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AFC Ajax 2-3 Tottenham Hotspur FC: São Lucas põe fim ao sonho holandês

Absolutamente inacreditável! O Tottenham está na final da Liga dos Campeões, após vencer o Ajax por 3-2 na casa dos holandeses. Os Spurs, que haviam perdido a primeira mão por 1-0, foram para o intervalo a precisar de três golos e Lucas Moura assumiu o papel de herói com um hat-trick.

Como tem vindo a ser habitual, o Ajax entrou desde cedo à procura do golo e, logo aos quatro minutos, Tadić obrigou Lloris a defender para canto. Na sequência do mesmo, de Ligt fugiu à marcação dos jogadores do Tottenham, saltou mais alto que toda a gente e fez o 1-0 na Arena de Amesterdão.

Um minuto depois de os holandeses inaugurarem o marcador, Son podia ter feito o empate, mas a bola passou alguns centímetros ao lado da baliza de Onana. Apesar do aviso, era o Ajax que dominava os vários momentos do jogo e apresentava maior qualidade coletiva.

Aos 31 minutos, após mais uma das muitas recuperações do meio-campo holandês, Tadić trocou as voltas a Trippier e por muito pouco não ampliou a vantagem no encontro. A velocidade e o rigor a executar do conjunto de Erik ten Hag iam fazendo as delícias dos adeptos.

Aproveita e aposta já no vencedor da Liga dos Campeões

No caso dos holandeses, o ditado “quem não marca sofre” não existe e, a dez minutos do intervalo, Ziyech fez o 2-0 em Amesterdão. O marroquino respondeu ao passe de Tadić com um remate de primeira, de encher a vista.

Já na segunda parte, o Tottenham entrou com uma atitude diferente e, sobretudo, com mais fome de bola. Aos 55 minutos, Dele Alli trabalhou bem sobre a defesa holandesa e Lucas Moura aproveitou para reduzir para 2-1, na cara de Onana.

Quatro minutos depois, o brasileiro bisou na partida, após alguma confusão na área do Ajax: Onana deixou escapar a bola das mãos, Lucas contornou quem lhe apareceu pela frente e com o pior pé fez o empate.

À medida que o final do jogo se aproximava, este partia-se cada vez mais e começava a ficar impróprio para cardíacos. As duas equipas não mostravam medo de sair rápido a jogar, o que resultava em alguma despreocupação na hora de defender.

Do lado do Ajax, Ziyech era o homem mais inconformado e em três momentos (63’, 80’ e 90+3’) viu o esférico a não entrar por muito pouco. Já o Tottenham, a três minutos dos 90’, contou com o cabeceamento de Vertonghen à barra da baliza adversária.

Quando tudo se encaminhava para o regresso do Ajax a uma final da Liga dos Campeões 23 anos depois, fez-se silêncio em quase toda a Arena Johan Cruyff: no último suspiro inglês, Lucas descobriu espaço na área, completou o hat-trick e levou os Spurs a uma final da Champions inédita em 136 anos de história.

Os ingleses vão encontrar o velho rival Liverpool na final de Madrid, que se realiza no Wanda Metropolitano a 1 de junho. Esta edição ficará para sempre marcada pela crença de Mauricio Pochettino e dos seus pupilos, mas ninguém se irá esquecer deste Ajax, que mostrou ao mundo que sonhar não custa.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

AFC Ajax: Onana, Mazraoui, de Ligt, Blind, Tagliafico; Schöne (Veltman, 60’), de Jong, van de Beek (Magallan, 90’); Ziyech, Tadić, Dolberg (Sinkgraven, 67’).

Tottenham Hotspur FC: Lloris, Trippier (Lamela, 81’), Alderweireld, Vertonghen, Rose (Davies, 82’); Wanyama (Llorente, 46’), Sissoko, Alli, Eriksen; Lucas, Son.

