Início Site Página 11556

Olheiro BnR – António Pina Gomes

António Pedro Pina Gomes é o nome de um jovem futebolista português, pouco conhecido por terras lusas, que poderá fazer história em Itália. Nascido a 29 de agosto do ano 2000 em Lisboa, António Pedro começou a sua carreira no Amora FC, emblema do concelho do Seixal (Área Metropolitana de Lisboa). No entanto, a jovem promessa do Amora haveria de emigrar para o Luxemburgo, um país com pouca relevância no panorama europeu do «desporto-rei», pese embora o visível crescimento que a modalidade tem vindo a registar nestes últimos anos. Aí prosseguiu o seu processo de formação no FC Rodange, onde depressa se destacaria, sendo que, aos 15 anos, já era chamado para integrar a seleção de sub-17 daquele país, constituída por uma das mais talentosas gerações de futebolistas do Luxemburgo.

“Pedro Pina”, o talento que transpôs fronteiras

No entanto, a qualidade que o extremo evidenciava nos relvados luxemburgueses tinha ambições maiores, as quais seriam, cerca de ano e meio depois, atendidas com a chamada para representar a sua pátria natal: Portugal.

Por conseguinte, a 7 de maio de 2016, António Pina Gomes fazia a sua estreia pela seleção de sub-16 lusa, num encontro de caráter amigável ante a congénere turca. Iniciara-se, assim, um trajeto que tem tido alguma continuidade (presentemente, é internacional sub-19), pese embora não tenha sido convocado para as últimas partidas referentes à fase de grupos da ronda de qualificação para o Campeonato da Europa daquele escalão, que se realizaram em março passado.

Ainda com idade de juvenil (15 anos), António Pina Gomes faria a sua estreia pelos seniores do FC Rodange 91
Fonte: FC Rodange 91

O salto para o Calcio, como «prenda de aniversário»

Ora, à estreia com a camisola da seleção nacional, seguir-se-ia um outro marco na carreira do extremo: precisamente no dia em que completou 16 anos, a 29 de agosto de 2016, António Gomes viu ser consumada a sua transferência para a Atalanta Bergamasca Calcio, emblema italiano da região da Lombardia que tem investido bastante no desenvolvimento dos seus escalões de formação, oferecendo, paralelamente, um relevante contributo no processo de renovação que tem vindo a ser implementado pela seleção Azzurra.

Note-se, por exemplo, o facto de pelas camadas jovens da Dea terem passado, ao longo dos últimos seis anos, jogadores como o médio defensivo Roberto Gagliardini (FC Internazionale Milano) ou Mattia Caldara (atualmente a representar o AC Milan) e, mais recentemente, Alessandro Bastoni (promissor defesa central italiano, nascido em 1999, que há cerca de dois anos foi adquirido pelo Inter por cerca de 31M de euros). De salientar, ainda, o facto de Filippo Melegone, o atual capitão da seleção italiana de sub-20, ter sido formado na Atalanta.

Deste modo, António Pina Gomes passou a integrar uma ambiciosa equipa e, logo no seu primeiro ano em Itália, que culminou com a conquista do Campionato Nazionale Allievi Professionisti (campeonato nacional de juvenis, primeira divisão), o jovem extremo português revelar-se-ia um elemento importante na formação orientada pelo italiano Massimo Brambilla, essencialmente no decurso da segunda volta do campeonato (disputando 12 partidas e marcando três golos).

Um português «desconhecido» à conquista do bicampeonato de juniores em Itália

Na época seguinte, não obstante a sua não utilização em qualquer partida, a Atalanta sagrar-se-ia campeã da Primavera 1 (campeonato italiano de juniores, primeira divisão), feito que poderá ser repetido já num futuro próximo, na medida em que a quatro jornadas do conjunto liderado por Massimo Brambilla, atualmente líder da prova, possui uma vantagem de sete pontos em relação ao segundo classificado, o Inter. Contudo, desta vez, o extremo natural de Lisboa poderá inscrever o seu nome na inédita conquista do bicampeonato de juniores por parte do emblema bergamasco, uma vez que foi (até agora) utilizado em três partidas da referida prova.

 

Foto de Capa: Atalanta Bergamasca Calcio

Voando na Baliza da Águia

0

Costa Pereira, Silvino, Zé Gato, Manuel Bento, Neno e Michel Preud’Homme. Entre estes muitos outros. São vários aqueles que já defenderam as redes encarnadas. Uns talentosos, outros vitoriosos, muitos a deixar a sua marca na alma benfiquista.

Na baliza está o homem que tem de transmitir segurança ao resto da equipa. As defesas impossíveis são os seus momentos de glória mas o seu maior contributo é o controlo global de tudo o que se passa na zona da sua área: saídas a cruzamentos acabando com o ataque adversário, antecipação à desmarcação dos avançados rivais limpando toda a jogada que se desenhava, o comando nas costas da defesa organizando-a com a visão geral dos relvados e ainda a linha de passe segura quando a equipa se sente mais apertada no momento de construção.

No Sport Lisboa e Benfica houve vários exemplos de muitas destas competências e também outros que vacilaram na exigência global que é ser guarda-redes de um clube grande que vive do ataque. É na saída de Saint Michel que a minha memória começa a ganhar forma. Na saída do mítico Preud’Homme e na afirmação do fantástico Robert Enke.

Foram três anos de águia ao peito para o alemão. Na mesma altura chegou o inenarrável Carlos Bossio e também o jovem José Moreira. O português viveu doze anos na Luz e ainda conseguiu ser ídolo para muitos adeptos devido a exibições como a de Rosenborg. Moreira, como nós, viu vários nomes assumir as redes encarnadas. O principal foi sem dúvidas o Quim com seis anos de águia e um título a arrancar e outro a concluir a sua aventura. Mesmo sem ser um enorme guarda-redes é um dos que mais apreciei ver na baliza do SL Benfica. Também houve Moretto com o FC Barcelona, uma passagem do alemão Hans-Jörg Butt e até um discreto Júlio César. E ainda durante um ano andou na Luz o Roberto 8,5 milhões, a maior desilusão que vi passar pelas balizas do Estádio da Luz. Um guarda-redes milionário mas ao nível do Bossio e do Moretto.

Em 2011 começa uma nova Era na baliza encarnada. O Quim já tinha saído na época anterior e o Moreira sai nesse Verão. Chega Artur Moraes, o “Rei Artur”, o “Pomba Branca”. Começou em grande estilo, enormes defesas para gáudio dos adeptos e uma segurança confortante. Porém foi um guarda-redes que não aguentou o peso da camisola mais que uma época, seguindo-se outras de grande inconsistência exibicional e uma estranha insegurança na baliza.

