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Paris Saint-Germain: A antítese do futebol romântico

É provavelmente do senso comum que o PSG de há uns anos até então, tornou-se apenas num compêndio de estrelas patrocinadas pelos milhões vindos do Qatar, que não faz jus à história do clube e que acima de tudo não traduz o investimento em conquistas.

O PSG é hoje um clube com mais milhões do que ambições e é provavelmente o expoente máximo dos valores do futebol moderno. O Parc des Princes, estádio dos Les Rouge-et-Bleu, é o espelho perfeito de um clube que perdeu a sua mística, onde tudo parece teatralizado uma vez que se perdeu “o amor à camisola”. Na bancada são tantos turistas quanto parisienses e mesmo em momentos de conquista não vemos a mesma emoção e alegria que por outros lados se registam.

O verdadeiro problema do PSG e única justificação para o fracasso reside exclusivamente na estratégia dos seus responsáveis. Reunir os melhores craques a todo o custo num único balneário não é uma opção inteligente pois origina choques de egos que fazem despoletar as variadíssimas novelas que são do conhecimento de todos os nós. Além disso, e levando a discussão para dentro do relvado, ao PSG faltam “homens da casa”, ou seja, em todos os clubes quer na estrutura como no plantel há pessoas que sentem genuinamente o clube e que transmitem esse sentimento aos restantes. Em Paris, isso não acontece e por isso o PSG não demonstra ser um plantel, mas simplesmente o somatório das individualidades.

A pouco dos dias do arranque oficial do Paris Saint Germain na temporada 2019/2020, reina novamente a instabilidade no núcleo do clube parisiense.

Até à data deste artigo, o PSG mostrou-se bastante sereno no mercado de transferências, destacando-se apenas a chegada de Pablo Sarabia e Abdo Diallo, provenientes do Sevilha e Borussia Dortmund, respetivamente.

A principal missão foi, portanto, impedir a saída das principais estrelas: Neymar e Mbappé.

O jovem prodígio francês terá recusado inicialmente renovar contrato com o clube, demonstrando assim a sua intenção de rumar ao Manchester City e o PSG para impedir este desfecho propôs um salário de 950 mil euros por semana, segundo um jornal britânico.

Fonte: PSG

Confirmando-se ou não estes números avassaladores o que é certo é que Mbappé deverá mesmo continuar em Paris. Tão certo quanto o francês não está o futuro de Neymar, que está a desenrolar uma autêntica novela brasileira. O principal interessado em Neymar é o FC Barcelona, mas o PSG mantém-se firme e não coloca o brasileiro oficialmente como transferível neste mercado de Verão.

Contudo, esta novela ganha contornos de drama uma vez que mesmo após recuperar de lesão, Neymar continua sem vestir a camisola do Paris Saint-Germain, uma vez que o clube decidiu deixá-lo em Shenzhen antes de disputar o particular.

Um ator secundário desta novela é Daniel Alves que agora sem clube manifestou-se publicamente dizendo que gostaria de voltar a Camp Nou e que queria levar Neymar consigo, fazendo aumentar os rumores de uma possível contratação por parte dos catalães.

O PSG apesar dos milhões não teme evitado este desgoverno constante e a falta de estabilidade inviabiliza a criação de uma equipa forte e coesa capaz de ter sucesso em todas as competições.

Nasser Al-Khelaïfi não é propriamente um homem do futebol mas é urgente que mude a sua estratégia para o Paris Saint Germain, assegurando um grupo de trabalho equilibrado, motivado e empenhado em conquistar títulos.

Foto de Capa: UEFA

 

Para lá do senhor do apito

Com o final da época terminam competições, contratos e até carreiras. Foi assim com João Capela. O lisboeta de 44 anos terminou a sua carreira na arbitragem de futebol na temporada anterior e, numa rara rotina de entrevistas, abriu o jogo acerca do estado da profissão.

Com particular ênfase na dimensão psicológica, Capela relembra que o árbitro é a entidade que balança a partida e nada mais; procura puxar pelos atletas quando o ambiente é pobre ou descontraído, mas tenta pôr gelo quando os estádios rebentam pelas costuras e os jogadores se descontrolam à mínima alteração.

Confessa-se distante da polémica proveniente da divulgação dos e-mails e revela que esse é um assunto que não faz parte da conversa diária entre os árbitros. Explica isso com a exposição a que esta entidade reguladora do jogo está submetida; com o VAR, mais de uma dezena de câmaras e uma mão cheia de programas de comentário pós-jogo, Capela acha impossível alguém sequer tentar algum favorecimento encoberto.

Com a perfeita noção da imagem que o árbitro tem, Capela não esquece o dérbi da capital, na Luz, em que lhe são apontados numerosos erros por ambas as partes. Os tempos que se seguiram foram difíceis, com ameaças à família, mas quando ganhou coragem para rever a partida, o árbitro português mantém a sua posição e afirma que no seu campo de visão, sem apoio do VAR na altura, não podia ter tomado outras decisões.

João Capela trocou o relvado pelo pavilhão e hoje é árbitro de basquetebol
Fonte: AF Viseu

Olhando para o futebol português na atualidade, são inegáveis as problemáticas existentes e, pior que isso, a sua profundidade. No país campeão da Europa, que leva equipas constantemente a fases avançadas da Liga dos Campeões, ainda é impossível levar crianças a um clássico ou dérbi. Ou melhor, é impossível levá-las sem que se tema pela sua segurança.

Mas como são apenas seis jogos num campeonato inteiro, pouco importa discutir isso. E é esta mentalidade que leva, jogo após jogo, a culpar as derrotas da equipa com a atuação do árbitro. Nada interessa se o fio de jogo da equipa é inexistente e se a tática habitual se baseia na “bola na frente e fé em Deus”, o que realmente importa e pauta os comentários televisivos e entre adeptos são os erros do árbitro. E se a sua equipa vencer, mesmo que seja com um golo com a mão para lá dos descontos, tanto melhor.

Contudo, esta classe não está acima de qualquer interveniente da partida e, como tal, tem direito a errar e o dever de se retratar ou evitar repeti-lo. Não é por acaso que a arbitragem portuguesa não teve nenhum representante principal no Mundial de 2018, na Rússia. Há, claramente, um caminho de alterações e melhorias a ser percorrido.

A última temporada foi negra no que à suspeição da arbitragem diz respeito. O regime de nomeações foi alterado e mesmo assim assistimos a fugas e denúncias quando supostamente seria um procedimento vedado a externos. No entanto, há quem ainda consiga culpar os árbitros por tudo isto e optar por ilibar dirigentes máximos das suas responsabilidades e atos, no mínimo, questionáveis. Não vejo que caminho seja este em que o futebol português se encontra, mas qualquer dia não há volta a dar.

Foto de Capa: FPF

O que retirar do Europeu feminino sub-19

Entre os dias 11 e 21 de Julho realizou-se na Hungria, em Gyor, o Europeu feminino de andebol sub-19 onde Portugal esteve representado e atingiu a 14ª posição. É um lugar que, tendo em conta a qualidade da equipa, soube a pouco, segundo palavras da selecionadora nacional Aldina Silva.

Analisando a caminhada da seleção nacional facilmente se percebe que não seria tarefa fácil atingir as classificações de topo dada o nível do grupo – a Noruega terminaria em terceiro lugar, a Roménia em quinto e a Suécia em 13º.  Contudo, Portugal bateu-se bem frente a todos os adversários e podem ser retiradas várias notas positivas desta competição.

Em primeiro lugar, as atletas portuguesas demonstraram excelentes noções táticas para por em prática a exigente defesa utilizada ao longo do campeonato. Mesmo depois do desgaste originado pelos sete jogos em noves dias, os princípios estavam lá, mesmo que depois o cansaço não permitisse a melhor execução, o que demonstra o excelente trabalho que tem sido realizado nos escalões de formação e deixa sonhar com um futuro risonho do andebol feminino português.

Em segundo lugar, este campeonato foi a afirmação final de Joana Resende como uma das melhores laterais da sua geração. A 1ª linha portuguesa de 2001 foi eleita a melhor marcadora, apontando 55 golos com uma eficácia de 64% em sete jogos disputados. Tanto da linha de sete metros, como dos seis metros, Joana Resende mostrou-se extremamente fiável tendo falhado apenas dois livres de sete metros ao longo de todo o torneio e registado uma eficácia de 100% nos remates dos seis metros.

Ao longo desta época foi claro o talento da atleta portuguesa, que, com dezoito anos, foi peça fundamental das vitórias no campeonato e Taça de Portugal por parte do Colégio de Gaia. Aliando velocidade e excelentes recursos técnicos, tanto no passe como no remate exterior, Joana Resende é, neste momento, uma certeza e não uma promessa do andebol nacional. O próximo passo seria, em teoria, a mudança para o estrangeiro, seguindo os passos da sua colega de seleção Beatriz Sousa, que no passado verão se transferiu do Madeira SAD para França e evoluiu a olhos vistos, tendo sido a quarta melhor marcadora do campeonato com 49 golos em sete partidas.

Joana Resende foi a melhor marcadora do campeonato e mostrou que pode almejar a outros voos.
Fonte: EHF

Por fim, o andebol de formação feminino em Portugal encontra-se neste momento numa excelente fase que pode ser determinante para o futuro da modalidade no nosso país. As seleções nacionais jovens estão agora recheadas de atletas com talento e que desde cedo começam a demonstrar níveis competitivos muito elevados que permitem afirmarem-se em escalões superiores. Este aumento de competitividade providência experiência, que depois é preponderante quando se chega às grandes competições.

Se Portugal continuar o trabalho de desenvolvimento e não tiver medo de arriscar, podemos ter um futuro em que o apuramento para grandes competições não se trata de uma raridade, mas sim uma constante, e o andebol assume o papel de destaque que tanto tem feito por merecer.

Foto De Capa: EHF

Alguém salve Bradley Beal

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Foi na semana passada que os Wizards ofereceram, logo no primeiro momento em que conseguiram, uma extensão de contrato a Bradley Beal. Extensão essa que não vai ser aceite por Beal. O jogador americano pode aumentar em muito os seus ganhos no próximo verão ou, potencialmente, procurar uma equipa onde a confusão não seja tão grande como a que há na capital norte-americana.

Enquanto aguarda o nascimento do seu filho (razão que o levou a deixar o estágio da seleção dos Estados Unidos com vista à participação no Mundial) Bradley Beal vai estudando o melhor passo a dar. A extensão de contrato neste momento não é uma opção. Com uma boa época em 2020, o max contract fica no horizonte do base. Mas será possível fazer uma boa época em D.C.?

Os Wizards têm feito um leve esforço para emendar os erros do passado, mas isso não chega. O contrato de John Wall continua a pesar, principalmente quando o jogador vai falhar toda a próxima época. Voltará um jogador diferente e não é propriamente o melhor amigo de Beal. Thomas Bryant, Rui Hachimura, Davis Bertans ou Troy Brown são jovens com algum potencial, mas não são um elenco jovem que consegue competir com os restantes na liga.

E o contrato de Ian Mahinmi continua a ser um erro que ninguém percebe. No fundo, Bradley Beal estará a gastar o seu pico de forma numa das piores equipas da liga.

Bradley Beal frente aos Boston Celtics na última temporada
Fonte: Washington Wizards

Para Beal a solução óbvia parece seguir as pisadas de Paul George, Kawhi Leonard, Jimmy Butler ou Anthony Davis: pedir uma troca, agrupar um conjunto de locais para onde gostaria de ir e decidir a sua vida quando for free agent (neste caso em 2021).

Para os Wizards, o caminho devia ser o mesmo, embora os seus responsáveis não estejam interessados numa troca. Mas porque é que a troca faz sentido para os Wizards? Porque na free agency de 2020 não há jogadores de grande nível disponíveis e em 2021 juntar Beal a outra estrela será quase impossível, com Wall a ocupar 30% do espaço salarial. Não há grandes ativos que permitam trocar por outra estrela. Washington falhará em colocar uma equipa competitiva à volta de Beal e acabarão como os Hornets, sem o seu melhor ativo e com uma equipa despedaçada.

O melhor para todas as partes é o adeus de Beal à capital. Esse adeus acontecerá, de uma maneira ou de outra em 2021, a menos que Beal queira desperdiçar os seus melhores anos numa situação que há muito tempo o incomoda. Resta ao jogador e ao clube chegarem a um acordo para que saiam todos a ganhar no meio de toda esta situação. Mas, por favor, alguém que salve Beal e lhe dê o reconhecimento merecido.

Foto De Capa: Washington Wizards

Quem quer ser jogador do FC Porto?

Jogos amigáveis (ou jogos de preparação, como prefiro chamá-los) são nada mais nada menos do que os preparativos para os desafios a valer que surgirão num futuro não muito distante. Como tal, necessariamente, inúmeras ilações têm de ser retiradas destes múltiplos 90 minutos; e o facto de o plantel do FC Porto ser relativamente curto é uma conclusão à qual grande parte da massa adepta (e não só) chegou.

Este cenário poderá, todavia, ainda ser agravado por eventuais lesões que possam ir surgindo com o decorrer da época.

Ainda antes da temporada 2019/20 começar “a sério”, os adeptos portistas tomaram já um gostinho daquilo que poderá vir a suceder durante os próximos meses, caso novos reforços não sejam oficializados: com Diogo Costa e Loum atualmente lesionados, alarmes foram soados dentro do seio azul e branco, sobretudo na questão “guarda-redes”, visto que restava apenas Vaná e o jovem Mouhamed Mbaye para ocupar a posição mais recuada do terreno.

Pessoalmente, não valorizo muito esta lacuna em específico (pelo simples motivo de existirem outras lacunas que precisam de resolução mais urgente ainda), porém isto não significa que não vejo com bons olhos a chegada de um novo nº1 à cidade do Porto: uma segunda opção fiável para a baliza será sempre bem-vinda a um clube com o número de compromissos e ambições do FC Porto (e não, Vaná não é uma opção fiável).

Um total de 30 jogadores foram apresentados aos adeptos no último sábado, contudo são ainda esperados alguns reforços na Invicta
Fonte: FC Porto

Lembram-se de eu referir que existem lacunas maiores no plantel do FC Porto? Pois bem, o meio campo será indiscutivelmente uma delas. Com o condicionamento de Loum, restam apenas cinco nomes: Romário Baró, Danilo, Sérgio Oliveira, Bruno Costa e, eventualmente, Otávio. Tendo em conta ainda que dos nomes anteriormente citados apenas alguns serão verdadeiras opções, é fácil perceber que falta uma ou duas contratações cirúrgicas (no mínimo) para que esta parte do terreno suporte todas as exigências que vêm a caminho (que falta que faz agora um Óliver, não é verdade?).

No setor mais avançado, cenário semelhante àquele vislumbrado no miolo, com uma pequena diferença, todavia: nomes existem vários, soluções existem poucas. É a tal questão de ter quantidade, porém pecar em qualidade. Fernando Andrade, Galeno e Aboubakar (este último por questões físicas) não podem ser caracterizados como “opções”, no sentido literal da palavra.

Relativamente aos restantes atacantes, permaneço com algumas desconfianças para com os reforços recém-chegados, contudo vejo potencial para que, ao longo da época, consigam provar que as minhas dúvidas não possuem fundamento. Veremos…

Enfim, reforços para o ataque, para o meio campo e para a baliza… não deve ser assim tão difícil para um clube que durante anos a fio foi recordista em vendas. Oh, espera aí: parece que a UEFA não concorda comigo.

Foto de capa: Bola na Rede

SL Benfica | O meu plantel para 2019/2020

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Dentro de todos os adeptos, existe sempre uma vontade de poder decidir os jogadores que permanecem no plantel para a época que se avizinha. Faz lembrar o tão famoso jogo Football Manager, aquele em que a pessoa que o controla decide todo o tipo de assuntos relativos ao futebol profissional. Como não fujo a regra, deixo-vos aqui o plantel que gostaria de ver para a época 2019/2020.

Guarda Redes

Obviamente que depois de ter visto estes jogos amigáveis, Odysseas Vlachodimos seria o meu escolhido para titular. Zlobin seria o segundo da hierarquia, com o guarda redes titular da equipa B – espero que se trate de Celton Biai – a ocupar o terceiro posto.

Penso que para Svilar o melhor caminho será o empréstimo, pois com 19 anos o mais vantajoso é ter minutos de jogo num campeonato competitivo. Gostava também de ver Fábio Duarte receber a oportunidade de ter minutos numa equipa de Primeira/Segunda Liga. Seguramente que seria um guarda redes para oferecer garantias a qualquer treinador.

Defesa Direito

Confesso ser um admirador de André Almeida, por todos os adjetivos que o definem e que só o terceiro anel conhece. Poderão muitas vozes afirmarem que o jogador é curto para uma equipa com tantas ambições, mas mesmo assim seria o meu titular.

Fonte: SL Benfica

Para suplente, talvez o melhor fosse uma cara nova. Ebuehi, depois de um ano sem qualquer minuto de jogo, iria precisar de uma reviravolta para se ter uma noção correta e real do valor do jogador. João Ferreira iria ser o dono do posto na equipa B.

Gelson Dala: fica ou vai?

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Gelson Dala chegou ao Sporting CP proveniente do 1º de Agosto em Janeiro de 2017. Vinha rotulado de grande promessa do futebol angolano e, por isso, era grande a expectativa para ver o que o avançado poderia dar no futuro ao emblema leonino. No entanto, o seu potencial não tem sido aproveitado.

Após ter estado no Rio Ave, por empréstimo na época passada, onde realizou boas exibições, esperava-se que o jovem jogador pudesse ter uma real oportunidade de leão ao peito. Contudo, a apresentação do plantel no jogo de domingo pode ter dissipado todas as dúvidas: Gelson Dala não foi apresentado como jogador do Sporting CP para a época 2019/2020. Assim, muito dificilmente o angolano fará parte das contas de Marcel Keizer.

Na minha opinião, acho extremamente injusto que o avançado não tenha uma hipótese no clube. Na última época, revelou vários pormenores interessantes, com boa qualidade de passe e visão de jogo, inteligente a jogar entrelinhas e com uma boa finalização, tendo apontado sete golos. Apesar disso, tais números não chegaram para convencer os responsáveis pelo futebol leonino. Quando Vietto não tem demonstrado praticamente nada desde que chegou ao clube, gostaria de saber como se sairia Gelson Dala se tivesse as mesmas oportunidades.

O jovem avançado angolano ainda aguarda a sua oportunidade em Alvalade
Fonte: Rio Ave FC

Sou franco: gostaria de o ver no plantel. É um jogador humilde, com qualidade e que mesmo em questões de marketing poderia ser muito útil ao clube. O jogador chegou em tenra idade, mas os anos vão passando e a aposta no avançado tarda em aparecer, e o mesmo conta já com 23 anos. Espero que o Sporting CP não esteja a dar tiros nos pés, nem que haja interesses de empresários por detrás deste tipo de decisões.

Em conclusão, é com alguma tristeza que verifico que, mais uma vez, Gelson Dala não parte como opção para a nova época. Apesar de já ter demonstrado qualidades que merecessem uma oportunidade, a verdade é que pelo seu futuro deverá passar um novo empréstimo. É pena.

Foto de Capa: Rio Ave FC

Primeiras Notas

A festa de apresentação da equipa do FC Porto aos sócios trouxe consigo o último dos jogos da fase preparatória para a época 2019/2020. Ao fim de quatro jogos à porta aberta e outros tantos à porta fechada, a primeira derrota. A exibição, ainda que o AS Monaco FC pouco ou nada tenha feito para vencer o encontro, foi insuficiente.

No entanto, o presente artigo não procurará abordar questões técnico-táticas nem analisar a qualidade exibicional da equipa durante a pré-época. O passado ensinou-me a relativizar os resultados e os jogos de preparação e muito tempo haverá durante a temporada para esmiuçar o futebol apresentado pelo FC Porto. Assim, o objetivo passa por deixar algumas notas sobre as opções de Sérgio Conceição, prognosticar aquele que deverá ser o primeiro onze inicial oficial da época e os nomes que constarão, por esta altura, na lista de dispensas do técnico portista.

Comecemos, então, pelo setor defensivo. No que concerne ao guarda-redes, Diogo Costa parece partir em vantagem sobre a concorrência interna e, estando clinicamente apto, deverá ser aposta inicial nos primeiros jogos da época. A baralhar estas contas poderá estar uma eventual contratação para a posição que ocorra até lá. Kevin Trapp (PSG FC) e Augustín Marchesín (Club América) são os nomes mais ventilados pela comunicação social. No quarteto defensivo há, sem surpresas, três intocáveis. Alex Telles alinhará pela esquerda e Pepe e Marcano formarão o par do centro da defesa. O lateral esquerdo brasileiro não tem concorrência nem, sequer, alternativa e os dois centrais veteranos suplantam Osório e Diogo Leite. Mbemba não conta, para já, para o totobola (iniciou significativamente mais tarde os trabalhos de pré-temporada). Já na lateral direita residem, ainda, algumas dúvidas. Manafá parece, para já, levar vantagem, mas muito mal estará o departamento de scouting do FC Porto se Renzo Saravia não conseguir, a curto/médio prazo, suplantar a concorrência do lateral português. Tomás Esteves, jovem de 17 anos está também à espreita.

Alex Telles, que, apesar do assédio avança para a quarta época de Dragão ao peito, foi o mais ovacionado na apresentação da equipa aos sócios
Fonte: FCP

Passemos ao meio-campo. Na zona nevrálgica do terreno reinam, neste momento, Danilo, Sérgio Oliveira e Romário Baró. O internacional português permanece de pedra e cal, apesar da recente polémica em que esteve envolvido, Sérgio Oliveira, regressado de empréstimo, assume o lugar que era de Herrera, e o jovem campeão da europa pelos sub-19, tem mostrado qualidade e vai assumindo um papel entre o meio e a meia direita, em detrimento de Otávio. Loum, médio-defensivo que será a alternativa a Danilo durante a época, está lesionado, mas não é esperado que, regressando de lesão, deixe esse estatuto de alternativa. Para o meio campo deverá chegar, ainda, Mateus Uribe (Club América), médio colombiano que deverá concorrer com Sérgio Oliveira por um lugar ao sol. Uma última nota sobre Bruno Costa. Mostrou nas oportunidades que teve muita qualidade e considero que Sérgio Conceição pode e deve olhar para este jovem talento com mais atenção. Com a infeliz saída de Óliver parece-me o único capaz de dotar o meio-campo portista de mais técnica, melhor visão de jogo e qualidade de passe.

Resta abordar os três jogadores mais ofensivos. Na ala esquerda, Luis Díaz, contratado ao Atlético Júnior Barranquilla da Colômbia, perfila-se como primeira opção, assumindo a dianteira na luta pelo lugar que seria, à partida, de Nakajima. No centro do ataque, Tiquinho Soares vai levando vantagem sobre o reforço Zé Luís e vai sendo secundado por Jesús Corona que jogará a toda a largura do ataque, com alguma tendência para se deslocar para o corredor direito para conferir à equipa a largura que Romário Baró não consegue dar. Nestas contas entrará, mais tarde, Moussa Marega, que chegou mais tarde por via da participação da seleção do Mali na última edição do Campeonato Africano das Nações e que, caso não seja transferido no entretanto, deverá ter entrada direta no onze inicial. Sobram Fábio Silva, que deverá alternar entre a equipa B e a equipa principal e a quem auguro um futuro risonho de azul e branco e Aboubakar que parece mais perto da porta de saída do que de ficar no plantel.