Respostas para o inexplicável

Multiplicam-se as teorias, somam-se as ideias, dividem-se as definições e, no final, o resultado é um redondo zero… ao quadrado. Nos últimos dias, os experts vão-se desdobrando em esforços mais ou menos apreciados e consensuais para encontrarem uma explicação razoável para um hipotético divórcio entre meia dúzia de pertencentes à claque Super Dragões e o plantel do FC Porto.

Futebol não rima com racionalidade e todos estamos fartos de ser confrontados com o lugar comum de que o que conta é o momento. Muito sinceramente, já chateia ter de vir pela enésima vez enumerar os feitos de Conceição à frente do FC Porto nestes últimos dois anos, para confrontar quem, num momento de pura azia, encontra no técnico portista o mal de todos os pecados. Mais armas tivesse e a história seria necessariamente outra. Os erros fazem parte do processo e não perceber isso é meio caminho andado para que surjam episódios tristes como os verificados no Dragão e também em Vila do Conde.

O mar azul tem sido peça fundamental no sucesso recente do FC Porto
Fonte: FC Porto

Mas afinal, o que pode provocar essa ira e aparente ingratidão perante quem tanto deu, dá e dará como todos, eu inclusive, esperamos. Sirvo-me das sábias palavras de José Manuel Ribeiro, diretor d’O JOGO, para tentar aproximar-me das explicações que nunca serão totalmente alcançadas. “O fim da era dos impérios”, é este o título da crónica em que o jornalista começa por identificar, porventura, o maior dos problemas: “os portistas ainda não são capazes de aceitar que o FC Porto passou a partir em desvantagem” em relação ao maior rival.

Esse vem sendo, naturalmente, o maior choque com a realidade. “Influência, desenvolvimento, poder, receitas ordinárias, aliados.” Eis os ingredientes cozinhados ao longo de mais de uma década que, todos juntos, suportam e mantêm o SL Benfica no topo do futebol nacional, quer queiramos quer não. JMR diz-nos que “em todas estas áreas, o FC Porto arranca a perder” e não aceitando esta realidade, “os portistas não compreenderão os resultados”, sobretudo os maus. Adianta ainda que “a alternância do campeão” é o mais normal, “quando se tem um adversário com as condições do Benfica.”

Acima de tudo, cabe ao adepto portista, habituado ao domínio interno, “acordar” para a realidade que impera e perceber que a receita que conduziu o clube ao sucesso já não é propriedade sua. E isso, meus amigos, vai levar muito tempo a ser recuperado, se é que alguma vez será.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

Judd Trump conquista (de forma assombrosa) o campeonato mundial de snooker

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Decorridas aproximadamente três semanas de competição, o Crucible coroou esta Segunda-Feira Judd Trump como o novo campeão mundial.

Não existe memória de muitas finais disputadas no Crucible, onde a superioridade de um dos jogadores tenha sido tão evidente. O resultado (18×9) fala por si, não tendo deixado margem para dúvidas quanto à justiça desta vitória.

Desengane-se no entanto, quem pensa que John Higgins se apresentou mal nesta final. Pelo terceiro ano consecutivo, o escocês tetracampeão mundial (1998, 2007, 2009 e 2011) conseguiu, de forma merecida, marcar presença na final da maior prova do snooker e apresentou-se a um bom nível. Não foi certamente pelos seus erros que o resultado avolumado se consumou.

Não tendo tido o nível de incerteza no resultado que os adeptos tanto apreciam, esta foi talvez das finais mais bem disputadas da história dos mundiais de snooker.

Se o jogo até arrancou numa toada de equilíbrio, com a primeira sessão a terminar com o resultado em 4×4, a segunda sessão de Judd Trump dizimou as aspirações de John Higgins, que se viu a perder por 11×5 e nunca mais conseguiu ameaçar o domínio de Trump, que acabou por vencer com naturalidade, apresentando-se a um nível assombroso.

