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Cowboy vai para o rodeo e domina Iaquinta

O UFC Fight Night Ottawa teve como combate principal a batalha entre Donald “Cowboy” Cerrone e Al Iaquinta. Cerrone venceu por decisão naquela que foi considerada ‘Luta da Noite’. No mesmo cartaz vimos Walt Harris a destruir Serghei Spivac com um nocaute em apenas 50 segundos, que lhe valeu o prémio de Performance da Noite.

Ottawa foi o palco para o combate entre Donald Cerrone e Al Iaquinta. Foi a segunda luta de Cerrone no regresso à divisão de peso-leve. Anteriormente já tinha vencido Alex Hernandez por KO no segundo assalto, e intencionava continuar a corrida por um combate pelo título.
Iaquinta vinha de uma vitória por decisão contra Kevin Lee e queria continuar a cimentar o seu nome na divisão.

A primeira ronda trouxe um Cerrone melhor no contra-ataque, com variedade e volume de golpes, e a controlar bem a distância. Iaquinta procurava golpes fortes, mas muito rebaixado face ao adversário.

No segundo round Iaquinta veio mais ativo e lançou mais e melhores golpes a Cowboy. O combate mostrava-se muito técnico: ambos lutadores cautelosos nas pancadas, sem querer correr riscos.

O terceiro round foi muito forte para Cerrone. Bastante agressivo deferiu bastantes golpes à distância. A meio da ronda aumentou a pressão e acertou fortes pontapés, e com um direto de direita fez Iaquinta ir ao chão. No final eram visíveis as “marcas de guerra” em Iaquinta: sangrava bastante do nariz e o olho direto estava a fechar.

O quarto assalto iniciou logo com uma knockdown de Cerrone com um fantástico pontapé frontal, ao estilo de Anderson Silva e Lyoto Machida. Iaquinta demonstrava ser muito duro e duradouro por aguentar tantos golpes.

Espetacular pontapé frontal de Cerrona a Iaquinta
Fonte: UFC

No último round Cerrone continuou a pontuar, a atirar golpes à distância e a pressionar, sem resposta do adversário. No final os juízes atribuíram a vitória a Cowboy por decisão unânime: dois deram 49-45 (quatro rondas para Cerrone, uma delas 10-8, e uma ronda para Iaquinta) e um juíz deu 49-46 (quatro rondas para Cerrone, uma para Iaquinta).

Cerrone na conferência pós-combate não escondeu a intenção de lutar pelo título, ou da luta contra Conor McGregor. O Bola na Rede já escreveu sobre essa possível luta.

No co-main event Derek Brunson enfrentou Elias Theodorou na divisão de peso-médio. Brunson vinha de duas derrotas seguidas contra os top contenders Jacaré Souza e Israel Adesanya, ambas por KO. Por sua vez Theodorou estava com três vitórias seguidas, contra Dan Kelly, Trevor Smith e Eryk Anders.

Elias entrou solto no primeiro round, mas uma projeção de Brunson levou o combate para o chão. Aí procurou várias vezes a submissão e conseguiu dominar.

No segundo assalto Brunson esteve muito passivo no strike e quase não procurou atacar. Elias lançou bastantes golpes, sempre a movimentar-se embora a combater a recuar.

O terceiro assalto Brunson manteve-se cauteloso no strike mas conseguiu duas projeções, sendo que uma delas foi um poderoso slam.

No final Derek Brunson venceu por decisão unânime: 30-27 e 29-28 (2x).

Leclerc, o futuro está nas tuas mãos

No ano passado, no Grande Prémio do Brasil de 2018, aconteceu-me algo que já não acontecia desde curiosamente o Grande Prémio do Brasil de 2016, um friozinho na barriga que acontece quando vês um talento extremamente especial a surgir.

Em 2016, o friozinho foi por Max Verstappen, que até lá, achava rápido, mas não melhor que um Kvyat, em 2018, foi por Charles Leclerc, durante a qualificação para a corrida.

Durante a qualificação 2, começou a cair uma chuva leve, mas que já estava a tirar tempo de volta a quase todos os pilotos, ou seja, para poupar motores e assim, começaram todos a entrar nas boxes. O engenheiro de corrida de Leclerc perguntou se ele queria voltar para as boxes, tendo em conta que provavelmente já não iria melhorar o seu tempo e ficaria na 11.ª posição. Contudo, o miúdo pediu apenas mais uma volta, queria tentar de novo, e, enquanto todos os outros pilotos apenas faziam setores amarelos, ou seja, não conseguiam melhorar o seu tempo, Leclerc melhorou a volta e saltou para a oitava posição, ou seja, entrou na qualificação 3.