Dois anos depois da chegada do Artur surge na Luz o grande sucessor de Michel Preud’Homme. Jan Oblak é o guarda-redes do século XXI na baliza do Sport Lisboa e Benfica. Total segurança, frieza, reflexos felinos, controlo do jogo aéreo, um verdadeiro abanão à inconsistência e até mediocridade dos últimos 15 anos na Luz.
Infelizmente só ficou uma época. Para o seu lugar foi contratado o já consagrado internacional brasileiro – Júlio César. Este renasceu das cinzas de águia ao peito e fez uma muito boa e realmente apaixonante primeira época no Sport Lisboa e Benfica. Talvez o mais carismático por toda a paixão e emoção que transmitiu aos adeptos.

Jan Oblak é o guarda-redes do século XXI na baliza do Sport Lisboa e Benfica
Fonte: UEFA

E em 2015 surge outro enorme guarda-redes na Luz. Repescado ao Rio Ave FC e depois de meia época a cobrir o Júlio César, Éderson finalmente agarrou a baliza. Destacando-se como um guardião sem receios de sair da zona de conforto e assim controlando todo o espaço nas costas da defesa e por uma enorme capacidade de distribuir jogo tanto com passe curto, como com passe longo. Rapidamente conquistou a massa associativa encarnada.

Depois de um ano de Oblak, ano e meio de um grande Júlio César e ano e meio de Éderson, a sucessão tinha uma pressão enorme para se afirmar. Assim chegamos a 2017/18 com um Júlo César condicionado pela idade e por lesões que o afastam das melhores exibições e tendo como alternativas o repescado Bruno Varela e o recém-contratado Mile Svilar. Se o português nunca mostrou qualidade para defender a baliza encarnada – pavoroso jogo aéreo, preso à linha e vários erros de desconcentração – já o belga juntou à sua loucura uma total inexperiência enquanto sénior e uma arrogância na abordagem aos lances que ainda não tinha conquistado o direito a ter. Também Paulo Lopes deixou o seu legado. Após uma décado de tutoria de José Moreira foi a vez dele de supervisionar 6 anos de guarda-redes no Estádio da Luz. Meia-dúzia de anos de conquistas, seis anos marcados pela sua imagem no topo dos ferros que outros iam defendendo.

Depois de um grande Júlio César e da grandeza de Oblak e de Éderson, chega-se a esta última época na carência de um grande guarda-redes. Para este propósito chega no Verão Odysseas Vlachodimos. Aterrou, jogou, convenceu e brilhou. Um arranque de altíssimo nível conseguindo compensar com grandes defesas o inexistente processo defensivo que assolava a equipa na primeira metade da época. Segurança, excelentes reflexos e uma grande capacidade de saída aos pés dos avançados. Um arranque salvador onde ainda assim eram visiveis algumas fragilidades que o afastavam dos outros monstros. E foram essas fragilidades que começaram a marcar as exibições do guarda-redes greco-germânico nos últimos meses de águia ao peito. Em um ano traz-nos a recordação de dois anos de Artur Moraes. São vários os inexplicáveis erros de golpe de vista, o fraco jogo de pés e a hesitação na cobertura das costas dos defesas.

Será só uma má fase ou na verdade Odysseas não tem real qualidade e mentalidade para dominar a baliza na próxima época? Os postes da Luz estão marcados por grandes nomes e manchados por enormes falhanços. Necessitam urgentemente de um dono que os controle em total segurança.

Depois de um grande Júlio César e da grandeza de Oblak e de Éderson, chega-se a esta última época na carência de um grande guarda-redes
Fonte: SL Benfica

Esta deverá ser uma das preocupações de Bruno Lage e da Direcção na preparação da próxima temporada. Irá Odysseas Vlachodimos corresponder ou deverá o Sport Lisboa e Benfica atacar o Mercado? Será que a solução para a baliza poderá passar pelo Seixal?

Ivan Zoblin já tem sido chamado à equipa principal mas ainda não se estreou. Guarda-redes russo de 22 anos e 1,91 metros. Quem o conhece melhor que eu, um colega aqui do Bola na Rede, diz:

“Acho-o um GR interessante mas ainda precisa de evoluir. É muito ágil, forte no jogo aéreo, tem bom posicionamento entre os postes, uma boa capacidade de reacção e rápido a sair da baliza, sendo capaz de controlar a profundidade com qualidade. Tem evoluído muito na distribuição, principalmente no jogos de pés. É melhor que o Svilar mas não acho que o Zlobin seja já um concorrente à altura para colocar o Odysseas em sentido. Até posso estar enganado mas ainda vejo ali muitas falhas.”

Tem agora a palavra Bruno Lage.

Foto de Capa: SL Benfica

SC Covilhã 1-1 Leixões SC: Falta de inspiração para o golo dá empate

Naquela que foi a 32ª jornada da Segunda Liga, no penúltimo jogo da temporada no Estádio Santos Pinto, o SC Covilhã, sétimo classificado, recebeu vindos de Matosinhos, o Leixões SC.

Quando ainda havia gente a entrar no estádio, Evandro Brandão abriu o marcador logo no primeiro minuto da partida, depois de um lançamento da linha lateral. Estava assim feito o primeiro e era um golpe duro para os serranos.

O SC Covilhã respondeu logo após o golo do Leixões SC. Aos 9 minutos, numa jogada de equipa, os serranos fizeram estragos na defesa da equipa visitante. Contudo, o remate final acabou por sair prensado num jogador do Leixões.

Logo após esta jogada, aos 10 minutos, o número 7 dos Leões da Serra, Adriano, rematou com força, mas por cima da baliza de Tony.

Nos primeiros minutos da partida houve muita luta a meio-campo, o que originou várias perdas de bola, parte a parte, e várias faltas.

Aos 14 minutos, o lateral Tiago Moreira rematou à baliza para uma boa defesa de Tony.

Aos 17 minutos, Zé Paulo recebe a bola a meio-campo e foi daí até à baliza de Bruno Miguel, Tiago Moreira conseguiu contudo, cortar a bola.

Apesar de uns primeiros minutos intensos, o jogo foi ficando menos interessante. A animação esteve mais do lado dos adeptos visitantes, ajudados pelo golo, que não se cansaram de cantar e apoiar o Leixões SC.

As paragens foram muitas, bem como as faltas e a primeira parte acabava assim com pouco a acrescentar.

No intervalo houve ainda tempo para premiar os mais jovens da formação do SC Covilhã com os prémios de melhor jogador do mês de abril para um jogador de cada escalão de formação.

A segunda parte trouxe um SC Covilhã com vontade de mexer com o marcador da partida.

Aos 55 minutos Stephane é expulso, com vermelho direto, depois de uma entrada bastante dura sobre Adriano. O vermelho era assim o culminar de um jogo muito duro, com muitas faltas e muitas perdas de tempo.

Fonte: Bola na Rede

Aos 57 minutos livre batido na direita, mas Kukula não chega para colocar a bola do fundo da baliza à guarda de Tony.

Aos 76 minutos o esforço da equipa da casa foi finalmente compensado. Rafael Vieira foi até ao fundo da linha e cruzou para Kukula, que marcou para o empate no estádio Santos Pinto.

Aos 85 minutos os pupilos de Jorge Casquilha ainda remataram à baliza de Bruno Miguel, depois de um cruzamento de Evandro Brandão, André C. rematou por cima.