Numa final marcada pela existência de 11 centuries, sete deles alcançados por Judd Trump, não restam dúvidas sobre a qualidade de snooker com que estes dois craques brindaram os fãs presentes no Crucible.

Judd Trump vence assim, aos 29 anos, o seu primeiro mundial e junta-se a um restrito lote de jogadores que conseguiu vencer todas as competições da Triple Crown (UK Championship, Masters e Mundial). Um jogador que desde cedo prometia ser um dos melhores do circuito mundial, mas que demorou mais tempo a chegar a este patamar do que era previsível no início da sua carreira. Agora, ultrapassada a pressão de conseguir ser campeão do mundo, os adeptos esperam que consiga manter de forma consistente um nível elevado, sabendo-se que a jogar da forma como jogou esta final, é quase imbatível.

A final foi disputada por John Higgins e Judd Trump, que já tinham disputado a final de 2011 (vitória de Higgins por 18×15)
Fonte: World Snooker

Numa competição que, como vem sendo hábito, desde cedo foi deixando alguns favoritos pelo caminho, destaques para as eliminações do líder do ranking mundial, Ronnie O’Sullivan, logo na primeira ronda frente ao jovem amador James Cahill, bem como as eliminações do campeão em título, Mark Williams e do ex-líder mundial Mark Selby, na segunda ronda, frente a David Gilbert e Gary Wilson, respetivamente.

Os Quartos-de-Final da prova tinham como prato principal o confronto entre John Higgins e Neil Robertson, dois dos principais favoritos à vitória final, chegados de épocas bastante distintas. Enquanto o escocês chegava ao mundial depois de uma das épocas mais discretas da sua carreira, o australiano vinha de uma das melhores épocas dos últimos anos. A experiência de John Higgins acabou por falar mais alto, ao vencer Robertson por 13×10.

Nos restantes jogos desta fase, David Gilbert bateu Kyren Wilson, Gary Wilson levou a melhor frente a Ali Carter e Stephen Maguire acabou eliminado por Judd Trump.

Nas Meias-Finais, imperou o favoritismo, com John Higgins a bater David Gilbert num jogo impróprio para cardíacos (17×16) e Judd Trump superiorizou-se a Gary Wilson (17×11), ficando assim definida a reedição da final de 2011, entre John Higgins e Judd Trump.

Quadro Final do Campeonato Mundial de Snooker
Fonte: Diogo Reganha/Bola na Rede

Campeonato Nacional: A Reta Final

Faltam somente quatro jornadas para terminar o Campeonato Nacional de Futsal Feminino e emoção não vai faltar até ao final. Para umas o sonho de conquistar o troféu é bem real e está próximo de acontecer. Para outras a cada jornada a situação fica mais complicada e o título pode ser já uma ilusão.

No que toca aos primeiros classificados e aquelas que ainda se podem tornar campeãs, temos o líder SL Benfica que vai bem encaminhado para revalidar o título alcançado de forma consecutiva nos últimos dois anos. As segundas classificadas, Novasemente GD, estão em busca de ainda puder chegar ao primeiro lugar, mas têm uma tarefa difícil pela frente. Seis pontos separam as duas formações e, em caso de deslize, o SL Benfica ainda dispõe de vantagem no confronto direto.

Na décima jornada, as “encarnadas” foram ao terreno do eterno rival Sporting CP e venceram por 2-1. Continuam assim invictas na fase de apuramento de campeão com um registo poucas vezes visto – nove vitórias e um empate – e caminham a passos largos para revalidar o título nacional. Já a Novasemente GD não desarmou e venceu tranquilamente o GCR Nun’Álvares/IESFafe por 5-1 e tenta recuperar das derrotas na Luz e com o Sporting em casa.

