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GP Mónaco: Estes carros são grandes de mais…

Lewis Hamilton é o vencedor do Grande Prémio do Mónaco, muito graças aos 2 metros de largura dos carros de Formula 1 de hoje em dia. Max Verstappen passou cerca de 60 voltas a colocar pressão no britânico, tentando espremer o carro pelo buraco de uma agulha sempre que podia, mas no final, terminou em 2º, caindo para 4º após uma penalização de 5 segundos por ser libertado de forma insegura quando foi às boxes.

Vettel procurou redimir o fim de semana horrível da Ferrari, e com uma corrida muito segura e muito calma , conseguiu a 2ª posição, parando assim a sequência de dobradinhas da parte da Mercedes. A fechar o pódio ficou Bottas, que perdeu a 2ª posição para Verstappen e Vettel quando este foi libertado de forma insegura e acabou por ter contacto com o finlandês, que teve de voltar às boxes de novo, para verificar se estava tudo bem com o carro.

A corrida começou com o ritmo normal de uma corrida no Mónaco e sem grandes dramas, com a maioria da ação da corrida a ser oferecida por Charles Leclerc, que após a estratégia ridícula da Ferrari na qualificação, começava em 15º. Contudo, ele já tinha avisado que ia ser arriscado, é muito difícil ultrapassar no Mónaco, e apesar de algumas ultrapassagens muito boas, abusou numa delas, e chocou contra a barreira, o que resultou num furo, que desintegrou o pneu de tal forma, que acabou por destruir o chão do lado direito do Ferrari.

Isto fez com que caísse para o último lugar, e com metade do chão do carro destruído, tendo em conta que é um elemento importantíssimo na aerodinâmica, desistiu da corrida e retirou-se. Os pedaços de fibra de carbono largados pelo Ferrari ficaram espalhados pelas ruas do Mónaco, o que obrigou à saída do Safety Car.

Foi aqui o momento que definiu a corrida, os 4 pilotos da frente vão às Boxes, Hamilton sai com os pneus médios, enquanto os outros 3 os duros, Max Verstappen é libertado e ao sair tropeça no Mercedes de Bottas, conseguindo colocar-se à frente do finlandês, mas com uma penalização de 5 segundos por ser libertado de forma insegura.

Tudo parecia tranquilo para Hamilton, até que ele começou a notar que provavelmente os pneus médios não eram capazes de durar até ao fim, caso os carros atrás colocassem mais pressão, o que aconteceu. Max Verstappen passou voltas atrás de voltas, a cerca de meio segundo atrás de Hamilton, estando sempre no quase, mas nunca conseguindo ultrapassar.

Max Verstappen sempre a uma unha negra de Lewis Hamilton
Fonte: Formula 1

Nas últimas voltas, Verstappen tentou lançar-se ao interior da chicane após o túnel, mas acabou por apenas fazer contacto com Lewis, e continuar atrás do britânico, para terminar na 2ª posição, que com os 5 segundos de penalização, caiu para 4ª.

Assim, Vettel e Bottas fecharam o pódio, com Pierre Gasly em 5º, com a volta mais rápida, Carlos Sainz decidiu não parar no Safety Car, e isso permitiu que saltasse para a 6ª posição que não largou mais, seguido de Kvyat e Albon em 7º e 8º, que mais uma vez provaram ser uma excelente dupla num carro muito bom da Toro Rosso. Ricciardo decidiu parar no Safety Car, infelizmente, isso fez com que perdesse posições, e acabasse a corrida em 9º, e a fechar as posições dos pontos, Romain Grosjean termina em 10º, após aguentar com os pneus iniciais durante a grande maioria da corrida.

No fundo, o Grande Prémio do Mónaco não foi uma má corrida, houve muita tensão e estratégias diferentes para deixar as pessoas no mínimo curiosas, mas de que vale um piloto ser mais rápido, se é impossível ultrapassar? Mesmo se fosse um Williams na posição de Hamilton, não havia problema, colocava o carro no meio da pista e ninguém passava.

Os erros dos pilotos ou dos estrategistas, neste caso em colocar Hamilton nos pneus menos indicados, acabam por não dar em nada, erram, mas como tem posição de pista, são compensados, não é bom para este desporto. O grande destaque desta corrida vai então para os carros, que com os seus absurdos 2 metros de largura, não permitem uma corrida, mas um desfile bastante rápido.

O PILOTO DO DIA

Exibição soberba de Carlos Sainz Jr
Fonte: Formula 1

Pensei em Hamilton para aqui, também pensei em Verstappen, foi uma boa batalha da parte deles, mas fico-me por Carlos Sainz. O espanhol teve um início muito atribulado na Mclaren, contudo, agora tem estado em grande, e coloca-se como “best of the rest” na tabela classificativa. Conseguiu saltar posições no Mónaco através de uma estratégia muito inteligente, ele que se safa sempre muito bem nas ruas do principado. Não cometeu erros, e provou a qualidade que tem como piloto, que muitas vezes é desvalorizada, é preciso lembrar que quando ele e Verstappen estavam juntos na Toro Rosso, eram muito competitivos e equiparáveis em qualidade. A Mclaren está a subir, e penso que estão em boas mãos com Carlos Sainz.

Foto de Capa: F1

As 5 estatísticas mais marcantes da Premier League 2018/19

Mais uma época de Premier League. Entre uma histórica luta pelo título, uma atabalhoada disputa pelos lugares de acesso à Liga dos Campeões e algumas desilusões no fundo da tabela, foi uma campanha que vai deixar saudades. Pela qualidade do futebol, pelas histórias paralelas e pelas voltas e reviravoltas que assistimos ao longo dos últimos nove meses.

