A academia do Sporting Clube de Portugal já formou excelentes médios e avançados, sendo que muitos deles atuaram e atuam, inclusive, nas melhores equipas europeias, mas no que toca à zona defensiva são poucos os casos de sucesso. Se fizermos uma análise aos defesas da formação que foram apostas para a equipa principal nos últimos anos, conseguimos constatar que essa aposta tem sido praticamente nula. Mas porque será que isso (não) acontece? Será que o próprio clube não tem confiança nos atletas que forma?
O caso mais gritante tem sido o de Thierry Correia. Sendo um jogador bastante completo e polivalente, a sua aposta concreta tem vindo a ser adiada jogo após jogo e não se percebe o porquê. Contudo, existe um jogador da formação que tem passado despercebido à opinião pública, de seu nome Ivanildo Fernandes. O jovem central tem sido um caso semelhante a Francisco Geraldes, no sentido em que o Sporting reconhece a sua qualidade, mas é sistematicamente emprestado.
Após uma época de bom nível ao serviço do Moreirense, com 26 jogos disputados e um golo apontado, foi chamado para integrar a pré-época dos leões e tudo apontava para que continuasse de leão ao peito. Mas Marcel Keizer, que chegou ao Sporting com a promessa de apostar na “prata” da casa, decidiu não contar com o jogador, sendo posteriormente emprestado aos turcos do Trabzonspor.
Ivanildo Fernandes volta a ser emprestado, desta feita aos turcos do Trabzonspor Fonte: Moreirense FC
O treinador leonino decidiu apostar no jovem Eduardo Quaresma, de apenas 17 anos (é atualmente um dos maiores talentos da academia de Alcochete, quer pela sua qualidade quer pela sua polivalência), apesar de estar planeada uma aposta muito mais regular na equipa sub-23 que atua na Liga Revelação. Sendo Eduardo Quaresma um jogador tão jovem, seria muito mais seguro e sensato apostar num central com mais experiência, num setor onde os erros se pagam caro e nesse sentido, a aposta em Ivanildo enquadrava-se perfeitamente.
Num passado não muito distante, o Sporting ficou muito mal na fotografia quando decidiu emprestar Merih Demiral, com uma cláusula de compra baixa em comparação com a sua qualidade, porque no espaço de um ano o defesa foi trocando de clube até chegar à Juventus por valores próximos dos 20 milhões de euros. Ora para um clube da dimensão da Juventus oferecer tal quantia por um “dispensável” do plantel leonino, é sinal que o clube errou em não apostar no jogador, que poderia ter tirado muito mais proveito do jogador, quer seja em termos desportivos, quer seja em termos económicos.
Mas como errar é humano, há que aprender com os erros do passado, de forma a que situações desta gravidade não se voltem a repetir. Contudo e olhando para o caso de Ivanildo Fernandes, parece que o clube leonino em nada aprendeu com Merih Demiral e mesmo que o central português não chegue a apresentar o mesmo rendimento que o central turco, a verdade é que as semelhanças são evidentes e os sportinguistas deveriam estar preocupados. O Sporting é atualmente um clube vendedor que necessita das vendas para equilibrar as contas, mas se continuamos a deixar “escapar” talento da formação desta forma, certamente que o caminho para o sucesso será mais longo e atribulado.
O desafio entre FK Ventspils e Vitória SC teve lugar em Riga, capital da Letónia, onde foi cumprida a primeira mão da terceira eliminatória da pré-elimanatória de acesso à fase de grupos da Liga Europa. O favoritismo apontava em todos os sentidos para a equipa portuguesa, devido a inúmeros fatores sendo o principal a qualidade superior do Vitória SC.
À semelhança dos jogos anteriores, o técnico Ivo Vieira tem rodado quase todos os setores, devido à razão da existência de jogos de 3 em 3 dias, apenas não rodando Al Musrati e o trio do ataque essencialmente por lesões e, principalmente, por falta de soluções no ataque.
A primeira ameaça de golo pertence à equipa da Letónia, aos 10 minutos de jogo, proveniente de uma falta assinalada por Tapsoba, mas Miguel Silva controla a bola sem representar qualquer preocupação para a equipa vitoriana. Por parte da equipa vimaranense iam sendo feitas ameaças à baliza adversárias mas estas não representavam grande perigo para efetuar o golo, e que era tão desejado. Aos 17 minutos de jogo, o belíssimo cruzamento de Rochinha posiciona Guedes naquele que foi a maior oportunidade de golo, no entanto, a bola vai contra a trave, negando o golo à equipa de Ivo Vieira.
É no fim da primeira meia hora de jogo que surge o tão esperado golo que coloca a formação vitoriana em superioridade numérica no marcador, proveniente de um livre lateral direito cobrado de forma belissíma por Rochinha e é Davidson que cabeceia e se estreia a marcar o seu primeiro golo oficial da temporada. Ao intervalo o resultado fazia correspondência ao favoritismo, com o Vitória à frente por 1 bola a 0.
O jogo ia para intervalo com a vantagem mínima para o Vitória SC Fonte: FK Ventspils
Apenas aos 5 minutos da segunda parte, Pêpê Rodrigues com um remate bom e forte faz justiça aquela que é a superioridade do Vitória SC até ao momento, aumentando a vantagem no marcador para 2 golos a 0. Aos 51 minutos, surge a oportunidade para a equipa de FC Ventspils por parte de Villela, mas a bola vai de encontro à trave, embora o perigo fosse eminente.
O resultado começou a fazer estragos tanto a nível físico como a nível psicológico na equipa do Ventspils demonstrando isso em campo, relevando mais uma vez a superioridade do Vitória que dominava claramente o jogo.
O terceiro golo provêm de João Carlos Teixeira, um jogador criativo, acabado de entrar para substituir Guedes, tenta logo marcar mas acaba por aparecer Joseph atrás e ser este a finalizar o golo aos 80 minutos de jogo na Letónia.
O Vitória SC volta para Guimarães com missão cumprida, mas embora seja uma posição confortável para abandonar esta pré-eliminatória nada é impossível, principalmente, no que diz respeito ao futebol. De salientar, o apoio incondicional de ambas as equipas que apesar da distância – uns mais, outros menos – se fizeram ouvir e demonstraram amor incondicional para com os seus clubes.
Vitória SC: Miguel Silva, Pedro Henrique, Florent, Tapsoba, Al Musrati, Rochinha (74′, André Almeida), Pêpê Rodrigues, Davidson (85′, Lucas Soares), Guedes (79′, João Carlos Teixeira), Sacko, Joseph.
Foram 30 minutos de boa qualidade dos bracarenses na primeira parte e cinco minutos eficazes – a contar com os descontos –, na segunda parte, que desmantelaram a tática apresentada pelo conjunto dinamarquês. O SC Braga até começou a perder e passaram grande parte da partida sob domínio, mas a sua qualidade técnica e sobretudo eficácia prevaleceram, pelo que têm a passagem ao play-off de apuramento completamente ao seu alcance.
Estreia em jogos oficiais de Ricardo Sá Pinto ao leme do Sporting Clube de Braga, com uma moldura humana fantástica em pano fundo, pitando o estádio com o amarelo dos equipamentos dos anfitriões. O português alinhou com um 4-3-3 muito móvel, que em certas alturas do jogo era mesmo 4-4-2. O “joker” ia sendo André Horta, que ora estava na ala, ora jogava pelo meio, a aparecer muito em zonas de finalização.
Numa primeira parte com muito movimento junto das balizas, o Brondby IF começou muito bem, com 15 minutos onde impôs o seu ritmo, ganhando todas as divididas, utilizando o físico. Bom período inicial coroado com um autêntico “golaço” – que já se adivinhava –, num remate fortíssimo de ressaca por parte do médio Dominik Kaiser, que entrou mesmo ali um dorme a coruja.
Adivinhava-se uma tarde difícil para o SC Braga, avaliando pelo jogo que estávamos a ver, mas aos 17 minutos tudo mudou. Num livre batido rapidamente, André fez um excelente cruzamento para área e Paulinho, como um verdadeiro “poacher”, entre as duas torres centrais dos dinamarqueses, cabeceia com pouca força, mas colocado, desviando o esférico do alcance de Schwabe.
O 1-1, sem que nada o fizesse prever, mandou gelo para jogadores e adeptos, completamente em êxtase com o facto do Brondby IF se ter posto em vantagem. Os nervos aumentaram e associaram-se às dificuldades técnicas dos seus jogadores, gerando um erro defensivo por parte de Arajuuri, que André Horta, isolado, aproveitou para capitalizar de forma fácil.
Aos 20 minutos, o marcador já estava 1-2. Os dinamarqueses foram do céu ao inferno em cinco minutos e o que se seguiu foi um SC Braga a assumir toda a sua qualidade. Com mais bola e aproveitando mais erros claros do ponto de vista defensivo, até ao intervalo, os “Guerreiros do Minho” podiam ter faturado mais três vezes.
Os adeptos do Brondby estiveram incansáveis no apoio à sua equipa Fonte: Brondby IF
As equipas vieram do descanso e o Brondby volta a entrar bem no jogo, à semelhança do que fez na primeira parte. Avisaram primeiro aos 47 minutos, com uma grande mancha de Matheus a salvar os bracarenses, e concretizaram 120 segundos depois, por intermédio – mais uma vez – de Kaiser. O médio chegou, sem problemas, até muito perto da baliza do SC Braga com a bola controlada, perante uma autêntica passividade da defesa minhota, finalizando com um remate rasteiro e colocado.
No marcador já estava 2-2 e os dinamarqueses encontravam-se por cima no jogo. Aos 64 minutos tiveram mais uma ocasião clara e notava-se, cada vez mais, um clube minhoto que não estava confortável, talvez devido a alguma quebra física. Justamente por isto é que considero de algum modo “estranho” o facto de Sá Pinto apenas mexer no encontro já depois dos 65 minutos, quando se notava que o SC Braga já necessitava de sangue novo há algum tempo.
No entanto, as alterações pouco fizeram (no imediato) e o Brondby IF continuava melhor na partida, tendo mesmo mais duas oportunidades flagrantes: aos 77 minutos, pelo médio Kaiser, e aos 84, por Arajuuri. Matheus brilhou em ambos os lances, com duas grandes defesas.
Na ponta final do encontro, as substituições e os erros defensivos decidiram o jogo a favor dos “Guerreiros do Minho”. Aos 90+1, Ricardo Horta aproveitou bem o ressalto ganho de cabeça pelo recém-entrado Hassan e, isolado, finalizou com classe. Dois minutos depois, uma bola parada deu origem a confusão na área, aproveitada por Murilo – a meias com Hermanssson –, com o esférico a acabar no fundo das redes, fixando o resultado final em 2-4.
Foi daqueles jogos agradáveis para os espectadores – menos para os da casa, claro – com muitos golos, que surgiram por causa de muitos erros defensivos de ambos os lados. Para o SC Braga, este resultado coloca a equipa com “pé e meio” no play-off de apuramento para a fase de grupos da Liga Europa.
Foi também uma daquelas partidas em que o resultado foi muito melhor que a exibição. Matheus foi o melhor em campo, mas André Horta (golo e assistência), Hassan (a única alteração que entrou bem) e Pablo (o mais esclarecido na defesa) destacaram-se. Pela negativa, Paulinho pouco acrescentou a seguir ao golo, Bruno Viana e Fransergio tiveram um final de tarde desastroso. Os clubes portugueses somam e seguem no Ranking da UEFA, e isso é notícia.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:
Brøndby IF: Marvin Schwabe, Anthony Jung, Paulus Arajuuri, Hjortur Hermannsson, Kevin Mensah, Dominik Kaiser, Josip Radosevic, Kasper Fisker (Tibbling, 57′), Simon Hedlund, Kamil Wilczek e Mikael Uhre (Lindstrom, 67′).
SC Braga: Matheus, Sequeira, Bruno Viana, Pablo, Ricardo Esgaio, André Horta, Fransergio (João Novais, 68′), João Palhinha, Wilson Eduardo (Murilo, 71′), Ricardo Horta e Paulinho (Hassan, 81′).
O início do mês descrito por Dino Meira como o mais querido do ano arrancou com a confirmação dos rumores que fecharam as cortinas de julho: Malcom, contratado pelo FC Barcelona ao Bordéus no verão de 2018, trocara a Sagrada Família pelo Palácio de Catarina e assinara pelo Zenit por uma verba que pode alcançar os 45 milhões de euros, mediante objetivos.
O extremo brasileiro de 22 anos, que tinha protagonizado uma acesa e mediática disputa entre o emblema catalão e a AS Roma no ano anterior, protagonizou a segunda maior compra de sempre do emblema russo, igualando os valores encaixados pelo SL Benfica aquando da venda de Axel Witsel, só superado pelas seis dezenas de milhões pagos ao FC Porto pelo super-herói azul e branco, Hulk.
Após uma época abaixo das (muitas) expetativas, confluindo em apenas 24 jogos e quatro golos, o virtuoso canhoto assinou um contrato de cinco épocas com um clube que quer recuperar a hegemonia do passado e que, para isso, voltou a demonstrar a sua pujança financeira, após anos de abrandamento.
Envolta em polémica, os valores da transferência de Malcom para a Rússia acabaram por ficar relegados para segundo plano, bem como a qualidade que este pode vir a acrescentar, ofuscados por uma tarja exibida por um grupo de adeptos que, apelando à história do clube de São Petersburgo que, se manifestavam contra a contratação de jogadores negros por parte do Zenit.
Recorde-se que este episódio racista não é caso único. Ao longo dos anos, têm sido inúmeras as situações descritas por jogadores adversários como sendo alvo de provocações de índole racial, doutrina que uma fação significativa dos adeptos do clube fundado em 1925, em homenagem em Stalin, não renega e segue com orgulho.
O foco deste texto não é, no entanto, recordar a história homofóbica e racista escrita pelos seguidores do Zenit nas bancadas de toda a Europa, mas tentar perceber a mais recente pujança financeira apresentada pelo clube favorito do presidente Vladimir Putin.
O último ano do século transato apresentou aos adeptos do futebol o clube de São Petersburgo como uma das equipas a considerar no século XXI. A conquista da Taça da Rússia, em 1999, preconizou aquele que seria o começo de um caminhado de sucesso, primeiro internamente – terceiro classificado em 2001 e vice-campeão em 2003, valendo-lhe a classificação para a já extinta Taça Uefa – e depois a nível internacional, tendo atingido o seu zénite (perdoem-me o trocadilho) no final da década, quando arrecadou a Taça Uefa e a Supertaça Europeia, frente a um Manchester United destruído por um madeirense de nome estrangeiro.
Mas, afinal de contas, o que mudou para que um clube, até então, de expressão europeia nula, se erigisse como um dos mais poderosos em tão pouco espaço de tempo? A resposta está na pergunta: contas.
Em 2005, um consórcio daquele país – cujo nome já deve ter visto um número incontável de vezes em camisolas de futebol, placards publicitários ou conferências de imprensa – adquiriu o atual primeiro classificado da Russian Premier-Liga, ao comprar as ações da equipa que estavam no poder da Casa Bancária de São Petersburgo, um grupo bancário local.
A Gazprom, de seu nome, que tinha aproximadamente 25% das ações do clube, pagou entre 30 a 40 milhões de euros ao banco referido no parágrafo acima (detentor de 70% do clube à época) e, segundo a imprensa local da altura, o novo dono do clube teria de investir anualmente montantes comparáveis aos que pagou ao grupo bancário.
Deste modo, a maior empresa de gás natural do mundo – em 2012, detinha um orçamento estimado superior a 100 biliões de dólares – assumia-se também como uma potência no futebol, por meio do investimento megalómano num clube russo.
O êxito no segmento enérgico, que se explica à luz de uma lei nacional que lhe concedeu a exclusividade nas operações e o monopólio sobre a exportação de gás natural, precedeu o êxito no futebol, o que levou a Gazprom – ciente do potencial de mercado que o futebol proporciona – a estender o seu investimento a outras ligas, consolidando-se fora de portas: o Schalke 04, em 2007, foi a primeira presa do polvo russo; de lá para cá, bares, restaurantes e lojas de Gelsenkirchen contaram com um novo aliado no que respeita a fornecedores de gás. Em 2012, o gás encontrou-se com o petróleo em Stamford Bridge e o Chelsea tornara-se a mais recente parceria da empresa de gás natural.
Na Sérvia, país no qual a Gazprom foi responsável pela construção de um importante gasoduto, o FK Estrela Vermelha de Belgrado foi o principal beneficiado: numa operação de charme, a todo-poderosa russa não só investiu no clube de Belgrado, como também garantia incentivos financeiros por bom desempenho das promessas jovens da equipa nas competições nacionais e internacionais.
Como se não bastasse a desvantagem competitiva que esta situação gerava nos demais clubes da liga russa, em 2008 o Zenit resolveu adquirir o melhor jogador do campeonato a um rival: naquela que foi a segunda contratação mais cara do ano, logo a seguir à de Dani Alves do Sevilha para o FC Barcelona, Danny rumou a São Petersburgo por 30 M€, deixando o Dínamo de Moscovo órfão do melhor jogador. Esta contratação marcou o início da viragem do paradigma das contratações russas até então.
Fonte: Zenit
Em 2012, num raide fulminante no último dia de mercado em Portugal, o clube russo levou aqueles que eram, provavelmente, os dois jogadores mais valiosos em Portugal por 100 milhões de euros: Hulk e Witsel deixavam, respetivamente, Porto e Benfica rumo ao país mais oriental da Europa.
Num ápice, o clube que até 2007 o melhor resultado que tinha alcançado na principal competição interna em mais de 80 anos de história tinha sido o segundo lugar, vê-se com quatro campeonatos e vários percursos meritórios nas competições europeias. Contudo, 2015 levou a um abrandamento no investimento que levou ao interregno nas conquistas, só conseguindo recuperar a glória na última época. Coincidência?
Num artigo publicado pelo site The Black Sea, no âmbito da investigação Football Leaks, desenvolvida pelo consórcio EIC (European Investigative Collaborations) e traduzido pelo semanário Expresso, Craig Shaw, Zeynep Seintek e Yann Phillipin explicaram o declínio do investimento do Zenit, sob a batuta da expressão “dopping financeiro”.
Nesse artigo, os autores desvendam que a UEFA escondeu como a Rússia fez doping financeiro com os seus clubes de futebol, numa violação clara das regras de “fair play” financeira. Empresas estatais russas controladas pelo governo de Vladimir Putin gastaram mais de 1500 milhões de euros em quatro equipas de topo, incluindo o Zenit.
A entrada em cena dos Regulamentos de Licenciamento de Clubes e Fair Play Financeiro da UEFA obrigaram assim o clube russo a um desinvestimento abrupto, sob o signo de serem severamente castigados. Em 2017, porém, o Zenit foi dispensado das medidas restritivas impostas na sequência dos acordos que assinaram com a UEFA e pôde voltar aos velhos hábitos de adquirir o peixe graúdo no injusto oceano do poder, como provam os 45 M€ gastos em Malcom.
Com a chegada da etapa sete, chegavam também as dificuldades. Com o final a coincidir com o segundo ponto mais alto de Portugal continental. Os corredores que partiram de Bragança e tiveram como local de chegada a Serra do Larouco, em Montalegre. O final seria culminado com um prémio de montanha de primeira categoria, numa escalada de 9,2 quilómetros a 5.8% de inclinação média. A cerca de 40 quilómetros da meta, uma contagem de 1ª categoria em Torneiros, com 4,5 quilómetros a serem feitos com as pendentes a 8,7 % de inclinação já seria uma quebra pernas para o pelotão.
Antes disto tudo ainda havia uma contagem de 2ª categoria na Bolideira. Uma etapa que ficou marcada pelo vento e chuva durante o percurso e muita nebulosidade na parte final da subida ao Larouco.
Em 2014, David Belda foi quem levou a melhor no alto do Larouco. O português Luís Gomes da Rádio Popular Boavista foi quem venceu na chegada de hoje.
Fonte: Volta a Portugal
Uma etapa que já se previa complicada, teve uma fuga numerosa. Com 25 quilómetros corridos, juntaram-se na frente vários ciclistas: Brice Feillu (Team Arkéa Samsic), Álvaro Cuadros (Caja-Rural-Seguros RGA), Leandro Oyola (Medellin), Omer Goldstein (Israel Cycling), Marco Tizza (Amore & Vita-Prodir), David Livramento (Sporting-Tavira), Filipe Cardoso (Vito-Feirense), Mathias Reutmann (Swiss Racing Academy), Osório (Oliveirense-InOutBuild), Hugo Sancho (Miranda-Mortágua), Luís Gomes e Hugo Nunes (Rádio-Popular-Boavista) saíram para terminar com sucesso a sua iniciativa.
David Livramento ganhou a meta volante em Vinhais Fonte: Volta a Portugal
Luís Gomes defendeu bem a sua camisola da montanha, apoiado do seu colega Hugo Nunes. Uma fuga recheada de talento, mas que foi perdendo unidades ao longo do tempo decorrido. O pelotão deixou a fuga ganhar uma vantagem enorme no início da etapa, dando indicações que o vencedor sairia do grupo fugitivo.
Lá atrás, o pelotão era comandado pela W52-FC Porto que assumia o controlo do ritmo no grupo principal. Foi assim durante grande parte da etapa, tal como foi na subida final até à meta. Ricardo Mestre impôs um ritmo elevado, ficando o grupo rapidamente reduzido a 15/20 unidades. A Aviludo-Louletano também trabalhou nesta etapa, principalmente na hora de tirar tempo à fuga e na fase final da tirada.
Na frente, Álvaro Cuadros ia lançado para a vitória, nos últimos dois quilómetros, mas foi alcançado pelo grupo perseguidor, que trazia Luís Gomes, Hugo Sancho e Mathias Reutimann. No final, o espanhol ficou para trás e os três homens ultrapassaram-no diretamente. No sprint final, o boavisteiro acabou por levar a melhor num sprint até ao risco de meta. Hugo Sancho fez segundo e Reutimann ficou no último lugar do pódio.
Luís Gomes mostrava-se muito emocionado na chegada após a vitória na etapa, com este a ser o marco mais importante da sua carreira. O camisola de montanha estava na fuga para amealhar mais pontos para conservar a sua camisola azul, mas acabou por conseguir algo mais, conseguindo a sua primeira vitória aos 25 anos.
Luís Gomes venceu a etapa 7 e consolidou ainda mais a sua posição na classificação da montanha Fonte: Volta a Portugal
Mas esta etapa também tinha contas para a geral individual. A única movimentação foi feita por Jóni Brandão, que estava a 25 segundos da amarela e em quarto lugar na geral. Com a sua aceleração, o camisola amarela ficou para trás, no entanto, o seu colega João Rodrigues, que era segundo, tentava reduzir as diferenças para o ciclista da Efapel.
O ataque podia pecar por tardio, visto que foi feito a pouco mais de um quilómetro da chegada, mas Jóni não só ganhou os 25 segundos que tinha em atraso para Veloso, como ainda ganhou os dez segundos que o separava de João Rodrigues. Ultrapassava também o terceiro lugar, de Vicente De Mateos, que tinha três segundos a menos, visto que este já tinha ficado para trás há bastante tempo, ele que foi um dos derrotados do dia.
Jóni assume assim a camisola amarela, com 1 segundo de vantagem para o segundo lugar de João Rodrigues. Gustavo Veloso está em terceiro, a 15 segundos da amarela.
Daniel Mestre mantém-se em corrida e na liderança da camisola dos pontos e Luís Gomes continua líder na montanha. A classificação coletiva agora é liderada pela Boavista, saindo a W52-FC Porto da primeira posição.
Três meses depois voltará a haver jogo jogado em Portugal para o campeonato. A espera já era muita e muito se quer ver nesta nova época. Para isso, a pouco mais de um dia de começar o campeonato, fica aqui uma análise à primeira inaugural.
A Primeira Liga tem o seu início marcada para na sexta feira, às 20:30, com a deslocação do Belenenses SAD ao estádio do Portimonense SC. Separadas apenas quatro pontos no término da época transata, ambas as equipas demonstraram um futebol positivo e ideias de jogo bastante assertivas. Os homens de Silas foram já eliminados pelo CD Santa Clara para a Taça da Liga. Por sua vez, Folha e companhia bateram a Académica por 2-0 e vão assim com o moral reforçado.
Sábado é dia de dose tripla. No primeiro jogo do dia, às 16:30, o Santa Clara recebe o recém-promovido FC Famalicão e parte claramente como favorito para este jogo: venceu os homens do Restelo na eliminatória da Taça da Liga, fizeram um ótimo campeonato na época anterior e defrontam uma equipa que militava na divisão abaixo. Todavia, a equipa do Famalicão reforçou-se bem e terá certamente uma palavra a dizer.
Mais tarde, às 19h o Futebol Clube do Porto desloca-se ao terreno do Gil Vicente FC. Barcelos volta ao fim de alguns anos a receber um jogo da primeira liga e logo frente aos azuis e brancos. Escusado será dizer que os companheiros de Sérgio Conceição partem com o favoritismo do seu lado mas o Gil tem um treinador que conhece o futebol português quase como ninguém (Vítor Oliveira) e poderá muito bem criar dificuldades.
O Benfica é o detentor do título Fonte: Liga Portugal Fonte: Liga Portugal
No último jogo de sábado, às 21:30, o SLB Benfica recebe o Paços de Ferreira, que eliminou o Estoril SAD nas grandes penalidades da Taça da Liga. Os encarnados são os principais candidatos à vitória e só uma hecatombe é que fará com que os três pontos não fiquem na Luz. Os “castores” voltam assim ao campeonato e logo como uma ida ao estádio da Luz.
No domingo teremos quatro jogos para acompanhar. Às 16h o estádio do Bessa recebe o Boavista FC -CD Aves, num jogo que opõem dois treinadores míticos em Portugal: Lito Vidigal e Augusto Inácio. As ‘panteras negras’ começaram a época da pior maneira possível ao perderam por 2-0 frente ao Casa Pia AC na eliminatória da Taça da Liga, porém, o Aves teve um início semelhante, dado que também foi eliminado, mas pelo Gil Vicente. Resumindo, são duas equipas difíceis de prever e só o jogo de domingo ditará a postura de ambos os conjuntos.
Logo de seguida, às 18:30, o Sporting entra em ação e desloca-se ao estádio dos Barreiros. Numa deslocação sempre difícil, os orientados de Keizer irão defrontar os homens de Nuno Manta Santos, treinador que levou o CD Feirense a alcançar a pior pontuação de sempre. Os leões são, de facto, os favoritos para este encontro, mas este não será um jogo propriamente fácil para a turma de Alvalade.
Depois, dois jogos quase à mesma hora: às 20.30 o Rio Ave FC recebe o Vitória Sport Clube e o às 21H o Moreirense FC desloca-se ao terreno do SC Braga. O primeiro desses dois jogos marca o regresso de Carlos Carvalhal: será que o treinador português irá trazer influências positivas de Inglaterra? Do outro lado, Ivo Vieira iniciará o campeonato num clube diferente depois de ter um feito um trabalho extraordinário no Moreirense. No segundo jogo, Ricardo Sá Pinto estreia-se em casa e logo frente ao desconhecido Vítor Campelos, técnico que assumiu a liderança em Moreira de Cónegos.
Por fim, no último jogo da jornada, o Vitória Futebol Clube recebe na segunda feira o CD Tondela. Os homens de Sandro Mendes iniciam assim o campeonato frente aos ‘beirões’ e têm tudo para começar a época da melhor maneira.
Na passada segunda-feira, teve lugar em Nyon, na sede da UEFA, o sorteio do playoff de acesso à fase de grupos da Liga Europa. SC Braga e Vitória SC ficaram assim a conhecer os possíveis adversários que terão pela frente no play-off caso ultrapassem as respectivas eliminatórias.
O Sp. Braga, que tem pela frente o Brondby (Dinamarca), se vencer, medirá forças com o vencedor do desafio entre FC Thun e Spartak Moscovo (Rússia), enquanto o Vitória SC, que tem de bater os letões do Ventspils, defrontará o vencedor do encontro entre os romenos do FCSB e os checos do Mladá Boleslav.
Fica desde já uma primeira nota: encontra-se a decorrer uma eliminatória referente ao apuramento para a Liga dos Campeões disputada entre uma equipa portuguesa – FC Porto, e uma equipa russa – Krasnodar, e existe a hipótese de vir a acontecer um outro duelo entre portuguesas e russos (SC Braga e Spartak Moscovo). Ora uma hipotética vitória dos dois clubes lusos poderá significar um rude golpe infligido por Portugal à Rússia na disputa pelo Ranking da UEFA.
Não há dúvida que é um bom sorteio para o Vitória SC, que evita assim defrontar o PSV e o Wolverhampton, apesar de ter poder vir a ter pela frente uma equipa experimentada nas lides europeias como o FCSB; enquanto o SC Braga, que já tem a difícil tarefa de eliminar o Brondby, teve a pouca sorte de poder vir a medir forças com o mais forte dos não cabeças de série, o Spartak Moscovo.
Como o povo costuma dizer, “a bola é redonda” porém é legítimo atribuir o favoritismo ao Spartak Moscovo relativa ao FC Thun. Por isso, pode-se dizer com alguma segurança de que é mais provável que os arsenalistas venham a defrontar o clube moscovita, o que não será “pêra-doce”. Afinal trata-se de um dos clubes míticos da Rússia e até do futebol europeu, cuja fervorosa massa adepta é reconhecida pela sua forte cultura “ultra”. A turma de Sá Pinto irá, pois, encontrar no Spartak Stadium um ambiente muito hostil gerado pelos adeptos, em especial, do seu principal grupo organizado de adeptos, a FRATRIA.
Os Krasno-Belye (em português, alvirrubros) já iniciaram o respectivo campeonato russo no qual já realizaram quatro partidas, apresentando-se, por isso, com uma melhor forma física. Todavia, o clube de Moscovo teve um início de campeonato atribulado: conta com uma vitória, dois empates e uma derrota. Na verdade, e apesar de apenas ter realizado quatro jogos no seu campeonato, o actual plantel do Spartak Moscovo parece mais frágil se o compararmos com o que foi campeão em 2016/17 quando ainda era técnico o italiano Massimo Carrera.
É preciso também notar, ocorreram várias saídas importantes de jogadores do seu plantel, como Luiz Adriano (Palmeiras), Fernando (BJ Sinobo Guoan), Zé Luis (FC Porto), Bocchetti (Hellas Verona) e Sofiane Hanni (Al Gharafa). Ainda assim, é importante destacar que entre os seus reforços para a corrente época, o Spartak Moscovo conta com nomes sonantes como André Schürrle, Ezequiel Ponce e Guus Til. Alinha também formação russa um jogador bem conhecido do futebol português: o paraguaio Lorenzo Melgarejo.
O FC Thun apresenta, claramente, um nível de dificuldade menor para o SC Braga, caso venham a defrontar-se. O clube helvético já iniciou a Super League da Suíça, tendo realizado três jogos sem conseguir ainda uma vitória (dois empates e uma derrota).