O SL Benfica precisa apenas de sete pontos para conquistar o título esta temporada e alcançar o inédito tricampeonato
Fonte: FPF

O SL Benfica tem um calendário muito mais acessível, pois terá como adversários os últimos quatro classificados do campeonato – jogos em casa com o GCR Nun’Álvares/IESFafe e CR Golpilheira e a visita aos campos do FC Vermoim e do Santa Luzia FC. Já o Novasemente GD tem um calendário semelhante às “encarnadas” (expeto o GCR Nun’Álvares/IESFafe), porém, tem um adversário bem mais difícil na última jornada, a CRC Quinta dos Lombos.

A equipa de Carcavelos tem apenas menos três pontos que a Novasemente GD e ainda pode lutar pela segunda posição do campeonato. A CRC Quinta dos Lombos tem uma equipa competente e tem mostrado isso mesmo ao longo da temporada. É preciso não deixar de lado esta formação que ainda pode causar surpresas até ao final.

Raphinha: um talento de futuro

Raphinha cumpre a primeira época de leão ao peito, sendo um dos talentos que se tem afirmado sob a liderança de Marcel Keizer. O jovem extremo brasileiro chegou ao Sporting proveniente do Vitória SC, numa transferência avaliada em seis milhões e meio de euros, rubricando um contrato válido até junho de 2023, com uma cláusula de rescisão de 60 milhões de euros.

O jovem leão fez a sua formação no Avaí, no entanto já está no futebol português desde a temporada 2015/16. Em Portugal, vestiu a camisola do Vitória SC, primeiro na equipa B e posteriormente na equipa principal. Nos vimaranenses, Raphinha deu nas vistas, nomeadamente, na última temporada, na qual realizou 43 jogos e marcou 18 golos e fez seis assistências.

Raphinha chegou ao Sporting como um jovem com enorme potencial. Estreou-se com a listada verde e branca na primeira jornada da liga, na vitória frente ao Moreirense por 3-1, onde jogou 20 minutos. A partir daí disputou a titularidade com Diaby, Jovane Cabral e Marcos Acuña, após a saída de Nani no mercado de Inverno.

A equipa leonina vive um bom momento, somando dez vitórias consecutivas, nove para a Liga. Neste ciclo positivo, o Sporting tem contado com o contributo de Raphinha, que tem estado a muito bom nível, estabelecendo-se no onze titular de Marcel Keizer.

Soma 7 golos e 5 assistências em 34 jogos
Fonte: Liga Portugal

Nesta primeira temporada ao serviço do Sporting, Raphinha tem sido um dos jogadores em destaque, somando 34 jogos disputados, com sete golos e cinco assistências. O jovem brasileiro será com certeza uma das armas de Keizer, para conquistar a 17ª Taça de Portugal do palmarés leonino, após ter conquistado esta época a Taça da Liga.

Raphinha é sem dúvida um grande talento, sendo tecnicamente muito evoluído, o que o torna muito difícil de parar no um contra um, tem ainda um extraordinário pé esquerdo, cruza muito bem e é um extremo com frieza a finalizar, sendo que uma das suas armas é a velocidade.

O jovem extremo, Raphinha é já uma certeza do futebol português, um jogador com enorme potencial e que será fundamental para o futuro do Sporting. Assim, possa continuar a rubricar boas exibições, com golos e assistências, contribuindo para vitórias e títulos do Sporting Clube de Portugal.

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

Liga Revelação: uma aposta a ter em conta

Finda a primeira edição da Liga Revelação, está na hora de fazer um balanço da competição que lançou um novo escalão no futebol português. O escalão de sub-23 foi criado com o pretexto de dar uma nova oportunidade aos jovens de equipas menos cotadas que ficavam sujeitos a não ter colocação após saírem dos juniores. Terminado o campeonato de sub-23, existem vários aspectos que podem ser retirados desta competição. Uns positivos, outros nem por isso.