Não podemos estar a fazer uma recapitulação de todos os grandes episódios desta época da Premier League, até porque cada história pode ser contada de diferentes maneiras. Sempre se disse que quem conta um conto acrescenta sempre um ponto. Mas também se diz que os números não mentem.

Assim, deixamos os nossos leitores com cinco estatísticas impressionantes da época 2018/2019 do principal escalão do futebol inglês, a Premier League – ou, como muitos preferem, a melhor liga do mundo.

Dar voz aos protagonistas

Desde sempre que a imprensa e o desporto andaram interligados. Os adeptos mais antigos ainda devem ter na mente a forma saudável como todos os jogadores e a imprensa se relacionavam. Entrevistas abertas onde a comunhão entre dois jogadores adversários era a normalidade e não a exceção.

Infelizmente as coisas mudam e ao longos dos últimos anos, os jogadores, juntamente com os seus clubes, começaram a fechar-se numa “bolha”, onde raramente se tinha acesso. O mundo das redes sociais ajudou a promover uma maior proximidade entre adeptos e jogadores, contudo ainda era muito pouco para os amantes de futebol.

Por isso é de louvar o facto desta temporada termos dado muitas vezes vozes aos protagonistas, voz a quem mais gosta e sabe de futebol, os jogadores. A entrevista aberta de Bruno Fernandes a um canal televisivo, a conversa de Renan Ribeiro e Licá, e também a ida de André Almeida a um outro programa desportivo, são exemplos que devem ser a norma, e não a exceção.

É de salutar ouvir, como ouvimos na primeira pessoa, a visão de um dos melhores jogadores da nossa Liga
Fonte: UEFA

Exemplos que espero que sejam cada vez mais recorrentes, e que demonstrem que a rivalidade é apenas dentro de campo, e que o desporto deve ser vivido dentro e fora das quatro linhas de forma saudável e respeitosa. É também com muito agrado que observo estas pequenas mudanças num país onde nos programas de debate televisivo passam mais tempo a discutir arbitragens, do que lances do jogo.

É uma mentalidade que se abre aos poucos, e onde os clubes também têm um papel muito importante já que são eles que podem “educar” os seus adeptos de forma diferente. Porém também se deve salutar os clubes que ao longo do campeonato deixaram os seus jogadores falar abertamente com a imprensa sem restrições, clubes que não tiveram medo de deixar falar quem de direito. Já que é mais fácil perceber um lance ou um comportamento, se esse nos for explicado pelo protagonista.

Recordo ainda que este tipo de acontecimentos é algo recorrente em vários países europeus como a Inglaterra, a Espanha ou a Alemanha. Países onde apesar da rivalidade há um mutuo respeito entre os diversos clubes.

 

Foto de Capa: GD Chaves

 

E-Prix de Berlim – Di Grassi de volta à luta

Lucas Di Grassi venceu o E-Prix de Berlim para se colocar na segunda posição do campeonato, a apenas 6 pontos de Jean Eric Vergne. Foi a segunda vitória do brasileiro, que a par de JEV é o único a conseguir mais do que uma vitória. Para a Audi foi um momento ainda mais doce, por conseguirem vencer em casa, na Alemanha.

Na segunda posição, o homem que começou a corrida na pole position, Sebastien Buemi, sendo o primeiro pódio do suíço nesta temporada, seguido por Jean Eric Vergne, que consegui uma recuperação fantástica da oitava posição para fechar o pódio.

Buemi liderou as primeiras voltas, mas Di Grassi estava numa missão, e após despachar Stoffel Vandoorne, colocou pressão sobre o piloto da Nissan E-Dams e subiu ao topo da classificação, nunca mais saindo de lá.

Alex Lynn teve problemas no carro da Jaguar, parando no meio da pista e causando um Full Course Yellow, o que faz os carros andarem a uma velocidade máxima de 50 km/h sem poderem ultrapassar. Antes dos problemas de Lynn, Di Grassi tinha conseguindo cerca de cinco segundos de vantagem, ao aproveitar a luta pela segunda posição entre ele, Vandoorne, Vergne e Félix da Costa, o que rapidamente diminuiu no recomeço, passando a sofrer uma certa pressão de Buemi até ao fim da corrida.

https://www.youtube.com/watch?v=VGElBSE_xEA

António Félix da Costa estava a executar uma corrida fantástica, até nos lugares do pódio, mas Jean Eric Vergne levou a melhor sobre o português, ficando este em 4º lugar, à frente de Vandoorne, que após o segundo lugar no grid, apenas perdeu posições. 

O colega de equipa de Vergne e antigo segundo classificado do campeonato, Lotterer, estava numa fantástica recuperação, após começar em penúltimo, mas viu-se obrigado a desistir da corrida.

A corrida teve um início muito calmo, mas graças às características mais largas da pista de Berlim, que se situa num antigo aeroporto em vez de em ruas de uma cidade, houve belas batalhas entre os pilotos, com especial destaque à batalha entre Vergne e Félix Da Costa, onde o francês acabou por cima. 

A 3 corridas do final do campeonato, a tabela classificativa já começa a ganhar uma forma mais conclusiva, com Robin Frinjs em 5º com 81 pontos, Félix da Costa em quarto com 82 pontos, André Lotterer em terceiro com 86 pontos, o vencedor de hoje Di Grassi com 96 pontos, e o líder, e atual campeão, Jean-Éric Vergne com 102 pontos.