André Schürrle, o reforço mais sonante do Spartak Moscovo para 2019/20 Fonte: Spartak Moscovo
Para o Vitória SC, como se disse, a sorte foi mais sorridente: conseguiu evitar os dois clubes teoricamente mais fortes Wolverhampton e PSV. Entre FCSB e Mladá Boleslav, o clube romeno é, sem qualquer dúvida, o que poderá causar maior dificuldade ao Vitória SC, não só em razão dos “argumentos” do seu plantel, mas também pela sua experiência e regularidade nas competições europeias.
FCBS é o nome oficial do conhecido Steaua Bucareste e que foi obrigado a adoptar em virtude dos litígios judiciais entre o clube e o Ministério da Defesa da Roménia que se arrogou, em nome do exército romeno, de ser dono do nome e do símbolo do Steaua. Na Liga I, encontra-se no 7.º lugar, com uma vitória, um empate e uma derrota, e na época passada foi vice-campeão. Na formação orientada pelo técnico Bogdan Andone, alinha o conhecido português Diogo Salomão, formado no Sporting CP, e o luso-descendente Thierry Moutinho. Conta com cinco internacionais romenos – Mihai Pintilii, Mihai Balasa, Deniis Man, Florin Tanase e Jukian Cristea. A formação romena dispõe ainda dos jovens Dennis Man e Florin Coman que brilharam ao serviço da selecção romena na última edição do Campeonato Europeu de Sub-21.
O Mladá Boleslav também já começou a Fortuna Liga da República Checa, tendo obtido duas vitórias e sofrido uma derrota; mas contrariamente ao adversário romeno, tem um currículo desconhecido nas competições europeias. As suas grande referências a nível de jogadores são os avançados Komlichenko e Mesanovic.
De referir por último que o FCBS entra para o confronto com os checos do Mladá Boleslav após um desaire por 2-1 no terreno do Astra e com duas baixas de peso por lesão: o lateral Alexandru Stan, médio Olimpiu Morutan e o avançado Dennis Man. No entanto, o clube romeno assume, à semelhança do Spartak Moscovo, inteiro favoritismo para carimbar a passagem à próxima fase da competição europeia e, por isso, é o adversário mais provável do Vitória SC no playoff.
Em conclusão, o Braga e o Vitória, caso ultrapassem a 3ª eliminatória da Liga Europa, poderão vir a ter desafios complicados pela frente apesar de os dois clubes minhotos terem argumentos para os superar. É, pois, chegada a hora de mostrarem à Europa o que valem!
Com o mercado a encerrar a 2 de setembro, há ainda tempo para entradas e saídas no plantel do SL Benfica. Apesar de bem apetrechado, com várias soluções de qualidade e polivalência, há ainda espaço para entradas e ainda mais para saídas. Bruno Lage quer contar com um plantel curto e competitivo, com cerca de 20 jogadores de campo. De momento, trabalham exclusivamente às ordens do setubalense 26 futebolistas que não os guarda-redes. Como tal, até final do mercado, deverão abandonar o grupo seis jogadores. Por outro lado, acredito que se juntem três novos nomes aos comandados de Lage, que terá na equipa B um viveiro, onde jovens como Nuno Santos e Tiago Dantas poderão crescer e ingressar no plantel mais tarde.
O FC Porto defrontou e venceu o FK Krasnodar num jogo a contar para a terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões. Os dragões demonstraram que a pontaria ainda necessita de mais treino, assim como a coesão defensiva. Apesar de não terem conseguido o domínio total do adversário, saíram da Rússia com um bom resultado e com a possibilidade de seguir em frente na Liga dos Campeões.
Os dez minutos iniciais foram um reflexo do resto da primeira parte. Muita posse de bola do FC Porto e muita atividade no setor ofensivo, mas com pouca pontaria e dinamismo na finalização. Soares esteve desde logo muito interventivo na tentativa de inaugurar o marcador, através dos dois remates que fez logo no início do primeiro tempo. O primeiro a ser bloqueado pelo adversário e o segundo a sair muito acima da baliza do russo Safonov.
Dois minutos depois, a grande oportunidade dos primeiros quarenta e cinco minutos. Sérgio Oliveira pressionou com profundidade no meio campo, recuperou a bola e passou de imediato na diagonal para Marega que ficou na cara do golo, mas o maliano não conseguiu acertar no alvo e atirou ao lado.
Foi em cima do primeiro quarto de hora que se deu a primeira investida do FC Krasnodar. Arranque pelo lado direito e numa jogada de insistência a bola sobra para Cabella rematar em força, mas foi em demasia e Marchesín só viu a bola a subir.
Mais uma ocasião mal aproveitada por parte da equipa de Sérgio Conceição. Moussa Marega ganha fisicamente no corredor direito, entra dentro de área com a bola à procura de alguém em boa posição e acaba por encontrar Soares, mas este não consegue rematar de primeira e a bola é cortada para Corona, que roda e chuta com pouca força, mas com a direção certa.
Pela meia hora de jogo podia-se concluir que havia um FC Porto muito atacante, mas a pecar em colocar a bola no fundo das redes. Soares, após cruzamento para o segundo poste de Manafá, acerta na bola, mas com pouca intensidade. De seguida Baró, fora de área, tenta a sua sorte com um remate que sai muito deslocado do alvo.
O FC Krasnodar queria aproveitar a ineficácia portista e após falta cometida por Danilo muito perto da grande área dos dragões, sancionada com cartão amarelo, o sueco Marcus Berg desperdiça a oportunidade e envia o esférico por cima. Último lance de perigo da primeira parte, ia para intervalo um jogo sem golos e com pouca emoção, mas que mostrava potencial para desenvolver na segunda parte. O FC Porto manteve o controlo, mas o FK Krasnodar demonstrou que podia surpreender a qualquer momento.
Após o intervalo no confronto entre russos e portugueses, pode-se dizer que Marega veio com a corda toda do balneário e “pôs-se a andar” sozinho para baliza, mas assim que os adversários o rodearam rematou. Apesar de ter sido com força, a bola foi à figura do guarda-redes russo.
Sérgio Oliveira marcou o único golo da partida através da cobrança de uma pontapé de livre Fonte: FC Porto
Tonny Vilhena inspirou-se em Marega e quis tentar também a sua sorte, assumindo o lance desde trás e levando a bola com ele, mas ainda assim estava a alguns metros da baliza e saiu muito pior do que no lance do maliano.
Estava então na altura do FC Porto mexer no jogo e o colombiano Luis Díaz entrava em campo ocupando a vaga de Romário Baró, que estava já amarelado. O colombiano entrou com tudo e poucos minutos depois já criava perigo para a baliza do FC Krasnodar, não fosse o seu central a cortar a bola com a cabeça. Dava-se também a primeira substituição dos russos com a entrada de Suleymanov, para a saída de Namli, um dos melhores do emblema russo até ao momento.
Eram poucas as ocasiões de perigo no jogo e os treinadores continuavam a apostar nas substituições para dar algo diferente à partida. Do lado da equipa da casa entrava Fjóluson e saía Kambolov e no FC Porto era o especialista em futebol russo dos dragões, Zé Luís, que tinha a sua oportunidade de mostrar o que vale.
Perto dos 80 minutos, grande defesa de Marchesín, o novo guarda redes do FC Porto, que mostrou bem o porquê de ser o novo número um de baliza dos azuis e brancos. Monumental o argentino, que negou um golo que era quase certo para o FC Krasnodar e que, muito provavelmente, colocaria a equipa russa em vantagem na eliminatória.
Os dragões quiseram reagir, o jogo estava já a roçar os 89 minutos, já com Otávio em campo, e eis que há uma falta sobre Zé Luís à entrada da área. Sérgio Oliveira, assim como Alex Telles foram chamados à marcação. O português assume a cobrança e com um remate em força desfaz o empate e coloca o FC Porto em vantagem. Grande golo do centro-campista que deixa a equipa mais tranquila para o próximo jogo no Estádio do Dragão, na terça feira.
O FC Porto fica assim mais perto da próxima pré-eliminatória da Liga dos Campeões e basta um empate no Estádio do Dragão para que os azuis e brancos possam defrontar o Olympiacos FC ou o Başakşehir FK. Apesar da ineficácia, a equipa portuguesa cumpriu o objetivo, mas não se pode deixar adormecer na próxima partida. Foi visível alguma falta de ritmo competitivo, mas a máquina afinar-se-á ao seu próprio ritmo.
Os rumores relativos à possível saída de Bruno Fernandes continuam a surgir e essa ideia vai sendo partilhada pelos diferentes órgãos de comunicação social. Deste modo, caso a sua saída seja confirmada, o que será do Sporting CP?
Após uma estrondosa e embaraçosa goleada frente ao eterno rival, os alarmes soaram nos adeptos leoninos. Há o receio de que a equipa não tenha qualidade suficiente para lutar por lugares cimeiros, muito menos pelo título de campeão. No entanto, é Bruno Fernandes quem vai disfarçando as inúmeras fragilidades da equipa. A meu ver, o plantel apresenta algumas fragilidades, sobretudo em termos de extremos criativos e pontas de lança com maior mobilidade e matadores. Infelizmente, não se prevê que cheguem novos reforços e, a confirmar-se, a saída do médio português indicará um mau presságio para a equipa de Alvalade.
Bruno Fernandes é atualmente o melhor jogador a atuar na liga portuguesa. É um médio de classe, com boa visão de jogo, agressivo na pressão, com boa qualidade técnica e muita inteligência na ocupação de espaços. Para além disso, tem uma excelente meia distância, assim como cobra livres de forma exemplar. Qualquer equipa em Portugal que se visse privada de um jogador deste calibre sentiria a sua falta e, no plantel atual do Sporting CP, essa diferença de qualidade tornar-se-á ainda mais gritante.
Se a saída se concretizar, o Sporting perde o seu capitão e o seu melhor jogador Fonte: Sporting CP
Contudo, não é apenas como jogador que Bruno Fernandes se destaca no clube. É um capitão como há muito não se via. Para dentro, assumiu uma postura de total compromisso e exigência para com os seus colegas e com certeza essa atitude faz com que os outros jogadores queiram estar ao nível do internacional português. Além disso, a forma como comunica para fora, sobretudo nas suas redes sociais, é de extrema importância, até porque possui um estatuto tal que todos os adeptos o acarinham e respeitam, sabendo de antemão que dele haverá sempre esforço e dedicação.
Concluindo, não quero sinceramente imaginar o que poderá ser do Sporting CP sem Bruno Fernandes. É um jogador indiscutível e os leões serão sempre mais fracos se não estiver em campo. Caso a sua saída se confirme, das duas uma: ou contratam outro jogador de grande qualidade ou a equipa passará por um mau bocado ao longo da época. Oxalá esteja enganado.