Começo por um aspecto que já mencionei em artigos anteriores e que abrange as equipas que conjugam uma equipa B com uma de sub-23 (SL Benfica, SC Braga e Vitória SC): a criação das equipas de sub-23 permitiu a esses clubes dar competição a jogadores seniores que teriam pouco espaço nas equipas «B». Assim, surgiram nomes como Diogo Pinto, Reko Silva e Valentin Rémy e permitiu-se também revelar alguns juniores num escalão superior tais como Tiago Gouveia, Miguel Nóbrega e Tomás Handel.

A competição permitiu também dar destaque a jovens jogadores de clubes sem equipas B, como os casos de Pedro Mendes do Sporting CP e também de Carlos Alves e Vitó do Rio Ave FC e ainda permitiu dar destaque a estrangeiros vindos de fora, como por exemplo, o brasileiro Marco Túlio do Sporting CP. E ainda serviu de rampa de lança lançamento para alguns jogadores que já são titulares na equipa principal, tais como Kikas (Belenenses SAD) e Luquinhas (CD Aves).

O título de sub-23 foi discutido até ao último segundo
Fonte: CD Aves

Por outro lado, muitas equipas de sub-23 também se apetrecharam com jogadores que já tinham competido no Campeonato de Portugal Prio, sendo jogadores que já competiram com jogadores mais velhos, o que lhes dá outra estaleca neste escalão. Um desses casos seria a equipa do CD Aves, o que não retira mérito ao técnico Leandro Pires, de construir uma grande equipa com jogadores desconhecidos, sendo que esta conquista lhes dará mais visibilidade, podendo abrir novas portas para o futuro.

Outro factor positivo que a Liga Revelação trouxe foi o equilíbrio. Finda a Fase Regular, o primeiro e o sétimo classificados estavam separados apenas por oito pontos. E à entrada da última jornada do play-off de apuramento do campeão, havia quatro equipas que ainda podiam conquistar o título. Mas o aspecto que mais contribuiu para esse equilíbrio foi a abordagem ao jogo. A forma como a maioria das equipas na competição procurou disputar os jogos de igual para igual contribuiu para que houvesse muitos golos, constantes cambalhotas no marcador e incerteza no resultado até ao final. Estes aspectos fizeram da Liga Revelação a competição nacional com mais golos marcados e mais tempo útil de jogo.

Passando para os pontos negativos, um deles passa pelo facto de alguns destes clubes geridos por investidores, dessem espaço a jogadores chineses ou africanos que chegaram a Portugal em contornos estranhos. O outro e principal ponto negativo acaba por ser um problema do futebol português em geral, que são as fracas assistências. Apesar de ter havido uma boa divulgação da competição, isso não levou muitos adeptos ao estádio. E a Liga de Clubes precisa de tomar medidas que pensem mais nas pessoas de modo a que haja mais pessoas a ir aos estádios, não só na Liga Revelação, mas em todas as competições nacionais.

No final de contas, o veredicto a que chego é que este projecto tem pernas para andar. Há que repensar alguns aspectos na competição e espero que existam mais equipas com condições financeiras para aderirem à competição.

 

Foto de Capa: CD Aves

Arjen Robben: O fim de uma era

O final está próximo. O fim de uma era. Mais uma lenda que vai um clube que representou durante quase uma década. Arjen Robben está prestes a terminar a sua grande carreira no Bayern de Munique. Segundo a imprensa internacional, o holandês está a ponderar deixar os alemães no final da presente temporada. Depois de mais uma época consumada pelas lesões, o avançado holandês deixa assim um legado gigante no clube bávaro. Um dos melhores de sempre.

Esta temporada, Arjen Robben só disputou 16 partidas em todas as competições. Um sinal de que as coisas nem sempre estiveram bem para o holandês. O número 10 do Bayern de Munique ainda foi capaz de marcar cinco golos, três para a Bundesliga e dois na Liga dos Campeões. Mas não seria justo para o craque só olharmos para os números desta temporada.