Os minutos finais mostraram um Covilhã combativo, com vontade de vencer, contudo o marcador não se alteraria mais.

O jogo terminava assim com o empate, o que traduziu bem a falta de inspiração para o golo de ambas as partes e a coesão defensiva da equipa de Matosinhos, numa partida marcada pela dureza física em vários duelos e por algum antijogo por parte da equipa do Leixões SC.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

SC Covilhã: Bruno Miguel, João Cunha, Henrique Gomes (39’ Rafael Vieira), Semedo (71’ Kisley), Adriano (65’ Diego Medeiros), Gilberto, Tiago Moreira, Kukula, Zarabi, Mica, Bonani.

Leixões SC: Tony, Jorge Silva, Ceitil (90+5’ Anthony), Zé Paulo (65’ Oudrhiri), Erivaldo (84’ André Clóvis), D. Poloni, Luís Silva, Pedro Monteiro, Evandro Brandão, Stephane.

Belenenses SAD 1-8 Sporting CP: Foi de mal a Muriel

Um jogo para cumprir calendário. Não é literalmente assim, mas bem que podia ser. Depois da derrota do SC Braga nos Barreiros, o Sporting já tem o terceiro lugar garantido. Quanto a aspirações mais ambiciosas, o clube de Alvalade ainda pode alcançar a Liga Milionária, mas este cenário não é propriamente o mais realista visto que do outro lado está um FC Porto que continua a pressionar o líder SL Benfica.

Do outro lado também, está um Belenenses SAD que, ao não se ter inscrito para as competições europeias, já não tem propriamente um objetivo a que se agarrar.

A equipa da casa, como até já é habitual, começou com mais posse de bola. Passe para ali, passe para acolá, mas as situações de perigo aconteciam esporadicamente. A equipa de Silas entrou a querer controlar o jogo com posse de bola, mas uma grande desatenção por parte do guarda-redes custou caro aos pastéis. Logo aos 11 minutos, depois de um passe muito mal colocado por parte de Muriel, a bola vai parar aos pés de um jogador do Sporting. O guarda-redes ainda tenta remediar o seu clamoroso erro, mas não tem qualquer hipótese quando Raphinha faz o remate para dentro da baliza. Desta vez não houve a salvação de Cleylton em cima de golo como havia acontecido logo aos dois minutos depois de um ataque rápido dos “leões”.

A equipa da casa sentiu muito o golo prematuro na partida e permitiu muitos espaços ao emblema verde e branco. Aos 21 minutos, Bruno Fernandes encontra Raphinha muito bem colocado e faz o passe para o extremo. O número 21 dos “leões” estava isolado e lançado em velocidade até ao momento em que Muriel trava o jogador em falta mesmo antes do mesmo chegar à sua grande área. A falta custou ao guardião do Belenenses um cartão vermelho, o que condicionou todo o jogo da sua equipa a partir dos 21 minutos de jogo.

Depois disso, o ascendente verde e branco manteve-se e várias foram as oportunidades criados pela equipa de Keizer, principalmente do lado esquerdo da equipa do Belém que esteve especialmente desatento naquela que foi uma primeira parte muito apagada por parte da equipa do Belenenses.

O emblema azul e branco manteve a sua típica posse de bola, mas as ideias faltaram à equipa da casa e a expulsão do guarda-redes também não facilitou nada as coisas. Tanto que, no final da primeira parte, Luiz Phellype marca o segundo golo, num lance em que, mais uma vez, o guarda-redes do Belém (desta vez Guilherme) não fica muito bem na figura.

O Belenenses foi então para intervalo a perder 2-0 numa primeira parte em que Renan, sem pagar bilhete, assistiu ao jogo do relvado e onde apenas se viu obrigado a intervir muito poucas vezes.

O Belém fez nos primeiros minutos da segunda parte tudo aquilo que não tinha feito na primeira: ser uma equipa atrevida, a criar perigo e a dar trabalho ao guarda-redes da equipa adversária. Aos 56 minutos, Eduardo Henrique remata forte do corredor central à entrada da área, mas Renan, atento, defende o remate.

Depois de um mau passe de Mathieu, onde Borja não receciona da melhor forma, Ljujic aproveita a desatenção da equipa de Alvalade, rouba a bola ao lateral do Sporting e arranca para o ataque. O número onze do Belém ganha no frente a frente com Coates e faz o cruzamento para Licá que marca o primeiro do Belém.

Esta partida marcou o regresso à competição e aos golos para Bas Dost
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

A resposta ao golo sofrido não podia ter sido melhor, o Sporting continuou a pressionar e chegou mesmo a voltar à vantagem de dois golos depois de um remate no meio da rua de Gudelj. A bola toca em André Santos, o que baralha completamente o guarda-redes Guilherme. Estava imposta então novamente a vantagem de dois golos perante o seu adversário.

Apesar da tentativa de resposta por parte do Belém, o Sporting estava na frente do marcador e a praticar um futebol imponente. A superioridade dentro das quatro linhas evidenciava-se cada vez mais no resultado. Aos 69 minutos, o ponta-de-lança brasileiro Luiz Phellype é derrubado dentro área e João Capela assinala grande penalidade. Bruno Fernandes marca aos 70 minutos: estava feito o 4-1 para a equipa do Sporting.

E uma chuva de golos começou a surgir no Estádio Nacional por parte da equipa dos “leões”.  O 5-1 não tardou a chegar. Seis minutos depois, uma combinação entre Doumbia e Luiz Phellype, onde o ponta-de-lança tira o guarda-redes da frente e oferece o golo ao capitão do Sporting que marca mais um tento ao serviço da sua equipa.

O jogo contou também com o regresso de Bas Dost depois de dois meses parado devido a lesão. O jogador foi muito aplaudido assim que saiu do banco para aquecer e conseguiu mesmo matar a sede de golos. O primeiro remate do holandês é defendido por Guilherme, mas na recarga Bas Dost não perdoa e marca o sexto desta tarde. Mas as contas não ficaram por aqui, o jogo estava mesmo com um ritmo alucinante e só com um sentido: o da baliza do Belenenses.

Ainda houve tempo para mais dois golos, um por intermédio de Bruno Fernandes de primeira para o poste mais próximo, depois de cruzamento de Acunã. O oitavo e último golo da partida, surge de uma bola que sobra para Doumbia depois de uma jogada entre Bruno Fernandes, Diaby e Bas Dost, onde o costa-marfinense, depois de simulação de Bas Dost, remata para o fundo das redes e dita assim o resultado expressivo de 8-1.

