores que chegam sob elevadas expectativas e que podem acrescentar qualidade ao nosso campeonato. Como tal, irei aqui fazer um onze com os jogadores que podem ser as revelações da nova época que está a começar.

Quem será a equipa revelação da época 2019/2020?

A equipa revelação da época 2019/2020

E eis que finalmente a nova época está mesmo aí, ao virar da esquina. Foram longas semanas, mas finalmente a bola vai voltar a rolar na Primeira Liga. E como é hábito, todos os adeptos fazem os seus prognósticos, muitas das vezes mais com o coração do que com a razão.  Assim sendo, e tentando somente dar voz à razão, deixamos aqui uma opinião muito pessoal de cada um de nós, mas que acreditamos que possa ser realidade lá para meados de maio do próximo ano.

Aboubakar e a falta de espaço

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Depois de uma pré-época pautada pelos resultados equilibrados, a equipa de Sérgio Conceição já meteu os pés ao caminho e já entrou nos jogos a doer. Ontem, frente ao FK Krasnodar teve o primeiro teste da época. Sábado, frente ao Gil Vicente FC, dá o pontapé de saída para os jogos do campeonato.

Com saídas e entradas, e ainda com o plantel por fechar, surgem as primeiras questões – Aboubakar. O avançando tem sido um dos nomes mais falados nesta temporada. Com a possível permanência de Marega e Soares, a chamada de Fábio Silva e o reforço Zé Luís… Onde é que cabe o camaronês nesta linha ofensiva? Por entre avançados, segundos avançados e pontas de lança, Aboubakar perdeu espaço e dificilmente terá lugar na equipa de Sérgio Conceição.

O camaronês fez apenas um jogo a titular durante a pré-época e pode estar de saída do FC Porto
Fonte: FC Porto

Depois de uma grave lesão que o afastou dos relvados na época passada durante longos meses, o camaronês ainda não teve oportunidade de mostrar como está fisicamente. E, inevitavelmente, a falta de minutos nas pernas não lhe permite voltar facilmente à forma antiga.

Na pré-época, o jogador apenas realizou um jogo a titular, frente ao SC Farense, e marcou apenas um golo, frente ao FC Porto B, deixando assim a certeza que ainda está longe de recuperar totalmente a forma física, assim como de recuperar o lugar que tinha conquistado.

Frente ao AS Monaco FC, no jogo de apresentação, o avançado nem saiu do banco, tendo sido preterido pelo jovem Fábio Silva. Nesse jogo, os dragões estavam a perder e, mesmo com esta condicionante, o treinador deu lugar ao português ao invés do experiente avançado.

O facto de perder espaço no clube possibilita apenas uma solução: a saída. Algo que possivelmente agrada o jogador, uma vez que aquilo que pretende é jogar. Ao que se consta, já houve abordagens para uma possível transferência do camaronês, mas até ao momento nada em concreto.

Foto de capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira