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O entusiasmante mercado em Sevilha: Os 9 reforços (para já) da era Lopetegui

O regresso do emblemático diretor desportivo, Monchi López, foi o primeiro sinal de que as coisas para os lados do clube de Sevilha iam ser bem agitadas, no sentido positivo é claro. Conhecido pela arte de adquirir jogadores interessantes, o espanhol volta à uma casa que foi sua durante 29 anos, primeiramente como guarda-redes (1988 – 1999) e depois como diretor desportivo (2000-2017). Não teve grande êxito nos dois anos em que esteve na AS Roma, acabando por ele e o treinador serem despedidos depois de um investimento forte e da eliminação nos “oitavos” da última edição da Liga dos Campeões, frente ao FC Porto.

Monchi López inicia as suas funções em março, e em junho Julen Lopetegui é contratado para treinador. Juntam-se duas figuras emblemáticas, reconhecidas pelos excelentes negócios e jogadores que conseguem concretizar. Nunca é demais relembrar que Lopetegui na sua passagem pelo FC Porto conseguiu “atrair” jogadores como: Aboubakar, Brahimi, Tello, Casemiro, Óliver Torres. Isto tudo para chegar à conclusão de que com investimento o treinador espanhol consegue criar plantéis interessantes de se acompanhar.

E tal já começou a acontecer. Estamos em julho e o plantel do Sevilha já “brilha” com nomes interessantes. Até agora o clube gastou cerca de 123 milhões de euros, mas parece não ficar por aqui mas para já apenas mencionar os reforços até agora adquiridos.

Thierry Anti: A confirmação da mudança

Desde o início da década de 2010, o andebol português foi sofrendo um conjunto de alterações e evoluções que tinham como objetivo recuperar o nível e credibilidade que se havia perdido nos anos anteriores – má gestão financeira e desportiva dos clubes e da federação tinham deixado o nome de Portugal um pouco manchado na Europa.

Todas essas alterações atingiram o seu expoente máximo na época que agora acabou. Um ano de 2018/2019 que foi absolutamente histórico e que terminou com a confirmação de que finalmente se tinha recuperado a reputação perdida.

Quando, no passado dia 15 de Junho, o Sporting Clube de Portugal anunciou Thierry Anti como seu novo treinador, substituindo Hugo Canela no comando técnico dos leões, percebeu-se que o mote já não era a recuperação, mas sim a afirmação e o crescimento do andebol nacional na europa.

Francês de 60 anos, Anti fez toda a sua carreira em França. Venceu um campeonato francês, uma segunda divisão francesa, quatro Taças de França, uma Supertaça, duas Taças da Liga e na época 2017/2018 levou o Nantes até à final da Liga dos Campeões, perdendo na final frente ao Montpellier.

Nos dez anos que esteve ao serviço do Nantes, entre 2009 e 2019, levou um clube pequeno, que acabara de subir à primeira divisão francesa, aos maiores palcos do andebol europeu e a ser favorito em todas as competições que disputa. Com um crescimento sustentado e gradual, o Nantes foi ganhando o seu espaço a nível interno, e dois anos depois da sua chegada apurou-se pela primeira vez para as competições europeias, um dos marcos na história do clube. Desde então, o rumo da equipa francesa tem sido de constante crescimento, lutando várias vezes cara-a-cara com adversários com orçamentos muito superiores.

Thierry Anti levou a equipa de Nantes à final da Liga dos Campeões de Andebol, perdendo para o Montpellier
Fonte: HBC Nantes

Thierry Anti é, atualmente, um dos melhores treinadores do mundo. No entanto, pode ficar a pergunta: Hugo Canela era bicampeão, vencedor de uma Taça Challenge e acabava de fazer uma caminhada histórica na Liga dos Campeões, perdendo apenas frente ao vice-campeão europeu Veszprém. Porquê mudar?

Esta é uma pergunta pertinente e que não tem uma reposta certa. Hugo Canela é também, neste momento, um dos melhores treinadores a nível europeu, e a equipa parecia seguir na direção correta, com uma mistura interessante de experiência e jovens vindos da formação. Mas agora é Anti o timoneiro da equipa leonina, e o futuro parece risonho.

O andebol português é, nos dias de hoje, um mercado bastante apetecível, e não só para atletas em fim de carreira que querem aproveitar os seus últimos anos num país com bom tempo e boa gastronomia. O apuramento para o Europeu 2020 a nível de seleções e as excelentes campanhas de Sporting CP, FC Porto e Madeira SAD nas competições europeias chamaram a atenção e demonstraram toda a qualidade existente. Não só isso, mas também mostraram que Portugal e os seus clubes podem ambicionar outros voos e que apenas participar já não é o suficiente.

A contratação de Anti é uma confirmação desta afirmação e é uma aposta por parte do Sporting na tentativa de voltar a conquistar um título europeu no futuro próximo. O primeiro passo está dado com a aposta num treinador experiente nas competições europeias. Agora tudo irá depender do mercado. Mas uma coisa é certa.

O andebol português está bom e recomenda-se, e a chegada de uma figura deste gabarito foi apenas o primeiro passo naquele que, pode ser, um novo capítulo de ouro na sua história.

Foto de Capa: SCP Modalidades

Bura | Da CAN diretamente para o Algarve

Jorge Braíma Nogueira, mais conhecido no mundo do futebol por Bura, foi oficializado no SC Farense, actualmente na II Liga. Bura junta-se assim ao vasto leque de reforços que chega ao clube algarvio, entre os quais Rafael Vieira, Rafael Furlan, David Sualehe, Bandarra e Fabrício Simões. O médio defensivo guineense de 23 anos assinou um contrato válido para as duas próximas temporadas, ficando o Farense com mais um ano de opção.

Quem trabalhou com ele é unânime em realçar a sua humildade bem como a qualidade dos seus atributos técnicos.

Bura é oriundo de Nhacra, Guiné-Bissau. Deu os seus primeiros passos no Futebol no Estrela Negra de Bissau, onde foi “descoberto” por Emanuel Tê (ex União de Leiria) que passou a ser o grande impulsionador da sua ainda curta carreira. É todavia no Benfica de Bissau que Bura começa a ganhar mais destaque por evidenciar um talento incomum, sobretudo após um jogo amigável realizado com a equipa B do SL Benfica no Estádio Nacional 24 de Setembro.

Em Dezembro de 2015, o clube então campeão da Guiné-Bissau chegou a enviar Bura para um estágio no clube da Luz, onde todavia não conseguiu ficar. Bura rumou então, através do incentivo de Emiliano Tê, rumou para Os Vilanovenses, da AF Guarda.

Na temporada seguinte (2017-2018), o jovem guineense ingressou como reforço no plantel do Clube Oriental de Lisboa, no qual viria a tornar-se um elemento chave. Ao serviço dos marvilenses, então liderados pelo técnico António Pereira, Bura marcou oito golos em 30 jogos a contar para o Campeonato de Portugal e para a Taça de Portugal, despertando assim o interesse de outros clubes nacionais como o CF “Os Belenenses”. De frisar que no clube lisboeta, Bura demonstrou versatilidade podendo ocupar diversas posições no meio campo e tendo chegado até a jogar como defesa central. A página de Facebook afeta ao Oriental, a “Voz Orientalista”, caracterizou-o mesmo “Médio defensivo que gosta de ter a bola em posse, com bom passe, remates certeiros e imagine-se, goleador nato!”.

Bura ao serviço do emblema de Marvila
Fonte: Clube Oriental de Lisboa

Na época 2018/2019, Bura é cedido por empréstimo ao CD Aves para integrar a sua formação de sub-23, pela qual conquistou a Liga Revelação e a Taça Revelação. A sua prestação na formação avense valeu-lhe a convocação para disputar a CAN ao serviço da selecção da Guiné-Bissau.

Agora, vindo da CAN, Bura chega ao SC Farense que se apresenta com uma grande ambição para a nova época. Na verdade, o jovem “trinco” tem tudo para se afirmar como um dos jogadores mais decisivos da turma algarvia na próxima edição da II Liga.

Foto de Capa: SC Farense

Carteira ou carreira? Venha de lá o dinheiro!

Vivemos uma fase de expectativa que sempre marca cada Verão. À falta de calor, encontramos o tórrido mercado nacional, onde cada compra merece sempre o especial comentário mais ou menos expectante de cada um dos nossos queridos adeptos.

Esta semana gostaria de falar em algo que me parece ser recorrente época após época: os jogadores que, na sua grande maioria, encontram na encruzilhada das suas carreiras um de dois caminhos – o caminho da valorização pessoal e desportiva ou o caminho do banco, onde os milhões vão sendo, mês após mês, depositados nas suas contas já recheadas. E ao que me tem sido dado a conhecer, cada vez mais o segundo caminho é o atalho preferido pelos demais.

Quantos são os jogadores que preferem ser suplentes dos seus clubes e rejeitam a quase certa titularidade noutros clubes (ligeiramente) mais modestos desportivamente e (menos ligeiramente) um pouco mais modestos monetariamente? Basta relembrar, por exemplo, o caso de Navas, crónico suplente do Real Madrid, que, e mesmo cheinho de dinheiro, prefere prosseguir a carreira a aquecer o banco merengue, que vir para um clube que lhe garantiria a luta por títulos e um lugar cativo na baliza do actual campeão nacional. Já nem vou a Bruma, que esse caso é tão gritante que prefiro não comentar.

Eu sei que o dinheiro é fundamental, para mais na carreira de curta duração dos jogadores de futebol. Mas não seria melhor dar um passo atrás para dar dois em frente? Ou quase em fim de carreira, e com milhões e milhões a encherem os bolsos, não seria mais ‘gratificante’ jogar, fazer parte efectiva de um plantel, de um grupo e de eventuais conquistas? Pelos vistos, para a grande maioria, não.

Navas é um bom exemplo do que é preferir os milhões em prol de uma carreira ‘no activo’
Fonte: Real Madrid CF

Dyego Souza saiu para a China, de olhos em bico com os milhões que vai receber. Já não é novo, aproveitou para enriquecer, mas seria a sua última chance? Como ficará a sua carreira? Então o homem até era chamado à selecção nacional. Afinal que visibilidade terá para o futuro? Quantos jogadores por esse mundo decidem, ainda mais novos que Dyego, ir ganhar milhões para o fim do mundo futebolístico, descorando a possibilidade de evoluirem no ‘mundo desenvolvido do futebol’?

Para terminar dou somente estes três exemplos: André Silva foi para Milão, Adrien para o Leicester City FC e Renato para Munique. Três jogadores que saíram não há muito tempo dos nossos ‘grandes’ para a Europa rica do futebol mundial. Pergunta: não teria sido melhor terem ficado? Compensou encher os bolsos e deixar as suas carreiras um pouco em ‘standbye’?

André Silva, um menino goleador, se tem esperado não teria conseguido ir para um clube que lutasse por títulos e que estivesse mais sereno em vez de ir a correr para este gigante italiano adormecido há anos e anos? Adrien troca o Sporting por um clube que mesmo sendo campeão inglês não luta, em todas as ‘normais’ épocas, por nada mais do que um campeonato tranquilo? E Renato? Com a Europa a seus pés, achou que Munique era o local certo? Acreditou o médio português que conseguiria ser titular no campeão alemão, num campeonato difícil para a maioria dos nossos jogadores, e onde pontificavam, por exemplo e para a sua posição, Xabi Alonso, Vidal e Tiago Alcântara? Onde poderia estar Renato agora?

Posto isto, cada vez tenho mais a certeza de que, entre a carteira e a carreira, o que conta mesmo é o dinheiro. As carreiras vão, mas, por norma, o dinheiro ficará por mais alguns anos…

Foto de Capa: SC Braga

Ninguém tira Márquez do trono

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Ainda estamos a meio da temporada e Marc Márquez já é o grande favorito a voltar a vencer o campeonato de MotoGP. Vários pilotos já subiram ao topo do pódio, mas a consistência continua a ser o grande trunfo do espanhol.

Até ao momento, o piloto da Honda teve apenas uma corrida na qual não pontuou devido a uma queda. Tirando a prova no Circuito das Américas, Márquez esteve sempre no pódio. Tem três segundos lugares e cinco vitórias em apenas nove corridas. Com uma performance que dificilmente poderia ter sido mais consistente, o trabalho dos outros pilotos torna-se muito mais complicado. Até ao momento só Andrea Dovizioso, Alex Rins, Maverick Viñales e Danilo Petrucci conseguiram impedir Márquez de chegar à vitória.

No entanto, com cada um deles a vencer apenas uma vez, os pontos arrecadados não foram, de todo, suficientes para se aproximarem de Márquez. O espanhol partiu para a pausa de verão com uma impressionante vantagem de 58 pontos para Dovizioso. O italiano arrancou a temporada com uma vitória logo na primeira corrida. Porém, os outros três pódios que conseguiu não o aproximaram de Marc Márquez. Será, certamente, interessante ver como se irá desenrolar o campeonato e se o italiano consegue recuperar alguns pontos. Mesmo que o faça, será complicado alcançar o espanhol que está, uma vez mais, imparável.

Enquanto Dovizioso tem deixado um pouco a desejar, o seu colega de equipa não para de surpreender. Um dos grandes destaques desta primeira metade da temporada é, sem dúvida, Danilo Petrucci. O italiano tem aproveitado ao máximo este primeiro ano na equipa de fábrica e fez jus à grande oportunidade que lhe foi dada. Não ficou sem pontuar em nenhuma corrida e terminou sempre dentro do top 6. Conseguiu fazer três pódios consecutivos, incluindo a sua primeira vitória, no Grande Prémio de Itália. Com tudo isto, o italiano está com apenas menos seis pontos que Dovizioso. Será também interessante ver que terminará o campeonato melhor classificado.

Danilo Petrucci continua a surpreender e está prestes a ultrapassar o colega de equipa, Andrea Dovizioso, na classificação geral
Fonte: MotoGP
Quanto à Yamaha, Maverick Viñales parece ter encontrado, finalmente, o seu caminho depois de ter conseguido subir ao pódio nas últimas duas corridas. Em Assen, conseguiu a tão esperada vitória, mas está ainda longe de poder lutar com Marquez pelo campeonato. Valentino Rossi arrancou muito bem a temporada, com dois pódios em três corridas. No entanto, a partir daí, o caminho foi sempre para baixo. Resultados que não lhe permitiam seguir diretamente para a Q2, qualificações que deixavam muito a desejar e três corridas consecutivas sem pontuar, nas últimas quatro. Todos estes problemas levaram a que Rossi descesse ao sexto lugar do campeonato, atrás do seu colega de equipa.

Pedro Cary: Um dos grandes ruma ao país vizinho!

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A primeira divisão de futsal irá perder uma das suas grandes referências dos últimos anos: Pedro Cary confirmou a sua saída para o Fútbol Emotion Zaragoza. Depois de nove anos nos “leões”, o Ala português vai jogar em Espanha. Teve a “sorte” de poder sair em grande do Sporting Clube de Portugal, com o título de campeão europeu de clubes conquistado em abril passado.

Serve por isso este pequeno texto para relembrar a carreira brilhante deste incrível jogador, enumerando os troféus conquistados com a camisola leonina envergada.

Começou a sua carreira na zona de onde é natural (Algarve) com passagens pelo Louletano, Falcões e Benfica de Loulé. Cary iniciou a sua carreira sénior ao serviço do Fontainhas, também um clube algarvio, mas da cidade de Albufeira. Daí teve uma primeira passagem pelo estrangeiro, em 2006/07, nos espanhóis do Melilla FS. Na temporada que se seguiu deu o salto para um dos maiores clubes desportivos em Portugal, o CF “os Belenenses”, onde permaneceu durante três épocas.

Em 2010/11 deu o grande passo rumo ao estrelato, ao concluir a sua transferência para o Sporting CP. Aquando desta movimentação, poucos ou nenhuns “sportinguistas” sabiam que o emblema leonino tinha acabado de comprar um dos melhores jogadores de sempre do futsal em Portugal. Foram nove anos brilhantes, em que o Ala algarvio ganhou tudo o que era possível em Portugal, coroados com a conquista da Liga dos Campeões no Cazaquistão.

Pedro Cary deixa o Sporting CP com a conquista da tão desejada Liga dos Campeões de futsal
Fonte: SCP Modalidades
Durante as suas épocas ao serviço do Sporting CP, o jogador foi muito importante pela influência em muitos golos e jogadas que originaram desequilíbrios a favor do seu clube. Foi fundamental para a conquista de 19 troféus nacionais e internacionais pelos leões (seis campeonatos nacionais, seis taças de Portugal, uma taça da Liga, cinco supertaças nacionais e um troféu europeu).

Não vou obviamente falar do campeonato da Europa ganho pela seleção portuguesa, porque o jogador ainda tem muito para dar ao nosso país. Vai continuar numa liga ultracompetitiva como é a espanhola. Aliás, um dos melhores campeonatos mundiais e, com 35 anos, ainda terá mais alguns anos, quem sabe, para poder conseguir mais alguma conquista pelo nosso país.

Foto de Capa: FPF

As novas funções de Casillas

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O dia 1 de Maio de 2019 marcou impreterivelmente a carreira de Casillas. Aos 38 anos, o guarda-redes espanhol sofreu um enfarte do miocárdio e correu sérios riscos de vida, depois de se ter sentido mal num treino no Olival. Após o susto, e recuperado do problema que abalou o mundo futebolístico, o guardião não só não jogou mais durante a temporada, como ainda foi especulado, inúmeras vezes, a sua retirada.

Certo é que apesar de todas as notícias a indicar esse desfecho, Casillas não pousou as luvas, apenas pediu respeito à comunicação social afirmando até que a sua retirada seria apenas avançada por ele. Coisa que, até ao momento, não aconteceu.

Até ao momento a retirada ainda não é certa
Fonte: FC Porto

No dia em que o FC Porto se apresentou aos trabalhos para a temporada 2019/2020, o guarda-redes foi um dos elementos que fez parte do plantel, mas, esta semana, o clube anunciou as novas funções do craque espanhol.

A retirada não foi confirmada, e aquilo que é notório é a enorme vontade do guarda-redes em continuar a jogar, mas para já, e aliás por tempo indeterminado, o espanhol vai ter outras funções no clube que representa desde 2015.

Nestas novas funções, Casillas vai integrar o staff diretivo do clube, enquanto recupera do problema de saúde, para, quem sabe, voltar a fazer aquilo que melhor sabe: jogar.
O guarda-redes passará a fazer a ligação entre os jogadores, o treinador e a direção, podendo até assumir outras funções futuramente.

Dada a experiência do jogador e a forma como sempre demonstrou dedicação e respeito pelo clube, será sempre uma mais-valia na integração e comunicação entre os membros intervenientes, principalmente na formação do clube.

O FC Porto continua em busca do melhor substituto para a baliza.

Foto de Capa: FC Porto

Luisão: homenagem por descobrir

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O Benfica não tem jeito para cerimónias. Seja por força do hábito ou não, a forma como tanto Jonas e Luisão, capitão do ressurgimento pós 2000 e com 15 anos de casa, se despediram denotam na organização uma total falta de brio. Entre uma despedida à pressa com a Luz vazia ou um adeus ás “três pancadas”, com direito a show-off presidencial pelo meio, qual delas honra mais as memórias de duas figuras centrais da nossa história recente?

Merecia mais, muito mais Luisão! Depois de 15 anos e tantos momentos de relevo, o brasileiro merecia todo um estádio em ebulição a despedir-se. Merecia uma melhor gestão da sua imagem, enfranquecida numa temporada 2017-2018 na qual o seu rendimento desportivo não era nem semelhante ao de anos anteriores. O seu estado físico já não permitia uma temporada ao maís alto nível, sendo esse um dos erros da gestão de Rui Vitória, impotente perante um assunto tão sensível no balneário. A pesada herança do seu currículo, as 538 toneladas de jogos traduzidas em seis Ligas, três Taças de Portugal, quatro Supertaças e sete Taças da Liga que o tornaram o jogador mais titulado de sempre do Benfica foram peso a mais para o treinador português, que nunca teve coragem de renovar as apostas iniciais.

Luisão assume-se como O gigante entre gigantes, superando Néné e Mario Coluna. Ingrata, no entanto, foi a forma como foi anunciada a sua retirada. Constituiu uma das falhas da estrutura, que nem o posterior cargo entregue de mão beijada apagou uma despedida cinzenta do Girafa do Benfica.

Poucos imaginariam, em 2003, que Luisão se tornaria um acumulador compulsivo de titulos pelo Benfica  Fonte: SL Benfica

A memória, que nunca deve ser selectiva, vai de encontro ao conceito kármico e talvez ajude a explicar a retirada tão insonsa. Foram variadas as vezes em que Anderson Luiz da Silva veio a público com declarações que causaram burburinho junto da massa adepta. Experimente isto: na barra do Google, digite “Luisão quer sair” e atente no número de resultados: 57.900! Algarismos mais que suficientes para alguém tão ambicioso como ele, que se tornou uma lenda do Benfica por mérito próprio mas que ao mesmo tempo sempre cultivou um hábito peculiar pelos pedidos públicos de saída. Sinais de uma personalidade forte, sempre ácida mas fulcral em alturas que a equipa e o grupo se encontravam em cacos.

Se, apesar disto, Luisão merecia uma despedida com a Catedral cheia e em festa? Sem sombra de dúvidas. Se havia momento para a total reconcialização era esse. Comandou o Benfica na travessia no deserto, foi o seu principal representante e a sua carreira é uma obra gigantesca de Vieira que puxou dos seus mais honrosos pergaminhos na construção civil para construir este líder de uns íncriveis 1.93 centímetros de altura e a largura de uma grande área.

Apesar de toda essa imponência, as suas naturais vontades em experimentar ligas mais fortes acompanhadas por uma frontalidade admirável, tornaram muitas vezes a figura de Luisão persona non grata junto de vários círculos de adeptos. A forma como Luisão se despede numa Luz vazia, num evento à pressa e depois de, três meses antes, ter renovado, demonstram que até na hora do adeus não existiu total tranquilidade nem sintonia entre todos. Uma tristeza que se torna inadmíssivel no Benfica actual, com uma estrutura tão elogiada por todos os que a conhecem e que continua a não dar importância aos timings, vendo-se atrapalhada para terminar ciclos de forma correcta.

Tanto Luisão como Jonas mereciam despedidas com muita mais pompa e circunstância, mereciam horas e horas de homenagem por tudo o que nos deram em termos desportivos e pela influência social que ainda têm. O tempo acabará por desvanecer os aspectos inúteis e extra-campo, fazendo sobressair as qualidades de dois críptideos da fauna benfiquista, mistificando-os ainda mais e guardando a sua imagem na galeria dos imortais da Luz.

Foto de Capa: SL Benfica

Lendas do Universo Sportinguista: Ângelo Girão

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Ângelo André Girão é uma lenda do Sporting Clube de Portugal, mas sobretudo do Hóquei em Patins e do desporto nacional. O guarda-redes leonino é considerado por muitos o melhor do mundo na sua posição, sendo intransponível.