No Brasil em 2018, passei a adorar o monegasco.
Fonte: F1

Parece pouco, mas a mim só provou ainda mais a força de caráter que o monegasco tem. Outro exemplo disso foi quando dias depois do falecimento do seu pai, Leclerc dominou o fim de semana em Baku, quando ainda estava na Formula 2. Aqui lutou contra algo que deitava abaixo qualquer pessoa e ela não seria julgada por isso, mas Leclerc mostrou uma maturidade e força de vontade muito acima dos tenros 19 anos que tinha na altura.

Tudo isto o lançou para o lugar onde está agora, como companheiro de equipa do tetracampeão Sebastian Vettel numa das maiores equipas de sempre, a Ferrari. A época não começou da melhor forma, com Leclerc a ser demasiado bonzinho com Vettel, e apesar de mais rápido, pedir autorização à equipa para passar, que lhe foi negada. De seguida, no Bahrain, conseguiu a primeira pole position da carreira, e na corrida, após um mau início onde caiu para terceiro, recuperou lugares, mostrando muito mais velocidade que Vettel, e estava a dominar a corrida, até o motor o deixar ficar mal, conseguindo apenas o primeiro pódio, quando tinha a vitória nas mãos.

Será que a união faz a força?

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Desde muito cedo que ouvi a expressão “A União faz a força”, o que julgo ser “Universal” para quem praticou sobretudo modalidades coletivas. Penso não haver qualquer dúvida no que toca à relevância da união, sendo fundamental para o sucesso do quer que seja.

No Clube Leonino, assistimos a uma fase em que a união era/é questionável, tendo em conta tudo o que aconteceu na reta final da temporada anterior. Quando o atual Presidente do Sporting Clube de Portugal, Frederico Varandas, concorreu às eleições, o lema da sua candidatura foi “Unir o Sporting”, uma opção que desde sempre “apelidei” de inteligente e perspicaz.

Pessoalmente, acredito e compreendo que os resultados e exibições das equipas que representam o Sporting Clube de Portugal tenham muita influência nesta importantíssima tarefa que é unir o Universo Leonino. Na presente temporada, isso ficou bem patente, quer no futebol como nas restantes modalidades. No entanto, considero que o décimo segundo jogador faz e pode fazer a diferença em todos os recintos onde as equipas leoninas entram em cena. Para além do apoio dentro dos recintos, onde somos os melhores, é importante também que não duvidemos deste ou daquele jogador quando as coisas correm menos bem.

A união faz a força
Fonte: Sporting CP

Abordando as modalidades, onde o Sporting Clube de Portugal tem um registo incrível com vários títulos, destaco o feito alcançado recentemente pela equipa de futsal: somos Campeões Europeus. E como foi lindo ver o João Rocha vestido de verde e branco a assistir à final da Uefa Futsal Champions League, como foi lindo ver a receção dos campeões da Europa no aeroporto e como foi lindo ver os melhores adeptos do mundo festejarem, com a equipa, um título que nos escapava há alguns anos.

Para terminar, quero pedir aos melhores adeptos do mundo para mostrarem a nossa força até ao final da temporada, quer nas modalidades quer no futebol. Ainda temos muitos títulos para conquistar e festejar.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Vitória FC 0-3 Boavista FC: Jogo feio para a manutenção

Com a manutenção em jogo, esperava-se um encontro de emoções entre o Vitória FC e o Boavista FC no Bonfim. Em caso de vitória, os sadinos poderiam ficar a cinco pontos do Tondela, enquanto que no caso dos axadrezados poderiam mesmo garantir a manutenção.

Ao momento do apito inicial previa-se um jogo intenso e de oportunidades, no entanto, tal não se verificou na primeira metade. Apenas aos 25 minutos surgiu o primeiro remate e oportunidade, com Cadiz a cruzar para Nuno Valente que atirou à malha lateral.

Até aos 45′ pouco mais aconteceu. Ambas as equipas se mostraram apáticas e sem vontade de marcar. Aliás, houve apenas mais duas oportunidades, ambas para o Vitória, mas sem perigo suficiente para assustar Bracali.

O tempo foi passando, devagar e sem emoção, até ao intervalo.

E se emoção era o que o jogo precisava, emoção foi tudo a que a segunda parte teve – infelizmente não por boas razões.