Foi mesmo uma tarde para esquecer por parte da equipa do Belém onde perdeu por um resultado atípico em sua própria casa e numa fase em que já soma quatro derrotas nos últimos seis jogos.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Belenenses SAD – Muriel, Diogo Viana (Ljujic, 45’), G. Silva, Cleylton (Guilherme, 24’), P. Sagna, V. Sasso, A. Santos, E. Henrique, Z. Bergdich, Lica (Kikas, 72’), Jonathan

Sporting CP – R. Ribeiro, Ristovski, S. Coates, Mathieu, Acuña, B. Fernandes, Gudelj, Borja, Raphinha (Diaby, 76′), L. Phellype (Bas Dost, 75′), Wendel (Doumbia, 67’)

Mérito na Europa para o FC Porto

O FC Porto esteve em grande destaque no panorama europeu esta época. Os azuis e brancos fizeram uma fase de grupos da Liga dos Campeões quase irrepreensível, tendo apenas perdido dois pontos no primeiro jogo, na Alemanha, frente ao FCG Schalke 04.

Seguiu-se a AS Roma, que deu bastante trabalho aos dragões. Uma derrota em Itália não tirou a ambição aos portistas que venceram os romanos por 3-1 no Estádio do Dragão, com recurso a prolongamento. Depois de concluída a fase de grupos e jogada a eliminatória com a Roma, o FC Porto encontrava-se no topo do ranking de clubes da UEFA nesta época, com 23 pontos.

Chegados os quartos-de-final, o teto das equipas portuguesas nos últimos anos na Champions, calhou o Liverpool FC e, mesmo lutando nos dois jogos, a equipa de Sérgio Conceição acabou por perder as duas partidas e ser eliminada da prova europeia.

O FC Porto chegou a liderar o ranking UEFA esta época
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

O FC Porto, com esta prestação, foi o clube português que mais contribuiu para a soma de pontos de Portugal no ranking UEFA, num ano em que Portugal, pela primeira vez nos últimos anos, fez mais pontos do que a Rússia.

Portugal estabeleceu-se como o quinto classificado, se for contabilizada apenas esta época, mas mesmo assim não conseguiu ultrapassar a Rússia no ranking geral, mantendo assim o sétimo lugar.

O FC Porto provou, esta época, que os clubes não trabalham para si, mas em representação do país. Se todos os clubes portugueses se esforçarem na Europa como o FC Porto fez esta época, com certeza teremos brevemente de volta os nossos dois lugares garantidos na fase de grupos da Champions League.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

Tsitsipas é o novo campeão do Millennium Estoril Open

E eis que chegou o dia decisivo no Millennium Estoril Open.

Numa final inédita, defrontaram-se Stefanos Tsitsipas e Pablo Cuevas. Ambos os jogadores asseguraram, no dia de ontem, o seu apuramento para a final. O grego deixou pelo caminho David Goffin. Já o uruguaio derrotou Alejandro Davidovich Fokina.

Na grande final, coube a Tsitsipas comandar as operações. O jogador de 20 anos entrou determinado no court e conseguiu o break point no segundo jogo serviço de Pablo Cuevas. A partir daqui, Tsitsipas defendeu a vantagem até ao final e garantiu a vitória no primeiro set.

Fonte: ATP World Tour

No segundo set, o número 10 mundial manteve o bom nível de jogo e quebrou o primeiro serviço do seu adversário.  O tenista grego esteve em vantagem, no entanto Pablo Cuevas reapareceu na partida e conseguiu um break point no serviço de Tsitsipas. Com o set empatado, foi necessário recorrer ao tie break e aqui Tsitsipas demonstrou todo o seu poderio e confirmou a vitória sobre Pablo Cuevas.

https://twitter.com/i/status/1125076552650297345- (Ponto que consagrou Tsitsipas como novo campeão do Estoril Open Fonte: ATP World Tour)

Depois de o ano passado ter sido eliminado por João Sousa nas meias finais, Tsitsipas sucede, agora, ao português como campeão do Estoril Open.

Resultado Final: Stefanos Tsitsipas 2-0 Pablo Cuevas (6-3/ 7-6)

Kiss My Score: A app que está a mudar a forma como vês futebol

O Kiss my score é o mais recente parceiro do bola na rede. para dar início a esta ligação, nada melhor do que uma reportagem para conheceres um pouco melhor deste projeto que agora está ligado ao nosso site.

Qualquer pessoa que acompanhe o fenómeno do futebol com interesse, já fez apostas de resultados com amigos ou conhecidos. Sobretudo em ano de Mundial ou Europeu, nos dias que antecedem a competição, lá preenchemos um excel feito de forma rudimentar para recolher as apostas de todos os jogos.

O Bola na Rede descobriu uma aplicação que faz isso tudo e ainda permite criar ligas com amigos, receber prémios, ver as apostas dos amigos e saber os resultados em tempo real, isto tudo sem gastar um cêntimo. Chama-se Kiss my Score (KMS) e acaba de fazer um ano de atividade. O Bola na Rede foi saber como correu esse primeiro ano e quais as expetativas para 2019.

Kiss my… Score?

Foi no final de tarde de um dia glorioso que nos deslocámos ao Braço de Prata para conversar com João Duarte, fundador e CEO do Kiss my Score. E o que é o Kiss my Score? Nas palavras do seu fundador, “o Kiss My Score é uma comunidade de fãs de futebol.” Parece simples? Na verdade, é. Estamos a falar de uma aplicação que permite fazer apostas de resultados de futebol e ganhar prémios.

Tudo começou há alguns anos, quando João Duarte descobriu as apostas profissionais, que juntavam duas coisas de que tanto gostava: o futebol e a matemática. Começou então a tentar decifrar os algoritmos e perceber como “enganar” as odds. “Mas rapidamente percebi que não estava a jogar pelo dinheiro, mas sim para ganhar as apostas e dizer aos meus amigos, porque isso me dava credibilidade enquanto adepto do futebol.”

João Duarte fundou o KMS em fevereiro de 2018
Fonte: Kiss my Score

Mas o fundador do KMS sentiu que faltava qualquer coisa, que havia um vazio. “Procurava alguma coisa que me permitisse estar perto do futebol, com os meus amigos, e que envolvesse competir, porque eu sempre adorei competição.”

Foi então que chegou o Euro 2016 e, juntamente com amigos, João Duarte decidiu fazer apostas dos resultados, utilizando para isso uma folha de Excel simples, com fórmulas básicas. O problema foi que o número de pessoas aumentou, o que gerou imensa confusão e o ficheiro acabava por ir abaixo com tanta informação.

Este problema foi o pontapé de saída que levou João Duarte a procurar uma solução que permitisse jogar aquele jogo que tanto gostava com amigos e que acabava por trazer boas conversas sobre futebol, mesmo até com aqueles amigos que nem percebiam ou nem acompanhavam assim tão de perto o futebol. “É a oportunidade para eles de entrar numa conversa da qual muitas vezes são excluídos à partida”, diz-nos o fundador do KMS.

O primeiro teste da aplicação foi feito no Euro 2016, juntamente com dois amigos da faculdade. Fizeram uma aplicação muito básica e colocaram nas stores, atingindo os 10.000 downloads, algo que os surpreendeu.

A plataforma esteve no ar até ao fim do Euro e João descobriu que, daqueles 10.000 utilizadores, 80% continuou a jogar até ao fim da competição. Aí percebeu que a sua ideia tinha potencial. Terminado o Europeu com um golo de Éder, João Duarte decidiu terminar os estudos e trabalhar noutras aplicações para ganhar experiência, acabando por lançar o KMS em fevereiro de 2018.

Primeiro ano de atividade – crescimento pelo feedback

A estrutura do KMS é simples e muito característica de uma startup: quatro pessoas, divididas por duas áreas apenas. A área técnica, de desenvolvimento de produto e programação, e uma outra área responsável por tudo o resto, que engloba principalmente Vendas e Marketing.

Segundo João Duarte, o grande desafio no primeiro ano de atividade foi o de conseguir criar um jogo à volta do jogo. Neste momento, o KMS quer ser mais do que um jogo. Quer ser uma comunidade à volta do futebol, onde este seja discutido de forma saudável.

“Acima de tudo acho que somos um bom iniciador de conversas de futebol. No KMS eu consigo ver os palpites que os meus amigos fizeram para aquele jogo e consigo ver o resultado desse jogo em tempo real, porque a app também funciona como um Live Score”, refere João Duarte.

E o que é que esta aplicação traz de diferente à forma como os adeptos se relacionam com o desporto rei? Tem a palavra o seu fundador: “Eu consigo, por exemplo, ver que o meu irmão apostou que o Sporting ia empatar com o Belenenses. Eu como não estou com ele, não saberia o prognóstico dele se não fosse o KMS. Isto dá-me contexto para eu iniciar uma conversa com o meu irmão, sobre futebol, sobre o jogo jogado. Porque ao ver o palpite dele, eu começo uma conversa com ele para perceber o porquê. E ele não me diz que é por causa do árbitro, mas porque viu que o treinador vai apostar no sistema tático x e que o jogador y está lesionado e não vai jogar.”

Este é o início, diz-nos João Duarte, mas o fundador do KMS não quer ficar por aqui. O seu desejo é que esta aplicação se torne no sítio ideal para viver futebol com os amigos, aproveitando a possibilidade que a Internet oferece de encurtar, ou até eliminar, a distância física.

O KMS pretende ser o sítio ideal para os adeptos viverem o futebol com amigos
Fonte: FPF

“Se eu tivesse que explicar o que é o KMS, para mim era uma sala com o melhor para ver um jogo de futebol: os meus amigos que gostam de futebol, um ecrã gigante para ver o jogo e cervejas no frigorífico. Isto é o que queremos trazer para o digital, tornar a experiência de ver futebol com amigos melhor, mesmo não havendo essa presença física”, afirma João Duarte.

E o mais engraçado é que a ideia de colocar prémios em disputa nas ligas surgiu de forma orgânica, pois foi algo que inicialmente não estava pensado. “Quando as pessoas criavam ligas, tinham dois campos para preencher: o nome da liga e a descrição. Com o tempo, começámos a perceber que as pessoas usavam o campo da descrição para colocar o prémio que estava em jogo. Descobrimos que nas ligas em que havia na descrição a indicação de um prémio em disputa (um jantar, uma rodada de cervejas), a retenção era muito maior. Esse foi o ‘gancho’ para nós mudarmos a designação de descrição para prémio”, conta-nos João Duarte.

Após o lançamento da aplicação em fevereiro de 2018, o número de utilizadores cresceu de forma rápida, muito graças ao word of mouth gerado por amigos e familiares. A componente de live score surgiu pouco depois do lançamento da aplicação, fruto do feedback dos utilizadores, assim como a possibilidade de os utilizadores verem as apostas dos seus amigos e um chat universal para cada jogo, como complemento ao chat de cada liga.

Foi também lançada uma funcionalidade que permite saber qual a aposta mais frequente para um jogo que ainda está por acontecer, que dá uma tendência do resultado esperado.

Parcerias – clubes e marcas

Neste momento, o KMS tem cerca de 330.000 utilizadores registados. O maior mercado é o Brasil, seguido de Portugal, onde são cerca de 100.000 o número de utilizadores. A app está classificada na App Store com 4.7/5 e na Play Store com 4.5/5, e o utilizador tipo tem uma idade entre os 18 e os 34 anos.

O KMS conta atualmente com cerca de 330.000 utilizadores ativos
Fonte: Kiss my Score

Para João Duarte, onde há mais potencial para trabalhar em parceria é com clubes e marcas. “Os clubes, porque os seus fãs jogam na nossa aplicação. Aqui o nosso objetivo é ser intermediário entre clubes e adeptos, oferecendo aos clubes mais um canal de comunicação com os seus fãs”, refere. Para além disso, o KMS permite aos clubes chegar aos fãs num ambiente mais positivo do que o das redes sociais e dá-lhes acesso a informação sobre os adeptos, numa era em que esta é tão valiosa.

O primeiro clube com quem foi fechada uma parceria foi o SL Benfica, em novembro de 2018. O clube oferece todos os meses um prémio ao vencedor da Liga Benfica, que pode ser uma camisola de jogo, um bilhete para um jogo ou para uma visita ao museu. “Neste caso torna-se muito vantajoso para os clubes porque conseguem chegar de uma forma muito particular a um nicho também ele muito particular, os millenials.”

Aquilo a que se assiste é uma situação “win/win/win”. “Os clubes ganham porque conseguem mais um canal de comunicação com os fãs, os utilizadores ganham a possibilidade de obter mais prémios e ganha o KMS porque a comunidade cresce”, afirma João Duarte. A parceria com o Benfica está a ser consolidada e o fundador do KMS promete ter mais novidades brevemente.

Relativamente ao mercado português, a recetividade dos clubes a quem apresentou o projeto foi boa, diz-nos João Duarte, e a perspetiva é de que sejam anunciadas parcerias com mais clubes, para além do SL Benfica, ao longo deste ano.

Para as marcas o valor acrescentado desta parceria é “a oportunidade de chegarem a um público muito segmentado, um nicho, alavancado na emoção que está associada ao futebol. Para os nossos utilizadores é uma vantagem muito grande, pois podem ganhar mais prémios, que são experiências, que acabam por ser muito melhor recebidas do que os produtos.”

Estas experiências são, por exemplo, um bilhete para ver a final da Liga dos Campeões ao vivo, a possibilidade de ver um jogo da própria equipa no banco de suplentes ou ir ao relvado do estádio da sua equipa no intervalo de um jogo.

Durante o Mundial 2018, o KMS fechou uma parceria com a marca Licor Beirão. No final da competição, o vencedor da Liga Licor Beirão foi presenteado com uma festa, oferecida pela marca, que incluiu DJ e bebida. Isto permitiu à empresa ter presença na aplicação durante toda a competição e interagir com os utilizadores, para além de ter visto o seu patrocínio ser amplificado pelos meios de comunicação.

O SL Benfica foi o primeiro clube a fechar uma parceria com o KMS
Fonte: SL Benfica

Outras oportunidades no âmbito de parcerias com marcas estão a surgir com “aquelas que já fazem parte do ecossistema do futebol, que patrocinam clubes, estádios e tudo o que acontece à volta do futebol. São as mais óbvias porque já perceberam as vantagens de estar associado ao desporto e à emoção que este desperta”, afirma João Duarte.

O KMS adiantou ao Bola na Rede que está neste momento em negociações com marcas das áreas da alimentação, bebidas e material desportivo, e espera em breve lançar novas parcerias para os seus utilizadores.

E como é que o KMS comunica para os adeptos do futebol? “A nossa grande divulgação é o word of mouth, tem sido a nossa melhor publicidade. Em média, cada utilizador que se regista, convida pelo menos mais um para se registar. Durante o Mundial, esse número subiu para quatro, o que se traduziu num crescimento exponencial”, diz o fundador do KMS.

2019 traz samba, eSports e mais modos de jogo

Os eSports é algo que já não pode ser dissociado do futebol. Por isso, o KMS criou já este ano uma liga para apostar nos resultados da competição de eSports da Federação Portuguesa de Futebol. Tendo em conta a emergência deste fenómeno em mercados como o Brasil e a Alemanha, o KMS já está em negociações para incluir as respetivas ligas de eSports na sua aplicação.

As perspetivas para 2019 são positivas, principalmente porque o KMS entrou neste ano já a vencer: foi uma das doze startups a participar no programa de aceleração do FC Koln, da Alemanha, e foi o grande vencedor do programa, arrecadando o prémio de “Melhor Startup”. “Vamos avançar também com uma parceria com o clube, cujos moldes iremos anunciar brevemente. Para além disso, estamos em negociações com clubes da Primeira Liga Portuguesa, assim como clubes da Alemanha e do Brasil.”

A primeira ronda de investimento está a ser fechada neste momento e João Duarte revela que há um clube muito interessado, assim como uma empresa de media com grande relevância no panorama mediático português. O objetivo desta ronda de investimento não é “obter dinheiro por dinheiro, mas sim dinheiro para nos abrir portas. Queremos alguém que esteja inserido no mundo desportivo e que nos ajude a aumentar a nossa comunidade”, refere João Duarte.

E o que é que tem sido o segredo para o sucesso da aplicação juntos dos utilizadores? Nas palavras do fundador do KMS, “nós estamos sempre com os ‘ouvidos abertos’. Estamos muito atentos ao feedback que recebemos dos utilizadores, temos inclusive um sistema de feedback na aplicação, e várias funcionalidades foram já criadas precisamente como consequência desse feedback”, diz João Duarte.

Em 2019 o KMS vai apostar forte nos mercados da Alemanha e Brasil
Fonte: FIFA

João Duarte revelou em primeira mão ao Bola na Rede a próxima novidade a apresentar: “A possibilidade de jogar durante o decorrer de um jogo.” De que forma? “Iremos lançar desafios, por exemplo, quem será o próximo jogador a marcar um golo, quantas defesas fará o Buffon ou quantos golos é que o Cristiano Ronaldo vai marcar.”

Esta nova funcionalidade responde ao pedido dos utilizadores para mais formas de jogar e interagir com o jogo, permitindo ter acesso a informação que outras aplicações não têm. “Se de 10.000 utilizadores, 9.000 disseram que o Cristiano Ronaldo vai marcar um golo, para mim que não estou a ver o jogo, diz-me muito. É um grande insight sobre o que está a acontecer e é fruto da nossa ambição de nos tornarmos na melhor ferramenta para acompanhar um jogo de futebol.”

Para este ano, o KMS quer estabelecer-se nos mercados português, brasileiro e alemão, antes de se aventurar noutros países. “A Alemanha é um país com grande abertura a este tema e muito desenvolvido em termos da transformação digital e digitalização da comunicação. É um país com bastante potencial, tanto em termos de clubes como de utilizadores, pois culturalmente estão muito habituados a este tipo de jogo”, afirma João Duarte.

Para além destes, o mercado dos Estados Unidos e o mercado asiático também despertaram a atenção do KMS. Em relação ao Brasil, com a realização da Copa América este ano, João Duarte prevê um fenómeno de crescimento em termos de utilização da app durante esse período, “porque respondemos a uma necessidade muito específica, para a qual existem muito poucas soluções no mercado atual.”

Foto de Capa: FPF

Antevisão do Grande Prémio de Espanha

0

Este fim-de-semana, a caravana do MotoGP segue para Jerez de la Frontera para iniciar uma série de corridas nos traçados europeus.

No decorrer da conferência de imprensa na passada quinta-feira, quando questionados acerca do que esperavam da corrida as respostas coincidiam. O facto de a pista ter novo asfalto faz com que a prestação seja uma verdadeira incógnita até começarem os primeiros treinos livres. 

Os pilotos presentes na conferência de imprensa mostraram-se entusiasmados com a prova no circuito espanhol. Um deles foi Marc Marquez (Repsol Honda Team) que, depois de a sua sorte no COTA (Circuito of the Americas) ter chegado ao fim, dará tudo para vencer em Jerez, tal como aconteceu no ano passado. No entanto, mesmo tendo saído derrotado, o campeão do mundo desceu ao quarto lugar da tabela a apenas 9 pontos do líder, Andrea Dovizioso (Mission Winnow Ducati). O italiano tem tido pouca sorte em anos anteriores no circuito de Jerez e não está com uma vantagem confortável. 

Com apenas três pontos de diferença, em segundo no campeonato, está Valentino Rossi (Monster Energy Yamaha MotoGP). O italiano mostrou-se confiante depois dos bons resultados nas corridas anteriores. Porém, tal como o próprio já tinha dito, só se irá perceber a real evolução da mota desde o ano passado quando experimentar a pista de Jerez. Isto, porque Rossi não tem tido os melhores resultados no traçado espanhol.

Em terceiro no campeonato está Alex Rins (Suzuki Ecstar), vencedor da corrida anterior em que aproveitou a queda de Marquez para marcar terreno e conseguir a sua primeira vitória na classe rainha. O espanhol está em boa forma mas a sua sorte em Jerez não te sido a melhor, apesar de o circuito se adequar ao seu estilo de condução. No ano passado não terminou a corrida e no anterior faltou devido a uma lesão. No entanto, em testes, os seus resultados têm sido muito positivos neste circuito e tudo leva a crer que estará na luta pelo pódio.

Apesar de não ter estado presente na conferência de imprensa, Jorge Lorenzo (Repsol Honda) é a grande incógnita deste fim-de-semana. As suas lesões não o têm deixado mostrar as suas capacidades, mas o espanhol acredita que em Jerez as coisas vão correr de forma diferente.

Jorge Lorenzo na sessão de treinos livres
Fonte: MotoGP

No entanto, no MotoGP, pode-se esperar de tudo. Agora, depois dos primeiros treinos livres e da qualificação, já possível verificar que alguns pontos interessantes que podem ajudar a imaginar qual será o rumo que a corrida irá tomar. 