Aos 35 anos, Robben conta com passagens pelo PSV, Chelsea, Real Madrid e Bayern de Munique (clube que representa desde 2009/10). Uma carreira de luxo para o jogador que tem um palmarés mais do que invejável. 31 é o número de títulos coletivos conquistados pelo jogador holandês. Destaque para os troféus conquistados no Bayern e sobretudo para a Liga dos Campeões conquistada em 2012/13 ao serviço dos bávaros, onde o Arjen Robben marcou o golo da vitória.

Juntamente com o holandês, Frank Ribéry também vai deixar os relvados no final da temporada.
Fonte: FC Bayern Munchen

Esta temporada, Robben não tem sido muito utilizado. A última presença de Robben em campo tinha sido na receção do Bayern Munique ao Benfica, em novembro de 2018. Na última partida, frente ao Hannover 94, o holandês regressou aos relvados do Allianz Arena.

Um sinal de que o clube quer dar ao jogador um final merecido, com minutos jogados. Isto é, um adeus homenageado. Para os adeptos do Bayern foram nove anos a ver os mágicos golos de pé esquerdo de Robben que agora deverão sem dúvida ser retribuídos com uma ovação e homenagem no final da temporada.

Tal como Robben, também Frank Ribéry anunciou que ia deixar o Bayern de Munique no final desta temporada. Isto só prova, uma vez mais, que estamos perante o fim de uma era. Duas lendas da Baviera vão deixar o clube, mas nunca serão esquecidas. Até ao final da época, quer Robben, quer Ribéry podem voltar a vencer a Bundesliga e terminar um ciclo nas suas vidas de forma gloriosa.

Foto de capa: FC Bayern Munchen

Liverpool FC 4-0 FC Barcelona: Em Anfield Road, “You’ll Never Walk Alone”

Liverpool FC e FC Barcelona defrontaram-se esta noite, num jogo que era aguardado com enorme expetativa, apesar do resultado da primeira mão. O Barcelona chegava a este jogo com três golos de vantagem, uma diferença que poderia ser encurtada ou anulada caso o Liverpool marcasse cedo e o ambiente eletrizante de Anfield Road empurrasse a equipa para uma noite europeia inesquecível.

Não foi surpresa ver os reds assumirem uma postura bastante ofensiva desde o apito inicial, assim como não foi surpresa o golo madrugador de Origi. O Liverpool colocou-se em vantagem logo aos 7 minutos, quando Henderson foi bem lançado por Mané, trabalhou bem sobre os defesas e disparou, com Ter Stegen a defender e a ver Origi aproveitar a recarga para colocar os adeptos do Liverpool em êxtase. 1-0 a favor da equipa da casa ainda antes do primeiro quarto de hora, que indiciava um jogo ainda mais aberto.

O Barcelona mal teve tempo de assentar o jogo e já estava em desvantagem no jogo. Mas foram rápidos a reagir os catalães, com duas excelentes jogadas de ataque, primeiro Messi (14’) e depois Coutinho (17’), a verem os seus remates serem negados por Alisson.

O jogo estava emotivo e rápido, numa toada de “bola cá, bola lá”, com o Liverpool bastante balanceado para o ataque, em busca dos golos que permitissem empatar a eliminatória, e o Barcelona muito eficaz nas transições rápidas, procurando um golo que desse tranquilidade para gerir a passagem à final. Apesar de Suárez estar “engolido” pelos enormes Van Dijk e Matip, Messi e Coutinho foram-se destacando pelo inconformismo, mas sem conseguir desatar o nó.

No último quarto de hora da primeira parte o jogo pautou-se por algumas picardias e faltas mais ríspidas, com os jogadores de ambas as equipas a deixarem-se tomar, em certa medida, pelas emoções do jogo. Mesmo antes do apito para o intervalo, desmarcação fantástica de Messi a isolar Jordi Alba, mas o lateral catalão permitiu a mancha a Alisson, que assim segurou a vantagem da sua equipa até ao descanso.