Girão patinou e fez as suas primeiras defesas ao serviço do Estrela Vigorosa Sport, rumando posteriormente ao FC Porto, onde permaneceu dez temporadas. O guarda-redes português terminou a sua formação ao serviço do Gulpilhares. Ao nível sénior deu os seus primeiros passos na AA Espinho e no Valongo, onde se sagrou campeão nacional.

Na temporada 2014/2015, Ângelo Girão reforçou o Sporting Clube de Portugal. Desde então estabeleceu-se como titular indiscutível, evoluiu e é hoje o melhor guarda-redes do mundo. Girão soma 152 jogos disputados e vários títulos de leão ao peito – uma Liga Europeia, um campeonato, uma Supertaça António Livramento e uma Taça CERS.

Ângelo Girão, capitão do Sporting CP é considerado por muitos o melhor guarda-redes do mundo
Fonte: Sporting CP

Ângelo Girão tem feito história ao serviço do Sporting, mas também pela seleção portuguesa. Recentemente, foi o herói português na conquista do 16º campeonato do mundo de Hóquei em Patins. Sendo fundamental em todos os jogos, mas com destaque para a final diante da Argentina, jogo em que defendeu cinco lances de bola parada no decorrer do tempo regulamentar e prolongamento, de seguida viria o desempate através das grandes penalidades, onde defendeu mais duas, entregando o título aos portugueses.

Ao longo dos anos em que tem estado ao serviço de Portugal, soma 98 internacionalizações e vários títulos, entre os quais: um Mundial, um Europeu, uma Taça Latina e três Taças da Nações.

A história de Ângelo Girão tem sido feita de defesas impossíveis, de exibições assombrosas, de vitórias e de títulos. Que possa continuar a dar o seu contributo ao Sporting Clube de Portugal por muitos e longos anos, sendo ainda o encarregado de erguer os troféus como capitão que é. Girão veste a camisola 61 dos leões com Esforço, Dedicação e Devoção, contribuindo para a Glória, ou seja, com títulos para o Museu Sporting. Que continuemos a assistir às defesas do melhor do mudo com o público a gritar nos pavilhões: “Girão!”.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

João Real e Marinho | A despedida dos relvados

João Real e Marinho eram os únicos que restaram daquela equipa da Académica OAF que fez história ao ganhar a Taça de Portugal em 2012.

O avançado de 36 anos, Marinho, já tinha representado inúmeras entidades do futebol português nomeadamente Sporting CP (na equipa B), U.Santiago, UD Vilafranquense, CD Olivais e Moscavide, CD Fátima, Naval e, atualmente, Académica. A sua carreira futebolística termina na época 2018/2019 onde apontou dois golos em 23 jogos disputados pelo clube da Briosa, mas ao longo de toda a carreira apresenta 505 jogos disputados e 68 golos marcados.

Já João Real, o defesa com igualmente 36 anos também apresenta um percurso bastante interessante no futebol português onde já representou entidades como Estação, Sp. Covilhã, Naval e, por último, o clube que representou até ao momento, Académica. Ao longo de toda a sua carreira futebolística apresenta-se com 281 jogos disputados e 20 golos, sendo 17 deles ao serviço do clube da Briosa.

Além da conquista da Taça de Portugal, a dupla conseguiu jogar na Primeira Liga por cinco épocas e na segunda liga por três épocas – com destaque no facto de terem ficado associados à descida de divisão em 2015/2016 -, mais importante: ainda conseguiram um grande objetivo a nível pessoal que era participarem na fase de grupos da Liga Europa em 2012/2013, onde se relatou a vitória sobre o Atlético de Madrid por 2-0.

Apesar de ambos os jogadores demonstrarem vontade de continuarem a jogar, os mesmos não entravam nas contas do treinador atual, César Peixoto, e acabaram por aceitar abandonar os relvados e integrar na estrutura – os cargos serão revelados em breve – do clube que os acolheu desde 2011. A despedida dos últimos “heróis” da Briosa representa o fim de uma era e o inicio de uma nova tentativa de conquista para a Académica.

Foto de Capa: Académica OAF