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A idade é só um número!

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O FC Porto, como havia comunicado, levou para os trabalhos de pré-temporada alguns jovens da formação azul e branca. Os resultados estão à vista de todos e só podem dar motivos para Sérgio Conceição sorrir.

Diogo Costa, Diogo Queirós, Diogo Leite, Madi Queta, Tomás Esteves, Fábio Silva e Romário Baró. São estes os nomes que ecoam no universo portista e deliciam os adeptos nos primeiros pormenores entre os mais velhos. Numa altura em que as formações dos clubes portugueses são mais valorizadas que nunca, eis que surgem estes jovens com pés e cabeça bem adultos.

Diogo Costa era um talento anunciado, um dos melhores da sua geração e que todos reconhecem como sendo o futuro dono das redes portistas. Por diversas razões, o futuro chegou mais cedo para o jovem português e este tem-se mostrado à altura. Na luta pela baliza com Vaná e Mbaye, é Diogo Costa quem tem levado a melhor e protagonizado exibições de grande qualidade, cumprindo sempre que é chamado a intervir, tendo inclusive dado a vitória ao FC Porto nos penáltis frente ao Bétis, na meia-final da Copa Ibérica.

Quem não tem sido bafejado pela mesma sorte é Diogo Queirós, capitão dos sub-19 do FC Porto na época passada e internacional pelas seleções jovens de Portugal, que viu a contratação de Marcano e o regresso de Osório taparem-lhe os caminhos da equipa A dos dragões. Por outro lado, Diogo Leite, à semelhança da última época, parece enquadrar o lote de defesas centrais de Sérgio Conceição e, com a sua tranquilidade dentro de campo, terá um futuro risonho sob o comando do técnico português.

Madi Queta é, ao que tudo indica, outro dos excedentários do plantel 2019/2020. Apesar da renovação de contrato e de ter concretizado alguns golos na pré-temporada, o futuro deste jovem deve passar pela equipa B ou por um empréstimo, de forma a que mature os seus dotes técnico-táticos e dê o salto definitivo na próxima época.

Romário Baró tem sido o elemento em maior destaque na pré-época do FC Porto
Fonte: FC Porto

Por fim, o trio que anda nas bocas do mundo. Tomás, o novo número dois dos azuis e brancos, o que lhe vale uma responsabilidade extra olhando ao passado desse dorsal, tem feito esquecer os seus 17 anos e tem impressionado tanto adeptos como equipa técnica com a sua lucidez, o seu bom posicionamento defensivo, os seus pormenores técnicos e a sua luta constante, numa posição que, em julho, estaria destinada ao reforço Saravia, mas que agora não gera consenso entre os adeptos, depois das boas exibições deste jovem.

Fábio, a grande promessa no reino do dragão, mostrou ser uma opção válida para o treinador portista nos minutos em que esteve em campo, que não poderiam ter sido mais face à numerosa concorrência para a frente de ataque portista. O jovem avançado mostrou garra, mostrou ser tecnicamente muito evoluído e, acima de tudo, mostrou ter faro de golo. 17 anos e um golo que deu a Copa Ibérica ao FC Porto, MVP na partida, apesar de ter entrado já nos minutos finais da mesma. Na apresentação oficial aos adeptos, em pleno Estádio do Dragão, novamente Fábio, com a sua irreverência e vontade de se mostrar, criou um lance que só não deu golo por centímetros em falta a Otávio.

Romário, o MVP da pré-época portista, um “touro” no meio-campo, um jovem cheio de “genica”, que não se faz rogado perante os mais velhos e recupera bolas, progride com a bola colada ao pé, executa passes longos e curtos na perfeição, chega à área para finalizar, está em todo o lado. Tem sido uma peça fundamental no meio-campo azul e branco e Sérgio Conceição não tinha como não perceber isso, tendo-o colocado na equipa titular no primeiro jogo da equipa no Dragão. E que bem que o “ miúdo” respondeu. Melhor jogador em campo na minha opinião, um poço de força e determinação com um recorte técnico-tático invejável para a idade. Muitos dores de cabeça virão para os adultos, que terão de se empenhar para conseguir roubar o lugar ao jovem Baró.

Depois de conquistada a Youth League, muito se especulou em volta destes jovens com um talento acima da média. Agora, junto dos mais velhos, têm vindo a confirmar esses dotes e a mostrar que a idade é, realmente, só um número.

Foto de capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Holloway mantém-se rei e Cyborg está de volta

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A cidade de Edmond no Canadá foi palco do UFC 240. Max Holloway reteve o título ao vencer Frankie Edgar por decisão e Cyborg está de volta às vitórias depois de vencer Felicia Spencer por decisão. Os prémios de Performance da Noite foram atribuídos a Hakeem Dawodu e Geoff Neal. A Luta da Noite foi entre Alexandre Pantoja e Deiveson Figueiredo.

Max Holloway vs Frankie Edgar

O evento principal da noite foi o combate pelo título de peso-pena de Max Holloway. O havaiano fazia assim a sua terceira defesa de título, depois de ter vencido José Aldo e Brian Ortega. Em abril tentou subir de divisão e conquistar o título interino de peso-leve, mas perdeu uma decisão frente a Dustin Poirier.

Frankie Edgar é uma lenda no desporto. O americano e Holloway já se deviam ter enfrentado no UFC 222, mas o campeão lesionou-se numa perna. Edgar aceitou lutar contra Brian Ortega quando não tinha obrigação para tal, e foi nocauteado no primeir round. Depois de uma vitória por decisão frente a Cub Swanson, o UFC decidiu dar-lhe a merecida luta por título.

Este combate era intrigante porque era a primeira vez que Holloway enfrentava um wrestler de elevada qualidade. Por outro lado, a envergadura e resistência de Holloway era um fator a favor do campeão.

Ambos lutadores entraram a estudar a distância um do outro. Holloway fez aquilo que era esperado: manter-se longe de Edgar. Contra-atacou alguns golpes e estava numa posição que lhe permitia também estar preparado para defender projeções, especialidade do adversário. Edgar, na tentativa de encurtar a distância, acertou alguns golpes e esteve muito bem quando pressionava o campeão.

Holloway esteve muito bem no segundo round no jogo à distância. Contra-atacou qualquer golpe de Edgar, conseguiu anular a tentativa de encurtar distância e variou os golpes entre cabeça e corpo. Defendeu bem no clinch e as tentativas de projeção. Fez um espetacular rotativo ao corpo mesmo a terminar a ronda.

Troca de golpes entre Holloway e Edgar Fonte: UFC

No terceiro round a gestão da distância de Holloway foi novamente eficaz. Edgar esteve melhor no strike porque Holloway esteve menos ativo neste aspeto. Perto do fim da ronda o campeão conseguiu acertar alguns ganchos que abanaram Edgar. Frankie conseguiu ainda uma projeção, embora não tenha feito grande trabalho no chão.

Edgar entrou ativo no quarto round. Foi quem lançou mais golpes até dois terços do round. Holloway começou a pressionar mais e a acertar grande parte dos golpes que lançava. O round terminou numa troca de mãos onde Edgar quase vacilou.

O quinto round foi de domínio para Holloway, como um campeão. Esteve muito bem no trabalho de lançar diretos e a manter Edgar longe.

No final, os juízes atribuíram a vitória a Max Holloway por decisão unânime (48-47, 49-46, 50-45).

Cris Cyborg vs Felicia Spencer

Cyborg esteve dominante como nunca e parecia invencível. Até chegar Amanda Nunes, e não só se tornou campeã de peso-pena como nocauteou Cyborg em 51 segundos. A brasileira andava a pedir uma desforra, mas precisava de uma vitória para isso.

Felicia Spencer fez a sua estreia no UFC ao submeter Megan Anderson no primeiro round. Estava invicta na carreira e este era o seu maior combate até à data.

O round começou com Cyborg a entender a distância para Felicia e a lançar muitos golpes significativos. Felicia procurou aquilo em que é melhor e tentou o clinch, mas Cyborg defendeu-se bem. Na saída do clinch a brasileira lançava muitos golpes e Spencer ia mostrando ser muito dura.

No segundo round Spencer pressionou no clinch, mas Cyborg conseguiu uma projeção. Em posição dominante lançou vários golpes e fez um bom trabalho no chão. Quando subiram para o strike, notava-se um pouco de cansaço em Cyborg que já não batia com tanta força como no primeiro round.

Cyborg acerta um cotovelo em Spencer
Fonte: UFC

A terceira ronda foi só de strike. Spencer não conseguia encurtar a distância e Cyborg mantinha-se longe a lançar golpes de forma a controlar a distância para a adversária.

No final, a decisão dos juízes foi unânime: Cyborg venceu todos os rounds e conseguiu assim uma pontuação de 30-27 (x3).

Geoff Neal vs Niko Price

Ninguém esperava que este combate na divisão de peso meio-médio fosse a decisão. Neal está invicto desde que chegou ao UFC e em 12 vitórias 9 foram por finalização.

Por sua vez, Price nunca passou da segunda ronda no UFC. Em 13 vitórias 12 foram por finalização.

Ambos começaram o primeiro round a trocar vários golpes. Neal conseguiu uma projeção a partir do clinch, mas foi no strike que o combate se desenrolou com ambos a lançar golpes muito fortes. Depois de ambos terem acertado um golpe no adversário, houve um choque de cabeças que fez ambos atletas irem ao tapete. Price consegue capitalizar e ir para cima de Neal, mas não conseguiu a finalização. No fim da ronda, Neal ainda conseguiu mais uma projeção.

O segundo round começou com uma troca de golpes incrível, ambos a preocuparem-se em lançar e não defender. Na sequência disto, Neal vai ao chão, mas consegue ficar por cima de Price. Nesta posição deferiu vários golpes e através desse ground and pound conseguiu finalizar o combate.

Neal após nocautear Price
Fonte: UFC

Aubin-Mercier vs Arman Tsarukyan

Aubin-Mercier vinha de duas derrotas consecutivas na divisão de peso-leve. Lutar em casa (sendo canadiano) era a oportunidade perfeita para reverter esta situação negativa.

Tsarukyan fazia apenas o seu segundo combate no UFC. Apesar de ter perdido em abril contra Islam Makhachev, fez uma performance muito positiva.

O combate começou com Tsarukyan a procurar o clinch e a mostrar ser bom nesse aspeto. No strike, Mercier estava melhor. Tsarukyan voltou a procurar a projeção e no clinch foi tentando ganhar as costas. Embora sem sucesso, foi muito pressionante durante grande parte da ronda.

No segundo round, Mercier esteve melhor no strike e com o joelho levou Tsarukyan ao tapete. Apesar disto o russo conseguiu pressionar novamente no clinch.

Na terceira ronda, Tsarukyan consegue uma projeção depois do clinch e dominou o round no chão: muitos golpes lançados e constantes tentativas de melhoria de posição.

No final os juízes atribuíram a vitória a Arman Tsarukyan e pontuaram 29-28 (x3).

Marc-Andre Barriault vs Krzysztof Jotko

Barriault fez a sua estreia no UFC quando perdeu contra Andrew Sanchez em maio. O canadiano procurava assim vencer para relançar a carreira no peso-médio.

Jotko vinha de uma vitória em abril frente a Amedovski. O atleta de apenas 29 anos já luta no UFC desde 2013!

A primeira metade do primeiro round foi praticamente no clinch. Jotko saiu desse trabalho mais cansado que o adversário. Na troca de strikes apenas acertavam quando se aproximavam um do outro. Voltaram ao clinch e cada um fez uma projeção, mas nenhum teve posição dominante.

Na segunda ronda, o cansaço de Jotko era visível, mas este continuava a lançar golpes que estavam a acertar. Barriault não procurou variar os golpes, mas conseguiu uma projeção no final.

No terceiro round, Jotko esteve novamente melhor no clinch, a lançar mais golpes nessa posição. No strike, Barriault esteve melhor acertando bons golpes. A projeção que Jotko conseguiu no final foi muito importante pois pontuou imenso.

No final do combate a vitória foi dada a Krzysztof Jotko, numa decisão dividida: 29-28; 28-29 (x2).

O próximo evento de UFC será a Fight Night em New Jersey, num cartaz protagonizado por Colby Covington e Robbie Lawler.

Foto De Capa: UFC

Sporting CP 1-2 Valencia CF: “Leões” a meio gás para o jogo da Supertaça

Em jogo a contar para o Troféu Cinco Violinos, torneio organizado em homenagem ao grupo mais icónico da história dos “leões”, o Sporting CP defrontou o Valencia nesta tarde de domingo.

O jogo até começou com o Valencia CF a ter mais bola, mas quem chegou à vantagem foi mesmo o Sporting. E começamos logo pelo golo porquê? Porque o tento foi mesmo aos quatro minutos, ainda as duas equipas não tinham ensaiado qualquer tipo de lance de maior relevo.

Depois de um cruzamento do suspeito do costume, Bruno Fernandes, Bas Dost remata forte para dentro das redes do guarda-redes Domenech. Estava feito o 1-0 para a equipa da casa.

A resposta veio logo cinco minutos depois. Aos nove minutos, por intermedio de Kondogbia, o Valencia depois de um canto batido por Parejo. A igualdade foi reposta e a verdade é que também nenhuma das equipas fez muito dentro de campo para se evidenciar, sendo o empate ajustado àquilo que estava a acontecer dentro de campo.

Estava a ser um jogo típico de pré-época: sem muito ritmo, sem muita intensidade, sem muito espetáculo. Muita posse de bola, muitos passes curtos, muitas jogadas calculadas, mas a verdade é que não passou disso até aos 27 minutos. Nesse mesmo momento, o Valencia cria perigo à baliza do Renan. Depois de um cruzamento pela direita de Wass, Maxi cabeceia picado para a baliza, mas o guarda-redes brasileiro do Sporting conseguiu segurar a bola.

Minutos depois, o Sporting ameaçava na área espanhola, mas Raphinha foi travado por Guedes que consegue tirar a bola ao extremo. A posse de bola para os espanhóis foi sol de pouca dura. Rapidamente perderam a bola e permitiram espaço para Vietto rematar cruzado à entrada da área aos 30 minutos. O remate saiu forte, mas ao lado.

Depois de uns minutos de maior ânimo dentro das quatro linhas, só aos 36 minutos é que ocorreu outro lance digno de destaque. Garay faz o remate, mas Renan, atento, impede que a bola entre. Na sequência da jogada, Kondogbia tenta aproveitar depois do ressalto, mas a bola sai mesmo muito por cima.

O jogo estava melhor, é verdade, mas ainda assim, não muito intenso. Poucos minutos antes do término do primeiro tempo, Domenech acaba por comprometer a sua equipa ao fazer uma má saída de bola, onde a mesma vai parar a uma zona proibida. Na zona central da entrada da área, Vietto aproveita a desatenção do guarda-redes e tenta fazer o segundo dos “leões”, mas a bola sai, mais uma vez, ao lado. O jogo ficou então empatado ao intervalo depois de uma primeira parte sem grande espetáculo.

O Valencia CF veio a Alvalade vencer o Sporting por 2-1 na 8.ª Edição do Troféu Cinco Violinos
Fonte: Valencia CF

A entrada para a segunda parte ficou marcada por um penalti logo aos 52 minutos a favor do Valencia. Mathieu fez falta sobre Rodrigo dentro da área e o árbitro João Pinheiro assinala penálti para os espanhóis. Renan defende o pontapé da marca dos 11 metros protagonizado pelo número 19 – Rodrigo. Nesse instante a bancada vibrou como se um jogo oficial se tratasse.

Depois de alguma emoção após o castigo máximo, o jogo voltou a esmorecer novamente e só aos 66 minutos houve algo para contar. Depois de um cruzamento de Rodrigo, Gameiro marca o 2-1 para o Valencia.

O Sporting não teve uma boa reação ao golo sofrido e a verdade é que as tentativas de resposta surgiram maioritariamente pelo lado direito, onde estava Thierry Correia. Numa das investidas do jogador, a bola sobra para o capitão do Sporting. Bruno Fernandes, dentro da área, pontapeia o esférico na atmosfera, mas a bola passa para lá do poste.

Aos 72 minutos, Thierry Correia arranca novamente pela direita e cruza para Raphinha. O brasileiro remata, mas a bola fica a razar o poste direito da baliza de Domenech. O Sporting começava a mostrar indícios de querer inverter a desvantagem no marcador, mas a quantidade de bolas a passar ao lado da baliza não foi um bom indicador nesse sentido.

Aos 76′, Bruno Fernandes surpreende todos (verdade seja dita: coisa difícil de fazer neste momento) menos o guarda-redes que defende um remate seu em arco. A bola veio com efeito, mas Cillessen, algo inconsequente em alguns momentos anteriores na partida, respondeu à altura e defendeu, impedindo o empate à equipa verde e branca.

A partida permaneceu assim e o Sporting acabou mesmo por perder o último encontro por 2-1 antes do primeiro jogo oficial da época 2019/2020 frente ao SL Benfica, em jogo a contar para a Supertaça 2019.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Sporting CP – Renan Ribeiro, Coates, Bruno Fernandes, Vietto, Raphinha, Jeremy Mathieu, Borja, Bas Dost, Thierry Correia, Wendel, Doumbia (entraram ainda Acuña, Luís Neto, Diaby, Luiz Phellype, Ilori, Eduardo Quaresma, Daniel Bragança, Gonzalo Plata)

Valencia CF – Domenech, Salva Ruiz, Kondogbia, Guedes, Jason, Parejo, Diakhaby, Wass, Manu Vallejo, Maxi, Garay (entraram ainda: Cillessen, G. Paulista, Gameiro, Cherychev, Gaya, Kang In, Coquelin, Rodrigo, Piccini, Uros, Jimenez, Villalba)

Actualização do SL Benfica no mercado: procura-se guarda-redes

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Após o jogo com o Chivas fiz um pequeno balanço quanto ao momento de construção do plantel do SL Benfica. As saídas confirmadas eram as de Corchia, Yuri Ribeiro, Krovinovic, Salvio, Jonas e João Félix. Já os reforços integrados eram cinco: Chiquinho, Caio Lucas, Raul de Tomas, Carlos Vinicius e Cádiz.

Entre os reforços, o destaque teria de cair sobre Raul de Tomas. O avançado, também conhecido por RDT, chegou para uma posição órfã de criatividade de golos de Jonas e João Félix e tem sido uma excelente surpresa. Tem golo, mobilidade, técnica, inteligência e uma rapidez de movimentos que lhe traz uma excelente capacidade de criar espaços dentro da grande área. Também Chiquinho e Caio Lucas têm vindo a mostrar algumas mais valias.

Passado uma semana, já se tendo jogado com a Fiorentina e a uma semana do arranque da época encarnada no derby com o Sporting CP para a Supertaça, há um novo balanço a fazer à abordagem ao mercado por parte do SL Benfica.

Há uma semana identificava como prioritária a contratação de um guarda-redes e de um defesa direito. Identificava também a posição de defesa central – um jogador para o lugar de Rúben Dias – como sendo algo a prestar atenção. A uma semana do arranque da época, continuo a destacar estas três posições na abordagem ao mercado. Com a menor utilização de Samaris e uma dupla que ainda não me convenceu – Florentino e Gabriel – vejo com mais optimismo a possibilidade de se contratar um médio para jogar com o brasileiro no meio-campo encarnado.

Neste período vimos cair nomes como os de Mattia Perin, Gonçalo Cardoso e possivelmente o de Brekalo. Por outro lado, é na baliza que parece estar praticamente todo o foco da direcção encarnada: só esta semana já se falou em Simon Mignolet, Robin Olsen, Gerónimo Rulli e Sergio Rico!

Sergio Rico, guardião espanhol, actuou no Fulham depois de três épocas como titular do Sevilha
Fonte: Sevilla FC

Destes, aquele que parece ter sido um alvo mais sério das águias é o argentino Rulli. Este guarda-redes de 27 anos e 1,89m tem sido o dono da baliza da Real Sociedad nas últimas cinco épocas. Um guarda-redes já a atingir a fase de maturação, seguro entre os postes e muito concentrado. Rulli enche bem a baliza e parece já dominar toda a parte técnica da sua posição. Vendo por este prisma seria uma mais valia comparativamente ao Vlachodimos. Contudo não parece um guarda-redes rápido nem especialmente ágil. Assim, podendo ser uma mais valia não acho que seja um guardião à medida da baliza do Estádio da Luz.

Sergio Rico, guardião espanhol de 25 anos e 1,94m, actuou na última época no Fulham depois de três épocas como titular do Sevilha. Apesar de não estar tão evoluído quanto Rulli, apresenta maior domínio do jogo aéreo, mais rapidez, agilidade e uma maior propensão para o jogo com os pés. A apostar num guarda-redes apostaria no espanhol.

Por fim, surgiu o nome do avançado alemão Luca Waldschmidt. Aos 23 anos, vem de uma época de maior afirmação no Friburgo, joga com o pé esquerdo e actua precisamente no espaço anteriormente ocupado pelo João Félix. Avançado móvel, de cabeça levantada e com um remate fácil, seja na área ou de meia-distância. Um jogador em plena afirmação que poderia causar estragos no campeonato português. Contudo parece-me que o foco da direcção do SL Benfica nesta altura já deveria estar noutras posições onde faltam jogadores e qualidade e não para um ataque onde abunda talento e executantes.

Bruno Lage tem sido muito claro na sua intenção de reduzir o plantel encarnado. Assim prevejo que nas próximas semanas assistamos a uma maior dinâmica nas saídas do plantel e que talvez a baliza veja o ingresso de algum reforço.

Foto de Capa: SL Benfica

Goleadores do Campeonato Português

No futebol há poucas coisas melhor do que um golo. Para o adepto, para a equipa ou para quem marca, o golo em si proporciona momentos únicos e emoções inesquecíveis.

Graças a uma fotografia partilhada no Instagram oficial da Liga Portugal recuámos até à época de 1995/96 e fazemos assim um perfil aos melhores marcadores de cada temporada.

Há 24 anos o FC Porto foi campeão com Bobby Robson no comando técnico. Os portistas fizeram 84 pontos (mais onze do que o segundo classificado, o SL Benfica), perderam apenas duas vezes (frente ao Marítimo) e no total marcaram 84 golos. Em média, foram 2,5 golos por jogo e Domingos Paciência (agora treinador) foi quem mais contribui para esse registo: nessa época, Domingos fez 25 golos e ficou à frente João Vieira Pinto (18 golos) e de Edinho (15 golos). Até aos dias de hoje, esta foi uma das únicas vezes em que um português foi o melhor marcador do campeonato.

Um ano depois (1996) chegou a Portugal o homem golo. Durante quatro anos consecutivos, o disco girou e tocou sempre o mesmo: o samba de Super Mário Jardel. O brasileiro chegara ao nosso campeonato depois de ter ganho e de ter sido o melhor marcador da Copa Libertadores da América de 1995.

De dragão ao peito, Jardel veio elevar os registos no futebol português. No seu primeiro ano marcou 30 golos e levou o Porto a ser tricampeão (ficou à frente de Jimmy Hasselbaink, 20 golos, e Gaúcho, que jogava no Estrela da Amadora e faturou 16 vezes). Os portistas, comandados por António Oliveira, marcaram 80 golos e terminaram 13 pontos de avanço. Um ano depois, o Porto fez algo que só o Sporting CP tinha feito: o tetracampeonato. Super Mário fez 26 golos (mais 8 do que Nuno Gomes e mais 10 do que Kwame Ayew). Os azuis e brancos marcarem 75 vezes nessa edição do campeonato e terminaram com nove pontos de avanço.

A época de 98/99 veio para ficar na história do futebol em Portugal: “todo o mundo tenta, mas só o Porto é penta”. Os 36 golos do brasileiro, que nesse ano marcou mais do que toda a gente na Europa e ganhou a Bota de Ouro, levaram os homens de Fernando Santos a conquistar o único pentacampeonato de sempre. Com 79 pontos e 85 golos marcados, os nortenhos acabaram o campeonato com 8 pontos de vantagem de outro clube nortenho, o Boavista FC. Atrás de Jardel: Nuno Gomes (24 golos) e Demétrius (16), antigo jogador do Campomaiorense. Em 1999/2000 o campeão mudou, mas Jardel continuou a olhar para baixo na lista de melhores marcadores. No ano em que o Sporting matou o jejum de 18 anos, o seu melhor marcador (Beto Acosta) faturou 22 vezes, mas ainda assim ficou atrás de Super Mário, que tinha marcado 38 golos. Por coincidência, no ano em que Jardel marcou mais golos de dragão ao peito não foi campeão.

Jardel rumou ao Galatasaray (Turquia) mas em Portugal os golos continuaram a sambar. A época de 2000/2001 veio também ficar na história do futebol em Portugal: 55 anos depois havia um campeão que não pertencia aos três grandes, o Boavista FC. Com apenas um ponto de vantagem em relação ao segundo classificado (Porto), os boavisteiros conseguiram ser superiores aos 22 golos de Pena, foram a melhor defesa da liga e conseguiram mesmo ser campeões.

Jardel deixou saudades. Esteve apenas um ano fora e voltou para Portugal. Desta feita, para vestir de verde e para ter um leão na camisola. Aliás, a época de 2001/2002 foi mesmo a época em que Super Mário mais faturou: 42 golos. Se o brasileiro já tinha feito história pelo Porto, os registos tornaram-se icónico quando este jogou pelo Sporting. Os “leões” foram campeões e bem podem agradecer ao mítico avançado e ao seu “pai”, João Vieira Pinto. O português deixou o Benfica e chegou ao Sporting para assistir Super Mário: que dupla! Porque será? Viemos a saber que a culpa era do Guaraná.

Jardel saiu de Portugal e os golos parece que acabaram. Em 02/03, Portugal ficou a conhecer o incrível génio de José Mourinho, que fez 86 pontos e levou novamente os festejos à Invicta. O melhor marcador? Os! O topo da lista de melhores marcadores ficou partilhado por Fary e Simão Saborosa: ambos marcaram 18 golos.

Um ano depois, Mourinho continuou a deixar magia no campeonato português. E desta vez o melhor marcador era portista: Benni McCarthy. O sul africano fez 20 golos (o Porto 63) e ficou à frente de Adriano e de Liedson.