Para terminar, importa deixar o nome de alguns jogadores que estiveram presentes nos trabalhos de pré-época mas que, julgando pelo número de minutos somados, deverão receber guia de marcha de Sérgio Conceição. Na baliza, Mbaye deve regressar à equipa B e no centro da defesa, setor sobrelotado, Diogo Queirós deverá sair para rodar. Chidozie deverá ser para vender e, acredito eu, entre Mbemba, Osório e Diogo Leite apenas haverá espaço para dois. Madi Queta, jovem médio da formação, regressará, também, à equipa B, e nas alas do ataque, Fernando Andrade e Galeno não parecem contar e deverão ser emprestados. Resta o já mencionado, Vincent Aboubakar, que, depois de uma época marcada por uma lesão grave, parece não ter grande espaço ou margem de manobra nas opções do treinador portista.

Foto de capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Egan Bernal é o novo vencedor do Tour de França

Após o decorrer de 21 etapas, o Tour finalmente chegou ao fim. O vencedor foi um estreante e o seu país também nunca tinha conquistado um Tour. Falo de Egan Bernal que se estreou a vencer uma Grande Volta, tal como a Colômbia! Além disso, Bernal é o terceiro mais jovem de sempre a ter conquistado o Tour.

A última semana de Volta à França presenteava-nos com mais uma etapa para os sprinters, logo à 16ª Etapa. O vencedor após 177 quilómetros foi um repetente, de seu nome, Caleb Ewan. O australiano da Lotto Soudal correspondeu bem ao trabalho feito por Roger Kluge e por Jasper De Buyst na parte final da etapa e somou aqui a sua segunda vitória na competição.

Elia Viviani acabou na segunda posição, seguido de Dylan Groenewegen. Peter Sagan acabou na quarta posição e ainda amealhou alguns pontos importantes para a sua camisola verde.

Nesta etapa, Jakob Fuglsang viria a abandonar a competição, devido a uma queda. Wilco Kelderman abandonou no dia de descanso e nem sequer começou a etapa 16.

Na geral individual, Julian Alaphilippe mantinha a liderança, com cerca de 1m:35s para Geraint Thomas e 1m:47s para Kruijswijk. Pinot aparecia na quarta posição a 1m:50s e na quinta posição o colombiano Bernal, a 2m:02s.

Na Etapa 17, com a chegada a Gap, muitas eram as equipas interessadas na fuga. Foram 33 ciclistas os escapados, com presença portuguesa, visto que Nélson Oliveira e Rui Costa se encontravam na fuga do dia.

Os portugueses a tentarem ser felizes, após as conquistas passadas de Sérgio Paulinho e de Rui Costa em Gap.

Sem grandes mexidas no pelotão e com o ritmo pausado da Deceuninck-Quick-Step, os favoritos chegaram a mais de 20 minutos dos primeiros da fuga.

Na frente da corrida, após alguns ataques e desentendimentos, foi o campeão Europeu, Matteo Trentin, quem conseguiu fugir para a vitória. Depois das vitórias de Impey e de Simon Yates (duas), o italiano acabou por somar mais uma para a Mitchelton-Scott. Em segundo lugar acabou Kasper Asgreen e em terceiro Greg Van Avermaet, companheiros de fuga de Trentin.

Na geral individual, não se registaram novidades no top dez.

Matteo Trentin venceu a etapa 17 que terminou em Gap, onde já muitos ciclistas portugueses foram felizes
Fonte: Le Tour de France

A décima oitava etapa ligava as localidades de Embrun a Valloire, com cerca de 208 quilómetros de extensão. Etapa que continha muita montanha e em que mais uma vez se destacaram mais de 30 ciclistas na frente.

Neste grupo estavam nomes importantes das equipas, mas o que mais se destacou foi Nairo Quintana. O colombiano largou a concorrência com alguma facilidade e subiu o Col du Galibier (contagem de categoria extra) destacado na frente. Depois fez uma descida tranquila até à meta, sem que nenhum dos seus colegas de fuga o conseguisse alcançar. Bardet fez segundo, a 1m:35s e Lutsenko acabou na terceira posição a 2m:28s.