Logo aos 50 minutos, Cadiz caiu no limiar da área e o juiz da partida mostrou-lhe amarelo por simulação, deixando os adeptos zangados. Mas como nada abala a confiança do grande avançado sadino, dois minutos depois, o camisola 99 quase inaugurou o marcador, após um grande cruzamento, mas a bola saiu por cima.

O jogo voltou a arrefecer, mas não por muito tempo. Aos 68′ Semedo fez falta sobre Sauer e Fábio Verissimo não teve dúvidas e mostrou vermelho direto. A decisão gerou muita contestação, quer por parte dos jogadores, quer por parte dos adeptos de sangue na guelra. Para juntar a isto, Sauer, depois de a maca entrar em campo, levantou-se saindo pelo próprio pé – e foi aqui que o futebol morreu. A falta gerou um livre e antes desse livre ser batido as substituições não foram autorizadas. Desse livre, totalmente limpo e legal, nasceu o primeiro golo do Boavista. Yusupha não perdoou e aproveitou uma das poucas oportunidades do clube axadrezado até então.

Após o golo, tempo de substituição. E, antes de Zequinha sair de campo, foi expulso por palavras, deixando o Vitória reduzido a nove unidades. A confusão instalou-se no Bonfim.

Os adeptos tentaram invadir o campo, levando a polícia de choque a intervir. Quando o jogo finalmente prosseguiu, Cadiz faz falta, aos 73 minutos e leva o segundo amarelo, sendo, também, expulso. Com oito homens em campo e o Bonfim num reboliço, o jogo teve parado até quase aos 85′, com Berto a pedir calma aos adeptos que atiravam objetos para o campo, que gritavam para o camarote da comunicação social e que tentavam entrar em campo.

Um jogo de futebol acabou por se tornar num qualquer coisa indescritível. As emoções, que nem sempre são positivas, levaram a melhor sobre todos em Setúbal e aquilo a que se assistiu depois da confusão foi de uma pobreza extrema.

Aos 88′ minutos o Vitória ficou a pedir penalti sobre Berto, mas, uma vez mais, o árbitro nada assinalou, consultando ainda o videoarbitro que confirmou a sua decisão. O tormento dos sadinos ainda não tinha acabado.

Aos 90′ Perdigão marcou o segundo golo do Boavista, acabando com as poucas esperanças que o Vitória ainda poderia ter. Face a todo o sucedido, Veríssimo mandou jogar mais quinze minutos para lá dos 90, para infelicidade do Vitória.

Nesse tempo, o Boavista carimbou a manutenção com mais um golo, desta vez por parte de Sauer.

A noite no Bonfim acabou triste, cinzenta e feia, não só pelo resultado, mas por tudo o que aconteceu. Um jogo que terminou marcado por tudo o que há de pior no futebol. No meio da desgraça, os axadrezados saem felizes, com a garantia de que no próximo ano continuam na primeira liga.

ONZES E SUBSTITUIÇÕES:

VITÓRIA FC:

Makaridze, Mano, Artur Jorge, Vasco Fernandes, André S., Semedo, Eder Bessa (Mikel, 76′), Nuno Valente (Allef, 76′), Ruben Micael (Berto, 63′), Zequinha, Cadiz

BOAVISTA FC:

Bracali, Edu Machado, Neris, Jubal, Carraça, Tahar, Sauer, Mateus (Perdigão, 86′), Fábio Espinho (Falcone, 55′), Yusupha (Bueno, 78′), Rui Costa

Foto de Capa: Bola na Rede

Banalização e plastificação numa era de marketing e redes sociais

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Para os benfiquistas, ir ao Estádio da Luz é um sentimento inexplicável. A emoção, a mística e o ambiente são únicos e especiais. Afinal, trata-se do local onde o “nosso” clube já alcançou e saboreou muitas conquistas.

Isso é certo e garantido! No entanto, há uma lógica mais forte que se impõe com a evolução natural dos tempos que se vivem. É uma época em que o digital faz parte da vida de clubes e adeptos, por onde mostram a realidade que estão a vivenciar. No caso dos clubes, as plataformas digitais e a importância do marketing são altamente pensadas para influenciar, atrair e transportar os adeptos para um meio onde se sentem “em casa”, mas onde há vários objetivos inerentes a cumprir: dinheiro a ser feito e uma imagem de excelência a passar para o país e o mundo. É com esse propósito que aparecem as redes sociais.

Acreditem em mim, acho ótimo para um clube mostrar que tem os melhores adeptos do mundo e é bom viver a emoção de entrar no campo e sentir toda a magia acontecer ao redor. Porém, há outro lado da moeda.