A loucura do princípio da época foi substituída por batalhas muito calculadas, tendo em conta, que principalmente agora, no final da época, cada ponto pode fazer a diferença entre ser campeão ou não.

Piloto do Dia: Jean-Éric Vergne

O campeão não repetiu a faceta do Mónaco em vencer, mas fez uma extraordinária corrida. Começou em oitavo, e durante toda a corrida tratou de se livrar dos adversários que apareciam no caminho, lavrando pela tabela classificativa até ao terceiro lugar do pódio. Conseguiu ter várias ultrapassagens de grande nível, como a Daniel Abt e a António Félix da Costa, e se houvesse mais uma volta, era bem provável que conseguisse a segunda posição de Buemi. Após um início de época muito tremido, JEV atinou, e nas últimas corridas, tem vindo a comprovar o porquê de ser campeão.

Foto de Capa: Formula E

SL Benfica 7-1 CD Paço de Arcos: Encarnados terminam campeonato a golear

Naquele que foi o jogo de encerramento de um campeonato nacional completamente falhado, o Benfica apagou a má imagem da partida da passada quarta-feira, tendo recebido e goleado o Paço de Arcos por 7-1. Vitória justa das águias, mas que não aquecem nem arrefecem as expetativas para a Final-Four da Taça de Portugal dos próximos dias 1 e 2 de junho. 

O encontro arrancou de forma animada, com algumas stickadas de parte a parte, mas sem qualquer lance de real perigo. Valter Neves, que já renovou contrato para a próxima época, foi quem mais procurou visar a baliza de Diogo Fernandes que respondeu sempre bem.

Disputados quatro minutos, na sequência de uma jogada onde Tomás Moreira ficou a queixar-se, Valter Neves serviu Vierinha que, solto ao primeiro poste, fez o 1-0 sem qualquer dificuldade. 

O Paço de Arcos não sentiu o golo e após alguns avisos,Tomás Moreira lançou o esférico da zona da linha do meio campo e Rafael Lourenço, perto da baliza da Pedro Henriques, aplicou um ligeiro desvio na bola e restabeleceu a igualdade.

Sem nada a perder, ambos os conjuntos jogavam de forma aberta, rápida e dinâmica, o que fazia com que a redondilha estivesse sempre perto de qualquer uma das balizas. Porém, o Benfica, equipa que passava mais tempo no ataque, começava a demonstrar as já habituais dificuldades em penetrar na defensiva contrária. Isto, a não ser através de stickadas de meia distância que, muitas das vezes, eram bloqueadas pelas caneleiras dos jogadores do Paço de Arcos.

Após uns minutos iniciais equilibrados, a equipa da linha passou a ter que defender cada vez mais, montando uma teia defensiva forte e que os encarnados estavam a ter dificuldades em superar. No entanto, perto da marca dos quinze minutos, a formação visitante quase chegou ao golo por intermédio de Tomás Moreira, mas Pedro Henriques travou as intenções do número sete do conjunto azul e branco. No desenrolar do jogo e na sequência de uma stickada de Casanovas, Lucas Ordoñez apontou o 2-1. Pouco depois, o Benfica podia ter feito o terceiro, mas Diogo Rodrigues negou o golo a Valter Neves. Volvidos alguns instantes e com uma enorme oportunidade para o Paço de Arcos pelo meio, Vieirinha serviu Valter Neves e o capitão das águias fez o 3-1. 

A cerca de sete minutos da pausa, Paulo Jesus viu um cartão azul devido a um enganchamento sobre Lucas Ordoñez. O próprio foi o escolhido para a conversão do livre-direto e com uma excelente picadinha não deu qualquer hipótese de defesa a Diogo Rodrigues e assinou o 4-1. 

Com pouco mais de cinco minutos para se jogar até ao intervalo, Casanovas cometeu a 10ª falta do Benfica. Tomás Moreira foi o selecionado para a marcação do lance de bola parada, mas acabou por stickar diretamente por cima da baliza de Pedro Henriques. 

O marcador das imagens televisivas adiantou uma dica sobre o futuro do encontro e a faltarem quatro minutos para o regresso às cabines, Jordi Adroher aproveitou um lançamento de Casanovas para, com um ligeiro desvio, fazer o 5-1. 

Terminada a primeira parte, o Benfica goleava o Paço de Arcos por 5-1. Resultado justo, apesar do equilíbrio nos minutos iniciais, que demonstrava e consolidava a superioridade, sobretudo do ponto de vista técnico, do conjunto benfiquista perante uma equipa da linha que procurava criar perigo sempre podia. Destaque ainda para a estreia do jovem Miguel Feio pela equipa principal dos encarnados. 

Lucas Ordoñez foi o melhor marcador do campeonato com 37 golos apontados, tendo sido apenas superado pelos 40 de Gonçalo Alves
Fonte: Carlos Silva Photography / Bola na Rede

O Paço de Arcos quase que começou o segundo tempo a marcar, mas Pedro Henriques conseguiu evitar um belo golo de Tomás Moreira que, devido a um erro de Casanovas, seguiu isolado em direção à sua baliza. Porém, pouco depois, Tomás Moreira viu um cartão azul em virtude de um enganchamento sobre Vieirinha. Ordoñez, de regresso à marca de livre-direto, não conseguiu bater Diogo Rodrigues.

Em situação de superioridade numérica, o Benfica apenas stickou de longe, não tendo conseguido dispor de qualquer real oportunidade para avolumar o score. Retomado o cinco para cinco, o Paço de Arcos quase reduziu o marcador, mas o guardião das águias, com duas enormes intervenções, manteve a vantagem dos encarnados. 

Sempre a um ritmo bastante elevado, ainda para mais quando o conjunto visitante tinha a sua rotação reduzida somente a dois jogadores, Benfica e Paço de Arcos trocavam ataques, sendo que era a formação benfiquista, devido a ter os melhores artistas, quem mais perto estava de concretizar. 

O primeiro golo da segunda metade apenas surgiu a cerca de seis minutos do fim, com Jordi Adroher a servir Miguel Rocha, que regressou às pistas após longa ausência por opção, que aproveitou o passe do seu colega para fazer o 6-1. 

A cerca de quatro minutos do fim Vieirinha, o único jogador que Alejandro Domínguez conseguiu potenciar desde que chegou à luz, voltou a fazer uso da sua técnica e apontou o 7-1 com um excelente pormenor individual. 

Com apenas um minuto para se jogar, Miguel Rocha viu um cartão azul na sequência de uma falta sobre Rodrigo Afonso. Tomás Moreira voltou a ser o escolhido para a conversão do livre-direto, mas por mais uma vez stickou direto e ao lado da baliza benfiquista. Pouco depois, o próprio cometeu a 10ª falta do Paço de Arcos. Adroher, no frente a frente com o jovem Daniel Machial, que fez parte da sua formação nas águias, não conseguiu aumentar a diferença no marcador. 

Concluída a partida, o Benfica goleou o Paço de Arcos por claros 7-1. Deixando uma imagem bem diferente daquela deixada a meio da última semana quando, depois de ter estado em vantagem, acabou por perder diante do Oeiras por 8-5. Triunfo vincado do conjunto benfiquista, mas que nem perto ficou de ser um ensaio geral para a Final-Four da Taça de Portugal do próximo fim de semana, onde nas meias-finais o Benfica volta a defrontar o Sporting. 

Encerrada mais uma edição do Campeonato Nacional de Hóquei em Patins, o Porto conquistou o seu 23º título, igualando a marca do Benfica. Para a Liga Europeia estão apurados o FC Porto, a UD Oliveirense, o Sporting CP e o SL Benfica. Para a WS Europe Cup, provisoriamente (carecendo de confirmação dos próprios clubes), estão qualificados o OC Barcelos, o HC Braga, o CD Paço de Arcos, a Juventude de Viana e o Riba d’Ave HC. De regresso à segunda divisão estão o SC Tomar, a AD Oeiras e o Marinhense SC. Para já, com presença confirmada no campeonato da próxima temporada, estão a AD Sanjoanense e o HC “Os Tigres”. A terceira vaga vai ser decida entre a AE Física D e o HC “Os Carvalhos” neste e no próximo fim-de-semana.

SL Benfica: 1-Pedro Henriques (GR), 2-Valter Neves (CAP.), 5-Carlos Nicolia, 7-Jordi Adroher e 74-Vieirinha; Jogaram ainda: 3-Albert Casanovas, 6-João Maló, 9-Lucas Ordoñez e 44-Miguel Rocha; Banco: 10-Marco Barros (GR)

CD Paço de Arcos: 1-Diogo Rodrigues (GR), 2-Tiago Gouveia (CAP.), 7-Tomás Moreira, 44-Rafael Lourenço e 53-Pedro Vaz; Jogaram ainda: 10-Daniel Machial (GR), 3-Paulo Jesus, 4-João Mendes, 5-Rodrigo Afonso e 6-Bruno Frade

O senhor do boné vermelho

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Há umas semanas escrevia sobre Ayrton Senna, agora escrevo sobre Niki Lauda. Que isto não se torne um hábito…

Andreas Nikolaus Lauda nasceu a 22 de fevereiro de 1949 em Viena, na Áustria. Mais conhecido por Niki Lauda, fiquem primeiro com o seu palmarés:

Estreou-se em rampas, com um Mini Cooper, aos 19 anos em 1968. O primeiro Grande Prémio na Fórmula 1 veio em 1971, no GP Áustria. O último foi em 1985, na Austrália. Disputou 177, venceu 3 títulos mundiais (1975, 1977 e 1984). Venceu 25 vezes e correu para marcas como a Ferrari, a McLaren ou a BRM. 

Mas de números não só viveu o campeão. Em 1976, Niki Lauda pilotava pela Ferrari. Nos anos 70, a segurança na Fórmula 1 não era muito grande. No lendário circuito de  Nürburgring Nordschleife, Lauda tinha o acidente que marcava a sua carreira, a sua vida e o seu corpo. 

https://www.youtube.com/watch?v=Gcr6STp6v8g

Apesar desse acidente, o austríaco ainda iria pilotar na pista se Suzuka, no Japão, no mesmo ano, numa tentativa de manter o título. Mas, tal não aconteceu, porque as condições de enorme chuva assustaram o recém-chegado Lauda. James Hunt foi campeão em 1976. 

Mas, como nenhum outro piloto, depois de um acidente tão grave, Lauda continuou na Fórmula 1 e em 1977 foi novamente campeão. Com um olho para o negócio, Niki Lauda mudou também o paradigma desse campo na Fórmula 1.

Homenagem a Niki Lauda por parte da equipa da Mercedes na Fórmula 1
Fonte: Mercedes AMG Petronas MOTORSPORT

Por ser do fim dos anos 90, as primeiras vezes que ouvi falar de Niki Lauda foi quando este estava em papéis de administração e gestão. Passou pela equipa da Jaguar e passou também pela Ferrari, sendo que estava agora ligado à Mercedes, isto sempre na Fórmula 1. 

Mas nunca liguei nenhuma, até 2013. Nesse ano saiu Rush, um filme biográfico inspirado na rivalidade de 1976 entre Hunt e Lauda, e o acidente de Lauda no ‘Inferno Verde’. A partir daqui tudo mudou para mim. Fui sempre pesquisando mais, reparei que na Mercedes havia um senhor que andava sempre de boné, muitas vezes um boné vermelho. Acabei por descobrir que era a lenda, Niki Lauda. 

Restam-me poucas memórias do austríaco, mas as que tenho são extremamente boas. Uma parte de mim gostava de ter vivido no século XX. Outra parte diz-me que aqui estou bem. Partilho com Lauda o gosto por aviões, o que acho muito interessante.

Hoje, despedimo-nos de Niki Lauda com um boné vermelho, no Grande Prémio do Mónaco.

Auf wiedersehen, Niki… 

Foto de Capa: Mercedes AMG Petronas MOTORSPORT

FC Barcelona 1-2 Valência CF: Onze anos depois a festa é novamente ché

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No Benito Villamarín disputou-se hoje um duelo entre o primeiro e quarto classificado espanhol. O FC Barcelona entrou a procurar a dobradinha, enquanto o Valência CF procurava a glória onze anos depois dos últimos festejos.

Ernesto Valverde lançou uma equipa sem um avançado de raiz, deixando as maiores responsabilidades ofensivas nos pés de Messi e Coutinho. Também Nélson Semedo foi titular na lateral-direita. Marcelino lançou no onze titular três jogadores bem familiares dos portugueses e dos benfiquistas: Garay, Guedes e Rodrigo. Também Daniel Wass (ex-SL Benfica) foi titular e Piccini (ex-Sporting CP) foi lançado no decorrer da segunda parte.

Os primeiros minutos de jogo foram o espelho do que seria todo primeiro tempo: o FC Barcelona com bola e o Valência CF a criar jogadas de perigo. Logo a arrancar, Rodrigo viu-se isolado frente ao Cillessen, fintou o guarda-redes e viu o Piqué negar-lhe o golo mesmo em cima da linha.

Aos 21 minutos, o Valência CF conseguiu pela primeira vez ter posse de bola e viu Gabriel Paulista abrir a defesa catalã com um passe longo para Gayà, na esquerda, que serviu Gameiro à entrada na área. O francês dominou a bola, deitou Alba e fuzilou a baliza catalã para o primeiro golo do jogo.

Treze minutos depois, e mantendo-se a posse de bola apática do FC Barcelona, a equipa “Ché” lançou-se em mais um ataque rápido e Soler serviu Rodrigo para este finalizar de cabeça. 2-0 para o Valência.

O FC Barcelona só conseguiu criar perigo nos últimos cinco minutos da primeira parte, e sempre dependente das iniciativas de Lionel Messi.

A equipa de Marcelino foi para os balneários com o sentimento de dever cumprido. Defenderam bem e lançaram golpes certeiros e fatais na defesa catalã. Soler e Parejo a destacarem-se pela qualidade que iam colocando no rolar da bola. Já a equipa de Valverde recolheu aos balneários desesperada por um abanão. Uma equipa sem criatividade e sem profundidade ofensiva. Fraquíssima primeira parte onde só Piqué e Messi se afastaram da mediocridade.

O FC Barcelona só conseguiu criar perigo nos últimos cinco minutos, sempre dependente das iniciativas de Lionel Messi
Fonte: FC Barcelona

Neste contexto, a partida recomeçou só com mexidas no lado do FC Barcelona. Entrou Malcom para trazer mais profundidade e criatividade, e entrou Vidal para explorar a sua capacidade de aparecer em zonas de finalização.

O jogo recomeçou mais aberto e a maior capacidade do FC Barcelona em criar perigo foi obrigando Marcelino a mandar recuar os seus jogadores. Com Malcom a abrir mais à direita, sobrou espaço para Messi construir. Além disso, também Busquets subiu tremendamente o seu rendimento, tanto com, como sem bola.

Ao minuto 56 nasce o lance mais genial do jogo. Messi colocou todo o seu talento em campo e viu o poste negar-lhe um golo divinal.

O jogo mudou totalmente de cara a partir do minuto 65, com a saída, por lesão, do capitão do Valência CF. Dani Parejo foi substituído, o FC Barcelona cresceu no jogo e os “Ché” começaram cada vez mais a reduzir as suas ações ao seu próprio meio-campo.
Ao minuto 71, Marcelino optou por fechar ainda mais a sua equipa. Retirou Gameiro, lançou Piccini e viu a sua equipa ser castigada com um golo. Na sequência de um canto, o central Lenglet cabeceou para uma grande defesa de Domènech e a bola sobrou para Messi finalizar. Vinte minutos para jogar e o FC Barcelona a reduzir para 2-1.

Até ao minuto 90 só deu Barcelona. Já com três defesas e Piqué como ponta de lança, a equipa catalã foi tentando chegar ao golo, mas sem sucesso. O Valência limitou-se a lutar e a defender o resultado, mas ainda viu o Gonçalo Guedes, já ao encerrar do jogo, desperdiçar duas oportunidades claras para sentenciar o resultado.

Meias-finais da Liga Europa, 4º lugar, acesso à Champions e a conquista da Taça do Rei. Uma excelente época para um novo Valência
Fonte: Valência CF

Esta Final marcou o término da temporada 2018-19. Uma época onde, apesar de campeão, o FC Barcelona acaba em depressão e onde, apesar do mau arranque, o Valência CF termina em grande, renascido das cinzas.

