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Há vida além dos grandes

Portugal é um país sui generis no que a futebol tange. Ao contrário da maioria das nações do mundo, apenas duas cidades tiveram clubes campeões nacionais. Falamos, pois, dos dois maiores centros urbanizacionais do país: Porto e Lisboa.

Dentro destas, apenas, dois emblemas, por uma vez cada, conseguiram “furar” o crónico domínio dos três mais titulados. Como todos saberão, tal ocorreu com o Belenenses, na longínqua temporada de 1946 e com o Boavista no virar deste século.

Fora estes, assistimos a algumas ameaças ao crónico domínio dos três mais titulados, sendo que, tal ataque ao poder faz-se por ciclos. Poderemos falar do ciclo do Belenenses (com o tal título) da Académica de Coimbra, do Vitória FC, do Vitória SC, do Boavista (que também conheceu a glória) e nos dias que correm do SC Braga.

Os axadrezados foram o último clube “pequeno” a vencer o campeonato português
Fonte: Boavista FC

Contudo, ao mencionarmos estes emblemas, falamos de projectos dotados de pouca sustentabilidade e, quase sempre, dotados do arrojo e da ambição de uma direcção menos conformista, mas destinados a soçobrar perante qualquer contrariedade, ou uma simples mudança de rumo desportivo. Aliás, bastará ver que nenhum destes emblemas conseguiu criar um modelo que o fizesse perpetuar-se como alternativa.

Tal, levará à sacramental questão, da razão que leva  a que tal ocorra? A resposta deverá ser encetada pelo tecido social. Na verdade, para entendermos o nosso mundo e a sua ambiência, deveremos conhecer as pessoas que nele vivem. E, falando de futebol português, diremos, com tristeza, que a maioria dos adeptos, apenas, têm olhos para os três mais fortes. Salvos raras excepções e alguns clubes que são “ aldeias dos gauleses no meio dos romanos”, o adepto português não tem predilecção pelo jogo em si e muito menos é dotado do telurismo necessário para amar o que lhe está próximo.

Tal ajudará a que uma qualquer campanha de marketing de um emblema titulado possa ser um êxito a 400 quilómetros de distância, enquanto o clube próximo (mas que não ganha!) não consegue que uma mera campanha de angariação de sócios decorra de modo satisfatório.

Além disso, há a imprensa. Deixemo-nos de dourar a pílula! Todos os jornais mundiais que falam de futebol, procuram conquistar os leitores através de títulos apelativos sobre os maiores clubes, os que mais vencem!

Porém, os jornais portugueses levam esta tendência ao extremo! Falamos de órgãos de comunicação social utilizados para incensar os clubes mais fortes, tendo cada uma preferência bem declarada e não dando espaço aos demais emblemas. Na formação do adepto pelos meios de comunicação social será mais importante o jogo entre a equipa de reservas de um desses emblemas do que um jogo das competições europeias de uma equipa que não pertence aos mais fortes. Obviamente, que a intoxicação começa desde o berço.

Falemos das televisões… incapazes de reconhecerem méritos a emblemas que tudo fazem para crescer. Capazes de terem programas em que três elementos de painel falam, como se estivessem na mesa de um café, durante horas, mas sem tempo para dar contraditório aos emblemas que contra eles jogam, sem tempo para dar a conhecer outras realidades, outros mundos, outras ambições.

Nestas, nos jornais e, agora, até nas redes sociais, uma nova forma de doutrinar: os opinion-makers. Aqueles que, além de nos jornais professarem que no país só há três cores, utilizam o Facebook, o Instagram e afins para espalharem essa mentalidade e doutrinarem segundo o clube da sua predilecção…

Aliás, a comunicação social portuguesa até dá a entender que o melhor no país seria apenas existirem os mais fortes. Poupavam-se páginas, o jornal sairia mais barato, nas televisões ninguém recalcitraria, e seria um êxito. Porém, o mundo não é como eles querem…

Só o SC Braga tem-se conseguido intrometer na luta pelo pódio nos últimos anos
Fonte: SC Braga