Em 2004/2005 foi o “Levezinho” quem mais marcou. Liedson marcou 25 golos no ano em que o Benfica beneficiou de muita polémica: o jogo contra o Estoril no Algarve, o golo (e a falta) na Luz contra o Sporting,… Onze anos depois, e com Giovanni Trapattoni como treinador, os encarnados mataram o jejum e voltaram ao Marquês.

Na época seguinte, o Porto foi campeão apenas com 16 golos sofridos e o melhor marcador jogava no clube que acabou a temporada em décimo quinto: Meyong Zé, um icónico do nosso futebol. Com 17 golos, o jogador do CF “Os Belenenses” foi a salvação da equipa do Restelo, que não desceu por apenas 5 pontos.

Em 06/07 o “31” voltou a ser o melhor marcador. Liedson faturou 15 vezes e o Porto foi campeão com um ponto de vantagem do Sporting: bicampeonato para a Invicta.

No ano seguinte, Lisandro Lopéz contribui para o tricampeonato do Porto e ao todo marcou 24 golos. Estava de volta o poderia portista em Portugal.

08/09 e uma (grande!) surpresa: Nenê, avançado brasileiro, marcou 20 golos no campeonato e foi o melhor marcador no ano em que o Porto foi tetra. O clube do avançado? Nacional da Madeira.

Um ano volvido e o Benfica voltou a ser glorioso.  Os títulos voltaram à Luz e Jorge Jesus veio para a ribalta do futebol português. Apoiado por um futebol de alta intensidade, Cardozo faturou 26 vezes e foi quem mais marcou em Portugal.

A temporada 2010/2011 veio e ficou para a história: o Futebol Clube do Porto, comando por André Vilas Boas, foi campeão sem qualquer derrota. Com um plantel luxuoso (Hulk, James, Falcão,…), foi o ‘monstro’ brasileiro quem ganhou o troféu de melhor marcador: Hulk marcou 23 golos.

No ano seguinte, mas já com Vítor Pereira no comando técnico, o Porto esteve perto de fazer o mesmo. Porém, uma derrota em Barcelos frente ao Gil Vicente FC fez com que o número 1 aparecesse na lista de derrotas portistas. Nesse ano, voltou a haver um empate na lista de melhores marcadores: Cardozo (Benfica) e Lima (Braga) marcaram 20 golos.

Fonte: SL Benfica
Será o suíço capaz de voltar a ser o melhor marcador?

2012/2013: Kelvin aos 92 minutos. Está tudo dito em relação a esse campeonato. O melhor marcador? Jackson Martínez com 26 golos.

Um ano depois, o país voltou a ser vermelho. O Benfica foi campeão, mas o avançado colombiano voltou a ser o melhor marcador. Desta feita, com apenas 20 golos.

O Benfica foi bicampeão, mas voltou a não ter o homem mais goleador. Aliás, esse homem voltou a ser o mesmo: Jackson Martínez. Nesse ano, marcou 21 vezes.

Em 2015/2016, o campeonato foi fácil de descrever: 86 pontos, Bryan Ruiz – Benfica tetracampeão. Jonas marcou 32 golos e foi o melhor marcador.

No ano seguinte foi feita história no Benfica: o primeira tetra de sempre. Bas Dost foi quem mais marcou e faturou 34 vezes.

Um ano depois, foi Sérgio Conceição quem impediu o penta encarnado: 88 pontos e o Porto campeão. Jonas fez os mesmo golos do que Bas Dost na época transata (34) e voltou a ser o melhor marcador.

Nesta época, Bruno Lage fez o Benfica campeão e contou com os 23 golos de Haris Seferović: homem com mais golos em Portugal.

Foto de Capa: Liga Portugal

 

 

Eduardo, o grande

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Eduardo Henrique é uma das contratações do Sporting para a temporada que se avizinha. Veio do Belenenses SAD, onde foi peça crucial no meio-campo da formação comandada por Silas. As suas prestações mostraram um elevado sentido posicional e tático, bem como um bom domínio de bola e excelente capacidade de progressão no campo com o esférico colado ao pé. Estas características estiveram certamente na retina e na mente dos responsáveis leoninos quando o contrataram por uma verba que se cifrou nos 3M€ ao clube que detinha o passe do jogador, o emblema brasileiro do Internacional de Porto Alegre.

Os restantes companheiros têm explicado ao ex-Belenenses SAD os caminhos para a titularidade na equipa do Sporting
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Eduardo tanto pode atuar como um “seis” ou como um “oito”, mas Keizer parece estar mais inclinado para a primeira opção. A ser assim, Eduardo terá que disputar a titularidade com Idrissa Doumbia. O costa-marfinense mostrou já na época passada as suas qualidades futebolísticas, embora esta pré-temporada esteja a ser marcada por alguma insegurança e pouca consistência exibicional. Situação mais do que suficiente para Eduardo “aproveitar” e singrar de leão ao peito.

Em suma, Eduardo tem tudo para ser grande em Alvalade e ficar com o cognome de “Eduardo, o grande”. Depois da saída de Gudelj para os espanhóis do Sevilha e com Doumbia uns furos abaixo daquilo que rendeu a época passada, o “caminho” para Eduardo Henrique está aberto. Mas isso só acontecerá com muito esforço, dedicação, devoção e glória nos jogos e treinos com a listada verde e branca.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Vão-se os anéis, ficam os dedos

Depois de uma super temporada das águias de Frankfurt, o Eintracht viu sair as suas principais figuras e os seus cofres a ficarem (muito) recheados. Neste momento, o registo marca um encaixe acima dos 100 milhões de euros e a perda de quase metade do habitual onze inicial da última época.

Na temporada 17-18, após um oitavo lugar que deu qualificação para a Liga Europa, o Eintracht Frankfurt entrou na temporada 18-19 com as aspirações do costume: garantir a permanência na Bundesliga o quanto antes e, se possível, conseguir nova qualificação europeia. A nível de mercado, foram discretos, como também tem sido costume nas últimas temporadas. Nas saídas, destaque apenas para a ida de Marius Wolf para o Borussia Dortmund, por 5 milhões, e nas entradas, várias contratações de jovens jogadores por um preço baixo e por empréstimo, alguns até sem opção de compra. Para liderar a equipa, chegou Adi Hutter, acabadinho de ser campeão nacional suíço, que veio dar outro nível a este grupo de jogadores.

As grandes estrelas da época 18-19, acabaram por ser jogadores que já estavam no clube: Luka Jovic e Sébastien Haller. Já tinham deixado água na boca com o que tinham feito antes, mas, sob a batuta de Hutter, com uma dinâmica e um cunho muito pessoal do técnico, toda a equipa evoluiu, fazendo com que as individualidades sobressaíssem mais.