Lá atrás, nos favoritos, foi Bernal quem mexeu e ninguém seguiu ao seu ritmo. O colombiano foi um dos vencedores do dia, visto que ganhou 32 segundos para a restante concorrência. O francês Alaphilippe resistiu à subida dura do Galibier, mas acabou por ficar para trás na parte final da subida. Thomas e os concorrentes mais diretos do top dez seguiam, já sem o francês.

A descida até à meta ainda era longa, com cerca de vinte quilómetros de percurso. Como um dos melhores descedores da atualidade, Alaphilippe acabou por alcançar o grupo de Thomas, Kruijswijk, Pinot e Buchmann. Acabaram por chegar juntos à meta.

Na geral individual, Alaphilippe mantinha a liderança, após ter sofrido muito nesta etapa. Agora tinha 1m:30s para o segundo lugar de Bernal e 1m:35s para Thomas. Quintana subiu cinco posições e passou do 12º lugar para o sétimo lugar.

Yan Bingtao vence o primeiro título da carreira no Riga Masters

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Decorria o ano 2017 quando, com apenas 17 anos, Yan Bingtao esteve perto de fazer história no Open da Irlanda do Norte. Nessa edição, o jovem chinês esteve perto de se tornar no mais jovem jogador de sempre a vencer um torneio pontuável para o ranking, mas acabou por perder a final frente a Mark Williams por 9-8.

O seu primeiro título ficou assim adiado e só este Domingo em Riga, a capital da Letónia, o prodígio chinês conseguiu materializar o seu potencial em títulos pela primeira vez.

Numa prova onde até participaram alguns dos principais nomes do circuito mundial, como Mark Selby, Mark Williams ou Jack Lisowski, desde cedo estes se viram afastados e quando a prova atingiu os Quartos-de-Final, já não contava com nenhum elemento do Top-20 do ranking mundial.

O jovem Yan Bingtao, que aos 19 anos ocupa o 21º lugar do ranking mundial, no caminho até à final deixou para trás Rod Lawler, Alan McManus, Chen Zifan, Li Hang e Matthew Selt.

Na final, disputada à melhor de nove frames, teria pela frente o experiente Mark Joyce, que aos 35 anos ocupa o 54º lugar do ranking mundial. O inglês, por sua vez, bateu ao longo do torneio Scott Donaldson, Liam Highfield, Jack Lisowski, Stuart Carrington e Kurt Maflin.

O inglês Mark Joyce foi o outro finalista do Riga Masters
Fonte: World Snooker

Numa final nem sempre bem disputada (apenas Mark Joyce conseguiu um centurie neste encontro), Yan Bingtao conseguiu controlar o resultado desde início, estando sempre em vantagem ao longo de todo o encontro. Numa primeira fase, o chinês colocou-se em vantagem por 2-0, entrando o jogo numa toada de maior equilíbrio, com Mark Joyce a reduzir para 2-1, Yan Bingtao a aumentar para 3-1 e o inglês a reduzir de novo para 3-2.

Após o intervalo, Yan Bingtao regressou mais forte e, com vitória em dois frames consecutivos, decidiu o jogo a seu favor (5-2) e levou para casa o troféu do Riga Masters. O jovem chinês sucedeu assim a Neil Robertson, que tinha saído vencedor da Letónia na última época.

Yan Bingtao torna-se assim no terceiro jogador chinês a conseguir conquistar um título pontuável para ranking, depois de Ding Junhui e Liang Wenbo. E tinha sido precisamente o seu compatriota Ding Junhui o último jogador do circuito a conseguir conquistar um título, tendo uma idade inferior a 20 anos, já no longínquo ano de 2006.

O próximo torneio pontuável para ranking é o International Championship, com data de início agendada para o dia 4 de Agosto. A prova, que na época passada foi vencida por Mark Allen, irá disputar-se na cidade chinesa de Daqing.

Foto de Capa: World Snooker

artigo revisto por: Ana Ferreira