O elevar do cachecol é uma das principais formas de expressão dos adeptos nas bancadas
Fonte: SL Benfica

De modo a comprová-lo, começo por confirmar a tese de que as redes sociais estão a transformar o mundo e o conceito de ser adepto em particular. No caso dos clubes, é evidente que a necessidade de fazer dinheiro e mostrar o seu forte império são uma das suas matrizes principais. Do lado de quem preenche as bancadas, a essência de ir ao Estádio mantém-se, é certo, mas será que não se começa, aos poucos, a banalizar uma simples ida à Luz, pelo facto de tudo o que nos vão apresentar ser tão previsível? No fundo, mais do mesmo, quero eu dizer!

A minha resposta é afirmativa e vale apenas o que vale, tal como a minha opinião. A sequência acaba por ser sempre a mesma, o que torna as coisas repetitivas. Como se isto não bastasse, o ecrã do Estádio ainda nos dá indicações com frequência para a forma como nos devemos comportar nas bancadas. Parece que nos estão a educar, o que acho desnecessário! Reparei nisto na recente – não tão recente quanto isso – moda de acender a lanterna do telemóvel. No último jogo que fui assistir, contra o Marítimo, a certa altura, olhei para o ecrã e vi a indicação para [os adeptos] tirarem o telemóvel do bolso e acenderem as luzes. Fiquei espantado por dentro, enquanto assistia a mais uma goleada na Catedral. Porquê? Qual a lógica de sermos constantemente lembrados? Incendiar as redes sociais? Tirar um pouco da essência do que é apoiar o clube num jogo de futebol?

Para alimentar ainda mais estas inquietações, é com surpresa que verifico que tudo isto serve apenas e só para dar de comer – peço desculpa pela expressão – as redes sociais do clube, com bastante conteúdo e uma quantidade infernal de gostos, partilhas e comentários.

Deixo-vos mais exemplos (dos quais tenho conhecimento de causa), que também são referidos num dos textos de O Benfiquista Crítico:

  • Habitualmente entoado em plenos pulmões, o hino do Benfica é agora acompanhado pela música original de Luís Piçarra nas colunas do estádio, o que tira a essência de acompanhar um dos momentos mais arrepiantes na Luz.
  • O golo, outro dos momentos mais especiais, banalizou-se por completo. Como se os festejos, carregados de significado, não fossem suficientes, juntou-se uma música dita popular – estrangeira – a fazer lembrar uma discoteca em festa. É certo que se trata de uma festa, mas não está a ser feita numa discoteca, pois não?
  • Por último, o acender das lanternas de que já falei e a utilização de cartolinas, ambas medidas adotadas do estrangeiro, servem apenas para embelezar as redes sociais e manter o estatuto de grande representatividade do clube para todo o país. Como se o que se passa no Estádio não fosse suficiente…

Enfim, estes são alguns dos muitos exemplos que acredito que continuam a acontecer. É sobretudo o fruto de uma transformação e globalização do digital que afeta tanto adeptos como clubes. Da nossa parte, contribuímos com idas ao Estádio e apoio frenético onde quer que estejamos. Mas será que da outra parte somos tratados com verdadeiro carinho e afeição? Ou como meros objetos para alimentar as máquinas que são as redes sociais desta vida? Deixo estas questões para reflexão, com a intenção de alertar para uma realidade que, por vezes, não está ao nosso total alcance.

Foto de Capa: SL Benfica

Os milhões que vêm (ou não) a caminho

Iker Casillas, Fabiano, Maxi Pereira, Felipe, Éder Militão, Alex Telles, Hector Herrera, Yacine Brahimi, Hernâni e Adrián Lopez. Eu sei, parece que estou a formar uma espécie de onze inicial para um qualquer jogo do fim de semana do FC Porto, mas a verdade é que não: estou apenas a enumerar os jogadores que, por uma razão ou por outra, estarão de malas feitas (ou muito perto disso) no final desta época. E a expressão “por uma razão ou por outra” acaba por ser extremamente pertinente neste contexto, uma vez que, se retirarmos o nome de Iker Casillas, que estará em dúvida para a próxima época devido ao grande infortúnio que sofreu, todos os restantes atletas estarão de saída quer pelo término dos seus contratos (“por uma razão”), quer pelos alegados telefonemas vindos de Madrid (“ou por outra”).