Meias-finais da Liga Europa, 4º lugar, acesso à Champions e a conquista da Taça do Rei. Uma excelente época para um novo Valência.

Onzes Iniciais e Substituições:

FC Barcelona: Cillessen, N. Semedo (Malcom 45′), Piqué, Lenglet, J. Alba, Busquets, Arthur (A. Vidal 45′), Rakitic (C. Alena 77′), S. Roberto, Coutinho e Messi

Valência CF: Domènech, D. Wass, Garay, G. Paulista, Gayà, Coquelin, Parejo (Kondogbia 65′), Soler, G. Guedes, Rodrigo (Diakhaby 88′) e K. Gameiro (Piccini 71′)

Sporting CP 2-2 FC Porto (5-4 g.p.): Jackpot das grandes penalidades saiu (novamente) ao Leão

A Final da Taça de Portugal tem sempre magia vista das bancadas. Restava para ver se o espetáculo que era feito pelos adeptos se transpunha para o relvado. Uma Taça que Sporting CP e FC Porto queriam muito no seu palmarés, depois de ambos terem perdido a corrida pelo título esta temporada. Ambos os emblemas procuravam então vencer aquela que é a segunda prova mais importante em Portugal. E tudo se iria decidir hoje.

As duas equipas entraram em campo com a vontade de marcar cedo, e o Porto teve perto de inaugurar logo aos 6 minutos: Marega recuperou uma bola perto da área sportinguista, cruzou e a bola foi parar ao Soares, que obrigou Renan a fazer a primeira grande defesa da tarde. Três minutos depois, foi Bruno Fernandes a disparar para uma intervenção segura de Vaná.

O jogo entrou depois num ritmo um pouco mais lento, e só haveria de ganhar interesse ao minuto 22 com o golo de Marega, que, inicialmente, fez saltar de alegria os adeptos portistas, contudo essa alegria foi de curta duração, já que o árbitro Jorge Sousa, auxiliado pelo VAR, anulou o tento ao maliano. Bruno Fernandes voltou a ter oportunidade para fazer o primeiro no marcador aos 29’, mas o seu remate saiu desviado, após cruzamento de Diaby.

O jogo ia desenrolando a um ritmo elevado, muitas vezes nem sempre bem jogado, até que o Porto voltou a introduzir a bola dentro da baliza do Sporting já à entrada para os últimos cinco minutos do primeiro tempo: após livre do lado esquerdo batido por Alex Telles, a bola foi ter aos pés de Herrera que cruzou para Soares cabecear para o 0-1 no Jamor. Jorge Sousa voltaria a consultar o VAR para ver se tinha havido alguma irregularidade no lance, mas o golo contou mesmo.

Tiquinho Soares não esqueceu Iker Casillas no momento do 1-0
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

O Sporting não se foi abaixo e respondeu de imediato pelo suspeito do costume: Bruno Fernandes, servido à entrada da área por Marcos Acuña, rematou para o canto inferior direito da baliza de Vaná que nem se mexeu. O empate perto do intervalo era justo face ao que se foi verificando durante a primeira parte. Expectava-se um segundo tempo de grande qualidade!

O segundo tempo começou repartido com oportunidades para ambos os lados: depois de um cruzamento de Bruno Fernandes, Luiz Phellype desperdiça aos 46 minutos mesmo em frente à baliza. No minuto seguinte, foi a vez do Porto criar perigo. Soares, pela esquerda, remata mas a bola vai parar ao poste. Um lance diferente, mas o mesmo protagonista: mais uma vez pela esquerda, Soares remata forte, mas o esférico passa ao lado da baliza de Renan.

Foi um início da segunda parte mais positivo por parte da equipa dos “dragões”. Aos 61 minutos, Marega tem uma oportunidade para marcar o 2-1, mas valeu ao Sporting o central Jérémy Mathieu faz o alívio para fora da área.

Aos 70 minutos, Brahimi levou a melhor no um contra um com Ilori, mas na altura do remate faltou pontaria ao número oito dos portistas. A equipa de Sérgio Conceição continuava a ter mais oportunidades, mas as falhas no último terço não lhe permitiram chegar à vantagem. A equipa de Alvalade respondeu à supremacia portista aos 76 minutos quando Wendel, à entrada da área, remata rasteiro, mas a bola passa para lá do poste.

Numa altura em que o Sporting estava a começar a dar alguma resposta, um erro de Renan Ribeiro comprometeu a equipa “leonina”. Aos 78 minutos, o brasileiro faz um mau passe e a bola vai parar a um dos jogadores portistas. Herrera ainda tenta aproveitar, mas o guarda-redes redime-se do seu erro e defende a bola que tinha perdido instantes antes.

Mathieu fez uma exibição quase irrepreensível no eixo da defesa leonina
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Com os minutos finais a aproximarem-se, as duas equipas começaram-se a resguardar um pouco e, graças a isso, o jogo perdeu um pouco de ritmo. Ainda assim, aos 86’ Éder Militão teve oportunidade de dar a vantagem à sua equipa, mas o remate sai à figura.

Já para lá do período regulamentar, aos 91 minutos, Brahimi desequilibra pela esquerda, mas valeu Renan atento para salvar o Sporting de sofrer o segundo. Os instantes finais da partida continuaram a ser do domínio dos “dragões”, mas os azuis e brancos não conseguiram materializar a sua superioridade em golos. As duas equipas acabavam, assim, o jogo empatado a duas bolas, onde se tudo iria decidir para lá dos 90 minutos.

A primeira parte do prolongamento não teve muito para contar. Foi um período de contenção por parte das duas equipas, que preferiram não arriscar numa fase decisiva do jogo. Um erro poderia deitar tudo por água abaixo e ambos os conjuntos tinham plena noção disso. Acontece que o erro veio por parte da equipa portista aos 101 minutos, onde Bas Dost aproveitou e colocou a equipa verde-e-branca em vantagem.

O Porto tentou logo responder por intermédio de Adrán Lopez instantes seguintes. O remate foi forte, mas o guarda-redes dos “leões” estava atento e defendeu a bola. A equipa portista começou a jogar mais com o coração do que com a cabeça e isso em nada favoreceu as suas aspirações.

No segundo tempo do prolongamento, os “dragões” assumiram uma postura mais ofensiva desde o apito inicial de Jorge Sousa para o recomeço do encontro, mas começava a faltar alguma capacidade de raciocino, dado que o Porto já jogava “mais com o coração do que a cabeça”, e quando isso acontece acaba por ser difícil conseguir uma jogada bem construída. O Sporting limitava-se a fechar os caminhos da baliza de Renan de qualquer forma, e apostava na velocidade de Raphinha para tentar fazer o golo que sentenciasse a final.

Num belo rasgo individual, Brahimi, aos 111 minutos, furou a defensiva leonina, mas o seu remate saiu por cima da barra. O encontro ia caminhando a passos largos para o seu fim, e os adeptos sportinguistas iam apoiando euforicamente pela sua equipa, empurrando os jogadores para o último esforço, contudo o Porto não desistiu e conseguiu empatar: num autêntico “chuveirinho” para a área adversária, Felipe apareceu a cabecear para o 2-2, que empurrou a decisão para as grandes penalidades.

No desempate por grandes penalidades, a competência e frieza na hora de marcar são necessárias, e nesse capítulo o Sporting foi mais eficaz, e acabou por conquistar a 17.ª Taça para o seu museu, com o homem do penálti decisivo a ser Luiz Phellype, embora Renan também tenho sido fulcral ao defender um penálti.

Luiz Phellype foi um dos heróis do regresso ao Jamor
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Um ano depois, o Sporting CP saí desta vez do Jamor com motivos para sorrir, já que o jackpot das grandes penalidades saiu a si – novamente frente ao FC Porto, como tinha acontecido na final da Taça da Liga.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Sporting CP: Renan Ribeiro, Jérémy Mathieu, Sebastián Coates, Bruno Gaspar (Subst. Ilori, 66’), Acuña, Nemanja Gudelj (Subst. Doumbia, 90+4’), Bruno Fernandes (C), Wendel (Subst. Jefferson 105’), Diaby (Subst. Bas Dost, 75’), Raphinha e Luiz Phellype.

FC Porto: Vaná, Militão (Subst. Hernâni, 102’), Pepe, Felipe, Telles, Otávio (Subst. Manafá, 77’), Danilo, Herrera, Brahimi, Marega (Subst. Adrián Lopez, 99’) e Soares.

A sorte nem sempre bate à porta de quem a procura

Ainda se sentia o cheiro a churrasco e a cerveja da afamada festa da Taça quando três freestylers de motocross entregavam a bola a Jorge Sousa para o pontapé de saída da prova rainha do futebol português. Com o Estádio Nacional muito bem composto, dava-se assim início à “repetição” do clássico de há uma semana, bem como da final da Taça da Liga. Aliás, a história da Taça da Liga repetiu-se e mais uma vez o Sporting CP venceu o FC Porto nas grandes penalidades, conquistando assim a 17ª Taça de Portugal da história do clube.

Sérgio Conceição apostou no mesmo esquema tático do jogo da semana passada, mas com o castigo de Jesús Corona, Brahimi ganhou lugar no onze inicial. Do lado do Sporting CP, Keizer foi a jogo num sistema 4-3-3 com Diaby, Raphinha e Luiz Phellype na frente, Bruno Gaspar e Acuña nas laterais, um meio campo a três com Wendel, Bruno Fernandes e Gudelj e a tradicional dupla de centrais Mathieu e Coates acompanhados de Renan na baliza.

Desde o início da partida que o FC Porto foi quem mais procurou o golo e chegou mesmo a estar a vencer por intermédio de Tiquinho Soares, mas não foi por muito tempo, pois Bruno Fernandes, num golpe de sorte (a bola desviou-se em Danilo Pereira), atirou para o fundo da baliza de Vaná. Na segunda parte os azuis e brancos cresceram e tomaram conta do jogo, ainda que sem conseguir concretizar. Os leões aguentaram bem a pressão que estavam a sofrer e tentaram levar o jogo para prolongamento.

Foi aí que a turma de Alvalade conseguiu a reviravolta no marcador e Bas Dost fez explodir a alegria no Jamor. Naquele que foi um prolongamento bastante faltoso, saindo quatro cartões amarelos para o lado do FC Porto e três para o lado do Sporting CP, o FC Porto conseguiu o empate no último lance do jogo, com Felipe a desviar de cabeça para golo. Havia jogo até ao fim no Estádio do Jamor e tudo se ia decidir nas grandes penalidades, onde mais uma vez, o Sporting CP levou a melhor, após Fernando Andrade falhar o penalti decisivo e Luiz Phellype marcar o golo que deu a 17ª Taça de Portugal ao seu clube.

Marega fez, provavelmente, o seu último jogo ao serviço do FC Porto
Fonte: FC Porto

O FC Porto, a nível exibicional, esteve por cima, mas mais uma vez o Sporting CP soube sofrer e gerir o jogo, ganhado novamente nos penáltis. A equipa não conseguiu finalizar nas oportunidades que teve e pagou caro o desperdício de algumas hipóteses de levar a Taça para o Estádio do Dragão. Na hora de bater os penaltis, o FC Porto não conseguiu levar a melhor e os adeptos ficam sem perceber o porquê de alguns titulares habituais não serem chamados a marcar a primeira série de grandes penalidades.

Do lado do FC Porto, Herrera teve uma vez mais uma exibição de encher o olho e foi dos melhores nesta final da Taça de Portugal. No conjunto leonino, Mathieu esteve intransponível na defesa e é um dos grandes responsáveis pela conquista desta taça.

Foi o jogo de despedida para muitos dos craques que estiveram em campo e o fechar da época futebolística em Portugal. Espera-se uma grande revolução no plantel do FC Porto no próximo mercado de transferências com muitas entradas e saídas. Até ao início da época 2019/2020, é necessário erguer a cabeça e começar tudo de novo com ainda mais trabalho e esforço.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

RB Leipzig 0–3 FC Bayern München: Quinze minutos de perdição

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Em fim-de-semana de Taças, a Alemanha não ficou atrás. RB Leipzig e FC Bayern Munique disputaram a final. O Bayern, com o campeonato garantido na semana passada, chegava à final como o ataque mais mortífero. Do lado do Leipzig, o conjunto que é detido pela gigante de bebidas energéticas Red Bull chegava como terceira classificada do campeonato alemão e a defesa menos batida do ano.

A primeira parte trouxe domínio do Bayern. Mas, até aos 28 minutos de jogo, apesar do Bayern ter mais posse de bola, quem criava oportunidades mais perigosas era o Leipzig. Aos dez minutos, Yussuf Poulsen colocou a bola a caminho da baliza, mas Manuel Neuer defendeu para a trave. Aos 28 minutos chegou o momento que marcou a primeira parte. Numa jogada que parecia perdida, David Alaba foi à linha de fundo cruzar para Robert Lewandowski marcar. Num movimento excelente, o polaco colocou a bola no fundo da baliza de Peter Gulacsi.

A partir do golo, o Bayern continuou com a posse de bola, mas com mais pressão. Um acerto no meio-campo, entre Javi Martínez e Thiago Alcântara, fez com que o conjunto de Munique ficasse com total controlo do jogo. A partir daqui, Serge Gnabry começou a destacar-se. O jogador formado no Arsenal FC mostrou a sua veia de formação britânica e era dele que saíam muitas jogadas de perigo.

Num movimento extraordinário, Lewandowski inaugurou o marcador em Berlim
Fonte: DFB POKAL

A segunda parte começou um pouco diferente da primeira. O RB Leipzig começou a criar perigo, com o Bayern a não conseguir a posse de bola. Aos 47 minutos, Forsberg isola-se e fica em frente a Neuer, mas não consegue finalizar. A partir daqui, o jogo do Bayern começou a ser baseado no contra-ataque. O domínio do Leipzig era grande. Timo Werner quase marcou num remate impressionante, que Manuel Neuer não conseguiu defender, mas que o central Süle conseguiu afastar.

A partir deste momento, o jogo deixou de se jogar no meio-campo e foi feito de ataque seguido de ataque, tanto do Bayern como do Leipzig. Aos 61 minutos, até Matts Hummels subiu, e rematou forte para uma enorme defesa de Peter Gulacsi.

Primeiras alterações nas equipas. Tanto o RB Leipzig como o Bayern mexeram aos 64 minutos no seu meio-campo, mas o jogo continuou um pouco partido. Aos 70 minutos, no Leipzig entrou Dayot Upamecano para a saída de Orban. Assim, a formação do RB Leipzig começou a jogar com três centrais. Momento crucial, que não resultou, já que, aos 77 minutos, Kingsley Coman recebeu uma bola do ar, tirou um defensor da frente com uma finta de corpo e fuzilou a baliza de Peter Gulacsi para o segundo golo da equipa de Munique.

A defesa do Leipzig sofreu uma ‘reviravolta’ tática que nem os jogadores perceberam                        Fonte: RB Leipzig

Quatro minutos depois, o Leipzig voltou a ter um sistema de quatro defesas, mas o ‘caldo já estava entornado’. O Bayern dominou os últimos dez minutos. Entraram Arjen Robben e Frank Ribery, mas quem carimbou a dobradinha do Bayern foi Lewandovski, com o terceiro golo da partida, o segundo da conta pessoal.

O Bayern ganha assim a Taça da Alemanha, Renato Sanches conquista mais um título. É a 12ª dobradinha do clube de Munique.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

RB Leipzig – Peter Gulacsi; Lukas Klostermann; Ibrahima Konoté (Subst: Amadou Keitara ‘81); Wili Orban (Subst: Dayot Upameco ’69); Marcel Halstenberg; Adams (Subst: Laimer ’64); Kampl; Sabitzer; Forsberg; Werner; Poulsen

FC Bayern Munchen – Manuel Neuer; David Alaba; Matts Hummels; Sule; Kimmich; Thiago Alcântara; Javi Martínez (Subst: Tolisso ’64); Muller; Gnabry (Subst: Robben ’77); Coman (Subst: Ribery ’86); Lewandovski