Marquez dominou três das quatro sessões de treinos livres e esteve prestes a conseguir a pole position. No final da sessão de qualificação, foi surpreendido pelo ritmo de Franco Morbidelli (que viria a ser segundo) e do rookie Fabio Quartararo, ambos da Petronas Yamaha SRT. O jovem piloto de apenas 20 anos bateu tudo e todos quando arrancou o melhor tempo a Marc Marquez, que viria a ser terceiro. Apesar disto, este último continua a ser um dos grandes candidatos à vitória em Jerez. 

Franco Morbidelli vai sair do segundo lugar da grelha de partida, ao lado do colega de equipa, Fabio Quartararo
Fonte: MotoGP

Lorenzo apresentou-se em boa forma mas teve azar no final da sessão. Sofreu uma queda e acabou por perder os últimos minutos da qualificação, acabando por ficar em 11.º lugar, mas nada está perdido.

Quanto a Valentino Rossi, os receios confirmaram-se e os resultados não estiveram à altura das provas anteriores. O piloto da Yamaha falhou o Q2 e vai sair da 13.ª linha da grelha de partida. 

Tudo está em aberto no campeonato e na corrida. Dito isto, teremos de esperar pelas 13h00 para saber se Marc Marquez irá regressar à liderança do campeonato ou se teremos mais um vencedor inesperado.

Foto de Capa: MotoGP

Sporting CP 8-7 FC Porto: Leões seguem para a Final-Four em clássico de loucos!

Fantástico! Esta deverá ser a palavra que melhor define o jogo que se realizou este sábado em Alvalade. Quinze golos! Quem diria! Ainda para mais num encontro deste calibre e entre estes dois conjuntos…É realmente surpreendente! Quem apostasse nesse resultado ou número de golos antes da partida certamente que seria apelidado de louco. Contudo, o Hóquei em Patins é uma “caixinha de surpresas” e este autêntico duelo voltou a comprovar isso mesmo!

O clássico arrancou de forma intensa, com ambas as equipas a procurarem visar a baliza contrária desde cedo. O Sporting foi a formação mais perigosa, “obrigando” Nélson Filipe a mostrar qualidade. Girão não teve que fazer jus à sua alcunha de “muro”, mas ainda apanhou uns valentes sustos. 

A toda a velocidade, leões e dragões davam espetáculo na pista do João Rocha. Após a marca dos cinco minutos iniciais, os azuis e brancos calibraram a sua mira, mas Girão, por duas vezes, negou o golo aos tricampeões da Taça de Portugal.

Com o passar dos minutos o ritmo abrandou, mas o perigo não deixou de rondar as duas balizas. Porém, os dois conjuntos já estavam melhor organizados do ponto de vista defensivo, o que originava maiores dificuldades em dispor de reais chances de golo. Contudo, quando elas surgiam Girão ou Nélson Filipe resolviam.

Sem grande capacidade para penetrar no quadrado defensivo do Porto, o Sporting começou a apostar na meia distância. Variando entre stickadas de muito longe ou lançamentos para um desvio em cima do guardião portista. No entanto, esta mudança no jogo ofensivo leonino em nada resultou. 

A cinco minutos e meio do intervalo, contra-ataque de dois para um favor da equipa portista e Telmo Pinto, que procurava assistir Gonçalo Alves, enganou tudo e todos e fez o 1-0. Momentos depois, Hélder Nunes recuperou o esférico, passou por dois e disparou para o 2-0. Volvidos alguns instantes foi a vez do Sporting marcar. “Picadinha” de Raul Marín e devagar, devagarinho a bola lá entrou na baliza de Nélson Filipe que acabou por ver azul por protestos. 

Em situação de superioridade numérica, o Sporting bem procurou o golo, mas quem ficou mais perto de marcar foi o Porto que, em contra-ataque, apenas não concretizou por duas ocasiões porque Girão não o permitiu. 

A menos de dois minutos do intervalo, através de uma situação de dois para um, os dragões quase fizeram o terceiro, mas Gonçalo Alves não conseguiu dar o melhor seguimento a um passe de Reinaldo Garcia. Pouco depois, num lance com Hélder Nunes, Ferran Font viu um azul por protestos.

Desta feita em situação de powerplay, o Porto somente conseguiu criar uma jogada de perigo, mas Girão travou, sem qualquer dificuldade, um desvio de Rafa. 

Concluída a primeira parte, o Porto vencia por o Sporting por 2-1. Resultado que se ajustava ao apresentado pelas duas formações no rinque. Os dragões foram sempre a equipa mais perigosa, mas mesmo assim desperdiçaram inúmeras situações de golo, a sua grande maioria em contra-ataque. Os verde e brancos, por seu lado, estavam com dificuldades para contrariar a teia defensiva montada pelos comandados de Guillem Cabestany, estando muito dependentes das iniciativas individuais de Font, Gil, Marín e companhia. 

Girão voltou a realizar uma enorme exibição, tendo sido determinante na passagem do Sporting ás meias-finais da Taça de Portugal de Hóquei em Patins
Fonte: Sporting Clube de Portugal

O segundo tempo teve um arranque calmo e foi o Porto quem mais perto ficou de marcar. Todavia, Reinaldo Garcia não conseguiu bater Girão. Pouco depois, belo lance de Gonçalo Alves e o guarda-redes do Sporting voltou a evitar o tento dos dragões.

Em desvantagem, os leões foram à procura do golo do empate. Contudo, a falta de critério dificultava a tarefa sportinguista no que à construção de oportunidades de finalização diz respeito.

Disputados trinta e cinco minutos de jogo, Gonzalo Romero fez uma falta para cartão azul sobre Reinaldo Garcia. Na sequência deste lance o jogador argentino do Sporting lesionou-se, o que obrigou a partida a uma longa paragem. No respetivo livre-direto Hélder Nunes não falhou e assinou o 3-1. 

Com Platero limitado e Romero fora das contas, a missão do Sporting complicou-se ainda mais e por várias vezes quase era surpreendido em situações de contra-ataque. Porém, Girão, sempre em alta, manteve os leões vivos na eliminatória. Contudo, a formação verde e branca não estava bem, sendo uma pressa fácil para o Porto. 

A cerca de onze minutos do fim, Reinaldo Garcia, que já havia sido advertido, viu um cartão azul por simular uma grande penalidade. No correspondente livre-direto, Pedro Gil tentou uma “picadinha”, mas acabou por stickar ao lado da baliza de Nélson Filipe. No desenrolar do jogo, o Porto cometeu a sua 10ª falta. Desta feita foi Ferran Font a assumir a marcação do livre-direto e com uma excelente “picadinha” reduziu a desvantagem ara 3-2.

O Sporting nem teve tempo para saborear o tento de Font, pois cometeu a sua 10ª falta. Hélder Nunes regressou à marca e com um livre-direto a papel químico do primeiro apontou o 4-2. Pouco depois, o Porto poderia ter chegado ao quinto, mas Girão disse não a uma stickada de Rafa. Passados alguns instantes, Rafa cometeu uma grande penalidade devido a ter feito um corte com o patim dentro da sua área. Raul Marín, chamado à marcação, stickou à meia altura e reduziu o marcador para 4-3. Os golos não paravam e volvidos alguns instantes, Matías Platero, solto ao segundo poste, disse sim a um passe de Caio e restabeleceu a igualdade. Estava feito o 4-4 e ainda faltavam oito minutos para o final.

A dança dos golos continuava e com pouco mais de sete minutos para o fim, Gonçalo Alves, com uma iniciativa individual, fez o 5-4. No entanto, o tento deveria ter sido invalidado, visto que o número setenta e sete dos dragões utilizou o patim de forma essencial para marcar. Pouco depois, Ferran Font viu um azul por simulação. No terceiro duelo da noite, Hélder Nunes não surpreendeu e desta feita Girão já não foi na cantiga. 

Por mais uma vez em situação de superioridade numérica, o Porto não falhou e após circular o esférico por algum tempo, Hélder Nunes vislumbrou uma nesga e com uma excelente stickada fez o 6-4. Pouco depois, Toni Pérez fez a emenda a uma stickada de Henrique Magalhães e reduziu o score para 6-5. 

A quarenta e quatro segundos do fim, numa altura em que Girão dava o seu lugar ao quinto jogador de campo, Marín, com todo o espaço e tempo do mundo, disparou em direção à baliza de Nélson Filipe e com muita sorte à mistura assinou o 6-6. 

Terminado do tempo regulamentar o marcador indicava um empate a 6-6 entre Sporting e Porto. Grande segunda parte de hóquei em patins, com inúmeros golos para cada lado e para todos os gostos. Contudo, realce para a atitude leonina que, golo após golo e contrariedade após contrariedade, nunca se rendeu e conseguiu chegar à igualdade por duas vezes. Destaque ainda para mais uma excelente exibição de Girão. Se os leões conseguiram levar o clássico para o prolongamento muito se deve ás suas inúmeras decisivas intervenções.

Tantas vezes criticado por não aparecer nos grandes jogos, Raul Marín sacudiu os “fantasmas” e apontou quatro golos que foram fundamentais na vitória leonina
Fonte: MPx Sports

No retomar da atividade, Hélder Nunes continuava com o stick quente e logo os vinte e nove segundos da primeira parte do prolongamento voltou a marcar, tendo feito o 7-6. Na dianteira, o Porto deixou de forçar o ataque, procurando reter a posse do esférico o maior período de tempo possível. A um minuto e vinte da pausa, lançamento de Pedro Gil e Matías Platero, em cima de Nélson Filipe, desviou o esférico com um toque subtil fazendo o 7-7. Pouco depois, Reinaldo Garcia viu azul por protestos com o jogo parado. 

Novamente em situação de powerplay, o Sporting não forçou, tendo decido esperar pela segunda parte, para poder atacar mais e melhor.

A segunda metade do tempo extra princípiou com os leões em superioridade numérica e apenas jogados nove segundos Raul Marín, com um “míssil” perto do meio campo, confirmou a reviravolta da formação leonina no marcador. Cerca de um minuto e meio mais tarde, Poka fez a 15ª falta do Porto devido a uma infração sobre Raul Marín. O próprio assumiu a marcação do livre-direto, tentou uma picadinha, mas Nélson Filipe defendeu. Com o marcador invertido, o Sporting passou a querer controlar melhor o esférico, enquanto que o Porto procurava chegar à baliza de Girão, sobretudo, através de stickadas de meia distância. A faltar um minuto para o fim Toni Pérez, totalmente isolado, podia ter fechado as contas, mas não conseguiu bater o guardião portista. 

Finalizado um dos clássicos mais loucos dos últimos tempos, o Sporting demonstrou a raça, tendo levado de vencido o Porto, que havia sido o campeão das últimas três edições da Taça de Portugal, por 8-7.

Nos restantes encontros dos quartos-de-final, o Benfica venceu a Juventude de Viana por 7-4, o Ríba d’Ave necessitou do prolongamento para derrotar o Paço de Arcos por 7-5 e em São João da Madeira, a Oliveirense apenas conseguiu confirmar a presença na final-four através dos penaltis, tendo vencido a Sanjoanense por 10-9.

Os jogos da final-four da Taça de Portugal de Hóquei em Patins, que se realiza entre os dias 1 e 2 de junho em local ainda por definir, são os seguintes: 

  • SL Benfica vs Sporting CP
  • UD Oliveirense vs Riba d’Ave HC

Sporting CP: 61-Ângelo Girão (GR), 4-Ferran Font, 9-Pedro Gil, 88-Henrique Magalhães e 99-Gonzalo Romero; Jogaram ainda: 8-Caio, 17-Matías Platero, 27-Raul Marín e 57-Toni Pérez; Banco: 91-Zé Diogo Macedo (GR)

FC Porto: 10-Nélson Filipe (GR), 9-Rafa, 57-Reinaldo Garcia, 77-Gonçalo Alves e 78-Hélder Nunes (CAP.); Jogaram ainda: 5-Telmo Pinto, 7-Giulio Cocco e 18-Poka; Banco: 1-Carles Grau (GR) e 17-Hugo Santos

Chega de coitadinhos

Sempre ouvi dizer que cada um faz a cama em que se deita, mas pelos vistos o G15 deve querer que os clubes despromovidos se deitem no dinheiro que vão ganhar por causa de serem isso mesmo: despromovidos.

Toda esta ideia surge da situação aliada à subida do Gil Vicente FC e consequente despromoção de mais um clube de Primeira Liga devido à subida do mesmo. Até aí tudo bem. Percebo que seja dada uma quantia face a todo o transtorno causado ao clube que irá descer por causa de todo o imbróglio resultante do, na minha opinião, muito mal gerido “Caso Mateus”.

Mas o que agora esteve também em cima da mesa foi que esta medida visava abranger, no futuro, todos os clubes que fossem despromovidos. E aí é que, para mim, o caso já muda de figura. Mas qual é o objetivo mesmo? É dar mais palmadinhas nas costas? É a sensação que me dá…

Irá Pedro Proença «aceitar» esta ideia de premiar os perdedores ?
Fonte: FPF

A competição iria ficar completamente desleal para os clubes que já se encontram na Segunda Liga que iriam ter, naturalmente, muito menos argumentos financeiros que os recém despromovidos. E, sendo assim, a subida à Primeira Liga iria estar a ser discutida sempre pelos mesmos emblemas? Já não basta a luta pelo título da Primeira Liga que é sempre remetida a três clubes?

Mas porque é que uma equipa que não é competente para se manter no primeiro escalão do futebol português ainda tem de receber uma indemnização por causa disso mesmo? Parece que estamos na fila do supermercado, onde o menino mimado começa a fazer birra porque quer um brinquedo e, no final das contas, damos-lhe o que ele quer para não haver mais birrinhas. Ofereçam o dinheiro que assim ninguém se chateia! Para mim é inconcebível esta ideia.

Mas queremos um campeonato ainda mais formatado do que aquilo que realmente ele é? Chega de tachos e tachinhos e joguem à bola! Há uns anos não havia metade do dinheiro e o jogo também se fazia.

 

Foto de Capa: Liga Portugal