Infelizmente, já não é de agora que a direção do clube tem uma dificuldade enorme em renovar contratos de jogadores que entrarão nos últimos doze meses de ligação ao FC Porto. Um erro crasso, a meu ver, tendo em conta a necessidade que qualquer clube português tem de fazer milhões em vendas. É muito satisfatório, admito, ver uma equipa como o FC Porto alcançar a marca de 80 milhões de euros em prémios na Liga dos Campeões, contudo não sei até que ponto é que as campanhas europeias se irão sobrepor a esta estratégia, no mínimo “exótica”, de gestão (a não renovação e a consequente saída a custo zero de jogadores). É um ponto no qual, honestamente, não me canso de insistir. Saídas dos principais nomes do plantel tem que ser tratada, muitas vezes, como inevitável, porém tal não significa que esses dossiês deverão ser tratados em cima do joelho, sobretudo se esse atleta tiver menos de dois anos restantes de contrato. Se tais medidas fossem adotadas, saídas a custo zero de Herrera ou de Brahimi, por exemplo, poderiam ter sido perfeitamente prevenidas, facilitando, assim, a abordagem ao mercado e, por consequência, o reforço do plantel.

Após esta espécie de desabafo, vamos a factos: dos nomes mencionados acima, apenas três surgem como pontos de interrogação: Iker Casillas, cujo regresso aos relvados está encoberto em incógnita, Felipe que, ao que tudo indica, vem sendo seguido de perto por colossos do futebol europeu, com principal destaque para o Atlético de Madrid, e Alex Telles, cujo telefone, aparentemente, também tem recebido tentativas de contacto de Diego Simeone.

A continuidade de Iker Casillas nos relvados ainda é uma incógnita
Fonte: FC Porto

Caso estes rumores se transformem, efetivamente, em realidade, algo que creio que acontecerá pelo menos com um dos brasileiros, a defesa dos “dragões” acabará por desfazer-se quase que por completo. E acaba este por ser a minha principal preocupação no que toca à época 2019/20. Será extremamente complicado para Sérgio Conceição a construção de uma nova muralha defensiva, tendo em conta, principalmente, dois fatores: a qualidade dos jogadores que sairão e as dificuldades financeiras vividas na Invicta.

Um caso extremamente semelhante aconteceu numa equipa rival, à entrada para a época 2017/18: com as saídas milionárias de algumas peças fundamentais do setor mais recuado, como foram os casos de Ederson Moraes, Victor Lindelöf e Nelson Semedo, o SL Benfica teve imensas dificuldades para reconstruir a sua defesa, chegando ao ponto de não conquistar o campeonato nacional.

Qual será o ponto que eu quero chegar com tudo isto? Na verdade, são vários, até. Primeiramente, o FC Porto terá que ter pontaria certeira no ataque ao mercado, contratando verdadeiros reforços que possam receber o bastão de jogadores como Felipe, Alex Telles, Herrera e Brahimi. Segundo ponto: aposta em jogadores da formação. É impossível não reparar no sucesso que tem rondado os “jovens dragões”, culminando, recentemente, na conquista da Youth League. Logo, será quase que imperativo apostar em jogadores da casa. Por que não começar pela baliza, Sérgio? Por último mas claramente não menos importante, renovações de contrato. É chato bater sempre na mesma tecla? É. Mas acreditem, é muito mais chato ver jogadores de top a sair a custo zero.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

 

FPF eSports – Resumo Semanal: E então restaram 4!

Uma grande semana no panorama do Pro Clubs nacional! Começamos exactamente pelos quartos de final da Taça de Portugal da FPF eSports que se realizaram na passada quinta-feira. Uma noite de grandes emoções e restam as últimas quatro equipas presentes na prova rainha no que promete ser duas grandes partidas agendadas ainda para este mês de Maio.

Voltando a fita um pouco atrás tivemos quatro jogos de grande equilíbrio, jogos com poucos golos e uma decisão que só apurou um semifinalista após 120 minutos e as grandes penalidades. Na primeira partida dos quartos de final tivemos uma surpresa, a equipa da Liga 2, os XF. Iberia eSports levaram a melhor sobre o Estoril Praia eSports equipa da primeira divisão, num jogo morno e com poucas oportunidades fez valor o tento para golo de saxocup14 ao minuto 45 que deu a vitória e um lugar nos últimos quatro da Taça de Portugal qualificação história para esta multigaming que ainda sonha com um lugar no Jamor e tomba uma equipa da Liga 1.

Seguiram-se três encontros em que não havia propriamente claros favoritos e os jogos registaram isso mesmo. Na partida entre os FTW Legacy e o Vitória SC eSports vitória por 2-0 com bis de bmiguel1994 carimba assim a passagem ás meias-finais para os campeões nacionais que tiveram uma grande semana passando na Taça de Portugal e assumindo a liderança da Liga 1, mas já lá vamos…

Mais uma grande partida entre as equipas de elite da Liga 1, os EGN eSports receberam o Sporting CP eSports num jogo bastante equilibrado e que os verdes e brancos acabam por vencer por uma bola a zero ainda nos 90 minutos ficando mais próximos do Jamor tentando repetir o feito da equipa principal de futebol.

Um dos jogos mais emocionantes destes quartos de final ocorreu no confronto entre os SC Braga eSports e os Panthers AC Marinhense durante os 90 minutos um jogo também com grande equilíbrio e as equipas a anularam-se e após 120 minutos vimos que nenhuma das equipas queria cair da Taça e levaram o jogo para as grandes penalidades. Estiveram em evidência os batedores dos penaltis que fizeram balançar as redes, mas já no último momento seria o guardião do SC Braga eSports P01nk que viria a fazer a defesa decisiva e que dava as meias finais à equipa arsenalista.

Estão assim encontrados os últimos quatro desta prova e depois desta eliminatória de grandes emoções e de muito equilíbrio dentro do relvado virtual esperamos jogos das meias finais de grande nível e nesta fase da competição é impossível dizer se existem favoritos qualquer destas equipas sonha em triunfar no Jamor e estão cada vez mais perto de o fazer e alcançar história no Pro Clubs nacional.

Fonte: FPF eSports

O nosso foco agora segue para a Liga 1 numa semana com bastantes golos e em que a tabela classificativa leva uma mudança radical no mínimo… No meio de todos estes resultados são os FTW Legacy que assumem a liderança ao fim de 22 jornadas. Venceram o Aparecida FC, o último classificado da Liga por uns impressionantes 4-0 e 5-0 cimentando o seu lugar de líder já com quatro pontos de vantagem. Surge agora um novo segundo classificado uma excelente subida dos fogaceiros após vitórias sobre a equipa do FC Paços de Ferreira por 1-0 e 6-0 permitiu-lhes ascender e acreditar ainda noutras aspirações. Continuam na perseguição ao topo, o Vitória SC eSports, os EGN eSports, os Grow uP eSports, o Sporting CP eSports e ainda o Rio Ave FC eSports apesar da diferença de já nove pontos sabemos que por vezes no futebol virtual isso é pouco…

Existe ainda uma clara separação entre o nono lugar com os Panthers AC Marinhense e o resto da tabela com uma diferença já de dez pontos. É cedo para anunciar, mas temos duas equipas já em apuros no fundo da tabela são elas os Eyeshield Gaming e ainda o Aparecida FC que desesperadamente necessitam de pontuar para fugir da linha de água.
Tempo ainda para algumas estatísticas individuais nesta Liga 1, lanzinha25 é cada vez mais o melhor marcador com 25 golos apontados em 22 partidas, um registo notório e que está realmente a ajudar a equipa do CD Feirense SAD a ascender nesta fase da temporada. No topo das assistências mantém-se o jogador do SC Braga eSports samucapsi com 15.

Marc Márquez regressa às vitórias numa corrida difícil para Oliveira

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O mundial de motociclismo regressou aos palcos, e desta vez, foi o circuito de Jerez de la Frontera a receber os homens das duas rodas. 

Marc Márquez saiu da terceira linha da grelha de partida e desde cedo começou a correr atrás do prejuízo e começou a liderar a prova logo na primeira volta. O piloto espanhol da Honda voltou a não dar hipóteses à concorrência mais direta. 

Com Márquez a liderar desde a primeira curva, a emoção da corrida esteve na luta pelos restantes lugares do pódio onde Viñales (Suzuki) Alex Rins foram os protagonistas… Já Valentino Rossi, continua com problemas na sua Yamaha M1 e não se conseguiu intrometer na luta pela vitória. O mesmo se pode dizer de Jorge Lorenzo que continua a não conseguir ter bons resultados com a Honda. 

Se a liderança estava entregue a Márquez, Alex Rins e Andrea Dovizioso lutavam intensamente pela quarta posição, enquanto Franco Morbilidelli tentava perseguir Márquez na esperança que o espanhol cometesse um erro… Mas bem sabemos que quando o piloto da Honda se consegue isolar na frente da corrida, dificilmente comete erros.

Sem conseguirem alcançar o ritmo alucinante de Márquez, Morbidelli, Quartaro e Viñales continuaram na luta pelos dois últimos lugares do pódio. Também Alex Rins se intrometeu nesta luta, e ultrapassou Franco Morbidelli, alcançando a segunda posição. Enquanto, Quartaro acabou por abandonar a corrida devido a problemas mecânicos. 

Sem Quartaro na luta pelo pódio, foi o italiano Andrea Dovizioso a dar o ar da sua graça e também tentou chegar aos primeiros lugares da corrida, enquanto Márquez continuava intocável. O piloto da Ducati ultrapassou o seu compatriota Franco Morbidelli e ascendeu à quarta posição. Enquanto, Rins e Viñales lutavam pelo segundo e terceiro lugar da prova.

A poucas voltas do final, as posições do pódio pareciam definidas: Márquez, Alex Rins e Viñales a fechar o pódio completamente espanhol.

Com esta vitória, Marc Márquez somou a segunda vitória da temporada e regressou à liderança do mundial de motociclismo com 70 pontos.

Já o português Miguel Oliveira teve um fim-de-semana bastante complicado, já que arrancou da 21ª. posição da grelha de partida e acabou por terminar a prova no 17º lugar. Oliveira admitiu não ter ritmo para qualquer piloto.

Foto de Capa: Moto GP

Força da Tática: 4-4-2 Losango, um sistema para quem pode

Na noite da passada sexta-feira, RasenBallsport Leipzig e. V foi à Coface Arena, empatar a três com o 1. Fußball- und Sportverein Mainz 05.

O resultado pode dar a ideia de um jogo equilibrado, mas a superioridade do Leipzig foi evidente. Acabou por construir, com alguma facilidade, uma vantagem parcial de 1-3, contudo a qualidade dos primeiros 45 minutos deu lugar ao relaxamento.

Este foi um jogo muito interessante de acompanhar. O Mainz apresentou um 442 losango, onde foi possível observar como este é um sistema “para quem pode e não para quem quer”.

O sucesso/insucesso deste sistema passa pela resposta à pergunta: “Em um sistema que por defeito é muito estreito, quem garante a largura? “. Com o extra de o Mainz apresentar um início de construção lento, onde os defesas laterais são (demasiado) pacientes na subida pelo corredor. Uma atitude que não facilita a progressão da bola, particularmente frente a um adversário que se alimenta de equipas que circulem a bola de forma previsível.

Fonte: Eleven Sports
Fonte: Eleven Sports

Reparem como o Lateral Direito está na mesma linha horizontal dos Defesas Centrais, quando poderia (e deveria) estar mais projetado para facilitar a progressão da bola. No lado esquerdo Aarón (defesa lateral esquerdo) é ligeiramente mais ofensivo, mas só se projeta pelo corredor quando o médio interior preenche a sua posição. Tudo isto é paciente e lento, ou seja, tudo isto facilita o pressing adversário.

Fonte: Eleven Sports

Vejam como Latza (médio Iinterior esquerdo) baixa, e acaba por ocupar uma posição redundante. Isto é:

– Está a cortar a linha de passe do Defesa Central para o Defesa Lateral.

– Facilita/Permite/Convida a vida ao adversário. O jogador do Leipzig estará sempre condições de o pressionar, na eventualidade de ele receber.

Tudo isto somado dava … bola na frente.

Onde o Leipzig conseguia recolher a maioria das bolas, já que tinha superioridade numérica e jogador fisicamente mais fortes.

Este lance, é perfeito para ilustrar.  Gbamin recolhe a bola, levanta a cabeça, e onde estão colocados os Defesas laterais? Aliás, reparem como os jogadores do Mainz estão todos condensados no corredor central. Ninguém a garantir largura.

Fonte: Eleven Sports

A responsabilidade para compensar a ausência de extremos, realizando movimentos dentro-fora, recaia nos ombros dos dois avançados (isto no último terço), mas não era suficiente.

Esta construção lenta, paciente e que necessitava de muito tempo para os defesas laterais assumirem uma posição segura, é manteiga para um Leipzig que é das equipas que melhor reage a estímulos para iniciar o pressing.

Vejam como a equipa reage ao estímulo (passe “sujo”) e coletivamente salta no pressing, acabando por recuperar a bola.

Finalmente, mas não menos importante, particularmente perante um 532 adversário, é importante responder à pergunta: “Quem pressiona os corredores?”.

Como o Leipzig construía com 3, o Mainz tinha sempre desvantagem perante essa 1ª linha. Assim, quando outro jogador do Leipzig vinha receber ao corredor (em amarelo) a dúvida instalava-se.

Fonte: Eleven Sports

Como podemos ver, era o médio interior a sair para pressionar o corredor. Assim, com médio a sair no corredor e com o DL fixando à linha defensiva pelo adversário (azul na imagem anterior), o Leipzig ia aproveitando os espaços que se abriam nos corredores interiores. Corredores interiores, onde Forsberg pode fazer cenas …

Fonte: Eleven Sports

Foto de Capa: FS Mainz 05

Um desabafo de uma aspirante a jornalista

Desde muito pequena que tive um sonho. Estava eu no meu oitavo ano e, pela primeira vez, questionava-me sobre o que queria ser quando fosse grande. Claro que já tinha pensado nisso, mas não de uma forma totalmente clara e objetiva.

Enquanto crescia um amor que, mal eu sabia, se viria a tornar tão grande (aquele que tenho pelo futebol), com esse amor vinham também algumas incertezas acerca do meu futuro. Foi desde aí que comecei a definir objetivos sobre aquilo que queria para a minha vida. E foi então que surgiu a ideia do jornalismo desportivo.

Digamos que o meu sonho ficou em banho maria e só viria a começar a cumprir parte dele uns anos mais tarde. Sou adepta de um dos três grandes e confesso que a minha entrada para o Bola na Rede permitiu-me abrir horizontes e ver o futebol para além de FC Porto, Sporting CP e SL Benfica. Ver e dar valor aos clubes que competem neste campeonato que tem tanto de desleal como de injusto para os clubes ditos mais pequenos.

Desde que entrei para este projeto, tive oportunidade de fazer coberturas em três estádios distintos: António Coimbra da Mota, Jamor e Alvalade. Ou seja, três realidades bastante diferentes – um clube da Segunda Liga, um clube de Primeira, mas de média tabela e, por fim, um dos três grandes em Portugal.

Como era esperado, foram também experiências bastante diferentes. O que eu não estava à espera era da diferença perante a postura da Comunicação Social nas diversas partidas que cobri, acreditando eu na total, e suposta, imparcialidade inerente a toda a classe jornalística seja de que ramo for.

A primeira vez que entrei na sala de imprensa do Estádio Nacional a sala estava cheia de jornalistas e todos eles se mostraram muito interventivos. Estava habituada a uma maior pacatez das conferências do Estoril Praia SAD e associei toda aquela agitação ao facto de ter sido um jogo de Primeira Liga.

Para meu espanto, 15 dias depois, o cenário foi completamente o oposto: a sala de imprensa estava praticamente às moscas e, vejam bem o ridículo da situação, apenas o Bola na Rede colocou uma pergunta ao técnico do Belenenses SAD – Silas. Por muito que seja a Segunda Liga, nunca me aconteceu tal coisa no Coimbra da Mota.

Várias são as cadeiras vazias em conferências de imprensa de clubes que não os três grandes
Fonte: Inês Santos / Bola na Rede

Confesso que aquilo me fez muita confusão. Tanta que fiquei a matutar esse assunto durante algum tempo. Até que cheguei à conclusão de que a grande afluência por parte da Comunicação Social no meu primeiro jogo no Estádio do Jamor deveu-se ao facto de esse respetivo jogo anteceder a partida entre o SL Benfica e Belenenses no Estádio da Luz.

Admito que fiquei um pouco admirada até com a minha ingenuidade naquele instante. Afinal de contas, não é a primeira vez, nem há de ser a última, em que irei tocar neste assunto sobre o monopolismo dos três grandes no futebol português.

Agora a minha questão é: se nem a Comunicação Social se esforça para inverter o foco quase exclusivo sobre os três grandes, quem é que irá tentar alterar esta síndrome? Se a iniciativa de mudar esta realidade não começar por nós, então por onde vai começar afinal? Queremos mesmo continuar a mostrar a realidade de apenas três clubes dos 18 possíveis? Pelos vistos, parece que sim…

Torna-se ainda mais ridículo quando refletimos e percebemos que, por vezes, e em conferências de alguns clubes não é dada palavra aos colaboradores do Bola na Rede. Órgão este que é dos poucos que dá “voz” aos clubes ditos mais pequenos. Mas depois há quem ache que as nossas perguntas não vão interessar, pelos vistos…

Mas é assim que é o futebol português dentro e fora das quatro linhas: dar ainda mais força aos grandes e os pequeninos que de desenrasquem…

Foto de Capa: Bola na Rede