O SC Braga tem ambições em afrontar o poder deles mais uma vez e entrar na fase de grupos da Liga Europa! O Vitória SC quer aproximar-se e entrar, também, fase de grupos da Liga Europa! A Taça de Portugal, depois de alguns anos, só no pretérito voltou a ter dois dos mais titulados a disputá-la… isto depois de Académica, Vitória SC, SC Braga e Desportivo das Aves terem nela saboreado a glória! A Taça da Liga, apesar de ter passado incógnito nos jornais, até já teve o Moreirense como vencedor… engraçado as vezes que o ano passado os jornalistas se referiam ao Sporting como “campeão de Inverno” e como olvidavam isso aquando da primeira equipa a ostentar tal honra: o Moreirense.

Porém, os adeptos, os verdadeiros que amam o desporto rei, estão atentos e vigilantes no sentido de impedir que o desporto-rei nacional se torne um monopólio cada vez mais declarado. Há vida, e bem saudável, além dos ditos grandes!

Foto de Capa: Boavista FC

Artigo de opinião de Vasco André Rodrigues

artigo revisto por: Ana Ferreira

Qual o melhor contexto para integrar os jovens da formação?

Esta pré-temporada ficou marcada por um pormenor em comum nos três grandes: a aposta na formação. Para começar a preparar a nova época, os treinadores dos três grandes decidiram apostar na formação e chamar jovens vindos directamente das camadas jovens para treinar com a equipa principal e poderem ser avaliados e terem uma oportunidade a conquistar um lugar no plantel, ou simplesmente, a terem uma aprendizagem que lhes poderá ser útil no futuro.

Todos estes jovens chamados pelos três grandes tiveram a oportunidade de ter minutos de jogo na pré-temporada. O principal objectivo na pré-temporada é testar novas soluções através da formação (e não só) e criar um grupo. Como tal, dentro deste contexto, os jovens integrados nos trabalhos de pré-temporada têm de sentir que fazem parte do grupo e que o treinador conta para com eles para a temporada.

Mas afinal, qual é o melhor contexto para integrar um jogador vindo da formação num jogo da equipa principal? Há uns tempos atrás, o cenário mais habitual de se ver eram os miúdos a jogar junto com outros jogadores que não eram opções habituais no plantel. Mas aos poucos, o cenário tem vindo a mudar.

Thierry Correia tem boas possibilidades de ser titular na Supertaça
Fonte: Sporting CP

Nesta temporada, jogadores como Nuno Tavares, Thierry Correia, Diogo Costa, Tomás Esteves, Romário Baró e Fábio Silva tiveram algo em comum: todos eles tiveram minutos de jogo na pré-época, num onze maioritariamente composto por jogadores titulares.

Na minha opinião, este é o melhor contexto para avaliar os jovens que transitam directamente da formação para a equipa principal. Porque, no final de contas, integrá-los na equipa-base com muitos jogadores titulares é o melhor contexto. Isto permite aos treinadores avaliar se estes conseguem encaixar nesse mesmo contexto e se estão preparados para encarar desafios mais exigentes na equipa principal.

Neste aspecto, acho que os jovens lançados por Sérgio Conceição deram uma resposta particularmente positiva, visto que conseguiram sobressair no contexto em que foram lançados, apesar das características de cada um deles (nomeadamente de Romário Baró) não serem as ideais para o modelo de jogo de Sérgio Conceição.

De qualquer das maneiras, folgo em saber que aos poucos e poucos, vai mudando o paradigma no futebol nacional em termos da aposta na formação e que os jovens vão começando a ter mais oportunidades, mesmo num contexto que não seja o mais propício às suas potencialidades.

Foto de Capa: Liga Portugal

artigo revisto por: Ana Ferreira

 

O grito de Dalilah

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O recorde mundial dos 400 metros barreiras tinha 16 anos. Várias vezes falámos da possibilidade do recorde da disciplina estar em risco de cair tanto no masculino como no feminino, coisa que acabou por acontecer. Neste último domingo à noite o recorde feminino foi quebrado.