Origi inaugurou o marcador em Anfield Road
Fonte: UEFA

A segunda parte começou com o Liverpool a todo gás e a empatar a eliminatória em apenas dois minutos. O 2-0 foi da autoria do recém-entrado Wijnaldum, a rematar de primeira já dentro da área, após cruzamento rasteiro de Alexander-Arnold. Dois minutos mais tarde, ainda os adeptos do Liverpool festejavam, e Wijnaldum bisava de cabeça, num excelente gesto técnico, colocando o marcador em 3-0 e empatando a eliminatória, quando o relógio ainda marcava 56 minutos de jogo.

 O ambiente estava eletrizante em Anfield Road, contagiando a equipa da casa, enquanto o Barcelona parecia já derrotado. Os catalães foram-se abaixo psicologicamente com a perda da vantagem de três golos e não mais conseguiram voltar ao jogo. O Liverpool arrancou para uma meia hora final dominadora, à procura do golo que valesse o bilhete para a final de Madrid.

Quem se junta ao Liverpool FC na final da Liga dos Campeões? Aposta já!

Ao minuto 79’, aconteceu o momento do jogo: canto a favor do Liverpool, com Alexander-Arnold a encaminhar-se para bater. Aproveitando a total distração da equipa do Barcelona, o defesa dos reds centrou de pronto. Origi aproveitou a apatia dos catalães e, mesmo em frente ao Kop, rematou para o fundo das redes, colocando Anfield Road em ebulição. 4-0 e o Liverpool dava a volta à eliminatória.

Até ao final do jogo o Barcelona bem tentou fazer pela vida, mas foi o Liverpool até a estar mais perto de marcar. Ambiente fantástico o que se viveu em Anfield Road, numa das noites mais memoráveis da história da Champions League. Os reds mostraram que são, de facto, especialistas em reviravoltas e estão na final da competição pelo segundo ano consecutivo, indo agora em busca da vitória que lhes fugiu no ano passado.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Liverpool FC: Alisson, Robertson (Wijnaldum, 45’), Van Dijk, Matip, Alexander-Arnold, Milner, Fabinho, Henderson, Shaqiri (Sturridge, 90’), Mané e Origi (Joe Gomez, 85’).

FC Barcelona: Ter Stegen, Sergi Roberto, Piqué, Lenglet, Jordi Alba, Busquets, Rakitic (Malcolm, 80’), Vidal (Arthur, 74’), Coutinho (Nélson Semedo, 60’), Messi e Suárez.

Foto de Capa: UEFA

O que está mal… Muda-se

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Foi em Portimão que Rui Vitória orientou a última partida pelo Benfica. A rotura deveu-se aos consecutivos maus resultados e exibições ao longo da primeira metade da temporada, juntando-se o facto de ter sido eliminado da Liga dos Campeões na fase de grupos – ao ficar em terceiro lugar do grupo -, e de ter deixado o Benfica em quarto lugar, a sete pontos do líder, na Primeira Liga. A derrota contra o Portimonense foi a gota de água num copo já a transbordar da fúria dos adeptos a pedir ar fresco no banco encarnado.

Porém, antes da separação final, Vitória já estivera perto de sair do comando técnico, mas o presidente das águias, alegando ter visto uma luz, deu uma nova oportunidade ao ribatejano. Nessa altura, muitos não gostaram da decisão do presidente, mas as opiniões em concordância com Luis Filipe Vieira alegavam que trocar de treinador a meio da temporada seria desistir da conquista de títulos devido à instabilidade que poderia trazer ao clube. Uma questão pertinente, mas, agora vemos, errada.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Bruno Lage chegou-se à frente para comandar as tropas encarnadas e mostrou-se ser um grande sargento. A equipa cresceu logo desde o momento em que Lage assumiu o banco, até hoje, quando o Benfica se prepara para enfrentar o adversário que estreou o atual treinador: o Rio Ave. Isto significa que Bruno Lage está agora a completar uma volta do campeonato pelo Benfica, tendo enfrentado todas as equipas que o antigo treinador enfrentou. Desta forma, podemos comparar os números dos dois treinadores frente às mesmas equipas:

Foram 15 jogos, nos quais Rui Vitória venceu 10, empatou dois e perdeu três;

Bruno Lage, frente às mesmas 15 equipas, venceu 14 e empatou um.