A jogar num 3-4-1-2, com os laterais bem subidos e a fazerem todo o corredor, um guarda redes seguro, defesas ágeis e tecnicistas, um meio campo, sobretudo, inteligente, e com três avançados interiores que “partiram a loiça toda”, Jovic-Haller-Rebic, o Eintracht Frankfurt foi uma das equipas sensação, não só da Liga Europa ou da Bundesliga, mas também da Europa. Batiam-se de igual para igual com qualquer adversário e desafiaram os teóricos que não os colocaram como candidatos a um título europeu e a uma qualificação para a Liga dos Campeões.

Adi Hutter é o treinador do Eintrach Frankfurt
Fonte: Eintracht Frankfurt

Na verdade, o Eintracht de Hutter, ficou a somente quatro pontos dos lugares de Champions, muito por causa da campanha europeia a equipa perdeu gás nos últimos jogos da Liga, e foi eliminada nas grandes penalidades pelo todo poderoso Chelsea FC, nas meias finais da Liga Europa. Para além dos bons resultados desportivos, o mais soberbo no trabalho de Hutter, foi a valorização dos ativos do clube e o estilo ofensivo, pressionante e desafiante que a equipa colocava em cada desafio.

Todo o sucesso tem o seu preço e o Eintracht Frankfurt está a senti-lo. Haller rumou ao West Ham UFC, depois de 20 golos apontados, por 40 milhões de euros, e Jovic seguiu para o Real Madrid CF, por uns incríveis 60 milhões, após 27 golos marcados. Para além desta super dupla, o Eintracht perdeu o seu guarda-redes e capitão Kevin Trapp, que voltou ao Paris SG após empréstimo, tal como Martin Hinteregger, que regressou ao FC Augsburg, depois de ter sido uma das melhores unidades da equipa. Também voltou ao seu clube de origem Sebastian Rode, um dos craques da equipa, que só não ajudou mais devido a lesões.

Paciência esteve bem na época de estreia e terá outro protagonismo, depois das saídas no ataque
Fonte: Eintracht Frankfurt

Quanto a contratações, o Eintracht permanece com a mesma política (pelo menos para já), ou seja, jovens e baratos. Para o meio campo chegaram dois belíssimos jogadores. Dominik Kohr vem do Bayer Leverkusen, por 8.5 milhões, e Djibril Sow, bicampeão suíço, chega do BSC Young Boys, por 9 milhões de euros. Dois médios que encaixam no perfil que Hutter traça para aquela zona de campo: inteligentes e com vários recursos técnicos a nível do passe e visão de jogo, sendo Kohr um jogador mais criativo e Sow um elemento mais técnico. Erik Durm, internacional alemão assolado por lesões, veio a custo zero para reforçar as laterais.

Dejan Joveljic é, para já, o único que chegou para colmatar as saídas do ataque de Haller e Jovic. O jovem talento, ex-Estrela Vermelha e contratado por 4 milhões, marcou 8 golos a época passada, estando muito longe do nível dos seus antecessores. No entanto, tem imensa margem de progressão e encaixa muito bem no 3-4-1-2 de Hutter. Outra grande notícia, foi a compra em definitivo de Filip Kostic ao HSV Hamburgo por 6 milhões. Foi um dos vários elementos potencializados pelo treinador Adi Hutter e uma continuidade muito importante para a equipa.

Depois de uma super época, custa ver uma equipa tão forte ser assim despedaçada, mas com um treinador competente e talentoso, como Hutter, e um plantel que continua recheado de qualidade, a expetativa é ver um Eintracht Frankfurt a encantar novamente. Uma coisa é certa, não será fácil atingir o nível da equipa 18-19 e a pressão esta época será outra.

artigo revisto por: Ana Ferreira

Portugal 28-31 Croácia: Desgaste físico impediu sonho português

Os portugueses estavam apenas pela segunda vez nas meias-finais de um Campeonato do Mundo de andebol de sub21. Em 1995, na Argentina, a seleção portuguesa conseguiu conquistar a medalha de bronze. O encontro com a Croácia revestia-se assim de uma excecional importância e era mais uma oportunidade para estes jovens portugueses fazerem história e marcarem presença pela primeira vez na história na final de uma competição deste género. Era o sonho português a falar mais alto

Estas duas seleções já se encontraram por inúmeras vezes e não havia, portanto, grandes segredos. Já neste Campeonato do Mundo, na fase de grupos, Portugal foi derrotado pela Croácia por 32-30. Outro dos aspetos a ter em conta seria o desgaste físico que a seleção portuguesa vinha acumulando. Para chegar a esta fase da prova, Portugal teve de eliminar a Alemanha e a Eslovénia. Por sua vez, a Croácia enfrentou adversários teoricamente mais acessíveis: Islândia e Tunísia.

Perante tudo isto, não será difícil concluir que os pupilos de Nuno Lopes tinham uma árdua tarefa pela frente.

POUCA INSPIRAÇÃO OFENSIVA

Os primeiros minutos da partida ficaram marcados pela incapacidade dos ataques se superiorizarem às defesas. Portugal só conseguiu marcar o seu primeiro golo quando o relógio já marcava quase cinco minutos.

Podemos sempre afirmar que a falta de golos se justifica pela enorme competência das defesas e também dos respetivos guarda-redes. No entanto, neste caso, parece-me que os internacionais portugueses estavam numa tarde pouco inspirada. Nesse capítulo, e tantas vezes aqui o elogiei, Gonçalo Vieira esteve bastantes furos abaixo daquilo que nos tinha vindo a habituar. Os números demonstram isso mesmo: apenas dois golos em 6 tentativas e 3 assistências.

Estavam decorridos 10 minutos e o equilíbrio era a nota dominante. As equipas pareciam ainda algo presas e a sentir o peso da ocasião. No entanto, daqui para a frente, a Croácia começou a superiorizar-se. Os jovens portugueses passaram um longo período de quase 10 minutos sem marcar qualquer golo. Naturalmente, o resultado mostrava isso mesmo e Nuno Lopes foi obrigado a utilizar dois descontos de tempo. Os croatas chegaram a dispor de uma vantagem de cinco golos.

Contudo, até ao intervalo, Portugal conseguiu reagir e reduzir a desvantagem. Nota para mais uma excelente exibição de Diogo Valério, que em muito ajudou nesta recuperação. No ataque, destaque para Diogo Silva que ao intervalo já levava um total de cinco golos.

Portugal já tinha defrontado a Croácia na fase de grupos. Este era o segundo jogo entre as duas seleções
Fonte: IHF

O resultado ao intervalo era de 12-9. O segredo para inverter esta situação parecia estar numa maior eficácia ofensiva. A seleção portuguesa apresenta uma eficácia de remate de apenas 45% (9 em 20) contra 55% dos croatas (12 em 22).

ENTRADA DE LEÃO

Seria difícil Nuno Lopes pedir melhor começo de segunda aos seus jogadores do que aquele que os mesmos protagonizaram. Portugal veio para a segunda parte com uma enorme agressividade defensiva e com um maior acerto no que ao capítulo ofensivo diz respeito.

Nem cinco minutos estavam decorridos e o selecionador croata pediu o seu desconto de tempo visto que Portugal já estava a apenas um golo de distância. A verdade é que de pouco serviu. Decorridos mais cinco minutos e novo tempo técnico. É que Portugal estava pela primeira vez na frente do marcador. Os jovens portugueses não pareciam em nada estar a acusar o cansaço, bem pelo contrário.

FRESCURA FÍSICA E MENTAL AJUDARAM A RESOLVER O ENCONTRO

Após este período de clara superioridade portuguesa, a Croácia equilibrou a partida. O jogo entrou então numa fase de parada e resposta. Quando faltavam apenas 12 minutos para o final do encontro, o marcador estava igualado a 21.

A verdade é que dali para a frente a história foi diferente. A seleção portuguesa passou por um curto momento de desconcentração e permitiu que os croatas disparassem no marcador para uma vantagem de três golos. A partir deste momento, a Croácia soube gerir o resultado e não mais permitiu que Portugal se voltasse a aproximar.

Durante este período, o selecionador português tentou alterar o rumo das coisas e alterou o sistema defensivo para um 3-3. A verdade é que não foi a melhor das decisões, na minha opinião. Os croatas superiorizaram-se constantemente em iniciativas individuais e tal ajudou a decidir o resultado final.

Na minha opinião, os últimos 10 minutos confirmaram aquele que era o receio de muitos portugueses. O maior desgaste físico fez-se sentir e impediu os portugueses de fazerem ainda mais história.

Portugal joga frente ao Egito às 13h:00m deste domingo o jogo de atribuição da medalha de bronze. O jogo tem transmissão na Sport TV.

O FUTURO É RISONHO

Todavia, penso que o futuro é risonho para o andebol português. Independentemente do que possa acontecer no jogo de atribuição da medalha de bronze, esta foi uma campanha bastante positiva e que nos permite sonhar com algo mais para o futuro. Jogadores como Luís Frade, Leonel Fernandes, André Gomes ou Gonçalo Vieira são a prova viva do excelente trabalho que se está a desenvolver em Portugal e de que podemos sonhar com algo mais.

FC Porto 0-1 AS Monaco FC: Novas ideias exigem tempo, não estados depressivos

A APRESENTAÇÃO

Não tivemos novidades de última hora e esse ‘hábito’ acabou por se perder no tempo. Longe vão as épocas em que a expetativa era grande para se perceber o coelho que sairia da cartola no dia da apresentação oficial.

Foram 30 os nomes anunciados nos altifalantes e aqueles que desfilaram no relvado cerca de uma hora antes do prato forte do dia (o jogo). Havia a curiosidade para se perceber em que ponto estavam as relações do público com a (renovada) equipa, depois das sucessivas desilusões na ponta final da última época e do recente desaguisado entre capitão e treinador. Isso ficou à porta do estádio e sob o também renovado tapete verde (que também está pré época) só se ouviram aplausos… e dos fortes. Tudo começou com Fábio Silva, a nova coqueluche azul e branca, que concorreu, ao nível dos decibéis, com Romário Baró.

Marcano, que não havia reunido total consentimento por parte da massa adepta em relação ao seu regresso, também viu ser-lhe dispensado um dos mais calorosos aplausos do fim de tarde. Até que chegamos ao número 22, o de Danilo. Por entre um rosto fechado, mas os braços bem abertos para saudar os que o queriam ‘animar’, o capitão percorreu os largos metros até ao palco para se juntar aos colegas sob um forte sinal de apoio.

Em relação aos consagrados, Alex Telles e Marega também viram os seus nomes serem os mais aclamados desde a bancada, ao passo que a Sérgio Conceição foi pedido o resgate do título. O técnico respondeu com uma vénia e a comunhão entre equipa e adeptos parece, enfim, manter-se inatacável.

O JOGO

 Não correu bem o regresso a casa. As indicações deixadas no último particular, antes da estreia oficial com o FK Krasnodar, colocou a nu todas as debilidades próprias de uma equipa que se vê obrigada a uma reformulação em pouco mais de um mês. O futebol portista pareceu em muito momentos esgotado de ideias e sem capacidade para se impor perante este AS Monaco FC, que está longe do fulgor de outros tempos. O cansaço foi evidente em muitos momentos e isso acabou por limitar a fluidez que já se esperava que a equipa pudesse apresentar nesta partida. Ainda assim, vê-se neste FC Porto capacidade para evoluir e elevar o nível competitivo, tantos são os sinais de qualidade individuais que muitos jogadores, principalmente os novos, vão mostrando. Tudo isso, quando conjugado com o acerto da arrumação tática da equipa, acabará por mostrar um FC Porto bem mais coeso e entrosado. A derrota com o AS Monaco FC acaba por ser também a confirmação de algo que já se desconfiava: este plantel não pode estar fechado, pelo menos enquanto a ele não chegar um médio capaz de entrar diretamente na equipa e corresponder aquilo que são as (novas) ideias de Conceição.

Fábio Silva estreou-se no Estádio do Dragão e entrou com a força toda
Fonte: Bola na Rede

Novas, sim! E aqui reside um aspeto muito particular e talvez um pormenor que, se calhar, é um verdadeiro “pormaior”. Estiveram 45 mil adeptos no Dragão, mas os últimos instantes e sobretudo o final do jogo viram um Dragão praticamente despido, que abdicou de se despedir de uma equipa que, mais do que nunca, precisa de total apoio para poder crescer, não só no seu futebol como também nos índices motivacionais e de confiança. A maioria do público não quis sequer saber da nova realidade que impera no clube azul e branco ou, por mera impaciência, não dá importância ao facto de toda uma forma de jogar que já estava completamente enraizada, ter de ser adaptada em função das CINCO saídas de jogadores fundamentais em relação à última época. O futebol algo atabalhoado e aos repelões que os portistas mostraram hoje faz parte de um processo de crescimento que, naturalmente, está ainda longe de estar terminado. Não foi bonito que alguns assobios se fossem ouvindo, aqui e ali, a crucificar tomadas de decisão menos boas que, em boa verdade, acontecem pelo peso que as pernas carregam nesta fase da época. Sérgio sabe aquilo que tem à disposição e procura agora colocar a render o talento ao serviço da ideia que vem implementando e que demorará, normalmente, o seu tempo. Seria bom que a mentalidade fosse outra por parte de quem também tem a sua quota parte de importância neste processo evolutivo.

Quanto ao jogo, nota para Vaná e Danilo, que cumpriram os 90 minutos. O AS Monaco FC soube aproveitar um erro na construção para fazer o único golo da partida, por intermédio de Gelson Martins. Os dragões, por seu lado, acumularam variadíssimas oportunidades, apesar de não exercerem um domínio sobre o adversário e do seu jogo ser maioritariamente aos repelões e refém de iniciativas individuais preconizadas essencialmente por Corona e Luis Díaz.

Romário esteve em bom nível e fez as delícias das bancadas com toques de excelência, mas também ele acabou traído pelo desgaste físico, que o levou a não tomar as melhores decisões em muitas ocasiões. Ainda assim, esteve perto do golo num par de ocasiões. Antes do Mónaco marcar, não conseguiu responder ao cruzamento milimétrico de Corona e na segunda parte rematou forte de fora da área para defesa apertada de Lecomte.

A história fica ainda marcada pela grande penalidade que Telles desperdiçou à passagem da hora de jogo, numa altura em que o Mónaco procurou retirar a iniciativa ao FC Porto e quebrar o ritmo de forma inteligente, jogando pausadamente a toda a largura do terreno.

Os dragões não tinham neste momento soluções para responder ao jogo cínico dos franceses, mas a entrada de Fábio Silva acabaria por dar uma vitamina à equipa de Sérgio Conceição. Na primeira envolvência numa jogada de ataque, deixou a bola em Saravia que serviu Otávio, para este falhar à boca da baliza. Mais tarde, esteve perto de continuar a viver o seu conto de fadas, mas o cabeceamento após livre de Bruno Costa embateu na trave.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

FC Porto: Vaná, Manafá (Renzo Saravia 75′), Pepe (Osorio 83′), Marcano (Tomás Esteves 83′), Alex Telles (Diogo Leite 83′), Danilo, Sérgio Oliveira (Nakajima 59′), Luís Diaz (Zé Luís 59′), Romário Baró (Bruno Costa 59′), Corona (Fábio Silva 75′) e Soares (Otávio 59′).

AS Monaco FC: Lecomte; Sidibé, Jemerson, Panzo, Ballo-Touré (Lylle Foster 74′), Henrichs (Pelé 87′), Golovin (Badiashile 74′), Fábregas (Adama Traoré 46′), Gelson Martins (Ahoulou 74′), Boschilia (Nacer Chadli 64′) e Sylla (Rony Lopes 64′).

Portugal 0-2 Espanha (Sub-19): Qualidade da posse de bola decide vitória

Um ano volvido, e novamente, Portugal na final do Campeonato da Europa de sub-19. Desta vez, não correu tão bem como no passado ano, tendo sido derrotado por 2-0, frente à Espanha.

O jogo começou com ligeiro ascendente da seleção de ‘Nuestros Hermanos’, a efetuar o habitual jogo de posse, de circulação rápida em passes curtos. Portugal a apostar principalmente no contra-ataque.  Ainda assim, a primeira ocasião da partida veio do lado português, através de Félix Correia, com um remate de longe na sequência de um canto (10’).

Aos 15’, foi Moha a atirar para defesa tranquila de Celton Biai, também de fora de área. Altura em que se começou a notar a superioridade espanhola, pela qualidade da posse de bola. Pouco mais tarde foi Sergio Gomez a tentar, desta vez dentro da área, remate defendido pelo guarda-redes português.

Portugal tentava responder, mas sem grande sucesso. A apostar mais no passe longo e na bola aérea, do que no passe curto, a seleção lusa facilitava a vida aos defesas espanhóis. Do ponto de vista defensivo, os comandados de Filipe Ramos estavam bem até que à passagem do minuto 33’, Ferran Torres apareceu sozinho no coração da área após desconcentração coletiva na defesa de um livre lateral. Um a zero para a Espanha.

Portugal reagiu bem ao golo sofrido, forçando a pressão e com uma circulação de bola mais calma. Mesmo assim, não conseguia ferir a baliza do guardião espanhol. Portugal zero, Espanha um, à ida para o intervalo.

No início da segunda parte, Félix Correia a desequilibrar pelo lado esquerdo e a cruzar, mas não havia ninguém para encostar na zona da pequena área. Pouco depois, a Espanha respondeu, através de um cruzamento de Miranda pelo lado esquerdo do ataque, com Ferran Torres a bisar na partida (51’). Superioridade espanhola no corredor esquerdo, aliada a alguma falta de agressividade defensiva dos jovens portugueses.

Com dois a zero no marcador, a Espanha limitou-se a gerir a vantagem em zona subida. Fábio Vieira aos 74’ obrigou Tenas a uma defesa apertada para canto. Podia ter sido o momento de viragem para a seleção lusa. Até ao apito final não houve nenhuma oportunidade clara de golo, para qualquer lado. Depois de, há um ano atrás, Portugal ter vencido a Itália na final da competição, não conseguiu repetir o feito perante a congénere da Espanha.

É de realçar a razoável exibição lusa perante a diferença abismal entre estas duas seleções. Numa época em que se fala mais de milhões do que de futebol propriamente dito, é importante referir que o valor de mercado do conjunto espanhol ronda os 55 milhões de euros (54.6M, mais precisamente). Já Portugal vale no seu todo 3.2 milhões. Valores incomparáveis.

Para além de que podemos considerar os jogadores espanhóis mais experientes do que os portugueses (alguns já com presenças na La Liga, Liga dos Campeões e Liga Europa). Já os pupilos lusos, têm maior rodagem na Liga Revelação e equipas B.

Vitória merecida por parte da Espanha, que foi superior em todos os momentos do jogo, mas há que realçar o trajeto feito por Portugal até a esta final, depois de ter estado inserido no chamado “grupo da morte”, com dois fortes candidatos à conquista da competição (Espanha e Itália), para além da anfitriã, a Arménia.

ONZES E SUBSTITUIÇÕES

Portugal: Celton Biai, Costinha, Gonçalo Loureiro, Gonçalo Cardoso, Tomás Tavares, Diogo Capitão, Fábio Vieira (Daniel Silva, 75’), Vítor Ferreira (Samuel Costa, 63’), Félix Correia (António Gomes, 75’), João Mário (Tiago Gouveia, 57’) e Gonçalo Ramos.

Espanha: Tenas, Víctor Gómez, García, Guillamón, Miranda, Blanco, Moha (Mollejo, 87’), Sergio Gómez (Muguruza, 80’), Gil (Orellana, 80’), Ferran Torres (García, 90’) e Ruiz (Mendez, 90’)