É curioso que mesmo sendo a campeã olímpica e desde 2016 a 6ª mais rápida de sempre na distância, a norte-americana Dalilah Muhammad não dominava as conversas para a quebra do recorde mundial. Essa honra pertencia à jovem Sydney McLaughlin que parecia destinada a bater o recorde da russa Yulia Pechonkina.

McLaughlin era, à partida da final dos Campeonatos Norte-americanos, a líder mundial de 2019 e aos 19 anos a 9ª mais rápida de sempre na distância com barreiras. É alguém que muitos apontam como a maior promessa do Atletismo mundial feminino e domingo voltou a correr muito rápido (52.88s, na que seria a melhor marca do ano).

Mas quando chegou à meta parecia distante, muito distante de Muhammad. Isto porque Dalilah Muhammad voou fazendo uma corrida que parecia um ‘grito de revolta’, um grito para mostrar “eu estou aqui e sou a campeã olímpica por algum motivo”. Correndo como nunca alguém correu, os seus 52.20s retiraram do livro dos recordes os 52.32s da russa Pechonkina, que foram alcançados em Agosto de 2003, na Rússia.

Dalilah Muhmmad tentará agora, aos 29 anos, conquistar o que nunca alcançou: o título mundial de séniores! É verdade que foi campeã mundial juvenil em 2007, mas isso não é a mesma coisa. Como sénior, além do título olímpico, foi por duas vezes medalhada de Prata em Mundiais: Moscovo em 2013 e Londres em 2017, perdendo para a compatriota Kori Carter quando era a grande favorita após a vitória nos Trials norte-americanos.

Quanto a Sydney, aos 19 anos, ainda terá com certeza muitas oportunidades de se aproximar ou bater essa marca mundial e também estará em Doha a lutar pelo título mundial.

A expressão de Sydney McLaughlin reflete o que vimos em pista
Fonte: USATF

Na distância mais curta, os 100m barreiras, Kendra Harrison provou estar em excelente forma com 12.44s, com ventos contrários de -1.2. À recordista mundial juntam-se em Doha a campeã olímpica (Brianna McNeal) e Nia Ali (Prata no Rio), um ano depois do nascimento do 2º filho (e o pai é um tal de Andre de Grasse!).

Nos homens, os jovens que dominaram os 110m a nível universitários e líderes no mundo (Grant Holloway e Daniel Roberts) vão mesmo a Doha, mas parecem estar a “perder o gás”, existindo dúvidas de como chegarão aos Mundiais. Ainda assim, faltando 2 meses podem muito bem ainda descansar até lá…nos 400m barreiras foi mais um show de Rai Benjamin em 47.23s, sem oposição.

Os 10 favoritos à conquista da 81ª Volta a Portugal

Está quase aí, a maior prova do calendário português no mundo velocipédico. No ano passado tivemos Raúl Alárcon (W52-FCPorto) como vencedor final, no entanto, este ano o corredor teve uma queda no G.P Abimota e ainda não está recuperado da sua lesão, o que impossibilita a sua participação nesta 81ª Volta a Portugal Santander. Ele estava pré-inscrito, mas o seu nome foi removido, com Gustavo Veloso a ser chamado para o seu lugar.

A prova irá começar no dia 31 em Viseu e acabará no dia 11 de Agosto, tendo como ponto de chegada a cidade do Porto. Mas vamos ver quais são os dez corredores favoritos à vitória final da Volta a Portugal em Bicicleta! Quem sabe se um deles não irá erguer o troféu mais prestigiado no ciclismo nacional.

As 5 melhores contratações do SL Benfica nos últimos 10 anos

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Uma nova temporada está prestes a começar e há várias entradas e saídas no plantel dos encarnados, mas vamos falar das cinco melhores contratações do SL Benfica nos últimos 10 anos.

Ao longo deste tempo, o Glorioso teve vários jogadores de classe mundial e, por isso, nem todos estarão mencionados neste artigo. Nomes como Grimaldo, atualmente no plantel; Ramires, um dos melhores médios na história recente do SL Benfica; Salvio, que se transferiu neste defeso e até Rodrigo Moreno poderiam constar nesta lista de verdadeiros craques.

«É inacreditável pensar que vamos ficar para sempre na história como os primeiros campeões da Liga Portuguesa de 1v1» – Entrevista BnR com Apogee Gaming e Troppez

A estrear a secção de entrevistas no eSports, os nossos primeiros convidados são Gonçalo Brandeiro founder & CEO da Apogee Gaming e Gonçalo Brandão mais conhecido como “” no mundo dos eSports. Esta entrevista pretende dar a conhecer mais a fundo o mundo dos eSports em Portugal, a evolução desta modalidade e como é gerir uma organização de eSports do ponto de vista directorial bem como, estar à conversa com o Troppez que se sagrou o Campeão Nacional no passado mês de Junho ao vencer na Moche XL eSports a Liga Portuguesa 1vs1 da FPF eSports, com um prizepool de 6 mil euros. A entrevista irá começar por falar com o Gonçalo Brandeiro CEO dos Apogee Gaming e de seguida, com o Gonçalo “Troppez” Brandão.

Bola na Rede: Olá Gonçalo. Muito obrigado por ter chegado até nós para a realização desta entrevista. Como editor do espaço de eSports é um prazer ter-vos aqui e podermos falar de algo que nos apaixona a ambos. Antes de mais, perguntar o que o levou à criação da Apogee Gaming em Novembro do ano passado?

Gonçalo Brandeiro: Olá Francisco. Sempre um prazer falar sobre esports e obrigado pela oportunidade. Foram vários os motivos que levaram à criação da Apogee. Estava insatisfeito com o pouco apoio que nós, managers, tínhamos no Estoril Praia. Via managers a dar dinheiro do próprio bolso para levar jogadores aos eventos. Para isso mais valia dar dinheiro para a minha própria marca, pensei eu. Fui convidado para ir para uma das maiores organizações de Portugal mas já não conseguia tirar a ideia de criar a minha organização da cabeça (algo que já tinha feito antes mas na vertente de criação de conteúdo). No final, o coração e o incentivo de uma pessoa especial e jogadores fizeram-me dar o passo.

BnR: Sabemos que o mundo dos eSports é sempre um mundo difícil de começar sobretudo em Portugal, o que vos motivou a apostar desde o início da multigaming no FIFA?

GB: Um motivo invulgar. Na altura estava muito ligado ao Rocket League que tinha muitos torneios diários na Gfinity, assim como o FIFA. Isso aliado ao facto de ser muito amigo do CEO dos Excel que competem no franchise da Gfinity levaram-me a escolher esses dois jogos, para eventualmente pôr portugueses a competir no franchise. Com a procura de jogadores, fui descobrindo a incrível comunidade de FIFA portuguesa e isso só me fez querer apostar mais no FIFA.

BnR: Gostava de antes de avançarmos, saber um pouco mais sobre a sua formação e de onde cresceu esse bichinho sobre os eSports?

GB: Desde os 15 anos (já tenho 25) que estou activamente ligado ao gaming quando comecei a fazer montagens para o Youtube. Fiz gestão de alguns clãs de criação de conteúdo para o Youtube com bastante sucesso, um deles o meu próprio. Apesar disso nunca tinha considerado como uma opção de carreira o gaming, até porque detestei programação de vídeojogos quando experimentei. Tive em 2 cursos e saí dos 2. Nada me preenchia. Não sabia o que fazer e voltei à criação de conteúdo e ao gaming. Experimentei também competir em Call of Duty com alguns amigos e, de repente tudo pareceu tão óbvio. Se eu adoro gerir equipas, como já o tinha feito, e se eu adoro gaming e desporto (esports) o meu futuro só pode passar por manager de esports. Finalmente considerei carreira em gaming. Finalmente descobri a minha vocação.

BnR: A multigaming teve início a Novembro de 2018 e logo ao início apostaram no FIFA e num jogador conhecido por toda a gente neste momento, o Tuga810. Mas existiram mais jogos a que a Apogee se inclinou em apostar?

GB: Criámos equipas no FIFA e no Rocket League ao início. Explorei literalmente todos os jogos que passaram pela minha cabeça. Tivemos também no Call of Duty a certa altura. O FIFA prevaleceu mas estamos atentos aos principais jogos. Prefiro ter menos jogos e conseguir dar mais apoio a esses do que ter os recursos espalhados.

BnR: Pegando naquilo que falei anteriormente, o Tuga810 foi dos vossos primeiros atletas inicialmente já viam o grande potencial que ele atingiu até este momento no mundo do FIFA?

GB: Todos os 4 atletas de FIFA que contratámos nesta época tinham esse potencial. Dois deles tiveram uma dedicação e ética de trabalho incriveís. Um é o melhor português actualmente a nível internacional (Diogo Pombo) e o outro é o campeão de Portugal (Gonçalo Brandão).

Á esquerda Vasco Brito jogador 1v1, no meio Gonçalo Brandeiro CEO Apogee Gaming, á direita Tuga810 antigo jogador Apogee Gaming
Fonte: Apogee Gaming

Atualização do mercado no Futebol Internacional: Newcastle e Bétis ‘craques’ do mercado

Atualização do mercado da La Liga: “roubo” do Bétis em Lyon, impasse por Bale e 10º reforço para Lopetegui

Fekir é, até ao momento, uma das maiores pechinchas deste mercado
Fonte: Real Betis Balompié

O mercado de transferências na liga espanhola está longe de acabar e a chegada de novas estrelas vai acontecendo com a maior das naturalidades. Numa semana, ainda assim, mais calma do que as primeiras três de julho, o grande destaque foi para o reforço bomba do Real Bétis, que ruma até Sevilha num negócio inesperado.

A saída de Lyon do francês Nabil Fekir – campeão do mundo na Rússia – há muito que era uma certeza, mas o destino mais falado sempre fora Inglaterra, mais precisamente o Liverpool FC de Jürgen Klopp. Contudo, num dos negócios mais surpreendentes deste defeso, o Bétis anunciou a contratação do médio de 26 anos por uma verba a rondar os 20 milhões de euros. Em sentido inverso (de Espanha para França), Ryad Boudebouz deixou o conjunto sevilhano para assinar pelo Saint-Étienne.

Quem também pode estar de malas feitas no emblema bético são Giovani Lo Celso e Júnior Firpo. Relativamente ao virtuoso argentino de 23 anos, o interesse do Tottenham Hotspur FC aumenta de dia para dia e a transferência deverá ser consumada por 50 milhões. Já o lateral esquerdo da República Dominicana está a um pequeno passo de reforçar o FC Barcelona.

O movimento no aeroporto de Sevilha parece não abrandar e os rivais dos verdiblancos garantiram a 10ª contratação para a próxima temporada. Após Dabbur, Diego Carlos, Joan Jordán, de Jong, Ocampos, Reguilón, Koundé, Fernando e Óliver Torres serem anunciados no Sevilla FC, a formação orientada por Julen Lopetegui recebe agora Nemanja Gudelj, que na época passada esteve cedido pelo Guangzhou Evergrande ao Sporting CP.

Na China, aguardava-se com expetativa a confirmação de Gareth Bale no Jiangsu Suning, que estava disposto a pagar um milhão de euros por semana ao galês. Porém, o país asiático não agrada à família do jogador do Real Madrid CF, que tem assim até dia 31 para encontrar outras alternativas em campeonatos europeus.

Do Bernabéu, estão de partida, por empréstimo, os espanhóis Dani Ceballos, Jesús Vallejo e Javi Sánchez. O médio de 22 anos vai ser jogador do Arsenal de Unai Emery, ao passo que Vallejo é a primeira cara nova de 2019/2020 do Wolverhampton Wanderers FC de Nuno Espírito Santo. Já Sánchez, o nome do trio espanhol com menos encontros realizados pelos merengues, reforça a defesa do Real Valladolid.

Em Barcelona (ou melhor, no Japão), a venda de Thomas Vermaelen ao Vissel Kobe dos ex-culés Andrés Iniesta, David Villa e Sergi Samper ficou concluída. O emblema catalão aproveitou o amigável entre as duas equipas para fechar este dossier.

Dois dossiers que dificilmente ficarão arrumados este verão são os dos brasileiros Neymar e Philippe Coutinho. É quase certo que o astro do PSG vai continuar em Paris e os 107 milhões pedidos para Coutinho sair devem afastar os interessados no seu passe

Ao Brasil e à cidade do Rio de Janeiro chegou no final da semana Filipe Luís. O lateral esquerdo de 33 anos, que nas últimas nove temporadas representou o Atlético de Madrid em oito delas, estava sem clube após terminar contrato com os colchoneros, e vai agora ser treinado por Jorge Jesus no Flamengo.

A equipa de Simeone, que na madrugada de sábado derrotou o eterno rival Real Madrid, não juntou nenhum nome ao plantel nos últimos dias, após três semanas de ataque forte ao mercado. O Atleti ficou a saber, porém, que terá de descartar James Rodríguez dos seus alvos, pois o Real conta com o colombiano para colmatar a ausência de Asensio por lesão.

Artigo redigido por: João Fernandes

O clube yo-yo da Premier League

Estávamos em abril deste ano e o Norwich City FC já tinha carimbado a sua promoção à Premier League. Um resultado típico para uma equipa já habituada a estas andanças: afinal de contas, é a terceira vez nas últimas seis épocas que os canaries sobem à primeira divisão do futebol inglês. Isto significa, claro, que a equipa também já foi despromovida duas vezes neste espaço de tempo. Será que a equipa do Este de Inglaterra vai conseguir, em 2019/2020, livrar-se do rótulo de yo-yo club?

Um yo-yo club é uma equipa caracterizada por oscilar constantemente entre a primeira e a segunda divisão de um país. O Norwich tem sido vítima deste fado, em parte devido a má preparação, em parte devido a falta de investimento. Em 2016, a despromoção ficou consumada na penúltima jornada da Premier League. Apesar da vitória por 4-2 sobre o Watford, o Norwich viera de uma fase de quatro jogos sem vencer nem marcar. O seu destino estava nas mãos do Sunderland, que ganhou nessa tarde por 3-0 ao Everton FC e lançou os homens treinados por Alex Neill para o Championship. A equipa que contava com o ex-jogador do Sporting CP Ricky Van Wolfswinkel tinha gasto apenas 12,5 milhões de libras naquela época, consumando, à partida, o seu destino. Sem reforços de peso, um plantel vindo da segunda divisão não tivera capacidade para aguentar a competitividade da Premier League.

Dificilmente veremos o Norwich a levantar uma taça em 2020
Fonte: Norwich City FC

Desse grupo de jogadores, apenas o central suíco Timm Klose se mantém. O Norwich vai enfrentar a Primeira Divisão Inglesa com um plantel muito diferente daquele que sofreu a última despromoção. A direção manteve-se, porém, conservadora na sua política de transferências. Segundo o TransferMarkt, gastou menos de cinco  milhões de euros em transferências. O empréstimo de Ralf Fährmann (guarda redes do Schalke 04) a troco de três milhões foi o principal destaque, e a contratação do lateral direito Sam Byram (que estava no Norwich em 2016) foi outro ponto de interesse. De resto, mais de dez jogadores foram emprestados ou vendidos (incluindo os portugueses Ivo Pinto e Nélson Oliveira). A equipa está a ser remodelada, e muitos jogadores de segunda linha estão a ser despachados.

Para a época de 2019/2020, a principal esperança dos canaries será, provavelmente, Teemu Pukki. O atacante finlandês foi contratado na época passada ao Bröndby IF, da Dinamarca, a custo zero. No Championship, foi o grande destaque da equipa, levando o Norwich ao primeiro lugar. Acabaria a campanha com 29 golos, tantos como os que o Bolton Wanderers (23º classificado) marcou. Foi definido por Marcelo Bielsa, treinador do Leeds United, como um jogador raro no futebol inglês. “Joga de forma simples, mas muito eficaz”, disse o técnico argentino. Destaca-se mais pela sua capacidade de desmarcação e inteligência de movimentos do que por qualquer qualidade técnica ou física.

Já com 29 anos, Pukki viu a sua carreira renascer em Norwich
Fonte: Norwich City FC

Ainda assim, podemos levantar muitas dúvidas quanto à capacidade de Pukki na Premier League. Antes de chegar a Norwich, o finlandês contava com passagens pelo Sevilla FC, pelo Schalke 04 e pelo Celtic Glasgow. Entre esses três clubes marcou um total de 19 golos em 85 jogos (excluindo as passagens pelo HJK Helsinki e pelo Bröndby IF, onde teve mais sucesso). O avançado nunca conseguiu encontrar a sua veia goleadora quando passou por clubes de maior projeção. Agora, na liga mais competitiva do mundo, será que vai conseguir aproveitar a confiança adquirida em 2018/2019 para causar estragos a defesas de topo? Certamente as as suas prestações vão ser cruciais para o possível sucesso do Norwich neste regresso à Premier League. Aliás, o empréstimo de Josip Drmic, vindo do Borussia Mochengladbach, acaba por ser uma apólice de seguro para uma possível quebra de rendimento do finlandês.

Mas, com 57 golos sofridos na época passada, o setor mais recuado precisa de melhorias. A contratação do guarda redes Fährmann parece um passo na direção certa. Daniel Farke, treinador do Norwich desde 2017, terá a sua primeira incursão na Premier League. É uma equipa com pouca experiência no principal escalão do futebol inglês, que vai, para já, tentar evitar aquela que seria a sua terceira despromoção em sete anos.

Foto de Capa: Bola na Rede 

Revisto por: Jorge Neves

Olheiro BnR – Megan Jastrab

Depois de nomes como Joe DiMaggio, Tom Brady ou Paul George, é a vez do Ciclismo receber os proveitos da fábrica de talentos da Califórnia através de uma jovem fenómeno que dá pelo nome de Megan Jastrab.

Apesar de ainda ter idade de júnior, já se bate cara a cara com as melhores do circuito americano desde a época passada, correndo já pela Rally, uma das melhores equipas do ciclismo feminino nos Estados Unidos.

A sua assombrosa capacidade de aceleração é o que mais chama à atenção e não há dúvidas que Jastrab tem tudo para se afirmar como um dos grandes nomes do sprint a nível mundial, mas as suas perspetivas de sucesso não se ficam por aí.

Mas, Jastrab não parece ter a mesma dificuldade nas subidas que os sprinters habitualmente têm, fazendo acreditar que possa vir a desenvolver-se de forma a estar na discussão também nas clássicas, um pouco ao estilo do que faz hoje Marianne Vos.

Adicionalmente, também já deu boas indicações no contrarrelógio, colocando-se assim como uma ciclista com potencial para disputar também algumas provas por etapas mais pequenas e sem montanha e, acima de tudo, ser uma prolifera máquina de vitórias.

Domínio absoluto na Holanda
Fonte: Healthy Ageing Tour

Estas características têm-lhe permitido dominar de forma impressionante as provas de juniores europeias, em que participou ao serviço da seleção americana. Em Itália, venceu o acidentado Piccolo Trofeo Alfredo Binda. Seguiu-se o paralelo belga em que sprintou para o segundo posto da Gent-Wevelgem, apenas batida por uma Elynor Backstedt que aguentou o pelotão para triunfar isolada. Finalmente, dominou de fio a pavio o Healthy Ageing Tour, vencendo a primeira e a terceira etapa e sendo segunda na outra jornada, conquistando assim a Geral, os Pontos e a Juventude (sim, vale sempre a pena relembrar que nem sequer é júnior de último ano).

No entanto, a sua mais impressionante prestação deu-se numa prova não categorizada. Durante a estadia europeia, a seleção americana ocupou uma parte vazia do calendário com a participação numa kermesse masculina. E, contra rapazes apenas um ano mais novos que ela, Jastrab não se fez rogada e esteve sempre entre os melhores, finalizando no terceiro posto.

Foto de Capa: USA Cyling

Revisto por: Jorge Neves

Semana amarga para os tenistas portugueses

João Sousa, Pedro Sousa, Gastão Elias e Gonçalo Oliveira voltaram aos courts para mais uma semana de muito ténis. Fica agora a conhecer a prestação dos tenistas portugueses.

Começo pelo número um nacional. João Sousa marcou presença no torneio de Gstaad, na Suíça. O tenista natural de Guimarães iniciou a sua caminhada na prova com uma vitória por 2-0 sobre Steve Darcis. O mesmo resultado repetiu-se nos oitavos de final, desta vez diante do jovem italiano Gian Marco Moroni.

Nos quartos de final, João Sousa teve um encontro bastante complicado contra o espanhol Roberto Bautista-Agut. O semifinalista do torneio de Wimbledon venceu o primeiro set da partida, no entanto não conseguiu responder à ofensiva de João Sousa. Foi com grande determinação que o português conseguiu a reviravolta e carimbou a passagem às meias finais.
João Sousa derrotou Roberto Bautista-Agut e confirmou uma das melhores vitórias desta temporada
Fonte: Open de Gstaad

Depois do triunfo frente ao 13º classificado do ranking ATP, o vimaranense de 30 anos foi surpreendido por Cedrik Marcel Stebe. João Sousa ainda venceu o primeiro set, mas não foi capaz de assegurar o triunfo no encontro e permitiu ao jogador alemão, que ocupa o 455º lugar do ranking ATP, operar a mudança no marcador e vencer a partida. Ficou um sabor amargo nesta prestação de João Sousa, uma vez que teve todas as condições para chegar à final e conquistar o título de campeão.

Na República Checa, Frederico Silva participou no Challenger de Praga. O tenista de 24 anos alcançou a sua melhor marca esta temporada ao chegar às meias finais. O sonho de lutar pelo título foi travado por Chun Hsin Teng. O jovem, de apenas 17 anos, demonstrou todo o seu talento dentro do court e conseguiu derrotar o português com os parciais de 6-1 e 6-4. Apesar da derrota, não deixou de ser uma boa prestação por parte de Frederico Silva que segue agora para a Polónia, país no qual vai disputar o Challenger de Sopot.

Quem também chegou às meias finais foi Pedro Sousa. O número dois português jogou no Challenger de Tampere, na Finlândia. Pedro Sousa conseguiu três triunfos tranquilos e chegou às meias finais com fortes hipóteses de jogar a grande final. Porém, viu essas mesmas hipóteses desaparecerem no início do segundo set da partida quando desistiu devido a uma lesão na perna direita. Não tem sido uma época fácil para o tenista luso ao nível das lesões. Espero que recupere rápido e volte a demonstrar toda a sua qualidade dentro do court.

Uma lesão deitou por terra as aspirações de Pedro Sousa em chegar à final
Fonte: Challenger de Tampere

O Challenger de Tampere contou com mais dois tenistas portugueses. Gastão Elias ficou pelo caminho nos quartos de final ao ser eliminado por Blaz Rola por 2-0. Gonçalo Oliveira não conseguiu passar da primeira ronda do torneio.

Ambos os tenistas alinharam também na vertente de pares e chegaram-se a defrontar nos quartos de final. Gastão Elias teve a ajuda de Pedro Sousa e juntos derrotaram a dupla formada por Gonçalo Oliveira e Zdenek Kolar. Esta vitória garantiu a presença da dupla nacional na meia final que acabou por não se realizar devido à lesão contraída por Pedro Sousa.

No final, o balanço desta semana podia ter sido mais positivo. Apesar de terem chegado longe nos torneios, os tenistas portugueses perderam uma grande oportunidade de lutar pelos títulos. Desejo que voltem a repetir estas exibições, mas aguardo um desfecho diferente.

Foto de Capa: Open de Gstaad

artigo revisto por: Ana Ferreira