Da herança de Rui Vitória, o atual treinador teve a despromoção à Liga Europa, sete pontos de distância da liderança da Primeira Liga, final four da Taça da Liga e quartos de final da Taça de Portugal. Os resultados deste ponto de partida, foram os quartos de final da Liga Europa, as meias finais de ambas as taças e a liderança isolada, a dois pontos do segundo classificado, da Primeira Liga, com apenas duas jornadas para o final do campeonato.

Assim, é evidente que a troca de treinador a meio da temporada, não trouxe nada de negativo ao Benfica. A esperança de alcançar algum título era baixa, mas com o novo timoneiro, rapidamente passou o medo de que esta troca fosse o mesmo que começar a preparar a próxima época. Foi bem mais que isso, já que o Benfica conseguiu chegar às últimas duas jornadas do campeonato na liderança, e, pelo meio, teve um caminho de luta em três frentes em simultâneo.

Foto de Capa: SL Benfica

Tarde demais

Decorria o minuto 75 do jogo entre o FC Porto e o CD Aves quando Sérgio Conceição mandou Aboubakar parar os exercícios de aquecimento e preparar-se para entrar na partida. Foi um regresso muito saudado pelas bancadas do Dragão, carimbado com um sorriso rasgado do camaronês, que voltava à competição depois de um calvário de 6 meses.

A verdade é que a ausência de Aboubakar dos relvados teve um impacto negativo muito superior ao que se pode pensar. Acredito, até, que poderá ter tido um impacto decisivo nas contas do campeonato. Nunca saberemos como acabaria este campeonato se o FC Porto tivesse podido contar com o africano.

Aboubakar não é, de todo, um fora de série. Não é, por si só, um jogador que marque diferenças por aí além. É provavelmente o avançado do plantel mais dotado tecnicamente e é na hora da finalização que possui as mesmas dificuldades que Marega e Soares. Se assim não fosse, acredito que estaria talhado para altos voos. De qualquer forma a sua ausência acaba por ser decisiva porque deixou o ataque portista entregue aos já referidos Marega e Soares e a uma mão cheia de alternativas sofríveis. Fernando Andrade e André Pereira mostraram estar muito abaixo dos mínimos exigidos a um jogador do FC Porto e Adrian Lopez, que também passou pelo eixo do ataque, acabou refém das suas características, em nada favorecidas por um estilo de jogo excessivamente físico adotado pelo treinador do FC Porto.

Com Aboubakar de fora, o ataque do FC Porto esteve entregue a Marega e Soares
Fonte: FC Porto

Quando o calendário apertou, o FC Porto claudicou. E uma das razões para o sucedido foi o escasso número de soluções que Sérgio Conceição tinha ao seu dispor. Aboubakar permitiria dotar a equipa de maior capacidade técnica, impedir a sobrecarga de jogos dos dois avançados mais utilizados e, acima de tudo, compensar quando estes claudicaram. É um jogador que, pese embora todas as suas limitações, não tem igual no plantel e acredito que, em condições normais, seria o melhor dos avançados do clube e o que melhor serviria uma ideia de jogo mais requintada.

Embora tarde demais, é sempre bom ver regressar à competição um jogador que passou tanto tempo no departamento clínico. Em princípio já não fará grande diferença no que resta da época, mas espera-se que surja na pré-temporada em boas condições físicas e que 2019/2020 seja, para Aboubakar, uma época de sucesso e livre de lesões. Seja muito bem-vindo.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves